Friday, June 19, 2026
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Noruega propõe políticas de crescimento inclusivo no país

 

Em Moçambique, de acordo com Organização das Nações Unidas, mais de 22 milhões de pessoas vivem em dificuldades, sendo que, destas, 63% vivem abaixo da linha de pobreza.

Com a economia a crescer a bom ritmo, o embaixador da Noruega defende que o país deve adoptar políticas urgentes para promover o crescimento inclusivo.

“O crescimento económico de Moçambique, em 2022, é de 4,6%, no entanto, devido aos desafios e às deficiências estruturais, o crescimento actual não se reflecte facilmente na redução da pobreza e principalmente na melhoria das condições de vida da população no país”, ressaltou o diplomata norueguês, Haakon Gram-Johannessen.

Gram-Johannessen diz também que o sector privado mantém um papel importante para reverter o cenário na esfera socio-económica.

“O mercado formal mantém-se pequeno e os vínculos comerciais são fracos e as oportunidades de emprego decente para os jovens são bastante limitadas, por isso a boa notícia é que o sector privado tem um papel importante que é mudar o cenário. Com o enquadramento certo, o sector tornar-se-á um mecanismo para transformação económica”, vincou.

O diplomata destaca ainda que sectores como da saúde e da educação são os que mais precisam de novas políticas para melhorar a vida dos moçambicanos.

As políticas a serem adoptadas foram debatidas, esta terça-feira, por especialistas da área económica para a escolha das melhores soluções de combate à pobreza no país.

“Tendo em vista a melhoria dos padrões de vida das populações, com destaque para o aumento da capacidade e de formulação de políticas, nos domínios da criação de emprego e protecção de grupos vulneráveis, manutenção de equilíbrio macro-económico a longo prazo, reforço da transformação estrutural e melhoria do sistema de informação socio-económica para a monitoria e avaliação”, reiterou Joel Das Neves, vice-reitor da Universidade Eduardo Mondlane.

As intervenções foram feitas, esta terça-feira, na conferência anual do programa de crescimento inclusivo, que decorreu sob o lema “Dinâmicas do Sector Privado e bem-estar de Moçambique”.

A Total Energies investe 450 mil dólares para educação em Cabo delegado

O investimento surge no âmbito da iniciativa Pamoja Tunaweza (Juntos Somos Capazes).

Na cerimónia de lançamento da primeira pedra para a construção da escola, bem como de inauguração de um furo de água, construído com o apoio da Total Energies, a secretária permanente do distrito de Palma, Laurinda Luciano, afirmou que a água e a escola eram um calcanhar de Aquiles para a comunidade.

“Com a existência de uma escola em condições nesta comunidade, melhorará a qualidade de ensino, porque estudar debaixo de uma árvore e ao ar livre (como acontece atualmente), influência negativamente o aproveitamento pedagógico”, garantiu Laurinda Luciano.

Por sua vez, Maxime Rabilloud, representante da Total Energies em Moçambique, afirmou que Senga é uma comunidade muito importante para o projecto Mozambique LNG e para a Total Energies.

“Então, para nós, ter a capacidade de ajudar particularmente em áreas tão importantes quanto água e educação, é uma grande felicidade. Estamos realmente felizes e não vamos parar por aqui. Vamos continuar a apoiar o Governo e a população”, disse Maxime Rabilloud.

Na ocasião, a Total Energies ofereceu ainda material escolar a 300 crianças e kits de auto-emprego a residentes de Senga.

Pamoja Tunaweza é uma iniciativa de engajamento de diversos atores comunitários, com vista a contribuir para o desenvolvimento socio económico da província de Cabo Delgado.

África pode ser transformada no continente do futuro

Segundo informações dadas pelo Jornal O Pais, Amélia Muendane destacou o défice no conhecimento, a corrupção e o terrorismo.

Falando no painel de Alto Nível de especialistas africanos, para debater o tema “Fiscalidade e Desenvolvimento – Como melhorar as economias africanas”, a dirigente disse que a instituição que a Autoridade Tributária de Moçambique “tem procurado fazer a diferença, no âmbito da sua actividade, para assegurar, que as receitas provenientes dos recursos naturais sirvam para o desenvolvimento do país”.

Ainda segundo Amélia Muendane, “para que África seja o continente do futuro, é necessário que a transformação ocorra a partir do interior do nosso continente que haja mobilização dos recursos internos. Que os nossos recursos provenientes da nossa riqueza sirvam de base para esta transformação”.

Comentando sobre o papel da Autoridade Tributária de Moçambique na colecta de receitas provenientes dos recursos minerais e energéticos, Amélia Muendane fez à menção da descoberta do gás natural, em 2000, e prosseguiu dizendo que o país “iniciou a primeira exploração em 2004, através da SASOL, que é uma empresa que opera em Moçambique”.

“O nosso principal cliente é a África do Sul, e foram descobertos cerca de nove triliões de metros cúbicos de gás, que estão neste momento a ser exportados para África do Sul”, defendeu Muendane, que falava recentemente na 7ª Assembleia-Geral do Fórum Africano das Administrações Tributárias (ATAF), na cidade de Lagos, na Nigéria.

De acordo com a presidente da Autoridade Tributária, “Moçambique tinha um grande défice orçamental, e a exploração do gás foi importante para reduzir o défice no financiamento da despesa pública, e no investimento interno”.

“Além do gás, em 2004, iniciou a exploração do carvão na região central. E a exploração do carvão foi um elemento importante para a transformação da região onde a mina operava, sobretudo pela estratégia do Governo de introdução política de conteúdo local. A política de conteúdo local permite que a montante e a jusante da mina, nós possamos ter um grupo de pequenos operadores que funcionavam ao serviço e ao benefício da mina de carvão”.

Em 2011, Moçambique faz prospecções em conexão com algumas empresas e descobre na região norte do país, cerca de duzentos triliões de metros cúbicos de gás. Foram efectuados os concursos públicos, iniciou-se o processo da implantação para a exploração. Esse processo é longo, e a previsão é de que Moçambique possa ter, nos próximos anos, um encaixe significativo na exploração no gás, afirmou a dirigente.

Relativamente aos desafios, Muendane referiu que “o primeiro e grande desafio é que existe uma grande atracção no investimento, em recursos naturais, particularmente os petrolíferos, porque atraem ameaças externas, e Moçambique está, neste momento, a viver uma grande ameaça que resulta do terrorismo que se implantou na região Norte”.

É que, segundo a presidente da Autoridade Tributária, “Moçambique além de avançar com uma política de assegurar que o gás sirva para a transformação económica, deve ter uma política de resiliência em termos de infra-estruturas críticas. E as infra-estruturas críticas não devem conter apenas os aspectos que permitam a exploração do gás, devem garantir a segurança das plantas que forem implantadas”.

Reabilitações do Porto da Mocimboa da Praia em fase conclusiva

A informação foi avançada pelo diretor provincial da Indústria e Comércio, Nossifo Magaia, durante a Oitava reunião do diálogo público e privado, que teve lugar nesta segunda feira, na cidade de Pemba, sob a orientação do governador provincial, Valige Tauabo.

Nossifo Magaia, disse que a operacionalização do porto da Mocímboa da praia vai impulsionar o desenvolvimento não só para o distrito, como também para toda a região norte, devido a sua localização geográfica.

Afirmou por outro lado, que o volume de escoamento de carga, com destaque para os minerais, a partir do porto de Pemba para vários destinos do mundo, aumentou significativamente nos últimos tempos.

Capacitação das MPMEs em matéria de acesso ao financiamento

A acção resulta de um diagnóstico e da assistência realizada pelo IPEME, junto das MPME’s, para aferir as reais necessidades deste segmento empresarial.

O evento foi marcado pela apresentação de “Alternativas de Financiamento a MPMEs” e “Linhas de Financiamento a MPMEs”, e pela discussão das temáticas, na perspectiva de capacitação das micro, pequenas e médias empresas.

E como referiu o director de Relações Públicas do BCI, Heisler Castelo David “a sessão que hoje tem aqui lugar é um espaço privilegiado para o intercâmbio cada vez mais profícuo entre as Micro e Pequenas e Médias Empresas, tendo como foco a partilha de informação relevante sobre as oportunidades de negócio, tendo o BCI como parceiro preferencial”.

Castelo David congratulou o IPEME por mais uma iniciativa em prol das MPME’s: “importa lembrar que o IPEME é parceiro do BCI desde há longa data, e como fruto desta parceria temos alcançado êxitos consideráveis” – disse.

Refira-se que o Networking PME é uma plataforma instituída pelo IPEME, IP com o propósito de criar interação entre as MPMEs, através de divulgação e partilha de informação relevante, assim como a apresentação de oportunidades para desenvolvimento de negócio.

FMI diz Moçambique precisa de uma reforma salarial

 

De acordo com a Rádio Moçambique, o representante residente do FMI em Moçambique, Alexis Mayer, refere que a opção do Governo pela Tabela Salarial Única (TSU) para além de facilitar a mobilidade do funcionário público entre as instituições, vai melhorar a distribuição da massa salarial.

“Vimos que a ideia, o conceito da reforma salarial de simplificar a reforma e torná-la mais eficaz, facilita a mobilidade do funcionário público entre instituições e também tendo critérios claros de orientação e de classificação são muito sensatos. Isso permite, na verdade, um aumento da eficácia da massa salarial e a longo prazo contém essa dinâmica”, disse.

O representante, que falava, esta segunda-feira, em Maputo, sobre as perspectivas económicas e regionais da África subsaariana disse que a economia moçambicana tem-se mostrado resiliente, apesar de choques cíclicos decorrentes de crise internas e internacionais.

Defendeu que factores como a recuperação da confiança de Moçambique a nível internacional, situação da divida publica e a valorização da moeda, o metical, contribuíram para o comportamento da economia nacional.

MAHS recebe certificado do ISAGO

A empresa Moçambicana de serviços de assistência às companhias aéreas (MAHS) foi certificada pela ISAGO, um programa internacional de auditoria de segurança para operações terrestres nos aeroportos.

A Mozambique Airport Handling Services (MAHS) ganhou destaque e credibilidade no mundo.

Segundo Jornal O País, a empresa prestadora de serviços às companhias aéreas na área de segurança foi certificada pela ISAGO, um programa de segurança e qualidade de aviação gerido pela Associação Internacional de Transportes Aéreos.

Trata-se da primeira empresa Moçambicana a receber a distinção.

A administração da MAHS diz que o reconhecimento constitui incentivo para continuar a procurar satisfazer os seus clientes.

“Significa maior confiança por parte dos nossos clientes para com a empresa, porque a maior parte dos Handlings que actuam lá fora funcionam, também, com base nesse certificado. Todas as companhias que querem operar em Moçambique, ao saber que nós estamos certificados, terão a certeza de que seguimos standers universais de safety de procedimentos internacionais. Isso nos traz mais-valia para que estejamos na pole position aqui no país”, disse Hilário Tembe, presidente do Conselho de Administração da Mozambique Airport Handling Services (MAHS).

Para a empresa, a certificação levanta novos desafios.

“Para nós, é sempre uma grande responsabilidade. A exigência vai ser sempre maior, não basta obter o certificado, temos que trabalhar para manter estes padrões”, reiterou Lourenço Guiuele, director-geral da MAHS.

A administração da MAHS revelou que estão em vias de continuar com o processo de Certificação da ISAGO noutras escalas satélites, nomeadamente, Beira, Nampula e Nacala, até Dezembro de 2022.

O presidente do Conselho de Administração do Instituto de Aviação Civil de Moçambique diz que o reconhecimento é reflexo da competência da empresa.

“Isto veio traduzir-se, sem dúvida nenhuma, na experiência adquirida. A MAHS está há muitos anos a servir aqui nos nossos aeroportos e, de facto, esta maturidade refletiu-se neste certificado”, afirmou João de Abreu, presidente do Conselho de Administração do Instituto de Aviação Civil de Moçambique.

O programa ISAGO tem como objectivo reduzir o custo dos danos nos aviões que as companhias aéreas de todo o mundo sofrem anualmente.

Bélgica investe 25 milhões de euros para o desenvolvimento de energias renováveis em Moçambique

“Bélgica vai ajudar Moçambique a investir em energia verde no lugar de combustíveis fósseis”, referiu o ministro do Desenvolvimento Belga, Frank Vandenbroucke, por ocasião da COP27, a cimeira internacional sobre o clima no Egipto.

A LUSA defende que o apoio é atribuído tendo em conta que Moçambique é indicado como um dos países mais vulneráveis às mudanças climáticas e ao mesmo tempo, um dos menos desenvolvidos do mundo, mesmo com as riquezas no subsolo.

A iniciativa prevê estudos para produção de hidrogénio verde em Moçambique e a Agência Belga de Desenvolvimento vai alimentar áreas remotas sem ligação à rede elétrica, com painéis solares.

Esta também a ser planeado o fornecimento de água potável e soluções de irrigação com base em energia solar, acrescenta-se no comunicado.

A Bélgica vai ainda apoiar a implementação de um programa nacional para gestão sustentável dos resíduos, que inclui a construção de instalações de reciclagem em Nacala e Nampula, com o apoio adicional de um fundo multi-doadores (NAMA).

Dos 25 milhões anunciados, há 2,5 milhões de euros especificamente destinados à componente de perdas e danos para tornar as infraestruturas públicas mais resilientes a tempestades e cheias.

A Bélgica anunciou ainda uma contribuição adicional de um milhão de euros para novas instalações de água potável em Moçambique.

A Business Master, oferece oportunidades de negócios e investimentos

A Business Master, realizará no próximo dia 09 de novembro, um grande Workshop sobre: Oportunidades de negócios e investimentos no Radisson Blu.

Um evento realizado com o principal objetivo de promover networking e troca de experiências entre as empresas.

O prestigiado evento, contará com a presença de alguns dos mais importantes intervenientes da cadeia de valores em Moçambique, e abre espaço para participação do público no geral.

Inscrições pelo:

(+288)

864066888   863571317

CCM lança 1a Edição de Mesas Redondas para Mulheres Empresárias

No seu discurso de abertura, a Vice-presidente da CCM, Yolanda Fernandes, disse que  o encontro visava promover as iniciativas empresariais femininas e dar às mulheres um espaço destinado ao diálogo e intercâmbio sobre diversas oportunidades de negócios.

Por outro lado, destacou que a acção se insere no quadro dos esforços que a CCM tem vindo a desenvolver  para reafirmação de um dos pilares fundamentais do Plano estratégico da CCM, 2021 – 2025 que é a da aposta do Pelouro de Género e Responsabilidade Social, na promoção da Mulher e jovens empreendedores.

O evento constituiu também  uma grande oportunidade para a partilha de experiência e de boas práticas  para desenvolvimento de  negócios e como a nova realidade dominada pelas indústrias de tecnologias de informação e comunicação e  as novas descobertas  energéticas advindas das indústrias do petróleo e gás poderão induzir ao crescimento das empresas.

No debate foram discutidos  os desafios das mulheres empresárias e empreendedoras no acesso às linhas de financiamento, na advocacia por políticas públicas mais equilibradas que promovam a justiça, equidade de oportunidades no acesso aos recursos e desenvolvimento dos negócios, entre outros.

A Directora do Projecto de  Cooperação entre a CCM e a IHK-Estugarda. Konstanze Kampfer, disse que  esta foi uma oportunidade para as mulheres discutirem  as novas abordagens empresariais e criarem sinergias de trabalho em equipe, afastando o espírito de concorrências, tendo ainda destacado a necessidade de se apostar na capacitação dos recursos humanos, como factor diferenciador e chave para o crescimento no mercado.