Friday, September 4, 2026
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Millennium bim distinguido como Melhor Banco em Moçambique nos Euromoney Awards for Excellence 2025

O Millennium bim foi novamente distinguido como o Melhor Banco em Moçambique, no âmbito dos prestigiados Euromoney Awards for Excellence 2025. Esta distinção valida o percurso do Banco ao longo de três décadas, consolidando-o como uma referência de confiança, inovação e compromisso com o desenvolvimento económico e social do país.

Atribuído com base numa avaliação rigorosa do desempenho financeiro, da inovação tecnológica, da qualidade dos serviços e do compromisso com a inclusão financeira, este prémio confirma o Millennium bim como a instituição financeira mais premiada de Moçambique e uma das mais respeitadas em África.

Para Rui Pedro, Presidente da Comissão Executiva do Millennium bim,

“Ser reconhecido, mais uma vez, como o Melhor Banco em Moçambique é motivo de enorme orgulho e o reflexo da excelência construída ao longo destes 30 anos. Este prémio pertence aos nossos Colaboradores, cuja dedicação é incansável, e aos nossos Clientes, que confiam diariamente no Millennium bim. É com eles, e por eles, que continuamos a liderar, com ambição, inovação e um compromisso inabalável com o desenvolvimento de Moçambique.”

O reconhecimento da Euromoney sublinha ainda a capacidade do Millennium bim de manter uma estratégia centrada no Cliente, apostando em soluções digitais de excelência e promovendo, de forma consistente, a inclusão financeira em todas as províncias do país.

O Banco conta actualmente com mais de 1,3 milhões de Clientes activos, dos quais mais de 70% utilizam canais digitais. Com uma rede de 195 balcões físicos, incluindo 63 em zonas rurais, e plataformas robustas de Internet Banking e Mobile Banking, o Millennium bim reforça a sua posição como líder em inovação, proximidade e acessibilidade bancária. Esta nova distinção vem juntar-se a um acervo de mais de uma centena de prémios nacionais e internacionais atribuídos ao Millennium bim ao longo da sua trajectória. O Banco continua a figurar entre os 100 maiores de África, destacando-se entre as instituições moçambicanas mais bem posicionadas neste ranking continental.

Hackfest: Moçambique vence competição com uma solução inovadora para o atendimento ao cliente

A equipa moçambicana “Beyond Lungano” conquistou a Final Global do Hackfest 2025, promovido pelo grupo Vodafone, que teve lugar recentemente em Londres. Esta vitória surge após a consagração na fase continental do campeonato, realizada no início de Junho na África do Sul.

Composta por Adila Mussá, Abel Xavier, Célio Cumba e Idelaine Uaciquete, todos formados pelo Programa de Graduados da Vodacom Moçambique em 2024, a equipa foi distinguida na categoria Simplicidade, graças ao desenvolvimento de uma solução tecnológica que optimiza o serviço de atendimento ao cliente, tornando-o mais rápido e eficiente.

A solução premiada recorre a inteligência artificial para reduzir o número de etapas nos processos de apoio ao cliente, permitindo que os agentes deixem de se ocupar de tarefas repetitivas e burocráticas, automatizadas através da tecnologia.

“Esta proposta simplifica substancialmente os fluxos de trabalho, garantindo respostas mais céleres e eficazes aos utilizadores dos nossos serviços”, explicou o Almirante Dimas, coordenador do Programa de Graduados da Vodacom Moçambique.

A Vodacom Moçambique apresentou-se no Hackfest 2025 com projectos em quatro categorias, nomeadamente Cliente, Propósito, Crescimento e Simplicidade, todas elas apuradas nas fases nacional e continental. A proposta da equipa “Beyond Lungano” destacou-se na competição global, que reuniu jovens talentos de várias geografias onde o grupo Vodafone está presente.

O Hackfest é uma maratona internacional de programação que desafia jovens programadores a desenvolverem soluções digitais inovadoras num ambiente intensivo de colaboração e criatividade. O evento promove o uso de tecnologias emergentes para resolver desafios reais, com impacto directo na experiência dos clientes.

Esta conquista reflecte o forte investimento da Vodacom Moçambique em inovação e no desenvolvimento do talento nacional, ao proporcionar aos jovens moçambicanos formação de excelência, desafios estimulantes e oportunidades para brilhar no palco internacional.

Estatal indiana ONGC aprova investimento adicional de 61 M$ para projecto de gás natural no Rovuma

A estatal indiana Oil and Natural Gas Corporation Ltd (ONGC) aprovou um ajustamento financeiro de cerca de 3 mil milhões de meticais (61 milhões de dólares) para reforçar o financiamento das suas subsidiárias envolvidas no Projecto de Gás Natural Liquefeito (GNL) da Área 1, na bacia do Rovuma, norte de Moçambique.

Segundo um comunicado enviado à bolsa de valores da Índia a 22 de Julho, pela Khabar India, os montantes deverão ser desembolsados entre os exercícios financeiros de 2025-2026 e 2026-2027 pela ONGC Videsh Rovuma Ltd (OVRL) e pela Beas Rovuma Energy Mozambique Ltd (BREML), ambas subsidiárias da ONGC Videsh Ltd (OVL), que detém uma participação de 16% no consórcio liderado pela TotalEnergies.

De acordo com os dados divulgados, a BREML deverá aplicar cerca de 1,2 mil milhões de meticais (15,3 milhões de dólares) em 2025-2026 e 635 milhões de meticais (7,6 milhões de dólares) em 2026-2027. Já a OVRL será responsável por cerca de 2,1 mil milhões de meticais (25,6 milhões de dólares) em 2025-2026 e mil milhões de meticais (12,8 milhões de dólares) no ano seguinte, perfazendo o total do ajustamento aprovado.

A mesma publicação refere que os valores correspondem a ajustes financeiros relativos aos custos estimados do projecto, cuja execução tem enfrentado atrasos desde 2021 devido à insegurança em Cabo Delgado, província onde decorrem os trabalhos.

Em Abril de 2025, a ONGC submeteu à aprovação dos seus accionistas, através de votação por correspondência, um conjunto de transacções financeiras ligadas às operações em Moçambique, incluindo um adiantamento de cerca de 1,5 mil milhões de meticais (18 milhões de dólares) da OVL à BREML.

O Projecto GNL da Área 1 é considerado um dos maiores investimentos estrangeiros em África, com uma produção prevista de 13,1 milhões de toneladas de GNL por ano, proveniente das reservas da bacia do Rovuma. A sua concretização é vista como estratégica para a diversificação energética global, especialmente para a Índia.

Vodacom e INTIC firmam parceria para regulamentar o comércio electrónico em Moçambique

· Memorando entre Vodacom e INTIC reforça o compromisso com a transformação digital em Moçambique

A Vodacom Moçambique e o Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC) formalizaram, esta Sexta-feira, a assinatura de um Memorando de Entendimento que visa apoiar a elaboração do Regulamento Nacional de Comércio Electrónico, reforçando a base legal e técnica que sustenta o ecossistema digital no país.

A parceria surge num contexto em que a digitalização da economia moçambicana é uma prioridade nacional e representa uma resposta directa à necessidade de dotar o país de um enquadramento normativo moderno, funcional e ajustado aos desafios do comércio electrónico.

Durante a cerimónia, o CEO da Vodacom Moçambique, Simon Karikari, frisou o carácter estratégico da iniciativa, que inscreve a Vodacom como parceiro activo no desenvolvimento digital do país. “Reafirmamos o nosso compromisso de ser mais do que um provedor de serviços. Somos um parceiro digital de desenvolvimento, profundamente empenhado na transformação da sociedade moçambicana por via da inovação, da inclusão financeira e da cidadania digital”, afirmou.

Simon, destacou ainda que a contribuição da Vodacom para este projecto é um investimento directo na infraestrutura regulatória do país, com impacto na protecção do consumidor, no ambiente de negócios e na confiança dos agentes económicos.

“Reconhecemos que regulamentações fortes e eficazes requerem inteligência colectiva. A nossa experiência em vários mercados africanos permite-nos oferecer uma visão prática, inclusiva e sensível ao contexto moçambicano”, acrescentou o CEO.

Por sua vez, o Presidente do Conselho de Administração do INTIC, Lourino Chemane, destacou que o memorando marca um momento de consolidação de uma sociedade de informação “robusta, inclusiva, segura e orientada para o futuro”.

“Através desta parceria com a Vodacom, viabiliza-se a contratação de consultoria especializada para a elaboração de um regulamento técnico, capaz de traduzir os princípios jurídicos da Lei de Transacções Electrónicas em normas operacionais, eficazes e exequíveis”, referiu.

A regulamentação, a ser desenvolvida com apoio técnico da Vodacom, irá incidir sobre aspectos-chave como:

·       Os requisitos formais das transacções electrónicas;

·       A responsabilidade dos intermediários digitais;

·       Os mecanismos de resolução de litígios em ambiente virtual;

·       A interoperabilidade de plataformas e sistemas de pagamento e as salvaguardas em matéria de protecção de dados e direitos dos consumidores.

A assinatura do memorando foi igualmente descrita como um exemplo bem-sucedido de colaboração entre o sector público e o privado, um modelo que ambas as instituições defendem como essencial para consolidar um Moçambique digital, resiliente e competitivo no cenário regional e global.

Estudantes mobilizam soluções de inclusão financeira na 2.ª edição do M-Pesa FINCKATHON

Vodacom aposta na juventude como motor de inovação social e digital em Moçambique

Realizou-se em Maputo a cerimónia de encerramento da segunda edição do M-Pesa FINCKATHON 2025, uma iniciativa que voltou a reunir jovens universitários de diferentes regiões do país em torno de um objectivo comum, desenvolver soluções tecnológicas para promover a inclusão financeira em Moçambique. Organizado pela Vodacom Moçambique, através da sua fundação, e em parceria com instituições como a FSDMoç, Fintech MZ, M-Pesa Africa, GSMA, GIZ e diversas universidades nacionais, o evento reforça o compromisso do sector privado com a inovação e o desenvolvimento sustentável.

Durante quatro dias de trabalho intensivo, 45 estudantes de áreas como Tecnologias de Informação, Ciências Sociais, Economia e Gestão integraram equipas multidisciplinares para responder a desafios concretos: desde a baixa literacia financeira e escassez de serviços nas zonas rurais, até à resistência ao uso de carteiras digitais e barreiras estruturais que dificultam o acesso ao sistema financeiro formal.

A Directora de Recursos Humanos da Vodacom Moçambique, Kátia Meggy, destacou, em entrevista à PROFILE Mozambique, a importância estratégica desta iniciativa.

“Acreditamos no talento da juventude moçambicana e no seu potencial para transformar realidades. Esta segunda edição foi marcada por uma representatividade nacional mais ampla, com estudantes de Maputo, Cabo Delgado, Sofala, Zambézia e outras províncias. O nosso propósito, enquanto Vodacom, é criar impacto positivo, e iniciativas como o FINCKATHON alinham-se com essa missão.”

As soluções finais foram apresentadas publicamente perante um júri composto por especialistas do sector financeiro, que avaliaram os projectos com base em critérios de inovação, impacto social e viabilidade técnica. Entre as propostas destacadas, estão ideias como o agendamento automático de pagamento de contas, para evitar multas e cortes de serviços, e uma plataforma de microdepósitos colaborativos, que permite aos utilizadores da M-Pesa contribuírem para resolver o problema de escassez de numerário nos agentes locais, transformando-os em “superagentes” comunitários.

“O que vimos nestes jovens é um espírito de criatividade, colaboração e capacidade de pensar soluções com base em problemas reais das suas comunidades”, referiu Meggy. “Queremos continuar a escalar estas ideias e transformá-las em soluções implementáveis no mercado moçambicano, com apoio técnico e institucional da Vodacom e dos nossos parceiros.”

As universidades participantes, UEM, UP, ISCTEM, UNIROVUMA, UCM, UNITIVA e UNIZAMBEZE, congratularam-se com a oportunidade, sublinhando que o FINCKATHON já se tornou uma referência nacional de extensão universitária e inovação prática.

“Este evento alinha-se com o nosso quarto pilar académico, a inovação. Ver os nossos estudantes a desenvolverem protótipos com potencial real de impacto é motivo de orgulho institucional”, disse um representante da Universidade Pedagógica.

Com a realização da sua segunda edição consecutiva, o FINCKATHON consolida-se como uma plataforma de interacção entre o meio académico, o sector privado e o ecossistema de inovação, apostando na juventude como protagonista de um futuro mais digital, inclusivo e financeiramente educado.

A Meggy garantiu que haverá continuidade. “O facto de estarmos aqui pela segunda vez revela o nosso compromisso. Para a próxima edição, queremos ir ainda mais longe, trazer mais jovens, mais ideias e criar mais impacto.”

Oxfam: “Moçambique deve rever tributação das multinacionais para acabar com desigualdades sociais”

O representante da Oxfam em Moçambique, Romão Xavier, defende a revisão do modelo de tributação concedido às multinacionais no País, pois considera o sistema fiscal injusto e apenas beneficia as grandes empresas agravando as desigualdades sociais.

Segundo Xavier, a riqueza de Moçambique está concentrada em uma minoria, agudizando a desigualdade social e comprometendo o desenvolvimento. Segundo um estudo realizado pela Oxfam, cerca de 1% das pessoas mais ricas detêm quase o dobro da riqueza do resto da população.

“Isso já mostra que o dinheiro está concentrado em poucas pessoas. Por isso, é urgente a adopção de um sistema de tributação mais progressivo, onde aquele que ganha mais, deve pagar mais imposto e aquele que ganha menos, paga menos e o pagamento de imposto devia começar de um teto mais alto”, afirmou o representante, citado pela AIM.

A fonte considera ainda que o sector extractivo moçambicano é apontado como um dos maiores exemplos de injustiça fiscal. Embora explorem recursos naturais no País, as multinacionais contribuem pouco para os cofres do Estado. Há um problema de contratos e pouco dinheiro que, efectivamente, o Estado moçambicano está a encaixar com esses empreendimentos muito grandes.”

Para o representante da Oxfam, as comunidades locais são as mais prejudicadas, pois “as pessoas que vivem ao lado das minas, respiram poeira de carvão e outras todos os dias, mas não têm nenhum benefício directo das actividades de exploração”.

O economista moçambicano Egas Daniel também concorda com a urgência de revisão do modelo de tributação corporativa. Segundo a fonte, a actual estrutura de tributação penaliza  as pequenas e médias empresas (PME), enquanto as grandes multinacionais beneficiam de isenções e benefícios fiscais.

“As PME enfrentam barreiras no acesso ao crédito, têm baixos níveis de competitividade e, mesmo assim, são mais taxadas em relação ao seu rendimento do que as grandes empresas multinacionais”, afirma.

Fundo Soberano sugere a criação de uma plataforma digital de reclamações e sugestões

O Comité de Supervisão do Fundo Soberano de Moçambique (FSM) propõe a criação de uma plataforma digital aberta ao público, com o objectivo de recolher opiniões, sugestões e preocupações dos cidadãos sobre a gestão das receitas provenientes da exploração de gás na bacia do Rovuma.

A proposta foi avançada esta semana pela representante da sociedade civil e porta-voz do Comité, durante a missão que decorre em Nampula, a segunda província a ser abrangida por esta iniciativa nacional.

“É dinheiro de todos nós, dos cerca de 33 milhões de moçambicanos. E a sua gestão deve ser transparente”, declarou Benilde Nhalivilo, citada pelo Jornal Rigor.

O Comité é composto por nove membros, em representação da sociedade civil, confissões religiosas (islâmica e católica), academia, sector privado, contabilidade, advocacia e ordens profissionais. A sua função não é gerir o fundo, mas sim fiscalizar e garantir o cumprimento da lei, que prevê a alocação de 60% das receitas ao Orçamento do Estado e 40% ao investimento no próprio fundo.

“Muitos confundem-nos com os gestores, mas somos supervisores. A nossa missão é garantir transparência, integridade e escrutínio público”, explicou Nhalivilo.

Embora ainda sem orçamento próprio para viabilizar todas as deslocações, o Comité está a contar com apoio voluntário de organizações da sociedade civil e a recorrer, sempre que necessário, a ferramentas virtuais. “Não temos os meios ideais, mas temos o compromisso. E vamos cumprir a missão com o que estiver ao nosso alcance”, reforçou.

“A transparência é a nossa missão principal. O escrutínio não cabe apenas aos supervisores, mas a todos os cidadãos. Este Fundo chama-se Soberano porque pertence à soberania do povo moçambicano. Estamos aqui para garantir que essa soberania seja respeitada”, concluiu Benilde Nhalivilo.

Micro Banco “Sólido” estreia-se no mercado com aposta na inclusão financeira

A primeira agência do Microbanco Sólido foi oficialmente inaugurada em Maputo, marcando o início formal das suas operações financeiras em Moçambique. A cerimónia contou com a presença da Ministra das Finanças, Carla Louveira, que destacou a relevância desta nova instituição no fortalecimento da inclusão financeira, especialmente junto de populações de menor rendimento e sectores informais.

A ministra ressaltou que o lançamento de mais um microbanco expande o quadro do sistema bancário moçambicano, que agora conta com 73 microbancos, dos quais 13 estão localizados na cidade de Maputo e 18 na província homónima. Segundo Louveira, o objetivo principal é aproximar os serviços bancários da população tradicionalmente excluída, como jovens empreendedores informais e mulheres que movimentam recursos mas enfrentam dificuldades de acesso ao crédito formal.

Para o director executivo do Microbanco Sólido, Jerson Tembe, a estratégia passa por reduzir a burocracia associada à formalização financeira e apoiar segmentos que, embora económicos ativos, ainda não têm acesso a produtos bancários. O banco oferece soluções desenhadas para responder às necessidades reais dos empreendedores de baixa renda, especialmente visando jovens que frequentemente carecem de garantias ou histórico formal de crédito.

O Microbanco Sólido S.A. tem como meta captar cerca de 500 clientes ao longo do ano, focando-se na formalização e apoio do sector informal, muitas vezes excluído por barreiras regulatórias ou de literacia financeira. Trata-se, assim, de uma iniciativa que se insere numa onda de inovação bancária, com potencial de impulsionar a inclusão financeira em termos sociais, económicos e de género, alinhando-se com as metas do governo para democratizar o acesso ao sistema financeiro formal.

BM doa 6,4 biliões de USD para Mphanda Nkuwa

O Banco Mundial planeia fornecer financiamento de dívida e capital, garantias de risco e seguro para a central hidroeléctrica de Mphanda Nkuwa, um projecto de transmissão de energia associado.

O presidente Daniel Chapo disse que o país quer ser o centro de energia da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral. “Queremos ser o centro de energia da nossa região, a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral”, disse Daniel Chapo à Bloomberg. Ele referia-se a um bloco de 16 países, alguns dos quais já importam energia de Moçambique.

A central de Mphanda Nkuwa faz parte do programa Missão 300 do Banco Mundial, que visa fornecer conexões de energia para 300 milhões de pessoas na África Subsaariana até 2030.

De acordo com o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, em entrevista em Moçambique, a sua instituição planeia fornecer financiamento de dívida e capital, bem como garantias de risco e seguros para a central de Mphanda Nkuwa de 5 biliões de dólares no rio Zambeze e um projecto associado de transmissão de energia de 1,4 bilião de dólares.

Os maiores reservatórios da África Austral, Kariba e Cahora-Bassa competem entre si para se tornarem os maiores geradores de energia. A barragem de 1.500 megawatts, que Banga disse que poderá estar operacional por volta de 2031, é um dos pilares de um programa apoiado pelo Banco Mundial.

Juntamente com o Banco Africano de Desenvolvimento, o Fundo Monetário Internacional e investimentos do sector privado, o programa pode receber mais de 100 biliões de dólares em financiamento, estimou Banga.

A central de Mphanda Nkuwa está a ser construída por um consórcio formado pela Electricite de France SA, TotalEnergies SE e Sumitomo Corporation. O governo moçambicano e a Hidroeléctrica de Cahora Bassa deterão participações.

O Banco Mundial, por meio da sua unidade de Corporação Financeira Internacional, planeia fornecer algum financiamento de dívida para a barragem, bem como adquirir uma participação nela. O Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento provavelmente oferecerá garantias de risco, enquanto a Associação Internacional de Desenvolvimento fornecerá financiamento concessional para os 1.300 quilómetros de linhas de transmissão e o seu seguro de risco político da Agência Multilateral de Garantia de Investimentos. As linhas de transmissão serão construídas com crédito concedido ao governo.

Mphanda Nkuwa fica a jusante de Cahora-Bassa, que, com 2.075 MW, foi o último projecto hidroeléctrico construído durante o período colonial. Foi concluído em 1974, durante os últimos dias do domínio colonial.

LUJU 2025: Música, Gastronomia e Cultura para Celebrar o Estilo Africano Contemporâneo

MAPUTO – O Standard Bank Luju Food & Lifestyle Festival regressa nos dias 1 e 2 de Agosto de 2025, em Eswatini, com uma proposta vibrante que junta música, gastronomia, moda e experiências sensoriais num ambiente familiar e de celebração da identidade africana.

Sob o lema “A Return to the African Future”, o Luju afirma-se como uma das mais sofisticadas plataformas culturais da região da África Austral, atraindo visitantes, marcas e artistas de várias origens. Com um cartaz diversificado e programação simultânea em palcos distintos, o festival destaca-se pela promoção da criatividade local e pela integração de tendências globais no contexto africano.

A edição de 2025 apresenta um cartaz musical de luxo, com nomes como Blaq Diamond, Buhlebendalo, TKZee, Sipho “Hotstix” Mabuse, De Mthuda e Lady Zamar, ao lado de talentos emergentes como a moçambicana Xixel Langa, que representa o país com a sua sonoridade afro-soul e presença marcante em palco. A artista tem vindo a conquistar palcos internacionais com um repertório que funde tradição e inovação.

No segmento de gastronomia, o festival aposta numa curadoria culinária de excelência, com chefs como Onezwa Mbola, Roushanna Gray e Mrwetyana Zukisani, explorando práticas sustentáveis e sabores ancestrais africanos. Destaque para o workshop de blind tasting e harmonização com vinhos, conduzido por Saskia Lesch, sommelier da KWV, e para o concurso Farm to Fork Luju Cookoff, que valoriza a produção local.

A moda também ganha protagonismo com o Mastercard Luju Fashion Show, onde criadores de Eswatini, como Kwenzie Zwane, Maureen Massingue e Seluliwe Mdluli, apresentarão coleções inspiradas na estética africana vintage e sustentável. O aclamado designer sul-africano Thula Sindi marcará presença com uma colecção exclusiva e uma masterclass sobre internacionalização de marcas africanas.

Além dos concertos e desfiles, o evento contará com actividades para crianças, experiências imersivas em realidade virtual, oficinas de cerâmica e uma área dedicada à arte e ao artesanato africano, tornando o festival uma oportunidade para famílias e profissionais do sector cultural e criativo.

Bilhetes disponíveis em www.lujufestival.com ou nas agências do Standard Bank em Eswatini. O público local pode ainda adquirir entradas via Unayo Marketplace, utilizando o número WhatsApp 7805 6364.

Com a promessa de uma experiência sensorial e identitária, o LUJU 2025 reforça a sua posição como um dos festivais de referência no continente africano, onde se saboreia, dança, aprende e celebra o que de melhor a África tem para oferecer.