Friday, September 4, 2026
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Reduziu o volume de compras à entrada do terceiro trimestre

O inquérito Purchasing Managers’ Index™ (PMI) do Standard Bank revelou que Moçambique registou uma redução do volume de compras em Julho, pelo terceiro mês consecutivo, levando a uma redução nos volumes de estoque.

Conforme o documento consultado pelo PROFILE, com a demanda por insumos limitada, os fornecedores conseguiram novamente entregar os itens em menos tempo. Os prazos de entrega foram reduzidos pelo quinto mês consecutivo.

Os custos de insumos subiram para as empresas do setor privado moçambicano em julho, impulsionados por aumentos nos preços de compra e nos salários.

“No entanto, o ritmo geral da inflação dos preços de insumos permaneceu muito moderado, apesar de ter atingido o maior nível em três meses” lê-se.

O relatório notou que algumas empresas enfrentaram preços mais altos de materiais e pagamentos mais altos vinculados às novas necessidades dos clientes, embora as pressões sobre os preços tenham sido geralmente moderadas devido à redução nas compras.

“Os custos salariais aumentaram, na maioria, devido ao aumento das contratações, segundo os relatórios dos membros do painel. Em meio ao ambiente favorável de custos, as empresas do sector privado mantiveram seus próprios preços estáveis durante Julho. Isso encerrou uma série anterior de dois meses de aumentos nos preços de venda. Algumas empresas teriam optado por oferecer descontos para estimular as vendas”.

Em Julho, houve expansões mensais (m/m) na maioria dos sub-índices do PMI, incluindo produção, novos pedidos, emprego e prazos de entrega dos fornecedores. No entanto, notamos uma queda tanto nas compras quanto nos estoques, o que pode reflectir a oferta moderada de moeda estrangeira (FX), impactando as aquisições” constatou Flávio Mussá, o Economista-Chefe do banco.

ENH quer assumir operação directa de projectos de exploração de gás em Moçambique

A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) pretende passar de simples parceira para operadora no sector do petróleo e gás em Moçambique, assumindo a liderança em projectos de exploração e produção.

Segundo a PCA da ENH, Ludovina Bernardo, a mudança de posição estratégica visa reforçar o papel da empresa na cadeia de valor e aumentar o controlo sobre os recursos nacionais.

Falando na sexta-feira (08), durante uma reunião com os membros do Conselho de Administração, no distrito de Matutuine, província de Maputo, a responsável explicou que o objectivo é definir um plano estratégico ambicioso que permita à empresa avançar para a operação directa de projectos no País.

Actualmente, a ENH participa como accionista em cerca de dez concessões de hidrocarbonetos, representando os interesses do Estado. As suas participações variam entre 10% e 40% nas diferentes fases da pesquisa e produção, mas a gestão dos projectos permanece nas mãos de multinacionais estrangeiras.

Entre os principais operadores encontram-se a TotalEnergies, responsável pelo projecto Mozambique LNG-Área 1, a ENI, que gere o Coral Sul FLNG-Área 4, e a ExxonMobil, operadora do Rovuma LNG. A PCA da ENH, citada pela AIM, considera que chegou a altura de mudar este cenário.

“Temos de começar a posicionar-nos na indústria de petróleo e gás como operadores. Queremos operar e, se tudo correr bem, em breve partilharemos os resultados dos primeiros passos nessa direcção”, afirmou a responsável, sublinhando que a ambição é sustentada por um plano de negócios com horizonte superior a cinco anos.

Segundo Ludovina Bernardo, o novo plano prevê criar uma carteira de projectos para capitalizar o gás natural atribuído nos empreendimentos da bacia do Rovuma. Para a dirigente, estas reservas representam uma oportunidade estratégica para desenvolver a indústria nacional e impulsionar o fornecimento de gás doméstico, fomentando iniciativas de transformação local e geração de valor económico.

A ENH já detém participações na Central de Processamento de Pande e Temane, na província de Inhambane, e em projectos de gasodutos. Actua também como agregadora e comercializadora de gás natural, com rede de distribuição canalizada de 65 quilómetros em Maputo e Marracuene, e projecta transportar gás, petróleo e condensado por via marítima e terrestre, incluindo operações transfronteiriças.

Millennium bim celebra seus 30 anos em Moçambique com lançamento de mais uma campanha

O Millennium bim lançou uma nova campanha institucional em celebração dos 30 anos de compromisso com Moçambique. Designado “Haverá sempre um M”, a campanha, além de assinalar mais um marco no seu percurso, é também uma celebração da identidade colectiva, da diversidade cultural, da resiliência e do orgulho de ser moçambicano, sublinhando ser “uma homenagem ao País e aos moçambicanos”.

Através de uma nota, o director de Comunicação do Millennium bim, Ivan Serra, explicou que a campanha estará presente nos principais meios de comunicação, tanto tradicionais como digitais, reforçando a sua mensagem junto dos moçambicanos em todo o País. Gravada de norte a sul, a campanha retrata com autenticidade a alma de Moçambique: os rostos, os gestos, os sons, os sonhos e os lugares que fazem parte da história do País e da vida do Banco.

“Quisemos criar uma campanha que fosse muito mais do que uma celebração institucional, uma homenagem e um agradecimento a todos os moçambicanos. Uma evocação da resiliência de um povo, do orgulho de ser moçambicano e de uma identidade forjada em cada conquista. Procurámos retratar o País como ele é, com verdade, com alma e com as pessoas reais que dão vida ao futuro de Moçambique todos os dias.”, afirma Ivan Serra.

“Haverá sempre um M” representa muito mais do que a inicial do Banco. É o M de Moçambique, de Memória, de Movimento, de Mudança, um símbolo de continuidade e pertença que vive no coração de milhões de moçambicanos.

Nova Direcção da AIMO Toma Posse em Cerimónia Solene em Maputo

Realizou-se a cerimónia oficial de Tomada de Posse da nova Direcção da Associação Industrial de Moçambique (AIMO). O evento teve lugar na cidade de Maputo, e contou com a presença de distintas entidades do sector público e privado, parceiros de cooperação e membros da classe empresarial.

Este acto simbólico marca o início de um novo ciclo de liderança no seio da AIMO, num momento em que se renovam os compromissos da organização com a promoção da indústria nacional, o fortalecimento do tecido produtivo e o diálogo estruturado com os seus parceiros institucionais, empresariais e sociais.

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A nova direcção assume funções num contexto desafiante para a economia nacional e regional, em que se impõe uma actuação estratégica concertada entre os agentes económicos e os decisores políticos, com vista a criar condições mais favoráveis ao investimento, à industrialização e à geração de empregos sustentáveis.

A AIMO reitera o seu papel como voz activa do sector industrial moçambicano, e renova a sua abertura ao diálogo e à cooperação em prol do desenvolvimento económico inclusivo e sustentável do país.

Cornelder investe 640 milhões na ampliação do Porto da Beira

A concessionária Cornelder de Moçambique anunciou a aprovação de um investimento de 640 milhões de meticais destinado à ampliação e modernização do Porto da Beira, maior terminal marítimo de carga do centro do país.

De acordo com Jan De Vries, administrador‑delegado da empresa, o plano inclui a aquisição de 30 empilhadoras modernas e a expansão dos armazéns em 3.000 m², medidas estratégicas que visam duplicar a capacidade de movimentação de carga total no terminal, hoje estimada acima de 300 mil toneladas por ano.

Segundo o responsável, estas inovações permitirão reduzir os tempos de manuseamento, elevar a eficiência operacional e reforçar a posição do terminal como uma plataforma logística de excelência, não apenas para a província de Sofala, mas também para países vizinhos, no contexto da SADC.

O Ministério dos Transportes e Logística de Moçambique também está a trabalhar com a Cornelder em soluções dirigidas a mitigar o congestionamento no acesso ao porto, sobretudo no que concerne à circulação de camiões

Os 10 países que mais vão crescer em 2025, segundo o FMI

Dados do FMI mostram que países mais pobres lideram desenvolvimento económico sob métrica do PIB.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou suas previsões económicas para 2025, destacando os países que apresentarão o maior crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

O crescimento económico reflecte a expansão da actividade produtiva e do desenvolvimento de sectores-chave, sendo um indicador essencial para medir o progresso e o bem-estar das nações.

  • 1. Líbia: 17,30%
  • 2. Guiana: 10,32%
  • 3. Senegal: 8,45%
  • 4. Ruanda: 7,11%
  • 5. Guiné: 7,09%
  • 6. Butão: 7,00%
  • 7. Quirguistão: 6,82%
  • 8. Tadjiquistão: 6,69%
  • 9. Etiópia: 6,61%
  • 10. Níger: 6,59%

Esses países, em sua maioria localizados na África e na Ásia, estão investindo em infra-estrutura, diversificação económica e inovação para impulsionar o crescimento sustentável.

A Líbia, por exemplo, se beneficia da recuperação do sector de petróleo após anos de sanções e guerra civil com forte influência dos EUA. Já Ruanda e Etiópia têm investido fortemente em tecnologia e manufatura para fortalecer suas economias. (RF)

Filipa Neves assume o Marketing da Unilabs na Ibéria

Unilabs anuncia a contratação de Filipa Neves para o cargo de Head of Marketing and Radiology Iberia. Esta nomeação dá início a uma nova etapa de renovação estratégica e presença da marca no sector da Saúde.

Filipa Neves conta com mais de 15 anos de experiência em Marketing, 11 dos quais internacional em empresas do grande consumo, como a Sumol Compal e a The HEINEKEN Company. Nesta segunda organização, liderou o lançamento da marca Txilar em Moçambique, que actualmente é a segunda cerveja mais vendida nesse mercado. Reconhecida pela “visão estratégica, capacidade de inovação e orientação para impacto”, foi distinguida, em 2024, como uma das 30 mulheres líderes em marketing naquele país.

Filipa Neves, Especialista em Marketing

No que diz respeito ao seu currículo académico, é licenciada em Gestão de Marketing e mestre em Marketing Estratégico. Além disso, completou um programa de liderança no feminino na IMD Business School, na Suíça, e está actualmente a iniciar um doutoramento em Marketing, com foco em comportamento do consumidor e neurociência.

A chegada à Unilabs concretizou-se em maio de 2025 e marca o arranque de uma nova fase da comunicação institucional da empresa, tendo como foco o reforço da identidade da insígnia, na proximidade com os utentes e na consolidação da proposta de valor na Península Ibérica.

A Head of Marketing and Radiology Iberia afirma que este desafio representa uma “oportunidade única” de aplicar tudo o que aprendeu ao longo dos anos, agora numa área que “verdadeiramente impacta vidas”, como é a Saúde. “Acredito profundamente no poder do marketing com propósito, feito de dentro para fora, com empatia, autenticidade e impacto”, conclui.

Fonte: BRIEFING

FACIM 2025 Espera mais de 3.150 expositores e estima 70.000 visitantes

A Feira Internacional de Maputo (FACIM) terá lugar entre os dias 25 e 31 de Agosto, no recinto de Ricatla, no distrito municipal de Marracuene, província de Maputo, devendo reunir um total de 3.150 expositores, dos quais 800 internacionais e 2.350 nacionais, provenientes de 27 países.

A informação foi tornada pública esta terça-feira, 5 de Agosto, pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, em conferência de imprensa, conforme reporta a agência Lusa.

Com uma afluência estimada de 70 mil visitantes ao longo dos sete dias do evento, a edição 2025 da FACIM posiciona-se como uma das mais representativas dos últimos anos, reafirmando o seu papel estratégico como plataforma de promoção do potencial económico de Moçambique e de atracção de investimentos nacionais e estrangeiros.

Para esta edição, a província de Gaza e a República da África do Sul foram designadas como convidadas de honra, reforçando os laços de cooperação e intercâmbio entre regiões vizinhas.

Sob o lema “Promoção da diversificação económica rumo a um desenvolvimento sustentável e competitivo em Moçambique”, a FACIM 2025 incluirá, para além das tradicionais exposições, um Fórum de Negócios com a África do Sul, sessões promocionais, seminários sectoriais e eventos de networking.

Anualmente, a FACIM constitui-se como a principal montra da economia nacional, reunindo empresas dos mais variados sectores para dar visibilidade a oportunidades de negócio, promover parcerias comerciais e impulsionar a internacionalização das Pequenas e Médias Empresas moçambicanas.

África precisa de mobilizar mais de USD 100 mil milhões anuais para infra-estruturas e transição energética

Maputo, 2025 – Em conferência que reuniu autoridades financeiras africanas, incluindo governadores de bancos centrais, ministros e representantes do FMI e do Banco Mundial, foi reafirmado o imperativo estratégico de África construir uma economia mais robusta, inclusiva e sustentável. O foco da discussão centrou-se em três pilares fundamentais: infraestrutura resiliente, capital humano e activos verdes.

As conclusões destacam a insuficiência estrutural do continente, com déficits críticos em estradas, energia, portos e conectividade digital que impedem o progresso e a integração regional. Para ultrapassar esses obstáculos, foi recomendada uma abordagem multipilar:

  • Reforço da capacidade fiscal dos Estados para financiar infraestruturas essenciais;
  • Promoção de maior eficiência na gestão pública para melhor alocação dos recursos;
  • Mobilização de capital privado como catalisador para projetos de longo prazo.

No domínio energético, os oradores chamaram a atenção para o facto de cerca de 70% da população africana viver sem acesso à eletricidade fiável. Destacam-se iniciativas como a expansão de infra-estrutura baseada em gás natural e energias renováveis, consideradas centrais para impulsionar a industrialização e a geração de emprego formal.

Em Moçambique, o exemplo da central solar de Mocuba, inaugurada em 2019, e da central fotovoltaica de Metoro (Cabo Delgado), operacional desde 2022, ilustram o caminho percorrido em direção à transição energética sustentável. Esses projectos, suportados por parcerias público‑privadas e financiamento externo, contribuíram para a estabilidade da rede eléctrica e foram responsáveis pela criação de milhares de postos de trabalho locais.

Outro foco da agenda foi o investimento no capital humano, particularmente nos jovens que representam mais de 60% da população africana. Em Moçambique, programas como o “Projecto do Capital Humano para o Norte” (PCHN), apoiado pelo Banco Mundial, visam fortalecer os sistemas de saúde, educação e protecção social em províncias como Nampula, Niassa e Cabo Delgado.

Complementarmente, adoptam-se os conceitos do Africapitalismo, que promovem o capital privado como motor de transformação socioeconómica. O sector privado africano deve liderar investimentos de longo prazo que gerem impacto social e financeiro, em cooperação com governos e parceiros de desenvolvimento.

Os especialistas sublinharam que o sucesso dessa visão depende de uma parceria equilibrada entre Estado e sector privado, com o apoio tecnico‑político de instituições multilaterais, num quadro de respeito pelas condições africanas.

Concluiu‑se que atender às prioridades definidas, infra-estrutura resiliente, capital humano qualificado e projectos verdes, coloca os países africanos num trajecto mais sólido rumo ao crescimento sustentável e à maior participação activa na economia global.

Fonte: UBA Mozambique

Os 10 países com os melhores salários mínimos do mundo

Estes países pagam valores altos para seus trabalhadores e contam com forte sistema de protecção social.

O salário mínimo é um indicador crucial do bem-estar econômico dos trabalhadores em um país. Em 2025, algumas nações continuam a se destacar por oferecerem os melhores salários mínimos do mundo, garantindo um padrão de vida mais elevado para seus cidadãos.

Confira abaixo a lista dos 10 países com os melhores salários mínimos horários em dólares americanos (USD), segundo dados do World Population Review.

  1. Austrália

Salário mínimo horário: $18.12

Renda anual média: $35,810

A Austrália lidera o ranking com o maior salário mínimo do mundo. O país é conhecido por suas políticas trabalhistas robustas e alto custo de vida, mas o salário mínimo elevado ajuda a compensar essas despesas.

2. Nova Zelândia

Salário mínimo horário: $16.42

Renda anual média: $34,150

A Nova Zelândia ocupa o segundo lugar, com um salário mínimo que reflete seu compromisso com a igualdade social e o bem-estar dos trabalhadores.

3. Alemanha

Salário mínimo horário: $15.16

Renda anual média: $31,537

A Alemanha, maior economia da Europa, oferece um salário mínimo generoso, aliado a um forte sistema de proteção social.

4. Bélgica

Salário mínimo horário: $14.58

Renda anual média: $28,809

A Bélgica se destaca por seu equilíbrio entre salários mínimos altos e uma carga horária semanal moderada.

5. França

Salário mínimo horário: $14.05

Renda anual média: $25,572

A França mantém um salário mínimo competitivo, complementado por benefícios trabalhistas extensivos, como férias generosas e licenças remuneradas.

6. Irlanda

Salário mínimo horário: $13.96

Renda anual média: $28,203

A Irlanda, com sua economia em crescimento, oferece um salário mínimo atraente, especialmente no setor de tecnologia.

7. Luxemburgo

Salário mínimo horário: $15.43

Renda anual média: Dados não disponíveis

Luxemburgo, um dos países mais ricos do mundo, garante um salário mínimo alto, refletindo seu alto padrão de vida.

8. Países Baixos (Holanda)

Salário mínimo horário: $11.98

Renda anual média: $24,925

Os Países Baixos combinam um salário mínimo sólido com uma economia estável e altos níveis de satisfação no trabalho.

9. Mônaco

Salário mínimo horário: $11.88

Renda anual média: $24,092

Mônaco, conhecido por sua riqueza, oferece um salário mínimo alto, embora o custo de vida seja um dos mais elevados do mundo.

10. Canadá

Salário mínimo horário: $11.60

Renda anual média: $24,128

O Canadá fecha a lista dos 10 melhores, com um salário mínimo que varia por província, mas que em geral é bastante competitivo.

Os países com os melhores salários mínimos tendem a ter economias fortes e políticas trabalhistas avançadas. No entanto, é importante lembrar que o custo de vida e outros fatores, como benefícios sociais, também influenciam a qualidade de vida dos trabalhadores. Enquanto nações como Austrália e Nova Zelândia lideram o ranking, outras, como os Estados Unidos, ficam para trás com um salário mínimo federal de apenas $7.25. (REVISTA FORUM)