Friday, April 17, 2026
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MOZTECH: Millennium bim leva soluções inovadoras para dinamizar a banca

O Millennium bim é um dos maiores bancos no país e, desde sempre, posicionou-se como uma instituição bancária inovadora nos serviços que presta, e está expectante sobre a nona edição da Moztech.

À maior feira de tecnologias do país, o Millennium bim, leva soluções inovadoras e que podem dinamizar ainda mais o sector da banca no país. O banco, através do administrador-executivo, Albino Andrade, considera a MOZTECH como uma feira inovadora e que tem contribuído para o desenvolvimento do país através da tecnologia.

“O Bim tem participado todos os anos e tem feito essa participação de uma forma entusiasta. É uma parceria que muito acarinhamos e que consideramos que contribui para o desenvolvimento da sociedade, desenvolvimento dos serviços digitais em Moçambique, para conseguirmos, de uma forma eficiente e sustentável, servir os nossos clientes”.

E porque a cada ano em que participou viveu uma experiência única, a companhia quer trazer, para a nona edição, soluções inovadoras e que espera que façam diferença no sector da banca.

“Nós somos um banco moçambicano para moçambicanos, somos um banco que tem uma rede de distribuição muito vasta, cobrimos todo o país. Temos particular atenção à inclusão financeira, iremos ter novidades nesse âmbito, permitindo que cada vez mais moçambicanos possam ter, no seu dia-a-dia, os serviços bancários e, com isso, melhor qualidade de vida”, concluiu Albino Andrade.

Para além de debates, a nona edição da MOZTECH pretende promover o máximo de contacto entre os diferentes participantes. As inscrições para o evento ainda estão abertas.

IMOPETRO diz que navios com combustíveis continuam a chegar sem sobressaltos

As importações de produtos petrolíferos estão a decorrer sem sobressaltos, não havendo indicações de rotura de stock de combustíveis no país.

A Importadora Moçambicana de Petróleos, IMOPETRO, revelou na sexta-feira, que os níveis de produtos petrolíferos desde o início da semana colocam o país numa situação confortável, apesar das oscilações de preços que se verificam no mercado internacional.

A IMOPETRO disse ter iniciado a semana com 29 dias de stock de gasolina, 38 de petróleo, 19 de gasóleo e 16 dias de stock de gás de cozinha.

A directora de Operações e Embarques, na IMOPETRO, Abiba Amade, diz que navios com combustíveis continuam a chegar ao país.

“Neste momento temos em Maputo 3 navios, um já descarregou, estamos agora a descarregar o navio de gás. E temos mais dois, que estão a chegar, estamos a aguardar, de gasolina jet e gasóleo, em Maputo. Na Beira, temos dois navios aguardando para atracar e descarregar. Em Nacala, chegou agora um navio para descarregar jet. Em Pemba, terminamos hoje a descarga de um navio de gasolina e gasóleo”, disse.

Abiba Amade refere que a entidade faz importações mensais de produtos petrolíferos e assegura o abastecimento regular no mercado.

PME’s realizam 132 milhões de transacções mensais através do M-Pesa

O M-pesa, plataforma electrónica de transacções financeiras da Vodacom, prevê cobrir, até 2025, cerca de 75 por cento da população adulta em Moçambique, respondendo assim ao grande desafio de inclusão financeira no país.

As projecções são do novo Director-Geral da Vodacom Moçambique, Simon Karikari, para quem o contínuo investimento na expansão da carteira móvel visa permitir que mais moçambicanos tenham acesso aos serviços financeiros e, consequentemente, usufruam das vantagens que os mesmos oferecem.

“Em Maio de 2013, através da sua subsidiária Vodafone M-Pesa SA, a Vodacom Moçambique lançou o M-Pesa, um serviço financeiro móvel revolucionário e impulsionador da inclusão financeira e capacitação económica no país. É uma plataforma que criámos a pensar no bem-estar dos nossos clientes. E, mais do que praticidade, possibilita que os usuários efectuem transacções de forma rápida, segura e em qualquer parte do país”, referiu Simon Karikari.

M-Pesa tem aproximadamente 5.3 milhões de clientes activos

Volvidos nove (9) anos da sua implementação no mercado moçambicano, o M-Pesa continua a registar um crescimento assinalável, espelhado pelo aumento de usuários. Actualmente, conta com aproximadamente 5.3 milhões de clientes activos, dos quais cerca de 9 300 são pequenas, médias e micro empresas, que realizam aproximadamente 132 milhões de transacções mensais através do M-Pesa.

“Com estes números, fica claro que o M-pesa continuará a ser uma das nossas apostas, afinal, é uma das plataformas do mercado que mais tem contribuído para a digitalização do dinheiro em Moçambique, assim como para a inclusão financeira. Ao longo destes anos de operação, o M-Pesa continua a facilitar a vida dos moçambicanos, oferecendo soluções inovadoras para atender um mercado emergente e competitivo, de modo a garantir que os serviços financeiros estejam disponíveis para todos e, consequentemente, promovam a inclusão social”, sublinhou o Director-Geral da Vodacom Moçambique.

Como forma de impulsionar cada vez mais o seu uso pela população, lançou, entre outros serviços, o Xitique, que permite aos clientes juntar dinheiro gradualmente para a realização dos seus sonhos; o Txuna, que permite que determinados clientes elegíveis possam fazer empréstimos bancários e receber nas suas contas M-Pesa; e, ainda, o serviço de transferência de dinheiro do M-Pesa para o banco e vice-versa.

M-Pesa Business agrega valor às operações financeiras do segmento corporativo

Para atender à demanda do mercado, foi lançado o M-Pesa Business, uma unidade de negócio que tem em vista agregar valor às operações financeiras do segmento corporativo. Em meio a tanta inovação, destaca-se o OPEN API, uma plataforma aberta que permite aos
provedores de produtos e serviços integrar as suas plataformas digitais ao M-Pesa, de modo a procederem a colectas e desembolsos. Estes feitos, habilitam aos mais de 5 milhões de clientes individuais a poderem ter mais uma alternativa para efectuarem pagamentos, de forma presencial (à boca do caixa) e remota (nas páginas e aplicativos de vendas online).

Para os usuários de smartphones, o M-Pesa lançou o Meu M-Pesa, uma aplicação que permite ao cliente individual efectuar operações de forma rápida e fácil.

O M-Pesa conta com uma rede de mais de 40 mil agentes espalhados por todo o país e tenciona estabelecer mais parcerias com os sectores público e privado, assim como com organizações não governamentais. Neste contexto, já se destacam inúmeras parcerias que o M-Pesa tem implementado junto do Governo para facilitar a colecta e  pagamentos de diversos serviços, tais como:  o INSS  para a colecta de contribuições para a segurança social, a Revimo para o pagamento de portagens, a EDM para a compra e o pagamento de energia, o Fipag e a ADEM para pagamento de facturas de água, taxas municipais, entre outras, que fazem a diferença no dia a dia dos moçambicanos.

Inflação sobe para 7,9% em Abril mais 123 pontos base em relação a Março

Moçambique registou uma inflação homóloga de 7,9%, no mês de Abril, o valor mais alto dos últimos quatro anos e meio, anunciou na semana passada o Instituto Nacional de Estatística (INE).

A inflação homóloga em Março tinha sido de 6,67% e subiu 123 pontos base em Abril, segundo o novo boletim do Índice de Preços ao Consumidor (IPC).

A subida está em linha com todas as previsões para a economia moçambicana e com o clima inflacionista global. Em termos mensais, a inflação acumulada desde o início do ano está em 4,51%, valor só superado em Abril de 2017.

Ainda assim, o Standard Bank (que apresentou as mais recentes
previsões) prevê que a inflação se mantenha a um dígito (abaixo dos
10%) este ano em Moçambique e antevê um recuo nos anos seguintes, com
taxas de 9,4% (2022), 7,3% (2023), 6,5% (2024) e 5,9% (2025).

Os valores do IPC são calculados pelo INE a partir das variações de
preço de um cabaz de bens e serviços, com dados recolhidos nas cidades
de Maputo, Beira e Nampula.

AT arrecada 6.4 mil milhões de meticais no I trimestre

A Autoridade Tributária de Moçambique, na Província de Maputo, encaixou cerca de 6.4 mil milhões de meticais, acima dos 5.4 milhões, previamente, estabelecidos, no primeiro trimestre deste ano.

Contribuíram para esta cifra, o Posto Fronteiriço de Ressano Garcia e a Delegação Aduaneira da Matola, segundo o Director Operativo provincial das Alfândegas.

Leonel Vasco,  falava sexta-feira, no distrito da Namaacha, no âmbito do balanço trimestral.

Estudo revela que 58% das PME’s ainda não iniciaram processo digital

Um estudo publicado esta quinta-feira pela PHC Softwere, que envolveu 150 PME’s, revela que cerca de 58% das pequenas e médias empresas, localizadas nas três principais capitais provinciais do país, Maputo, Beira e Nampula, ainda não iniciaram o processo de transformação digital.

A pesquisa foi realizada pela Intercampus, uma empresa especializada na recolha de informação, e tornada pública pela PHC Softwere. Consta do relatório que grande parte das PME nacionais tem falta de formação digital e carece de recursos humanos capacitados.

“Quanto ao processo de digitalização dos seus negócios, podemos constatar que a maioria (79,3%) não tem nenhuma estratégia delineada, mas já pensou no tema, o que demonstra que a digitalização das empresas está cada vez mais presente na mente dos empresários moçambicanos”, lê-se no documento.

Níveis de facturação situados entre os 1.2 milhões e 10 milhões de Meticais

De acordo com a observação, este atraso no processo de digitalização é motivado pelas limitações económicas e financeiras, tendo em conta que 71,3% das empresas abrangidas pela pesquisa têm níveis de facturação anual situados entre os 1.2 milhões e 10 milhões de Meticais.

“As empresas, que estão abrangidas pela obrigação legal das máquinas fiscais, são as que se encontram com um intervalo de facturação entre os 1.2 milhões e os 10 milhões de Meticais. Destas, 75,7% não ouviram falar nesta obrigação legal ou não têm informação suficiente e apenas 24.3% das firmas afirmam ter conhecimento.”

No intervalo de facturação, a pesquisa explica que se encontra a maioria das empresas que ainda não iniciou o processo de digitalização do seu negócio. Entretanto, 76% delas não vendem on-line e apenas 24% aderiram à modalidade.

“Dos inquiridos que vendem on-line, 66,7% referem que o e-commerce tem um peso de até 25% da sua facturação e 33,3% referem que o e-commerce representa mais de 25% da sua facturação”, detalha o documento.

Apenas 34% das empresas investiram em tecnologias nos últimos dois anos

Com a eclosão da pandemia da Covid-19, no que diz respeito à actividade comercial, muitas empresas tiveram de se reinventar para continuar no mercado, modificando os seus canais de venda e os seus modelos de negócio.

Neste contexto, o estudo concluiu que apenas 34% das empresas moçambicanas investiram em tecnologias durante os dois últimos anos, devido à pandemia da Covid-19.

“Quando questionados sobre a implementação do teletrabalho durante o confinamento, pudemos constatar que 61,3% das 150 empresas inquiridas não implementaram a solução durante o confinamento, apesar de ser uma realidade cada vez mais evidente”, avança o estudo.

A análise indica, ainda, que a aposta nos softwares de gestão tem sido um forte aliado das empresas no cumprimento dos deveres fiscais, ajudando-as a exercer boas práticas e a satisfazer as exigências legais e tributárias, particularmente as impostas pelas máquinas fiscais, apesar de as pequenas e médias empresas que estão abrangidas por esta obrigatoriedade fiscal afirmarem não conhecer a norma.

Refira-se que os softwares de gestão empresarial são ferramentas essenciais no processo de digitalização das empresas, permitindo criar um ecossistema no qual os colaboradores têm uma melhor experiência de trabalho e os clientes têm melhores produtos. Fomentam, também, um maior rigor e transparência nas organizações, factores fundamentais nas diferentes áreas de investimento.

Exportações para Europa aumentam em mais de três mil milhões de dólares

O incremento da produção interna através de projectos governamentais e investimentos directos, envolvendo investidores privados de 18 países da União Europeia, permitiram que as exportações de Moçambique para o velho continente aumentassem em mais de três mil milhões de dólares, de 2020 para 2021.

A informação foi tornada pública esta quinta-feira (12.05.2022), durante a realização da quarta mesa-redonda económica entre a União Europeia e Moçambique, evento este realizado anualmente, fruto de uma parceria entre o Ministério da Indústria e Comércio e a Associação das Câmaras de Comércio Europeias (EUROCAM).

O Ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, destacou o facto de os eventos externos terem desafiado a continuidade de muitos empreendimentos, com destaque para a Covid-19 e a instabilidade nas zonas Centro e Norte.

Transacções comerciais com países africanos é de 2%

Factor directo ou não, o facto é que o nível de transacções comerciais entre Moçambique e os países africanos tem sido bastante fraco, havendo registo de cerca de 2%, sendo a sua maioria concentrada na SADC, que corresponde a 24% do total das exportações e 29% das
importações.

Porém, contrariamente a este factor, as relações entre Moçambique e os países da União Europeia têm sido cada vez mais fortes, principalmente nos últimos cinco anos.

“Particularmente em 2021, as exportações cifraram-se em mais de 16 mil milhões de dólares, o que corresponde a 38% sobre o total das exportações de Moçambique, com um crescimento de 3% em relação ao ano 2020, que foi de cerca de 13.5 mil milhões de dólares”, disse o ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno.

Aprovados projectos avaliados em mais de 320.9 milhões de dólares

Moreno revelou que, no mesmo período, foram aprovados 219 projectos de investimento envolvendo investidores privados de 18 países da União Europeia, avaliados em mais de 320.9 milhões de dólares.

Tal crescimento, segundo Silvino Moreno, deveu-se ao incremento dos investimentos directos provenientes daquele bloco económico em mais de 320 milhões de dólares, principalmente nas áreas de agricultura, pecuária, agro-processamento, indústria extractiva e energética.

“Ancorados no Made In e no Created In Mozambique, o nosso Governo definiu prioridades sectoriais económicas existentes no mosaico e ecossistema competitivo do país, que estão abertos à capitalização e parcerias externas, numa abordagem integrada e sustentável que vai desde a dinamização das cadeias de valor agrícolas através do Sustenta, os projectos piloto do PRONAI, alguns dos quais têm uma abordagem local no recém- lançado Projecto da Zona Especial de Processamento e Agro-indústria do Corredor de Desenvolvimento Integrado de Pemba-Lichinga (ZEPA), onde a energia, turismo, infra-estruturas e logística são a maior base”, referiu o governante.

Governo diz que já há resultados inquestionáveis

Sobre estes projectos governamentais, o Governo diz que já há resultados inquestionáveis, mas pretende-se fazer mais, com o envolvimento de vários actores sociais.

“A partir do Sustenta e do PRONAI, elegemos os condomínios agrícolas e a aposta no modelo de infra-estruturas de rápido crescimento industrial, através da implantação em regime de parceria público-privada das Zonas Francas e Parques Industriais, sempre privilegiando a sustentabilidade em linha com o nosso compromisso de assegurar o cumprimento do Objectivo de Desenvolvimento Sustentável número 9, dentro da agenda 2063.”

O ministro da Indústria e Comércio apelou para o envolvimento do sector privado para a revitalização e alavancagem da economia nacional após a Covid-19 e eventos climáticos, com recurso a inovações tecnológicas.

A mesa-redonda entre a União Europeia e Moçambique acontece no âmbito da Semana da Europa e está subordinada ao tema “Oportunidades para o sector privado numa sociedade em transição ecológica e digital”.

Moçambique é estratégico para os Transportes e Logística da SADC

Moçambique pela sua situação geográfica é um país estratégico no que diz respeito à logística e transporte na região Subsaariana. E foi neste âmbito que o evento Transport Evolution juntou nos dias 11 e 12 de Maio, no auditório do Porto de Maputo, os principais players do mercado nacional e regional para discutir a situação actual da indústria de transportes na região da SADC.

Com a presença de mais de 150 participantes, cerca de 35 especialistas palestrantes  partilharam a sua experêencia e conhecimento sobre o sector com temas em torno dos desafios e oportunidades que o sector se depara.

Durante os dois dias um conjunto de palestras abordaram temas tais como corredores de transportes, projectos estratégicos nacionais e regionais, a importância regional dos projectos, digitalização, segurança e tendências e inovação.

MPDC investe nos acessos para receber embarcações de maior porte

Osório Lucas – CEO do MPDC (Maputo Port Development Company) na sua mensagem aos participantes referiu que a melhoria e investimentos feitos nos acessos ao porto trouxeram a capacidade de  receber embarcações de maior porte, mais eficiência, o que abre oportunidades e competitividade à toda região.

CFM irá transportar 3.7 milhões de toneladas por ano

Durante as apresentações o Chairman do CFM, Miguel Matabel, apresesentou as perspectivas de crescimento das suas operações, e os investimentos feitos nas diversas linhas que os CFM administram. “Com os investimentos recentes iremos numa primeira fase iniciar o transporte de 3.7 Milhões de Toneladas por ano, atingindo 5 Milhões de Ton. numa segunda-fase dos investimentos”, referiu.

Este aumento considerável de movimentos resulta dos investimentos previstos pela empresa, nos três (3) corredores, norte, centro e sul, particularmente nos com a duplicação da linha de Ressano Garcia, a Expansão do Porto de Nacala e a reabilitação da linha de Machipanda.

Unitrans e Liebherr exibiram os seus serviços

Paralelamente às  sessões  decorreu também uma área de exibição onde empresas como Unitrans, companhia líder de soluções de distribuição em África ou Liebherr empresa alemã líder na produção de gruas para o sector portuário puderam mostrar as suas ofertas e a presença no mercado logístico e portuário.

O evento Transport Evolution foi uma oportunidade única de juntar representantes dos transportes, portos e infraestruturas regionais, apresentar as actualização do mercado dos desenvolvimentos do sector, fazer networking e muito certamente fechar negócios que irão fazer crescer, não só a economia nacional mas de toda a região da SADC.

CFM e MPDC apresentam perspectivas de desenvolvimento

Em dois dias de evento os principais players nacionais da área de transporte tais como CFM e MPDC (Porto de Maputo) apresentaram as suas perspectivas de desenvolvimento sobre o sector.

O Porto de Maputo juntou, num evento organizado pela dmg events os principais players do mercado nacional e regional para os sector de transportes e logística nas suas vertentes de Portos, Ferrovia e Estrada constituem a espinha dorsal através da qual circulam as mercadorias e a economia dos países.

Através dos seus portos, ferrovias e estradas são transportados grande parte das mercadorias que se destinam a países como Zimbabwe e Zambia.

Eni publica 16º relatório de sustentabilidade

A Eni publicou esta quarta­feira (12 de Maio) o 16º relatório voluntário de sustentabilidade, que descreve o contributo e os objetivos da empresa para uma transição justa, com vista a partilhar os resultados sociais e económicos ao longo do seu percurso para a neutralidade carbónica até 2050.
“Como Eni, sentimos fortemente a responsabilidade de contribuir para que todos tenham acesso à energia, apoiar o desenvolvimento dos países onde estamos presentes e contribuir para o alcance das mais altas ambições do Acordo de Paris. Este compromisso é hoje mais forte, à luz da guerra na Ucrânia, num momento histórico em que é necessário ser ainda mais inclusivo e não divisivo, procurando o bem comum e aumentando os esforços para garantir a segurança energética da Europa, e acelerar o processo de descarbonização”, disse Claudio Descalzi, Administrador Delegado da Eni.

 

Estas mensagens são abordadas com detalhe no relatório, que é complementado pelos volumes “Eni for 2021 – Neutralidade de Carbono até 2050”, focado nas estratégias e principais metas climáticas da Eni, e “Eni for 2021 – Desempenho de Sustentabilidade”, que apresenta uma visão geral dos indicadores ambientais, sociais e de governança da empresa.

Especificamente, no que diz respeito à estratégia de neutralidade carbónica 2050, a Eni reforçou ainda mais os seus objectivos, ao anunciar uma redução de 35% nas emissões líquidas do escopo 1, 2 e 3 até 2030 e 80% até 2040, em relação aos níveis de 2018 (em comparação com os -25% e metas de -65% do plano anterior).

Para as emissões líquidas do escopo 1 e 2, a empresa atingirá -40% até 2025 (em comparação com os níveis de 2018) e zero emissões líquidas até 2035, um adiantamento de cinco anos em relação ao plano anterior. Vai também incrementar a parcela de investimentos dedicados a novas soluções energéticas, visando 30% até 2025, duplicando para 60% até 2030 e atingindo 80% até 2040.

Ao alcançar os objetivos de descarbonização, maior atenção será dada ao conceito de “transição justa”, nomeadamente a gestão do impacto da transformação energética nas pessoas, começando pelos colaboradores directos e indirectos e incluindo as comunidades e clientes.

O relatório apresenta uma visão geral dos projectos e das iniciativas adoptadas pela Eni para garantir uma transição justa. Estas iniciativas fazem parte da constante evolução dos negócios da empresa, que incluem a conversão de refinarias em bio-refinarias, projectos de conservação florestal, desenvolvimento de energias renováveis e criação de agro-pólos que fornecerão matéria prima agrícola para as bio-refinarias, gerando empregos e apoiando no desenvolvimento de novas actividades nos países de presença.

A Eni reforçou também as suas parcerias com organizações internacionais de cooperação para o desenvolvimento. As principais iniciativas realizadas em 2021 para as comunidades, incluem actividades destinadas a melhorar o acesso à água para a população de Basra no Iraque, graças às estações de tratamento de água fornecidas pela Eni, projectos de diversificação económica no sector agrícola em Angola, Congo e Nigéria, e projectos de apoio ao empreendedorismo local e juvenil no Egipto.

A aposta da Eni na promoção da educação e formação profissional continua a ser central, como demonstram as iniciativas em Angola, Egipto, Iraque, México e Moçambique.

Vale já é Vulcan Mozambique

A empresa Vale Moçambique, SA que passou a denominar-se Vulcan Mozambique, SA, em virtude da transferência de acções, comunica a alteração da designação social à Autoridade Tributária de Moçambique (AT), até ao dia 13 de Maio do corrente ano, que resultará na actualização imediata no sistema da AT.

Segundo um documento da empresa, após a alteração da designação social no sistema da AT todos os fornecedores com acordos com a antiga Vale Moçambique (não aplicável para os que tem acordos com a CLN, CLA, CDN) deverão (i) emitir todas as futuras facturas com a nova designação Vulcan Mozambique, SA a partir do dia 14 de Maio de 2022, e proceder à assinatura de adendas aos contratos, cujo objectivo será única e exclusivamente a actualização da designação da empresa contratante.

A empresa apela a todos os fornecedores para que, na data indicada, passem a emitir facturas com a nova designação e com a máxima brevidade possível, assinem as adendas contratuais que serão enviadas pela equipa de suprimentos e áreas delegadas associadas, sob pena de comprometer o processo, os prazos para o pagamento das facturas e demais vicissitudes a nível fiscal e tributário.

Exorta-se que caso os fornecedores possuam seguros contratados nos quais esteja indicada a designação “Vale Moçambique, SA”, devem garantir a devida actualização para a nova designação da empresa.

Em caso de dúvida, estes devem contactar, o analista de compras e de seguros que os assistem habitualmente nos processos de suprimentos e de seguros respectivamente.

De acordo com o documento, esta alteração não se aplica às empresas da Nacala Logistics que deverão continuar a emitir as facturas com os mesmos nomes.