Thursday, May 28, 2026
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Conferências Índico debatem dados como “commodities” na era da transformação digital

O papel dos dados na transformação digital esteve em destaque no debate subordinado ao tema “Os Dados como Commodities”, enquadrado na 7.ª edição das Conferências Índico, uma realização da Executive Moçambique. O encontro reuniu académicos, gestores e representantes institucionais para reflectir sobre infra-estruturas tecnológicas, segurança digital, regulação e inclusão no uso de informação como activo estratégico para o desenvolvimento nacional.

O director da BCX Moçambique, Emílio Jorge, destacou a necessidade de robustecer as infra-estruturas digitais como condição essencial para o avanço do país no domínio da computação em nuvem. Sublinhou que a transição para redes de maior capacidade, incluindo o 5G, e a consolidação de centros de dados locais são fundamentais para garantir segurança, soberania digital e eficiência na gestão de informação. “A base infra-estrutural deve estar firmada para que a transformação digital ocorra em ambiente seguro e competitivo”, defendeu.

Painel – Infraestruturas e Soberania Digital: A Base para um Crescimento Inclusivo

Seguiu-se a intervenção de João Bambo, gestor de produto no Standard Bank Insurance, que centrou a sua apresentação na segurança digital e capacitação institucional. O responsável frisou a importância de assegurar protecção dos dados dos clientes e expansão de serviços digitais de seguros, acessíveis por plataformas online. “Não se pode falar de inovação sem garantir confiança e segurança nas transações digitais”, disse, acrescentando que a literacia digital deve caminhar lado a lado com a modernização tecnológica.

Por sua vez, o administrador do Instituto Nacional das Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC), Constantino Sotomane, realçou o papel da regulação e protecção de dados no processo de digitalização. Referiu que o país está em fase de finalização de instrumentos legais, incluindo a lei de proteção de dados pessoais e regulamentos complementares que irão reforçar a soberania digital e salvaguardar a privacidade dos cidadãos. “Não basta dispor de tecnologia, é necessário um quadro regulatório que assegure a confiança do utilizador e a cooperação com outras jurisdições”, sublinhou.

Na componente da inclusão digital, Charles Chadali, gestor de projectos da Machel Fidus, destacou o impacto do programa DIGI, que aposta na literacia digital e na formação de jovens em comunidades afastadas. O objectivo, disse, é reduzir desigualdades no acesso à tecnologia e criar condições para que os cidadãos participem de forma activa na economia digital. “A inclusão é a base de uma transformação digital sustentável, capaz de gerar oportunidades reais”, afirmou.

O debate encerrou com a intervenção de José Nhampossa, administrador executivo do Pelouro de Ciência, Tecnologia e Inovação da ENPCT, que destacou o apoio à inovação e às startups como elemento decisivo para dinamizar o ecossistema tecnológico. Defendeu maior articulação entre o sector público, universidades e empreendedores para acelerar a criação de soluções digitais nacionais com impacto económico.

No final, os participantes convergiram na ideia de que, à semelhança de recursos naturais, os dados são hoje um activo de elevado valor económico, e a sua gestão eficaz pode definir a competitividade de Moçambique no cenário regional e global.

Dados assumem-se como novo motor de valor na economia moçambicana

Ainda no quadro da 7.ª edição das Conferências Índico, o segundo painel debruçou em torno dos “Dados como Motor de Valor: Inovação, Finanças e Inteligência Artificial”, onde os especialistas de diferentes áreas reflectiram sobre o papel da informação como activo estratégico para a economia.

A primeira intervenção esteve a cargo de Huruda Malungane, fundadora e CEO do Fórum CFO Moçambique, que destacou a centralidade dos dados na gestão financeira moderna. “Nós, CFOs versão 4.0, pensamos em dois paradigmas, gestão de dados e sustentabilidade. Uma administração mais eficiente da informação garante a optimização de custos e maior sustentabilidade nos negócios”, afirmou. Para Malungane, Moçambique ainda se encontra numa fase embrionária de maturidade digital, com poucos sectores, como a banca, os seguros e as telecomunicações, a utilizarem os dados como ferramenta estruturante de decisão. “Ainda não temos instituições a monetizar dados como serviço, mas este é um passo inevitável”, concluiu.

Painel – Dados como Motor de Valor: Inovação, Finanças e Inteligência Artificial

Seguiu-se Ricardo Taca, director operacional da MCNet, que centrou a sua intervenção no impacto da inteligência artificial e da transformação digital no futuro da indústria moçambicana. O gestor sublinhou que a tecnologia só faz sentido quando aproxima os serviços públicos e privados do cidadão. “Temos infra-estruturas, universidades e centros tecnológicos. O desafio já não é a disponibilidade da tecnologia, mas a sua aplicação prática, capaz de criar valor para os moçambicanos”, observou. Taca acrescentou que a indústria nacional deve posicionar-se de forma a transformar dados em inovação, à semelhança do que ocorre em outros mercados africanos.

Por sua vez, Raimundo Zandamela, CEO do Grupo Máximo, analisou o papel dos dados no sector segurador, com enfoque na inclusão financeira das pequenas e médias empresas. Destacou que a análise inteligente de informação pode aumentar a penetração dos seguros no tecido empresarial, tradicionalmente marcado por baixas taxas de adesão. “A utilização estratégica de dados permite desenhar produtos adequados às PMEs e responder melhor às suas necessidades, reforçando a resiliência financeira das empresas”, defendeu.

O debate terminou com uma nota comum entre os intervenientes, a necessidade de transformar dados em activo económico real, capaz de gerar valor comparável ao petróleo, mas com maior potencial de sustentabilidade.

Índico Conferences Debate Data as “Commodities” in the Era of Digital Transformation

The role of data in digital transformation took centre stage in a debate under the theme “Data as Commodities”, held during the 7th edition of the Índico Conferences, organised by Executive Moçambique. The gathering brought together academics, managers and institutional representatives to reflect on technological infrastructure, digital security, regulation and inclusion in the use of information as a strategic asset for national development.

Emílio Jorge, Director of BCX Moçambique, emphasised the need to strengthen digital infrastructures as an essential condition for the country’s advancement in cloud computing. He stressed that the transition to higher-capacity networks, including 5G, and the consolidation of local data centres are fundamental to ensure security, digital sovereignty and efficiency in information management. “The infrastructural base must be solid for digital transformation to occur in a safe and competitive environment,” he argued.

This was followed by João Bambo, Product Manager at Standard Bank Insurance, who focused his presentation on digital security and institutional capacity-building. He underlined the importance of safeguarding customer data and expanding digital insurance services accessible via online platforms. “We cannot speak of innovation without ensuring trust and security in digital transactions,” he noted, adding that digital literacy must advance hand in hand with technological modernisation.

For his part, Constantino Sotomane, Administrator of the National Institute of Information and Communication Technologies (INTIC), highlighted the role of regulation and data protection in the digitalisation process. He stated that the country is in the final stages of preparing legal instruments, including the Personal Data Protection Act and complementary regulations, which will reinforce digital sovereignty and safeguard citizens’ privacy. “It is not enough to have technology; a regulatory framework is necessary to guarantee user trust and cooperation with other jurisdictions,” he stressed.

In the component of digital inclusion, Charles Chadali, Project Manager at Machel Fidus, underlined the impact of the DIGI programme, which invests in digital literacy and the training of young people in remote communities. The aim, he said, is to reduce inequalities in access to technology and create conditions for citizens to participate actively in the digital economy. “Inclusion is the foundation of a sustainable digital transformation, capable of generating real opportunities,” he declared.

The debate closed with remarks from José Nhampossa, Executive Administrator for Science, Technology and Innovation at ENPCT, who stressed support for innovation and startups as a decisive element to boost the technological ecosystem. He called for greater coordination between the public sector, universities and entrepreneurs to accelerate the creation of national digital solutions with economic impact.

In the end, participants converged on the idea that, much like natural resources, data today represent an asset of high economic value, and their effective management may determine Mozambique’s competitiveness in the regional and global landscape.

Data Positioned as the New Engine of Value in Mozambique’s Economy

Also within the framework of the 7th edition of the Índico Conferences, the second panel focused on “Data as an Engine of Value: Innovation, Finance and Artificial Intelligence”, where experts from different areas reflected on the role of information as a strategic asset for the economy.

The first intervention came from Huruda Malungane, Founder and CEO of the CFO Forum Mozambique, who emphasised the centrality of data in modern financial management. “We, CFOs version 4.0, think in two paradigms: data management and sustainability. A more efficient administration of information ensures cost optimisation and greater business sustainability,” she stated. For Malungane, Mozambique remains at an early stage of digital maturity, with only a few sectors, such as banking, insurance and telecommunications, using data as a structuring tool for decision-making. “We do not yet have institutions monetising data as a service, but this is an inevitable step,” she concluded.

She was followed by Ricardo Taca, Chief Operating Officer at MCNet, who focused on the impact of artificial intelligence and digital transformation on the future of Mozambique’s industry. The executive stressed that technology only makes sense when it brings public and private services closer to the citizen. “We have infrastructures, universities and technology centres. The challenge is no longer the availability of technology, but its practical application, capable of creating value for Mozambicans,” he observed. Taca further added that the national industry must position itself to turn data into innovation, as is already happening in other African markets.

Raimundo Zandamela, CEO of Grupo Máximo, analysed the role of data in the insurance sector, with an emphasis on the financial inclusion of small and medium-sized enterprises. He pointed out that intelligent data analysis can increase insurance penetration within the business fabric, traditionally marked by low uptake. “The strategic use of data allows us to design products tailored to SMEs and better respond to their needs, reinforcing the financial resilience of companies,” he argued.

The debate ended with a common note among the speakers: the urgent need to transform data into a real economic asset, capable of generating value comparable to oil, but with greater sustainability potential.

Bancos reduzem taxa de juro de referência e aliviam custos para a economia

A taxa de juro de referência para o crédito em Moçambique vai descer 0,7 pontos percentuais este Setembro, para 16,5%, segundo informação divulgada pela Associação Moçambicana de Bancos (AMB).

Desde Janeiro de 2024 que a taxa, conhecida como ‘prime rate’, tem vindo progressivamente a descer, após seis meses consecutivos em máximos de 24,1%.

As oscilações da ‘prime rate’ estão associadas à taxa de juro de política monetária (taxa MIMO, que influencia a fórmula de cálculo da ‘prime rate’) pelo banco central, para controlar a inflação. O corte surge depois de nova descida, em agosto, para 17,20%.

O Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique cortou em 31 de Julho, pela nona vez consecutiva, a taxa de juro de política monetária MIMO, em 0,75 pontos percentuais, para 10,25%.

“Esta medida decorre, essencialmente, da continua consolidação das perspectivas da inflação em um digito, no médio prazo, refletindo, em parte, a tendência favorável dos preços internacionais de mercadorias, não obstante a manutenção, a nível doméstico, de riscos e incertezas associados às projecções”, disse o governador do banco central, Rogério Zandamela, em conferência de imprensa, em Maputo, no final da reunião do CPMO, que se realiza a cada dois meses.

Zandamela acrescentou que, a médio prazo, “antevê-se uma recuperação gradual da atividade económica” em Moçambique, excluindo a produção do Gás Natural Liquefeito, “favorecida, em parte, pela redução das taxas de juro e pelas perspectivas de implementação de projetos em áreas estratégicas”.

Segundo a comunicação feita por Rogério Zandamela, “os riscos e incertezas associados às projeções da inflação mantêm-se elevados” e destacam-se “como prováveis factores do aumento da inflação, no médio prazo, os impactos do agravamento da situação para o Orçamento do Estado, as incertezas quanto à velocidade da reposição da capacidade produtiva e da oferta de bens e serviços e os efeitos dos choques climáticos”.

“O CPMO continuará com o processo de normalização da taxa MIMO no médio prazo. O ritmo e a magnitude continuarão a depender das perspectivas da inflação, bem como da avaliação dos riscos e incertezas subjacentes às projeções do médio prazo”, disse ainda.

Esta medida decorre, essencialmente, da continua consolidação das perspectivas da inflação em um digito, no médio prazo, refletindo, em parte, a tendência favorável dos preços internacionais de mercadorias, não obstante a manutenção, a nível doméstico, de riscos e incertezas associados às projecções

Moçambique e TotalEnergies firmam Memorando de 10 Milhões USD para Cabo Delgado

Salim Valá, Jacinto Loureiro e Maxime Rabilloud convergem na importância de alinhar megaprojectos com políticas nacionais, reforçar o papel da ADIN e ampliar o compromisso empresarial com o desenvolvimento comunitário.

O Governo de Moçambique e a TotalEnergies formalizaram um memorando de entendimento no valor de 10 milhões de dólares, destinado a impulsionar o desenvolvimento socioeconómico de Cabo Delgado. Na cerimónia, o Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, o Presidente do Conselho de Administração da Agência de Dsenvolvimento Integrado do Norte (ADIN), Jacinto Loureiro, e o Director-Geral da TotalEnergies em Moçambique, Maxime Rabilloud, destacaram a importância de alinhar megaprojectos com as políticas nacionais e de reforçar a integração das comunidades locais nos benefícios do investimento.

O Ministro Salim Valá afirmou que os megaprojectos só terão impactos sustentáveis se estiverem sincronizados com as políticas e estratégias nacionais de desenvolvimento, nomeadamente a Estratégia Nacional de Desenvolvimento 2025–2044. “Queremos que iniciativas como estas se traduzam em empregos, oportunidades de renda e melhorias concretas para as famílias. A diversificação económica é vital, para que o país não dependa exclusivamente do gás, do grafite ou das areias pesadas”, declarou.

Por sua vez, o PCA da ADIN, Jacinto Loureiro, frisou que o memorando é inovador porque é implementado com uma instituição nacional, assegurando maior coerência com as políticas do Governo. “Este programa vai ter a cara do Governo, será realizado e implementado com a ADIN, restritamente alinhado com as políticas nacionais. É um exemplo para todas as outras organizações que aplicam recursos em Cabo Delgado, mas muitas vezes perdem o foco”, afirmou. Loureiro destacou ainda que a agência assume a responsabilidade de transformar este programa num exemplo de desenvolvimento para a província e para o país.

Já o Director-Geral da TotalEnergies em Moçambique, Maxime Rabilloud, reafirmou o compromisso contínuo da empresa com Cabo Delgado, lembrando que os investimentos sociais nunca foram interrompidos: “Estamos a investir na área social desde sempre e, em particular, desde 2021. Em 2022 e 2023 nunca realmente parámos.”

Rabilloud acrescentou que o memorando reforça a lógica de cooperação estreita com o Governo e com a ADIN, destacando a importância da política de compras locais, que garante que os alimentos e bens consumidos no projecto são adquiridos a comunidades e empresários da região. O responsável revelou ainda planos para a criação de uma nova unidade industrial em Mocímboa da Praia, expandindo os impactos para além de Palma.

“O nosso trabalho com as comunidades não vai parar, pelo contrário, será reforçado”, garantiu Rabilloud, sublinhando que a TotalEnergies pretende continuar a gerar oportunidades de emprego, renda e desenvolvimento económico para a população de Cabo Delgado.

Perspectivas

O memorando de 10 milhões USD entre a TotalEnergies e a ADIN é visto como um marco simbólico e prático na estratégia de reconstrução da província, duramente afectada pela violência armada. Para o Governo, representa a materialização da visão de alinhamento entre megaprojectos e políticas nacionais; para a ADIN, é a oportunidade de afirmar-se como veículo de implementação de programas estruturantes; e para a TotalEnergies, constitui a reafirmação de um compromisso comunitário contínuo, com expansão para novos projectos e maior integração do tecido económico local. (O. Económico)

Estado arrecada mais de 70 mil milhões de Meticais em dividendos e rendimentos de produção

O Estado moçambicano arrecadou, nos últimos dez anos, mais de 70 mil milhões de Meticais em dividendos e rendimentos de partilha de produção, resultantes da sua participação accionista em empresas e projectos estratégicos da economia nacional. Os dados constam da Conta Geral do Estado (CGE), documento oficial que apresenta de forma detalhada as receitas provenientes destas participações.

A análise das contas públicas entre 2015 e 2024 permite construir um ranking das empresas e projectos participados pelo Estado, com base no volume de dividendos pagos ou do rendimento obtido pela partilha de produção, lê-se numa publicação na página do LinkedIn de Mateus Mosse, Senior Manager Corporate Affairs.

No topo da lista surge o projecto de gás de Pande e Temane, operado pela Sasol Petroleum Temane, com ganhos aproximados de 37,7 mil milhões de Meticais. Trata-se de um consórcio não incorporado no qual o Estado, através da Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos (CMH), detém 25% da produção. Importa referir que 90% da CMH pertence ao Estado, o que explica a robustez da receita obtida.

Em segundo lugar figura a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), que garantiu cerca de 17,8 mil milhões de Meticais em dividendos. Seguem-se os Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), com 8,8 mil milhões, e o Millennium BIM, banco comercial que rendeu 4,4 mil milhões ao erário. A lista é fechada pela Mozal S.A., gigante da indústria do alumínio, que contribuiu com cerca de 2,1 mil milhões de Meticais no mesmo período.

Questões estratégicas

O caso da Mozal levanta questões relevantes quanto à política de participações do Estado. Em 2022, a Mitsubishi alienou a sua posição de 16,6% por 200 milhões de dólares, passando a sul-africana South32 a deter 63,7% do capital. O Estado sul-africano, através da Agência de Desenvolvimento Industrial (IDC), aproveitou a operação para aumentar a sua fatia de 24% para 32,4%.

Estes movimentos reforçam um debate pertinente: qual teria sido o ganho de Moçambique se o Estado tivesse uma participação mais expressiva em empresas estratégicas como a Mozal? Um simples exercício matemático aponta que, caso detivesse 20% do capital, os dividendos recebidos na última década seriam significativamente superiores aos actuais.

Sustentabilidade da política de participações

Os dados sugerem que as participações estatais continuam a ser uma fonte sólida de receitas para o Orçamento do Estado. Contudo, permanecem em aberto questões sobre a capacidade de financiamento nacional para reforçar a presença do Estado em grandes projectos.

Especialistas interrogam-se, poderá a banca nacional desempenhar um papel mais activo no financiamento de aquisições estratégicas? E até que ponto a política de dividendos poderá ser utilizada como alavanca para fortalecer a soberania económica e garantir maior captação de receitas internas?

Enquanto o debate prossegue, a leitura dos dados da Conta Geral do Estado evidencia que o gás, a energia, os transportes e a banca permanecem entre os sectores mais lucrativos para o país, quando a análise é feita sob a lente da economia de dados. Mateus Mosse

Conta Geral do Estado: https://lnkd.in/d64BwtdX

Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos (CMH): www.cmh.co.mz

Mozal premiada como o Maior Exportador para a UE durante a abertura de Facim 2025

A Empresa de fundição de alumínio, Mozal, foi, na Segunda-feira (25), distinguida com o prémio de “Maior Exportador” para os países da União Europeia, na Categoria de Exportadores em Mercados Preferenciais. O galardão foi entregue ao Presidente do Conselho de Administração da Mozal, durante a cerimónia de abertura da Feira Internacional de Maputo (FACIM).

Num discurso dirigido à Mozal e às outras firmas premiadas em categorias distintas, o Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, reconheceu o contributo das operações da fundição de alumínio para a robustez da economia moçambicana. O Chefe de Estado enfatizou que a Mozal é uma das empresas que, apesar de alguns constrangimentos que têm abalado o ambiente de negócios, mostra-se resiliente.

“Os prémios representam mais do que números e contratos. São histórias de visão, resiliência e coragem. Representam o esforço de empresários que acreditaram em Moçambique”, assinalou Daniel Chapo.

Ainda na Segunda-feira, Samuel Samo Gudo fez saber que a Mozal está em conversações junto do Governo moçambicano, com a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), incluindo a Empresa Estatal de Electrecidade de Moçambique, com o objectivo de reforçar os acordos de abstecimneto de energia eléctrica à firma.

Criada em 1998, por um consórcio de investidores liderado pela BHP Billiton, com um orçamento inicial de mais de 2 mil milhões de dólares americanos, a Mozal opera no Parque Industrial de Beluluane, na província de Maputo, sul de Moçambique.

BCI e Câmara de Comércio Moçambique–Itália reforçam parceria

O Banco Comercial e de Investimentos (BCI) e a Câmara de Comércio Moçambique–Itália (CCMI) procederam, no passado dia 28 de Agosto, em Maputo, à renovação do protocolo de cooperação que une as duas instituições. Este acto reafirma o compromisso conjunto de promover soluções que fortaleçam as relações socioeconómicas entre Moçambique e Itália.

A cerimónia foi marcada pela assinatura do acordo entre o Administrador do BCI, George Mandawa, e o Presidente da CCMI, Simone Santi, simbolizando a continuidade de uma parceria estratégica, iniciada em 2017 e reforçada em 2020 e 2023. Uma colaboração alicerçada na confiança mútua e numa visão partilhada de futuro.

Na ocasião, o Administrador do BCI destacou a importância desta cooperação para o desenvolvimento do país: “ao rubricarmos este protocolo, assumimos o nosso compromisso de continuar a agregar valor, a gerar impacto positivo e a trabalhar, lado a lado com parceiros como a CCMI, para o desenvolvimento económico e social de Moçambique”, afirmou George Mandawa.

O protocolo agora renovado permitirá aprofundar a criação de redes de relacionamento empresarial, estimular o investimento bilateral e promover projectos de impacto económico e social, reforçando a posição do BCI como impulsionador do desenvolvimento e da bancarização inclusiva das comunidades.

Por seu turno, o Presidente da CCMI sublinhou a relevância da parceria: “Esta cooperação representa não apenas uma vantagem para as nossas instituições, mas também uma mais-valia para o país, ao criar oportunidades de negócios e de desenvolvimento partilhado entre Moçambique e Itália”, disse Simone Santi.

Com esta parceria, o BCI reafirma o seu compromisso de apoiar os moçambicanos e os agentes económicos, impulsionando iniciativas concretas que promovam crescimento, inclusão financeira e desenvolvimento sustentável do país.

HCB galardoada como Maior Exportadora para a SADC e Melhor Stand Individual

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) foi premiada como “Maior Exportadora para a SADC” e “Melhor Stand Individual”, destacando as incontornáveis repercussões das acções desta empresa.

A premiação ocorreu no âmbito da 60ª Feira Internacional de Maputo (FACIM 2025) realizada de 25 a 31 de Agosto na Vila de Marracuene, província de Maputo.

A HCB participou nesta edição com dois stands contendo informação institucional, projectos de expansão energética, experiências virtuais e um chat interativo.

Este Jubileu de Ouro tem sido celebrado desde o início do ano com diversas actividades sociais e educativas para demonstrar o impacto deste empreendimento na sociedade, e estes prémios representam a perfeita adição às celebrações.

São 50 anos de uma empresa estratégica e estruturante para o desenvolvimento de Moçambique e estabilidade energética nacional e da África Austral.

Moçambique autorizou 115 novos projectos de investimento avaliados em 5 MM$ no primeiro semestre

O Governo moçambicano autorizou, no primeiro semestre do presente ano, 115 projectos de investimento, orçados em aproximadamente 5 mil milhões de dólares (316 mil milhões de meticais), com potencial de criar cerca de 17 mil postos de trabalho.

A informação foi avançada este sábado (30), pela primeira-ministra, Benvinda Levi, durante o encerramento da 60.ª edição da Feira Internacional de Maputo – FACIM 2025 que decorreu desde segunda-feira (25) no Centro Internacional Feiras e Exposições de Ricatla, localizado no distrito de Marracuene, província de Maputo.

“Dos projectos aprovados, destaque vai para o Green Energy Moçambique, com um investimento total de 3 mil milhões de dólares e potencial de gerar 10 mil postos de trabalho”, assinalou a governante.

O projecto visa a construção e gestão de um parque industrial composto por unidades de processamento de minerais para a produção de dióxido de titânio, alumínio, aço, cimento, baterias, painéis solares, entre outros a serem implantados na província de Sofala.

Falando da FACIM 2025, a primeira-ministra afirmou que a exposição de bens e serviços nos diversos pavilhões na feira reflecte o pulsar da economia, destacando a importância dos seminários e eventos temáticos destinados à promoção de investimentos para o aumento da produção, abastecimento do mercado interno e das exportações.

No seu discurso de encerramento, a governante anunciou a participação de 2 334 expositores nacionais, 180 estrangeiros provenientes de 28 países, representantes do Estado e do sector privado de todas as províncias.

Levi sublinhou que na visita aos diferentes pavilhões atestou a elevação da criatividade, qualidade, inovação e diversificação dos bens e serviços expostos, com destaque para os produtos agrícolas, manufacturados, serviços de comunicação e tecnologias de informação, serviços de saúde, indústria cultural e criativa.

EMOSE leva Seguro de Saúde e Seguro Automóvel “Ruca” à FACIM 2025

O Seguro de Saúde e o Seguro Automóvel denominado “RUCA” estão entre as principais ofertas em disseminação pela Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE, SA), na Feira Internacional de Maputo (FACIM), que neste ano, decorre na sua 60ª edição.

O seguro de saúde está voltado para empresas, mas a EMOSE já estuda mecanismos para que singulares e famílias, beneficiem deste produtos. Enquanto isso não acontece, Santos Magaia, Administrador do Pelouro Técnico e Operacional da EMOSE, apela às empresas para que apostem no seguro de saúde para garantir o bem-estar dos seus colaboradores. “Nós como EMOSE temos este produto e, poderemos, oportunamente, com os tomadores de decisão, discutir ao detalhe, quais são as suas dinâmicas.

O que podemos dizer, neste momento, é que o nosso produto é bom e trabalhamos com os melhores provedores de serviços de saúde, que o mercado moçambicano e internacional oferecem”, explicou o gestor. O Seguro Automóvel “RUCA” protege o condutor, de danos contra terceiros. Ao aderir a este produto, dentro do recinto da Feira Internacional de Maputo, o subscritor tem a vantagem de pagar uma taxa anual de 1.888,00 mt (mil, oitocentos oitenta e oito meticais).

Para a adesão a este seguro automóvel, o consumidor tem, além de pagar a taxa, de portar o Bilhete de Identificacao (BI), passaporte ou carta de condução, incluindo o Número de Identificação Tributária (NUIT), o livrete e o respectivo título de propriedade. A campanha que decorre desde o dia 25 Agosto, vai prosseguir durante todo o mês de Setembro.