Friday, April 17, 2026
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Estado vai arrecadar mais de 18,9 ME de dólares na venda de activos da Vale

Moçambique vai encaixar 18,9 milhões de dólares de mais-valias da venda dos ativos da brasileira Vale à indiana Vulcan, disse hoje em Maputo o ministro dos Recursos Minerais e Energia moçambicano.

Carlos Zacarias, que falava no final de um encontro entre o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, e representantes da Vulcan, avançou que as duas empresas e a Autoridade Tributária (AT) de Moçambique estão em negociações visando uma clarificação definitiva do valor a pagar ao Estado moçambicano pelo negócio.

“A Autoridade Tributária, o vendedor e o comprador estão em discussões para a clarificação do valor real a pagar”, destacou.

No âmbito da operação, a multinacional indiana vai realizar investimentos nas minas e componente logística que comprou da Vale, mantendo igualmente os postos de trabalho, acrescentou.

O ministro dos Recursos Minerais e Energia adiantou que o destino provável do carvão a extrair das minas será as fábricas de aço da Vulcan na Índia.

No final de abril, a Vale anunciou ter concluído a operação de venda de ativos na exploração de carvão em Moçambique à indiana Vulcan Minerals, um negócio de 270 milhões de dólares.

“A Vale comunica que concluiu no dia 25 de abril de 2022 o processo de transmissão responsável da operação de Moatize e do Corredor Logístico de Nacala para a Vulcan Resources, com base no acordo vinculativo da venda de ativos”, anunciado em dezembro, referiu a Vale Moçambique, numa nota à comunicação social.

As minas ficam situadas na província de Tete, centro de Moçambique, e, segundo a Vale, a transação obedeceu às condições definidas por lei.

A Vale esteve presente em Moçambique por 15 anos, tendo explorado a mina de Moatize e 912 quilómetros de ferrovia no Corredor Logístico de Nacala para o transporte de carvão.

No início de 2021 a empresa anunciou a pretensão de “desinvestir dos seus ativos de carvão” e apostar em “mineração de baixo carbono”.

Millennium bim regista aumento de 40,5% no resultado líquido de 2021

O banco moçambicano Millennium bim, detido maioritariamente pelo grupo BCP, registou um aumento de 40,5% no resultado líquido de 2021, de acordo com o relatório de contas consultado pela Lusa.

O resultado subiu de 5,3 para 7,4 mil milhões de meticais devido à “evolução favorável da margem financeira, das comissões líquidas e à mais-valia resultante da venda de 70% da participação no capital da Seguradora Internacional de Moçambique” à Fidelidade, lê-se no documento.

O banco destaca ainda a “redução da imparidade de crédito de 2,4 mil milhões de meticais para 300 milhões de meticais.

“Esta redução traduz a prudência que o banco teve em 2020 face a um contexto económico mais complexo, que essencialmente consistiu na penalização da rentabilidade e reforço da robustez do balanço”, refere-se no relatório.

Noutros indicadores, a instituição mantém “níveis confortáveis de solvabilidade, fixando-se em 44,8% em 2021 face a 43,9% no ano anterior”, ou seja, mais do triplo acima do mínimo regulamentar.

O banco destaca ainda que as plataformas de acesso móvel voltaram a ser “um canal de eleição dos clientes” com um aumento nas adesões de 36% a 267% dentro do leque de aplicações disponibilizadas.

O Millennium bim soma 1,8 milhões de clientes, 199 balcões e 2 500 colaboradores, sendo o principal dos três bancos sistémicos do sistema financeiro moçambicano (segundo a última atualização do banco central), seguido pelo BCI (da CGD e BPI) que em 2021 quase duplicou o resultado líquido.

O Standard Bank, terceiro banco estrutural do sistema registou uma queda de 9,8% no resultado líquido.

A economia moçambicana cresceu 2,16% em 2021, depois de uma contração de 1,28% em 2020.

BM Preocupada em Acelerar Digitalização do Sistema de Pagamentos

Banco de Moçambique (BM) está a elaborar uma visão do Sistema Nacional de Pagamentos (SNP), um instrumento que, entre vários aspectos, deverá conter as acções para acelerar a digitalização de todo o sistema de pagamentos.

Gertrudes Tovela, administradora do Banco de Moçambique, citada pelo Notícias, considera que a instituição tem, nos últimos anos, levado a cabo várias acções que visam modernizar o sistema de pagamentos no país.

Em Moçambique, cabe ao Banco de Moçambique, na qualidade de banco central, implantar padrões de superintendência aplicáveis às infra-estruturas de mercado financeiro, bem como regular o SNP, através de diversos normativos, conceder autorização para a constituição e funcionamento dos diversos operadores de pagamentos, bem como os seus produtos e serviços.

Gertrudes Tovela é citada numa das mais recentes publicações do Banco Central a considerar que a eclosão da pandemia do covid-19 trouxe consigo desafios para todos e acredita-se que está a servir para testar os sistemas de pagamento a nível mundial.

Acrescentou que a pandemia trouxe à vista a necessidade do desenvolvimento de sistemas modernos que privilegiem a automatização e digitalização das transacções financeiras, envolvendo o Governo, instituições de crédito e sociedades financeiras e os consumidores financeiros, necessidade esta que já é parte dos projectos do Banco de Moçambique e do Governo com vista à modernização do SNP.

“Podemos afirmar que a Covid-19 elevou o nível dos pagamentos digitais, mormente no tocante às transferências electrónicas de fundos, tais como pagamentos online, carteira móvel e apps (aplicativos). Com a Covid-19, houve uma necessidade de dar maior primazia aos pagamentos electrónicos, para reduzir o contacto entre pagadores e receptores de pagamentos”, referiu.

Gertrudes Tovela referiu-se também à Estratégia Nacional de Inclusão Financeira (ENIF 2016- 2022) que está na sua fase derradeira: “a aferição que se faz do grau de implementação do plano de acções da ENIF é boa, a avaliar pelo nível de cumprimento das metas globais”.

Sustenta que no que se refere ao planificado, do total das 54 acções estabelecidas na estratégia 17 acções (31,5%) foram realizadas, 21 acções (38,9%) encontram-se em curso, 4 acções (7,4%) ainda não foram iniciadas e 12 acções (22,2%) são de carácter permanente.

Quanto ao nível de envolvimento dos sectores intervenientes, pode-se classificar como bom, tendo em conta que a maior parte das instituições tem vindo a participar de forma activa na implementação das acções estabelecidas pela ENIF 2016-2022, o que é possível avaliar através do ponto de situação que é apresentado, regularmente, nos grupos e subgrupos de trabalho do CNIF.

A administradora do Banco de Moçambique admite, no entanto, que permanecem alguns desafios para a instituição que dirige, na qualidade de Unidade Técnica de Implementação da Estratégia, no que tange ao comprometimento de todas as instituições intervenientes para assumir as responsabilidades sobre as acções para as quais lhe foi incumbido o dever de executar, no período de vigência da ENIF.

“Outro desafio da ENIF é concretizar a meta global de, até 2022, 75% da população ter acesso aos serviços financeiros a menos de 5km do local de residência ou trabalho”, apontou.

Dificuldades de segurança podem contribuir para crescimento do mercado do gás

Os recursos de gás de Moçambique têm potencial para atender a demanda regional e internacional de gás, no entanto, atrasos no desenvolvimento de projetos de gás devido à instabilidade política no país da África Austral continuam a restringir a expansão do mercado.

O crescimento do mercado de gás de Moçambique em 2022 em diante será um divisor de águas para o mercado de hidrocarbonetos da África e ajudará a definir o continente na trajetória para se tornar um centro global de energia, de acordo com as perspectivas do primeiro trimestre de 2022 da Câmara Africana de Energia (AEC), The State da Energia Africana.

Em um momento em que a produção de gás em toda a África precisa aumentar para atender à crescente demanda de energia, fatores como financiamento inadequado em novas atividades de E&P e diminuição da produção em projetos legados estão desafiando a capacidade dos países africanos produtores de hidrocarbonetos de expandir a produção de gás.

No entanto, projetos e investimentos de grande escala feitos em Moçambique – com suas reservas de 100 trilhões de pés cúbicos – podem ajudar a expandir o mercado de gás da África.

Os níveis de oferta versus demanda entre 2022-2025 sugerem que há oferta suficiente de Gás Natural Liquefeito (GNL) para atender à crescente demanda à medida que novos projetos entram em operação em 2022, como o projeto Coral Floating Liquefied Natural Gas (FLNG) em Moçambique, afirma o Outlook da AEC .

O Coral FLNG, composto por cerca de 450 mil milhões de metros cúbicos de gás no Campo Coral Sul na Área 4 na Bacia do Rovuma ao largo da costa de Moçambique, permitirá ao país da África Austral produzir 3,4 milhões de toneladas por ano (mtpa) de gás para exportação para a Europa e Ásia em 2022.

Adicionalmente, o projeto Mozambique LNG de 12,8 mtpa da TotalEnergies e o projeto Rovuma LNG de 15,2 mtpa da Eni e ExxonMobil têm potencial para transformar o mercado regional de gás, posicionando Moçambique como um exportador de gás altamente competitivo. Apesar de ambos os projetos terem sido adiados,

De acordo com o Energy for Growth Hub, o gás de Moçambique pode trazer $ 50 bilhões em investimentos estrangeiros e permitir que o governo obtenha $ 95 bilhões em receitas nos próximos 25 anos com as políticas e investimentos corretos, bem como ambientes políticos atraentes de capital.

Moçambique também pode utilizar as suas reservas de energia para reduzir a pobreza energética, uma vez que a percentagem da sua população que vive sem acesso a energia fiável continua a aumentar de 19,6 milhões em 2007 para mais de 21 milhões em 2017, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

“As reservas de gás de Moçambique têm potencial para resolver a pobreza energética em toda a região da África Austral, ajudando os países vizinhos como o Zimbabué, o Botswana, o Malawi e a África do Sul a satisfazer as necessidades de gás. No entanto, a instabilidade política no país e a falta de investimento em infraestruturas facilitadoras terão de ser abordadas para que Moçambique se torne um dos 10 maiores exportadores globais de GNL”, afirmou NJ Ayuk, Presidente Executivo da AEC.

Apesar de possuir vastas reservas de gás, o progresso de Moçambique no desenvolvimento e monetização continua lento. Isso destaca uma necessidade crescente de o governo estabelecer um ambiente político propício que permita que investidores e grandes empresas internacionais participem do mercado.

A este respeito, a cimeira anual de investimento da AEC, a African Energy Week (AEW), que terá lugar na Cidade do Cabo de 18 a 21 de outubro de 2022, discutirá medidas que o governo de Moçambique pode implementar para acelerar o desenvolvimento da sua indústria de gás .

A AEW 2022 irá acolher painéis de discussão e reuniões de alto nível sobre o papel da indústria de gás de Moçambique na abordagem da pobreza energética em todo o continente africano e como o país pode estabelecer um regime de capital atractivo para impulsionar o seu mercado.

“País Não Vai Renunciar à Exploração de Carvão Por Enquanto” – MIREME

O Governo moçambicano descarta, por enquanto, a possibilidade de renunciar à exploração de carvão mineral no país, no âmbito da transição energética preconizada pelas Nações Unidas para responder às metas da redução das emissões até 2030.

Esta posição foi defendida recentemente, em Maputo, pelo secretário permanente do Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME), Teodoro Vales, num seminário intitulado “Desafios e oportunidades para promover uma transição energética inclusiva em Moçambique”.

De acordo com a publicação do Notícias, o MIREME explica a sua posição afirmando que o carvão é o maior contribuinte para equilibrar a balança de pagamentos e fonte crucial de receitas para a economia.

“Fala-se muito da renúncia ao carvão. Porém, o carvão é, nesta altura, o principal contribuinte para a balança de pagamentos e, em segundo lugar, temos as areias pesadas. Por isso, não podemos renunciar a estas fontes de um dia para o outro, pois é necessário que tenhamos condições para o efeito”, disse Teodoro Vales.

Desta feita, o Executivo entende que a transição deve ter sempre em conta as condições existentes no país, apesar do seu peso político e económico. Aliás, é preciso notar que cerca de 60 por cento da população ainda não tem acesso à energia, além de outros desafios ligados ao desenvolvimento que Moçambique enfrenta.

No entanto, assegura que existem outras acções de mitigação em curso no contexto da transição no país, mais viradas para o desenvolvimento de sistemas não poluentes na matriz energética.

Nestes sistemas, destacam-se as energias renováveis, incluindo as centrais hidroeléctricas, bem como outros combustíveis fósseis menos poluentes, como o gás natural. O Governo também estabeleceu a meta de produzir 600 MW de energia até 2024, dos quais 400 MW serão produzidos a partir de gás natural e 200 MW na base solar, eólica e hídrica.

Por sua vez, a Câmara de Petróleo e Gás de Moçambique, representada por Florival Mucave, entende que a transição dos combustíveis fósseis para as energias renováveis é um imperativo global.

A Câmara defende que o país deve discutir amplamente o tema de transição energética, juntando o Governo, o sector privado e a sociedade civil, para produzir uma visão concertada a levar para a próxima cimeira sobre o clima, a ter lugar este ano no Egipto.

Excesso de Liquidez Leva TotalEnergies a Apontar a Aquisições no Sector do GNL com Retoma em Moçambique no Horizonte Próximo

A TotalEnergies acredita que chegou o momento de fazer aquisições nos sectores do gás natural, electricidade e energias renováveis, embora não tenha objectivos específicos em mente.

A “supermajor” francesa tem, por esta altura, e fruto da subida dos preços do gás natural dos mercados, um excesso de liquidez e, embora também tenha já anunciado os dividendos aos accionistas, está nesta altura a estudar formas de aumentar a sua exposição aos sectores de rápido crescimento do mercado energético, nomeadamente novas explorações de GNL e renováveis.

E foi isso mesmo que o CEO da empresa, Patrick Pouyanné, confirmou publicamente na semana passada: “Consideramos que esta poderá ser uma oportunidade para acelerar a transição energética, através do acesso a alguns negócios contra-cíclicos”, assinalou.

“Se nos movermos, será principalmente nos campos de GNL e/ou electricidade e no mercado das renováveis”, disse, advertindo que “não está prevista uma aquisição de grande escala”, até porque, assinalou não é “um grande fã de fusões e aquisições demasiado grandes (porque) a integração é importante”.

E destacou alguns processos de integração que decorreram, segundo o gestor, “com sucesso”, ao longo dos últimos sete anos, como a da Maersk Oil e a dos activos moçambicanos da Anadarko Petroleum, garantindo na altura, a maioria do capital da concessão da Área 1 da Bacia do Rocuma.

Depois, deixou  uma promessa para o curto e médio prazos: “Haverá notícias nos próximos meses, devemos ser pacientes”, disse Pouyanné, salientando ao mesmo tempo que “talvez dentro de duas semanas, surgirão algumas outras notícias para explicar como iremos assegurar o crescimento do GNL da nossa carteira”.

Falando durante o webcast de apresentação de resultados do primeiro trimestre da empresa, Pouyanné garantiu, de resto, que “não há nada de específico, apenas a vontade da administração de utilizar parte destes fluxos de caixa excepcionais para acelerar a nossa estratégia de acordo com o que dissemos anteriormente”.

O bloco Área 1 da Bacia do Rovuma é operado pela Total E&P Mozambique Area 1 Ltd, com uma participação de 26,5%, a ENH Rovuma Área Um, subsidiária da estatal Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, com 15%, Mitsui E&P Mozambique Area1 Ltd. (20%), ONGC Videsh Ltd. (10%), Beas Rovuma Energy Mozambique Limited (10%), BPRL Ventures Mozambique B.V. (10%), and PTTEP Mozambique Area 1 Limited (8,5%).

Os projectos de gás natural da bacia do Rovuma, norte do país, conheceram um revés em Março de 2022, quando a petrolífera francesa evocou a cláusula de “força maior” para suspender o seu investimento de mais de 23 mil milhões de dólares, o maior em África, na sequência de ataques armados na região.

Governo vê na subida do gás oportunidades de investimentos

Governo vê o aumento dos preços do gás como uma oportunidade para projectos acelerados, disse o ministro da Economia e Finanças, Max Tonela, numa entrevista realizada na semana finda em Washington, nos Estados Unidos da América.

Moçambique planeia estabelecer um fundo soberano de riqueza no final deste ano, uma vez que se prepara para iniciar as exportações de gás natural que, segundo o Governo, poderá gerar 96 mil milhões de dólares de receitas para a terceira nação mais pobre do mundo.

Segundo o ministro da Economia e Finanças, Max Tonela, para garantir o sucesso do plano, há necessidade de o país assegurar que a governação do fundo seja suficientemente robusta.

As autoridades estão em vias de finalizar o projecto de legislação que irá reger a gestão do fundo, acrescentou o ministro numa entrevista realizada, na semana finda, em Washington.

Segundo escreve o jornal Further África, o Governo espera que o fundo esteja operacional antes que as primeiras exportações de gás natural liquefeito de Moçambique comecem a fluir até Outubro a partir de um projecto offshore que a Eni SpA está a desenvolver.

O Banco Africano de Desenvolvimento publicou, em Outubro de 2020, uma proposta de modelo para o fundo, o qual, segundo a instituição, iria acumular poupanças e contribuir para a estabilidade fiscal quando os preços das mercadorias flutuam. Ao abrigo deste plano, metade das receitas do Estado deveria ir para o fundo e o resto para o orçamento do Governo durante as duas primeiras décadas de produção de gás natural liquefeito.

Desde então, os dois maiores projectos de exportação desenvolvidos pela TotalEnergies SE e pela ExxonMobil Corporation estagnaram devido a uma insurgência estatal islâmica, enquanto os preços do combustível subiram desde que a Rússia invadiu a Ucrânia.

A TotalEnergies deverá retomar o seu projecto de 20 mil milhões de dólares para produzir 13,1 milhões de toneladas de GNL anualmente até ao final do ano, uma vez que a situação de segurança melhorou na província de Cabo Delgado, onde está sediada, disse Tonela. A ExxonMobil deverá estar pronta para tomar uma decisão final de investimento no seu projecto ainda maior assim que a TotalEnergies levante a força maior do seu trabalho, disse.

Índice de Robustez Empresarial desce em Moçambique

O Índice de Robustez Empresarial criado pela CTA – Confederação das Associações Económicas de Moçambique recuou de 29% para 27% no primeiro trimestre de 2022, anunciou a associação empresarial.

A contração reflete “o efeito combinado” das calamidades naturais, a subida da inflação e o aumento de custos de matérias-primas (petróleo, trigo e óleo alimentar), “em grande parte explicado pelas distorções causadas pelo conflito entre Rússia e Ucrânia”, lê-se numa nota da CTA consultada hoje pela Lusa. Do lado positivo, os empresários destacam o alívio de restrições relacionadas com a covid-19.

Ao nível dos componentes do índice, o indicador de emprego evidenciou um abrandamento (de 125,9 para 115 pontos) entre o quarto trimestre de 2021 e o primeiro deste ano.

Obter emprego em Moçambique passou a ser “relativamente mais difícil no primeiro trimestre de 2022 e, por outro lado, as empresas moçambicanas mostraram-se mais dispostas a contratar trabalhadores temporários do que trabalhadores permanentes”.

Standard Bank obteve lucro de 5 mil milhões de Meticais em 2021

O Standard Bank alcançou um lucro de cinco mil milhões de Meticais em 2021, cerca de nove por cento abaixo do alcançado no ano de 2020.

Com o resultado líquido, o banco diz continuar sólido, mesmo com a sua suspensão no mercado cambial interbancário, o recuo da Total no projecto de gás da Bacia do Rovuma e os efeitos da COVID-19 na economia nacional.

“Este resultado líquido permitiu-nos atingir o retorno aos accionistas dos capitais próprios de cerca de 16.6 por cento. Consideramos que este resultado, de modo geral, é bastante positivo face aos impactos que tivemos em 2021, em termos da pandemia e do impacto que a mesma teve na economia, quer na linha de receitas, quer a de custos”, disse o administrador delegado do Standard Bank, Bernardo Aparício.

No que toca à sua suspensão do mercado cambial interbancário, a instituição financeira esclarece que continua a trabalhar no sentido de convencer o banco central a regressar.

“Já lá vão nove meses. O que foi levantado foi a suspensão de nós fazermos operações com os clientes e não nos foi levantada a suspensão no interbancário, essa continua a decorrer, na altura anunciaram 12 meses e esperamos que seja isso”, avançou Aparício.

O administrador-delegado explicou ainda que a instituição financeira tem estado a trabalhar com o Banco de Moçambique para resolver todos os problemas que foram identificados.

O Standard Bank apresentou, esta quinta-feira, os seus resultados financeiros do ano 2021.

Empresários Moçambicanos e do Botsuana Trocam Experiências Sobre Oportunidades de Negócios

A Câmara de Comércio de Moçambique considera de importante a criação de condições para a troca de experiências viradas para a economia entre os empresários moçambicanos e do Botsuana.

A ideia foi defendida recentemente por Álvaro Massingue, presidente da Câmara de Comércio de Moçambique, depois da assinatura de acordos de cooperação, nas áreas de mineração, energia, petróleo, Turismo e Agro-negócios, com a sua congénere do Botsuana.

Falando à margem do Fórum sobre questões de comércio e investimento entre Moçambique e Botsuana, Álvaro Massingue disse que os acordos vão facilitar os negócios entre os empresários dos dois países.

Já os Governadores das províncias de Cabo Delgado e Maputo, Valige Tuabo e Júlio Paruque, respectivamente, indicaram as áreas de recursos minerais, agricultura, transportes e comunicações, como as ilegíveis de cooperação entre aquele país e as suas províncias.

Valige Tuabo e Júlio Paruque, governadores das províncias de Cabo Delgado e da Província de Maputo que integraram na comitiva presidencial na recente visita de Estado de Filipe Nyusi a Botsuana.