Thursday, May 28, 2026
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Aprovado projecto de 7,2 mil milhões USD da Eni para segunda Unidade Flutuante de GNL

O Governo moçambicano deu luz verde ao plano de desenvolvimento do projecto Coral Norte, liderado pela petrolífera italiana Eni, com um investimento previsto de 7,2 mil milhões de dólares norte-americanos, abrindo caminho para a construção da segunda unidade flutuante de produção de Gás Natural Liquefeito (FLNG) no país.

A confirmação foi feita a 11 de Junho, durante um encontro em Maputo entre o Presidente da República, Daniel Chapo, e o Presidente Executivo da Eni, Claudio Descalzi, que afirmou que, com a autorização governamental formalizada e os termos acordados, “Coral Norte é agora uma realidade concreta”.

Replicação do modelo Coral Sul, já em produção

O projecto Coral Norte segue o modelo do Coral Sul FLNG, actualmente o único empreendimento de GNL em operação em Moçambique, com a primeira exportação realizada em 2022. Ambos os projectos exploram o mesmo reservatório de gás na Área 4 da Bacia do Rovuma, estimado entre 450 e 500 mil milhões de metros cúbicos.

A nova unidade FLNG será abastecida por seis poços submarinos, ligados a uma plataforma flutuante de produção, com capacidade de processamento de 3,55 milhões de toneladas por ano (mtpa), capacidade idêntica à do Coral Sul.

Segundo fontes da Eni, estão em curso negociações com a sul-coreana Samsung Heavy Industries, que liderou o consórcio de engenharia e construção do Coral Sul, em parceria com a Technip Energies e a japonesa JGC. A Samsung poderá assegurar um contrato de 2,5 mil milhões de dólares, o maior do seu portfólio para 2025.

A decisão final de investimento (FID) para Coral Norte é esperada ainda este ano, com início das exportações previsto para o segundo trimestre de 2028.

GNL em Moçambique: Desafios e Retomas

Enquanto os projectos offshore avançam, os megaprojectos onshore continuam suspensos devido à insegurança na península de Afungi, em Cabo Delgado. A TotalEnergies declarou “força maior” em 2021, suspendendo o seu projecto de 20 mil milhões USD para explorar os campos Golfinho e Atum e construir uma planta de liquefacção de 13,1 mtpa.

A retoma do projecto da TotalEnergies está prevista para meados de 2025, segundo afirmou o seu CEO, Patrick Pouyanné, durante a Cimeira de Energia do Japão em Junho. A empresa conta com apoio financeiro do Banco de Exportações e Importações dos EUA (Exim Bank) no valor de 4,7 mil milhões USD.

Já a ExxonMobil, responsável pela construção da unidade de liquefação onshore no consórcio Mozambique Rovuma Venture (MRV), em que a Eni lidera a componente offshore, adiou a sua decisão final de investimento para 2026.

No entanto, analistas apontam para sinais de descongelamento do sector, com recentes anúncios de atribuição de contratos de engenharia e expectativas positivas por parte das operadoras, face à estabilização crescente da segurança no norte de Moçambique.

GNL como pilar estratégico da economia nacional

Com três projectos de GNL já aprovados nas Áreas 1 e 4 da Bacia do Rovuma, Moçambique continua a consolidar-se como um dos principais mercados emergentes no sector do gás natural a nível mundial. A aposta em plataformas flutuantes como solução de mitigação de risco demonstra a flexibilidade do país e dos investidores em garantir a viabilidade de longo prazo dos seus recursos energéticos.

Fonte: Journal of Petroleum Technology – https://jpt.spe.org/mozambique-greenlights-enis-coral-norte-flng

Moçambique apela à TotalEnergies para levantar a cláusula de “Força Maior” sobre o projecto de GNL

O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu este domingo, em Maputo, que a TotalEnergies deve levantar a cláusula de “força maior”, activada em 2021 devido à insegurança em Cabo Delgado, de modo a permitir o avanço do projecto de exploração de Gás Natural Liquefeito (GNL) avaliado em cerca de 20 mil milhões de dólares norte-americanos.

Em entrevista a diversos órgãos de comunicação social, incluindo a agência Lusa, o Chefe de Estado moçambicano foi claro: “O mais importante neste momento com a TotalEnergies é o levantamento da ‘força maior’. Isso permitiria que qualquer plano de desenvolvimento [do projecto de gás] tivesse avanços concretos.”

A cláusula de “força maior” foi invocada unilateralmente pela TotalEnergies após os ataques terroristas ocorridos na vila de Palma, em 2021, que colocaram em risco a segurança dos técnicos e das infra-estruturas em Afungi, onde decorre a construção da central de liquefação.

O projecto liderado pela multinacional francesa prevê uma capacidade anual de produção de 13,12 milhões de toneladas de GNL, com destino maioritariamente ao mercado asiático. TotalEnergies detém uma participação de 26,5%, ao lado de parceiros moçambicanos e da japonesa Mitsui (20%).

Segundo o Presidente Chapo, 13 mil milhões de dólares dos 15 mil milhões ainda necessários já estão garantidos, estando pendente o posicionamento de bancos europeus para o fecho financeiro completo. O Banco de Exportações e Importações dos Estados Unidos (Exim Bank) já confirmou o seu apoio com um financiamento de 4,7 mil milhões de dólares.

“O projecto tem tudo para avançar financeiramente. A TotalEnergies já indicou que, mesmo que o financiamento externo não se concretize totalmente, os parceiros podem cobrir o montante em falta, que é relativamente pequeno”, reforçou.

Apesar de reconhecer os avanços em matéria de segurança, com o apoio das forças regionais e moçambicanas no norte de Cabo Delgado, o Presidente Chapo sublinha que o levantamento da cláusula cabe exclusivamente à TotalEnergies.

“Foi a TotalEnergies que invocou a ‘força maior’. Não foi o Governo. Portanto, é à TotalEnergies que cabe também o levantamento dessa condição. Contudo, temos a nossa parte, garantir segurança e estabilidade internas. Cada um deve fazer o seu papel”, enfatizou.

O director executivo da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, já havia declarado que a empresa pretende relançar o projecto até ao meio do ano, admitindo que a situação em Palma está “completamente segura” quatro anos após a suspensão.

A retoma do projecto terá impactos significativos no posicionamento de Moçambique como player global no mercado de gás, reforçando as expectativas em torno da monetização dos recursos da bacia do Rovuma.

Moçambique tem três projectos aprovados de GNL na bacia do Rovuma, considerados entre os maiores do mundo, com potencial para transformar estruturalmente a economia do país.

Fonte: Energy Intelligence – https://www.energyintel.com

Mozambique Calls on Total to Lift Force Majeure on LNG Project

Mozambique’s President Daniel Chapo said on Sunday that TotalEnergies must lift the “force majeure” clause, triggered in 2021 due to terrorist attacks in Cabo Delgado, so that the natural gas megaproject can finally move forward.

“The most important thing right now with TotalEnergies is the lifting of ‘force majeure’. The lifting of ‘force majeure’ lets any development plan [for the gas project] achieve meaningful progress,” said the head of state in an interview with several media outlets in Maputo, including the Lusa news agency.

“If the ‘force majeure’ clause is lifted,” he said, “the project will go ahead,” which anticipates an annual production capacity of 13.12 million tonnes of LNG.

Daniel Chapo said that the government is “working” with the French multinational to lift this clause, which allowed TotalEnergies, for security reasons due to terrorist attacks in Cabo Delgado, where the Liquefied Natural Gas (LNG) exploration was being implemented, to suspend the project in 2021.

He added that according to information from TotalEnergies, of the $15 billion (€13 billion) in financing still needed for the project – out of a total of $20 billion – $13 billion  is guaranteed, recalling the previous announcement by US Exim Bank, the United States’ export bank, which in March confirmed its support of $4.7 billion, with European banks expected to announce their decision on the remainder soon.

“The promise was that the most important thing was the amount that was missing [from the United States] (…) even if, at this time, the other banks choose not to move forward, the partners, internally, can actually make the contributions and move forward with the project,” explained Chapo.

“At the level of European banks, we are working to see. This is the first solution. We are moving forward, and if we continue, we will complete the amount. The project has everything it needs to move forward financially. TotalEnergies has said that, if external funding does not materialise, the partners themselves can provide the remaining amount, because it is small compared to what is needed,” he insisted.

However, he reiterated that “the focus must be on lifting the ‘force majeure’”.

“TotalEnergies invoked ‘force majeure’, not the government. We must make this point clear. TotalEnergies invoked ‘force majeure’. TotalEnergies, which invoked ‘force majeure’, has the responsibility to lift it. However, we also have our responsibility, our part, because everything has to do with internal security issues.” Therefore, each of us can do our part,” he said.

French multinational TotalEnergies has stated that it plans to resume the mega LNG project in northern Mozambique this summer, with financing needs virtually secured and the security situation in the area reportedly stable.

“The goal is to relaunch this project somewhere by the middle of the year,” TotalEnergies CEO Patrick Pouyanné said recently.

TotalEnergies, leader of the Area 1 consortium, is building a plant in Afungi, near Palma, for the production and export of LNG.

Pouyanné acknowledged that four years later, the area is “completely safe and secure.”

Since October 2017, gas-rich Cabo Delgado has been facing an armed rebellion that has left thousands dead and caused a humanitarian crisis with more than a million people displaced.

TotalEnergies holds a 26.5% stake in this project, primarily targeting customers in Asia, alongside Mozambican partners and Japan’s Mitsui (20%).

Mozambique has three approved development projects for the exploration of natural gas reserves in the Rovuma basin, classified among the largest in the world, off the coast of Cabo Delgado.

Source: Energy Intelligence – https://www.energyintel.com

HCB sob gestão exclusiva de moçambicanos

HCB

A gestão da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) empresa moçambicana público-privada, está actualmente sob responsabilidade exclusiva de nacionais, após mais de 40 anos nas mãos dos estrangeiros.

O facto foi avançado pelo Presidente da República, Daniel Chapo, durante a cerimónia alusiva à celebração dos 50 anos da HCB, evento que teve lugar hoje no município de Chitima, distrito de Cahora Bassa, província central de Tete.

Chapo, que efectuou uma visita de um dia aquela província, referiu que há algumas décadas atrás, era impensavel ter moçambicanos na administração e gestão da HCBl, por ser uma infra-estrutura de uma dimensão internacional.

Actualmente, os moçambicanos, segundo o Chefe do Estado, constituem uma realidade construída com competência, responsabilidade, dedicação e elevado sentido de patriotismo.

“Este feito não representa apenas independência técnica. Representa a emancipação plena, a confiança no nosso potencial humano, como moçambicanos, e a concretização da visão de uma empresa moçambicana, feita por moçambicanos, para Moçambique e para África”, disse.

A HCB conta actualmente com 1.400 trabalhadores, entre efectivos e sazonais e, de acordo com Chapo, todos moçambicanos.

Pelo que a HCB deixou de ser apenas uma barragem e passa a entrar no legado, no presente e futuro, e uma declaração convincente de que os moçambicanos têm capacidade de gestão.

Trata-se de um empreendimento mais estratégico do sector energético para o desenvolvimento do país, tanto pelo seu impacto económico, quanto pelo seu potencial de impulsionar o crescimento sustentável do país e consolidar a posição de Moçambique como hub energético regional da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

Por isso, o governo, de acordo com Chapo, continuará a apoiar a HCB para que a empresa possa permanecer como exemplo de soberania energética, de boa governação, responsabilidade social, excelência técnica e, sobretudo, de exemplo de uma empresa que sabe participar no desenvolvimento de Moçambique e as suas comunidades à volta.

Chapo disse que a HCB sempre está em prontidão para servir os moçambicanos, através das suas contribuições não só com a energia que produz, mas também através de impostos, taxas, acções de responsabilidade social, e de Conteúdo Local.

Por isso, o Chefe do Estado instou aos trabalhadores da HCB a se empenharem cada vez mais no trabalho para manter a estabilidade da empresa e continuar a ser orgulho para o país.

A HCB vai se responsabilizar no segundo semestre em curso, de construir uma unidade sanitária na vila de Chitima, em Cahora Bassa.

“Portanto, continuem empenhados, minhas irmãs, meus irmãos, da HCB em produzir mais e mais para que se mantenha como orgulho de Moçambique”, disse.

Com uma capacidade instalada de 2.075 megawatts (MW) e com potencialidade de incremento em cerca de cinco por cento, Cahora Bassa é um dos mais proeminentes empreendimentos da geração, transporte e comercialização de energia hidroeléctrica de Moçambique e da região austral de África.

A sua história da criação remonta desde 1956, com as primeiras visitas aos rápidos de Cahora Bassa, mas a hidroeléctrica começa a erguer-se em 1969, com adjudicação da obra da construção do empreendimento ao consórcio Zambezi African Mining Corporation (ZAMCO, sigla em inglês) e só em 1975 é criada a HCB.

GIFiM intensifica acções de prevenção ao branqueamento de capitais em zonas de risco

O Gabinete de Informação Financeira de Moçambique (GIFiM) está a intensificar as acções de prevenção ao branqueamento de capitais e ao financiamento ao terrorismo, com foco especial nas cidades de Nampula, Lichinga, apontadas como zonas de alto risco devido à sua proximidade com a província de Cabo Delgado, afectada por acções terroristas.

Segundo uma publicação do jornal Rigor, no âmbito deste esforço, o GIFiM realizou-se na cidade de Nampula, um seminário de sensibilização dirigido às entidades dos sectores não financeiros, como imobiliárias, revendedoras de veículos, advogados, conservadores, notários e assistentes jurídicos. A actividade insere-se no Plano Nacional de Acção alinhado com as recomendações do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI).

“Vamos realizar três actividades principais: acompanhar a expansão dos sectores de venda e revenda de viaturas e do sector imobiliário, promover seminários de sensibilização junto às entidades desses sectores e proceder com o registo e cadastro das entidades financeiras e não financeiras designadas. Este é o nosso objectivo principal”, explicou Pedro Comissário, chefe do Departamento Central do GIFiM. Segundo o responsável, ações semelhantes decorrem em simultâneo nas cidades de Lichinga e Chimoio.

As medidas respondem aos resultados da Avaliação Nacional de Riscos, que identificou as províncias de Nampula e Niassa (Lichinga) como particularmente vulneráveis devido à porosidade das fronteiras e à ameaça crescente do terrorismo na região norte do país.

“É um facto que a província de Cabo Delgado está a ser assolada pelo terrorismo, e é indiscutível que o financiamento do terrorismo se faz com base em actividades criminosas. Logo, as províncias vizinhas estão expostas, e é fundamental adoptar medidas preventivas para evitar que essas práticas se instalem”, alertou Pedro Comissário.

Segundo o responsável, os sectores da venda de automóveis e do imobiliário são particularmente susceptíveis à lavagem de dinheiro, razão pela qual estão sob supervisão directa do GIFiM. No entanto, o convite aos seminários foi alargado a outras áreas da cadeia preventiva.

Grupo sul-africano Vision Sugar compra açucareiras de Xinavane e Mafambisse

A Vision Sugar, uma empresa agro-industrial de capital maioritariamente africano, anunciou oficialmente a aquisição das açucareiras de Xinavane, na província de Maputo, e de Mafambisse, na província de Sofala, até agora geridas pela Tongaat Hulett Açúcar Lda., também de capitais sul-africanos.

O anúncio foi feito no último fim-de-semana, em Maputo, como parte de uma estratégia mais ampla de revitalização do sector açucareiro na região.

Com esta aquisição, o grupo Vision, garantiu já estar a implementar um novo plano de desenvolvimento agrícola, que aponta para posicionar Moçambique na liderança regional na produção de açúcar.

De acordo com o director-executivo da Vision, Gavin Guillou, a nova estratégia tem como base o reforço das parcerias locais na expansão da produção de cana-de-açúcar e na inclusão de fornecedores e agricultores das comunidades locais.

“Estamos a apostar num modelo de crescimento partilhado. Queremos que os benefícios do desenvolvimento cheguem às comunidades”, disse Guillou, citado no jornal Notícias.

Para o director-executivo da Vision Sugar, “a aquisição das açucareiras de Xinavane e de Mafambisse não é apenas uma mudança de proprietário, é um sinal de renovação, de compromisso com a estabilidade, a produtividade e o desenvolvimento económico rural em Moçambique”.

O plano contempla ainda a modernização da unidade fabril de Xinavane, com a introdução de tecnologias que aumentam a eficiência energética e a produtividade industrial, visando abrir um novo capítulo na história do sector açucareiro nacional, unindo inovação, sustentabilidade e inclusão local.

Após assumir os activos da Tongaat Hulett em Xinavane, o Grupo Vision diz ter investido cerca de mil milhões de randes para modernizar e expandir a produção açucareira naquela empresa que, viu as actividades afectadas significativamente, depois das inundações dos campos de produção, no primeiro trimestre de 2023,  que obrigou a suspensão das exportações de açúcar.

Relatório coloca Moçambique entre os países Africanos com maior custo de Gasóleo

Moçambique figura entre os dez países africanos com os preços mais elevados de gasóleo no mês de Junho de 2025, segundo dados actualizados pela plataforma GlobalPetrolPrices. Apesar de uma ligeira redução em relação a Maio, o custo do combustível mantém-se acima da média global, exercendo pressão sobre a economia nacional e o custo de vida das famílias.

De acordo com a actualização mais recente, divulgada a 9 de Junho de 2025, o preço médio mundial do gasóleo situava-se em 1,18 dólares por litro. Ainda assim, vários países africanos continuam a registar preços significativamente superiores a este valor.

Impactos Económicos e Sociais

O aumento do preço do gasóleo tem consequências directas e indirectas na economia africana, sobretudo em sectores estratégicos como logística, transporte, agricultura e indústria. Como grande parte do transporte de mercadorias em África é feito por camiões movidos a gasóleo, o encarecimento deste combustível traduz-se automaticamente em custos acrescidos no transporte de bens essenciais, como alimentos, medicamentos e materiais de construção.

No caso de Moçambique, tal realidade agrava ainda mais o custo de vida, num contexto económico já marcado por desafios relacionados com segurança alimentar, inflação e instabilidade global.

Fonte: BUSINESS INSIDER AFRICA

As pequenas e médias empresas (PMEs), que representam a espinha dorsal do emprego em África, também são afectadas de forma directa, uma vez que muitas dependem de geradores a gasóleo para suprir as constantes falhas no fornecimento regular de energia eléctrica.

O resultado é um aumento das despesas operacionais, redução das margens de lucro e, em alguns casos, encerramento de actividades ou despedimentos de trabalhadores, gerando impacto directo sobre a sustentabilidade económica local.

Mudanças nos Preços em África

Em comparação com o mês anterior, registaram-se aumentos ligeiros nos preços do gasóleo na República Centro-Africana, Malawi, Camarões e Senegal. Por outro lado, países como Zimbabué, Seychelles, Moçambique, Guiné e Burundi apresentaram reduções marginais, enquanto Serra Leoa manteve o mesmo nível de preços.

Desafios e Alternativas

O relatório sublinha que, para mitigar os impactos do elevado custo dos combustíveis fósseis, os países africanos devem apostar em soluções de longo prazo, nomeadamente:

  • Aumento da capacidade local de refinação de combustíveis;
  • Estabilização cambial para proteger as importações;
  • Incentivos à transição para fontes de energia mais limpas e renováveis;
  • Criação de subsídios estratégicos e temporários para sectores vulneráveis.

Enquanto estas soluções não forem implementadas de forma estruturada, os preços elevados do gasóleo continuarão a constituir um entrave ao crescimento económico sustentável no continente.

Fonte: BUSINESS INSIDER AFRICAhttps://africa.businessinsider.com/local/markets/top-10-african-countries-with-the-highest-diesel-prices-in-june-2025/9n52ffr

Report Ranks Mozambique Among African Countries with the Highest Diesel Costs

Diesel fuel has been for a long while now, an integral part of Africa’s energy infratsructure. This fuel source powers transit networks, agricultural equipment, generators, and industrial machines in several African countries. However, as fuel prices rise throughout the continent, the knock-on consequences are proving to be economically and socially harmful.

One of the most apparent implications of high fuel prices is a significant rise in transportation and logistics costs.

Because trucks and long-haul vehicles mostly operate on diesel, rising prices imply increasing expenses for transporting commodities across cities, regions, and countries.

This, in turn, raises the cost of necessary items, particularly food, medication, and building materials, putting further burden on households already struggling to keep up with growing living costs.

Additionally, high diesel costs hurt businesses, especially small and medium-sized firms (SMEs). With an unstable energy supply still a major issue, many companies rely on diesel generators to function.

High fuel prices increase operational expenses, lower profit margins, and, in certain situations, necessitate closures or layoffs. This causes enormous economic consequences on a continent where SMEs account for the vast bulk of jobs.

High fuel costs in Africa are more than simply a nuisance; they are a systemic issue affecting food security, public health, company survival, and economic growth.

To reduce the repercussions, nations must consider long-term remedies such as increasing refining capacity, stabilizing currencies, supporting greener energy sources, and devising clever, targeted subsidies.

Until then, rising diesel prices would continue to impede Africa’s economic growth.

With that said, here are the African countries currently enduring the highest diesel costs according to GlobalPetrolPrices, which last updated its list on the 9th of June 2025, when the average price of diesel around the world was listed as $1.18.

Compared to the top 10 list last month, diesel prices for the Central African Republic, Malawi, Cameroon, and Senegal all increased slightly.

While diesel prices in Zimbabwe, Seychelles, Mozambique, Guinea, and Burundi, this month, compared to May, have reduced marginally.

The price in Sierra Leone remained the same.

SOURCE: BUSINESS INSIDER AFRICA

SOURCE: BUSINESS INSIDER AFRICAhttps://africa.businessinsider.com/local/markets/top-10-african-countries-with-the-highest-diesel-prices-in-june-2025/9n52ffr

Moçambique entre os 10 países africanos com maior melhoria no Saldo Orçamental em 2025

Moçambique integra a lista das dez economias africanas que mais melhoraram o seu saldo orçamental em 2025, segundo o mais recente relatório do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD). A posição resulta dos esforços contínuos do Governo na consolidação fiscal, reestruturação da dívida e atracção de novos investimentos estratégicos.

O estudo evidencia progressos significativos de vários países africanos na redução dos seus défices orçamentais, um indicador chave para reforçar a confiança dos investidores e aliviar a pressão sobre o endividamento público.

Depois de vários anos marcados por desequilíbrios fiscais, associados a choques como a pandemia da COVID-19, a guerra na Ucrânia e a subida das taxas de juro a nível global, o relatório do BAD mostra sinais de recuperação em várias regiões do continente.

Destaques da melhoria orçamental

A Argélia lidera o ranking africano, tendo conseguido reduzir o seu défice em mais de 10 pontos percentuais, impulsionada pela recuperação do sector energético e pela implementação de políticas de contenção de despesas públicas.

Fonte: BUSINESS INSIDER AFRICA

Seguem-se o Senegal e o Malawi, que alcançaram reduções superiores a 7 pontos percentuais nos respectivos défices fiscais, reflectindo reformas estruturais e políticas fiscais mais rigorosas.

No Norte de África, Egipto, Maurícias e Tunísia destacaram-se com melhorias substanciais, atribuídas a reformas fiscais, ajustamento de subsídios e aumento de receitas provenientes das exportações.

Burquina Faso, Uganda e Quénia completam a lista antes de Moçambique, que fecha o grupo dos dez primeiros, destacando-se pelo compromisso em manter a trajectória de recuperação económica, num contexto de ajustamento fiscal e captação de investimentos.

A melhoria do saldo orçamental permite aos governos maior margem para investir em infra-estruturas, saúde e educação, sem recorrer de forma excessiva ao endividamento externo. No caso de Moçambique, o resultado positivo surge no seguimento das reformas económicas em curso, bem como de esforços de reestruturação da dívida pública.

Contudo, o relatório sublinha que a sustentabilidade destes ganhos dependerá da continuidade das reformas internas e da estabilidade económica global.

Com este desempenho, Moçambique reforça a sua presença no debate sobre a gestão sustentável das finanças públicas em África, num momento em que o continente procura equilibrar as necessidades de desenvolvimento com a prudência fiscal.

Fonte: BUSINESS INSIDER AFRICAhttps://africa.businessinsider.com/local/markets/top-10-african-countries-with-the-largest-improvement-in-fiscal-balance-in-2025/pcxykm8

Mozambique Among the Top 10 African Countries with the Largest Improvement in Fiscal Balance in 2025

In 2025, some African countries are showing major strides in improving their fiscal balance. After years of debt build-up and wide deficits, these improvements suggest tighter government spending, better revenue collection, and in some cases, support from rising commodity prices.

Fiscal balance reflects the gap between what a government earns and what it spends. A negative figure means a deficit. When countries succeed in reducing that gap, it can ease pressure on public debt and attract more investor confidence.

Throughout the past few years, fiscal deficits in Africa widened due to shocks like the COVID-19 pandemic, Russia’s war in Ukraine, and rising global interest rates.

However, in the latest report by the African Development Bank, several countries are now cutting their deficits significantly. In North, East, and West Africa, new policies are beginning to show results.

This ranking highlights the ten African countries that made the most progress in narrowing their fiscal deficits, based on AfDB data for 2025.

Algeria leads the continent with the most significant improvement in fiscal balance, narrowing its deficit by over 10 percentage points. This is likely linked to strong performance in the energy sector and firm expenditure controls.

Senegal and Malawi follow, each cutting their fiscal gaps by more than 7 percentage points. These gains may reflect fiscal consolidation measures and policy reforms to stabilize public finances.

In North Africa, Egypt, Mauritius, and Tunisia all recorded marked improvements. The shift points to better tax policies, subsidy reforms, or higher export revenues.

Burkina Faso, Uganda, and Kenya also made progress, despite ongoing economic challenges and rising public needs. Their positions on the list suggest a stronger push to balance budgets.

Mozambique rounds out the top 10, continuing its recovery efforts amid debt restructuring and new investments.

Across these countries, improved fiscal balances are a positive sign. They offer governments more room to invest in infrastructure, health, and education without relying as heavily on debt. However, sustaining this trend will depend on continued reforms and global economic stability.

As of 2025, these fiscal improvements are a key story in Africa’s economic outlook, one that could shape debt management and development for years to come.

FonteBUSINESS INSIDER AFRICA – https://africa.businessinsider.com/local/markets/top-10-african-countries-with-the-largest-improvement-in-fiscal-balance-in-2025/pcxykm8