Friday, September 4, 2026
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Suspensão dos apoios da USAID que equivaliam a 3% do PIB é que provocou “escassez de divisas em Moçambique”, revela Agência Fitch

A agência de notação Fitch reconhece que a suspensão dos apoios da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) a Moçambique contribuiu para agravar a escassez de moeda estrangeira no País, dado que os desembolsos daquela agência representavam cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB).

Segundo a Fitch, na sua mais recente avaliação a Moçambique, a escassez de divisas em 2025 intensificou-se parcialmente devido à queda dos financiamentos externos ao Governo, incluindo a suspensão da USAID, que em 2024 desembolsou 37 mil milhões de meticais (586 milhões de dólares) para projectos prioritários nas áreas da saúde e educação.

O encerramento definitivo da USAID, anunciado a 1 de Julho deste ano pelo novo Governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, resultou na perda de cerca de 2500 postos de trabalho em Moçambique, conforme dados do Governo, um impacto que a ministra do Trabalho, Género e Ação Social, Ivete Alane, reconheceu como um “problema” para a economia, apesar de não existirem estimativas oficiais detalhadas.

Na avaliação de Agosto, a Fitch manteve a notação de risco de Moçambique em CCC, o último nível antes do incumprimento financeiro, destacando ainda que o aumento da conversão obrigatória das receitas de exportação para moeda local, de 30% para 50%, deverá ajudar a aliviar a pressão sobre a escassez de divisas. Além disso, a agência aponta para a expectativa de um novo programa com o Fundo Monetário Internacional (FMI) até ao final do ano.

O Banco de Moçambique está a implementar medidas para melhorar a fluidez no mercado cambial, redistribuindo as divisas disponíveis para satisfazer melhor as necessidades de importadores, exportadores e investidores. O governador do banco central, Rogério Zandamela, afirmou que essas medidas incluem a redução dos limites de retenção diária de divisas adquiridas pelos bancos, procurando facilitar o acesso do público às moedas estrangeiras.

A Confederação das Associações Económicas (CTA), maior associação empresarial do País, alertou em Fevereiro para a persistente falta de divisas no mercado bancário, que afecta sectores cruciais como a saúde, aviação, combustíveis e importação de alimentos, complicando as operações comerciais.

Fonte: LUSA

CFO do Moza Banco defende integração das métricas de ESG no sector financeiro

O Administrador Financeiro (CFO) do Moza Banco, Devan Manmoandas, defende a necessidade da inclusão de métricas ambientais, sociais e de governação (ESG) nas análises e decisões financeiras referentes às instituições que actuam no sector.

O posicionamento foi apresentado recentemente, em Joanesburgo, na Africa do Sul, durante a oitava edição do CFO Forum, uma conferência internacional que reuniu mais de 300 líderes financeiros de diversos países africanos e não só.

Manmoandas, que se propôs a discutir sobre os desafios reais enfrentados pelos CFO’s na era digital, destaca a “nova figura do CFO” como sendo capaz de “interpretar dados não como meros relatórios, mas como bússolas estratégicas. A função financeira do futuro é proactiva, ética e orientada para impactar.”

Durante a sua apresentação, O CFO do Moza esclareceu os processos evolutivos da função do CFO, passando de simples gestor de resultados para um agente de transformação que usa os dados como base para a criação de valor e para a tomada de decisões estratégicas, ancoradas aos principais ditames globais de boas práticas e de proteção socio ambiental.

Ademais, o CFO defendeu que as pessoas devem estar no centro de toda a estratégia, sendo este o principal recurso para o sucesso de toda e qualquer transformação a nível das organizações. “o investimento nas pessoas é mais importante que o investimento em qualquer máquina ou tecnologia”.

Ainda de acordo com Manmoandas é necessário que os líderes africanos do sector percebam que o futuro das finanças será moldado por aqueles que lideram com ética, compreendendo que os dados são indispensáveis para a fundamentação das decisões. “Sem dados, somos apenas mais uma opinião. Mas com dados bem governados, interpretados com inteligência e usados com responsabilidade, temos a base para decisões que constroem um legado.”disse.

A participação do CFO Devan Manmoandas neste simpósio serviu para reforçar o compromisso do Moza Banco com a inovação, a sustentabilidade e a liderança responsável no sector financeiro em Moçambique e na África Austral.

O Moza orgulha-se da participação dos seus colaboradores em encontros de alto nível, por considerar que estas ocasiões servem também para revelar a qualidade e a orientação para excelência que os seus quadros ostentam, sendo estes importantes vectores da visão do Banco no país e além-fronteiras.

Partilhando conhecimento e visão estratégica com outros líderes africanos, o CFO do Moza pratica um dos valores fundamentais do Banco, assente na necessidade de se Ganhar Juntos, em prol do desenvolvimento continental.

Ecobank Transnational Incorporated aliena a sua participação no Ecobank Moçambique SA ao banco malawiano FDH Bank PLC

O Ecobank Transnational Incorporated (ETI) anunciou a celebração de um acordo estratégico para a alienação da sua participação no Ecobank Moçambique S.A. (EMZ) ao FDH Bank PLC, uma instituição financeira de referência cotada na Bolsa de Valores do Malawi. Esta transacção representa uma alteração estratégica na estrutura accionista e na gestão operacional, não se prevendo qualquer perturbação nas operações bancárias, activos ou colaboradores.

O EMZ é um banco comercial licenciado em Moçambique, supervisionado e regulado pelo Banco de Moçambique. Actualmente, dispõe de quatro agências nas principais cidades do país. O banco opera em Moçambique desde o ano 2000, tendo sido inicialmente constituído como Novo Banco SARL. Em 2014, adoptou a designação de Ecobank Moçambique SA, na sequência da aquisição por parte do ETI.

O FDH Bank Plc está cotado na Bolsa de Valores do Malawi. O banco oferece serviços digitais de excelência, banca pessoal e empresarial, banca corporativa e institucional, tesouraria e banca de investimento, mercados globais e financiamento de comércio, bem como consultoria financeira especializada. A aquisição será totalmente financiada através de lucros acumulados do próprio FDH Bank Plc.

“Esta decisão estratégica está alinhada com o nosso compromisso com a estratégia de Crescimento, Transformação e Retorno do Ecobank, garantindo que continuamos a ser um actor competitivo e relevante nos mercados onde operamos”, afirmou Jeremy Awori, Director Executivo do Ecobank Group. “Enquanto instituição financeira pan-africana, avaliamos continuamente as nossas operações para impulsionar um crescimento sustentável, mantendo sempre a nossa missão de promover a integração financeira e o crescimento económico em África.”

Acrescentou ele: “A transferência da nossa participação em Moçambique para o FDH Bank PLC foi cuidadosamente ponderada, com o objectivo de assegurar o mínimo de disrupção e os melhores resultados para os colaboradores, clientes e operações. Estamos a explorar parcerias estratégicas com o FDH Bank que permitam manter o acesso de Moçambique ao nosso ecossistema digital pan-africano, assegurando pagamentos transfronteiriços simples e eficazes.”

“Apesar da alteração da nossa presença directa em Moçambique, o nosso compromisso com a integração financeira pan-africana e com o desenvolvimento económico do continente mantém-se mais forte do que nunca.”, Awori concluiu.

A transacção obteve todas as aprovações regulatórias necessárias. Está sujeita ao cumprimento das condições habituais e deverá estar concluída no decurso do exercício financeiro de 2025. Após a conclusão, o FDH Bank PLC assumirá o controlo efectivo do Ecobank Moçambique SA.

Esta operação foi realizada em condições de mercado, sem envolvimento de partes relacionadas. Tanto o FDH Bank Plc como o ETI mantêm o seu compromisso com a transparência e informarão os seus stakeholders de qualquer desenvolvimento relevante, em conformidade com as exigências de cotação das respectivas bolsas de valores.

Nova liderança do INAE aposta no fortalecimento do ambiente de negócios

A Primeira-ministra moçambicana, Benvinda Levi, recomenda a nova inspectora-geral da Inspecção Geral das Actividades Económicas (INAE) Shaquila Mohamed, a estar mais focada no aprimoramento de acções de prevenção, educação, e não apenas de punição.

Discursando durante a cerimónia de tomada de posse de Shaquila Mohamed, acto que teve lugar em Maputo, Benvinda Levi quer uma INAE que previna e combata à contrafacção, venda de bebidas alcoólicas à menores de 18 anos de idade, comércio ou prestação de serviços ilegais, bem como práticas que mancham os agentes económicos e prejudicam o país.

É fundamental ensinar, sensibilizar e orientar os operadores económicos, especialmente as Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME´s), para que, de acordo com a Primeira-ministra, conheçam e cumpram as normas que regem a sua actividade.

Para efeito, é crucial que a INAE se faça conhecer, em todo território moçambicano, agindo como um interlocutor que incentiva as boas práticas na actuação de todos os agentes económicos, à bem dos consumidores e à bem das comunidades as quais servem.

“Recomendamos a nova liderança da INAE a continuar a promover acções preventivas e repressivas com equilíbrio, discernimento e responsabilidade”, disse, tendo acrescentado de seguida que é tarefa da INAE assegurar que o interesse público prevaleça em todas as circunstâncias.

Ao apostar nas recomendações, a INAE, de acordo com Benvinda Levi, vai concorrer no reforço da confiança junto dos operadores económicos e dos cidadãos.

Na sua qualidade de instituição fiscalizadora, a INAE desempenha um papel de extrema importância no exercício das actividades económicas, tendo em conta que garante o cumprimento das normas contra infracções antieconómicas e contra a saúde pública, e protege os cidadãos e os operadores legítimos.

Os moçambicanos têm, actualmente, um elevado nível de exigência e de fiscalização das actividades desenvolvidas pelas instituições públicas, um modelo que, de acordo com a Primeira-ministra, é novo, facto que reflecte o anseio, dos cidadãos, em ter um Estado eficiente que presta serviços de qualidade que impactam positivamente nas suas vidas.

“Por isso”, afirmou Benvinda Levi, “as nossas instituições devem pautar pela observância dos princípios da meritocracia, da transparência e da prestação de contas”.

 Por sua vez, a nova inspectora-geral da INAE disse que vai dar seguimento às recomendações deixadas pela Primeira-ministra, apontando para o controlo da venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos de idade.

“Conforme eu disse, eu ainda tenho que chegar, conhecer a casa, conhecer o trabalho, dar continuidade àquilo que já foi muito bem feito pela anterior inspectora-geral [da INAE]”, afirmou.

Sobre a comercialização dos produtos fora do prazo, Shaquila Mohamed assegurou tomar as devidas sanções aos prevaricadores.

Juíza desembargadora, Shaquila Mahomed ocupa o cargo em comissão de serviço, que se encontrava vago desde Abril último, com a saída de Rita Freitas.

AmCham e CCME reforçam laços económicos entre Moçambique, EUA e Espanha

Decorreu no Hotel Cardoso, o Business Networking Cocktail Reception, uma iniciativa promovida pela AmCham Moçambique em colaboração com a Câmara de Comércio Moçambique-Espanha (CCME).

O evento contou com a presença do Director Executivo da AmCham, Alexandre Macassane, e reuniu membros das duas câmaras de comércio, empresários e parceiros institucionais, num ambiente propício à criação de conexões estratégicas e partilha de oportunidades de cooperação económica.

Director Executivo da AmCham, Alexandre Macassane

A iniciativa destacou-se como uma plataforma de diálogo aberto entre representantes dos sectores privados de Moçambique, dos Estados Unidos e de Espanha, reafirmando o compromisso conjunto com o fortalecimento das relações comerciais trilaterais.

A AmCham agradece a todos os participantes pelo entusiasmo e pelo contributo para o sucesso deste encontro.

Celso Cunha empossado director-geral da Agência do Zambeze

A Primeira-Ministra, Benvinda Levi, conferiu posse, ontem, a Celso Cunha como novo director-geral da Agência do Zambeze.

Na ocasião, Benvinda Levi desafiou o recém-empossado dirigente a capitalizar o vasto potencial da região do Vale do Zambeze, de modo a dinamizar o desenvolvimento socioeconómico com impacto directo na vida das populações.

Até à data da sua nomeação, Celso Cunha exercia as funções de Gestor Financeiro do Fundo Catalítico para Inovação e Demonstração (FCID), organismo vocacionado para apoiar projectos inovadores de desenvolvimento rural e agrícola.

Kenmare conclui chegada da segunda draga de alta capacidade em Moma

A Kenmare Resources anunciou a chegada bem-sucedida da segunda das suas duas novas dragas de alta capacidade à praia adjacente à mina de Moma, na província de Nampula. O equipamento integra o processo de modernização da Planta de Concentração Húmida (WCP) A, cujos componentes já se encontram todos no local, permitindo reduzir progressivamente os riscos do projecto.

A empresa congratulou a sua equipa de projectos pelo feito e agradeceu ao empreiteiro Roll Group, responsável pelas operações de transporte e desembarque.

Segundo a Kenmare, a chegada da draga constitui um marco importante no plano de expansão das suas operações de extração de areias pesadas em Moçambique.

Mais imagens do segundo desembarque podem ser consultadas através do link: https://loom.ly/FQUJUhg.

Inhassoro celebrou 39 anos com terceira edição da Légua

As ruas da vila de Inhassoro ganharam, no passado sábado (26), as cores azul-celeste e azul-marinho com a realização da terceira edição da Légua de Inhassoro, evento que já se tornou marca registada das celebrações locais. Patrocinada em exclusivo pela Sasol Moçambique, a prova reuniu cerca de 1500 participantes num ambiente vibrante, que assinalou os 39 anos de elevação da vila.

Mais do que uma simples corrida, a Légua representou um gesto de pertença e compromisso. Para Francisco Augusto, vice-presidente de Operações e Manutenção da Sasol, a iniciativa traduziu o orgulho da empresa em caminhar ao lado de Inhassoro e reforçar o seu compromisso com a juventude, a inclusão social e o bem-estar das comunidades.

Organizado em parceria com o Governo Distrital, o evento transformou-se numa verdadeira celebração popular, tendo integrado uma feira comercial e um espectáculo musical à noite, que contou com a participação de mais de 20 artistas locais. O encerramento ficou a cargo do aclamado músico moçambicano Twenty Fingers, que levou multidões a celebrar com música os 39 anos da vila.

Nova parceria reforça Economia Azul Sustentável

A consolidação de parcerias estratégicas em prol da Economia Azul Sustentável registou, na última terça-feira (29), um marco relevante para o país, com a assinatura de dois Memorandos de Entendimento entre o banco Millennium BIM e o Parque Nacional de Maputo, no âmbito da iniciativa ProsperAzul, financiada pela União Europeia (UE) e pelo Ministério Federal Alemão para a Cooperação Económica e Desenvolvimento (BMZ).

O acto formaliza a entrada do Millennium BIM no Clube de Amigos do Parque Nacional de Maputo (Mungano), uma plataforma de cooperação multissectorial que visa reforçar as acções de conservação da biodiversidade, o desenvolvimento comunitário e a promoção de iniciativas de turismo sustentável.

Segundo a GIZ Moçambique, parceira de implementação do ProsperAzul, a adesão de uma das maiores instituições financeiras do país ao Mungano constitui um exemplo claro do papel crescente do sector privado na promoção do crescimento inclusivo e sustentável.

“Esta parceria permitirá expandir a rede dinâmica do Clube de Amigos, envolvendo mais empresas, instituições e cidadãos neste movimento que protege a biodiversidade e cria oportunidades para as comunidades”, sublinha a organização.

A entrada do Millennium BIM no Mungano reforça a capacidade do Parque Nacional de Maputo de implementar projectos estruturantes de conservação ambiental, ao mesmo tempo que impulsiona a geração de benefícios económicos e sociais para as populações locais.

A GIZ reiterou o compromisso de continuar a apoiar a plataforma, no sentido de garantir a mobilização de recursos e a implementação de soluções inovadoras que assegurem a preservação do património natural do país.

Região Norte lidera exportações, com 4 mil milhões de dólares em 2024

A região norte de Moçambique consolidou-se como líder nas exportações nacionais em 2024, com um contributo equivalente a 53% do total nacional, o que corresponde a 4.078 milhões de dólares americanos. A informação foi tornada pública esta quinta-feira (24), na cidade de Nampula, pelo Secretário de Estado para o Comércio, António do Rosário Grispo, durante a abertura da Conferência MozExport Regional Norte.

De acordo com Grispo, este desempenho evidencia o papel estratégico das províncias de Nampula, Cabo Delgado e Niassa na balança comercial do país. “Os dados de 2024 confirmam esta tendência, com a região norte a contribuir com 6% das exportações destinadas ao continente africano, num total de 101 milhões de dólares americanos”, referiu.

No quadro geral das transacções comerciais, Moçambique registou em 2024 um défice comercial de 1.416 milhões de dólares, uma melhoria de 29% em relação a 2023, quando o défice foi de 1.996 milhões. As exportações totalizaram 7.709 milhões de dólares (queda de 3%) e as importações 9.125 milhões (redução de 9%). No entanto, apenas 49% das exportações beneficiaram dos acordos preferenciais firmados com parceiros internacionais.

Grispo contextualizou a conferência como parte da diplomacia económica em curso, apontando que Moçambique dispõe de acordos multilaterais e bilaterais com mais de 54 países, incluindo os da SADC, União Europeia, Reino Unido, Indonésia, China e Estados Unidos da América. “Estes instrumentos garantem acesso preferencial aos mercados externos, frequentemente livre de direitos aduaneiros e de quotas, o que torna a nossa produção mais competitiva e incentiva a sua internacionalização”, explicou.

O Secretário de Estado destacou ainda o crescimento das exportações de produtos agrários em 13%, com um peso de 12% no total exportado, mas alertou para a baixa participação das Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs), que contribuíram com apenas 1% das exportações. “Precisamos de reforçar o papel das MPMEs na cadeia de valor das exportações, pois é neles que reside grande parte do potencial produtivo do país”, sublinhou.

A MozExport, iniciativa do Ministério da Economia, foi apresentada como um programa que visa divulgar os acordos comerciais e promover literacia económica acessível, especialmente junto das MPMEs. “Queremos uma produção nacional que concorra no mercado continental e internacional”, reforçou Grispo.

A conferência regional de Nampula dá seguimento à cerimónia de alto nível realizada em Abril, na Beira, que assinalou o arranque oficial das transacções comerciais de Moçambique no âmbito da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA), sob liderança da Primeira-Ministra Mariana Benvinda Levi.

Apesar do crescimento nas exportações para África, que totalizaram 1.592 milhões de dólares em 2024, o comércio permanece fortemente concentrado na África Austral, através da Zona de Comércio Livre da SADC. Segundo Grispo, “há uma necessidade urgente de reforçar melhor o Acordo da ZCLCA, um mercado com mais de 1,4 mil milhões de consumidores distribuídos por 54 países”.

Concluindo, o governante sublinhou que os dados apresentados comprovam que os acordos económicos firmados por Moçambique representam uma oportunidade concreta para diversificar as exportações, com ênfase na inclusão do sector dominado pelas MPMEs. “Cabe agora transformar este potencial em resultados efectivos para a economia nacional”, afirmou.

A próxima edição da MozExport está agendada para o mês de Agosto, na província de Tete.