Friday, April 17, 2026
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DP World lança serviço de transporte marítimo até ao Médio Oriente

A Unifeeder, uma subsidiária da DP World, lançou no início deste mês um novo serviço de transporte marítimo que liga Moçambique ao Médio Oriente e à Índia, proporcionando às empresas africanas uma nova rota, rápida e fiável, para mercados de exportação lucrativos.

O novo serviço de ligação interligada quinzenal arrancou no dia 6 de Maio, operando entre a capital de Moçambique, Maputo, Jebel Ali, nos Emirados Árabes Unidos, e Mundra, na costa ocidental da Índia.

De acordo com Jesper Kristensen, COO do Grupo de Serviços Marítimos da DP World, “como um grande investidor em África, a DP World está empenhada em fornecer às empresas em toda a África ligações rápidas, rentáveis e fiáveis aos mercados globais”.

“O nosso novo serviço proporciona rotas mais rápidas e fiáveis aos exportadores através de Moçambique e do interior da África graças à eficiência das ligações, ferroviárias e rodoviárias, do porto de Maputo a destinos como Joanesburgo, Komatipoort, Matsapha e Harare”, acrescentou.

O serviço consiste em dois navios destacados para uma viagem de ida e volta de 28 dias, oferecendo um tempo de trânsito mais rápido, de apenas 11 dias de Maputo para Jebel Ali, e de 15 dias de Maputo para Mundra.

Qual é o impacto do selo “Made in Mozambique”?

A Direcção Nacional da Indústria (DNI), em colaboração com o Governo, representado pelo Ministério da Indústria e Comércio, está a realizar uma auscultação, com vista a avaliar o impacto do selo “Made in Mozambique” (Marca de produto ou serviço de Moçambique).

O processo de auscultação e avaliação do impacto do uso do selo “Made in Mozambique” pela Direcção Nacional da Indústria está a ser efectuado em parceria com a United Nations Industrial Development Organization (UNIDO), no âmbito do projecto Promove Comércio – Criando Competitividade para as Exportações, financiado pela União Europeia (UE); que visa a melhoria do comércio, competitividade e ambientes de negócios em Moçambique, criando maior acesso ao mercado para as cadeiras de valor (CV) seleccionadas.

A referida auscultação e avaliação do impacto do uso do selo “Made in Mozambique” tem como objectivo a identificação de acções e esforços para assegurar a projecção do selo, concentrando-se na sua capacidade de contribuir e acrescentar valor como instrumento para promover as exportações e facilitar o acesso aos mercados europeus e regionais.

Os inquéritos devem ser preenchidos e submetidos até dia 25 de Maio de 2022. E é preciso preencher por completo o questionário disponível no link abaixo:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeoEKq7ItXFdBc3cAspXkDdGw_PQNpX7EO0ci6m7HH6OyoqtA/viewform?usp=sf_link

Caso tenha dificuldades para aceder ao link, envie um e-mail para:
promove-comercio@unido.org com uma cópia para:  C.VIEIRA@unido.org ou U.PAIS@unido.org com o assunto “Inquérito Nacional ao Programa ‘Made in Mozambique’”

Banco Mundial abre os cordões à bolsa e desembolsa 300 milhões de dólares para OE

O Banco Mundial vai abrir os cordões à bolsa e desembolsar cerca de trezentos milhões de dólares norte-americanos, para a retoma este ano do financiamento directo ao Orçamento do Estado (OE).

A informação foi avançada esta quarta-feira pela Directora do Banco Mundial para África Oriental e Austral, Idah Riddihough, após um encontro, com o Ministro da Economia e Finanças, Max Tonela.

Segundo Idah Riddihough, a proposta para o financiamento será apresentada à administração do Banco Mundial para aprovação, até Junho próximo, e as áreas prioritárias são saúde, educação e energia, sendo que.

“Estamos a falar de cerca de trezentos milhões de dólares, que esperamos levar junto a nossa administração para aprovação até 13 de Junho desde ano, e então poderemos considerar outras janelas de financiamento para 2023-2024. As áreas prioritárias nessa altura irão depender das reformas que o governo gostaria de fazer”, revelou Idah Riddihough.

Riddihough, considera que a melhoria na transparência e boa governação, registada nos últimos anos, constitui um passo importante para a reconquista da confiança dos parceiros de Moçambique.

“Se lembrar, houve muito trabalho feito em torno da transparência e boa governação, sendo que estas eram as questões-chave naquele momento. Pensamos também que a aprovação do programa do FMI e as actividades de apoio ao orçamento, que seremos capazes de implementar, darão um sinal forte ao mercado, ainda mais importante darão um sinal muito forte a todos os parceiros de Moçambique”, afirmou Idah.

Desde 2016, o país não recebe apoio directo do Banco Mundial ao Orçamento do Estado, devido à descoberta das dívidas não declaradas.

Clima económico das empresas recupera ligeiramente no 1º trimestre

O indicador do clima económico das empresas (ICEE) registou uma recuperação ténue nos primeiros três meses de 2022 se comparado com o último trimestre de 2021, situação que constitui um prolongamento da recuperação iniciada no quarto trimestre de 2021.

Esta conjuntura favorável foi influenciada pelas perspectivas de subida de emprego, apesar da procura futura ter registado uma perspectiva de queda substancial no mesmo período de referência.

Tendência do indicador do Clima Económico por trimestre

A avaliação favorável do clima económico no primeiro trimestre deveu-se, sectorialmente, à apreciação positiva do indicador no sector da produção industrial, que suplantou os sectores do comércio e de serviços que registaram um andamento negativo se comparado com o trimestre anterior.

Perspectiva de emprego positiva no I trimestre

O indicador da perspectiva de emprego registou um aumento ligeiro no primeiro trimestre de 2022, facto que acontece pelo segundo trimestre consecutivo, tendo assim o respectivo saldo atingido o nível mais alto dos últimos três trimestres da respectiva série cronológica.

Essa recuperação deveu-se à apreciação positiva do indicador no sector da produção industrial, tendo assim suplantado os restantes sectores inquiridos que registaram ligeiras quedas.

Empresas com constrangimentos diminuem 3% no primeiro trimestre

Em média, 39% das empresas inquiridas enfrentou algum obstáculo no primeiro trimestre, situação que representou uma diminuição de 3% de empresas com constrangimentos face ao trimestre anterior. A queda da proporção de empresas com limitação da actividade no trimestre em análise foi influenciada, principalmente, pela redução de empresas com dificuldades nos sectores de comércio e da produção industrial face ao trimestre anterior.

Os sectores com maior frequência relativa de empresas com constrangimentos foram as actividades da produção industrial (45%) e dos serviços (42%).

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Porto de Maputo: Plano Director orçado em mais de 1.3 mil milhões de dólares

Foi lançado esta terça-feira o Plano Director do Porto de Maputo, orçado em pouco mais de 1.3 mil milhões de dólares em investimento para possibilitar o aumento do volume de carga manuseada, nos próximos 20 anos.

O Ministro dos Transportes e Comunicações, Janfar Abdulai, disse, tarça-feira, que o Plano Director do Porto de Maputo não pode ser um instrumento isolado de todo o sistema logístico do Corredor de Maputo.

Abdulai,  sublinhou que a  materialização desta iniciativa deverá, entre outros, possibilitar a redução do tempo de espera para o manuseamento de carga, através da simplificação dos processos inter-fronteiriços e a mobilização de novos actores.

Moçambique recebe 470 milhões de dólares do FMI

O Fundo Monetário Internacional (FMI), aprovou a retoma do apoio directo ao Orçamento do Estado moçambicano, após seis anos de suspensão, devido à descoberta das “dívidas ocultas” da Ematum, MAM e ProIndicus.

A decisão foi tomada pelo conselho de Administração do FMI, num e encontro realizado esta segunda-feira, na sede da instituição, em Washington, Estados Unidos da América, onde aprovou-se um pacote de financiamento de 470 milhões de dólares que deve ser pago dentro de 10 anos, a uma taxa de juro de zero por cento.

O valor emprestado ao Estado moçambicano será disponibilizado a partir do próximo mês de Junho, e vai durar um período de três anos, acompanhados de reformas a serem feitas pelo Governo, que, na verdade, são a condição do empréstimo.

Primeiro pagamento deve ser feito daqui a cinco anos e meio

O primeiro pagamento da dívida pública que acabou de ser contraída deve acontecer daqui a cinco anos e meio, segundo o representante residente do FMI em Moçambique, Alexis Meyer-Cirkel, que falava à imprensa, hoje, em Maputo, após a aprovação da retoma do apoio.

No fim do programa de financiamento ao país, daqui a três anos, o FMI espera ver um país com estabilidade do crescimento da economia nacional, níveis equilibrados do custo de vida e um rendimento das famílias salvaguardado e boa governação.

Decisão do FMI é um marco importante para a imagem do país

O Ministro da economia e Finanças, Max Tonela, disse em conferência de imprensa que com a retoma do apoio directo do FMI, o país vai obter também recursos adicionais para o financiamento da economia, não só os recursos que estão no acordo, financiados para o fundo, mas abre também a janela de oportunidades de financiamento por outros parceiros.

“A decisão tomada, hoje (09.05.2022) , pelo board do FMI representa um marco importante no nosso processo de desenvolvimento e no reforço das relações e da imagem do país no mercado financeiro internacional, sinalizando boas perspectivas para o nosso desenvolvimento”, considera Tonela.

Para promover a criação de empregos, melhorar o ambiente de negócios no país e aumentar a diversificação da economia, o novo programa financeiro do FMI prevê ainda o financiamento ao sector privado, também como forma de substituir importações por produtos concebidos no país.

AMEPETROL: “Não temos problema de stocks de momento”

Foram postas a circular algumas notícias, dando conta de uma eventual ruptura de combustível nas empresas petrolíferas do país, uma informação desmentida pela Associação Moçambicana de Empresas Petrolíferas (AMEPETROL), garantindo que o país tem quantidade suficiente para responder a demanda.

“Não temos problemas de stocks de momento, ocorreu uma situação de desinformação junto as redes sociais e a informação que estava a ser veiculada, não correspondia a verdade. Os consumidores não devem entrar em pânico, continuem a levar a vida de forma normal, não se agitem”, disse Ricardo Cumbe, Secretário-Geral da AMEPETROL.

Cumbe esclareceu, no entanto, que as dificuldades apresentadas recentemente pela associação, referentes ao desajuste do preço praticado no país com o preço da importação dos combustíveis, prevalecem, mas já há contactos com o governo.

Recentemente, o Primeiro-ministro, Adriano Maleiane, afastou a possibilidade de o Estado subsidiar alguns subsectores, incluindo o de combustíveis, como forma de fazer face à alta de preços na sequência da crise provocada pela guerra na Ucrânia.

Moçambique poderá exportar 3,4 milhões de toneladas de gás por ano para Europa e Ásia

Compreendendo aproximadamente 450 mil milhões de metros cúbicos de gás no Campo Sul de Coral na Área 4 na Bacia do Rovuma ao largo da costa de Moçambique, o projecto de Gás Natural Liquefeito Flutuante permitirá ao país produzir 3,4 milhões de toneladas por ano (mtpa) de gás para exportar à Europa e Ásia em 2022.

A Câmara Africana de Energia, garante que os níveis de oferta e procura entre 2022 e 2025 sugerem que existe no país oferta suficiente de Gás Natural Liquefeito (GNL), para satisfazer a procura crescente, à medida que novos projectos entram em linha no ano corrente, assim como o projecto de Gás Natural Liquefeito Flutuante de Coral (FLNG) em Moçambique.

Além disso, os projectos de 12,8 mtpa de GNL da TotalEnergies Moçambique e de 15,2 mtpa de GNL da Eni e ExxonMobil Rovuma têm o potencial de transformar o mercado regional de gás, posicionando Moçambique como um exportador de gás altamente competitivo. Apesar de ambos os projectos terem sido adiados, estão a ser feitos progressos para que regressem ao bom caminho.

De acordo com o Centro de Energia para o Crescimento, o gás de Moçambique poderia trazer 50 mil milhões de dólares em investimentos estrangeiros e permitir ao Governo colher 95 mil milhões de dólares em receitas nos próximos 25 anos, com as políticas e investimentos correctos em vigor, bem como um ambiente político atractivo para o capital.

Moçambiques têm potencial para combater pobreza energética  

Segundo o presidente-executivo da Câmara Africana de Energia, NJ Ayuk, as reservas de gás de Moçambique têm o potencial para combater a pobreza energética em toda a região da África Austral, ajudando os países vizinhos, como o Zimbabwe, Botswana, Malawi e África do Sul, a satisfazer a procura pelo gás.

Apesar de possuir vastas reservas de gás, o progresso de Moçambique no desenvolvimento e na monetização continua a ser lento. Isto realça uma necessidade crescente de o Governo criar um ambiente político favorável que permita aos investidores e às grandes empresas internacionais participarem no mercado.

African Energy Week 2022 vai discutir medidas para acelerar indústria do gás em Moçambique 

A este respeito, a cimeira anual de investimento da Câmara Africana de Energia (AEC), African Energy Week (AEW), que terá lugar na Cidade do Cabo de 18 a 21 de Outubro de 2022, irá discutir medidas que o Governo de Moçambique pode implementar para acelerar o desenvolvimento da sua indústria do gás.

A African Energy Week 2022 acolherá painéis de discussão e reuniões de alto nível sobre o papel da indústria de gás de Moçambique no combate à pobreza energética em todo o continente africano e como o país pode criar um regime de capital atractivo para impulsionar o seu mercado.

A African Energy Week 2022 é a conferência anual da Câmara Africana de Energia, exposição e evento em rede. Este evento une as partes interessadas africanas na energia com investidores e parceiros internacionais para impulsionar o crescimento e desenvolvimento da indústria e promover África como destino de investimentos energéticos.

SASOL investe 5 milhões de dólares para projecto de gás natural em automóveis

Com o objectivo de contribuir para a massificação do uso de gás natural, a multinacional SASOL vai disponibilizar 5 milhões de dólares americanos para operacionalizar o projecto de gás natural para veículos automóveis.

O Director-Geral da SASOL, Ovideo Rodolfo, revelou que um dos objectivos passa por dar oportunidade ao sector privado de participar no negócio de gás em Moçambique. O Fundo disponibilizado pela multinacional será gerido pelo Banco Nacional de Investimentos, mas não é a instituição que vai aprovar os projectos.

Na ocasião, Presidente do Conselho Executivo do BNI revelou que foram criados comités que terão a responsabilidade de analisar os projectos técnicos e posteriormente vai submeter ao Conselho Consultivo deste Fundo, que, por sua vez, vai analisar para posterior aprovação.

O Conselho Executivo de Inhambane já está a trabalhar na criação de uma agência de transporte, com o propósito de oferecer transporte de pessoas e bens mais acessível.

Daniel Chapo, Governador de Inhambane, disse que a Agência de Transportes de Inhambane, usando o gás natural, poderá contribuir para baixar o preço do transporte de pessoas e bens e consequentemente baixar o preço de outros produtos que, neste momento, estão caros devido aos custos elevados de transporte.

Moçambique importa anualmente 1.6 milhões de toneladas métricas de combustíveis, um número que se espera ver reduzido com o gás veicular. No momento o país tem apenas quatro bombas de abastecimento de gás comprimido para viaturas, que serve a um total de 2600 viaturas na província de Maputo.

Standard Bank prevê crescimento da produção até 2025

O Standard Bank prevê que a economia do país cresça a uma média de 3,7% ao ano entre 2022 e 2025, “um crescimento lento” face à taxa de pobreza do país, referiu Fáusio Mussa, economista-chefe do banco.

O responsável falava hoje em Maputo durante o Economic Briefing do Standard Bank, um evento público de análise à situação económica de Moçambique.

O país “não pode crescer sozinho” e “o Governo já entendeu a mensagem”, sublinhou, ao apontar a necessidade de captar investimento estrangeiro como chave para acelerar o desenvolvimento.

O Standard prevê taxas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,8% para este ano (descontando já o impacto da guerra na Ucrânia e riscos inflacionários globais), 3,7% no próximo, 4,1% em 2024 e 4,3% em 2025.

Moçambique não escapa ao contexto de escalada de preços a nível global, mas, segundo as previsões do Standard, terá ainda assim uma taxa de inflação “a um dígito” no final do ano, referiu Fáusio Mussa, graças ao controlo da política monetária – a contrapartida são taxas de juro altas, mas que só afetam parte da população, face a uma larga maioria pobre e muito sensível à inflação.

Assim, depois de um pico este ano, o Standard Bank prevê um recuo da inflação, com taxas de 9,4% (2022), 7,3% (2023), 6,5% (2024) e 5,9% (2025).

O economista-chefe do banco reiterou a importância de diversificar a economia para que Moçambique deixe de depender quase totalmente de um reduzido leque de produtos ou setores – como se perspetiva em relação aos megaprojetos de gás.

De acordo com o Banco Mundial, entre 62% a 63% da população moçambicana vive na pobreza e Bernardo Aparício, recém-empossado administrador-delegado do Standard Bank (em funções desde 01 de abril), orador no evento, apontou a criação de emprego em vários setores como solução.

O salto para “um país de rendimento médio” poderá acontecer com “uma estratégia que localize [no país] muita da produção do que é consumido em Moçambique, aumentando a industrialização”, referiu.

Só com a promoção do “resto da cadeia de valor” será criado “mais emprego”, captando a economia informal, em que vive a maioria da população.

O desafio “para todos os que estão nesta sala” é converter investimento direto estrangeiro em investimento que crie emprego, sublinhou o administrador-delegado.

Segundo referiu, “é fácil” estar nos grandes projetos, mas “existe oportunidade” de apostar nas cadeias de valor, onde estão as pequenas e médias empresas, cabendo à banca apoiar este “ecossistema”.

As previsões de hoje do Standard Bank dão uma nova perspetiva macroeconómica sobre o país, que conta com um Orçamento do Estado (OE) para 2022, aprovado em dezembro num contexto global diferente e com outros números.

O OE 2022 tem como pressupostos uma crescimento do PIB) de 2,9% e 5,3% de inflação média anual, números previstos antes de estalar a guerra com a invasão russa da Ucrânia.