Sunday, April 12, 2026
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Maputo acolhe RENMOZ 2025 e reforça papel na transição energética

Maputo acolhe RENMOZ 2025 e reforça papel na transição energética

A cidade de Maputo será palco da maior conferência dedicada ao sector das energias renováveis em Moçambique, a Conferência de Negócios das Renováveis – RENMOZ 2025, que decorre nos dias 23 e 24 de Abril de 2025. O evento terá como tema central “A Transição Energética de Moçambique” e visa reforçar o compromisso do país com um futuro mais sustentável, baseado em fontes limpas de energia.

Organizada pela Associação Moçambicana de Energias Renováveis (AMER) e pela Associação Lusófona de Energias Renováveis (ALER), a conferência conta com o apoio do GET.Invest Moçambique – financiado pela União Europeia e Alemanha, do áfrica Energy Challenge Fund (AECF) e da Embaixada da Suécia.

Durante dois dias, líderes empresariais, representantes do governo, especialistas e investidores internacionais irão discutir soluções concretas para acelerar a transição energética, promover o investimento sustentável e garantir o acesso universal à energia moderna.

Um dos momentos mais aguardados será o lançamento oficial da Estratégia de Transição Energética de Moçambique, documento que vai definir os compromissos climáticos do país, apontar soluções para mitigar as alterações climáticas e propor mecanismos de financiamento inovadores para o sector.

Para Ricardo Pereira, presidente da AMER, “a RENMOZ 2025 é um fórum estratégico para transformar os compromissos climáticos de Moçambique em acções concretas, promovendo a colaboração entre os sectores público, privado e parceiros internacionais”.

Já a presidente da ALER, Mayra Pereira, sublinhou que o evento vai além de um simples encontro anual, afirmando Moçambique como “pólo regional das energias renováveis” e promovendo pontes estratégicas entre desafios locais e oportunidades globais.

A conferência irá ainda acolher a apresentação da 4.ª edição do relatório “Resumo: Renováveis em Moçambique 2024”, que traz uma análise detalhada do estado do mercado nacional, tendências e novas oportunidades no sector.

O RENMOZ 2025 será também uma plataforma vibrante para o networking, com sessões dedicadas à criação de parcerias, atracção de investimentos e geração de novas oportunidades de negócio, consolidando Moçambique como um dos actores centrais da transição energética em África.

Banco Mundial reforça apoio ao sector da energia e anuncia novos compromissos em reunião com o Ministro

O Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estêvão Pale, reuniu-se recentemente com uma missão do Banco Mundial com o objectivo de rever e aprofundar a cooperação no sector energético e alinhar estratégias de financiamento para projectos prioritários e estruturantes do Governo moçambicano nas áreas de geração, transporte e distribuição de electricidade.

A missão do Banco Mundial, chefiada por Erik Fernstrom, gestor da área de Energia para a África Oriental, reafirmou o compromisso da instituição em continuar a financiar e reforçar a carteira de projectos de geração e transporte de energia em Moçambique, com destaque para o ProEnergia e para o projecto Hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa, incluindo a respectiva linha de transporte de energia de alta tensão, com vista a acelerar o alcance do objectivo de electrificação universal até 2030 e impulsionar a industrialização do país.

Através do projecto ASCENT (Transformação Acelerada do Acesso à Energia Sustentável e Limpa), uma das iniciativas prioritárias, está prevista a extensão do ProEnergia – Fase 3, com a disponibilização de cerca de 131 milhões de dólares norte-americanos, para acelerar o acesso sustentável à energia em zonas rurais e periurbanas, através de soluções tecnológicas limpas, energias renováveis e a criação de infra-estruturas resilientes.

Este financiamento permitirá a construção de cerca de 150.000 novas ligações eléctricas, bem como a construção de linhas de transporte de energia.

Moçambique está igualmente a preparar-se para aderir à Iniciativa Energy Compact, uma plataforma internacional que visa acelerar os investimentos em electrificação em países em desenvolvimento. Com esta iniciativa, o país poderá aumentar o número anual de novas ligações eléctricas das actuais cerca de 400.000 para aproximadamente 600.000, bem como melhorar o acesso à cozinha limpa, através do uso de fogões mais eficientes e de gás de petróleo liquefeito (GPL).

O Ministro Estêvão Pale salientou a importância da colaboração com o Banco Mundial, sublinhando que “estes compromissos reforçados, através dos referidos projectos, são essenciais para alavancar o sector energético, garantir o acesso a energia segura, limpa e, acima de tudo, acessível para os moçambicanos, pois é isto que impulsionará o desenvolvimento do país”.

Durante esta missão, o Banco Mundial avaliou positivamente o trabalho em curso no Projecto Hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa e reiterou o seu compromisso em apoiar a estruturação das garantias de compra de energia pela EDM, bem como o financiamento da linha de transporte de energia de alta tensão, considerada essencial para a viabilidade e impacto regional do projecto. Esta linha de transporte será vital para levar a energia gerada aos principais centros de consumo nacional e para exportação, integrando a visão de longo prazo do Projecto de Corredores de Energia Verde (GECP) – Fase 2, uma iniciativa regional de integração energética e infra-estruturas verdes.

O Ministro Estêvão Pale agradeceu o apoio contínuo do Banco Mundial, sublinhando que “estes projectos estruturantes reforçam a posição de Moçambique como um hub energético regional e são essenciais para garantir um crescimento económico inclusivo e sustentável”.

A missão do Banco Mundial decorreu entre os dias 24 de Março e 14 de Abril, durante a qual foram realizadas diversas reuniões com instituições nacionais ligadas ao sector da electricidade.

“Crescimento económico mundial vai desacelerar para menos de 2%” – alerta Fitch

A agência de notação financeira Fitch Ratings prevê que a economia mundial cresça menos de 2% este ano, devido ao impacto da grave escalada da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China.

Segundo o relatório sobre a economia global, divulgada na quarta-feira (16), e a que o PROFILE teve acesso, a Fitch Ratings prevê que “um crescimento inferior a 2% seria o valor mais fraco desde 2009, excluindo o período da pandemia de covid-19”. Assim, a Fitch cortou o crescimento mundial em 2025 em 0,4 ponto percentual e o crescimento da China e dos EUA em 0,5 ponto percentual.

“Espera-se que o crescimento anual dos EUA em 2025 permaneça positivo em 1,2%, mas desacelerará ao longo do ano para apenas 0,4% em relação ao ano anterior. O crescimento da China deve cair abaixo de 4% este ano e no próximo, enquanto o crescimento da zona do euro permanecerá bem abaixo de 1%”, lê-se no documento.

Adicionalmente, a Fitch considera que os aumentos das tarifas impostas pelos Estados Unidos às importações, anunciados pelo Presidente norte-americano Donald Trump “foram muito piores do que o esperado”. Por isso, “é difícil prever a política comercial dos EUA com alguma confiança, mas agora assumimos que a taxa média das tarifas efectivas dos EUA sobre a China permanecerá acima dos 100% durante algum tempo, antes de cair para 60% no próximo ano”.

Lei do Trabalho com versão oficial em inglês: AmCham abre caminho para um ambiente de negócios mais acessível e competitivo

A Câmara de Comércio Americana em Moçambique (AmCham) lançou oficialmente a tradução para a língua inglesa da Lei do Trabalho N.º 13/2023, um passo significativo rumo à internacionalização do ambiente jurídico laboral, numa altura em que operam diferentes multinacionais, sobretudo no sector industrial moçambicano.

A cerimónia do lançamento deste instrumento contou com a presença de juristas, empresários, gestores de Recursos Humanos e representantes do sector financeiro.

Na ocasião, em formato de painel de debate, os representantes dos patrocinadores e especialistas jurídicos analisaram os impactos práticos da nova legislação laboral na gestão de empresas e nos direitos dos trabalhadores. Entre os oradores, destacam-se a Dra. Gimina Langa e a Dra. Celvicta Chaúque (SAL & Caldeira), a Dra. Tânia Silva Taju (PwC) e o Dr. Benedito Cossa (Vista Bank).

Durante a sua intervenção, a Directora Executiva da AmCham, Faheema Sulemane, disse que a tradução técnica da Lei do Trabalho vem colmatar uma lacuna crítica para investidores, gestores e quadros executivos estrangeiros que não dominam a língua portuguesa.

“Esta versão em inglês é uma ferramenta de conformidade e clareza. Facilita o acesso à informação legal, reduz o risco jurídico, melhora a comunicação interna nas empresas e promove um ambiente de negócios mais transparente e competitivo”, afirmou.

Estão disponíveis, numa primeira fase, 300 exemplares físicos da Lei traduzida, cujo conteúdo poderá igualmente ser utilizado para processos de due diligence, preparação de investimentos e harmonização das práticas laborais com o quadro legal vigente.

“Esta tradução legal permite que o investidor saiba, antes mesmo de entrar no mercado, o que o espera em termos laborais. É uma ferramenta de gestão de risco e de planeamento estratégico”, sublinhou Gimina Langa, advogada e sócia responsável pela área de direito laboral na SAL & Caldeira.

A AmCham reafirma, com este acto, o seu papel como plataforma de diálogo e advocacia empresarial, dando voz às necessidades do sector privado e promovendo projectos estruturantes que favorecem a segurança jurídica e o investimento estrangeiro directo em Moçambique.

Refira-se que, a tradução integral do diploma será ainda submetida a um inquérito interno, de onde resultará um parecer consolidado da AmCham sobre a aplicação prática da nova legislação, a ser partilhado com as autoridades e parceiros institucionais.

Esta iniciativa, promovida pela AmCham vem responder a um apelo dos seus membros e contou com o apoio técnico da sociedade de advogados SAL & Caldeira, e com o patrocínio de empresas de referência como a PwC, Vista Bank, Ernst & Young, Intelect Holding, Invicta Group e Servtec SBM.

Labour Law Now Available in Official English Version: AmCham Paves the Way for a More Accessible and Competitive Business Environment

The American Chamber of Commerce in Mozambique (AmCham) has officially launched the English translation of Labour Law No. 13/2023, marking a significant step towards the internationalisation of the country’s labour legal framework, particularly at a time when various multinationals are operating in Mozambique, especially in the industrial sector.

The launch ceremony brought together legal professionals, entrepreneurs, human resources managers, and representatives from the financial sector.

During the event, held in the format of a panel discussion, representatives of sponsoring organisations and legal experts analysed the practical implications of the new labour legislation for business management and workers’ rights. Key speakers included Dr. Gimina Langa and Dr. Selvita Costa (SAL & Caldeira), Dr. Tânia Silva Taju (PwC), and Dr. Benedito Cossa (Vista Bank).

In her address, AmCham Executive Director Faheema Sulemane stated that the technical translation of the Labour Law fills a critical gap for investors, managers, and foreign executives who do not speak Portuguese.

“This English version is a compliance and clarity tool. It facilitates access to legal information, reduces legal risk, improves internal communication within companies, and promotes a more transparent and competitive business environment,” she said.

An initial print run of 300 physical copies of the translated Labour Law is available. The content may also be used for due diligence processes, investment preparation, and harmonisation of labour practices with the current legal framework.

“This legal translation enables investors to know, even before entering the market, what to expect in terms of labour regulations. It is a risk management and strategic planning tool,” highlighted Gimina Langa, lawyer and partner in charge of the labour law department at SAL & Caldeira.

With this initiative, AmCham reaffirms its role as a platform for business dialogue and advocacy, giving voice to the needs of the private sector and promoting structural projects that enhance legal certainty and foreign direct investment in Mozambique.

It should be noted that the full translation of the legal text will be subject to an internal survey, which will result in a consolidated AmCham opinion on the practical application of the new legislation, to be shared with authorities and institutional partners.

This initiative, promoted by AmCham, responds to a request from its members and received technical support from the law firm SAL & Caldeira, along with sponsorship from leading companies such as PwC, Vista Bank, Ernst & Young, Intelect Holding, Invicta Group, and Servtec SBM.

Seis milhões e quinhentos mil meticais para financiamento a PME’s de agro-negócio

Seis milhões e quinhentos mil meticais é o valor disponibilizado, esta terça-feira, para o financiamento a pequenas e médias empresas dedicadas ao agro-negócio na província de Tete.

Trata-se de pequenas e médias empresas que operam nos distritos de Dôa, Angónia e cidade de Tete, cuja entrega dos títulos de financiamento foi feita pela primeira-dama, Gueta Chapo, durante a nona conferência sobre o investimento as pequenas e médias empresas realizada, esta terça–feira, na cidade de Tete.

Esposa do Presidente da República, Gueta Chapo, falando, esta terça-feira, após proceder a entrega de títulos de financiamento a pequenas e médias empresas dedicadas ao agro – negócio na Província de Tete. (RM)

6.5 Million Meticais Allocated to Finance Agribusiness SMEs

A total of 6.5 million meticais was made available this Tuesday to finance small and medium-sized enterprises (SMEs) dedicated to agribusiness in Tete Province.

The funding targets SMEs operating in the districts of Dôa, Angónia, and the city of Tete, with the official handover of financing certificates conducted by First Lady Gueta Chapo during the ninth conference on investment in small and medium-sized enterprises, held this Tuesday in the city of Tete.

Gueta Chapo, wife of the President of the Republic, addressed the audience after delivering the financing certificates to the SMEs, highlighting the importance of supporting agribusiness initiatives in the region. (RM)

Novas embarcações colocam cabotagem no centro da estratégia económica

Embarcações visam melhorar a logística costeira bem como dinamizar a promoção da integração regional e da economia azul.

Moçambique conta, desde esta sexta-feira, 11, com dois navios destinados ao fortalecimento da cabotagem marítima ao longo da costa moçambicana. As novas embarcações compreendem um navio de carga geral com 120 metros de comprimento e capacidade para transportar até nove mil toneladas de mercadorias e outro de porta-contentores com cerca de 80 metros de comprimento e capacidade para aproximadamente 144 TEUs (o equivalente a 20 pés).

Inauguradas no Porto de Maputo pelo Presidente da República, Daniel Chapo, as duas embarcações visam melhorar a logística costeira bem como dinamizar a promoção da integração regional e da economia azul, contribuindo assim para o desenvolvimento sustentável e inclusivo.

“Estes navios vão promover maior eficiência no transporte de mercadorias, reduzir os custos de questões logísticas e estimular o investimento de sectores estratégicos”, avançou o estadista moçambicano, após a cerimónia de inauguração.

Segundo Daniel Chapo, com a entrada em funcionamento destas duas unidades flutuantes, os impactos económicos podem ser analisados sob diferentes perspectivas sendo elas: “redução de custos, aumento de competitividade logística nacional, desenvolvimento da indústria portuária e naval, geração de emprego e crescimento regional, atracção de investimento, permitindo a redução da dependência do transporte rodoviário, bem como a sustentabilidade da economia verde”.

Neste sentido, o governante moçambicano assegurou que o Governo vai reduzir os custos do transporte de mercadorias, com vista a atrair mais investimentos e melhorar o ambiente de negócios no país. “Precisamos de acarinhar o sector para cada vez mais investir na aquisição de navios para ancorar a logística nacional de cabotagem marítima, permitindo assim a redução dos custos de transporte de mercadorias”, acrescentou o chefe de Estado moçambicano.

Adicionalmente, o Governo apelou, na ocasião, a necessidade de haver maior diálogo com o empresariado moçambicano com vista a promover cada vez mais o desenvolvimento do transporte logístico.

Governo identifica necessidades de financiamento de 300 mil milhões de euros

“É um compromisso comum com o futuro do país. Ao implementar esta estratégia, Moçambique reforça a capacidade de enfrentar os desafios do presente e construir um futuro próspero e sustentável para todos os cidadãos”, diz o Governo.

O Governo moçambicano identificou necessidades de financiamento de 300 mil milhões de euros para implementar os cinco pilares prioritários da Estratégia Nacional de Desenvolvimento (ENDE) 2025-2044 e atingir a meta de quase 10% de crescimento económico.

O documento, que segue para discussão nas próximas semanas no parlamento, revê em alta as necessidades identificadas anteriormente, quando a estratégia foi aprovada em Junho de 2024, apontando então necessidades de investimento de 246 mil milhões de euros.

“É um compromisso comum com o futuro do país. Ao implementar esta estratégia, Moçambique reforça a capacidade de enfrentar os desafios do presente e construir um futuro próspero e sustentável para todos os cidadãos”, lê-se no documento, revisto já no actual Governo liderado por Daniel Chapo, que tomou posse em janeiro como quinto Presidente moçambicano.

A primeira versão do documento foi elaborada antes das eleições gerais de 09 de Outubro de 2024, a que se seguiram vários meses de agitação social e protestos de rua contra o processo eleitoral, que provocaram cerca de 390 mortos e fortes impactos na economia moçambicana.

A actual versão da ENDE, que reconhece esses impactos económicos e sociais da agitação social pós-eleitoral, define como pilares para os próximos 20 anos a Transformação Estrutural da Economia, com investimentos de quase 114 mil milhões de dólares, e a Transformação Social e Demográfica, com 70,8 mil milhões de dólares.

Incorpora ainda os pilares de Infraestrutura, Organização e Ordenamento Territorial, prevendo investimentos de 56 mil milhões de dólares, de Unidade Nacional, Paz, Segurança e Governação, com 52,6 mil milhões de dólares, e de Sustentabilidade Ambiental, Mudanças Climáticas e Economia circular, com 48,3 mil milhões de dólares.

“O crescimento económico de Moçambique nas próximas duas décadas será influenciado por diversos factores, incluindo o impacto dos projetos de petróleo e gás, as reformas estruturais em sectores-chave, como a agricultura, a indústria e os serviços, os eventos climáticos e a evolução das condições macroeconómicas globais”, reconhece.

A aplicação da estratégia, diz a Lusa, prevê como impacto uma taxa média de crescimento anual do Produto Interno Bruto (PIB) de 4,6% no período até 2028, chegando a 7,1% no período até final de 2034, subindo para 8,7% até 2039 e para 9,9% até 2044.

Karina Jamal: A empreendedora moçambicana que transforma o mercado com soluções sustentáveis​

Aos 34 anos, Karina Jamal destaca-se como uma das figuras mais influentes do empreendedorismo sustentável em Moçambique. Escritora com três obras publicadas, é também a fundadora da Koko Boxes Lda, uma empresa moçambicana dedicada à produção de embalagens biodegradáveis e sacolas de papel, que tem vindo a redefinir o panorama do consumo responsável no país.

A génese da Koko Boxes remonta a um modesto quarto em sua residência, onde Karina iniciou o negócio com recursos limitados. Em entrevista ao portal Lionesses of Africa, recorda: “Sempre quis vender um produto que fosse descartável, que as pessoas necessitassem todos os dias, mas que fosse de fácil descarte e que, de preferência, não causasse poluição”.​

Após dois anos de operação, a empresa mudou-se para instalações na Carmoc, em Maputo, onde liderou a comercialização de caixas específicas. O crescimento sustentado culminou na venda da empresa a sócios moçambicanos, que partilhavam a visão de expandir a produção local. Em 2023, foi inaugurada uma fábrica de sacolas de papel, com o objectivo de reduzir o consumo de plástico em Moçambique, oferecendo alternativas inovadoras e ecológicas.​

A Koko Boxes fornece actualmente embalagens biodegradáveis a hotéis, lojas, empresas de catering e restaurantes, utilizando materiais como bagaço de cana-de-açúcar, papel reciclado e amido de milho.​

Karina Jamal continua a inspirar com a sua liderança e compromisso com a sustentabilidade, posicionando a Koko Boxes como uma referência no sector de embalagens ecológicas em Moçambique.

Karina Jamal, founder, Koko Boxes Lda (Mozambique)