Saturday, April 11, 2026
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Whatsapp vai exibir publicidade e estrear-se com canais pagos para anunciantes

O WhatsApp vai começar a exibir anúncios dentro do seu serviço de mensagens, assim como disponibilizar, pela primeira vez, a possibilidade de os anunciantes pagarem para promoverem os seus canais, abrindo um potencial novo canal de receita.

Os anúncios vão aparecer no separador “actualizações”, uma secção da “app” , separada da caixa de conversas privadas o qual recebe 1,5 mil milhões de visitantes por dia, revelou, esta segunda-feira (16), a Meta.

E, neste contexto, a Meta, que também detém as redes sociais Facebook e Instagram, também vai permitir aos anunciantes pagarem para promover os seus canais Whatsapp e de terem um lugar proeminente no separador das “actualizações”, explica a Bloomberg.

Os canais permitem a marcas ou celebridades publicar mensagens para um grupo de seguidores, sendo que, à luz da nova oferta, o Whatsapp também vai deixar os operadores de canais venderem subscrições, o que significa que podem criar mensagens especiais apenas dirigidas a um grupo de clientes.

A Meta não vai receber uma comissão sobre as subscrições vendidas pela aplicação no lançamento, mas planeia cobrar 10% das vendas, segundo Alice Newton Rex, vice-presidente de produto do WhatsApp, em entrevista, citada pela agência de notícias.

“Não vamos interromper as mensagens pessoais das pessoas com anúncios. Se quiserem continuar a usar o WhatApp para mandar mensagens e fazer chamadas então nunca os vão ver”, esclareceu a mesma responsável.

Moamba atrai novo investimento industrial internacional

O distrito da Moamba, na província de Maputo, prepara-se para acolher mais uma unidade industrial de dimensão internacional, desta feita dedicada ao fabrico de tintas. O investimento é da responsabilidade da empresa Safira Mozambique Cerâmica, Lda., projecto industrial detido por investidores de origem chinesa.

A futura unidade fabril será instalada junto à já existente fábrica de tijoleiras, também pertencente à Safira Mozambique, consolidando assim a presença do grupo na zona e reforçando o contributo do distrito para a industrialização da província.

Segundo informações divulgadas pela Rádio Moçambique, o empreendimento vai criar novos postos de trabalho, maioritariamente direccionados à juventude local, além de impulsionar o crescimento das receitas fiscais arrecadadas pelo Estado, através da actividade industrial desenvolvida na província.

O anúncio foi feito na última segunda-feira (16), durante a cerimónia de apresentação pública do novo administrador distrital da Moamba, Carlos Mussanhane, que sucede Teresa Mauaie.

Na ocasião, o governador da província de Maputo, Manuel Tule, apelou ao recém-empossado dirigente para trabalhar na captação e implementação de mais projectos estruturantes, sobretudo no sector da agricultura, com o objectivo de reforçar o estatuto da Moamba como o principal celeiro agrícola da província.

A instalação desta nova unidade industrial insere-se na estratégia de diversificação económica do distrito, combinando o sector agrícola e industrial como motores de desenvolvimento local e geração de emprego.

Três países lusófonos na nova lista de restrições dos EUA

A Administração de Donald Trump lançou uma nova lista de 36 países cujos cidadãos arriscam-se a ficar de fora dos Estados Unidos ou com restrições de acesso, caso não cumpram questões de segurança, à verificação de identidade dos seus cidadãos, e à aplicação de vistos.

A nova lista inclui 25 países africanos, dos quais três lusófonos, nomeadamente, Angola, Cabo-Verde e São Tomé e Príncipe. A lista contempla países das Caraíbas, Ásia e Pacífico.

Os três lusófonos ainda não reagiram à medida. Para o caso de Angola isto poder ter a ver com a realização, este mês, da cimeira Estados-Unidos – África. Agora, Cabo-Verde e São Tomé e Príncipe mantêm a prudência diplomática de reagir após uma comunicação oficial e directa por parte das autoridades americanas.

Uma directiva assinada no fim-de-semana pelo secretário de Estado norte-americano Marco Rubio atribui 60 dias a esses países para cumprirem com as exigências.

Em causa pode estar também a suposta falta de cooperação para facilitar a retirada de cidadãos seus dos EUA quando recebem solicitações nesse sentido. (Fonte: RFI)

Three Portuguese-speaking Countries on New U.S. Restrictions List

The Donald Trump administration has released a new list of 36 countries whose citizens risk being barred from entering the United States or facing access restrictions if they fail to meet security requirements related to identity verification and visa issuance.

The new list includes 25 African countries, among them three Portuguese-speaking nations: Angola, Cape Verde, and São Tomé and Príncipe. The list also covers countries from the Caribbean, Asia, and the Pacific.

The three Portuguese-speaking countries have not yet responded to the measure. In Angola’s case, this may be related to the upcoming U.S.–Africa summit scheduled for this month. Meanwhile, Cape Verde and São Tomé and Príncipe are maintaining diplomatic caution, preferring to respond only after receiving an official and direct communication from U.S. authorities.

A directive signed over the weekend by U.S. Secretary of State Marco Rubio gives these countries 60 days to comply with the requirements.

The situation may also involve the alleged lack of cooperation in facilitating the deportation of their citizens from the U.S. when requested. (Source: RFI)

AIMO e Field Ready firmam parceria estratégica para impulsionar empregabilidade juvenil no sector industrial

A Associação Industrial de Moçambique (AIMO) e a organização internacional Field Ready formalizaram recentemente, um acordo de parceria estratégica, com vista a fortalecer a empregabilidade juvenil no sector industrial nacional. O acto teve lugar na sede da AIMO, na cidade de Maputo, e insere-se nos esforços conjuntos de promover o desenvolvimento económico e social do país.

A iniciativa prevê a implementação de soluções práticas de empregabilidade, com destaque para programas de capacitação técnica, treinamento especializado e apoio directo aos jovens à procura da sua primeira inserção no mercado de trabalho, particularmente na indústria.

Com este acordo, a AIMO passa a integrar oficialmente a Aliança Field Ready como membro institucional, juntando-se a um leque de parceiros empenhados em reduzir o défice de competências profissionais em Moçambique.

Momento da assinatura do MoU: Director-geral da Field Ready, Gaspar Buque e Presidente da AIMO, Paulo Chibanga.

Falando na ocasião, o director-geral da Field Ready, Gaspar Buque, manifestou satisfação pela parceria, sublinhando que a mesma representa uma oportunidade para ampliar o impacto do trabalho desenvolvido pela organização. “Estamos entusiasmados com esta parceria transformadora com a AIMO. Este entendimento irá ajudar-nos a alcançar mais jovens e a dotá-los das competências necessárias para prosperarem no sector industrial”, afirmou.

Por seu turno, o presidente da AIMO, Paulo Chibanga, destacou a relevância do acordo para responder aos desafios actuais do sector. “Esta parceria aborda a lacuna de habilidades e vem reforçar os nossos compromissos de fornecer aos nossos associados acesso a soluções de empregabilidade de elevada qualidade”, disse.

A cooperação entre as duas entidades tem como horizonte impulsionar o crescimento económico, aumentar as oportunidades de emprego para a juventude e consolidar o papel estratégico da indústria no desenvolvimento sustentável de Moçambique.

Instituto Nacional de Petróleo cancela concurso para aquisição de dados sísmicos

O Instituto Nacional de Petróleo (INP), instituição tutelada pelo Ministério dos Recursos Minerais e Energia, anunciou recentemente, na sua página oficial, o cancelamento do 3º concurso para a aquisição de dados geológicos e geofísicos.

A comunicação foi feita igualmente às empresas de prestação de serviços que haviam manifestado interesse no 3º Concurso Limitado para Aquisição de Dados Sísmicos e Potenciais, lançado a 08 de Novembro de 2024, com a justificativa da necessidade de revisão e aprimoramento dos termos de referência.

O concurso em alusão, surgiu na sequência da necessidade de cobertura em dados relevantes para as áreas que foram adjudicadas à luz do 6º Concurso de concessão de áreas e da aquisição de dados que serão posteriormente usados na contínua avaliação de potencial petrolífero e próximos concursos de concessão de áreas.

Detalhando os motivos do cancelamento, o INP refere que a decisão visa assegurar uma maior eficiência e alinhamento estratégico do concurso, tendo em vista “ampliar o escopo do concurso, de modo a incluir áreas que, embora não contempladas inicialmente, revelaram-se de interesse estratégico para a expansão da cobertura de dados potenciais.

Outro motivo tem a ver com a necessidade de “reforçar a divulgação e promoção do concurso, com vista a atrair um grupo mais diversificado de investidores nacionais e internacionais e clarificar os termos relacionados aos benefícios para as comunidades locais.”

Refira-se que, recentemente, o INP anunciou reformas legislativas, tendo como objectivo central a criação de um ambiente mais favorável ao investimento e a promoção de uma participação mais activa de cidadãos e entidades nacionais ao longo de toda a cadeia de valor da indústria petrolífera.

A visão do instituto, é consolidar os ganhos do Estado, assegurar benefícios concretos para as comunidades, reforçar as atribuições do Instituto Nacional de Petróleo e fortalecer o papel da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos.

Segundo o Presidente do Conselho de Administração do INP, Nazário Bangalane, a complexidade e volatilidade da indústria petrolífera, aliadas às constantes reconfigurações geopolíticas e comerciais, bem como os crescentes desafios internos de desenvolvimento socio-económico tornam imperativa a adopção de medidas ajustadas à nova realidade do sector, forçando a revisão do actual quadro legal.

“A legislação que rege o sector petrolífero deve, de facto, evoluir para se tornar mais atractiva, transparente, previsível e estável, de modo a responder às exigências do mercado global e, ao mesmo tempo, salvaguardar os interesses do povo moçambicano”, sublinhou Bangalane.

Assim, a legislação a ser aprovada deverá também promover um ambiente favorável à competitividade, fomentar a participação de investidores nacionais e estrangeiros, assegurar uma distribuição justa dos benefícios, garantir a protecção ambiental, em consonância com a agenda global de transição energética, e contribuir para um desenvolvimento socio-económico inclusivo e sustentável.

Preços de bens e serviços aumentaram 4% em Maio passado

Tomando como referência os dados recolhidos em Maio findo, nas Cidades de Maputo, Beira, Nampula, Quelimane, Tete, Chimoio, Xai-Xai e Província de Inhambane, o país registou uma queda de preços na ordem de 0,36%, quando comparados com os do mês anterior. A divisão de Alimentação e bebidas não alcoólicas foi a de maior destaque, ao contribuir com cerca de -0,39 pontos percentuais (pp) negativos. Contudo, em comparação com igual período de 2024, os preços aumentaram em 4%.

Analisando a variação mensal por produto, o Instituto Nacional de Estatística (INE) destacou a queda dos preços do tomate (17,7%), de portagens (24,8%), do milho em grão (10,9%), da couve (6,4%), do carapau (1,9%), da alface (11,3%) e do peixe seco (1,6%). Estes contribuíram no total da variação mensal com cerca de 0,52pp negativos.

“Contudo, alguns produtos com destaque para o pão de trigo (6,3%), as refeições completas em restaurantes (1,0%), as sandes de queijo e ovo (3,6%), a cebola (3,9%), o carvão vegetal (1,7%), a galinha morta em pedaços (2,1%) e os cobertores e mantas (2,5%), contrariaram a tendência de queda de preços, ao contribuírem com cerca de 0,27pp positivos no total da variação mensal”, observou a Autoridade Estatística.

Relativamente a igual período do ano anterior, o INE calculou que os preços do mês Maio passado registaram um aumento na ordem de 4,00%, influenciados pelas divisões de Alimentação e bebidas não alcoólicas e de Restaurantes, hotéis, cafés e similares, que tiveram maior aumento de preços ao variarem com cerca de 8,73% e 8,35%, respectivamente.

Em termos acumulados, de Janeiro a Maio do ano em curso, o país registou um aumento do nível geral de preços na ordem de 1,28%, influenciado pelas divisões de Alimentação e bebidas não alcoólicas e de Restaurantes, hotéis, cafés e similares, que foram as de maior destaque, ao contribuírem com cerca de 0,55 pp e 0,41 pp positivos, respectivamente.

Desagregando a variação acumulada por produto, importa destacar o aumento dos preços de refeições completas em restaurantes, do pão de trigo, do arroz em grão, do feijão manteiga, do sabão em barra, da farinha de milho e de sumos naturais. Estes comparticiparam com cerca de 0,94 pp positivos no total da variação acumulada.

Desagregando a variação mensal pelos centros de recolha, que servem de referência para a variação de preços no país, o INE notou que, em Maio último, todos os pontos registaram queda de preços, sendo de destacar a Cidade de Quelimane com -0,74%, seguida da Província de Inhambane com -0,71%, das Cidades de Xai-Xai com -0,56%, de Tete com -0,44%, de Chimoio com -0,37%, de Nampula com -0,40%, de Maputo com -0,17% e da Beira com 0,07%.

Relativamente à variação homóloga, todos os centros registaram um aumento do nível geral de preços. A Província de Inhambane registou o maior aumento de preços com cerca de 5,98%, seguida das Cidades de Tete com 5,84%, de Xai-Xai com 4,93%, da Beira com 4,45%, de Chimoio com 3,95%, de Nampula com 3,76%, de Maputo com 3,42% e de Quelimane com 2,54%.

Revisão da Lei da indústria extractiva visa tornar o sector transparente e inclusivo

O ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estevão Pale, afirmou, na semana passada, que a reforma do quadro legal da indústria extractiva visa tornar o sector transparente e mais inclusivo, exortando para uma ampla participação no processo de reforma legal.

“Esta reforma é um passo decisivo para tornar o nosso sector extractivo mais inclusivo, transparente, mais eficiente e mais orientado para o bem-estar dos moçambicanos, sobretudo das comunidades locais”, afirmou Pale.

Segundo uma publicação do jornal Savana, o titular do pelouro falava no início da fase de socialização do quadro jurídico-legal das áreas de minas, petróleos e energia.

“Queremos escutar todas as vozes directa ou indirectamente afectadas e acolher o máximo de contributos para que a legislação, em revisão, possa efectivamente defender os interesses do País”, avançou Estevão Pale

Este é um exercício de soberania participada, para que todos sintam que os seus interesses sejam salvaguardados, prosseguiu.

A presente reforma legal inclui a elaboração da Lei de Conteúdo Local na área de petróleos e teve início a 29 de Março de 2025 com um processo interno conduzido por quadros séniores do sector, no activo e reformados, refere um comunicado do Ministério dos Recursos Minerais e Energia.

Seguiu-se a análise e validação pelo Conselho Técnico, tendo culminado com a sua aprovação pelo Conselho Consultivo do MIREME.

A actual fase será marcada por um processo de auscultação pública e harmonização interinstitucional.

Para o efeito, os anteprojectos foram já remetidos a todos os ministérios para apreciação e emissão de pareceres e serão igualmente partilhados por várias associações profissionais ligadas aos respectivos sectores.

Os documentos encontram-se igualmente disponíveis nos Serviços Provinciais de Infraestruturas em todas as províncias.

Paralelamente, será promovido um processo participativo, que incluirá a realização de seminários, mesas-redondas e sessões de debate, envolvendo comunidades locais administrações de localidade, distritais e provinciais, empresariado local, titulares de direitos, concessionários, representantes da sociedade civil, instituições académicas e outros grupos de interesse.

Moçambique e Angola reforçam cooperação para integração de Conteúdo Local no sector energético

A Autoridade Reguladora de Petróleo e Gás de Angola (ANPG) recebeu recentemente, em Luanda, uma delegação da Associação de Conteúdo Local de Moçambique (ACLM), liderada pelo seu presidente, Elthon Chemane, num encontro de carácter estratégico destinado a promover o fortalecimento das políticas de Conteúdo Local no sector energético da região.

O encontro serviu de plataforma para a partilha de experiências entre os dois países, tendo Moçambique apresentado os principais desafios e progressos registados na implementação de medidas que visam assegurar maior participação de empresas e profissionais nacionais na cadeia de valor da indústria petrolífera e de gás.

Por seu turno, Angola, representada pela ANPG, partilhou recomendações práticas e exemplos de sucesso resultantes da sua vasta experiência na matéria, reforçando o compromisso daquele organismo em apoiar iniciativas que impulsionem o desenvolvimento sustentável do sector energético africano.

Entre os temas discutidos destacaram-se as estratégias para maximizar a participação local em projectos de energia, mecanismos de regulamentação eficazes, incentivos à capacitação de pequenas e médias empresas (PMEs) e modelos de integração económica adoptados no contexto angolano.

Falando no final do encontro, o presidente da ACLM sublinhou a importância da cooperação regional e do intercâmbio entre países africanos na construção de uma indústria energética inclusiva e sustentável. “Aprender com a experiência de Angola é fundamental para que Moçambique continue a consolidar políticas sólidas e eficazes de Conteúdo Local”, afirmou Elthon Chemane.

A realização deste encontro marca um passo relevante na consolidação das relações institucionais entre Moçambique e Angola, bem como na criação de sinergias regionais para o crescimento e fortalecimento do Conteúdo Local no sector energético.

Mozambique and Angola Strengthen Cooperation on Local Content Integration in the Energy Sector

The National Oil, Gas and Biofuels Agency of Angola (ANPG) yesterday hosted a delegation from the Local Content Association of Mozambique (ACLM), led by its President, Elthon Chemane, in Luanda, in a strategic meeting aimed at promoting the strengthening of local content policies within the region’s energy sector.

The meeting served as a platform for sharing experiences between the two countries, with Mozambique presenting its main challenges and achievements in implementing measures to ensure greater participation of local companies and professionals in the oil and gas industry’s value chain.

For its part, Angola, through the ANPG, provided practical recommendations and success stories based on its extensive experience in the sector, reaffirming its commitment to supporting initiatives that drive sustainable development in Africa’s energy industry.

Among the topics discussed were strategies to maximize local participation in energy projects, effective regulatory mechanisms, incentives for the training of small and medium-sized enterprises (SMEs), and economic integration models adopted in the Angolan context.

Speaking at the end of the meeting, the ACLM President emphasized the importance of regional cooperation and the exchange of experiences among African countries in building an inclusive and sustainable energy industry. “Learning from Angola’s experience is essential for Mozambique to continue consolidating solid and effective local content policies,” said Elthon Chemane.

This meeting marks a significant step in strengthening institutional relations between Mozambique and Angola, as well as in fostering regional synergies for the growth and reinforcement of local content in the energy sector.