Thursday, May 28, 2026
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IGEPE Assume gestão de nova empresa criada para reestruturar dívida da LAM

O Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE) será responsável pela administração de uma nova entidade criada com o objectivo exclusivo de conduzir o processo de reestruturação da dívida da companhia Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), actualmente mergulhada numa profunda crise financeira.

O anúncio foi feito esta sexta-feira (5), em Maputo, pela presidente do Conselho de Administração do IGEPE, Ana Coanai, durante uma visita da bancada parlamentar do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) às instalações do instituto. A decisão de estabelecer uma empresa dedicada à gestão da dívida da LAM foi aprovada pelo Conselho de Ministros e prevê, além da tutela do IGEPE, a participação de entidades públicas como a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB, S.A.), os Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM, E.P.), e a Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE, S.A.), em articulação com os próprios accionistas da transportadora aérea nacional. Segundo Ana Coanai, a nova estrutura terá o mandato de negociar directamente com os bancos credores, gerir o passivo acumulado e implementar um plano de reestruturação financeira da empresa.

“O processo de reestruturação, gestão e pagamento da dívida será conduzido por uma empresa a ser criada pelo IGEPE”, referiu. Apesar de reconhecer as fragilidades que afectam o Sector Empresarial do Estado, a dirigente destacou que as empresas públicas sob responsabilidade do instituto geraram cerca de 12,8 mil milhões de meticais (200 milhões de dólares) em dividendos para os cofres do Estado, valores que, segundo garantiu, têm sido reinvestidos para dinamizar a actividade empresarial e aumentar os lucros.

A visita dos deputados do MDM ao IGEPE decorreu num momento delicado da vida económica do País, marcado por escassez de recursos públicos, casos reiterados de má gestão e um ambiente de desconfiança em torno das empresas do Estado. Durante o encontro, o chefe da bancada do MDM, Fernando Bismarque, criticou a gestão ineficaz em várias empresas estatais e defendeu que a auditoria forense em curso na LAM deve produzir resultados práticos para além da própria companhia aérea.

“Esperamos que a auditoria forense na LAM não sirva apenas para encontrar culpados, mas também para combater a corrupção noutras instituições do Estado”, afirmou, acrescentando que o “grande cancro” do País continua a ser a falta de transparência na gestão dos recursos públicos. Em resposta, a direcção do IGEPE assegurou que estão a ser reforçados os mecanismos de controlo e transparência na gestão das empresas participadas pelo Estado, e que está em curso um plano de reestruturação financeira para redução dos níveis de endividamento.

Charles Chadali:“No Projecto DIGI, capacitamos jovens e comunidades para liderar a inclusão digital”

Profile Mozambique: O Projecto DIGI tem sido apontado como uma das apostas mais relevantes da Machel Fidus no campo da transformação digital. Pode explicar-nos em que consiste, quais os seus principais eixos e de que forma se propõe a criar impacto real no quotidiano das comunidades moçambicanas?

Charles Chadali: O Projecto DIGI nasceu da necessidade de digitalização acelerada que observamos durante a pandemia da Covid-19, quando se intensificou a utilização da tecnologia como solução para comunicação, educação e conexão social. Em setembro de 2023, na Machel Fidus, formalizamos esta iniciativa com o objectivo de capacitar estudantes com habilidades digitais essenciais para o futuro e, ao mesmo tempo, desenvolver soluções práticas para as suas comunidades.

Apostamos na formação e no desenvolvimento de competências que permitam aos estudantes identificar os desafios enfrentados tanto no contexto académico como nas suas comunidades. Com estas ferramentas, incentivamos a criação de soluções tecnológicas funcionais, práticas e úteis, capazes de gerar impacto directo na qualidade de vida das pessoas.

Mais do que uma iniciativa académica, o DIGI procura contribuir de forma ampla para o desenvolvimento nacional, fortalecendo a capacidade das comunidades de responder a desafios locais e promovendo o acesso a direitos fundamentais através da inovação digital.

PM: O MoU assinado entre a ENPCT e a Machel Fidus constituiu um momento de referência na 7.ª edição das Conferências Índico. Quais os compromissos centrais deste acordo e que mudanças práticas ele poderá trazer para a agenda nacional de inclusão digital?

CC: O MoU assinado entre a ENPCT e a Machel Fidus representa um marco importante na 7.ª edição das Conferências Índico. Este acordo estabelece compromissos claros de colaboração entre as duas instituições, com foco na promoção da inclusão digital e na capacitação de jovens e comunidades em Moçambique.

Assinatura oficial do Memorando de Entendimento (MoU) entre a ENPCT e a Machel Fidus

Como exemplo concreto, destacamos um caso de sucesso do nosso projeto de digitalização: um grupo de estudantes, orientados pelo seu professor de ITICS, desenvolveu uma biblioteca digital destinada a disponibilizar material didático em formato digital, com alcance potencial a nível nacional. Esta iniciativa demonstra a capacidade dos estudantes de criar soluções práticas e relevantes para as suas comunidades.

Com o MoU, reforçamos o compromisso de apoiar estas iniciativas, mobilizando recursos, know-how e sinergias entre o Parque de Ciência e Tecnologia e a Machel Fidus. O objectivo é transformar projectos promissores em soluções concretas, acessíveis e sustentáveis, assegurando que os resultados do projeto de digitalização se traduzam em impactos tangíveis no quotidiano das comunidades e na agenda nacional de inclusão digital.

PM: Um dos princípios defendidos pela Machel Fidus é que “moldar mentes é a chave para um futuro promissor”. De que forma essa visão se materializa nos programas implementados, sobretudo na capacitação de jovens e na promoção de competências digitais?

CC: Abraçamos a missão da Machel Fidus porque acreditamos firmemente que moldar mentes é a chave para um futuro promissor. Para nós, a educação é o alicerce da transformação social, e a tecnologia funciona como um veículo para materializar essa visão.

Nos nossos programas, utilizamos todos os recursos disponíveis, tecnológicos, digitais e pedagógicos, para capacitar jovens moçambicanos. O objectivo é prepará-los para agir como agentes de mudança, promovendo soluções concretas nas suas comunidades e tornando-se vetores de transformação da sociedade.

O projecto de digitalização, por exemplo, integra a capacitação em competências digitais com a disponibilização de equipamentos informáticos às escolas, garantindo que os estudantes não só aprendam, mas também tenham ferramentas práticas para aplicar o conhecimento. A nossa prioridade é tornar os jovens autossuficientes, capazes de enfrentar desafios e contribuir para um desenvolvimento sustentável e inclusivo, moldando uma mentalidade orientada para soluções e inovação.

PM: O acesso desigual às tecnologias continua a ser um dos principais entraves ao desenvolvimento inclusivo. Que medidas concretas o Projecto DIGI pretende implementar para reduzir a exclusão digital e garantir que a transformação tecnológica seja, de facto, abrangente?

CC: No Projecto DIGI, encaramos a inclusão digital como um dos pilares centrais da nossa acção. A nossa prioridade é levar tecnologia e educação digital para aqueles que tradicionalmente têm menos acesso, garantindo que a transformação tecnológica seja abrangente e inclusiva.

Para tal, estabelecemos critérios de selecção dos beneficiários que privilegiam estudantes e comunidades mais afastadas, menos abrangidas pelas oportunidades digitais. Actuamos diretamente nessas comunidades, fornecendo equipamentos informáticos, capacitação em competências digitais e acesso à internet. Ademais, implementamos praças digitais, em parceria com outras instituições, para criar espaços de aprendizagem e conectividade onde a tecnologia ainda não chegou.

PM: Finalmente, olhando para o futuro próximo, quais são as metas estratégicas da Machel Fidus na área da inclusão digital e como prevê que a instituição se posicione na promoção de um ecossistema digital sustentável em Moçambique?

CC: Na Machel Fidus, encaramos a inclusão digital como uma prioridade estratégica, que requer uma base estrutural sólida, incluindo o fornecimento de equipamentos informáticos e o acesso à internet. A nossa visão de médio e longo prazo passa por consolidar parcerias com instituições e actores comprometidos com a promoção da transformação digital, de forma a maximizar o impacto das nossas iniciativas.

Prevemos que a instituição se posicione como um catalisador do ecossistema digital em Moçambique, criando oportunidades para colaboração, inovação e desenvolvimento sustentável.

Ao integrar esforços com os nossos parceiros, buscamos unir competências, recursos e ideias para construir sinergias que fortaleçam a inclusão digital e promovam soluções tecnológicas que beneficiem tanto comunidades escolares quanto a sociedade em geral.

Saiba mais aqui: Machel Fidus

Charles Chadali: “Through the DIGI Project, we empower young people and communities to lead digital inclusion”

Profile Mozambique: The DIGI Project has been described as one of Machel Fidus’ most significant commitments in the field of digital transformation. Could you explain what it consists of, its main pillars, and how it aims to create real impact in the daily lives of Mozambican communities?

Charles Chadali: The DIGI Project was born out of the need for accelerated digitalization that we observed during the Covid-19 pandemic, when technology became an essential tool for communication, education, and social connection. In September 2023, at Machel Fidus, we formalized this initiative with the goal of equipping students with essential digital skills for the future while simultaneously developing practical solutions for their communities.

We focus on training and skills development that enable students to identify the challenges faced both in their academic environment and in their communities. With these tools, we encourage the creation of functional, practical, and useful technological solutions capable of generating a direct impact on people’s quality of life. More than an academic initiative, DIGI aims to broadly contribute to national development by strengthening communities’ ability to respond to local challenges and promoting access to fundamental rights through digital innovation.

PM: The MoU signed between ENPCT and Machel Fidus was a landmark moment at the 7th edition of the Índico Conferences. What are the central commitments of this agreement, and what practical changes might it bring to the national digital inclusion agenda?

CC: The MoU signed between ENPCT and Machel Fidus represents a significant milestone at the 7th edition of the Índico Conferences. This agreement establishes clear commitments to collaboration between the two institutions, focusing on promoting digital inclusion and empowering young people and communities in Mozambique.

Official Signing of the Memorandum of Understanding (MoU) between ENPCT and Machel Fidus

As a concrete example, I highlight a successful case from our digitalization project: a group of students, guided by their ITICS teacher, developed a digital library designed to make educational material available in digital format, with potential nationwide reach. This initiative demonstrates students’ ability to create practical and relevant solutions for their communities.

With the MoU, we reinforce our commitment to supporting these initiatives by mobilizing resources, know-how, and synergies between the Science and Technology Park and Machel Fidus. The objective is to transform promising projects into concrete, accessible, and sustainable solutions, ensuring that the outcomes of the digitalization project translate into tangible impacts in communities’ daily lives and the national digital inclusion agenda.

PM: One of Machel Fidus’ guiding principles is that “shaping minds is the key to a promising future.” How does this vision materialize in the programs implemented, particularly in empowering young people and promoting digital skills?

CC: We embrace Machel Fidus’ mission because we firmly believe that shaping minds is the key to a promising future. For us, education is the foundation of social transformation, and technology serves as a vehicle to bring this vision to life.

In our programs, we leverage every available resource, technological, digital, and pedagogical, to equip young Mozambicans. The goal is to prepare them to act as agents of change, developing concrete solutions within their communities and becoming vectors of societal transformation.

For example, the digitalization project combines training in digital skills with the provision of computer equipment to schools, ensuring that students not only learn but also have practical tools to apply their knowledge. Our priority is to make young people self-sufficient, capable of meeting challenges and contributing to sustainable and inclusive development, shaping a mindset oriented towards solutions and innovation.

PM: Unequal access to technology remains one of the main obstacles to inclusive development. What concrete measures does the DIGI Project intend to implement to reduce digital exclusion and ensure that technological transformation is truly comprehensive?

CC: In the DIGI Project, we regard digital inclusion as one of the central pillars of our work. Our priority is to bring technology and digital education to those who traditionally have less access, ensuring that technological transformation is both broad and inclusive.

To achieve this, we have established beneficiary selection criteria that prioritize students and communities located in more remote areas, often left out of digital opportunities. We work directly in these communities, providing computer equipment, digital skills training, and internet access. Additionally, we implement digital squares, in partnership with other institutions, to create learning and connectivity spaces in areas where technology has not yet reached.

PM: Finally, looking to the near future, what are Machel Fidus’ strategic goals in the area of digital inclusion, and how does the institution envision positioning itself in promoting a sustainable digital ecosystem in Mozambique?

CC: At Machel Fidus, we see digital inclusion as a strategic priority that requires a solid structural foundation, including the provision of computer equipment and internet access. Our medium- and long-term vision is to consolidate partnerships with institutions and stakeholders committed to promoting digital transformation in order to maximize the impact of our initiatives.

We foresee the institution positioning itself as a catalyst for Mozambique’s digital ecosystem, creating opportunities for collaboration, innovation, and sustainable development. By integrating efforts with our partners, we aim to combine skills, resources, and ideas to build synergies that strengthen digital inclusion and promote technological solutions that benefit both school communities and society at large.

Learn more here: Machel Fidus

Governo prepara Lei de protecção de dados pessoais

O Governo está a preparar a Lei de Protecção de Dados Pessoais, um instrumento que vai estabelecer o regime jurídico para a protecção dos cidadãos e sua privacidade.

A elaboração da lei, que se encontra em auscultação pública, é liderado pelo Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC), assegurando que a mesma está em linha com os padrões internacionais.

“Esta lei visa cumprir um comando constitucional, que é a protecção dos direitos fundamentais do cidadão, que diz respeito à utilização de seus dados e à sua privacidade”, disse Lourino Chemane, Presidente do Conselho de Administração do INTIC, citado pela AIM.

Este lembrou que o Governo ratificou a Convenção da União Africana de protecção de dados pessoais e de privacidade, portanto, a Convenção do Malabo.

Disse ainda que o trabalho esta sendo feito em alinhamento com a Convenção das Nações Unidas contra crimes cibernéticos, “em relação à Convenção de Budapeste, também de crimes cibernéticos, porque muitos dos crimes cibernéticos estão associados com a utilização indevida dos dados do cidadão”.

Chemane falava em Maputo, à margem da segunda sessão de auscultação pública, que sucede às sessões de recolha de contribuições “realizadas directamente com diferentes sectores”.

Para garantir o pleno alinhamento aos padrões internacionais, o INTIC está a realizar consultas internacionais, que incluem equipas técnicas do Brasil, consultores da União Africana, consultores do Conselho da Europa e do governo dos Estados Unidos.

Chemane acrescentou que a lei visa assegurar que “os mesmos direitos que o cidadão adquiriu antes da era digital se mantenham na era digital”.

Segundo a fonte, a proposta de lei prevê, entre outras medidas, a proibição do tratamento de dados pessoais que revelem convicções políticas, crenças religiosas, informação médica, vida sexual, informações relativas ao estado de saúde do titular dos dados, dados relacionados a condenações penais e infracções.

Para o efeito, está prevista a criação da Autoridade Nacional de Protecção de Dados Pessoais (ANPD), uma instituição pública com competências reguladoras, fiscalizadoras e sancionatórias.

A seguir a auscultação pública em curso, haverá uma harmonização técnica com os sectores do governo, “que têm grande responsabilidade de intervenção”.

Até ao fim deste mês de Setembro, a proposta deverá passar para as etapas seguintes do processo legislativo, nomeadamente a apresentação aos conselhos técnico e consultivo do Ministério das Comunicações e Transformação Digital, depois ao Conselho de Ministros e, finalmente, a Assembleia da República.

ENH vai comprar 70 por cento de acções da Kogás e planeia expansão do gás natural

A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) vai comprar, a partir deste mês, os 70 porcento de acções da sua parceira, Kogás, no projecto de gasoduto de distribuição do gás doméstico em Maputo. Os 70 porcento de acções são avaliados em dez milhões e novecentos e cinquenta e novel mil dólares norte-americanos.

A informação foi partilhada pelo porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, falando em conferência de imprensa.

Actualmente, a ENH detém 30 porcento de acções da “joint venture”, e com esta transacção dos 70 porcento de acções vai permitir que passe a deter 100 porcento de acções, disse Impissa.

A fonte explicou que a primeira prestação será paga este mês, a segunda será em Novembro e em Janeiro do próximo ano, passando o Governo, através da ENH, dominar a totalidade.

Moza Banco distingue 23 empresas com o Selo FaMoza

O Moza Banco distinguiu, na sua primeira edição do Selo FaMoza, um total de 23 empresas nacionais que se destacaram pelo relacionamento com a instituição, em critérios que vão do envolvimento financeiro ao uso de plataformas digitais e terminais POS.

A cerimónia de entrega do Selo FaMoza decorreu em Maputo e reuniu representantes de empresas de diferentes setores e regiões do país. Entre os premiados estão a Uteka Construções, o Instituto Nília e a Moz Phama, num grupo de 23 entidades que reforçam a presença do Moza Banco como parceiro estratégico do tecido empresarial nacional.

Os empresários distinguidos sublinharam que o reconhecimento fortalece o compromisso em manter uma relação sólida com o banco. “O Moza Banco tem-se mostrado um parceiro para as nossas empresas, garantindo que possamos honrar com os nossos compromissos com clientes e fornecedores com toda a assertividade necessária. Este prémio ajuda-nos a perceber que o sentimento de confiança é recíproco”, referiram.

Para o Presidente da Comissão Executiva, Manuel Soares, o selo insere-se num movimento de inovação e proximidade ao mercado. “Com estas inovações, o Banco reforça o seu papel, não apenas como prestador de serviços financeiros, mas como um parceiro activo no incentivo ao empreendedorismo, à formalização da economia e ao combate à pobreza”, afirmou.

O responsável acrescentou que a distinção é uma forma de reconhecer clientes que “fazem acontecer” a transformação económica de Moçambique, pelo recurso intensivo às ferramentas digitais e ao relacionamento financeiro com o banco.

Esta foi a primeira edição do Selo FaMoza e o Moza Banco garante que a iniciativa terá continuidade, incentivando os seus clientes e parceiros a reforçar os níveis de transacionalidade através do portefólio de produtos e serviços disponíveis.

Fonte: O Económico

José Nhampossa: “Transformar o país no epicentro regional de inovação e soberania digital é a visão estratégica da ENCPT”

Profile Mozambique: Soberania digital é hoje um dos temas centrais para qualquer nação. Que medidas concretas podem ser tomadas para garantir a soberania e a resiliência digital em Moçambique, num cenário de crescente dependência tecnológica?

José Nhampossa: Em Moçambique, encaramos a questão dos dados com a devida seriedade, pois reconhecemos que assumem hoje um valor comparável ao do petróleo. Tal como o recurso mineral, os dados precisam de ser extraídos, refinados e geridos com responsabilidade. A grande diferença é que, ao contrário da dependência dos recursos naturais como gás, petróleo, ouro ou rubis, temos a oportunidade de acelerar o nosso desenvolvimento económico alicerçados no potencial transformador dos dados.

Contudo, para que esse valor permaneça no país, temos de adoptar medidas concretas. Entre os principais desafios, identificamos a falta de infra-estruturas adequadas e acessíveis, tanto para cidadãos como para pequenas e médias empresas e instituições públicas. Sem infra-estruturas sólidas, a recolha, análise e gestão de dados ficam comprometidas, reduzindo a nossa capacidade de prever cenários e apoiar decisões estratégicas.

José Nhampossa, Administrador Executivo para o Pelouro de Ciência, Tecnologia e Inovação da Empresa Nacional de Parques de Ciência e Tecnologia – ENPCT, E.P.

Outro entrave prende-se com a ausência de interoperabilidade entre sistemas públicos e privados, o que gera fragmentação, dificulta a partilha de recursos e compromete a eficácia da governação digital. Hoje, enfrentamos uma dispersão de plataformas e sistemas que não comunicam entre si, dificultando o acesso e a valorização dos dados. Este é um dos pontos críticos que precisamos de superar.

Para além da interoperabilidade, temos de reconhecer a fragilidade das chamadas infraestruturas críticas, que carecem de georreferenciação para apoiar a tomada de decisões em áreas como educação, saúde, agricultura, turismo e até na prevenção de fenómenos climáticos extremos.

PM: Uma das linhas de actuação da Empresa Nacional de Parques de Ciência e Tecnologia – ENPCT, E.P., é a promoção da inovação. Que iniciativas estão em curso para apoiar startups tecnológicas em Moçambique e que impacto espera que estas tenham no desenvolvimento económico nacional?

JN: Na ENPCT, temos vindo a concentrar os nossos esforços no Parque de Ciência e Tecnologia de Maluana, onde instalamos um Centro de Inovação e Desenvolvimento Tecnológico. Este centro assume-se como um espaço de convergência entre a pesquisa científica, o empreendedorismo e o desenvolvimento tecnológico, criando condições para a incubação de startups e empresas emergentes.

Actualmente, contamos com 15 incubadoras que actuam em áreas estratégicas como agropecuária, construção civil, saneamento, reaproveitamento de resíduos sólidos e transformação digital. Destaco, por exemplo, uma startup que recolhe materiais reciclados, incluindo redes de pesca descartadas no mar, e, através de tecnologia 3D, produz próteses e cadeiras de rodas. Outra iniciativa relevante é a produção de computadores alimentados a energia solar, com autonomia de até oito horas, concebidos para apoiar o ensino à distância e a inclusão digital em zonas rurais e remotas.

Temos igualmente startups que desenvolvem sistemas de gestão universitária adaptados à realidade das instituições nacionais, proporcionando ferramentas acessíveis e eficazes para a administração académica e de recursos humanos. Noutra vertente, registamos iniciativas que apostam na transformação de produtos locais, como a manteiga de amendoim produzida a partir de máquinas fabricadas em Moçambique, gerando valor acrescentado e promovendo o espírito de inovação local.

Assinatura oficial do Memorando de Entendimento (MoU) entre a ENPCT e a Machel Fidus

Para além da incubação de startups, estamos a apostar na transformação digital através de soluções como o SIGDOC/FASTDOC, uma plataforma electrónica de gestão documental que optimiza processos, aumenta a produtividade e contribui para a modernização das organizações. Associado a estas iniciativas, oferecemos programas de formação e capacitação em tecnologias de informação e comunicação, com certificação internacional, com o objectivo de preparar jovens e profissionais para inovar de forma competitiva.

Estamos conscientes, contudo, de que enfrentamos desafios estruturais. A escassez de investimentos limita a expansão do nosso trabalho, dado que somos uma empresa pública dependente dos desembolsos do Estado, que, por sua vez, tem múltiplas prioridades. Acresce ainda a percepção de distância geográfica do Parque de Maluana, localizado a cerca de 60 quilómetros da Cidade de Maputo, o que, sem uma estratégia de comunicação robusta, tende a retrair parte dos jovens empreendedores.

PM: Considerando o rápido avanço das tecnologias emergentes, como Inteligência Artificial e Blockchain, de que forma o país pode posicionar-se para não ficar para trás e, ao mesmo tempo, garantir que a inovação beneficie um crescimento inclusivo?

JN: Quando falamos do rápido avanço das tecnologias emergentes, como a Inteligência Artificial, Blockchain ou 5G, estamos perante um cenário de grandes oportunidades, mas também de desafios estruturais. Estas ferramentas têm potencial para impulsionar a produtividade, estimular a inclusão social e dinamizar o crescimento económico, mas exigem de nós estratégias claras para garantir que os seus benefícios sejam amplamente partilhados.

No nosso entender, Moçambique deve posicionar-se para capitalizar estas tecnologias no sentido de reduzir desigualdades, atrair investimento e consolidar-se como um hub regional de inovação. Sectores como educação, saúde e agricultura podem transformar-se de forma significativa com a adopção de soluções digitais. Na agricultura, por exemplo, drones podem optimizar a produção; na saúde, o uso de prontuários electrónicos pode ampliar o acesso; e, na educação, as plataformas de ensino à distância, associadas a tecnologias como computadores solares, podem democratizar o conhecimento, sobretudo nas zonas rurais.

Reconhecemos, no entanto, que a adopção desigual destas tecnologias pode acentuar a exclusão digital, principalmente num país onde a taxa de penetração da internet ainda é baixa. Por isso, é fundamental investir em infra-estrutura digital, capacitação de competências e regulamentação robusta, que assegurem ética, segurança e confiança no ambiente digital. A experiência recente do Centro Nacional de Resposta a Incidentes (CERT), que conseguiu neutralizar milhares de ataques cibernéticos, demonstra a importância de reforçarmos continuamente a resiliência cibernética.

Também acreditamos que a inovação deve caminhar de mãos dadas com a inclusão. As startups incubadas no Parque de Ciência e Tecnologia, que desenvolvem soluções como próteses em 3D ou cadeiras de rodas acessíveis, são um exemplo concreto de como a tecnologia pode gerar impacto social, criar empregos e atrair investimento internacional.

PM: Por fim, olhando para o futuro, qual é a sua visão sobre o papel que Moçambique pode desempenhar no ecossistema regional de ciência, tecnologia e inovação, e que metas a ENPCT definiu para alcançar esse posicionamento?

JN: Quando olhamos para o futuro, acreditamos que Moçambique pode desempenhar um papel central no ecossistema regional de ciência, tecnologia e inovação. O nosso país dispõe de recursos estratégicos, corredores logísticos de grande importância como o de Nacala, e, sobretudo, de uma visão de transformação digital que aposta na ciência e inovação como motores do desenvolvimento inclusivo e sustentável.

Através do Parque de Ciência e Tecnologia de Maluana, temos condições para exportar soluções inovadoras para a região, desde tecnologias agrícolas e drones de irrigação até plataformas digitais de governação electrónica. Acreditamos que Moçambique pode posicionar-se como fornecedor de recursos, infra-estruturas e conhecimento, liderando projectos regionais em energias renováveis, mineração, inteligência artificial e transformação digital.

As metas que definimos vão nesse sentido. Em primeiro lugar, pretendemos acelerar a transformação digital com a implementação de clouds e plataformas que reforcem a integração de dados e beneficiem a região como um todo. Em paralelo, assumimos o compromisso de investir na capacitação de jovens e profissionais, garantindo uma nova geração preparada para os desafios da ciência e da tecnologia.

Outra prioridade é assegurar a soberania e a segurança digital, reduzindo a dependência externa e fortalecendo a resiliência nacional e regional. Neste domínio, o Parque de Ciência e Tecnologia de Maluana já desenvolve soluções concretas, como computadores solares e plataformas de ensino à distância, que permitem ampliar a inclusão digital, reduzir a taxa de analfabetismo e criar novas oportunidades de empregabilidade.

Queremos ainda promover a cultura de inovação e o fortalecimento do sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação. O objectivo é fomentar startups e empresas que possam desenvolver soluções para sectores estratégicos, desde a saúde, como próteses em 3D e dispositivos de acessibilidade, até serviços públicos mais transparentes e eficientes.

No campo da cibersegurança, temos vindo a investir em estruturas como o Centro Nacional de Resposta a Incidentes, que já demonstrou a sua eficácia ao neutralizar milhares de ataques. Este tipo de investimento garante maior confiança na economia digital e cria condições para atrair mais investidores internacionais.

Estamos conscientes de que persistem desafios, como a baixa penetração da internet e os elevados custos de equipamentos. Mas acreditamos que, com investimento contínuo em infraestruturas, parcerias público-privadas e políticas inclusivas, Moçambique pode afirmar-se como referência regional na ciência, tecnologia e inovação, em alinhamento com a Agenda 2063 da União Africana.

Saiba mais aqui: Empresa Nacional de Parques de Ciência e Tecnologia – ENPCT, E.P.

José Nhampossa: “Transforming the country into the regional epicenter of innovation and digital sovereignty is ENPCT’s strategic vision.”

Profile Mozambique: Digital sovereignty is today one of the central themes for any nation. What concrete measures can be taken to guarantee digital sovereignty and resilience in Mozambique, in a scenario of growing technological dependence?

José Nhampossa: In Mozambique, we take the issue of data very seriously, as we recognize that it now holds a value comparable to that of oil. Just like the mineral resource, data must be extracted, refined, and managed responsibly. The main difference, however, is that unlike the dependence on natural resources such as gas, oil, gold, or rubies, we have the opportunity to accelerate our economic development by leveraging the transformative potential of data.

However, for this value to remain in the country, we must adopt concrete measures. Among the main challenges, we identify the lack of adequate and accessible infrastructure, both for citizens and for small and medium-sized enterprises as well as public institutions. Without solid infrastructure, data collection, analysis, and management are compromised, reducing our capacity to forecast scenarios and support strategic decision-making.

José Nhampossa, Executive Board Member for Science, Technology and Innovation at the National Science and Technology Parks Company – ENPCT, E.P.

Another obstacle lies in the absence of interoperability between public and private systems, which generates fragmentation, hinders the sharing of resources, and compromises the effectiveness of digital governance. Today, we face a dispersion of platforms and systems that do not communicate with each other, making access to and the valorization of data difficult. This is one of the critical points we must overcome.

In addition to interoperability, we must also acknowledge the fragility of so-called critical infrastructures, which lack proper georeferencing to support decision-making in areas such as education, health, agriculture, tourism, and even in the prevention of extreme climate events.

PM: One of the core lines of action of the National Science and Technology Parks Company – ENPCT, E.P., is the promotion of innovation. What initiatives are currently underway to support technology startups in Mozambique, and what impact do you expect them to have on national economic development?

JN: At ENPCT, we have been concentrating our efforts on the Maluana Science and Technology Park, where we established an Innovation and Technology Development Center. This center positions itself as a space of convergence between scientific research, entrepreneurship, and technological development, creating the conditions for the incubation of startups and emerging companies.

At present, we have 15 incubators operating in strategic areas such as agribusiness, civil construction, sanitation, solid waste recovery, and digital transformation. I highlight, for example, a startup that collects recycled materials, including discarded fishing nets from the sea, and through 3D technology produces prosthetics and wheelchairs. Another relevant initiative is the production of solar-powered computers, with autonomy of up to eight hours, designed to support distance learning and digital inclusion in rural and remote areas.

We also have startups developing university management systems adapted to the reality of national institutions, providing accessible and effective tools for academic and human resource administration. In another dimension, we note initiatives that focus on the transformation of local products, such as peanut butter produced using machines made in Mozambique, thereby generating added value and promoting a spirit of local innovation.

Beyond startup incubation, we are investing in digital transformation through solutions such as SIGDOC/FASTDOC, an electronic document management platform that streamlines processes, increases productivity, and contributes to the modernization of organizations. Alongside these initiatives, we provide training and capacity-building programs in information and communication technologies, with international certification, with the aim of preparing young people and professionals to innovate competitively.

We are, however, aware of structural challenges. A shortage of investment limits the expansion of our work, given that we are a public company dependent on disbursements from the State, which in turn has multiple priorities. Added to this is the perception of geographic distance from the Maluana Park, located about 60 kilometers from Maputo City, which, without a robust communication strategy, tends to discourage part of the young entrepreneurial community.

PM: Considering the rapid advance of emerging technologies, such as Artificial Intelligence and Blockchain, how can the country position itself to avoid being left behind and, at the same time, ensure that innovation contributes to inclusive growth?

JN: When we talk about the rapid advance of emerging technologies such as Artificial Intelligence, Blockchain, or 5G, we are facing a scenario of great opportunities, but also structural challenges. These tools have the potential to boost productivity, stimulate social inclusion, and drive economic growth, but they require clear strategies from us to ensure their benefits are broadly shared.

In our view, Mozambique must position itself to capitalize on these technologies in order to reduce inequalities, attract investment, and establish itself as a regional hub of innovation. Sectors such as education, health, and agriculture can be significantly transformed with the adoption of digital solutions. In agriculture, for instance, drones can optimize production; in health, the use of electronic health records can expand access; and in education, distance learning platforms combined with technologies such as solar-powered computers can democratize knowledge, especially in rural areas.

We also recognize, however, that uneven adoption of these technologies can exacerbate digital exclusion, particularly in a country where internet penetration remains low. Therefore, it is essential to invest in digital infrastructure, skills training, and robust regulation that ensure ethics, security, and trust in the digital environment. The recent experience of the National Computer Emergency Response Team (CERT), which managed to neutralize thousands of cyberattacks, demonstrates the importance of continuously reinforcing our cyber resilience.

We also believe that innovation must go hand in hand with inclusion. The startups incubated at the Science and Technology Park, which develop solutions such as 3D prosthetics or accessible wheelchairs, are a concrete example of how technology can generate social impact, create jobs, and attract international investment.

PM: Finally, looking ahead, what is your vision of the role Mozambique can play in the regional science, technology, and innovation ecosystem, and what goals has ENPCT set to achieve that positioning?

JN: When we look to the future, we believe that Mozambique can play a central role in the regional science, technology, and innovation ecosystem. Our country has strategic resources, major logistical corridors such as Nacala, and above all, a vision of digital transformation that relies on science and innovation as engines of inclusive and sustainable development.

Through the Maluana Science and Technology Park, we are well positioned to export innovative solutions to the region, ranging from agricultural technologies and irrigation drones to digital platforms for electronic governance. We believe Mozambique can position itself as a supplier of resources, infrastructure, and knowledge, leading regional projects in renewable energy, mining, artificial intelligence, and digital transformation.

Official Signing of the Memorandum of Understanding (MoU) between ENPCT and Machel Fidus

The goals we have defined go in that direction. First, we aim to accelerate digital transformation with the implementation of cloud systems and platforms that strengthen data integration and benefit the region as a whole. In parallel, we are committed to investing in the training of young people and professionals, ensuring a new generation prepared for the challenges of science and technology.

Another priority is to secure digital sovereignty and security, reducing external dependence and strengthening national and regional resilience. In this area, the Maluana Science and Technology Park is already developing concrete solutions, such as solar-powered computers and distance learning platforms, which expand digital inclusion, reduce illiteracy rates, and create new employment opportunities.

We also want to promote a culture of innovation and strengthen the national system of science, technology, and innovation. The goal is to foster startups and companies capable of developing solutions for strategic sectors, from health, such as 3D prosthetics and accessibility devices, to more transparent and efficient public services.

In the field of cybersecurity, we have been investing in structures such as the National Computer Emergency Response Team, which has already proven its effectiveness by neutralizing thousands of attacks. This type of investment ensures greater trust in the digital economy and creates the conditions to attract more international investors.

We are aware that challenges persist, such as low internet penetration and high equipment costs. But we believe that, with continuous investment in infrastructure, public-private partnerships, and inclusive policies, Mozambique can establish itself as a regional reference in science, technology, and innovation, in alignment with the African Union’s Agenda 2063.

Vodacom destaca-se na 60ª FACIM com apresentação de soluções tecnológicas

A Vodacom Moçambique marcou presença na 60ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM), com soluções tecnológicas que reforçam o seu papel como motor da transformação digital e inclusão financeira no país. Entre os principais destaques estiveram o Centro de Armazenamento de Dados, localizado na Matola, a solução de gestão inteligente de redes SD-WAN e o Txova, novo serviço de crédito automático lançado pela plataforma M-Pesa.

A participação da Vodacom na FACIM permitiu, demonstrar de forma prática, como a tecnologia e a inovação podem responder aos desafios concretos da economia e da sociedade moçambicana. Empresas, instituições, parceiros e cidadãos tiveram a oportunidade de conhecer de perto as soluções que a Vodacom está a colocar ao serviço do desenvolvimento do país.

Centro de Armazenamento de Dados: Um Pilar para a Soberania Digital

Inaugurado em Março deste ano, o Centro de Armazenamento de Dados da Vodacom, foi um dos grandes protagonistas da feira. Concebido numa área de 2.600 metros quadrados, o espaço iniciou as operações com 128 racks e com uma capacidade de expansão para mais de 500 unidades, oferecendo uma infra-estrutura Carrier Neutral, que permite ligação a qualquer operadora de telecomunicações.

Com certificação Tier III pelo Uptime Institute, o centro garante uma disponibilidade de 99,982% e integra múltiplas ligações de fibra óptica de alta velocidade, redundância total dos sistemas críticos e segurança. Além da robustez técnica, foi desenhado com foco em eficiência energética, através de sistemas inteligentes de refrigeração e gestão de consumo, unindo a inovação e sustentabilidade.

Por fim, a infra-estrutura responde ainda às normas nacionais de ciber-segurança e está preparada para operar serviços de computação em nuvem alinhados às melhores práticas internacionais, fortalecendo a soberania digital de Moçambique e reduzindo a dependência de serviços internacionais.

SD-WAN: redes inteligentes para empresas mais eficientes

Outro destaque da participação da Vodacom na FACIM foi a apresentação do SD-WAN (Software-Defined Wide Area Network), uma solução inovadora para gestão inteligente de redes corporativas. A tecnologia permite que as empresas com múltiplas localizações tenham maior flexibilidade, segurança e eficiência na utilização da sua conectividade, ao mesmo tempo que reduz os custos operacionais.

Com o SD-WAN, as organizações passam a ter visibilidade em tempo real sobre o desempenho da rede, podendo priorizar as aplicações críticas, garantir a estabilidade em comunicações e proteger os dados sensíveis. Trata-se de uma resposta directa às necessidades de sectores como a banca, a indústria, o comércio e a administração pública, que exigem conectividade robusta e fiável para sustentar os seus processos de digitalização.

Txova: inclusão financeira ao alcance de todos

Ainda no epicentro da 60ª FACIM, a Vodafone M-Pesa anunciou oficialmente o serviço “Txova”, a mais recente solução de crédito automático do M-Pesa. A solução surge como complemento ao já consolidado Txuna, lançado há sete anos e que, até agora, já impactou mais de 2,5 milhões de moçambicanos.

Enquanto o Txuna disponibiliza limites de crédito mais alargados, o Txova foi pensado para situações imediatas, permitindo que pagamentos de energia, água, gás, combustível, internet ou transferências no M-Pesa não falhem por insuficiência de saldo. Os valores variam entre 1, 20, 90 meticais, com reembolso em até 30 dias. O Txova é instantâneo, automático e conveniente para permitir o impacto prático para os utentes e os pequenos negócios.

Paralelamente, o serviço beneficia empresas e fornecedores de serviços essenciais, ao reduzir falhas de cobrança e garantir maior previsibilidade de receitas. Desenvolvido em parceria com o First National Bank (FNB), o Txova reforça a estratégia de inclusão financeira da Vodacom.

Tecnologia e inclusão como motores de transformação

Com as soluções apresentadas na FACIM: Centro de Armazenamento de Dados, SD-WAN e o Txova, a Vodacom reafirma o seu compromisso em liderar a digitalização e a inclusão financeira no país. O Data Center posiciona Moçambique como referência em soluções digitais regionais; o SD-WAN oferece maior segurança e eficiência; e o Txova traduz, na prática, a missão de garantir que milhões de cidadãos tenham acesso a serviços financeiros inovadores, simples e adaptados às suas necessidades.

M-Pesa lança “Txova”: uma nova solução de microcrédito automático para os usuários

A Vodacom Moçambique, através da sua plataforma financeira M-Pesa, anunciou, na FACIM, o lançamento oficial do Txova, um novo serviço de microcrédito automático que vem responder a uma das maiores limitações enfrentadas pelos clientes: a falta de pequenos valores monetários para completar transacções essenciais do dia-a-dia.

O Txova surge como o “irmão mais novo” do Txuna, um produto já consolidado no mercado, que ao longo de sete anos impactou mais de 2,5 milhões de moçambicanos, provando que o acesso a soluções de crédito pode transformar  realidades e abrir oportunidades económicas. Enquanto o Txuna disponibiliza limites de crédito mais alargados, o Txova foi concebido para situações práticas e imediatas, garantindo que pagamentos de energia, água, gás, combustível, internet, serviços de voz ou até transferências no M-Pesa não falhem por falta de alguns meticais.

Na ocasião, Izdin Gafar, Director de Serviços Financeiros da Vodacom Moçambique, destacou que esta inovação traduz o espírito da Vodacom em estar cada vez mais conectada com os  moçambicanos, oferecendo ferramentas que respondem a desafios concretos.

“O Txova é instantâneo, automático e conveniente. Se antes uma transacção falhava por saldo insuficiente, agora o cliente pode completar o pagamento com este serviço, reembolsando o valor em até 30 dias. Estamos a falar de limites flexíveis que vão de 1 até 90 meticais, pensados para as necessidades reais das famílias e pequenos negócios”, explicou Gafar.

Além de apoiar os clientes individuais, o serviço representa também um benefício directo para empresas e fornecedores de serviços essenciais, como a EDM, empresas de abastecimento de água ou distribuidores de gás e combustível, que passam a ter maior garantia de continuidade de receitas mesmo em cenários de insuficiência momentânea de saldo dos clientes.

Desenvolvido em parceria com o First National Bank (FNB), que assegura a liquidez necessária, o Txova reforça o compromisso da Vodacom com a inclusão financeira e com a digitalização da economia moçambicana, pilares que têm norteado os 12 anos de história do M-Pesa no país.

Para Sérgio Gomes, Director Geral do M-Pesa, a introdução do Txova está alinhada com a visão de longo prazo da empresa:

“Estamos a criar é um ecossistema inclusivo, capaz de apoiar as famílias, os pequenos negócios e os grandes fornecedores. O Txova reforça o nosso compromisso em construir uma economia digital mais sólida e participativa, onde ninguém fica de fora.”

O lançamento do Txova reforça o posicionamento da Vodacom Moçambique como líder em serviços financeiros móveis no país e marca mais uma etapa da sua missão de empoderar economicamente milhões de cidadãos, ao mesmo tempo que apoia empresas e instituições a tornarem-se mais eficientes e sustentáveis através da digitalização.