· Memorando entre Vodacom e INTIC reforça o compromisso com a transformação digital em Moçambique
A Vodacom Moçambique e o Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC) formalizaram, esta Sexta-feira, a assinatura de um Memorando de Entendimento que visa apoiar a elaboração do Regulamento Nacional de Comércio Electrónico, reforçando a base legal e técnica que sustenta o ecossistema digital no país.
A parceria surge num contexto em que a digitalização da economia moçambicana é uma prioridade nacional e representa uma resposta directa à necessidade de dotar o país de um enquadramento normativo moderno, funcional e ajustado aos desafios do comércio electrónico.
Durante a cerimónia, o CEO da Vodacom Moçambique, Simon Karikari, frisou o carácter estratégico da iniciativa, que inscreve a Vodacom como parceiro activo no desenvolvimento digital do país. “Reafirmamos o nosso compromisso de ser mais do que um provedor de serviços. Somos um parceiro digital de desenvolvimento, profundamente empenhado na transformação da sociedade moçambicana por via da inovação, da inclusão financeira e da cidadania digital”, afirmou.
Simon, destacou ainda que a contribuição da Vodacom para este projecto é um investimento directo na infraestrutura regulatória do país, com impacto na protecção do consumidor, no ambiente de negócios e na confiança dos agentes económicos.
“Reconhecemos que regulamentações fortes e eficazes requerem inteligência colectiva. A nossa experiência em vários mercados africanos permite-nos oferecer uma visão prática, inclusiva e sensível ao contexto moçambicano”, acrescentou o CEO.
Por sua vez, o Presidente do Conselho de Administração do INTIC, Lourino Chemane, destacou que o memorando marca um momento de consolidação de uma sociedade de informação “robusta, inclusiva, segura e orientada para o futuro”.
“Através desta parceria com a Vodacom, viabiliza-se a contratação de consultoria especializada para a elaboração de um regulamento técnico, capaz de traduzir os princípios jurídicos da Lei de Transacções Electrónicas em normas operacionais, eficazes e exequíveis”, referiu.
A regulamentação, a ser desenvolvida com apoio técnico da Vodacom, irá incidir sobre aspectos-chave como:
· Os requisitos formais das transacções electrónicas;
· A responsabilidade dos intermediários digitais;
· Os mecanismos de resolução de litígios em ambiente virtual;
· A interoperabilidade de plataformas e sistemas de pagamento e as salvaguardas em matéria de protecção de dados e direitos dos consumidores.
A assinatura do memorando foi igualmente descrita como um exemplo bem-sucedido de colaboração entre o sector público e o privado, um modelo que ambas as instituições defendem como essencial para consolidar um Moçambique digital, resiliente e competitivo no cenário regional e global.
Profile Mozambique: A RSM Moçambique é uma referência global em Assurance, Tax & Consulting com uma equipa experiente e abordagem adaptada ao cliente. Poderia começar por explicar brevemente o posicionamento da RSM Moçambique no mercado local e o tipo de empresas que atendem?
Edite Félix: A RSM Moçambique é uma firma membro da RSM International, uma das maiores redes globais de auditoria, consultoria e fiscalidade, com presença consolidada em mais de 120 países. Em Moçambique, posicionamo-nos como uma referência nacional em serviços de Assurance, Tax & Consulting, oferecendo soluções integradas, de elevado rigor técnico, concebidas para gerar impacto real no ambiente de negócios.
Atendemos essencialmente empresas de média e grande dimensão, tanto nacionais como internacionais, que não procuram apenas cumprimento normativo, mas sim um parceiro estratégico, capaz de compreender os seus desafios específicos, antecipar riscos operacionais e regulatórios e entregar valor sustentável.
O nosso posicionamento no mercado assenta em três pilares fundamentais: qualidade, consistência e proximidade ao cliente. A qualidade, para nós, não é apenas um princípio orientador, é o próprio modelo do nosso negócio. É essa cultura de exigência que atrai empresas com elevados padrões de governação, retém talento qualificado e sustenta a nossa reputação como firma de confiança no ecossistema empresarial moçambicano.
PM: Quais são os sectores predominantes no vosso portfólio? Que desafios específicos estes sectores trazem e como a RSM se posiciona para responder a eles?
EF: O nosso portfólio é composto por sectores de elevada complexidade e impacto estratégico para a economia moçambicana. Trabalhamos com instituições bancárias e seguradoras, onde os requisitos regulatórios são particularmente exigentes e o foco em compliance é permanente. Nestes casos, o nosso compromisso é garantir que os nossos clientes operem com total conformidade, minimizando riscos e assegurando a solidez e integridade dos seus sistemas de controlo.
No sector de petróleo e gás, a nossa intervenção exige profundo domínio da fiscalidade internacional, do reporting técnico e da gestão de risco, numa área onde as exigências de transparência e rigor são particularmente elevadas. Também assessoramos organizações não-governamentais e organismos multilaterais, cujos critérios de actuação impõem uma avaliação rigorosa do impacto dos projectos, prestação de contas transparente e alinhamento com normas internacionais de reporte e auditoria.
Ademais, prestamos serviços a grandes empresas privadas, nacionais e multinacionais, que actuam em sectores em expansão como a agro-indústria, energia e infraestruturas, todos com exigências complexas ao nível da estratégia, governança e crescimento sustentável.
PM: O recente relatório da RSM internacional revela crescimento de 29% na África, impulsionado em parte por Moçambique. Como se insere a RSM Moçambique na estratégia global de crescimento da rede?
EF: O crescimento de 29% da RSM em África, conforme indica o mais recente relatório internacional, confirma que os mercados emergentes ocupam hoje uma posição central na estratégia global da nossa rede. Em Moçambique, orgulhamo-nos de contribuir activamente para esse desempenho, com um modelo de negócio centrado na excelência técnica, na valorização de talento local e na adopção de soluções inovadoras.
Alinhamo-nos com a Estratégia Global 2030 da RSM, que privilegia a inovação, o crescimento sustentável e o impacto real. A nível nacional, esta visão traduz-se na digitalização progressiva dos nossos serviços, no fortalecimento da nossa base de clientes de referência e no posicionamento de Moçambique como um polo estratégico para operações internacionais, sobretudo nas áreas de preços de transferência e consultoria para o desenvolvimento. Estamos também comprometidos com o reforço das ligações regionais, em particular com os países da SADC e África Oriental, consolidando o papel da RSM Moçambique como plataforma de excelência para a expansão de negócios no continente.
PM: A RSM lançou em 2024 a plataforma RSM Luca para auditoria digital. De que forma esta inovação tem sido implementada em Moçambique e qual o impacto no serviço ao cliente?
EF: A introdução da plataforma RSM Luca em Moçambique, em 2024, marcou um novo capítulo na forma como conduzimos os nossos projectos de auditoria. Trata-se de um verdadeiro ecossistema digital, concebido para elevar a eficiência, a transparência e a qualidade dos nossos serviços. A sua implementação foi cuidadosamente estruturada, com acções de capacitação intensiva das nossas equipas e integração plena nos fluxos de trabalho.
Os efeitos desta inovação já são evidentes, registamos maior agilidade nos processos, redução de tarefas manuais repetitivas, uma gestão de risco mais robusta e uma colaboração mais directa com os clientes. A grande mais-valia do RSM Luca é que a qualidade deixou de depender exclusivamente da supervisão, ela está incorporada em cada fase do projecto, desde o planeamento até à entrega final. Esta evolução reforça o nosso compromisso com a excelência técnica e com a prestação de um serviço cada vez mais alinhado às exigências do contexto moçambicano e aos padrões internacionais.
PM: No contexto da Estratégia Global 2030, cresce a aposta em pessoas e tecnologia. Como atraem e retêm talentos no mercado moçambicano? Há iniciativas internas como 360° feedback ou inovação interna?
EF: Na RSM Moçambique, acreditamos que o nosso maior activo são as pessoas. Por isso, investimos de forma estratégica e contínua na atracção, desenvolvimento e retenção de talentos. A nossa proposta de valor está ancorada em planos de carreira bem definidos, com progressão clara e transparente, mentoria activa assegurada por líderes experientes, programas de formação contínua, nacionais e internacionais, e mecanismos estruturados de avaliação, como o sistema de feedback 360°, revisão periódica de descrições de funções e de modelos de desempenho.
Adicionalmente, fomentamos uma cultura de excelência e responsabilidade, onde cada colaborador se reconhece como embaixador da marca RSM em cada entrega. O nosso compromisso é formar profissionais com ambição e sentido de missão, conscientes de que o talento de hoje será o sócio de amanhã, responsável por garantir a qualidade e o crescimento sustentável da firma. Este alinhamento com a Estratégia Global 2030 reforça o nosso papel como referência em capital humano no sector de auditoria, fiscalidade e consultoria em Moçambique.
PM: As equipas investem cada vez mais em tecnologia, auditorias digitais, análises baseadas em dados. Quais são os principais desafios técnicos que enfrentam localmente e que soluções se avizinham para 2025/26?
EF: Os desafios técnicos que enfrentamos no contexto local concentram-se essencialmente em três eixos estratégicos: a limitação ainda persistente da infraestrutura digital, a necessidade de capacitação contínua das nossas equipas para o domínio de novas ferramentas, e o grau variável de adaptação dos clientes às soluções digitais e integradas.
Para responder a este cenário, temos vindo a investir de forma consistente em inovação tecnológica. Estamos a acelerar a integração de ferramentas como inteligência artificial, Power BI, CRM, Caseware e mesmo recursos como o ChatGPT, com o objectivo de reforçar a precisão analítica e a capacidade de resposta em tempo real. Simultaneamente, estamos a automatizar processos críticos, como os ligados ao compliance, onboarding e monitorização de projectos, promovendo maior eficiência operacional.
No que diz respeito ao desenvolvimento interno, mantemos programas contínuos de formação técnica, com enfoque especial em competências digitais e novas tecnologias. A nossa ambição para 2025/26 é clara, queremos processos totalmente digitalizados, com integração de inteligência artificial desde a proposta até à entrega final. Com isso, pretendemos garantir consistência, elevar o padrão de qualidade e oferecer mais valor real aos nossos clientes.
PM: Sabendo que vos propõem melhorar transparência, eficiência e boas práticas nos sectores empresarial e institucional, como veem o impacto da RSM no crescimento sustentável de Moçambique?
EF: Na RSM Moçambique, acreditamos firmemente que o nosso papel vai muito além da prestação de serviços técnicos. Vemos a nossa actuação como um contributo activo para o crescimento sustentável do país, através da promoção da transparência nos sectores empresarial e institucional, do reforço das boas práticas de gestão e compliance, bem como do apoio técnico a projectos estruturantes em áreas-chave como a energia, agricultura e finanças públicas.
Adicionalmente, temos um compromisso com a capacitação de Pequenas e Médias Empresas (PME) e Organizações Não Governamentais (ONGs), sectores muitas vezes decisivos na criação de emprego e inclusão económica. Acreditamos que uma economia mais ética, eficiente e transparente é também mais resiliente e atractiva para o investimento nacional e estrangeiro.
PROFILE Mozambique: RSM Mozambique is a global reference in Assurance, Tax & Consulting, with an experienced team and a client-centric approach. Could you begin by briefly explaining RSM Mozambique’s market positioning and the type of companies you serve?
Edite Félix: RSM Mozambique is a member firm of RSM International, one of the world’s largest networks in audit, consulting, and tax, with a consolidated presence in more than 120 countries. In Mozambique, we are nationally recognized in the provision of Assurance, Tax & Consulting services, offering integrated solutions of high technical precision, designed to generate real impact on the business environment.
We mainly serve medium to large-sized companies, both national and international, that are not merely seeking compliance, but a strategic partner capable of understanding their specific challenges, anticipating operational and regulatory risks, and delivering sustainable value.
Our market positioning rests on three fundamental pillars: quality, consistency, and client proximity. For us, quality is not just a guiding principle, it is the very foundation of our business model. This culture of excellence attracts companies with high governance standards, retains qualified talent, and sustains our reputation as a trusted firm in Mozambique’s business ecosystem.
PM: Which sectors dominate your portfolio? What specific challenges do they pose, and how is RSM positioned to respond to them?
EF: Our portfolio comprises sectors of high complexity and strategic relevance to Mozambique’s economy. We work with banks and insurance companies, where regulatory requirements are particularly demanding and compliance is an ongoing priority. In these cases, our commitment is to ensure that our clients operate in full compliance, minimizing risks and ensuring the strength and integrity of their control systems.
In the oil and gas sector, our work requires deep expertise in international taxation, technical reporting, and risk management, in an area where transparency and precision are especially critical. We also advise non-governmental organizations and multilateral agencies, whose operating criteria demand rigorous project impact evaluation, transparent accountability, and alignment with international auditing and reporting standards.
In addition, we serve large national and multinational private companies operating in growth sectors such as agribusiness, energy, and infrastructure, all of which require complex strategies around governance and sustainable growth.
PM: RSM International’s latest report highlights a 29% growth in Africa, partly driven by Mozambique. How does RSM Mozambique fit into the global growth strategy?
EF: The 29% growth recorded by RSM in Africa, as noted in the most recent global report, confirms that emerging markets now play a central role in our network’s global strategy. In Mozambique, we are proud to contribute actively to this performance with a business model centered on technical excellence, the development of local talent, and the adoption of innovative solutions.
We align with RSM’s 2030 Global Strategy, which emphasizes innovation, sustainable growth, and real impact. Nationally, this vision translates into the progressive digitalization of our services, the strengthening of our client base, and the positioning of Mozambique as a strategic hub for international operations, especially in areas such as transfer pricing and development consulting. We are also committed to reinforcing regional ties, particularly with SADC and East African countries, consolidating RSM Mozambique as a center of excellence for business expansion on the continent.
PM: In 2024, RSM launched the RSM Luca platform for digital auditing. How has this innovation been implemented in Mozambique, and what has been its impact on client service?
EF: The introduction of the RSM Luca platform in Mozambique in 2024 marked a new chapter in how we conduct audit projects. It is a fully digital ecosystem designed to enhance the efficiency, transparency, and quality of our services. Its implementation was carefully structured, with intensive training for our teams and full integration into our workflows.
The results are already evident, we’ve seen greater process agility, reduced manual and repetitive tasks, more robust risk management, and more direct collaboration with clients. The major advantage of RSM Luca is that quality is no longer dependent solely on supervision, it is embedded in every phase of the project, from planning to final delivery. This evolution reinforces our commitment to technical excellence and to providing services increasingly aligned with both the Mozambican context and international standards.
PM: The 2030 Global Strategy places growing emphasis on people and technology. How do you attract and retain talent in the Mozambican market? Are there internal initiatives such as 360° feedback or innovation programs?
EF: At RSM Mozambique, we firmly believe our greatest asset is our people. That’s why we invest strategically and continuously in attracting, developing, and retaining talent. Our value proposition is anchored in clearly defined career plans, transparent and structured progression paths, active mentoring by experienced leaders, continuous training programs, both national and international, and structured evaluation mechanisms, such as the 360° feedback system, periodic reviews of job descriptions, and performance models.
We also foster a culture of excellence and responsibility, where every employee sees themselves as an ambassador of the RSM brand in every engagement. Our commitment is to develop professionals with ambition and a sense of mission, fully aware that today’s talent is tomorrow’s partner, responsible for ensuring the firm’s quality and sustainable growth. This alignment with the 2030 Global Strategy strengthens our role as a reference in human capital within Mozambique’s audit, tax, and consulting sector.
PM: Your teams are increasingly investing in technology, digital audits, and data-driven analysis. What are the main technical challenges you face locally, and what solutions are on the horizon for 2025/26?
EF: The technical challenges we face in the local context are essentially centered on three strategic axes: the still limited digital infrastructure, the ongoing need to upskill our teams to master new tools, and the varying degrees of client adaptation to integrated digital solutions.
To address this, we have consistently invested in technological innovation. We are accelerating the integration of tools such as artificial intelligence, Power BI, CRM, Caseware, and even resources like ChatGPT, aiming to strengthen analytical precision and real-time responsiveness. At the same time, we are automating critical processes, particularly in compliance, onboarding, and project monitoring, promoting greater operational efficiency.
On the internal development front, we maintain ongoing technical training programs, with a strong focus on digital skills and new technologies. Our ambition for 2025/26 is clear, we aim for fully digitalized processes, with artificial intelligence integrated from proposal to final delivery. This will help us ensure consistency, raise our quality standards, and deliver even greater real value to our clients.
PM: Given your mission to enhance transparency, efficiency, and best practices in both business and institutional sectors, how do you view RSM’s impact on Mozambique’s sustainable growth?
EF: At RSM Mozambique, we strongly believe our role goes far beyond delivering technical services. We see our work as an active contribution to the country’s sustainable growth, through the promotion of transparency in business and institutional sectors, the strengthening of management and compliance best practices, and technical support to key structural projects in areas such as energy, agriculture, and public finance.
We are also committed to building the capacities of Small and Medium Enterprises (SMEs) and Non-Governmental Organizations (NGOs), which often play a critical role in job creation and economic inclusion. We believe that a more ethical, efficient, and transparent economy is also more resilient and more attractive to both national and foreign investment.
Vodacom aposta na juventude como motor de inovação social e digital em Moçambique
Realizou-se em Maputo a cerimónia de encerramento da segunda edição do M-Pesa FINCKATHON 2025, uma iniciativa que voltou a reunir jovens universitários de diferentes regiões do país em torno de um objectivo comum, desenvolver soluções tecnológicas para promover a inclusão financeira em Moçambique. Organizado pela Vodacom Moçambique, através da sua fundação, e em parceria com instituições como a FSDMoç, Fintech MZ, M-Pesa Africa, GSMA, GIZ e diversas universidades nacionais, o evento reforça o compromisso do sector privado com a inovação e o desenvolvimento sustentável.
Durante quatro dias de trabalho intensivo, 45 estudantes de áreas como Tecnologias de Informação, Ciências Sociais, Economia e Gestão integraram equipas multidisciplinares para responder a desafios concretos: desde a baixa literacia financeira e escassez de serviços nas zonas rurais, até à resistência ao uso de carteiras digitais e barreiras estruturais que dificultam o acesso ao sistema financeiro formal.
A Directora de Recursos Humanos da Vodacom Moçambique, Kátia Meggy, destacou, em entrevista à PROFILE Mozambique, a importância estratégica desta iniciativa.
“Acreditamos no talento da juventude moçambicana e no seu potencial para transformar realidades. Esta segunda edição foi marcada por uma representatividade nacional mais ampla, com estudantes de Maputo, Cabo Delgado, Sofala, Zambézia e outras províncias. O nosso propósito, enquanto Vodacom, é criar impacto positivo, e iniciativas como o FINCKATHON alinham-se com essa missão.”
As soluções finais foram apresentadas publicamente perante um júri composto por especialistas do sector financeiro, que avaliaram os projectos com base em critérios de inovação, impacto social e viabilidade técnica. Entre as propostas destacadas, estão ideias como o agendamento automático de pagamento de contas, para evitar multas e cortes de serviços, e uma plataforma de microdepósitos colaborativos, que permite aos utilizadores da M-Pesa contribuírem para resolver o problema de escassez de numerário nos agentes locais, transformando-os em “superagentes” comunitários.
“O que vimos nestes jovens é um espírito de criatividade, colaboração e capacidade de pensar soluções com base em problemas reais das suas comunidades”, referiu Meggy. “Queremos continuar a escalar estas ideias e transformá-las em soluções implementáveis no mercado moçambicano, com apoio técnico e institucional da Vodacom e dos nossos parceiros.”
As universidades participantes, UEM, UP, ISCTEM, UNIROVUMA, UCM, UNITIVA e UNIZAMBEZE, congratularam-se com a oportunidade, sublinhando que o FINCKATHON já se tornou uma referência nacional de extensão universitária e inovação prática.
“Este evento alinha-se com o nosso quarto pilar académico, a inovação. Ver os nossos estudantes a desenvolverem protótipos com potencial real de impacto é motivo de orgulho institucional”, disse um representante da Universidade Pedagógica.
Com a realização da sua segunda edição consecutiva, o FINCKATHON consolida-se como uma plataforma de interacção entre o meio académico, o sector privado e o ecossistema de inovação, apostando na juventude como protagonista de um futuro mais digital, inclusivo e financeiramente educado.
A Meggy garantiu que haverá continuidade. “O facto de estarmos aqui pela segunda vez revela o nosso compromisso. Para a próxima edição, queremos ir ainda mais longe, trazer mais jovens, mais ideias e criar mais impacto.”
O representante da Oxfam em Moçambique, Romão Xavier, defende a revisão do modelo de tributação concedido às multinacionais no País, pois considera o sistema fiscal injusto e apenas beneficia as grandes empresas agravando as desigualdades sociais.
Segundo Xavier, a riqueza de Moçambique está concentrada em uma minoria, agudizando a desigualdade social e comprometendo o desenvolvimento. Segundo um estudo realizado pela Oxfam, cerca de 1% das pessoas mais ricas detêm quase o dobro da riqueza do resto da população.
“Isso já mostra que o dinheiro está concentrado em poucas pessoas. Por isso, é urgente a adopção de um sistema de tributação mais progressivo, onde aquele que ganha mais, deve pagar mais imposto e aquele que ganha menos, paga menos e o pagamento de imposto devia começar de um teto mais alto”, afirmou o representante, citado pela AIM.
A fonte considera ainda que o sector extractivo moçambicano é apontado como um dos maiores exemplos de injustiça fiscal. Embora explorem recursos naturais no País, as multinacionais contribuem pouco para os cofres do Estado. Há um problema de contratos e pouco dinheiro que, efectivamente, o Estado moçambicano está a encaixar com esses empreendimentos muito grandes.”
Para o representante da Oxfam, as comunidades locais são as mais prejudicadas, pois “as pessoas que vivem ao lado das minas, respiram poeira de carvão e outras todos os dias, mas não têm nenhum benefício directo das actividades de exploração”.
O economista moçambicano Egas Daniel também concorda com a urgência de revisão do modelo de tributação corporativa. Segundo a fonte, a actual estrutura de tributação penaliza as pequenas e médias empresas (PME), enquanto as grandes multinacionais beneficiam de isenções e benefícios fiscais.
“As PME enfrentam barreiras no acesso ao crédito, têm baixos níveis de competitividade e, mesmo assim, são mais taxadas em relação ao seu rendimento do que as grandes empresas multinacionais”, afirma.
O Comité de Supervisão do Fundo Soberano de Moçambique (FSM) propõe a criação de uma plataforma digital aberta ao público, com o objectivo de recolher opiniões, sugestões e preocupações dos cidadãos sobre a gestão das receitas provenientes da exploração de gás na bacia do Rovuma.
A proposta foi avançada esta semana pela representante da sociedade civil e porta-voz do Comité, durante a missão que decorre em Nampula, a segunda província a ser abrangida por esta iniciativa nacional.
“É dinheiro de todos nós, dos cerca de 33 milhões de moçambicanos. E a sua gestão deve ser transparente”, declarou Benilde Nhalivilo, citada pelo Jornal Rigor.
O Comité é composto por nove membros, em representação da sociedade civil, confissões religiosas (islâmica e católica), academia, sector privado, contabilidade, advocacia e ordens profissionais. A sua função não é gerir o fundo, mas sim fiscalizar e garantir o cumprimento da lei, que prevê a alocação de 60% das receitas ao Orçamento do Estado e 40% ao investimento no próprio fundo.
“Muitos confundem-nos com os gestores, mas somos supervisores. A nossa missão é garantir transparência, integridade e escrutínio público”, explicou Nhalivilo.
Embora ainda sem orçamento próprio para viabilizar todas as deslocações, o Comité está a contar com apoio voluntário de organizações da sociedade civil e a recorrer, sempre que necessário, a ferramentas virtuais. “Não temos os meios ideais, mas temos o compromisso. E vamos cumprir a missão com o que estiver ao nosso alcance”, reforçou.
“A transparência é a nossa missão principal. O escrutínio não cabe apenas aos supervisores, mas a todos os cidadãos. Este Fundo chama-se Soberano porque pertence à soberania do povo moçambicano. Estamos aqui para garantir que essa soberania seja respeitada”, concluiu Benilde Nhalivilo.
A primeira agência do Microbanco Sólido foi oficialmente inaugurada em Maputo, marcando o início formal das suas operações financeiras em Moçambique. A cerimónia contou com a presença da Ministra das Finanças, Carla Louveira, que destacou a relevância desta nova instituição no fortalecimento da inclusão financeira, especialmente junto de populações de menor rendimento e sectores informais.
A ministra ressaltou que o lançamento de mais um microbanco expande o quadro do sistema bancário moçambicano, que agora conta com 73 microbancos, dos quais 13 estão localizados na cidade de Maputo e 18 na província homónima. Segundo Louveira, o objetivo principal é aproximar os serviços bancários da população tradicionalmente excluída, como jovens empreendedores informais e mulheres que movimentam recursos mas enfrentam dificuldades de acesso ao crédito formal.
Para o director executivo do Microbanco Sólido, Jerson Tembe, a estratégia passa por reduzir a burocracia associada à formalização financeira e apoiar segmentos que, embora económicos ativos, ainda não têm acesso a produtos bancários. O banco oferece soluções desenhadas para responder às necessidades reais dos empreendedores de baixa renda, especialmente visando jovens que frequentemente carecem de garantias ou histórico formal de crédito.
O Microbanco Sólido S.A. tem como meta captar cerca de 500 clientes ao longo do ano, focando-se na formalização e apoio do sector informal, muitas vezes excluído por barreiras regulatórias ou de literacia financeira. Trata-se, assim, de uma iniciativa que se insere numa onda de inovação bancária, com potencial de impulsionar a inclusão financeira em termos sociais, económicos e de género, alinhando-se com as metas do governo para democratizar o acesso ao sistema financeiro formal.
O Banco Mundial planeia fornecer financiamento de dívida e capital, garantias de risco e seguro para a central hidroeléctrica de Mphanda Nkuwa, um projecto de transmissão de energia associado.
O presidente Daniel Chapo disse que o país quer ser o centro de energia da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral. “Queremos ser o centro de energia da nossa região, a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral”, disse Daniel Chapo à Bloomberg. Ele referia-se a um bloco de 16 países, alguns dos quais já importam energia de Moçambique.
A central de Mphanda Nkuwa faz parte do programa Missão 300 do Banco Mundial, que visa fornecer conexões de energia para 300 milhões de pessoas na África Subsaariana até 2030.
De acordo com o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, em entrevista em Moçambique, a sua instituição planeia fornecer financiamento de dívida e capital, bem como garantias de risco e seguros para a central de Mphanda Nkuwa de 5 biliões de dólares no rio Zambeze e um projecto associado de transmissão de energia de 1,4 bilião de dólares.
Os maiores reservatórios da África Austral, Kariba e Cahora-Bassa competem entre si para se tornarem os maiores geradores de energia. A barragem de 1.500 megawatts, que Banga disse que poderá estar operacional por volta de 2031, é um dos pilares de um programa apoiado pelo Banco Mundial.
Juntamente com o Banco Africano de Desenvolvimento, o Fundo Monetário Internacional e investimentos do sector privado, o programa pode receber mais de 100 biliões de dólares em financiamento, estimou Banga.
A central de Mphanda Nkuwa está a ser construída por um consórcio formado pela Electricite de France SA, TotalEnergies SE e Sumitomo Corporation. O governo moçambicano e a Hidroeléctrica de Cahora Bassa deterão participações.
O Banco Mundial, por meio da sua unidade de Corporação Financeira Internacional, planeia fornecer algum financiamento de dívida para a barragem, bem como adquirir uma participação nela. O Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento provavelmente oferecerá garantias de risco, enquanto a Associação Internacional de Desenvolvimento fornecerá financiamento concessional para os 1.300 quilómetros de linhas de transmissão e o seu seguro de risco político da Agência Multilateral de Garantia de Investimentos. As linhas de transmissão serão construídas com crédito concedido ao governo.
Mphanda Nkuwa fica a jusante de Cahora-Bassa, que, com 2.075 MW, foi o último projecto hidroeléctrico construído durante o período colonial. Foi concluído em 1974, durante os últimos dias do domínio colonial.
MAPUTO – O Standard Bank Luju Food & Lifestyle Festival regressa nos dias 1 e 2 de Agosto de 2025, em Eswatini, com uma proposta vibrante que junta música, gastronomia, moda e experiências sensoriais num ambiente familiar e de celebração da identidade africana.
Sob o lema “A Return to the African Future”, o Luju afirma-se como uma das mais sofisticadas plataformas culturais da região da África Austral, atraindo visitantes, marcas e artistas de várias origens. Com um cartaz diversificado e programação simultânea em palcos distintos, o festival destaca-se pela promoção da criatividade local e pela integração de tendências globais no contexto africano.
A edição de 2025 apresenta um cartaz musical de luxo, com nomes como Blaq Diamond, Buhlebendalo, TKZee, Sipho “Hotstix” Mabuse, De Mthuda e Lady Zamar, ao lado de talentos emergentes como a moçambicana Xixel Langa, que representa o país com a sua sonoridade afro-soul e presença marcante em palco. A artista tem vindo a conquistar palcos internacionais com um repertório que funde tradição e inovação.
No segmento de gastronomia, o festival aposta numa curadoria culinária de excelência, com chefs como Onezwa Mbola, Roushanna Gray e Mrwetyana Zukisani, explorando práticas sustentáveis e sabores ancestrais africanos. Destaque para o workshop de blind tasting e harmonização com vinhos, conduzido por Saskia Lesch, sommelier da KWV, e para o concurso Farm to Fork Luju Cookoff, que valoriza a produção local.
A moda também ganha protagonismo com o Mastercard Luju Fashion Show, onde criadores de Eswatini, como Kwenzie Zwane, Maureen Massingue e Seluliwe Mdluli, apresentarão coleções inspiradas na estética africana vintage e sustentável. O aclamado designer sul-africano Thula Sindi marcará presença com uma colecção exclusiva e uma masterclass sobre internacionalização de marcas africanas.
Além dos concertos e desfiles, o evento contará com actividades para crianças, experiências imersivas em realidade virtual, oficinas de cerâmica e uma área dedicada à arte e ao artesanato africano, tornando o festival uma oportunidade para famílias e profissionais do sector cultural e criativo.
Bilhetes disponíveis em www.lujufestival.com ou nas agências do Standard Bank em Eswatini. O público local pode ainda adquirir entradas via Unayo Marketplace, utilizando o número WhatsApp 7805 6364.
Com a promessa de uma experiência sensorial e identitária, o LUJU 2025 reforça a sua posição como um dos festivais de referência no continente africano, onde se saboreia, dança, aprende e celebra o que de melhor a África tem para oferecer.
MAPUTO – The Standard Bank Luju Food & Lifestyle Festival returns on 1–2 August 2025 in Eswatini, offering a vibrant celebration of music, gastronomy, fashion and immersive cultural experiences in a family-friendly environment that honours African identity.
Held under the theme “A Return to the African Future”, Luju positions itself as one of Southern Africa’s most sophisticated cultural platforms, attracting visitors, brands and artists from across the continent and beyond. With a rich programme spread across multiple stages, the festival promotes local creativity while integrating global trends through an authentically African lens.
The 2025 edition features a luxury musical lineup including Blaq Diamond, Buhlebendalo, TKZee, Sipho “Hotstix” Mabuse, De Mthuda and Lady Zamar, alongside rising stars such as Mozambique’s Xixel Langa, who represents her country with a distinctive afro-soul sound and powerful stage presence. Langa has been gaining international acclaim for her ability to blend tradition with modernity.
In the culinary space, Luju curates a world-class food experience with chefs such as Onezwa Mbola, Roushanna Gray and Mrwetyana Zukisani, highlighting sustainable practices and ancestral African flavours. A major highlight will be the blind tasting and wine pairing workshop led by sommelier Saskia Lesch from KWV, as well as the Farm to Fork Luju Cookoff, which celebrates local ingredients and producers.
Fashion also takes centre stage with the Mastercard Luju Fashion Show, featuring designers from Eswatini such as Kwenzie Zwane, Maureen Massingue and Seluliwe Mdluli, who will showcase collections inspired by vintage and sustainable African aesthetics. Acclaimed South African designer Thula Sindi will unveil an exclusive collection and lead a masterclass on building globally recognised African fashion brands.
Beyond concerts and fashion shows, the festival offers children’s activities, immersive virtual reality experiences, ceramics workshops and a curated space for African art and crafts—making Luju a dynamic gathering for families and professionals in the cultural and creative industries alike.
Tickets are available at www.lujufestival.com or at Standard Bank branches across Eswatini. Local festivalgoers can also purchase tickets via Unayo Marketplace using WhatsApp number 7805 6364.
Promising a multi-sensory and identity-affirming journey, LUJU 2025 strengthens its position as one of Africa’s premier festivals, where you can taste, dance, learn and celebrate the very best the continent has to offer.