Sunday, April 12, 2026
spot_img
Home Blog Page 58

Moçambique e Brasil com potencial para liderar transição energética na CPLP

A presidente da Associação Lusófona de Energias Renováveis (ALER), Mayra Pereira, defendeu ontem, em Maputo, que Moçambique e o Brasil reúnem condições para assumir a liderança no processo de transição energética no seio dos países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Falando à margem da mesa-redonda “Roteiro de Cooperação 2030 de Energia e Clima na CPLP”, um dos eventos paralelos à conferência empresarial sobre energias renováveis, a responsável destacou que estes dois países contam com estratégias robustas nesta matéria, podendo servir de exemplo para os demais Estados-membros.

“A estratégia de cooperação energética entre os países lusófonos precisa de líderes. Moçambique, por exemplo, pode posicionar-se como um desses líderes e partilhar o seu percurso com os outros membros da CPLP”, afirmou Pereira, sublinhando que o domínio da língua portuguesa entre os membros é uma vantagem significativa para impulsionar a cooperação.

Segundo Mayra Pereira, vários países da CPLP, em especial os PALOP, ainda não possuem estratégias bem definidas para a transição energética. A partilha de experiências por parte de Moçambique e do Brasil poderá fornecer uma base sólida para que essas nações elaborem os seus próprios planos, ajustados às suas realidades.

Por outro lado, mesmo entre os países que já possuem estratégias delineadas, persistem obstáculos importantes, nomeadamente barreiras de ordem regulatória e dificuldades no acesso a financiamento, factores que têm dificultado a concretização das metas traçadas.

Para viabilizar a implementação do Roteiro de Cooperação 2030 da CPLP, lançado em Março deste ano, a ALER estima ser necessário um investimento global de cerca de 8 mil milhões de dólares até 2030. Este plano tem como principal objectivo identificar prioridades comuns entre os nove países da CPLP nos domínios da transição energética e da resiliência climática.

Num contexto internacional marcado por desafios geopolíticos e fenómenos climáticos extremos, Pereira apelou à adopção de uma visão mais ampla e à mobilização conjunta de soluções entre os países lusófonos. “Temos de olhar para os nossos diferentes cenários e compreender como é que a mobilização de recursos pode acontecer de forma coordenada, ajustada ao novo contexto global”, frisou.

A CPLP é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Mozambique and Brazil have the potential to lead the energy transition in the CPLP

Moçambique e Brasil com potencial para liderar transição energética na CPLP

The president of the Lusophone Renewable Energy Association (ALER), Mayra Pereira, argued yesterday in Maputo that Mozambique and Brazil are in a position to take the lead in the energy transition process within the countries of the Community of Portuguese Speaking Countries (CPLP).

Speaking on the sidelines of the round table “2030 Energy and Climate Cooperation Roadmap in the CPLP”, one of the side events of the business conference on renewable energies, she pointed out that these two countries have robust strategies in this area, which could serve as an example for the other member states.

“The energy cooperation strategy between Portuguese-speaking countries needs leaders. Mozambique, for example, can position itself as one of these leaders and share its journey with the other members of the CPLP,” said Pereira, stressing that the dominance of the Portuguese language among members is a significant advantage for boosting cooperation.

According to Pereira, several CPLP countries, especially the PALOP, still don’t have well-defined strategies for the energy transition. The sharing of experiences by Mozambique and Brazil could provide a solid basis for these nations to draw up their own plans, adjusted to their realities.

According to Mayra Pereira, several CPLP countries, especially the PALOPs, still don’t have well-defined strategies for the energy transition. The sharing of experiences by Mozambique and Brazil could provide a solid basis for these nations to draw up their own plans, adjusted to their realities.

On the other hand, even among the countries that already have strategies outlined, there are still major obstacles, namely regulatory barriers and difficulties in accessing funding, factors that have made it difficult to achieve the goals set.

To enable the implementation of the CPLP’s 2030 Cooperation Roadmap, launched in March this year, ALER estimates that global investment of around 8 billion dollars is needed by 2030. The main aim of this plan is to identify common priorities between the nine CPLP countries in the fields of energy transition and climate resilience.

In an international context marked by geopolitical challenges and extreme climate phenomena, Pereira called for a broader vision and the joint mobilization of solutions between Portuguese-speaking countries. “We have to look at our different scenarios and understand how the mobilization of resources can happen in a coordinated way, adjusted to the new global context,” he stressed.

CFO Forum Moçambique lança Agenda 2025/2026 com foco na transformação digital e sustentabilidade financeira

O CFO Forum Moçambique apresentou oficialmente a sua Agenda 2025/2026, num evento realizado no Hotel Montebelo Girassol, em Maputo. A sessão foi presidida pela Directora Executiva do CFO Forum, Huruda de Castro Malungane, com as intervenções do Devan Manmoandas, Director Financeiro do Moza Banco, da Nigéria, Samuel Efosa-Auston, Presidente da Tech 4 U Africa e de Angola a Neuza Pinto, Directora Geral da Kitadi Finanças.

Directora Executiva do CFO Forum, Huruda de Castro Malungane

Durante a sua intervenção, a Huruda Malungane afirmou: “A nossa missão é construir uma comunidade sólida de líderes financeiros que, juntos, possam transformar o sector financeiro em Moçambique, promovendo práticas sustentáveis e inovadoras.”​

A Agenda 2025/2026 introduz o conceito de CFO 4.0, que representa a integração de dados, critérios ambientais, sociais e de governação (ESG), inovação e cultura como motores da transformação organizacional. As prioridades estratégicas para os próximos anos incluem a capacitação contínua, digitalização, literacia financeira e governança.​

Entre os principais pontos de acção apresentados, destaca-se a criação da CFO Academy, uma plataforma dedicada à formação, desenvolvimento e conexão entre líderes financeiros, aspirantes e académicos, visando aprimorar competências estratégicas e preparar as próximas gerações de profissionais de finanças. Foi também anunciada a CFO Master Series, um ciclo exclusivo de encontros e masterclasses para executivos financeiros de alto nível, focado em liderança estratégica, inovação financeira e transformação de negócios.​

Outro destaque foi a Semana da Sustentabilidade, um evento anual em formato de jornadas científicas, com foco na premiação de startups de serviços e produtos sustentáveis, bem como na capacitação e melhoria da performance das empresas através de mentoria executiva com os embaixadores e mentorados do CFO Forum.​

Foi ainda apresentado o ECO Platform, uma ferramenta inovadora e integrada que visa promover a sustentabilidade, eficiência e transformação digital na gestão financeira. Apresentada pelo Samuel Efosa-Auston, a plataforma oferece recursos analíticos, dashboards inteligentes e funcionalidades colaborativas que facilitam a tomada de decisões estratégicas com base em dados reais e métricas ESG.​

ECO Platform

O evento culminou com a assinatura de um Memorando de Entendimento entre Moçambique e Angola, formalizando a expansão do CFO Forum através de uma parceria estratégica que visa promover o crescimento conjunto e impulsionar o mercado financeiro em ambas as regiões, prevendo a troca de experiências e conhecimentos, bem como o fomento de ambientes que estimulem o intercâmbio entre empresários e demais partes interessadas.​

De acordo com a Huruda, “O futuro de Moçambique depende das decisões que tomamos hoje. É hora de agir, investir e inovar para construirmos um país economicamente sustentável e digitalmente inclusivo”, referiu.​

O CFO Forum convida todos os interessados a juntarem-se a esta iniciativa, participando activamente na transformação do panorama económico do continente.

CFO Forum Mozambique Launches 2025/2026 Agenda with Focus on Digital Transformation and Financial Sustainability

The CFO Forum Mozambique officially launched its 2025/2026 Agenda during an event held at the Montebelo Girassol Hotel in Maputo. The session was led by the Forum’s Executive Director, Huruda de Castro Malungane, and featured remarks from Devan Manmoandas, Chief Financial Officer of Moza Banco, Samuel Efosa-Auston, President of Tech 4 U Africa (Nigeria), and Neuza Pinto, Managing Director of Kitadi Finanças (Angola).

In her address, Huruda Malungane stated: “Our mission is to build a strong community of financial leaders who, together, can transform the financial sector in Mozambique by promoting sustainable and innovative practices.”

CFO Forum Mozambique, Executive Director, Huruda de Castro Malungane

The 2025/2026 Agenda introduces the concept of CFO 4.0, representing the integration of data, environmental, social and governance (ESG) criteria, innovation, and culture as drivers of organisational transformation. Strategic priorities for the coming years include continuous capacity-building, digitalisation, financial literacy, and governance.

Among the main initiatives announced was the creation of the CFO Academy, a platform dedicated to training, developing, and connecting finance leaders, aspiring professionals and academics. The goal is to enhance strategic capabilities and prepare the next generation of financial professionals.

The event also marked the announcement of the CFO Master Series, an exclusive cycle of high-level executive gatherings and masterclasses focused on strategic leadership, financial innovation, and business transformation.

Another key highlight was the Sustainability Week, an annual event in the format of scientific and business development sessions. The initiative includes awards for sustainable startups and services, as well as performance enhancement for companies through executive mentorship involving the Forum’s ambassadors and mentees.

Also presented was the ECO Platform, an innovative and integrated tool aimed at fostering sustainability, efficiency and digital transformation in financial management. Introduced by Samuel Efosa-Auston, the platform offers analytical resources, smart dashboards, and collaborative features that support strategic decision-making based on real-time data and ESG metrics.

The event culminated with the signing of a Memorandum of Understanding between Mozambique and Angola, formalising the expansion of the CFO Forum through a strategic partnership designed to promote joint growth and strengthen the financial markets in both countries. The agreement foresees the exchange of knowledge and experiences, as well as the creation of spaces to foster dialogue and collaboration among business leaders and other stakeholders.

According to Huruda, “The future of Mozambique depends on the decisions we make today. It is time to act, invest and innovate in order to build a sustainable and digitally inclusive country.”

The CFO Forum extends an open invitation to all stakeholders to join this movement and take an active role in the transformation of the continent’s economic landscape.

Moçambique voltará a ter dívida acima do PIB a partir de 2025

controlo fiscal

A dívida pública de Moçambique voltará a ultrapassar os 100% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, segundo o controlo fiscal do Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgado esta Quarta-feira, 23 de Abril. Esta subida ocorre após dois anos em que a dívida do país se manteve abaixo do valor da riqueza nacional.

De acordo com o relatório, Moçambique deverá registar uma dívida pública equivalente a 101,1% do PIB este ano. A tendência ascendente continuará nos próximos anos, atingindo 104,2% em 2026 e 104,7% em 2027. O país só deverá voltar a registar níveis inferiores a 100% em 2029, quando se prevê que a dívida pública represente 95,6% do PIB.

O valor previsto para 2029 é muito próximo ao registado em 2024, quando a dívida pública foi de 96,6% do PIB. O documento do FMI não apresenta dados sobre outros países africanos lusófonos além de Moçambique.

Durante a conferência de imprensa para apresentação do relatório, Vítor Gaspar, director do Departamento de Assuntos Fiscais do FMI, indicou que as perguntas específicas sobre África seriam respondidas numa sessão agendada para Sexta-feira.

Ainda assim, o FMI avançou algumas previsões sobre países lusófonos. Para Angola, estima-se um crescimento económico de 2,4% este ano, abaixo dos 4,5% registados em 2024, mas acima dos 2,1% esperados em 2026. Na Guiné Equatorial, o cenário é mais adverso, com uma recessão económica de 4,2% prevista para 2025, e uma estagnação em 2026, após um crescimento de 1,9% em 2024.

No conjunto da África Subsaariana, a dívida pública média deverá atingir 55,4% do PIB em 2025 e 53,3% em 2026, ficando abaixo dos 56,1% observados no ano passado. A previsão de crescimento económico para a região também foi revista em baixa, passando de 4,2% para 3,9% em 2025. Segundo o FMI, esta revisão reflete “alterações repentinas nas perspectivas mundiais”.

Num comunicado posterior à reunião entre a directora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, e um grupo de governadores africanos de 12 países, liderado pelo ministro das Finanças da República Centro-Africana, Hervé Ndoba, o Fundo advertiu que os choques globais continuam a ameaçar a estabilidade económica no continente.

O documento realça que, apesar de sinais de resiliência, os países africanos continuam expostos a riscos significativos, incluindo inflação elevada, endividamento crescente e desequilíbrios externos. O FMI sublinha a necessidade de políticas públicas robustas para enfrentar estes desafios, com foco na mobilização de receitas internas, melhoria da despesa pública e reforço da estabilidade macroeconómica e financeira.

A nível global, o FMI também reviu em baixa as previsões de crescimento: de 3,3% para 2,8% em 2025, e de 3,3% para 3% em 2026. As tensões comerciais e a incerteza política crescente são apontadas como principais fatores para a desaceleração da actividade económica mundial.

Governo quer atrair mais de 5 milhões de dólares em investimento para energia limpa

Governo quer atrair mais de 5 milhões de dólares em investimento para energia limpa

O Governo está a preparar uma carteira de projectos avaliada em mais de 338 mil milhões de meticais (5,2 mil milhões de dólares) com o objectivo de atrair investimentos para a expansão do sector energético, com foco nas fontes renováveis e na promoção do acesso universal à energia.

A informação foi revelada por Nuno Maposse, director de projectos da Agência para a Promoção de Investimentos e Exportações (APIEX), durante a segunda sessão de alto nível sobre “Financiamento da Transição Energética”, que decorreu na Quarta-feira (23), no âmbito da conferência RENMOZ-2025, em Maputo.

Segundo Maposse, Moçambique pretende consolidar-se como destino competitivo para o capital verde. “Já foram investidos 193,5 mil milhões de meticais (3 mil milhões de dólares) na última década, dos quais 17% foram canalizados para o sector energético. A nova carteira poderá ampliar significativamente o impacto, especialmente na criação de emprego e na electrificação rural”, destacou.

Durante a sessão, Marcus Rother, consultor sénior da GET.invest Finance Catalyst, apontou a estruturação deficiente dos projectos como um dos principais obstáculos ao acesso ao financiamento. “Estamos a apoiar promotores locais com assistência técnica para desenvolver modelos de negócio viáveis, melhorar a documentação financeira e preparar propostas robustas para atrair investimento privado e institucional”, explicou.

Liesbet Mijlemans, directora de Investimento Sénior na ElectriFI, revelou que a instituição já comprometeu cerca de 9,9 mil milhões de meticais (164,8 milhões de dólares) em projectos de energia limpa na África Subsaariana, incluindo Moçambique. Segundo ela, “o foco está em soluções como sistemas solares domésticos, mini-redes e modelos de pay-as-you-go, com forte impacto nas comunidades remotas e na redução da dependência de fontes fósseis”.

Já Epifânia Gove, responsável pelo Departamento de Energia do Banco Comercial e de Investimentos (BCI), frisou que a transição energética requer mais do que tecnologia. “É necessário um planeamento estratégico e o envolvimento proativo do sector financeiro. O BCI está a desenvolver instrumentos como linhas de crédito verdes e mecanismos de garantia”, explicou, acrescentando a importância de envolver também as Pequenas e Médias Empresas (PME).

A sessão contou com a participação de representantes do Governo, do setor privado, agências de desenvolvimento e instituições multilaterais. Entre os consensos alcançados, destaca-se a urgência de mobilizar capital e garantir políticas públicas estáveis para promover investimentos sustentáveis no setor energético.

Crédito à economia regista maior queda mensal em um ano

O crédito concedido à economia moçambicana registou em Fevereiro a maior queda mensal dos últimos doze meses, totalizando 284.045 milhões de meticais, de acordo com dados do relatório estatístico do Banco de Moçambique.

O valor representa uma redução de cerca de 1% em relação aos 286.511 milhões de meticais registados em Janeiro, interrompendo uma tendência de crescimentos mensais quase consecutivos. A última retração similar havia ocorrido em abril de 2024, quando o stock caiu igualmente 1%, para 270.676 milhões de meticais.

Apesar de o crédito à economia ter crescido de forma sustentada ao longo do último ano, os dados mais recentes mostram um afastamento progressivo do pico histórico alcançado em novembro de 2024, quando o stock atingiu 290.973 milhões de meticais.

Entre os segmentos que mais absorveram crédito em Fevereiro, os particulares mantiveram-se na liderança, com um total próximo de 98.837 milhões de meticais. Seguem-se os sectores dos transportes e comunicações, que registaram nova ligeira queda para 22.634 milhões, a indústria transformadora (22.230 milhões) e o comércio (21.846 milhões de meticais).

Entretanto, a taxa de juro de referência para o crédito em Moçambique permanecerá nos 18,5% durante o mês de abril. A decisão foi anunciada pela Associação Moçambicana de Bancos (AMB), que indicou que o sistema bancário optou por não seguir a recente redução determinada pelo banco central.

Mozal embolsa 252 milhões de USD no primeiro trimestre de 2025

A Mozal registou no primeiro trimestre de 2025 um forte desempenho operacional tendo levado a posição de caixa líquida aumentar em 299 milhões de USD. Os destaques da produção até à data incluem um aumento de 18% no cobre e um aumento de 6% no alumínio, à medida que a Mozal Aluminium geriu os impactos da agitação civil em Moçambique e se aproximou da capacidade nominal no trimestre.

“Continuamos a desbloquear o valor nas nossas operações, iniciando o nosso Projecto de Desenvolvimento da Mina Worsley após a aprovação ambiental do Governo Australiano e progredindo no sentido da retoma das vendas de exportação de manganês da Austrália, que continua no bom caminho para o segundo trimestre de 2025”, afirmou o CEO da South32, Graham Kerr, num comunicado.

O documento refere que, em Hermosa, a construção do projecto Taylor de zinco-chumbo-prata, de grande escala e longa vida útil, continua a progredir, estando a perfuração do poço principal prevista para começar no segundo trimestre de 2025.

Olhando para o futuro, o foco na disciplina operacional, na gestão activa de custos e num balanço sólido, o documento destaca ainda um posicionamento sólido para gerir um período de potencial incerteza nos mercados globais.

PETROMOC cede 20% de acções à I2A na empresa que vende Jet para aviação no Aeroporto de Maputo

A empresa pública Petróleos de Moçambique (PETROMOC) vendeu à I2A Investimentos e Participações, SA, 20% da sua quota no capital social da sociedade Maputo International Airport Fueling Services Limitada (MIAFS). A operação foi confirmada há dias pela Autoridade Reguladora da Concorrência (ARC).

A MIAFS é uma sociedade comercial, cujo objecto é a exploração de depósitos petrolíferos destinados ao abastecimento de combustíveis para aviação, a operação da linha do hidratante, a concepção e a construção de depósitos de armazenamento de combustíveis e aos serviços de reabastecimento de aviões no Aeroporto Internacional de Maputo.

As suas actividades incluem a gestão de tubagens e outros equipamentos, a recepção e expedição dos combustíveis para aviação aos consumidores finais, bem como a importação e exportação de materiais, equipamentos e outros acessórios necessários ao desenvolvimento das suas actividades. Antes da venda, a MIAFS era detida integralmente pela PETROMOC, o que segundo a ARC violava a Lei da Concorrência n.º 10/2013, de 11 de Abril.

A I2A Investimentos é uma sociedade comercial de direito moçambicano, detida em 100% por accionistas moçambicanos, vocacionada no armazenamento e comercialização de granéis líquidos e sólidos, estando autorizada a exercer a distribuição de produtos derivados de petróleo (combustíveis) por meio da Licença de Distribuição n.º 02/19, de 27 de Fevereiro de 2019, emitida pela Direcção Nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis.

Já a PETROMOC é uma sociedade anónima, constituída de acordo com as leis da República de Moçambique, que se dedica ao transporte, distribuição, recepção, manuseamento, armazenamento, bunkers, trânsito, exportação, reexportação, transformação e comercialização de produtos petrolíferos. É detida pelo Estado moçambicano, pelo Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE) e pelos gestores, técnicos e trabalhadores (GTT) na proporção de 60%, 20% e 20%, respectivamente.

Kenmare enfrenta problemas com o governo na extensão da mina de Moma​

A produtora de areias minerais pesadas, Kenmare Resources, está em negociações com o Governo de Moçambique sobre “certas modificações” no acordo para estender as operações da mina para a zona de mineração de Nataka.

Nataka contém cerca de 70% dos 9 mil milhões de toneladas de recursos minerais da mina de Moma da Kenmare e permitirá que a operação continue por pelo menos mais 20 anos. O custo de capital estimado para a transição para a nova zona de mineração é de 341 milhões de dólares.

A licença da Kenmare para operar a mina de Moma deveria ter sido renovada antes de expirar em 21 de dezembro do ano passado, mas isso não aconteceu.

Apesar disso, a empresa afirmou em 27 de outubro que “a Kenmare acredita que os representantes do Governo partilham o seu objetivo de concluir o processo de renovação antes da data de renovação de 21 de dezembro, sem necessidade de recorrer ao procedimento de resolução de disputas previsto no acordo”.

No seu relatório do primeiro trimestre, divulgado em 17 de abril, a Kenmare declarou que “o Ministério da Indústria e Comércio forneceu confirmação de que os direitos e benefícios existentes da Kenmare permanecem em pleno vigor e efeito, pendente a conclusão do processo de extensão”.

A Kenmare está agora “a discutir certas modificações no regime de investimento aplicável para obter o acordo do Governo de Moçambique, não obstante o claro direito da Kenmare a tal extensão”.

A empresa afirmou que a proposta publicada em 26 de março nos resultados preliminares de 2024 da empresa não foi aprovada pelo Conselho de Ministros moçambicano.

A Kenmare declarou que “continua a envolver-se de forma construtiva com o Governo, reservando-se o direito de salvaguardar os seus direitos contratuais por todos os meios, incluindo arbitragem internacional, se não for possível chegar a um acordo”.