Sunday, April 12, 2026
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Fundador do Fórum Económico Mundial de Davos anuncia abandono da presidência

O fundador do Fórum Económico Mundial, Klaus Schwab, demitiu-se do cargo de presidente e membro do Conselho de Administração da organização com efeitos imediatos, virando uma página na história da instituição conhecida pela reunião anual de Davos, na Suíça.

Segundo a agência Reuters, Klaus Schwab, fez o anúncio esta segunda-feira (21) depois de revelar no início deste mês que por décadas foi o rosto da reunião de Davos, e deixaria o cargo, sem dar um cronograma firme.

“Após meu recente anúncio, e ao entrar em meu 88.º ano, decidi deixar o cargo de presidente e membro do Conselho de Curadores, com efeito imediato”, disse o fundador em comunicado.

Por sua vez, o Conselho do Fórum Económico Mundial revelou na mesma nota que aceitou a renúncia de Schwab em uma reunião extraordinária realizada a 20 de Abril, com o vice-presidente Peter Brabeck-Letmathe actuando como presidente interino enquanto a busca por um novo presidente começava.

Schwab, nascido na Alemanha, estabeleceu o Fórum Económico Mundial em 1971 com o objectivo de criar uma plataforma para formuladores de políticas e altos executivos corporativos abordarem as principais questões globais.

HCB aprova a distribuição de 7,4 mil milhões de meticais de dividendos

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), principal produtora de electricidade do País, localizada na província de Tete, região Centro de Moçambique, aprovou, nesta segunda-feira (21), em assembleia geral, a distribuição de dividendos de 7,4 mil milhões de meticais resultado do lucro de 14,1 mil milhões de meticais, alcançado no exercício económico do ano passado.

“Ao Estado Moçambicano serão canalizados pouco mais de 6,5 mil milhões de meticais, que, associados aos impostos e taxas, reforçarão o Orçamento do Estado, necessário para a implementação dos programas sociais do País”, lê-se num comunicado que cita o presidente do Conselho de Administração, Tomás Matola.

Segundo a HCB, que destaca este lucro, sendo o mais alto da história da empresa, o resultado líquido representa um crescimento de 8,48% em relação a 2023.

“Este resultado líquido é o corolário combinado da produção total gerada em 2024, que foi de 15 753 GigaWatts-hora (GWh), e do ajustamento da tarifa de venda de energia ao estrangeiro”, refere a mesma nota.

O Estado moçambicano detém 90% do capital social da HCB, desde a reversão para Moçambique, acordada com Portugal em 2007, enquanto a empresa portuguesa Redes Energéticas Nacionais (REN) tem uma quota de 7,5% e a Electricidade de Moçambique 2,5%.

Patrícia Darsam: “No Absa, focamos no Cliente para criar soluções que transformam”

Em entrevista ao Profile Mozambique, Patrícia Darsam, Directora da Banca Corporativa e de Investimentos do Absa Bank Moçambique, revela como a instituição tem enfrentado os desafios macroeconómicos e socioeconómicos que marcaram o último ano.

Com um foco estratégico no Cliente e na inovação, Darsam explica como o Banco tem desenvolvido soluções financeiras à medida das necessidades das grandes empresas, apostando no digital e na personalização dos seus serviços.

Numa época de instabilidade, o Absa Bank Moçambique tem-se posicionado como um parceiro de confiança no desenvolvimento económico do País, com uma visão clara de crescimento sustentado e fortalecimento da relação com o Cliente.

Profile Mozambique: Qual é o foco da Banca Corporativa e de Investimentos no Absa Bank Moçambique e como se diferencia de outros segmentos empresariais?

Patricia Darsam: A Banca Corporativa e de Investimentos (CIB) no Absa Bank Moçambique tem um papel estruturante no apoio à expansão e consolidação das grandes empresas e instituições, distinguindo-se do segmento das Pequenas e Médias Empresas (PME) pela complexidade e escala dos instrumentos financeiros disponibilizados.

A nossa abordagem centra-se no desenvolvimento de mecanismos estruturados e transformadores, ajustados às necessidades específicas dos nossos parceiros, abrangendo financiamento de projectos, operações de trade finance, gestão de risco cambial e iniciativas de mercado de capitais. Actuamos lado a lado com as empresas que acompanhamos, apoiando os seus investimentos, optimizando o seu desempenho financeiro e fomentando a sua sustentabilidade a longo prazo.

O que verdadeiramente nos distingue é a capacidade de alavancar a experiência e presença regional do Grupo Absa, disponibilizando acesso a uma rede global de conhecimento, produtos sofisticados e soluções personalizadas. O nosso posicionamento é claro: somos mais do que um banco, somos um aliado estratégico para os agentes económicos que impulsionam o progresso de Moçambique.

É com esta visão que lidero a Banca Corporativa e de Investimentos no Absa Bank Moçambique, assegurando que o nosso portefólio de clientes tem acesso a propostas de excelência e apoio especializado, alinhado às suas ambições e ao desenvolvimento sustentado do país.

PM: Olhando retrospectivamente para o último ano, quais foram os desafios mais evidentes que a instituição enfrentou e quais as medidas adoptadas para os superar?

PD: O ano de 2024 apresentou-se como um período particularmente exigente para o sector bancário moçambicano, influenciado por fatores macroeconómicos voláteis e dinâmicas socioeconómicas inesperadas. Ainda assim, o Absa Bank Moçambique demonstrou agilidade e capacidade de resposta, terminando o ano com uma performance financeira consistente e reforçando a sua posição no mercado.

Um dos pilares desta estratégia foi a centralidade do Cliente. Num contexto desafiante, antecipámos eficazmente as novas exigências das empresas que acompanhamos, consolidando relações de confiança e promovendo instrumentos financeiros diferenciadores, que contribuíram para mitigar riscos e acrescentar valor. Em paralelo, reforçámos substancialmente a nossa capacidade digital, promovendo uma interação mais fluida, segura e eficiente, o que permitiu intensificar a proximidade com os nossos interlocutores e expandir a nossa presença no mercado.

Patrícia Darsam, Directora da Banca Corporativa e de Investimentos do Absa Bank Moçambique

O nosso empenho na excelência foi reconhecido através de vários galardões, com destaque para a distinção atribuída pela Bolsa de Valores de Moçambique, que reconheceu o Absa como o maior banco de custódia para empresas registadas na Central de Valores Mobiliários. Este reconhecimento confirma o nosso contributo activo para o fortalecimento do mercado de capitais moçambicano e a promoção de relações sólidas e sustentáveis com os nossos stakeholders.

Apesar dos constrangimentos vividos no último trimestre do ano, o Absa demonstrou capacidade de reinvenção e inovação, reforçando a sua posição como instituição financeira de referência e reafirmando a nossa missão de sermos um parceiro de excelência para os agentes económicos e para o desenvolvimento nacional.

PM: O Absa Bank Moçambique tem uma presença significativa no País. Pode destacar os principais serviços que o Banco oferece no âmbito da Banca Corporativa e de Investimentos e como se diferenciam dos serviços bancários tradicionais?

PD: No Absa, a nossa abordagem à Banca Corporativa e de Investimentos (CIB) ultrapassa os modelos convencionais da banca tradicional. A nossa missão é conceber instrumentos financeiros especializados, diferenciadores e ajustados à realidade das empresas, que potenciem a sua rentabilidade e contribuam para a sustentabilidade dos seus negócios.

A diferenciação da nossa proposta reside na personalização e sofisticação das soluções, permitindo-nos disponibilizar respostas estruturadas que correspondem às necessidades concretas dos nossos interlocutores. No domínio do Financiamento Estruturado e de Projectos, disponibilizamos mecanismos adaptados a iniciativas de grande escala, assegurando o acesso ao capital essencial para a expansão das operações.

Em Trade Finance e Gestão de Risco Cambial, oferecemos ferramentas que permitem mitigar incertezas associadas a operações internacionais, garantindo maior previsibilidade e protecção. No Mercado de Capitais e Gestão de Activos, apoiamos os nossos parceiros na emissão de instrumentos de dívida, captação de recursos e diversificação dos seus investimentos.

Complementamos esta oferta com uma Banca Transacional moderna e Soluções de Pagamento baseadas em plataformas digitais e processos automatizados, assegurando eficiência e agilidade operacional.

A inovação digital é um dos eixos da nossa actuação, com investimento contínuo em tecnologia para garantir flexibilidade, velocidade de resposta e uma experiência fluida. Neste ecossistema, consideramos as fintechs aliadas estratégicas, cuja agilidade complementa a robustez da banca tradicional, permitindo-nos criar novas sinergias e oportunidades.

Adicionalmente, no segmento das Pequenas e Médias Empresas (PME), assumimos um compromisso activo, oferecendo soluções ajustadas à realidade local e promovendo a capacitação através de parcerias com entidades do mercado e organismos multilaterais. Este sector é essencial para o dinamismo da economia, e o Absa pretende continuar a ser um catalisador da sua evolução.

No Absa, não nos limitamos a intermediar serviços financeiros. Posicionamo-nos como parceiros de negócio, entregando propostas relevantes e transformadoras, alinhadas com a ambição dos nossos clientes e com a dinâmica económica de Moçambique.

PM: Quais são as perspectivas do Absa Bank para o futuro da Banca Corporativa e de Investimentos no País?

PD: No Absa, encaramos o futuro com convicção e sentido de responsabilidade, reconhecendo em Moçambique um ecossistema com elevado potencial para avanços significativos. Identificámos cinco áreas prioritárias na nossa estratégia, em linha com os imperativos nacionais e as dinâmicas do mercado, com o objectivo de continuar a apresentar propostas financeiras inovadoras, eficazes e sustentadas.

Moçambique beneficia de atributos singulares: recursos naturais abundantes, corredores logísticos de relevo regional, uma costa com elevado potencial económico e terras aráveis com enorme capacidade produtiva. Estas condições conferem-lhe uma posição privilegiada como destino para investimento estruturado, tanto nacional como estrangeiro.

O nosso posicionamento é inequívoco: queremos crescer com Moçambique, apoiar activamente os nossos parceiros e contribuir para o reforço das bases produtivas do país, através da disponibilização de instrumentos estruturados, gestão estratégica de risco e apoio ao financiamento de projectos transformadores. O Absa continuará a afirmar-se como uma referência de confiança, promovendo um desenvolvimento económico inclusivo e sustentável.

PM: Para finalizar, quais as principais metas e prioridades do Absa Bank para 2025, especialmente no que diz respeito ao desenvolvimento de soluções de financiamento e à gestão do capital humano?

PD: Em 2025, o Absa Bank Moçambique manterá o foco em consolidar a sua actuação como parceiro estratégico do tecido empresarial, promovendo mecanismos de financiamento adequados, sustentáveis e orientados para resultados.

As nossas prioridades incluem o reforço do apoio ao sector empresarial, com propostas estruturadas e flexíveis, ajustadas à realidade dos diferentes segmentos de mercado, com ênfase nos sectores com maior capacidade de geração de valor. Simultaneamente, apostamos na modernização das operações, através da integração digital e da inovação como motores de eficiência e competitividade.

Ao nível de capital humano, reconhecemos que o talento é o motor da nossa actividade. Sem as nossas pessoas, nenhuma ambição seria exequível. Por isso, continuaremos a valorizar e capacitar as nossas equipas, promovendo a formação, a especialização e o reconhecimento do mérito como pilares da nossa cultura organizacional.

Olhamos para o futuro com confiança numa evolução positiva do contexto macroeconómico, que nos permita ampliar o nosso impacto, dinamizar o ecossistema financeiro e atingir novos patamares de desempenho. Continuaremos a crescer com e para Moçambique, com uma actuação diferenciadora, ágil e orientada para o progresso sustentado.

Patrícia Darsam: “At Absa, we focus on the Client to create transformative solutions”​

In an interview with Profile Mozambique, Patrícia Darsam, Director of Corporate and Investment Banking at Absa Bank Mozambique, discusses how the institution has navigated the macroeconomic and socio-economic challenges of the past year.

With a strategic focus on the Client and innovation, Darsam explains how the Bank has developed financial solutions tailored to the needs of large enterprises, emphasizing digitalization and the personalization of its services.

During a period of instability, Absa Bank Mozambique has positioned itself as a trusted partner in the country’s economic development, with a clear vision of sustainable growth and strengthening client relationships.

Profile Mozambique: What is the focus of Corporate and Investment Banking at Absa Bank Mozambique, and how does it differ from other business segments?

Patrícia Darsam: Corporate and Investment Banking (CIB) at Absa Bank Mozambique plays a structural role in supporting the expansion and consolidation of large companies and institutions, distinguishing itself from the Small and Medium Enterprises (SME) segment by the complexity and scale of the financial instruments offered.

Our approach centers on developing structured and transformative mechanisms, tailored to the specific needs of our partners, encompassing project financing, trade finance operations, foreign exchange risk management, and capital market initiatives. We work closely with the companies we support, aiding their investments, optimizing their financial performance, and fostering their long-term sustainability.

What truly sets us apart is our ability to leverage the experience and regional presence of the Absa Group, providing access to a global network of knowledge, sophisticated products, and personalized solutions. Our positioning is clear: we are more than a bank; we are a strategic ally for the economic agents driving Mozambique’s progress.

It is with this vision that I lead Corporate and Investment Banking at Absa Bank Mozambique, ensuring that our client portfolio has access to excellent proposals and specialized support, aligned with their ambitions and the country’s sustainable development.

PM: Reflecting on the past year, what were the most evident challenges the institution faced, and what measures were adopted to overcome them?

PD: The year 2024 proved to be particularly demanding for the Mozambican banking sector, influenced by volatile macroeconomic factors and unexpected socio-economic dynamics. Nevertheless, Absa Bank Mozambique demonstrated agility and responsiveness, concluding the year with consistent financial performance and reinforcing its market position.

One of the pillars of this strategy was client centrality. In a challenging context, we effectively anticipated the new demands of the companies we support, consolidating trust-based relationships and promoting differentiating financial instruments that helped mitigate risks and add value. In parallel, we substantially enhanced our digital capabilities, promoting more fluid, secure, and efficient interactions, which allowed us to intensify proximity with our stakeholders and expand our market presence.

Our commitment to excellence was recognized through various awards, notably the distinction awarded by the Mozambique Stock Exchange, which recognized Absa as the largest custodian bank for companies registered in the Central Securities Depository. This recognition confirms our active contribution to strengthening the Mozambican capital market and promoting solid and sustainable relationships with our stakeholders.

Despite the constraints experienced in the last quarter of the year, Absa demonstrated the capacity for reinvention and innovation, reinforcing its position as a reference financial institution and reaffirming our mission to be an excellent partner for economic agents and national development.

PM: Absa Bank Mozambique has a significant presence in the country. Can you highlight the main services the Bank offers within Corporate and Investment Banking and how they differ from traditional banking services?

PD: At Absa, our approach to Corporate and Investment Banking (CIB) goes beyond conventional traditional banking models. Our mission is to design specialized, differentiating financial instruments tailored to the reality of companies, enhancing their profitability and contributing to the sustainability of their businesses.

The differentiation of our proposal lies in the personalization and sophistication of solutions, allowing us to provide structured responses that correspond to the concrete needs of our stakeholders. In the area of Structured and Project Financing, we offer mechanisms adapted to large-scale initiatives, ensuring access to essential capital for the expansion of operations.

In Trade Finance and Foreign Exchange Risk Management, we offer tools that help mitigate uncertainties associated with international operations, ensuring greater predictability and protection. In Capital Markets and Asset Management, we support our partners in issuing debt instruments, raising funds, and diversifying their investments.

We complement this offering with modern Transactional Banking and Payment Solutions based on digital platforms and automated processes, ensuring operational efficiency and agility.

Digital innovation is one of the pillars of our activity, with continuous investment in technology to ensure flexibility, responsiveness, and a seamless experience. In this ecosystem, we consider fintechs as strategic allies, whose agility complements the robustness of traditional banking, allowing us to create new synergies and opportunities.

Additionally, in the SME segment, we take an active commitment, offering solutions tailored to the local reality and promoting capacity building through partnerships with market entities and multilateral organizations. This sector is essential for the dynamism of the economy, and Absa intends to continue being a catalyst for its evolution.

At Absa, we do not merely intermediate financial services. We position ourselves as business partners, delivering relevant and transformative proposals aligned with our clients’ ambitions and Mozambique’s economic dynamics.

PM: What are Absa Bank’s prospects for the future of Corporate and Investment Banking in the country?

PD: At Absa, we approach the future with conviction and a sense of responsibility, recognizing in Mozambique an ecosystem with high potential for significant advancements. We have identified five priority areas in our strategy, aligned with national imperatives and market dynamics, aiming to continue presenting innovative, effective, and sustainable financial proposals.

Mozambique benefits from unique attributes: abundant natural resources, regionally significant logistical corridors, a coast with high economic potential, and arable land with enormous productive capacity. These conditions give it a privileged position as a destination for structured investment, both national and foreign.

Our positioning is unequivocal: we want to grow with Mozambique, actively support our partners, and contribute to strengthening the country’s productive bases by providing

Primeira fase do programa “Um Computador por Estudante” arranca com 5.000 beneficiários

A Primeira-Ministra da República de Moçambique, Sua Excelência Benvinda Levi, dirigiu hoje, 21 de Abril de 2025, no Centro Cultural Moçambique–China, em Maputo, o lançamento oficial do programa “Um Computador por Estudante do Ensino Superior”, uma iniciativa do Governo moçambicano com o apoio do Banco Mundial, que visa promover a inclusão digital entre os estudantes do ensino superior, com enfoque particular nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (CTEM).

A cerimónia marcou o arranque da distribuição de 5.000 computadores portáteis a estudantes de 25 instituições de ensino superior em todo o território nacional. Esta primeira fase enquadra-se no pacote de acções dos primeiros 100 dias de governação, liderado pelo Presidente da República, Daniel Chapo, através do Ministério das Comunicações e Transformação Digital (MCTD).

Como explica a governante, o programa será executado em duas fases, sendo que na primeira fase serão distribuídos 5.000 computadores portáteis a estudantes de 25 instituições. Na segunda fase, prevê-se a disponibilização de mais 15.000 dispositivos, com o objectivo de beneficiar um número mais alargado de estudantes das áreas CTEM.

No seu pronunciamento, a Primeira-Ministra destacou a importância estratégica desta acção para o desenvolvimento nacional. “Desde 2018, Moçambique tem vindo a implementar a Política para a Sociedade de Informação, que define as linhas orientadoras para o uso das TIC na educação e na sociedade. O programa ‘Um Computador por Estudante do Ensino Superior’ pretende acelerar a digitalização dos processos de ensino, aprendizagem e investigação nas nossas universidades”, afirmou Levi.

A governante fez ainda referência a outras acções complementares, tais como o reforço da largura de banda nas instituições de ensino, aquisição de equipamentos tecnológicos, capacitação de docentes em inovação pedagógica e a implementação de bibliotecas digitais, todas com o objectivo de fortalecer o ensino virtual e garantir o acesso equitativo à educação de qualidade.

A cerimónia ocorre pouco mais de um mês depois do lançamento do projecto “Internet nas Escolas”, realizado em Março no distrito de Nacala-Porto, província de Nampula, pelo Presidente da República, com vista à expansão do acesso à banda larga nas escolas públicas.
“Esperamos que estas medidas contribuam significativamente para elevar os índices de acesso às tecnologias digitais, promovendo a transformação digital do país e preparando Moçambique para a Quarta Revolução Industrial”, sublinhou a Primeira-Ministra.

Empreendedores moçambicanos entre os 3 mil seleccionados pelo Banco UBA para beneficiar de 15 M$

United Bank for Africa (UBA) seleccionou 3 mil jovens africanos empreendedores, entre os quais alguns moçambicanos, para a 11.ª edição do Programa de Empreendedorismo da Fundação Tony Elumelu (TEF, sigla em inglês). O programa contará com um apoio financeiro de 15 milhões de dólares (aproximadamente 960 milhões de meticais), disponibilizado pelo UBA.

De acordo com um comunicado recebido pelo DE, mais de 3 milhões de meticais do valor total serão directamente investidos em jovens empreendedores moçambicanos. Este montante será utilizado para fornecer aos seleccionados capital não reembolsável, formação empresarial e acesso a mentores internacionais, com o objectivo de apoiar a inovação local.

A TEF foi lançada há 10 anos com a meta de apoiar 10 mil empreendedores africanos até 2024, com um investimento total de 100 milhões de dólares (6,4 mil milhões de meticais). No entanto, a iniciativa ultrapassou todas as expectativas, tendo já beneficiado mais de 24 mil empreendedores e criado 5 milhões de empregos.

Tony Elumelu, presidente do UBA e fundador da fundação, destacou a importância do sector privado no desenvolvimento de África. “Celebramos o sucesso dos nossos empreendedores e estamos motivados a ampliar ainda mais o nosso impacto”, afirmou, agradecendo à equipa e aos parceiros da fundação.

Com presença em todos os 54 países africanos, o Programa de Empreendedorismo da TEF tornou-se uma plataforma-chave para jovens que procuram transformar desafios em oportunidades, oferecendo-lhes acesso a recursos financeiros, formação, mentoria e uma poderosa rede de apoio.

FINDUCO 2025: Moçambique lança a primeira Feira Internacional para impulsionar a Indústria e Comércio

O País prepara-se para acolher, de 7 a 9 de Agosto, a primeira edição da Feira Internacional da Indústria e Comércio de Moçambique (FINDUCO), um evento promovido pela PAEMO – Plataforma de Assistência aos Empresários Moçambicanos, em parceria com a Televisão de Moçambique (TVM), Conselho Municipal de Maputo e o Ministério da Economia, através da Direcção Nacional da Indústria e Comércio e da Direcção de Apoio ao Sector Privado (DASP). A feira decorrerá sob o lema “Industrializar Maputo”, e pretende posicionar-se como uma força motriz para a transformação económica e industrial do País.

O lançamento oficial foi feito esta quinta-feira, 17 de Abril, por Nilza da Graça, co-fundadora da PAEMO, que destacou o carácter estratégico da iniciativa num momento em que a economia nacional enfrenta transformações significativas. “A FINDUCO surge como uma resposta aos desafios globais e à necessidade de modernização. Este será um espaço de intercâmbio de ideias, inovação e promoção de parcerias estratégicas”, afirmou.

Mais do que uma simples exposição de produtos e serviços, a FINDUCO pretende ser um fórum de debate sobre temas cruciais para o futuro económico do País, como a digitalização, sustentabilidade, financiamento, logística e energia. “A feira será um catalisador para soluções concretas que respondam aos obstáculos que têm travado a industrialização de Moçambique”, acrescentou Nilza da Graça.

O evento conta com o apoio de parceiros e patrocinadores como a Mega Distribuição, Águas da Namaacha, Delta e Mozambique Facilities Management, conferindo à iniciativa uma base sólida para o sucesso.

Durante a cerimónia de lançamento, a Associação Industrial de Moçambique (AIMO) saudou a criação da FINDUCO e manifestou total disponibilidade para colaborar com a PAEMO. “Precisamos de plataformas como esta para fomentar o diálogo público-privado e encontrar soluções reais para os desafios da indústria nacional”, declarou Paulo Chibanga, representante da AIMO.

A feira é vista também como um símbolo de uma nova etapa para o sector industrial e comercial nacional, reflectindo uma aposta clara na modernização e no fortalecimento da economia nacional. “Se queremos um País economicamente independente, precisamos de industrializar Maputo e Moçambique. A FINDUCO representa o primeiro passo decisivo nessa caminhada”, sublinhou Osvaldo Faquir, representante do Conselho Municipal da Cidade de Maputo.

Importa referir que está prevista a participação de 26 países na feira, que contará com 60 oradores e 20 mil participantes.

Oxford Economics prevê inflação de 5,3% em Moçambique este ano

A Oxford Economics estima que a inflação em Moçambique continuará a subir para uma média anual de 5,3 por cento este ano, após um crescimento dos preços de 3,2 por cento em 2024.

«Antecipamos que a inflação continuará a aumentar nos próximos meses, e esperamos agora que atinja uma média de 5,3 por cento em 2025, acima dos 3,2 por cento registados em 2024», escrevem os analistas do departamento africano desta consultora britânica.

Num comentário sobre a subida dos preços em Março, enviado aos clientes e ao qual a Lusa teve acesso, a Oxford Economics escreve que «a subida acentuada da inflação desde Dezembro reflecte a instabilidade pós-eleitoral, que resultou em protestos generalizados, greves, vandalismo e no encerramento temporário de fronteiras e portos».

Ainda assim, acrescentam, «o sentimento empresarial melhorou desde Janeiro com o abrandamento da violência, tendo o índice de gestores de compras (PMI) recuperado para um nível acima dos 50 pontos em Março, pela primeira vez desde Outubro».

«A inflação nos produtos alimentares e bebidas manteve-se elevada em comparação com o mínimo de 4,9 por cento registado no pico de 2024, impactada pelos preços regionais elevados do milho branco e pela escassez de divisas estrangeiras, que tem afectado os importadores de alimentos», assinalam os analistas.

Na semana passada, o Instituto Nacional de Estatística (INE) anunciou que os preços em Moçambique subiram ligeiramente, em 0,06%, no mês de Março, devido sobretudo ao vestuário e calçado, com a inflação homóloga a atingir 4,77%.

O Índice de Preços no Consumidor (IPC) do INE indica que Moçambique «registou um aumento de preços na ordem dos 0,06%» face a Fevereiro (0,52%), com o vestuário e calçado a destacarem-se, contribuindo com um total de 0,05 pontos percentuais para a variação mensal.

Este é o sétimo aumento mensal consecutivo, depois de o IPC ter registado quatro meses de deflação: 0,11% em Agosto, 0,05% em Julho, 0,21% em Junho e 0,38% em Maio.

O INE refere ainda que, quando comparado com 2024, o IPC aponta para uma subida homóloga dos preços de 4,77%, influenciada sobretudo pelas divisões de produtos alimentares e bebidas não alcoólicas, e de restaurantes, hotéis, cafés e similares, que cresceram 12,08% e 6,09%, respectivamente, num ano.

A inflação acumulada em 2024, segundo dados anteriores do INE, situou-se nos 4,15%, o que compara com os 5,3% de 2023, mas permanece abaixo do pico de quase 13% registado em Julho de 2022.

MPDC investe 2 MM$ para melhoria e expansão dos terminais de contentores

A Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC) prevê investir, a partir deste ano, cerca de 2 mil milhões de dólares para melhorar as infra-estruturas portuárias, com destaque para a expansão dos terminais de contentores, carvão, carga geral e minérios, cais e aquisição de novos equipamentos.

Segundo uma publicação do jornal Domingo, para o terminal de contentores, arrancou, há dias, a primeira fase das obras de expansão com vista a aumentar a sua capacidade, dos actuais 270 mil unidades equivalentes a 20 pés, tecnicamente denominadas por TEU, para 530 TEU por ano e, progressivamente, para um milhão TEU até 2058.

Citando os gestores da MPDC, a mesma publicação refere que estas alterações permitirão que o terminal receba navios da classe Panamax, com até 366 metros de comprimento, após o aprofundamento do calado do cais dos actuais 12 metros para 16. “O aumento da capacidade também vai acontecer no terminal de carvão da Matola, que passará de 7,5 milhões de toneladas por ano (MTPA) para 12 MTPA e, gradualmente, alcançará 18 MTPA”.

Em relação à expansão do terminal de carga geral e minérios, já foi concluída a construção de uma nova banca de minérios com 2,77 hectares, aumentando a capacidade para 10,3 MTPA e, paralelamente, reforçou-se os sistemas digitais e adquiriu-se novos equipamentos, permitindo elevar a capacidade deste terminal para 14 milhões de toneladas por ano.

No que diz respeito às infra-estruturas marítimas, a empresa revelou que vai reabilitar os cais 1 a 4, vocacionados para navios de cruzeiro, operações “Ro-Ro” e cabotagem, como parte da diversificação dos serviços portuários.

Extracção ilegal de minerais ameaça arrecadação fiscal em Moçambique

arrecadação fiscal

As autoridades moçambicanas apreenderam 750 toneladas de fluorite alegadamente exploradas de forma ilegal nas províncias de Sofala, Manica e Tete. A carga foi interpelada em Sofala, quando se encontrava em fase de preparação para exportação, segundo avançou o Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME).

O Governo estima que a tentativa de exportação clandestina teria causado ao Estado um prejuízo de cerca de cinco milhões de meticais. Segundo o MIREME, estão actualmente em curso avaliações técnicas e laboratoriais para determinar a qualidade e a composição química do minério apreendido. A fluorite é amplamente usada nas indústrias metalúrgica, química, de vidro e cerâmica, sendo, por isso, altamente valorizada no mercado internacional.

O ministério reconhece, no documento, os desafios enfrentados na fiscalização das principais rotas de escoamento de recursos minerais, agravados pela destruição de postos de controlo durante as recentes manifestações pós-eleitorais. Adicionalmente, a limitada capacidade de vigilância em zonas remotas e o aumento do garimpo ilegal têm contribuído para perdas de receita e uma exploração descontrolada dos recursos naturais.

Em Março deste ano, o ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estêvão Pale, já havia manifestado a intenção do Governo de impor regras mais rigorosas na utilização dos recursos minerais e energéticos, de forma a assegurar benefícios concretos para o País e para as comunidades locais.

“Não há dúvidas de que Moçambique possui recursos de índole mundial, e chegou o momento de também impor regras na sua utilização”, declarou o governante, reiterando a importância de maximizar os ganhos nacionais provenientes da exploração mineira.

Moçambique possui actualmente cerca de três mil licenças activas de exploração nos sectores de recursos minerais e energéticos. Contudo, grande parte do território continua exposta a actividades informais e ilegais, o que compromete uma gestão sustentável dos recursos e a arrecadação de receitas fiscais.

As autoridades reafirmam o compromisso de reforçar os mecanismos de controlo e apelam à colaboração das comunidades locais na denúncia de práticas ilegais, promovendo uma exploração mais transparente, sustentável e vantajosa dos recursos do País.