Thursday, May 28, 2026
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Dane Kondic lidera comissão de gestão da LAM

A Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) garante que o Presidente da sua Comissão de Gestão, o australiano Dane Kondić, continua a liderar o processo de reestruturação da companhia, tal como anunciado pelo IGEPE (Instituto de Gestão das Participações do Estado), em maio último. A garantia foi dada na noite de ontem, em comunicado de imprensa, após o recente anúncio da contratação de Kondić para liderar o Conselho de Administração da Air Botswana.

Dane Kondić, Presidente da Comissão de Gestão da LAM

Segundo o Conselho de Administração da LAM (composto pelos Presidentes dos Conselhos de Administração dos CFM, HCB e EMOSE), o cargo a ser ocupado pelo ex-CEO e Presidente do Grupo EuroAtlantic Airways e I-Jet Aviation na Air Botswana não é executivo, sendo de “natureza consultiva, exercido em regime de tempo parcial”.

No entanto, apesar desta situação, o Conselho de Administração da LAM entende que Kondić “deverá exercer as suas funções na LAM em regime de exclusividade”, uma proposta que, de acordo com a nota, “foi acolhida com disponibilidade pelo próprio”.

“Encontram-se, neste momento, em curso conversações com o referido gestor para viabilizar a implementação desta decisão, considerada essencial para a continuidade do exercício das suas funções à frente da Comissão de Gestão”, afirma a LAM, defendendo que “a função de Presidente da Comissão de Gestão da LAM exige dedicação exclusiva e um compromisso integral com os objectivos estratégicos da companhia”.

Lembre-se que Dane Kondić chegou à LAM em meados de Maio último, para liderar a nova Comissão de Gestão da companhia, após a demissão do anterior Conselho de Administração, que era liderado por Gildo Marcelino.

Na altura, a LAM explicou que a nomeação de Kondić, um australiano de origem sérvia (tem dupla nacionalidade), constituía “uma decisão estratégica” dos novos accionistas (EMOSE, CFM e HCB), “sustentada na necessidade de, em virtude da situação actual da empresa, e depois de sucessivas tentativas de resgate falhadas, trazer para esta fase de transição, um gestor com uma vasta experiência internacional na gestão e reestruturação de companhias aéreas, assente nos mais elevados padrões internacionais da indústria de aviação”. Até ao momento, não são conhecidos os resultados do trabalho realizado por Kondić.

Cimeira Empresarial EUA–África: MozParks apresenta-se no painel “Investir em Moçambique” 

 A MozParks participou esta semana no painel “Investir em Moçambique”, inserido na Cimeira Empresarial EUA–África 2025, realizada em Luanda e organizada pelo Corporate Council on Africa (CCA), em parceria com o Governo de Angola. A sessão reuniu representantes dos sectores público e privado de Moçambique para apresentar oportunidades de investimento e prioridades nacionais para o desenvolvimento industrial e económico.

Em representação da MozParks, o Director-Geral Onório Manuel partilhou reflexões sobre o panorama industrial em transformação no país e o papel das zonas económicas no apoio a um crescimento inclusivo e sustentável a longo prazo. Apresentou o principal projecto da MozParks, o Parque Industrial de Beluluane, que já atraiu mais de 3 mil milhões de dólares norte-americanos em investimento e acolheu mais de 60 empresas de 18 países. Falou também sobre a estratégia de expansão nacional da empresa, incluindo os desenvolvimentos em Topuito (Província de Nampula) e a futura rede de novos parques industriais e bases logísticas em Cabo Delgado.

“Estamos orgulhosos por fazer parte de um esforço crescente para posicionar Moçambique como um destino de excelência para o investimento industrial em África,” afirmou Onório Manuel. “A MozParks está pronta para apoiar novos investidores com infra-estruturas prontas para produção, apoio governamental centralizado e oportunidades de crescimento sustentável.”

Expansão em Cabo Delgado: Uma Estratégia Industrial Nacional

Como parte da sua expansão nacional, a MozParks está a desenvolver uma rede de seis parques industriais e bases logísticas em Cabo Delgado, estrategicamente localizados em torno dos principais projectos de investimento nos sectores do gás, mineração e agro-indústria.

Esta expansão segue o modelo de parques de fornecedores da MozParks, onde os principais fornecedores e prestadores de serviços para os projectos âncora estão instalados em zonas dedicadas, com infra-estruturas prontas. O modelo visa reforçar as cadeias de fornecimento locais, criar ligações económicas sustentáveis e melhorar o acesso ao mercado para as PME em todo o país.

Prevê-se que cada parque crie até 10.000 empregos e apoie a geração de rendimento para mais de 100.000 moçambicanos, contribuindo significativamente para a recuperação económica inclusiva e para a estabilidade regional a longo prazo.

Esta visão assenta na dinâmica criada pela Mesa Redonda de Cabo Delgado Parks, organizada em 2024 pelo Governo Provincial de Cabo Delgado. O evento reuniu intervenientes do governo, do sector privado e de empresas multinacionais a operar na região, incluindo a ExxonMobil, TotalEnergies, ENI e a Twigg Exploration and Mining, com o objectivo de alinhar as necessidades de infra-estrutura industrial com as prioridades da província.

BCI e Sir Motors lançam programa de mobilidade sustentável para educação infantil com autocarros eléctricos

O Banco Comercial e de Investimentos (BCI), em parceria com o Grupo Sir Motors, lançou, na Quinta-feira, 26 de Junho, no seu Auditório, na cidade de Maputo, o programa “Metrobus: Daqui Pr’Aqui”, uma iniciativa que alia mobilidade sustentável, educação e inclusão social.

Recorrendo a autocarros eléctricos, o programa visa assegurar o transporte periódico de crianças da província à cidade de Maputo e vice-versa, para promover visitas a instituições e espaços de interesse público, proporcionando-lhes experiências educativas enriquecedoras.

Na sua intervenção, o Presidente da Comissão Executiva do BCI, Francisco Costa, enquadrou a intervenção do Banco: “trata-se de mais uma iniciativa sustentável que o BCI apoia. Temos uma nova Direcção de Sustentabilidade, e esta acção enquadra-se exemplarmente na missão deste sector. Este projecto cruza duas dimensões essenciais para nós: a responsabilidade social e a sustentabilidade ambiental”, disse.

Adiante, destacou: “com esta iniciativa, acrescentamos uma componente inovadora, a utilização de autocarros eléctricos, que representa não só uma experiência inédita para estas crianças, como também um passo concreto rumo a uma mobilidade mais ecológica”.

Já o CEO da Sir Motors, Amade Camal, partilhou um testemunho pessoal, para sublinhar a importância de dar espaço à descoberta: “o primeiro passo para o crescimento e o desenvolvimento é este: sonhar. Para isso, é fundamental conhecer, estudar e aprender a aprender.

Só depois de sabermos o que nos inspira, conseguimos descobrir algo de que realmente gostamos e, com isso, nasce o verdadeiro sonho, aquele pelo qual vale a pena lutar”, afirmou. E prosseguiu: “Este projecto visa precisamente isso”.

O evento contou com a presença de representantes dos municípios de Maputo e da Matola, de colaboradores do BCI, bem como de dezenas de alunos da Escola Primária 16 de Junho.

Com esta acção, o BCI reafirma o seu compromisso com a inclusão e a sustentabilidade, promovendo iniciativas que aproximam pessoas, ampliam horizontes e contribuem para um futuro mais consciente e responsável.

O percurso de Augusta Maíta na alta Administração do Estado

Augusta de Fátima Charifo Maíta nasceu a 24 de Março de 1980, na Cidade da Beira, capital da província de Sofala. É filha de Domingos Mutizo António Maíta, Polícia, e de Maria de Fátima Charifo Maíta, tesoureira.

Augusta Maíta fez seus estudos na Cidade de Maputo, concluiu o ensino primário na Escola Primária 24 de Julho e o ensino secundário na Escola Secundária Josina Machel em 2000. Em 2006, terminou a licenciatura em História na Universidade Eduardo Mondlane (UEM), na qual fez mestrado em 2011 em Sociologia Rural.

Maíta foi docente universitária na UEM, entre 2006 e 2011; Directora Nacional Adjunta de Estudos no Ministério da Economia e Finanças, entre 2011 e 2016; Presidente do Conselho de Administração do Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável (FNDS), entre 2016 e 2017, Secretária Permanente Provincial em Sofala, entre 2017 e 2018; e Directora-Geral do Instituto Nacional de Gestão das Calamidades (INGC), entre 2018 e 2020.

Enquanto Directora Adjunta de Estudos, Augusta Maíta foi membro do Conselho Universitário, na Universidade Pedagógica, entre 2013 e 2015; altura em que também foi simultaneamente membro suplente do Conselho Superior de Estatística. Participou na Elaboração da Estratégia Nacional de Desenvolvimento e na proposta da Política da População.

Augusta de Fátima Charifo Maíta

Entre 2017 e 2018, foi Presidente do Conselho de Administração não Executivo do Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável (FNDS). Foi homenageada pelo Secretário-Geral das Nações Unidas “Às mulheres Humanitárias”, em reconhecimento dos esforços na resposta ao ciclone “Idai” e “Kenneth” em 2019.

Frequentou cursos de curta duração em Microeconomia e Macroeconomia na London School of Economics, em Londres. Frequentou o módulo sobre “Gestão Descentralizada do Desenvolvimento Regional” na Universidade de Humboldt, em Berlim, e o curso sobre Políticas de Emprego da ILO em Turim. Maíta é membro do Partido Frelimo, pelo qual foi cabeça-de-lista para as Eleições Autárquicas no Município da Cidade da Beira, em 2018 e professa a religião cristã, na Igreja Católica.

Augusta Maíta’s Path in Senior Public Administration

Augusta de Fátima Charifo Maíta was born on 24 March 1980, in the city of Beira, capital of Sofala province. She is the daughter of Domingos Mutizo António Maíta, a police officer, and Maria de Fátima Charifo Maíta, a treasurer.

Augusta Maíta pursued her education in Maputo, where she completed her primary education at Escola Primária 24 de Julho and her secondary education at Josina Machel Secondary School, graduating in 2000. In 2006, she earned a Bachelor’s degree in History from Eduardo Mondlane University (UEM), where she later obtained a Master’s degree in Rural Sociology in 2011.

She served as a university lecturer at UEM from 2006 to 2011, before being appointed Deputy National Director for Studies at the Ministry of Economy and Finance, a position she held from 2011 to 2016. From 2016 to 2017, she chaired the Board of Directors of the National Sustainable Development Fund (FNDS). Between 2017 and 2018, she was Provincial Permanent Secretary in Sofala, and from 2018 to 2020, she served as Director-General of the National Institute for Disaster Management (INGC).

During her time as Deputy Director for Studies, Augusta Maíta was a member of the University Council at the Pedagogical University (2013–2015), while simultaneously serving as an alternate member of the Higher Council for Statistics. She was involved in the drafting of the National Development Strategy and in the proposal for the National Population Policy.

Between 2017 and 2018, she also served as Non-Executive Chairperson of the Board of Directors of FNDS. In recognition of her leadership in responding to cyclones Idai and Kenneth in 2019, she was honoured by the United Nations Secretary-General under the initiative “To Humanitarian Women”.

She has completed short-term courses in Microeconomics and Macroeconomics at the London School of Economics; a module on Decentralised Management of Regional Development at Humboldt University in Berlin; and a course on Employment Policies offered by the International Labour Organization (ILO) in Turin.

Maíta is a member of the Frelimo Party, under which she was head of the candidate list for the 2018 Municipal Elections in the city of Beira. She is a practising Christian, affiliated with the Catholic Church.

Moçambique vai receber mais investimentos do Brasil e Egipto

Os Embaixadores do Brasil e do Egipto manifestaram, ontem, a intenção de canalizar mais recursos para investir em sectores da saúde, agricultura, pesca, turismo, gás, energias renováveis, indústrias criativas e infra-estruturas.

Em encontros separados com o Presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique, Álvaro Massingue, os diplomatas acreditados no país referiram que os seus países querem explorar oportunidades de desenvolvimento no território moçambicano.

O Embaixador do Brasil em Moçambique, Ademar Seabra Cruz, disse que os próximos passos incluem a definição uma estratégia nacional de desenvolvimento, concebida por ambos países, incluindo o sector privado devido a sua preponderância para o crescimento económico.

“Não é possível o Estado trabalhar sozinho, portanto tem a responsabilidade de dinamizar diversos sectores produtivos do país” notou.

O Presidente da CTA referiu que a CTA está disponível a apoiar empresas brasileiras interessadas em explorar o mercado moçambicano, estabelecer parcerias com empresas locais e investir nos sectores prioritários.

Por outro lado, o diplomata egípcio, Mohamed Farghal, reconheceu que as trocas comerciais entre Moçambique e o Egipto não atravessam o melhor momento, pelo que o desiderato é “aumentar o volume de transacções comerciais” entre os países.

Dados disponíveis indicam que, nos últimos anos, as exportações de Moçambique para o Egipto situaram-se em torno de 6 a 8 milhões de dólares por ano, com destaque para produtos agrícolas e minerais, enquanto as importações do Egipto para Moçambique incluem fertilizantes, medicamentos e equipamentos, num volume anual médio de mais de 10 milhões de dólares.

Massingue adiantou que o início das conversações, será para breve, via online e está prevista a deslocação de uma delegação empresarial moçambicana ao Egipto, “para ver se aumentamos esta parceria nos próximos meses”.

Moçambicanos vencem Final Global do Hackfest 2025 com solução inovadora para atendimento ao cliente

A equipa moçambicana “Beyond Lungano” conquistou a Final Global do Hackfest 2025, promovido pelo grupo Vodafone, que teve lugar recentemente em Londres. Esta vitória surge após a consagração na fase continental do campeonato, realizada no início de Junho na África do Sul.

Composta por Adila Mussá, Abel Xavier, Célio Cumba e Idelaine Uaciquete, todos formados pelo Programa de Graduados da Vodacom Moçambique em 2024, a equipa foi distinguida na categoria Simplicidade, graças ao desenvolvimento de uma solução tecnológica que optimiza o serviço de atendimento ao cliente, tornando-o mais rápido e eficiente.

A solução premiada recorre a inteligência artificial para reduzir o número de etapas nos processos de apoio ao cliente, permitindo que os agentes deixem de se ocupar de tarefas repetitivas e burocráticas, automatizadas através da tecnologia.

“Esta proposta simplifica substancialmente os fluxos de trabalho, garantindo respostas mais céleres e eficazes aos utilizadores dos nossos serviços”, explicou o Almirante Dimas, coordenador do Programa de Graduados da Vodacom Moçambique.

A Vodacom Moçambique apresentou-se no Hackfest 2025 com projectos em quatro categorias, nomeadamente Cliente, Propósito, Crescimento e Simplicidade, todas elas apuradas nas fases nacional e continental. A proposta da equipa “Beyond Lungano” destacou-se na competição global, que reuniu jovens talentos de várias geografias onde o grupo Vodafone está presente.

O Hackfest é uma maratona internacional de programação que desafia jovens programadores a desenvolverem soluções digitais inovadoras num ambiente intensivo de colaboração e criatividade. O evento promove o uso de tecnologias emergentes para resolver desafios reais, com impacto directo na experiência dos clientes.

Esta conquista reflecte o forte investimento da Vodacom Moçambique em inovação e no desenvolvimento do talento nacional, ao proporcionar aos jovens moçambicanos formação de excelência, desafios estimulantes e oportunidades para brilhar no palco internacional.

China e Moçambique celebram 50 anos de amizade fraterna

Numa atmosfera de calorosa fraternidade e respeito mútuo, decorreu na capital moçambicana, Maputo, a cerimónia comemorativa dos 50 anos do estabelecimento das relações diplomáticas entre a República Popular da China e a República de Moçambique, um momento histórico que celebrou meio século de parceria sólida, desenvolvimento partilhado e intercâmbios frutíferos.

O evento, organizado pela Embaixada da China, teve lugar no prestigiado espaço da diplomacia internacional e contou com a presença de figuras de alto nível do Governo moçambicano, lideradas por Sua Excelência Ussene Hilário Isse, Ministro da Saúde, que representou oficialmente o Governo da República de Moçambique. Em destaque esteve ainda a apresentação formal da nova Embaixadora da China em Moçambique, Excelentíssima Senhora Zheng Xuan — a primeira mulher chinesa a assumir este cargo na história das relações bilaterais.

Uma Parceria Forjada na História, Guiada para o Futuro

Ao discursar perante convidados ilustres, membros do corpo diplomático, empresários e representantes das comunidades dos dois países, a Embaixadora Zheng Xuan evocou com emoção e orgulho o dia 25 de junho de 1975, data em que Moçambique conquistou a sua independência nacional e, simultaneamente, estabeleceu relações diplomáticas com a China. “Foi um gesto carregado de simbolismo e solidariedade”, afirmou.

Em nome do Presidente Xi Jinping, a diplomata destacou os esforços contínuos dos dois países para consolidar uma parceria estratégica global baseada no respeito mútuo, igualdade, e desenvolvimento partilhado. “A nossa amizade, construída na base da luta comum contra o imperialismo e o colonialismo, floresceu em todos os domínios da vida nacional”, destacou Zheng.

Resultados Visíveis de Cooperação Profunda

Durante os últimos 50 anos, a China tornou-se um parceiro vital para Moçambique, com a implementação de dezenas de projectos de infraestrutura, saúde, educação e bem-estar social. A Ponte Maputo-Katembe, o Parque Agrícola de Wanbao e instituições como o Instituto Confúcio e a Escola Politécnica de Gorongosa simbolizam não apenas cooperação técnica, mas também ligação humana entre os dois povos.

“Só no último ano, o volume de comércio bilateral ultrapassou os 5,2 mil milhões de dólares, colocando a China como o segundo maior parceiro comercial de Moçambique”, revelou a Embaixadora, sublinhando que “mais de 10.000 moçambicanos já receberam formação especializada na China, tornando-se hoje pilar essencial no desenvolvimento do país.

A Saúde como Pilar da Amizade

Representando o Governo de Moçambique, o Ministro da Saúde, Ussene Hilário Isse, expressou a profunda gratidão do povo moçambicano pela solidariedade e apoio contínuos da China, especialmente no fortalecimento do Sistema Nacional de Saúde.

“As equipas médicas chinesas, enviadas desde 1976, são expressão viva de uma amizade que salva vidas”, afirmou.

O governante destacou ainda o simbolismo da nomeação da Embaixadora Zheng Xuan, sublinhando que a sua chegada inaugura um novo capítulo de confiança mútua e renovado compromisso com o progresso partilhado.

“Desejamos que a sua missão seja frutífera e que abra portas a novas oportunidades para ambos os povos”, declarou.

“A República Popular da China tem sido, ao longo das últimas cinco décadas, um parceiro estratégico do nosso país, contribuindo significativamente para o reforço da capacidade institucional, para o desenvolvimento social e económico de Moçambique e, de forma muito particular, para a consolidação do nosso Sistema Nacional de Saúde”, afirmou o Ministro.

Na sua intervenção, o governante evidenciou projectos emblemáticos apoiados pela China em Moçambique, incluindo hospitais, escolas, vias de acesso e outros empreendimentos de interesse nacional, reiterando a importância da cooperação técnica e do intercâmbio académico no desenvolvimento do capital humano moçambicano.

Ao dar as boas-vindas à nova Embaixadora, o Ministro da Saúde sublinhou o simbolismo da sua nomeação como a primeira mulher chinesa a chefiar a missão diplomática em Maputo, expressando votos de uma missão frutífera e promotora de novas oportunidades para ambos os povos.

Rumo ao Futuro: Visão Comum e Cooperação Estratégica

A Embaixadora Zheng enfatizou a importância de aproveitar os mecanismos multilaterais como o Fórum de Cooperação China-África (FOCAC) e a Iniciativa Cinturão e Rota para impulsionar a industrialização de Moçambique, promovendo investimentos em áreas como indústria verde, comércio digital, ciência e inteligência artificial.

“Defendemos juntos o verdadeiro multilateralismo, rejeitando o unilateralismo e protecionismo que ameaçam os países em desenvolvimento”, reforçou, citando a nova política chinesa de isenção de tarifas para 100% dos produtos de 53 países africanos.

A cerimónia culminou com um brinde emocionado proposto pela Embaixadora Zheng:

“Viva a amizade China-Moçambique! Viva o mundo de paz, prosperidade e progresso.”

Convidados presentes na cerimónia descreveram o evento como uma verdadeira expressão de irmandade entre nações do Sul Global, destacando os valores de cooperação, solidariedade e desenvolvimento sustentável.

Com música tradicional, exposições culturais e pratos típicos das duas nações, o evento reafirmou não apenas laços diplomáticos, mas a comunhão entre dois povos com sonhos compartilhados de um futuro próspero e harmonioso.

Fonte: https://portuguese.cgtn.com/2025/06/24/ARTI1750732067750224/

Construção do porto de Techobanine colide com a nova zona de património mundial

A costa sul de Moçambique volta a concentrar as atenções internacionais, desta vez no âmbito de uma proposta de grande impacto ambiental e económico: a possível classificação de parte do seu litoral como Património Mundial da UNESCO, numa altura em que avança o debate sobre o projecto portuário de águas profundas de Techobanine, no distrito de Matutuíne, província de Maputo.

A informação é avançada pelo jornal sul-africano Daily Maverick, que revela que o Governo moçambicano apresentará formalmente, em Julho próximo, durante a 46.ª sessão do Comité do Património Mundial da UNESCO, a candidatura de uma área transfronteiriça de conservação, que integra o Parque Nacional de Maputo e o Parque de Zonas Húmidas de iSimangaliso, na África do Sul.

A proposta descreve o local como “cenicamente belo” e “uma das mais extraordinárias zonas húmidas e costeiras naturais de África”, acolhendo recifes de coral, populações de tartarugas marinhas, golfinhos e uma das maiores concentrações mundiais do peixe carapau-gigante (Caranx ignobilis).

A zona proposta inclui ainda a histórica Reserva de Elefantes de Maputo, a Península de Machangulo e as ilhas de Inhaca e Portuguesa, cobrindo uma área de elevada sensibilidade ecológica e importância estratégica para o turismo de natureza e conservação da biodiversidade.

No entanto, o projecto de construção do porto de águas profundas de Techobanine, concebido como terminal de exportação de carvão e outros recursos minerais, levanta preocupações quanto à compatibilidade com o estatuto de conservação pretendido. O plano inclui também uma linha férrea de 1.100 quilómetros, ligando Moçambique ao Zimbabué e ao Botsuana, com vista à exportação para mercados asiáticos.

Apesar de documentos oficiais sublinharem que “não existem planos imediatos” para avançar com o porto dentro dos limites propostos para o Património Mundial, o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) aprovou recentemente uma doação de três milhões de dólares (cerca de 192 milhões de meticais) para a realização de estudos de viabilidade da infra-estrutura portuária e ferroviária, cujo custo total está estimado entre 800 milhões e 1,9 mil milhões de dólares (51 a 122 mil milhões de meticais).

Organizações parceiras do Governo, como a Peace Parks Foundation e o Banco Mundial, destacam os avanços nos programas de repopulação de espécies, monitoria ambiental e no fomento de um modelo de turismo sustentável como instrumentos que devem moldar qualquer projecto de desenvolvimento na região.

A proposta exclui, porém, o Corredor de Futi, considerado vital para as rotas migratórias de elefantes entre Moçambique e a África do Sul, embora este continue protegido dentro dos limites do Parque Nacional de Maputo.

A decisão do Comité do Património Mundial está agendada para o período de 6 a 16 de Julho de 2025, em Paris, e poderá representar um marco histórico na consagração do valor ambiental da costa sul moçambicana, mas também um teste à capacidade do país em conciliar conservação ambiental com projectos estruturantes de impacto económico.

O Governo moçambicano afirma manter o compromisso com a preservação dos ecossistemas sensíveis, ao mesmo tempo que defende a importância de explorar infra-estruturas estratégicas que impulsionem o crescimento económico e a integração regional.

Moçambicano João Papel eleito vice-presidente do comité mundial de ciência e tecnologia

O moçambicano João Filipe Papel foi eleito vice-presidente do Comité Técnico Mundial de Avaliação Científica do Instituto de Engenheiros Eléctricos e Electrónicos (IEEE) na categoria de Sistemas de consumo para cuidados de saúde e bem-estar (CSH, sigla inglesa).

Trata-se duma distinção que torna João Papel no primeiro pesquisador moçambicano e africano a integrar a liderança deste organismo mundial, entre os 15 comités técnicos de avaliação científica actualmente existentes na IEEE CTSoc e os mais de 40 membros eleitos para o presente mandato.

No ano passado, o moçambicano João Filipe Papel tornou-se, pela primeira vez, no primeiro pesquisador africano a integrar o Comité Técnico Mundial de Avaliação Científica do Instituto de Engenheiros Eléctricos e Electrónicos (IEEE).

O CSH TC é um grupo de engenheiros, profissionais, tecnólogos, cientistas e investigadores da indústria e da academia de todo o mundo.

O Comité Técnico Mundial de Sistemas de Consumo para Cuidados de Saúde e Bem-Estar (CSH TC) do IEEE CTSoc tem como missão implementar e apoiar as novas iniciativas tecnológicas bem como reforçar a troca de informações na área dos sistemas de consumo para saúde e bem-estar.

A IEEE, ou Institute of Electrical and Electronics Engineers, é reconhecida como a maior organização técnico-científica do mundo, fundada em 1963 nos Estados Unidos.

João Filipe Papel, vice-presidente do Comité Técnico Mundial de Avaliação Científica do Instituto de Engenheiros Eléctricos e Electrónicos (IEEE)

Doutorado em Engenharia de Ciências Tecnológicas pela Universidade de Tokai, no Japão, João Papel foi bolsista da Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA) entre 2020-2024 no âmbito do programa denominado “Programa Líder Global dos ODS para os países da África Subsaariana”.

Com esta conquista, Moçambique tornou-se o primeiro e único país africano com representação na liderança do comité técnico de avaliação científica do IEEE.