O fortalecimento da governação corporativa voltou a dominar a agenda empresarial em Moçambique, desta vez no âmbito do Primeiro Congresso Nacional de Governação Corporativa, realizado no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo. O encontro, promovido pelo Instituto de Governação Corporativa de Moçambique (IGCmz) com apoio do Standard Bank e da Universidade Politécnica, reuniu cerca de 300 participantes, entre gestores, académicos, políticos e especialistas nacionais e internacionais.
Na ocasião, a presidente do Conselho de Administração do Standard Bank, Esselina Macome, defendeu o investimento contínuo em novas tecnologias como elemento central para garantir boas práticas de governação, sublinhando que o país ainda se encontra numa fase incipiente nesse domínio. Para a dirigente, a transformação digital, impulsionada pela inteligência artificial, deve ser vista como uma aliada das instituições, ajudando a melhorar a tomada de decisões e a eficiência organizacional. “Hoje já não é possível uma organização operar sem tecnologia, e se pretende ser eficiente, precisa integrá-la nos seus processos”, afirmou, acrescentando que cabe aos conselhos de administração não apenas promover, mas também capacitar-se para acompanhar os desafios desta era digital.
Macome reforçou ainda a necessidade de avançar para modelos de conselhos de administração com maioria independente, em linha com padrões internacionais, alertando para a falta de uniformidade no país quanto à estrutura de governação entre diferentes sectores e instituições.
Por seu turno, o presidente do IGCmz, Daniel Tembe, reconheceu que a prática da boa governação continua a ser limitada na maioria das empresas nacionais, com exceção dos sectores bancário, segurador e multinacionais. Sublinhou, contudo, que questões de ética e integridade vão além da legislação e dependem do compromisso das organizações. O instituto, disse, tem vindo a apoiar as empresas com cursos de capacitação, palestras e apoio na formulação de códigos de conduta, de modo a estimular a transição gradual de mais companhias do sector informal para o formal.
A mineradora australiana South32 anunciou, esta quinta-feira, que poderá encerrar temporariamente as operações da fundição de alumínio Mozal, em Moçambique, devido à indefinição nas negociações para garantir um fornecimento de energia a preços competitivos após o fim do actual contrato, previsto para Março de 2026.
Em comunicado à bolsa, a empresa indicou que registará uma imparidade de 372 milhões de dólares nos activos da Mozal e que irá reduzir investimentos, incluindo a suspensão de actividades como o revestimento de cubas de produção. A decisão surge após longas negociações com o Governo moçambicano, a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), principal fornecedora de energia, e a sul-africana Eskom, que actualmente complementa o abastecimento quando necessário.
O director executivo da South32, Graham Kerr, sublinhou que a proposta actualmente em discussão “tornaria o projecto financeiramente inviável, resultando em fluxos de caixa negativos todos os meses”. Kerr acrescentou que a empresa mantém esperança numa solução que assegure a continuidade da operação para além de 2026, dada a “substantial contribuição da Mozal para a economia moçambicana”.
A empresa prevê que a sua quota de produção anual caia de 355 mil toneladas em 2025 para cerca de 240 mil toneladas em 2026, caso o fornecimento de energia não seja garantido em condições competitivas. Esta é a segunda vez, em menos de um ano, que a South32 alerta para potenciais perdas no projecto, depois de protestos nacionais, em Dezembro passado, terem afectado a produção.
O FNB Moçambique reabriu esta terça-feira, dia 12, a sua agência no Interfranca Shopping Center, em Maputo, agora totalmente reabilitada para reforçar conforto, modernidade e eficiência tecnológica.
A reinauguração contou com a presença de representantes do Conselho Municipal de Maputo, do Banco de Moçambique, do director de retalho do FNB Moçambique, da gerente da agência, além de clientes e parceiros da instituição.
Nasser Meggi, director de retalho, sublinhou que a intervenção insere-se na estratégia de transformação do banco, visando melhorar o atendimento ao público e proporcionar ambientes mais acolhedores tanto para colaboradores quanto para clientes, sejam pessoas singulares ou colectivas.
Adilson Martins, CEO do FNB, destacou as inovações tecnológicas introduzidas: “Além do conforto e conveniência, trazemos inovação, multibanco com funcionalidade de depósito, rede interna de internet sem fios, gabinetes gerenciais e sala de reuniões. O espaço está completamente renovado e diferente”.
Para Alexandre Muianga, conselheiro para Atividades Económicas e Turismo na Câmara Municipal de Maputo, esta modernização fortalece a infraestrutura financeira da capital e aproxima os serviços bancários das necessidades da população. Ele ressaltou que “esta agência é uma ponte entre a visão de crescimento da cidade e os recursos necessários para a concretizar.”
Gabriel Domingos, director de Serviços Bancários e Sistemas de Pagamento do Banco de Moçambique, considerou que a reforma está alinhada com as políticas nacionais, promovendo um ambiente financeiro mais competitivo, estável e inclusivo.
A satisfação dos clientes foi igualmente expressiva. Luís Manuel Dias de Carvalho, cliente do FNB há 16 anos, referiu que “o novo banco representa maior facilidade e melhor qualidade na minha ligação com ele. Alegro-me em ver que o FNB está a melhorar e crescer, fazendo com que os clientes se sintam mais próximos e confortáveis ao visitar a agência quando necessário”.
Originalmente inaugurada em 2007, a agência Interfranca ocupa uma área de 140 m² e oferece uma vasta gama de serviços bancários, incluindo operações básicas, soluções personalizadas para empresas e particulares, automação através de multibancos e terminais de depósito automático.
O Banco de Moçambique (BdM) está a acelerar a definição de critérios para retirar de circulação as moedas metálicas impróprias, no âmbito de um conjunto de medidas destinadas a reforçar a eficiência e a integridade nas operações da instituição.
O anúncio foi feito no último sábado (9), pelo governador Rogério Zandamela, durante a abertura da 6.ª Reunião Anual de Directores de Delegações, realizada em Quelimane, dedicada à gestão de tesouraria e ao reforço dos recursos humanos, considerados activos estratégicos do banco central.
Criadas em 2018, estas reuniões anuais realizam-se de forma rotativa nas regiões Norte, Centro e Sul do País, constituindo uma plataforma de consulta directa e de coordenação entre a direcção central e as delegações provinciais.
Citado pela AIM, Zandamela recordou que, ao longo das edições anteriores, foram alcançados avanços significativos, como a revisão do quadro-padrão e dos manuais de funções, a melhoria dos processos de recrutamento, a contratação de serviços externos, a automatização da truncagem de cheques e a integração das delegações nas bases de dados do Registo Central de Emitentes de Cheques sem Provisão e do Registo de Crédito.
Entre as medidas em curso, destacou a capacitação das unidades de gestão de numerário, a delegação de competências para a aquisição de bens e serviços e a utilização de inteligência artificial para monitorizar as tesourarias.
No domínio tecnológico, salientou a implementação do sistema de liquidação bruta em tempo real, a compensação electrónica e o Número Único de Identificação Bancária, ferramentas que também contribuem para o combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo.
Na mesma ocasião, a administradora Gertrudes Tovela classificou o encontro como fundamental para reforçar a comunicação estratégica, sublinhando que decorre num ano em que se assinalam os 50 anos do Banco de Moçambique e os 45 anos da criação do metical. Já o director da delegação de Quelimane, Jorge Namurás, agradeceu a escolha da cidade para acolher a reunião.
Paralelamente ao evento, Zandamela inaugurou, na sexta-feira (8), o Largo do Metical em Quelimane, o oitavo do género no País, construído em parceria com o Conselho Municipal local. O espaço, concebido como ponto de encontro comunitário, dispõe de zonas verdes, área de ginástica, sala comunitária e acessibilidade universal, integrando o programa de responsabilidade social do banco central.
O presidente do Conselho Municipal, Manuel de Araújo, considerou o projecto uma homenagem à soberania e à moeda nacional, apelando à sua preservação. Para Zandamela, o largo simboliza a identidade e a autonomia económica do País e deverá tornar-se uma montra para a cidade.
A nossa visão é de construir um Moçambique industrializado, competitivo e inclusivo, onde o sector privado é o parceiro essencial na geração de riqueza, emprego e inovação.
O Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, foi palco na manhã desta Quarta-feira, da realização da Assembleia Geral Anual de Accionistas do Africa50.
No seu discurso de abertura do evento, o Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, disse que Assembleia Geral do Africa50, reveste-se de grande signifacado para Moçambique e para o continente africano.
O Africa50 é para Moçambique, um parceiro central na concretização da visão que nós temos para os próximos anos. Desde a nossa adesão em 2024, temos agido rapidamente para aprofundar a cooperação e transformar ideias em projectos estruturantes que permitem desenvolver Moçambique, criar emprego para a nossa juventude, gerar renda para a nossa população, prover mais recursos para o Cofre de Estado e investirmos no desenvolvimento económico, social, ambiental, cultural e sustentável deste nosso Moçambique, sublinhou.
A Ministra das Finanças, Carla Loveira intervindo na cerimónia, disse que ao nível do Ministério das Finanças, uma das áreas de foco é a forma como é financiado o desenvolvimento de infraestruturas e todas as demais necessidades do país para impulsionar um crescimento económico inclusivo e sustentável.
É neste contexto que a nossa adesão à Africa50 como accionista baseia-se no pressuposto de vantagens mútuas, isto é, subscrevemos a esta organização para que, nos apoie em diversos segmentos de actuação, com destaque para, Desenvolvimento de Projectos, para torna-los bancáveis; aceleração do financiamento de infraestruturas e injecção de capital para dinamizar o crescimento económico, frisou a dirigente.
Por seu turno, o PCA do Africa50, Alain Ebobissé, garantiu que a sua instituição financeira vai apoiar o desenvolvimento do país priorizando os sectores de energia, transporte e comunicação digital.
Com efeito, estamos em Mocambique para partilhar ideias sobre o que queremos para África e para o nosso continente, vamos igualmente testemunhar neste evento a assinatura de memorandos de entendimento para a emissão de Licenças de Fibra numa base Acelerada, Desenvolvimento de um Novo Centro de Dados, denominado Projecto East2West, e Memorando de Entendimeno de três linhas de transporte e subestações associadas, em regime de Transmissão Independente de Energia (IPT), em parceria com a PowerGrid Corporation of India e a Electricidade de Moçambique (EDM) .
Refira-se que o Africa50 é uma organização Pan-africana criada pelos Governos africanos para impulsionar a aceleração de desenvolvimento e investimento em infrastruturas. Moçambique aderiu ao Africa50 no dia 09 de Fevereiro de 2024, tornando-se membro accionista com plenos direitos.
–Pressão regulatória e institucional exigem estrutura financeira sofisticada.
–Garantias multilaterais são condição prévia para o acesso ao mercado internacional.
–Déficits de infra-estrutura energética fragilizam a competitividade industrial.
–Recorrência e resiliência hídrica de Moçambique podem impulsionar sua industrialização sustentável.
Durante o painel Powering Africa’s Growth: Energy & Industrialisation no fórum Africa50, Carlos Yum, Director-Geral do Gabinete de Implementação do Projecto Hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa (GMNK), destacou que a magnitude do empreendimento exerce uma forte pressão sobre o quadro regulatório e institucional do sector energético moçambicano, exigindo um arranjo financeiro robusto e sofisticado para atrair capital privado.
Segundo o responsável, trata-se de um projecto de cerca de 5 mil milhões de dólares, cuja estrutura de financiamento deve integrar garantias multilaterais, incluindo seguros de risco parcial, de crédito e risco político, com o apoio de instituições como o Banco Africano de Desenvolvimento e o Banco Mundial, permitindo que o sector público assuma entre 25% e 30% do investimento total.
Yum sublinhou que a “narrativa financeira do projecto” é essencial para viabilizar a entrada de investidores internacionais, ao mesmo tempo que é necessário assegurar um quadro regulatório sólido e previsível que garanta qualidade, quantidade e fiabilidade no fornecimento de energia. Apontou ainda que Moçambique perde entre 2% e 4% do seu PIB devido a deficiências estruturais de fornecimento eléctrico, o que representa prejuízos anuais estimados entre 40 e 50 mil milhões de dólares.
Com um dos melhores factores de carga hídrica da região, superior a 70%, e um potencial para projectos em cascata, o país tem condições para duplicar a sua capacidade hídrica instalada num horizonte de cinco anos, desde que haja alinhamento entre políticas públicas, infra-estrutura e modelos contratuais. Para Yum, a fiabilidade energética é decisiva para atrair indústrias, sustentar a competitividade nacional e promover uma industrialização sustentável assente nos recursos hídricos de Moçambique.
A empresa mineira Gemfields, sediada em Londres, assinou um acordo para vender toda a sua participação na marca de luxo Fabergé, de sua propriedade exclusiva, à empresa norte-americana SMG Capital por 50 milhões de dólares.
A Gemfields detém 75% da Montepuez Ruby Mining (MRM), a principal empresa de mineração de rubis em Moçambique.
De acordo com a publicação da “Engineering News”, citada pela AIM, desse montante, 45 milhões de dólares serão pagos à Gemfields pela SMG após a conclusão da venda, prevista para 28 de Agosto, enquanto os restantes cinco milhões de dólares serão pagos através de royalties trimestrais a uma taxa de 8% das receitas da Fabergé.
«O produto da venda proporcionará capital de giro adicional enquanto a nova fábrica de processamento da Montepuez Ruby Mining, em Moçambique, estiver em funcionamento e a mineração em Kagem, na Zâmbia, for progressivamente expandida, tendo sido suspensa durante o primeiro semestre deste ano», lê-se no relatório
“Tendo iniciado a nossa revisão estratégica da Fabergé em resposta aos desafios consideráveis que a Gemfields começou a enfrentar no quarto trimestre de 2024, a venda de hoje marca o fim de uma era para nós. A Fabergé desempenhou um papel fundamental no aumento da visibilidade das gemas coloridas extraídas pela Gemfields e certamente sentiremos falta da sua influência no marketing e do seu poder de estrela”, afirmou o CEO do grupo Gemfields, Sean Gilbertson, citado no documento.
A Fabergé vende jóias e objectos de arte através do seu site, boutiques e parceiros grossistas internacionais. Não se espera que a venda esteja sujeita a processos regulamentares ou a quaisquer outros processos de aprovação.
Com a venda da Fabergé e a descontinuação de outros projetos “não essenciais”, a Gemfields afirma que é agora “uma proposta de investimento mais simplificada e focada, com um balanço financeiro reforçado”.
A SMG Capital é uma empresa de investimentos sediada nos Estados Unidos, detida integralmente por Sergei Mosunov, empresário do sector tecnológico e investidor de capital de risco.
“É uma grande honra para mim tornar-me o guardião de uma marca tão notável e reconhecida mundialmente”, declarou Mosunov. “A herança única da Fabergé, com ligações à Rússia, Inglaterra, França e Estados Unidos, abre oportunidades significativas para fortalecer ainda mais a sua posição no mercado global de luxo e expandir a sua presença internacional”.
A disponibilidade dos proprietários de carga para pagar mais por transporte marítimo verde está a perder força, num mercado ainda pouco regulado e dependente de acções voluntárias, aponta um novo relatório.
De acordo com o Shipping Decarbonization Survey, da Boston Consulting Group (BCG), “a média global da disposição para pagar um prémio [pelo transporte verde] aumentou apenas meio ponto percentual em 2024”, contrastando com o crescimento anual de um ponto percentual registado entre 2021 e 2023.
Segundo uma publicação do Jornal Negócios, o estudo, que ouviu 125 decisores do sector no final de 2024, identifica três perfis distintos de clientes: os que resistem à adopção até que a lei obrigue; os que aguardam clarificação regulatória; e aqueles que veem no transporte zero-carbono uma oportunidade estratégica, considerados os líderes.
Estes últimos, maioritariamente das indústrias da moda, beleza, alimentação e saúde, “estão dispostos a pagar um prémio superior a 5%” e usam a opção verde para ganhar lealdade de clientes, vantagem competitiva e retorno financeiro. No entanto, mesmo entre os mais avançados, “dois em cada três nunca foram abordados com ofertas zero-carbono pelos seus transportadores” e 60% aplicam soluções verdes apenas numa parte dos transportes.
A confiança, a transparência e a rastreabilidade das opções de combustível sustentável são hoje prioridades para todos os segmentos. O estudo sublinha que “65% dos retardatários e seguidores apontam a falta de clareza nos preços como principal barreira” à adesão, enquanto um terço dos considerados líderes também rejeita propostas por considerar a oferta inadequada às necessidades do negócio.
Apesar do abrandamento, a BCG estima que “o mercado potencial até 2030 pode atingir os 10 mil milhões de dólares” se as empresas conseguirem captar a procura ‘adormecida’, sobretudo na Europa e em setores com carga de alto valor por volume. A revisão regulatória da Organização Marítima Internacional (IMO), prevista para Abril e com implementação em 2027, inclui “um padrão de combustível marinho com metas de redução gradual de gases com efeito de estufa”.
“Os transportadores devem agir de forma criteriosa, identificando e captando os bolsos de crescimento mais atractivos”, defende o relatório, sublinhando que será essencial dominar a parte técnica e comercial dos combustíveis alternativos, garantir fornecimento competitivo e comunicar com precisão o valor das ofertas verdes.
Segundo a BCG, transportadoras com escala suficiente podem até “criar o seu próprio mercado” ao assegurar volumes relevantes de combustível alternativo e melhorar as soluções zero-carbono, moldando a procura e conquistando a confiança dos clientes. É preciso, remata o relatório, antecipar a regulação para garantir competitividade.
O Moza acaba de lançar no mercado o seu novo Cartão de Crédito MozaNext Signature, uma solução de pagamento premium que marca um novo patamar de sofisticação, exclusividade e personalização.
Este cartão, o segundo mais exclusivo da Visa, vem reforçar a proposta de valor do Moza para um segmento de Clientes que valoriza prestígio, conveniência e acesso privilegiado a um vasto leque de benefícios nacionais e internacionais cuidadosamente seleccionados para garantir uma experiência premium.
Entre os seus benefícios destacam-se o acesso gratuito a mais de 1200 lounges e salas VIP em aeroportos de todo o mundo, um serviço de concierge pessoal 24/7, seguro premium para viagens e compras, incluindo emergências médicas e disponibilização de dinheiro de emergência em caso de roubo ou perda do cartão no estrangeiro, e ofertas exclusivas em hotéis, gastronomia, cultura e lifestyle.
O cartão permite ainda o acesso a campanhas de cashback e descontos em parceiros seleccionados, bem como a uma plataforma digital avançada e atendimento dedicado, assegurando uma gestão eficiente e personalizada.
“É um reflexo do nosso compromisso contínuo com a inovação, sofisticação e excelência no serviço ao Cliente,” afirmou Manuel Soares, CEO do Moza, acrescentando que “queremos posicionar-nos como o Banco de eleição para clientes exigentes, oferecendo soluções à altura das suas aspirações.”
A oferta deste cartão integra mais do que um novo produto, o lançamento do MozaNext Signature -se na estratégia de transformação do Moza, assente na modernização, digitalização e foco no Cliente, e reforça o compromisso do Banco de evoluir com os tempos, mas mantendo sempre como prioridade a qualidade e a personalização do serviço.
“Com este lançamento, reafirmamos a nossa ambição de sermos um banco moderno, digital e próximo, que acompanha a evolução das necessidades do mercado e dos nossos Clientes,” destacou João Mota, Director de Marketing, Comunicação e Canais do Moza.
“Estamos empenhados em continuar a investir em soluções inovadoras, sempre com o foco no Cliente.”
O Cartão MozaNext Signature já se encontra disponível para adesão nos balcões do Moza em todo o país, com condições exclusivas para Clientes elegíveis.
Com uma estratégia assente nos pilares da qualidade, segurança e inclusão, a MCNet, SA acaba de alcançar um importante marco institucional ao obter as certificações ISO 9001 e ISO 45001.
Para o Presidente do Conselho de Administração (PCA), Rogério Samo Gudo, esta conquista representa não apenas o cumprimento de padrões internacionais, mas sobretudo a consolidação de um percurso que reflecte a maturidade organizacional da empresa.
Profile Mozambique: Como avalia o impacto da JUE na eficiência do comércio exterior e na competitividade das empresas moçambicanas?
Rogério Samo Gudo: Quando falamos da Janela Única Electrónica, temos de reconhecer que ela representa um dos grandes marcos nas reformas do comércio externo em Moçambique. Desde o início, o nosso objectivo, enquanto Estado, foi claro, queríamos simplificar, modernizar e tornar mais eficientes todos os processos relacionados com a importação e exportação de mercadorias.
Sabemos que a nossa economia depende fortemente das importações, mais de 90% dos bens que consumimos vêm de fora. Por isso, era essencial criarmos condições que facilitassem o comércio, reduzissem a burocracia e dessem mais previsibilidade às empresas. E foi nesse contexto que surgiu a JUE.
Ao integrarmos numa única plataforma digital todos os intervenientes do processo, desde as alfândegas até às entidades que emitem licenças e certificações, conseguimos ganhos reais. Reduzimos tempos de espera, aumentámos a transparência, e com isso, diminuímos custos operacionais para os agentes económicos.
Mas é importante dizer que esta transformação não aconteceu isoladamente. A JUE veio acompanhada por um conjunto de outras reformas institucionais, que abrangem vários sectores ligados à logística, à inspecção sanitária, à regulação portuária, entre outros.
PM: Quais são os principais desafios que persistem, e que evolução tem evidenciado a plataforma desde a sua criação até hoje?
RSG: A introdução da Janela Única representou um avanço crucial na modernização do comércio externo em Moçambique, com destaque para a redução do tempo de desembaraço de mercadorias. Esta melhoria tem impacto directo nos custos de importação e, por consequência, no preço dos produtos para o consumidor final. Numa economia fortemente dependente de bens importados, como é o caso moçambicano, essa eficiência traduz-se num alívio para a cadeia logística e para o custo de vida.
O efeito positivo estende-se também às empresas que utilizam matérias-primas importadas para fins de transformação local. Reduzir os prazos logísticos permite-lhes manter maior competitividade no mercado, evitar encarecimento da produção e oferecer produtos a preços mais acessíveis. Neste contexto, a Janela Única tornou-se uma ferramenta estratégica para impulsionar o ambiente de negócios e promover a industrialização nacional.
Esse progresso exigiu uma profunda modernização dos processos administrativos e financeiros. A integração com os bancos e a digitalização dos pagamentos de impostos trouxeram maior agilidade e controlo ao sistema. O Termo de Compromisso, por sua vez, tem desempenhado um papel central na regulação cambial, no combate à evasão fiscal e na protecção da economia nacional, reforçando a transparência nas operações de comércio externo.
PM: Em que medida o uso de inteligência artificial pode melhorar a prestação de serviços públicos no país?
RSG: Quando falamos da introdução da Inteligência Artificial nos serviços públicos, vemos nela uma grande oportunidade para resolver muitos dos problemas que ainda enfrentamos na administração pública. Durante anos, lidámos com limitações de recursos, formação insuficiente e infraestruturas frágeis.
A IA permite-nos identificar com mais precisão os principais entraves dos nossos processos, planear melhor a alocação de recursos e tomar decisões com base em dados mais fiáveis e actualizados. Isto ajuda-nos a reduzir custos, acelerar procedimentos e aumentar a eficiência de todo o sistema público.
Na prática, já estamos a aplicar estas soluções com impacto visível, como acontece com a Janela Única Electrónica. Com a introdução de chatbots inteligentes, por exemplo, conseguimos dar respostas rápidas a perguntas de investidores e operadores económicos, como dados de importações, consumo e tendências de mercado.
PM: Como vê a colaboração público‑privada na MCNet (PPP) como modelo replicável em outros sectores da economia?
RSG: Nós, na MCNet, vemos as parcerias público-privadas como uma solução prática e eficiente para muitos dos desafios que o país enfrenta, especialmente quando olhamos para a limitação de recursos do Estado, sejam financeiros, humanos ou tecnológicos. Acreditamos que a junção das forças do sector público e privado permite acelerar a implementação de projectos estratégicos e melhorar a qualidade dos serviços prestados.
Quando o Estado, que tem a missão e a escala das necessidades, se junta ao sector privado, que tem a agilidade, o investimento e o conhecimento técnico, todos ganham, especialmente o cidadão.
Momentos da entrevista Com Rogério Samo Gudo
Ao longo dos últimos 15 anos, temos provado que este modelo funciona. A experiência da Janela Única é uma evidência clara disso: conseguimos melhorar os serviços, garantir maior eficiência e responder com mais rapidez às exigências dos nossos clientes. Por isso, acreditamos que este tipo de colaboração pode e deve ser replicado em outras áreas críticas da economia, como as infraestruturas, a saúde ou a educação, onde as necessidades crescem a um ritmo que o Estado, sozinho, não consegue acompanhar. É uma questão de visão estratégica e compromisso com o desenvolvimento do país.
PM: Quais barreiras regulamentares ou operacionais ainda impedem uma adopção mais ampla das soluções tecnológicas?
RSG: Temos percebido que uma das maiores barreiras para a adopção plena das soluções tecnológicas não está na própria tecnologia, mas nas pessoas. A resistência à mudança continua a ser muito forte. Por mais que apresentemos sistemas inovadores, se quem os vai utilizar não estiver preparado ou disposto a mudar, o impacto será sempre limitado. E sabemos que mudar hábitos não é fácil, muitas vezes, o receio do desconhecido, o conforto com o método antigo ou mesmo a falta de confiança no digital criam entraves.
Por isso, em todos os nossos projectos, fazemos questão de integrar acções de gestão da mudança. Acompanhamos, formamos, explicamos. Queremos que cada pessoa perceba o valor da tecnologia e como ela pode facilitar e melhorar o seu trabalho.
Mas também enfrentamos desafios do ponto de vista legal e institucional. A digitalização obriga-nos a repensar a forma como o Estado e as instituições funcionam. Isso significa rever leis, regulamentos e procedimentos que, muitas vezes, estão desactualizados face à realidade tecnológica actual.
Se queremos acelerar a transformação digital em todos os sectores, temos de reconhecer que essa transformação também passa por reformas legislativas. Precisamos de uma base legal que acompanhe a inovação, que permita fazer mais com menos, com transparência, rapidez e eficiência. E esse é um trabalho colectivo, de todos os sectores, ministérios e lideranças.