Friday, April 17, 2026
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Novo Terminal da DP World Aumenta Eficácia Nas Exportações de Citrinos

A DP World em Maputo processou com êxito a primeira exportação de citrinos refrigerados da safra de 2022. Através de uma combinação de novas soluções, incluindo um serviço de navegação directa, a DP World em Maputo provou ser o canal ideal para a indústria citrícola sul-africana que exporta para o Médio Oriente e o Sudeste Asiático.

A região sul-africana de cultivo de citrinos, situada a sul da fronteira de Moçambique e que, numa safra de seis meses, produz mais de 50 000 contentores de 40 pés, tornou-se na segunda maior exportadora mundial de citrinos em 2020.

Desde que obteve a concessão para gerir, desenvolver e operar o terminal de contentores no Porto de Maputo, de acordo com um comunicado, a DP World em Maputo tem procurado fornecer soluções de exportação eficientes aos clientes de Moçambique e dos mercados vizinhos.

Graças à eficiência das operações portuárias, tempos de espera insignificantes e redução de custos para os clientes que utilizam a rota, a DP World em Maputo proporciona aos clientes do interior da África Austral um terminal eficiente e fiável, promovendo o desenvolvimento económico na região.

Para Christian Roeder, CEO da DP World em Maputo, encontrar formas eficientes de exportar os produtos frescos de grande procura, como os citrinos, tem sido uma das prioridades máximas no Porto de Maputo.

“Os fruticultores da África Austral estão a descobrir as vantagens de tempos de trânsito mais curtos através das nossas soluções logísticas seguras, eficientes e integrais. Isto significa uma redução significativa de tempo e dinheiro para os agricultores locais com melhor exposição aos mercados internacionais”, finalizou.

Vale conclui a venda de Moatize à Vulcan

A empresa mineira brasileira Vale concluiu a operação de venda de activos na exploração de carvão em Moçambique à indiana Vulcan Minerals, um negócio de 270 milhões de dólares, anunciou esta terça-feira, 26 de Abril, a companhia.

“A Vale comunica que concluiu no dia 25 de Abril de 2022, o processo de transmissão responsável da operação de Moatize e do Corredor Logístico de Nacala para a Vulcan Resources, com base no acordo vinculativo da venda de activos”, anunciado em Dezembro, referiu a Vale Moçambique, numa nota à comunicação social.

As minas ficam situadas na província de Tete, centro do país, e, segundo a Vale, a transação obedeceu às condições definidas por lei, entre as quais as “aprovações dos governos de Moçambique e do Maláui”.

Segundo a nota da mineradora, as duas empresas vão continuar a colaborar na “implementação de sistemas, processos e procedimentos, para garantir a continuidade das operações”.

A Vale esteve presente em Moçambique por 15 anos, tendo explorado a mina de Moatize e 912 quilómetros de ferrovia no Corredor Logístico de Nacala para o transporte de carvão.

No início de 2021 a empresa anunciou a pretensão de “desinvestir dos seus ativos de carvão” e apostar em “mineração de baixo carbono”.

A Vulcan é uma empresa privada indiana que faz parte do Jindal Group, com um valor de mercado de 18 mil milhões de dólares, e que já está presente em Moçambique, operando a mina Chirodzi, localizada também na região de Tete.

Botswana passa a exportar carvão via Porto de Maputo

O PORTO de Maputo passou a ser uma das rotas para a exportação de carvão mineral extraído no Botswana, com a chegada, ontem, do primeiro comboio de 40 vagões com duas mil toneladas deste tipo de mercadoria.

A exportação desta carga constitui a materialização dos acordos alcançados nas conversações havidas entre os presidentes de Moçambique, Filipe Nyusi, e do Botswana, Mokgweetsi Masisi, no quadro da visita que o estadista moçambicano efectuou, há dias, a este país da África Austral.

Em declarações prestadas ao “Notícias”, momentos após a chegada do comboio, Augusto Abudo, director executivo dos CFM-Sul, explicou que a locomotiva chegou a Maputo depois de percorrer cerca de 1400 quilómetros, divididos entre o Botswana, Zimbabwe e Moçambique.

Em território nacional, o comboio percorreu cerca de 500 quilómetros, a partir da fronteira de Chicualacuala, na província de Gaza.

A carvão que ontem chegou ao Porto de Maputo foi extraído da mina de Morrupule, na região mineira de Palapye, no Bostwana.

A ideia, segundo Augusto Abudo é, numa primeira fase, os exportadores tswanas passarem a transportar por Maputo 32 mil toneladas de carvão mineral por mês, o equivalente a uma média de quatro comboios por semana.

TotalEnergies e Shell planejam perfuração de exploração offshore na África do Sul

A TotalEnergies e a Shell estão considerando perfurar poços de exploração de petróleo na costa sudoeste da África do Sul, informou a Bloomberg News.

A medida ocorre meses depois que duas tentativas anteriores de realizar pesquisas sísmicas na costa do país enfrentaram desafios legais.

A SLR Consulting foi contratada para realizar uma avaliação ambiental para o programa de exploração proposto.

No aviso, visto pela Bloomberg, a SLR disse que a TotalEnergies está buscando comentários de empresas “interessadas e afetadas”. Convidou também as empresas potenciais a participar em reuniões públicas sobre o programa proposto.

A SLR disse: “O principal objetivo da fase de pré-candidatura é fornecer notificação inicial às partes interessadas e, especificamente, identificar e desenvolver o banco de dados das partes interessadas para o projeto”.

A TotalEnergies planeja realizar a perfuração de exploração em um poço na área. Com base na perfuração bem-sucedida, o trabalho incluirá mais quatro poços.

Em nome da TotalEnergies, foi emitido um aviso em três idiomas na África do Sul. Incluiu um plano de exploração detalhado para uma parte de 10.000 km² de um bloco, na costa entre a Cidade do Cabo e o Cabo das Agulhas.

Localizado entre 60km e 170km da costa, o bloco cobre lâminas d’água que variam de 700m a 3,2km.

A Petroleum Oil and Gas Corp. do governo da África do Sul é parceira no programa proposto.

Em 2019 e 2020, a TotalEnergies anunciou duas descobertas de condensado de gás na costa sul-africana.

Em um anúncio separado em Moçambique, o Société Générale (SocGen) foi selecionado pela Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) de Moçambique como o consultor financeiro para o seu plano de refinanciamento de uma participação no Gás Natural Liquefeito Flutuante (GNL) de US$ 7 bilhões, liderado pela Eni. projeto, informou a Bloomberg News.

A medida surge no momento em que a entidade estatal moçambicana pretende capitalizar os preços crescentes do gás, que aumentaram desde a invasão da Ucrânia pela Rússia.

O Ministro das Finanças de Moçambique, Max Tonela, disse: “Agora é mais atractivo para eles e menos arriscado estar envolvido.

“Agora, a ENH tem mais capacidade de angariar financiamento para desempenhar o seu papel de concessionária.”

O projeto Coral, localizado na costa norte de Moçambique, está previsto para iniciar a produção em outubro de 2022.

No início deste mês, a TotalEnergies anunciou que concordou em colaborar com a Sempra Energy nas exportações de GNL para ajudar a reduzir a dependência da Europa da energia russa.

Governos vão estudar gasoduto que ligue Moçambique ao Malawi

Moçambique e Malawi vão estudar a possibilidade de construir um gasoduto que ligue as reservas do Rovuma, ao largo de Cabo Delgado, até ao território malauiano, anunciaram ontem os dois países num comunicado conjunto.

“As delegações dos dois países acordaram analisar a possibilidade da construção de um gasoduto do Rovuma ao Maláui para a importação de gás de Moçambique” por aquele país vizinho, do interior de África, lê-se no documento consultado pela Lusa.

O comunicado inclui as decisões tomadas durante a visita do chefe de Estado do Malawi, Lazarus Chakwera, a Moçambique, entre quinta-feira e domingo. A visita decorreu numa altura em que o Malawi é um dos países que apoia o combate ao terrorismo em Cabo Delgado no âmbito da missão militar da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

Além do gasoduto, e ainda no capítulo da energia, os dois países acordaram “negociar um possível joint venture para o desenvolvimento de uma barragem hidroelétrica nas quedas de Zoa”, no rio Ruo, que estabelece a fronteira entre os dois países, “com a capacidade de 41 megawatts”.

Moçambique obteve ainda luz verde do Malawi para o desenvolvimento da mini-hídrica de Berua de 1,9 megawatts para a partilha pelas populações de Milanje em Moçambique e Thyolo no Maláui.

Houve também acordo quanto à proposta do Maláui de iniciar a negociação com Moçambique sobre “o estabelecimento de um corredor diplomático de dados na Internet, para permitir que o Maláui se ligue ao cabo de fibra ótica em Moçambique”.

No âmbito da cultura e da língua, o comunicado conjunto refere a decisão de “introduzir o ensino da língua portuguesa junto dos malauianos e a formação de diplomatas do Maláui numa universidade diplomática em Moçambique”.

O Maláui partilha a maior extensão das suas linhas de fronteira com o norte e centro de Moçambique, país que lhe permite o acesso ao oceano Índico para acesso a mercadorias e a partir do qual obtém parte da energia que consome.

Porto de Maputo investe dois milhões de dólares para reabilitar área de acesso para pesados

O Porto de Maputo vai iniciar, na próxima semana, as obras de requalificação do Portão 1, de acesso a pesados, orçadas em mais de dois milhões de dólares americanos, que inclui todas as obras de requalificação da cintura portuária.

O projecto surge no âmbito da assinatura de um memorando de entendimento entre a Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC) e o Conselho Municipal de Maputo, em Agosto de 2020, com o objectivo de realizar diversas obras de infra-estrutura com vista a reabilitar, organizar, dinamizar e requalificar a cintura portuária.

Segundo o jornal Domingo, as obras iniciaram no último trimestre de 2020 com a requalificação da cintura portuária ao longo da Av. Mártires de Inhaminga e a construção de um terminal rodoviário na Av. Zedequias Manganhela para a alocação dos autocarros que antigamente congestionavam a Praça dos Trabalhadores.

As obras estão a entrar na fase conclusiva com a requalificação do acesso para camiões de carga e descarga, na zona adjacente ao bairro Luís Cabral.

Trata-se de uma obra que irá ajudar não só a mitigar problemas de congestionamento na N4, como proporcionar melhores condições de trabalho aos camionistas que acedem ao porto.

Refira-se que, no próximo mês, o Porto de Maputo apresentará publicamente o seu novo plano-director que prevê, entre outros, um aumento da capacidade de manuseamento dos actuais 32 para 42 milhões de toneladas por ano.

Moza assina acordo para financiamento de empreendimentos rurais com Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural

O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural através do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e o Moza Banco acabam de assinar um Contrato para Gestão de um Fundo do Projecto de Financiamento de Empreendimentos Rurais (REFP) até – Setembro de 2024.

Trata-se de um projecto cujo objectivo é contribuir para a melhoria da subsistência dos agregados familiares nas zonas rurais, bem como aumentar a disponibilidade de acesso e uso ajustável – acessíveis, inovadores e adequados – de serviços financeiros sustentáveis e inclusivos, bem como de serviços de apoio técnico.

Para atingir os objectivos traçados o projecto será implementado através de três componentes técnicas, com destaque para a componente do acesso melhorado aos serviços financeiros adaptáveis para empreendedores rurais, composto por um Programa de Promoção de Graduação, Inovação e Expansão, um Fundo de Mobilização de Investimento e uma Linha de Crédito, toda sob Gestão do Moza.

Depois da assinatura do contracto, Avelino Jeque, o Director da Banca de Investimentos Internacional do Moza Banco, garantiu Rigor, Transparência, Integridade e Ética na gestão dos fundos recebidos, “e uma gestão prudencial alinhada com as melhores práticas, princípios e valores, subjacentes à forma de estar e de actuação do Moza Banco. É nosso objectivo, enquanto Banco de moçambicanos e para moçambicanos, com profundo conhecimento da realidade local, desempenhar um papel activo no desenvolvimento do País, colaborando com as diversas entidades, e em particular com o Governo da República de Moçambique a todos os níveis em prol deste desiderato”, finalizou Jeque

Por sua vez, o coordenador do Projecto de Financiamento de Empreendimentos RuraisRufino Duvane, defendeu que a assinatura do contracto com o Moza Banco como gestor de fundos do Projecto de Financiamento de Empreendimentos Rurais (REFP), constitui um grande passo para a materialização dos objectivos do projecto, que permitirão o alcance da principal meta que é o acesso de serviços financeiros pêlos empreendedores rurais, “por isso, gostaríamos de endereçar os nossos parabéns a equipa do REFP, a direcção do MADER  e ao Moza Banco. Esperamos que a curto prazo, os resultados decorrentes deste contracto possam ser alcançados e com a convicção e a certeza de que o Moza Banco saberá levar este barco a bom porto”.

O representante do Moza Banco saudou igualmente o Governo e demais parceiros pelo seu compromisso e pela sua visão consubstanciada pela forte aposta nesta componente e que já apresenta resultados concretos e animadores, “esperamos que o Projecto de Financiamento de Empreendimentos Rurais seja mais um ganho irreversível neste domínio”.

CASP XVII: o que significa para a economia nacional?

O que é CTA? O que é CASP? E o que significam para o crescimento económico do país? Estas são as curiosidade que o Profile pretende decifrar através deste artigo. O desenvolvimento económico de uma sociedade passa pelo engajamento dos agentes económicos, sendo muito proeminentes os empresários que movem a indústria produzindo riqueza. No entanto, para que tal ocorra é necessário que se crie condições sociais e políticas viradas à agenda de crescimento económico, como leis, decretos, programas governativos.

CTA

É neste contexto que aquando das reformas ocorridas no âmbito do Programa de Reabilitação Económica (PRE), com o objectivo de transição de uma economia planificada para a de livre mercado, é criado um programa que visava privatizar as empresas públicas. Contudo, estas mudanças não foram totalmente eficazes porque não estavam criadas condições suficientes para alimentar a transição, várias leis criadas no âmbito da economia planificada do país prevaleceram por mais anos e se colocam muitos obstáculos para a actividade empresarial.

Constatando estas e outras dificuldades da classe empresarial moçambicana, é criada em 1996 a CTA que era sigla para Comissão de Trabalho das Associações e funcionava como um fórum para coordenar a interacção entre o Estado e as empresas, promovendo o empreendedorismo e um ambiente de negócios melhorado. Ademais, três anos mais tarde a Comissão passa a ser entendida como Confederação das Associações Económicas de Moçambique, porém, mantendo a sigla CTA tal como ocorre até aos dias de hoje.

CASP

Se a CTA foi criada para representar os interesses e servir de plataforma da para o sector privado diante do Governo e da Sociedade, é óbvia a necessidade de criação de uma plataforma específica de comunicação entre as partes. É neste sentido que desde a criação da CTA tem havido um diálogo anual, não obstante alguns adiamentos devido a circunstâncias adversas como a recente educação adiada desde 2020 devido à Covid-19.

De acordo com documento da Associação de Comércio, indústria e Serviços de Moçambique (ACIS Moçambique) publicado em 2017, a primeira Conferência Anual do Sector Privado (CASP) teve lugar em 1995 e sempre decorreu com a presença de uma representação do governo ao mais alto nível, ou seja, com o Presidente da República. Entretanto, paralelamente decorrem também, em função das agendas, fóruns regionais do sector privado juntando representações do governo e as associações económicas a nível das regiões Centro, Sul e Norte sob organização da CTA.

As conferências anuais são sempre organizadas sob um lema e sob a identificação de um problema ou desafio específico que se pretende resolver e servem de espaço de partilha de opiniões sobre as possíveis saídas desses problemas. O governo, por sua vez, apresenta na conferência a sua percepção ou postura em relação às ideias propostas ou em relação aos próprios desafios que vislumbram.

O que esperar das reuniões como a CASP XVII?

A CASP XVII realizada entre 30 de Março e 1 de Abril últimos teve como lema “Transformar o ambiente de negócios para a recuperação económica” e juntou mais de mil participantes na cidade de Maputo.

O presidente da CTA, Agostinho Vuma publicou na sua conta da rede social Twitter que a CASP XVII “realizou-se num momento em que renascem as expectativas de uma retoma. Retoma que é impulsionada pelo mais recente anúncio do FMI, o que faz renascer a esperança de maior competitividade e desenvolvimento da nossa economia”. A posição de Vuma toma relevância num contexto em que o país recupera-se do efeitos gravosos da pandemia e dos sete anos sem apoio do FMI à economia nacional.

É neste sentido que as conversações da conferência em si, assim como os contactos posteriores entre todos os intervenientes do evento, fazem-se cada vez mais promissores de um ambiente de negócios próspero e capaz de responder aos desafios socioeconómicos do país.

EXPO Dubai: retrospectiva da participação de Moçambique

A Exposição Internacional de Dubai 2020 decorrida entre 1 de Outubro de 2021 e 31 de Março de 2022 foi recentemente o maior evento de intercâmbio mundial, juntando homens de negócios, artistas e intervenientes de diversos sectores de actividade e Dubai, a capital dos Emirados Árabes Unidos.

O evento estabeleceu um frente-a-frente que abordou cultura, tecnologia, política e negócios, reunindo mais de 200 intervenientes incluindo países, inovadores, ONG, empresários, criativos e universidades numa partilha de experiências. Com o lema “Conectar Mentes, Criar o Futuro”, a Expo 2020 é organizada e projectada para apresentar perspectivas de convivência humana no futuro em três pontos-chave que sugerem respectivos pavilhões: a sustentabilidade, a mobilidade e as oportunidades de exploração das potencialidades de todos.

O evento, que teve curso com um ano de atraso decorrente das exigências restritivas da Covid-19, comportou pavilhões de exposição de diversos países e respectivos dias nacionais. A participação de Moçambique foi organizada a nível do Governo que, para este efeito, criou o Comissariado Geral para a Expo Dubai 2020 (COGEDU). Esta entidade foi tutelada pelo Gabinete do Primeiro-Ministro e foi responsável pela execução das directrizes definidas pelo governo nas actividades da exposição que se estruturam em quatro pilares: energia, agricultura, turismo e infra-estruturas.

No dia 7 de Fevereiro (2022), celebrou-se o dia de Moçambique no evento, que contou com a direcção do Primeiro-Ministro Carlos Agostinho do Rosário. Na abertura da celebração, destacaram-se a içada da bandeira de Moçambique no pavilhão, a entoação do hino nacional e a actuação dos artistas moçambicanos Valdemiro José, Onésia Maholove e Mr. Kuka. Ainda no dia de Moçambique, teve curso o Fórum de Negócios Moçambique-EAU que contou com a presença de autoridades e empresários de Moçambique e dos Emirados Árabes Unidos que tiveram a oportunidade de apresentar suas potencialidades e projectos de negócios.

Ao fim deste fórum, Moçambique sai com grandes perspectivas de estreitamento da cooperação económica com os Emirados Árabes Unidos. Em seu discurso de despedida, o Primeiro-Ministro garantiu aos empresários a criação de uma “task force” dos ministérios ligados às áreas de interesse dos empresários árabes, encabeçada pela Agência de Promoção de Investimentos e Exportações (APIEX) com o fim de tornar flexível a materialização dos interesses manifestados no Fórum.

Moçambique espera comercializar 17 milhões de toneladas na nova campanha agrícola

O Governo moçambicano espera comercializar 17 milhões de toneladas de produtos na campanha agrícola 2021/2022, anunciou ontem o chefe de Estado, Filipe Nyusi.

“Não nos vamos humilhar importando aquilo que podemos produzir e bem”, disse o chefe de Estado moçambicano, no lançamento da campanha agrícola 2021/2022 em Marracuene, na província de Maputo.

Dos 17 milhões de toneladas de produtos que Moçambique espera comercializar, a previsão é que 45% correspondam a raízes e tubérculos, 21% de cereais, 13% de hortícolas, 11% de leguminosas, além de outros produtos.

“Caros agricultores, há que intensificar o cultivo da batata e da cebola. Não só por ser um negócio com mercado seguro, mas este exercício vai equilibrar a nossa balança comercial”, declarou o chefe de Estado moçambicano.

O Governo, que definiu a agricultura como uma prioridade da economia moçambicana, tem apontado a industrialização do setor e aposta na comercialização como um dos seus principais desafios.

No âmbito das estratégias para reforçar a capacidade dos pequenos agricultores e impulsionar a industrialização, o Governo de Moçambique lançou, em fevereiro de 2017, o programa “Sustenta”, que tem sido o pilar do setor agrário nos últimos tempos.

O programa contou com um apoio inicial de 16 mil milhões de meticais (218 milhões de euros, no câmbio atual), desembolsados pelo Banco Mundial.

Como forma de resistir aos altos índices de pobreza e à desnutrição crónica, a maior parte da população moçambicana, que vive em zonas rurais, recorre à agricultura de subsistência como único meio de sobrevivência.