Friday, April 10, 2026
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Mphanda Nkuwa exige robustez regulamentar e estrutura financeira para atrair capital privado, destaca GMNK no Africa50

Carlos Yum: Mphanda Nkuwa poderá operar em 2031

Pressão regulatória e institucional exigem estrutura financeira sofisticada.

Garantias multilaterais são condição prévia para o acesso ao mercado internacional.

Déficits de infra-estrutura energética fragilizam a competitividade industrial.

Recorrência e resiliência hídrica de Moçambique podem impulsionar sua industrialização sustentável.

Durante o painel Powering Africa’s Growth: Energy & Industrialisation no fórum Africa50, Carlos Yum, Director-Geral do Gabinete de Implementação do Projecto Hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa (GMNK), destacou que a magnitude do empreendimento exerce uma forte pressão sobre o quadro regulatório e institucional do sector energético moçambicano, exigindo um arranjo financeiro robusto e sofisticado para atrair capital privado.

Segundo o responsável, trata-se de um projecto de cerca de 5 mil milhões de dólares, cuja estrutura de financiamento deve integrar garantias multilaterais, incluindo seguros de risco parcial, de crédito e risco político, com o apoio de instituições como o Banco Africano de Desenvolvimento e o Banco Mundial, permitindo que o sector público assuma entre 25% e 30% do investimento total.

Yum sublinhou que a “narrativa financeira do projecto” é essencial para viabilizar a entrada de investidores internacionais, ao mesmo tempo que é necessário assegurar um quadro regulatório sólido e previsível que garanta qualidade, quantidade e fiabilidade no fornecimento de energia. Apontou ainda que Moçambique perde entre 2% e 4% do seu PIB devido a deficiências estruturais de fornecimento eléctrico, o que representa prejuízos anuais estimados entre 40 e 50 mil milhões de dólares.

Com um dos melhores factores de carga hídrica da região, superior a 70%, e um potencial para projectos em cascata, o país tem condições para duplicar a sua capacidade hídrica instalada num horizonte de cinco anos, desde que haja alinhamento entre políticas públicas, infra-estrutura e modelos contratuais. Para Yum, a fiabilidade energética é decisiva para atrair indústrias, sustentar a competitividade nacional e promover uma industrialização sustentável assente nos recursos hídricos de Moçambique.

Gemfields vende sua participação na marca de luxo Fabergé por 50 milhões de dólares

A empresa mineira Gemfields, sediada em Londres, assinou um acordo para vender toda a sua participação na marca de luxo Fabergé, de sua propriedade exclusiva, à empresa norte-americana SMG Capital por 50 milhões de dólares.

A Gemfields detém 75% da Montepuez Ruby Mining (MRM), a principal empresa de mineração de rubis em Moçambique.

De acordo com a publicação da “Engineering News”, citada pela AIM, desse montante, 45 milhões de dólares serão pagos à Gemfields pela SMG após a conclusão da venda, prevista para 28 de Agosto, enquanto os restantes cinco milhões de dólares serão pagos através de royalties trimestrais a uma taxa de 8% das receitas da Fabergé.

«O produto da venda proporcionará capital de giro adicional enquanto a nova fábrica de processamento da Montepuez Ruby Mining, em Moçambique, estiver em funcionamento e a mineração em Kagem, na Zâmbia, for progressivamente expandida, tendo sido suspensa durante o primeiro semestre deste ano», lê-se no relatório

“Tendo iniciado a nossa revisão estratégica da Fabergé em resposta aos desafios consideráveis que a Gemfields começou a enfrentar no quarto trimestre de 2024, a venda de hoje marca o fim de uma era para nós. A Fabergé desempenhou um papel fundamental no aumento da visibilidade das gemas coloridas extraídas pela Gemfields e certamente sentiremos falta da sua influência no marketing e do seu poder de estrela”, afirmou o CEO do grupo Gemfields, Sean Gilbertson, citado no documento.

A Fabergé vende jóias e objectos de arte através do seu site, boutiques e parceiros grossistas internacionais. Não se espera que a venda esteja sujeita a processos regulamentares ou a quaisquer outros processos de aprovação.

Com a venda da Fabergé e a descontinuação de outros projetos “não essenciais”, a Gemfields afirma que é agora “uma proposta de investimento mais simplificada e focada, com um balanço financeiro reforçado”.

A SMG Capital é uma empresa de investimentos sediada nos Estados Unidos, detida integralmente por Sergei Mosunov, empresário do sector tecnológico e investidor de capital de risco.

“É uma grande honra para mim tornar-me o guardião de uma marca tão notável e reconhecida mundialmente”, declarou Mosunov. “A herança única da Fabergé, com ligações à Rússia, Inglaterra, França e Estados Unidos, abre oportunidades significativas para fortalecer ainda mais a sua posição no mercado global de luxo e expandir a sua presença internacional”.

Transporte marítimo mundial cresce devagar na transição, mas mercado pode atingir 10 MM$

A disponibilidade dos proprietários de carga para pagar mais por transporte marítimo verde está a perder força, num mercado ainda pouco regulado e dependente de acções voluntárias, aponta um novo relatório.

De acordo com o Shipping Decarbonization Survey, da Boston Consulting Group (BCG), “a média global da disposição para pagar um prémio [pelo transporte verde] aumentou apenas meio ponto percentual em 2024”, contrastando com o crescimento anual de um ponto percentual registado entre 2021 e 2023.

Segundo uma publicação do Jornal Negócios, o estudo, que ouviu 125 decisores do sector no final de 2024, identifica três perfis distintos de clientes: os que resistem à adopção até que a lei obrigue; os que aguardam clarificação regulatória; e aqueles que veem no transporte zero-carbono uma oportunidade estratégica, considerados os líderes.

Estes últimos, maioritariamente das indústrias da moda, beleza, alimentação e saúde, “estão dispostos a pagar um prémio superior a 5%” e usam a opção verde para ganhar lealdade de clientes, vantagem competitiva e retorno financeiro. No entanto, mesmo entre os mais avançados, “dois em cada três nunca foram abordados com ofertas zero-carbono pelos seus transportadores” e 60% aplicam soluções verdes apenas numa parte dos transportes.

A confiança, a transparência e a rastreabilidade das opções de combustível sustentável são hoje prioridades para todos os segmentos. O estudo sublinha que “65% dos retardatários e seguidores apontam a falta de clareza nos preços como principal barreira” à adesão, enquanto um terço dos considerados líderes também rejeita propostas por considerar a oferta inadequada às necessidades do negócio.

Apesar do abrandamento, a BCG estima que “o mercado potencial até 2030 pode atingir os 10 mil milhões de dólares” se as empresas conseguirem captar a procura ‘adormecida’, sobretudo na Europa e em setores com carga de alto valor por volume. A revisão regulatória da Organização Marítima Internacional (IMO), prevista para Abril e com implementação em 2027, inclui “um padrão de combustível marinho com metas de redução gradual de gases com efeito de estufa”.

“Os transportadores devem agir de forma criteriosa, identificando e captando os bolsos de crescimento mais atractivos”, defende o relatório, sublinhando que será essencial dominar a parte técnica e comercial dos combustíveis alternativos, garantir fornecimento competitivo e comunicar com precisão o valor das ofertas verdes.

Segundo a BCG, transportadoras com escala suficiente podem até “criar o seu próprio mercado” ao assegurar volumes relevantes de combustível alternativo e melhorar as soluções zero-carbono, moldando a procura e conquistando a confiança dos clientes. É preciso, remata o relatório, antecipar a regulação para garantir competitividade.

Moza lança um dos cartões de crédito mais exclusivos da VISA

O Moza acaba de lançar no mercado o seu novo Cartão de Crédito MozaNext Signature, uma solução de pagamento premium que marca um novo patamar de sofisticação, exclusividade e personalização.

Este cartão, o segundo mais exclusivo da Visa, vem reforçar a proposta de valor do Moza para um segmento de Clientes que valoriza prestígio, conveniência e acesso privilegiado a um vasto leque de benefícios nacionais e internacionais cuidadosamente seleccionados para garantir uma experiência premium.

Entre os seus benefícios destacam-se o acesso gratuito a mais de 1200 lounges e salas VIP em aeroportos de todo o mundo, um serviço de concierge pessoal 24/7, seguro premium para viagens e compras, incluindo emergências médicas e disponibilização de dinheiro de emergência em caso de roubo ou perda do cartão no estrangeiro, e ofertas exclusivas em hotéis, gastronomia, cultura e lifestyle.

O cartão permite ainda o acesso a campanhas de cashback e descontos em parceiros seleccionados, bem como a uma plataforma digital avançada e atendimento dedicado, assegurando uma gestão eficiente e personalizada.

“É um reflexo do nosso compromisso contínuo com a inovação, sofisticação e excelência no serviço ao Cliente,” afirmou Manuel Soares, CEO do Moza, acrescentando que “queremos posicionar-nos como o Banco de eleição para clientes exigentes, oferecendo soluções à altura das suas aspirações.”

A oferta deste cartão integra mais do que um novo produto, o lançamento do MozaNext Signature -se na estratégia de transformação do Moza, assente na modernização, digitalização e foco no Cliente, e reforça o compromisso do Banco de evoluir com os tempos, mas mantendo sempre como prioridade a qualidade e a personalização do serviço.

“Com este lançamento, reafirmamos a nossa ambição de sermos um banco moderno, digital e próximo, que acompanha a evolução das necessidades do mercado e dos nossos Clientes,” destacou João Mota, Director de Marketing, Comunicação e Canais do Moza.

“Estamos empenhados em continuar a investir em soluções inovadoras, sempre com o foco no Cliente.”

O Cartão MozaNext Signature já se encontra disponível para adesão nos balcões do Moza em todo o país, com condições exclusivas para Clientes elegíveis.

Rogério Samo Gudo: “MCNet prova que digitalizar é desenvolver”

Com uma estratégia assente nos pilares da qualidade, segurança e inclusão, a MCNet, SA acaba de alcançar um importante marco institucional ao obter as certificações ISO 9001 e ISO 45001.

Para o Presidente do Conselho de Administração (PCA), Rogério Samo Gudo, esta conquista representa não apenas o cumprimento de padrões internacionais, mas sobretudo a consolidação de um percurso que reflecte a maturidade organizacional da empresa.

Profile Mozambique: Como avalia o impacto da JUE na eficiência do comércio exterior e na competitividade das empresas moçambicanas?

Rogério Samo Gudo: Quando falamos da Janela Única Electrónica, temos de reconhecer que ela representa um dos grandes marcos nas reformas do comércio externo em Moçambique. Desde o início, o nosso objectivo, enquanto Estado, foi claro, queríamos simplificar, modernizar e tornar mais eficientes todos os processos relacionados com a importação e exportação de mercadorias.

Sabemos que a nossa economia depende fortemente das importações, mais de 90% dos bens que consumimos vêm de fora. Por isso, era essencial criarmos condições que facilitassem o comércio, reduzissem a burocracia e dessem mais previsibilidade às empresas. E foi nesse contexto que surgiu a JUE.

Ao integrarmos numa única plataforma digital todos os intervenientes do processo, desde as alfândegas até às entidades que emitem licenças e certificações, conseguimos ganhos reais. Reduzimos tempos de espera, aumentámos a transparência, e com isso, diminuímos custos operacionais para os agentes económicos.

Mas é importante dizer que esta transformação não aconteceu isoladamente. A JUE veio acompanhada por um conjunto de outras reformas institucionais, que abrangem vários sectores ligados à logística, à inspecção sanitária, à regulação portuária, entre outros.

PM: Quais são os principais desafios que persistem, e que evolução tem evidenciado a plataforma desde a sua criação até hoje?

RSG: A introdução da Janela Única representou um avanço crucial na modernização do comércio externo em Moçambique, com destaque para a redução do tempo de desembaraço de mercadorias. Esta melhoria tem impacto directo nos custos de importação e, por consequência, no preço dos produtos para o consumidor final. Numa economia fortemente dependente de bens importados, como é o caso moçambicano, essa eficiência traduz-se num alívio para a cadeia logística e para o custo de vida.

O efeito positivo estende-se também às empresas que utilizam matérias-primas importadas para fins de transformação local. Reduzir os prazos logísticos permite-lhes manter maior competitividade no mercado, evitar encarecimento da produção e oferecer produtos a preços mais acessíveis. Neste contexto, a Janela Única tornou-se uma ferramenta estratégica para impulsionar o ambiente de negócios e promover a industrialização nacional.

Esse progresso exigiu uma profunda modernização dos processos administrativos e financeiros. A integração com os bancos e a digitalização dos pagamentos de impostos trouxeram maior agilidade e controlo ao sistema. O Termo de Compromisso, por sua vez, tem desempenhado um papel central na regulação cambial, no combate à evasão fiscal e na protecção da economia nacional, reforçando a transparência nas operações de comércio externo.

PM: Em que medida o uso de inteligência artificial pode melhorar a prestação de serviços públicos no país?

RSG: Quando falamos da introdução da Inteligência Artificial nos serviços públicos, vemos nela uma grande oportunidade para resolver muitos dos problemas que ainda enfrentamos na administração pública. Durante anos, lidámos com limitações de recursos, formação insuficiente e infraestruturas frágeis.

A IA permite-nos identificar com mais precisão os principais entraves dos nossos processos, planear melhor a alocação de recursos e tomar decisões com base em dados mais fiáveis e actualizados. Isto ajuda-nos a reduzir custos, acelerar procedimentos e aumentar a eficiência de todo o sistema público.

Na prática, já estamos a aplicar estas soluções com impacto visível, como acontece com a Janela Única Electrónica. Com a introdução de chatbots inteligentes, por exemplo, conseguimos dar respostas rápidas a perguntas de investidores e operadores económicos, como dados de importações, consumo e tendências de mercado.

PM: Como vê a colaboração público‑privada na MCNet (PPP) como modelo replicável em outros sectores da economia?

RSG: Nós, na MCNet, vemos as parcerias público-privadas como uma solução prática e eficiente para muitos dos desafios que o país enfrenta, especialmente quando olhamos para a limitação de recursos do Estado, sejam financeiros, humanos ou tecnológicos. Acreditamos que a junção das forças do sector público e privado permite acelerar a implementação de projectos estratégicos e melhorar a qualidade dos serviços prestados.

Quando o Estado, que tem a missão e a escala das necessidades, se junta ao sector privado, que tem a agilidade, o investimento e o conhecimento técnico, todos ganham, especialmente o cidadão.

Momentos da entrevista Com Rogério Samo Gudo

Ao longo dos últimos 15 anos, temos provado que este modelo funciona. A experiência da Janela Única é uma evidência clara disso: conseguimos melhorar os serviços, garantir maior eficiência e responder com mais rapidez às exigências dos nossos clientes. Por isso, acreditamos que este tipo de colaboração pode e deve ser replicado em outras áreas críticas da economia, como as infraestruturas, a saúde ou a educação, onde as necessidades crescem a um ritmo que o Estado, sozinho, não consegue acompanhar. É uma questão de visão estratégica e compromisso com o desenvolvimento do país.

PM: Quais barreiras regulamentares ou operacionais ainda impedem uma adopção mais ampla das soluções tecnológicas?

RSG: Temos percebido que uma das maiores barreiras para a adopção plena das soluções tecnológicas não está na própria tecnologia, mas nas pessoas. A resistência à mudança continua a ser muito forte. Por mais que apresentemos sistemas inovadores, se quem os vai utilizar não estiver preparado ou disposto a mudar, o impacto será sempre limitado. E sabemos que mudar hábitos não é fácil, muitas vezes, o receio do desconhecido, o conforto com o método antigo ou mesmo a falta de confiança no digital criam entraves.

Por isso, em todos os nossos projectos, fazemos questão de integrar acções de gestão da mudança. Acompanhamos, formamos, explicamos. Queremos que cada pessoa perceba o valor da tecnologia e como ela pode facilitar e melhorar o seu trabalho.

Mas também enfrentamos desafios do ponto de vista legal e institucional. A digitalização obriga-nos a repensar a forma como o Estado e as instituições funcionam. Isso significa rever leis, regulamentos e procedimentos que, muitas vezes, estão desactualizados face à realidade tecnológica actual.

Se queremos acelerar a transformação digital em todos os sectores, temos de reconhecer que essa transformação também passa por reformas legislativas. Precisamos de uma base legal que acompanhe a inovação, que permita fazer mais com menos, com transparência, rapidez e eficiência. E esse é um trabalho colectivo, de todos os sectores, ministérios e lideranças.

Saiba mais aqui: MCNet SA

Rogério Samo Gudo: “MCNet proves that to digitalize is to develop”

With a strategy anchored on the pillars of quality, safety, and inclusion, MCNet, SA has just reached an important institutional milestone by obtaining ISO 9001 and ISO 45001 certifications.

For the Chairman of the Board of Directors (PCA), Rogério Samo Gudo, this achievement represents not only compliance with international standards, but above all, the consolidation of a journey that reflects the company’s organizational maturity.

Profile Mozambique: How do you assess the impact of the Single Electronic Window (JUE) on the efficiency of foreign trade and the competitiveness of Mozambican companies?

Rogério Samo Gudo: When we talk about the Single Electronic Window, we must recognize that it represents one of the major milestones in external trade reforms in Mozambique. From the outset, our goal as a State was clear: we wanted to simplify, modernize, and make all processes related to the import and export of goods more efficient.

We know that our economy is heavily dependent on imports, over 90% of the goods we consume come from abroad. Therefore, it was essential to create conditions that facilitate trade, reduce bureaucracy, and provide greater predictability for businesses. It was in this context that the JUE was launched.

By integrating, within a single digital platform, all actors in the process, from customs to entities that issue licenses and certifications, we achieved real gains. We reduced waiting times, increased transparency, and, as a result, lowered operating costs for economic operators.

But it is important to note that this transformation did not happen in isolation. The JUE was accompanied by a set of other institutional reforms covering various sectors linked to logistics, sanitary inspection, port regulation, and others.

PM: What are the main challenges that remain, and how has the platform evolved since its inception?

RSG: The introduction of the Single Electronic Window represented a crucial step forward in the modernization of foreign trade in Mozambique, particularly in reducing the time required for customs clearance. This improvement has a direct impact on import costs and, consequently, on the final price of products for consumers. In an economy highly dependent on imported goods, as is the case with Mozambique, such efficiency brings relief to the logistics chain and to the cost of living.

The positive effect also extends to companies that use imported raw materials for local manufacturing. Shorter logistics timelines allow them to remain more competitive in the market, avoid higher production costs, and offer products at more affordable prices. In this context, the Single Electronic Window has become a strategic tool to boost the business environment and promote national industrialization.

This progress required a profound modernization of administrative and financial processes. Integration with banks and the digitization of tax payments brought greater agility and control to the system. The “Termo de Compromisso” (Letter of Commitment), in turn, has played a central role in foreign exchange regulation, combating tax evasion, and protecting the national economy, while reinforcing transparency in foreign trade operations.

PM: To what extent can the use of artificial intelligence improve public service delivery in the country?

RSG: When we talk about introducing Artificial Intelligence in public services, we see it as a great opportunity to solve many of the problems we still face in public administration. For years, we have dealt with limited resources, insufficient training, and fragile infrastructure.

AI enables us to identify more precisely the main bottlenecks in our processes, better plan resource allocation, and make decisions based on more reliable and up-to-date data. This helps reduce costs, speed up procedures, and increase the efficiency of the entire public system.

In practice, we are already applying these solutions with visible impact, as in the case of the Single Electronic Window. With the introduction of intelligent chatbots, for example, we can provide quick answers to questions from investors and economic operators, such as import data, consumption patterns, and market trends.

PM: How do you view public–private partnerships at MCNet (PPP) as a model replicable in other sectors of the economy?

RSG: At MCNet, we see public–private partnerships as a practical and effective solution to many of the challenges the country faces, especially when we consider the State’s resource constraints, whether financial, human, or technological. We believe that bringing together the strengths of the public and private sectors accelerates the implementation of strategic projects and improves the quality of services provided.

When the State, with its mandate and understanding of needs, joins forces with the private sector, which brings agility, investment, and technical expertise, everyone benefits, especially the citizen.

Over the past 15 years, we have proven that this model works. The Single Electronic Window experience is clear evidence of this: we have improved services, ensured greater efficiency, and responded more quickly to our clients’ needs. Therefore, we believe this type of collaboration can and should be replicated in other critical areas of the economy, such as infrastructure, health, and education, where needs are growing at a pace the State alone cannot match. It is a matter of strategic vision and commitment to the country’s development.

PM: What regulatory or operational barriers still hinder the wider adoption of technological solutions?

RSG: We have found that one of the biggest barriers to the full adoption of technological solutions is not the technology itself, but the people. Resistance to change remains very strong. No matter how innovative a system is, if the people who will use it are not prepared or willing to change, the impact will always be limited. We know that changing habits is not easy, often fear of the unknown, comfort with old methods, or a lack of trust in digital tools create obstacles.

That is why, in all our projects, we make a point of integrating change management actions. We guide, train, and explain. We want every person to understand the value of technology and how it can facilitate and improve their work.

But we also face challenges from a legal and institutional perspective. Digitalization forces us to rethink how the State and institutions operate. This means reviewing laws, regulations, and procedures that are often outdated compared to the current technological reality.

If we want to accelerate digital transformation in all sectors, we must recognize that this transformation also requires legislative reforms. We need a legal framework that keeps pace with innovation, one that allows us to do more with less, with transparency, speed, and efficiency. And that is a collective task involving all sectors, ministries, and leaderships.

Learn more here: MCNet SA

Ecobank lidera incumprimentos bancários com mais de 75% do crédito em risco até junho, revela BoM

O relatório sobre Indicadores Prudenciais e Económico-Financeiros do Banco de Moçambique (BoM), relativo ao segundo trimestre de 2025, revela que mais de 75% do crédito concedido pelo Ecobank Moçambique encontrava-se em situação de incumprimento no período entre abril e junho, um salto acentuado face aos 48,17% registados no trimestre anterior e aos 42,66% no final de 2024.

Este aumento drástico é descrito pelo BoM como um sinal claro de deterioração da qualidade da carteira de crédito do banco, invertendo a tendência observada nos últimos anos.

Outros bancos também registaram níveis preocupantes de empréstimos em risco, o Moza Banco atingiu os 40,50%, em alta face aos 36,58% anteriores, enquanto o Access Bank conseguiu reduzir o indicador de 20,69% para 13,45%.

Em contraste, várias instituições financeiras mantêm-se dentro dos limites recomendados pelo BoM (até 5% de créditos em incumprimento), entre as quais o United Bank for Africa (2,16%), First National Bank (2,00%), Standard Bank (3,83%), First Capital Bank (3,19%) e Absa (3,84%), com o Millennium bim também em níveis controlados (2,62%). O BCI, porém, continua além do patamar, com 13,53%.

No balanço do sistema bancário no seu conjunto, o BoM aponta que a média de incumprimento do crédito, incluindo todos os bancos, situava-se em 9,32% em 2024, acima do limite tradicionalmente aceite de 5%. Além disso, a taxa de cobertura de créditos em risco recuou para 60,29%, em comparação com 66,02% em 2023, e o crédito reestruturado ascendia a 9,47% da carteira total (25,68 mil milhões de meticais).

Reduziu o volume de compras à entrada do terceiro trimestre

O inquérito Purchasing Managers’ Index™ (PMI) do Standard Bank revelou que Moçambique registou uma redução do volume de compras em Julho, pelo terceiro mês consecutivo, levando a uma redução nos volumes de estoque.

Conforme o documento consultado pelo PROFILE, com a demanda por insumos limitada, os fornecedores conseguiram novamente entregar os itens em menos tempo. Os prazos de entrega foram reduzidos pelo quinto mês consecutivo.

Os custos de insumos subiram para as empresas do setor privado moçambicano em julho, impulsionados por aumentos nos preços de compra e nos salários.

“No entanto, o ritmo geral da inflação dos preços de insumos permaneceu muito moderado, apesar de ter atingido o maior nível em três meses” lê-se.

O relatório notou que algumas empresas enfrentaram preços mais altos de materiais e pagamentos mais altos vinculados às novas necessidades dos clientes, embora as pressões sobre os preços tenham sido geralmente moderadas devido à redução nas compras.

“Os custos salariais aumentaram, na maioria, devido ao aumento das contratações, segundo os relatórios dos membros do painel. Em meio ao ambiente favorável de custos, as empresas do sector privado mantiveram seus próprios preços estáveis durante Julho. Isso encerrou uma série anterior de dois meses de aumentos nos preços de venda. Algumas empresas teriam optado por oferecer descontos para estimular as vendas”.

Em Julho, houve expansões mensais (m/m) na maioria dos sub-índices do PMI, incluindo produção, novos pedidos, emprego e prazos de entrega dos fornecedores. No entanto, notamos uma queda tanto nas compras quanto nos estoques, o que pode reflectir a oferta moderada de moeda estrangeira (FX), impactando as aquisições” constatou Flávio Mussá, o Economista-Chefe do banco.

ENH quer assumir operação directa de projectos de exploração de gás em Moçambique

A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) pretende passar de simples parceira para operadora no sector do petróleo e gás em Moçambique, assumindo a liderança em projectos de exploração e produção.

Segundo a PCA da ENH, Ludovina Bernardo, a mudança de posição estratégica visa reforçar o papel da empresa na cadeia de valor e aumentar o controlo sobre os recursos nacionais.

Falando na sexta-feira (08), durante uma reunião com os membros do Conselho de Administração, no distrito de Matutuine, província de Maputo, a responsável explicou que o objectivo é definir um plano estratégico ambicioso que permita à empresa avançar para a operação directa de projectos no País.

Actualmente, a ENH participa como accionista em cerca de dez concessões de hidrocarbonetos, representando os interesses do Estado. As suas participações variam entre 10% e 40% nas diferentes fases da pesquisa e produção, mas a gestão dos projectos permanece nas mãos de multinacionais estrangeiras.

Entre os principais operadores encontram-se a TotalEnergies, responsável pelo projecto Mozambique LNG-Área 1, a ENI, que gere o Coral Sul FLNG-Área 4, e a ExxonMobil, operadora do Rovuma LNG. A PCA da ENH, citada pela AIM, considera que chegou a altura de mudar este cenário.

“Temos de começar a posicionar-nos na indústria de petróleo e gás como operadores. Queremos operar e, se tudo correr bem, em breve partilharemos os resultados dos primeiros passos nessa direcção”, afirmou a responsável, sublinhando que a ambição é sustentada por um plano de negócios com horizonte superior a cinco anos.

Segundo Ludovina Bernardo, o novo plano prevê criar uma carteira de projectos para capitalizar o gás natural atribuído nos empreendimentos da bacia do Rovuma. Para a dirigente, estas reservas representam uma oportunidade estratégica para desenvolver a indústria nacional e impulsionar o fornecimento de gás doméstico, fomentando iniciativas de transformação local e geração de valor económico.

A ENH já detém participações na Central de Processamento de Pande e Temane, na província de Inhambane, e em projectos de gasodutos. Actua também como agregadora e comercializadora de gás natural, com rede de distribuição canalizada de 65 quilómetros em Maputo e Marracuene, e projecta transportar gás, petróleo e condensado por via marítima e terrestre, incluindo operações transfronteiriças.

Millennium bim celebra seus 30 anos em Moçambique com lançamento de mais uma campanha

O Millennium bim lançou uma nova campanha institucional em celebração dos 30 anos de compromisso com Moçambique. Designado “Haverá sempre um M”, a campanha, além de assinalar mais um marco no seu percurso, é também uma celebração da identidade colectiva, da diversidade cultural, da resiliência e do orgulho de ser moçambicano, sublinhando ser “uma homenagem ao País e aos moçambicanos”.

Através de uma nota, o director de Comunicação do Millennium bim, Ivan Serra, explicou que a campanha estará presente nos principais meios de comunicação, tanto tradicionais como digitais, reforçando a sua mensagem junto dos moçambicanos em todo o País. Gravada de norte a sul, a campanha retrata com autenticidade a alma de Moçambique: os rostos, os gestos, os sons, os sonhos e os lugares que fazem parte da história do País e da vida do Banco.

“Quisemos criar uma campanha que fosse muito mais do que uma celebração institucional, uma homenagem e um agradecimento a todos os moçambicanos. Uma evocação da resiliência de um povo, do orgulho de ser moçambicano e de uma identidade forjada em cada conquista. Procurámos retratar o País como ele é, com verdade, com alma e com as pessoas reais que dão vida ao futuro de Moçambique todos os dias.”, afirma Ivan Serra.

“Haverá sempre um M” representa muito mais do que a inicial do Banco. É o M de Moçambique, de Memória, de Movimento, de Mudança, um símbolo de continuidade e pertença que vive no coração de milhões de moçambicanos.