Friday, April 10, 2026
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Nova liderança do INAE aposta no fortalecimento do ambiente de negócios

A Primeira-ministra moçambicana, Benvinda Levi, recomenda a nova inspectora-geral da Inspecção Geral das Actividades Económicas (INAE) Shaquila Mohamed, a estar mais focada no aprimoramento de acções de prevenção, educação, e não apenas de punição.

Discursando durante a cerimónia de tomada de posse de Shaquila Mohamed, acto que teve lugar em Maputo, Benvinda Levi quer uma INAE que previna e combata à contrafacção, venda de bebidas alcoólicas à menores de 18 anos de idade, comércio ou prestação de serviços ilegais, bem como práticas que mancham os agentes económicos e prejudicam o país.

É fundamental ensinar, sensibilizar e orientar os operadores económicos, especialmente as Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME´s), para que, de acordo com a Primeira-ministra, conheçam e cumpram as normas que regem a sua actividade.

Para efeito, é crucial que a INAE se faça conhecer, em todo território moçambicano, agindo como um interlocutor que incentiva as boas práticas na actuação de todos os agentes económicos, à bem dos consumidores e à bem das comunidades as quais servem.

“Recomendamos a nova liderança da INAE a continuar a promover acções preventivas e repressivas com equilíbrio, discernimento e responsabilidade”, disse, tendo acrescentado de seguida que é tarefa da INAE assegurar que o interesse público prevaleça em todas as circunstâncias.

Ao apostar nas recomendações, a INAE, de acordo com Benvinda Levi, vai concorrer no reforço da confiança junto dos operadores económicos e dos cidadãos.

Na sua qualidade de instituição fiscalizadora, a INAE desempenha um papel de extrema importância no exercício das actividades económicas, tendo em conta que garante o cumprimento das normas contra infracções antieconómicas e contra a saúde pública, e protege os cidadãos e os operadores legítimos.

Os moçambicanos têm, actualmente, um elevado nível de exigência e de fiscalização das actividades desenvolvidas pelas instituições públicas, um modelo que, de acordo com a Primeira-ministra, é novo, facto que reflecte o anseio, dos cidadãos, em ter um Estado eficiente que presta serviços de qualidade que impactam positivamente nas suas vidas.

“Por isso”, afirmou Benvinda Levi, “as nossas instituições devem pautar pela observância dos princípios da meritocracia, da transparência e da prestação de contas”.

 Por sua vez, a nova inspectora-geral da INAE disse que vai dar seguimento às recomendações deixadas pela Primeira-ministra, apontando para o controlo da venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos de idade.

“Conforme eu disse, eu ainda tenho que chegar, conhecer a casa, conhecer o trabalho, dar continuidade àquilo que já foi muito bem feito pela anterior inspectora-geral [da INAE]”, afirmou.

Sobre a comercialização dos produtos fora do prazo, Shaquila Mohamed assegurou tomar as devidas sanções aos prevaricadores.

Juíza desembargadora, Shaquila Mahomed ocupa o cargo em comissão de serviço, que se encontrava vago desde Abril último, com a saída de Rita Freitas.

AmCham e CCME reforçam laços económicos entre Moçambique, EUA e Espanha

Decorreu no Hotel Cardoso, o Business Networking Cocktail Reception, uma iniciativa promovida pela AmCham Moçambique em colaboração com a Câmara de Comércio Moçambique-Espanha (CCME).

O evento contou com a presença do Director Executivo da AmCham, Alexandre Macassane, e reuniu membros das duas câmaras de comércio, empresários e parceiros institucionais, num ambiente propício à criação de conexões estratégicas e partilha de oportunidades de cooperação económica.

Director Executivo da AmCham, Alexandre Macassane

A iniciativa destacou-se como uma plataforma de diálogo aberto entre representantes dos sectores privados de Moçambique, dos Estados Unidos e de Espanha, reafirmando o compromisso conjunto com o fortalecimento das relações comerciais trilaterais.

A AmCham agradece a todos os participantes pelo entusiasmo e pelo contributo para o sucesso deste encontro.

Celso Cunha empossado director-geral da Agência do Zambeze

A Primeira-Ministra, Benvinda Levi, conferiu posse, ontem, a Celso Cunha como novo director-geral da Agência do Zambeze.

Na ocasião, Benvinda Levi desafiou o recém-empossado dirigente a capitalizar o vasto potencial da região do Vale do Zambeze, de modo a dinamizar o desenvolvimento socioeconómico com impacto directo na vida das populações.

Até à data da sua nomeação, Celso Cunha exercia as funções de Gestor Financeiro do Fundo Catalítico para Inovação e Demonstração (FCID), organismo vocacionado para apoiar projectos inovadores de desenvolvimento rural e agrícola.

Kenmare conclui chegada da segunda draga de alta capacidade em Moma

A Kenmare Resources anunciou a chegada bem-sucedida da segunda das suas duas novas dragas de alta capacidade à praia adjacente à mina de Moma, na província de Nampula. O equipamento integra o processo de modernização da Planta de Concentração Húmida (WCP) A, cujos componentes já se encontram todos no local, permitindo reduzir progressivamente os riscos do projecto.

A empresa congratulou a sua equipa de projectos pelo feito e agradeceu ao empreiteiro Roll Group, responsável pelas operações de transporte e desembarque.

Segundo a Kenmare, a chegada da draga constitui um marco importante no plano de expansão das suas operações de extração de areias pesadas em Moçambique.

Mais imagens do segundo desembarque podem ser consultadas através do link: https://loom.ly/FQUJUhg.

Inhassoro celebrou 39 anos com terceira edição da Légua

As ruas da vila de Inhassoro ganharam, no passado sábado (26), as cores azul-celeste e azul-marinho com a realização da terceira edição da Légua de Inhassoro, evento que já se tornou marca registada das celebrações locais. Patrocinada em exclusivo pela Sasol Moçambique, a prova reuniu cerca de 1500 participantes num ambiente vibrante, que assinalou os 39 anos de elevação da vila.

Mais do que uma simples corrida, a Légua representou um gesto de pertença e compromisso. Para Francisco Augusto, vice-presidente de Operações e Manutenção da Sasol, a iniciativa traduziu o orgulho da empresa em caminhar ao lado de Inhassoro e reforçar o seu compromisso com a juventude, a inclusão social e o bem-estar das comunidades.

Organizado em parceria com o Governo Distrital, o evento transformou-se numa verdadeira celebração popular, tendo integrado uma feira comercial e um espectáculo musical à noite, que contou com a participação de mais de 20 artistas locais. O encerramento ficou a cargo do aclamado músico moçambicano Twenty Fingers, que levou multidões a celebrar com música os 39 anos da vila.

Nova parceria reforça Economia Azul Sustentável

A consolidação de parcerias estratégicas em prol da Economia Azul Sustentável registou, na última terça-feira (29), um marco relevante para o país, com a assinatura de dois Memorandos de Entendimento entre o banco Millennium BIM e o Parque Nacional de Maputo, no âmbito da iniciativa ProsperAzul, financiada pela União Europeia (UE) e pelo Ministério Federal Alemão para a Cooperação Económica e Desenvolvimento (BMZ).

O acto formaliza a entrada do Millennium BIM no Clube de Amigos do Parque Nacional de Maputo (Mungano), uma plataforma de cooperação multissectorial que visa reforçar as acções de conservação da biodiversidade, o desenvolvimento comunitário e a promoção de iniciativas de turismo sustentável.

Segundo a GIZ Moçambique, parceira de implementação do ProsperAzul, a adesão de uma das maiores instituições financeiras do país ao Mungano constitui um exemplo claro do papel crescente do sector privado na promoção do crescimento inclusivo e sustentável.

“Esta parceria permitirá expandir a rede dinâmica do Clube de Amigos, envolvendo mais empresas, instituições e cidadãos neste movimento que protege a biodiversidade e cria oportunidades para as comunidades”, sublinha a organização.

A entrada do Millennium BIM no Mungano reforça a capacidade do Parque Nacional de Maputo de implementar projectos estruturantes de conservação ambiental, ao mesmo tempo que impulsiona a geração de benefícios económicos e sociais para as populações locais.

A GIZ reiterou o compromisso de continuar a apoiar a plataforma, no sentido de garantir a mobilização de recursos e a implementação de soluções inovadoras que assegurem a preservação do património natural do país.

Região Norte lidera exportações, com 4 mil milhões de dólares em 2024

A região norte de Moçambique consolidou-se como líder nas exportações nacionais em 2024, com um contributo equivalente a 53% do total nacional, o que corresponde a 4.078 milhões de dólares americanos. A informação foi tornada pública esta quinta-feira (24), na cidade de Nampula, pelo Secretário de Estado para o Comércio, António do Rosário Grispo, durante a abertura da Conferência MozExport Regional Norte.

De acordo com Grispo, este desempenho evidencia o papel estratégico das províncias de Nampula, Cabo Delgado e Niassa na balança comercial do país. “Os dados de 2024 confirmam esta tendência, com a região norte a contribuir com 6% das exportações destinadas ao continente africano, num total de 101 milhões de dólares americanos”, referiu.

No quadro geral das transacções comerciais, Moçambique registou em 2024 um défice comercial de 1.416 milhões de dólares, uma melhoria de 29% em relação a 2023, quando o défice foi de 1.996 milhões. As exportações totalizaram 7.709 milhões de dólares (queda de 3%) e as importações 9.125 milhões (redução de 9%). No entanto, apenas 49% das exportações beneficiaram dos acordos preferenciais firmados com parceiros internacionais.

Grispo contextualizou a conferência como parte da diplomacia económica em curso, apontando que Moçambique dispõe de acordos multilaterais e bilaterais com mais de 54 países, incluindo os da SADC, União Europeia, Reino Unido, Indonésia, China e Estados Unidos da América. “Estes instrumentos garantem acesso preferencial aos mercados externos, frequentemente livre de direitos aduaneiros e de quotas, o que torna a nossa produção mais competitiva e incentiva a sua internacionalização”, explicou.

O Secretário de Estado destacou ainda o crescimento das exportações de produtos agrários em 13%, com um peso de 12% no total exportado, mas alertou para a baixa participação das Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs), que contribuíram com apenas 1% das exportações. “Precisamos de reforçar o papel das MPMEs na cadeia de valor das exportações, pois é neles que reside grande parte do potencial produtivo do país”, sublinhou.

A MozExport, iniciativa do Ministério da Economia, foi apresentada como um programa que visa divulgar os acordos comerciais e promover literacia económica acessível, especialmente junto das MPMEs. “Queremos uma produção nacional que concorra no mercado continental e internacional”, reforçou Grispo.

A conferência regional de Nampula dá seguimento à cerimónia de alto nível realizada em Abril, na Beira, que assinalou o arranque oficial das transacções comerciais de Moçambique no âmbito da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA), sob liderança da Primeira-Ministra Mariana Benvinda Levi.

Apesar do crescimento nas exportações para África, que totalizaram 1.592 milhões de dólares em 2024, o comércio permanece fortemente concentrado na África Austral, através da Zona de Comércio Livre da SADC. Segundo Grispo, “há uma necessidade urgente de reforçar melhor o Acordo da ZCLCA, um mercado com mais de 1,4 mil milhões de consumidores distribuídos por 54 países”.

Concluindo, o governante sublinhou que os dados apresentados comprovam que os acordos económicos firmados por Moçambique representam uma oportunidade concreta para diversificar as exportações, com ênfase na inclusão do sector dominado pelas MPMEs. “Cabe agora transformar este potencial em resultados efectivos para a economia nacional”, afirmou.

A próxima edição da MozExport está agendada para o mês de Agosto, na província de Tete.

Millennium bim distinguido como Melhor Banco em Moçambique nos Euromoney Awards for Excellence 2025

O Millennium bim foi novamente distinguido como o Melhor Banco em Moçambique, no âmbito dos prestigiados Euromoney Awards for Excellence 2025. Esta distinção valida o percurso do Banco ao longo de três décadas, consolidando-o como uma referência de confiança, inovação e compromisso com o desenvolvimento económico e social do país.

Atribuído com base numa avaliação rigorosa do desempenho financeiro, da inovação tecnológica, da qualidade dos serviços e do compromisso com a inclusão financeira, este prémio confirma o Millennium bim como a instituição financeira mais premiada de Moçambique e uma das mais respeitadas em África.

Para Rui Pedro, Presidente da Comissão Executiva do Millennium bim,

“Ser reconhecido, mais uma vez, como o Melhor Banco em Moçambique é motivo de enorme orgulho e o reflexo da excelência construída ao longo destes 30 anos. Este prémio pertence aos nossos Colaboradores, cuja dedicação é incansável, e aos nossos Clientes, que confiam diariamente no Millennium bim. É com eles, e por eles, que continuamos a liderar, com ambição, inovação e um compromisso inabalável com o desenvolvimento de Moçambique.”

O reconhecimento da Euromoney sublinha ainda a capacidade do Millennium bim de manter uma estratégia centrada no Cliente, apostando em soluções digitais de excelência e promovendo, de forma consistente, a inclusão financeira em todas as províncias do país.

O Banco conta actualmente com mais de 1,3 milhões de Clientes activos, dos quais mais de 70% utilizam canais digitais. Com uma rede de 195 balcões físicos, incluindo 63 em zonas rurais, e plataformas robustas de Internet Banking e Mobile Banking, o Millennium bim reforça a sua posição como líder em inovação, proximidade e acessibilidade bancária. Esta nova distinção vem juntar-se a um acervo de mais de uma centena de prémios nacionais e internacionais atribuídos ao Millennium bim ao longo da sua trajectória. O Banco continua a figurar entre os 100 maiores de África, destacando-se entre as instituições moçambicanas mais bem posicionadas neste ranking continental.

Hackfest: Moçambique vence competição com uma solução inovadora para o atendimento ao cliente

A equipa moçambicana “Beyond Lungano” conquistou a Final Global do Hackfest 2025, promovido pelo grupo Vodafone, que teve lugar recentemente em Londres. Esta vitória surge após a consagração na fase continental do campeonato, realizada no início de Junho na África do Sul.

Composta por Adila Mussá, Abel Xavier, Célio Cumba e Idelaine Uaciquete, todos formados pelo Programa de Graduados da Vodacom Moçambique em 2024, a equipa foi distinguida na categoria Simplicidade, graças ao desenvolvimento de uma solução tecnológica que optimiza o serviço de atendimento ao cliente, tornando-o mais rápido e eficiente.

A solução premiada recorre a inteligência artificial para reduzir o número de etapas nos processos de apoio ao cliente, permitindo que os agentes deixem de se ocupar de tarefas repetitivas e burocráticas, automatizadas através da tecnologia.

“Esta proposta simplifica substancialmente os fluxos de trabalho, garantindo respostas mais céleres e eficazes aos utilizadores dos nossos serviços”, explicou o Almirante Dimas, coordenador do Programa de Graduados da Vodacom Moçambique.

A Vodacom Moçambique apresentou-se no Hackfest 2025 com projectos em quatro categorias, nomeadamente Cliente, Propósito, Crescimento e Simplicidade, todas elas apuradas nas fases nacional e continental. A proposta da equipa “Beyond Lungano” destacou-se na competição global, que reuniu jovens talentos de várias geografias onde o grupo Vodafone está presente.

O Hackfest é uma maratona internacional de programação que desafia jovens programadores a desenvolverem soluções digitais inovadoras num ambiente intensivo de colaboração e criatividade. O evento promove o uso de tecnologias emergentes para resolver desafios reais, com impacto directo na experiência dos clientes.

Esta conquista reflecte o forte investimento da Vodacom Moçambique em inovação e no desenvolvimento do talento nacional, ao proporcionar aos jovens moçambicanos formação de excelência, desafios estimulantes e oportunidades para brilhar no palco internacional.

Estatal indiana ONGC aprova investimento adicional de 61 M$ para projecto de gás natural no Rovuma

A estatal indiana Oil and Natural Gas Corporation Ltd (ONGC) aprovou um ajustamento financeiro de cerca de 3 mil milhões de meticais (61 milhões de dólares) para reforçar o financiamento das suas subsidiárias envolvidas no Projecto de Gás Natural Liquefeito (GNL) da Área 1, na bacia do Rovuma, norte de Moçambique.

Segundo um comunicado enviado à bolsa de valores da Índia a 22 de Julho, pela Khabar India, os montantes deverão ser desembolsados entre os exercícios financeiros de 2025-2026 e 2026-2027 pela ONGC Videsh Rovuma Ltd (OVRL) e pela Beas Rovuma Energy Mozambique Ltd (BREML), ambas subsidiárias da ONGC Videsh Ltd (OVL), que detém uma participação de 16% no consórcio liderado pela TotalEnergies.

De acordo com os dados divulgados, a BREML deverá aplicar cerca de 1,2 mil milhões de meticais (15,3 milhões de dólares) em 2025-2026 e 635 milhões de meticais (7,6 milhões de dólares) em 2026-2027. Já a OVRL será responsável por cerca de 2,1 mil milhões de meticais (25,6 milhões de dólares) em 2025-2026 e mil milhões de meticais (12,8 milhões de dólares) no ano seguinte, perfazendo o total do ajustamento aprovado.

A mesma publicação refere que os valores correspondem a ajustes financeiros relativos aos custos estimados do projecto, cuja execução tem enfrentado atrasos desde 2021 devido à insegurança em Cabo Delgado, província onde decorrem os trabalhos.

Em Abril de 2025, a ONGC submeteu à aprovação dos seus accionistas, através de votação por correspondência, um conjunto de transacções financeiras ligadas às operações em Moçambique, incluindo um adiantamento de cerca de 1,5 mil milhões de meticais (18 milhões de dólares) da OVL à BREML.

O Projecto GNL da Área 1 é considerado um dos maiores investimentos estrangeiros em África, com uma produção prevista de 13,1 milhões de toneladas de GNL por ano, proveniente das reservas da bacia do Rovuma. A sua concretização é vista como estratégica para a diversificação energética global, especialmente para a Índia.