Tuesday, May 26, 2026
spot_img
Home Blog Page 7

Governo afirma não haver risco de escassez de combustível

Nobody photo. Retro styled photography of pistol' row. Handguns hang on station's stand.

As autoridades moçambicanas asseguraram ao público que, apesar da agressão dos EUA e de Israel contra o Irã e do consequente fechamento do Estreito de Ormuz, Moçambique não corre o risco iminente de ficar sem combustíveis líquidos.

Essa garantia veio após compras em pânico na manhã de sexta-feira e sábado em postos de gasolina em Maputo e na cidade vizinha de Matola. Longas filas de veículos se formaram nas bombas de combustível, e alguns postos ficaram sem estoque.

A Direção Nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis tentou acalmar a situação, garantindo que não há uma verdadeira escassez de combustível.

O pânico de sexta-feira surgiu de uma notícia de que as reservas operacionais de combustível no país durariam apenas 12 dias. Isso pode muito bem ter sido verdade no dia em que foi divulgado, 24 de março, mas a Direção afirmou que os postos de combustível estão sendo reabastecidos normalmente.

O contrato de fornecimento de combustível é válido até maio de 2027, e a Direção tinha certeza de que isso garantiria a continuidade do abastecimento.

Embora seja verdade que a maior parte do combustível importado por Moçambique passe pelo Estreito de Ormuz, o encerramento do Estreito não afeta os petroleiros que já se encontram em alto mar, a caminho dos portos moçambicanos.

A direção informou que novas remessas de combustível devem chegar ao porto de Maputo em 30 de março. Essas remessas garantirão o abastecimento de gasolina por mais 26 dias e de diesel por 17 dias. Mais navios-tanque devem chegar em abril.

A Direção Nacional pediu à população que mantivesse a calma e não estocasse combustível.

A Associação Moçambicana de Empresas de Combustíveis (Amepetrol) concordou e afirmou que não há risco iminente de o país ficar sem combustível. Em comunicado divulgado na sexta-feira, a associação alegou que a situação está sob controle e pediu aos motoristas que evitem comportamentos que possam pressionar a cadeia de abastecimento.

A Amepetrol informou que há combustível disponível nos terminais marítimos dos principais portos. Normalmente, esses terminais ficam fechados durante o fim de semana, mas, excepcionalmente, foi permitido que abrissem no sábado para agilizar o abastecimento do mercado varejista e reduzir a pressão sobre os postos de gasolina.

Fonte: AIM

ENH celebra 45 anos e anuncia 5 mil milhões de meticais em dividendos ao Estado desde 2018

A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) distribuiu cerca de 5 mil milhões de meticais (68 milhões de euros) em dividendos ao Estado moçambicano desde 2018, reafirmando o seu papel central na economia nacional. O anúncio foi feito durante as celebrações do 45.º aniversário da empresa, realizadas em Maputo.

“A ENH é hoje um dos pilares da economia nacional. Contribui para a geração de receitas, mas também entrega dividendos ao Estado moçambicano que, após uma longa caminhada para alcançar a sustentabilidade financeira esperada, entregou cerca de 5 mil milhões de meticais para os cofres do Estado desde 2018”, afirmou a presidente do Conselho de Administração da ENH, Ludovina Bernardo.

As celebrações foram assinaladas com o lançamento do Prémio ENH de Jornalismo, uma iniciativa destinada a estimular a produção de conteúdos jornalísticos e a promover a investigação no sector energético. O programa inclui ainda sessões técnicas sobre conteúdo local, conferências e iniciativas educativas, culturais e comunitárias com o objectivo de aproximar o sector da energia da população moçambicana.

Na ocasião, o Secretário de Estado das Minas, Jorge Daudo, sublinhou a dimensão histórica e estratégica da empresa. “Celebramos os 45 anos da ENH, uma instituição que começou pequena, mas com ousadia. Ao longo destas décadas, aprendeu a transformar sinais invisíveis em riqueza tangível, convertendo promessas profundas em orgulho nacional”, afirmou, acrescentando que o país reconhece o gás como o caminho para sustentar as “ambições colectivas” de Moçambique.

Fundada em 1981, com um capital social de 749 milhões de meticais (10 milhões de euros) integralmente detido pelo Estado moçambicano, a ENH opera sob tutela do Ministério dos Recursos Naturais e Energia. A empresa participa em todas as fases das operações petrolíferas da prospecção e pesquisa à produção, refinação, transporte, armazenamento e comercialização de hidrocarbonetos e seus derivados, incluindo Gás Natural Liquefeito (GNL) e Gás-para-Líquidos (GTL), tanto no mercado interno como externo.

Moçambique dispõe de três megaprojectos aprovados para o desenvolvimento das reservas de GNL na Bacia do Rovuma, consideradas entre as maiores do mundo, ao largo de Cabo Delgado. O projecto liderado pela TotalEnergies e o da ExxonMobil este avaliado em 30 mil milhões de dólares (26,1 mil milhões de euros), com capacidade de 18 mtpa aguardam decisão final de investimento, ambos em Afungi. A italiana Eni opera desde 2022 a plataforma flutuante Coral Sul, com produção de cerca de 7 mtpa, capacidade que deverá duplicar a partir de 2028 com a entrada em funcionamento da plataforma Coral Norte, num investimento de 7,2 mil milhões de dólares (6,2 mil milhões de euros).

Kenmare corta 15% dos postos de trabalho na mina de Moma e suspende dividendo

A Kenmare Resources anunciou o despedimento de 15% dos trabalhadores da mina de Moma, em Moçambique, e a suspensão do dividendo final de 2025, após um ano marcado por uma forte deterioração dos resultados financeiros. O lucro bruto da empresa colapsou 79%, para 18,4 milhões de dólares, face aos 95,4 milhões registados no ano anterior, penalizado pela queda simultânea dos volumes de expedição e dos preços dos minerais de titânio.

A empresa dubliniense registou ainda um prejuízo líquido de 325 milhões de dólares (280 milhões de euros), impulsionado por uma imparidade de 301,3 milhões de dólares reconhecida sobre os activos de Moma, após a revisão em baixa das suas estimativas de receitas de longo prazo num contexto de incerteza persistente sobre os preços.

As receitas caíram 20%, para 312 milhões de dólares, reflexo de uma redução de 13% nas expedições e de uma descida de 6% no preço médio de venda, que se fixou nos 338 dólares por tonelada. O EBITDA ajustado recuou 63%, para 58 milhões de dólares.

A Kenmare já dispensou 200 trabalhadores em Moma nos últimos meses e prevê eliminar mais 20 postos de trabalho no âmbito do plano de redução de custos, confirmou o presidente executivo Tom Hickey. É a primeira vez que a empresa não propõe um dividendo final desde que iniciou os pagamentos aos accionistas em 2019.

“Face às difíceis condições de mercado, tivemos de tomar decisões difíceis mas responsáveis, incluindo a redução de 15% dos trabalhadores em Moma e a suspensão do dividendo final de 2025”, afirmou Hickey, sublinhando o compromisso de retomar os pagamentos “logo que seja prudente fazê-lo”.

A mina de Moma, principal activo do grupo, é responsável por cerca de 6% da produção mundial de titânio. O seu produto principal, a ilmenite, é utilizado no fabrico de tintas, plásticos e têxteis. Embora o preço da ilmenite tenha caído nos últimos três anos consecutivos, Hickey assinalou sinais de estabilização no mercado do zircão que representa cerca de um quarto das receitas e é utilizado na produção de azulejos cerâmicos manifestando cautela quanto ao momento de uma eventual recuperação da ilmenite.

No plano financeiro, os credores africanos da Kenmare Absa Bank, Nedbank, Rand Merchant Bank e Standard Bank já haviam flexibilizado o rácio dívida/EBITDA no ano passado, podendo ser necessário um novo ajustamento em 2026. A dívida líquida situava-se nos 158,8 milhões de dólares em Dezembro, sem vencimentos até 2029. A empresa conta ainda com mais de 150 milhões de dólares em inventários, créditos comerciais e outros activos correntes passíveis de conversão em liquidez nos próximos 12 meses.

A tensão com as autoridades fiscais moçambicanas mantém-se como um factor de risco relevante. Em meses recentes, a administração tributária procurou impor unilateralmente novos encargos de IVA e alfandegários sobre as importações da Kenmare, bem como aumentar a taxa de royalties sobre a produção e exportação de Moma mesmo antes de ser alcançado um novo acordo de implementação que substitua o anterior, expirado no final de 2024. A empresa tinha admitido o recurso à arbitragem internacional, mas o comunicado de resultados adoptou um tom mais conciliatório, referindo que “após reuniões recentes, continuamos a acreditar que existe margem para um resultado negociado mutuamente aceitável”. Hickey confirmou que as negociações decorrem de forma “construtiva”, com ambas as partes a reconhecerem a importância de uma resolução a curto prazo.

As acções da Kenmare caíram mais de 9% na Bolsa de Londres na sequência do anúncio.

Fonte: The Irish Times

Desequilíbrios fiscais ameaçam 50 mil milhões de dólares em projectos de gás, alerta Banco Mundial

O Banco Mundial emitiu um dos alertas mais severos de sempre sobre a situação económica de Moçambique, advertindo que a trajectória actual das finanças públicas coloca em risco a viabilidade de um conjunto de projectos de gás natural avaliado em 50 mil milhões de dólares a maior aposta do país para sair da pobreza.

A instituição de Washington publicou a 25 de Março um relatório que traça um diagnóstico preocupante: a massa salarial pública e o serviço da dívida consumiram 87% das receitas fiscais no ano passado, deixando margem mínima para qualquer outra despesa.

O défice fiscal, financiado sobretudo através dos mercados de dívida doméstica, deverá alargar-se para cerca de 6% do PIB este ano e no próximo, face a 4.1% no ano anterior. Sem medidas concretas de consolidação, os futuros recursos provenientes do GNL poderão acabar por cobrir os custos do actual modelo de despesa ineficiente, em vez de financiarem investimentos de desenvolvimento.

O quadro social agrava a urgência do aviso. A economia moçambicana ainda ressente as consequências dos protestos pós-eleitorais de 2024, que provocaram uma contracção de 0.5% no ano passado. O Banco Mundial projecta um crescimento de apenas 1.1% este ano e 1.8% em 2027, ritmo que ficará abaixo do crescimento populacional até 2028 prolongando o que a instituição designa como uma “década perdida” até 2025. A cada ano, 500 000 moçambicanos entram no mercado de trabalho, mas apenas 30 000 empregos formais são criados.

O relatório identifica ainda a pressão cambial como um risco crescente para a actividade económica. O Banco Mundial alerta que as dificuldades no acesso a divisas se intensificaram, com crescentes atrasos no processamento de transacções em moeda estrangeira através do sistema bancário, estimando-se uma fila de espera acumulada de cerca de 800 milhões de dólares em Novembro passado.

O aviso surge num momento crítico para os megaprojectos de GNL. O projecto Mozambique LNG, liderado pela TotalEnergies e avaliado em 20 mil milhões de dólares, retomou formalmente as operações em Janeiro de 2026, após quatro anos de suspensão. O projecto Rovuma LNG, da ExxonMobil, aguarda decisão final de investimento, e a Eni avança com o Coral Norte. O panorama de financiamento internacional permanece dividido: o banco de exportação dos Estados Unidos aprovou um empréstimo de quase 5 mil milhões de dólares para apoiar o Mozambique LNG, enquanto o Reino Unido retirou o seu compromisso de 1.15 mil milhões de dólares, citando preocupações de segurança e orientações de política climática.

O FMI, em consulta paralela, partilha da preocupação do Banco Mundial. A instituição salienta que as actuais políticas macroeconómicas, nomeadamente os elevados défices fiscais e a necessidade de maior flexibilidade cambial, tendem a agravar as vulnerabilidades da dívida, com défices primários projectados em cerca de 2% do PIB até 2029.

O potencial do GNL permanece intacto com produção antecipada a partir de 2030, o sector oferece um potencial substancial a médio prazo mas a janela para preparar as condições necessárias está a estreitar-se. Para o Banco Mundial, a mensagem é inequívoca: sem consolidação fiscal, Moçambique arrisca que a riqueza do subsolo sirva para tapar défices do presente, em vez de financiar o desenvolvimento do futuro.

Fonte: Bloomberg

Gapi lança Plataforma de Microfinanças para financiar MPMEs

A Gapi lançou recentemente a Plataforma Nacional de Microfinanças para o Financiamento a Micro, Pequenas Empresas e Startups, uma iniciativa que visa reforçar a mobilização de recursos e melhorar a articulação entre instituições financeiras, parceiros de desenvolvimento e o ecossistema empreendedor.

O lançamento, que foi testemunhado por diversas personalidades, dentre jovens líderes, especialistas, decisores públicos e parceiros institucionais, oorreu durante a realização do seminário nacional de liderança, subordinado ao lema “Acelerando o Desenvolvimento e Inovação”, numa iniciativa conjunta da Gapi e da AIESEC em Moçambique.

A nova plataforma surge como resposta aos desafios persistentes de acesso ao financiamento enfrentados pelas micro, pequenas empresas e startups no país, propondo-se a criar mecanismos mais eficazes, inclusivos e sustentáveis para apoiar o crescimento destes segmentos, considerados fundamentais para a dinamização da economia nacional.

“Queremos usar a proximidade geográfica e cultural que a rede de microfinanceiras membros da AMOMIF (Associação Moçambicana dos Operadores de Microfinanças) tem, para abranger os negócios em todo o país, sobretudo nas zonas rurais”, disse Edwina Ferro, da Unidade de Género e Juventude da Gapi, durante a apresentação da plataforma.

Ferro destacou ainda que “Com a Plataforma, prevemos apoiar e capitalizar dentre oito a doze microfinanceiras, que deverão financiar cerca de 7.000 negócios que se espera que criem 30.000 empregos de forma directa e 100.000 de forma indirecta. Para tal, temos como meta mobilizar cerca de USD 10 milhões junto de diversos parceiros, dentre os quais a cooperação portuguesa, através do FECOP, que já se juntou à iniciativa.”

O seminário serviu igualmente como espaço de debate sobre temas centrais como o empreendedorismo, a digitalização dos negócios e o papel da juventude no desenvolvimento económico. Mais de uma centena de participantes partilharam experiências e discutiram soluções inovadoras para acelerar o progresso social e económico de Moçambique.

A ocasião foi ainda marcada pela celebração dos 36 anos da Gapi, que apresentou a sua Visão Estratégica 2030, focada no reforço do empreendedorismo, da inclusão financeira e do desenvolvimento sustentável.

Com esta iniciativa, a Gapi e a AIESEC em Moçambique reafirmam o seu compromisso em promover uma nova geração de líderes e impulsionar soluções concretas para o crescimento inclusivo e sustentável do país.

Sasol distinguida como terceiro maior contribuinte de IRPC em Moçambique

A Autoridade Tributária de Moçambique (AT) distinguiu a Sasol Petroleum Temane (SPT) como o terceiro maior contribuinte na categoria de Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Colectivas (IRPC), durante as comemorações do Dia Nacional do Contribuinte, realizadas a 25 de Março, em Maputo.

A cerimónia coincidiu com o 20.º aniversário da AT, assinalado sob o lema “20 anos da Autoridade Tributária: consolidando o papel do contribuinte na sustentabilidade orçamental”.

O reconhecimento não é inédito, a Sasol mantém-se há vários anos entre os três primeiros lugares desta categoria, afirmando-se como um dos maiores contribuintes do imposto sobre lucros das empresas no país. No exercício financeiro de 2025 correspondente ao período entre Julho de 2024 e Junho de 2025 a empresa registou contribuições de 4,4 mil milhões de meticais em sede de IRPC.

A directora-geral da Sasol em Moçambique, Sónia Matsinhe Chembeze, considerou que a distinção reforça o posicionamento da empresa na economia nacional. “Este reconhecimento, mais uma vez atribuído pela Autoridade Tributária de Moçambique, é uma reafirmação da nossa relevância no mosaico económico nacional, através dos nossos cinco pilares, com enfoque, neste caso, para as contribuições fiscais”, afirmou.

O Dia Nacional do Contribuinte, celebrado a 22 de Março, visa reconhecer o papel das empresas e cidadãos no financiamento das despesas públicas e na sustentabilidade do desenvolvimento económico do país.

Fonte: Lusa

4.ª Assembleia Anual e Conferência Internacional da TWF 2026

Secure your seat, and connect with leading experts, manufacturers, researchers and policy makers on Africa’s table of solutions in welding and materials manufacturing at the 4th TWF Annual Assembly and International Conference 2026, Maputo, Mozambique.

Gain deeper insights on African content goals and road maps in welding. Share your expertise , show technological innovations , as well as grow result based networking.

Theme: Exploring Sustainable Manufacturing in Africa
Date: 22 – 24 June, 2026
Venue: Maputo, Mozambique

Scan the code ( that applies to secure your seat.

www.twfassembly2026.org

Business Evolution Conference | 8th Edition

Date and time: May 8th |14:30

Location: Hotel ONOMO – Avenida 25 de Setembro, nº 1119 – Maputo, Mozambique

Description: Business Evolution Conference | 8th Edition

On May 8th, the Hotel ONOMO Maputo will host the 8th edition of the Business Evolution Conference, a premier event bringing together the leaders transforming the Mozambican and African business ecosystems.

This isn’t just a conference, it’s a strategic hub for investment, innovation, and high-level networking. Join this diverse panel of experts, including Pedro Silva (APME) and Jorge D. Bruno (BT Holding), as they dive into the opportunities shaping the continent today. Connect with peers, generate new opportunities, and be part of the movement that proves the future of Africa is indeed in our hands.

Panelists:

Pedro Silva: Businessman & President of APME.

Jorge D. Bruno: Entrepreneur & Founder of BT Holding.

Euridse Jeque: Entrepreneur, Artist & Social Activist.

Huruda Malungane: Executive Director of CFO Mozambique | Head of Finance & ESG.

Kátia Ngueleme: Businesswoman & General Director of Landmark.

Nuno Soares: Businessman & Co-Founder of Revista Xonguila.

Moderator: Cristina Matabele.

Organizer: Global Business Network Agency.

Registration: https://forms.gle/Wac7MrgBBBjr89fu8

Contacts: +258 847059786 | 878059786 | networking@businesstouch.co.mz

Mozambique-EU Business Forum 2026 | Maputo

Time and date: June 9th, 9:00 AM to June 10th, 5:00 PM.

Location: Maputo, Mozambique.

Description: 2nd Mozambique–EU Business Forum

“Partnering for Green Growth: Unlocking Sustainable Investment Between Mozambique and the European Union”

Prepare yourself for two days of high-level dialogue, partnerships and concrete business opportunities between Mozambique and the European Union.

Please note that the Forum will take place back to back with RENMOZ (Mozambique Renewable Energy Conference).

Please refer to our event section for more information on RENMOZ event.

Why Mozambique?

Mozambique is a strategic investment destination, offering a unique combination of assets and ambitions:

  • Vast natural resources, including critical raw materials
  • Strong commitment to the green energy transition
  • A key maritime gateway to the Indian Ocean and regional economic corridors
  • Ambition to become an energy and logistics hub for Southern Africa

At the same time, the country is accelerating reforms to improve transparency, governance and the investment climate, with a clear objective: unlock private-sector-led, diversified and job-rich growth.

The EU & global gateway: A long-term partnership

The European Union is a reliable and long-standing partner of Mozambique. Through the Global Gateway strategy, the EU and its Member States are scaling up sustainable, high-quality investments that support:

  • Green industrialisation and clean energy
  • Connectivity, transport and digital infrastructure
  • Value-added agribusiness
  • Sustainable tourism

What is this forum about

Building on the outcomes of the first Mozambique–EU Global Gateway Investment Forum, this edition brings together:

  • Businesses and investors
  • Policymakers and public institutions
  • Financial institutions and development partners

With a clear focus on matchmaking and concrete investment opportunities in priority sectors aligned with Mozambique’s development agenda and Global Gateway priorities.

Interacting platform: https://www.eeas.europa.eu/delegations/mozambique/2nd-mozambique-eu-business-forum-2026_en

Use this platform to:

  • Explore the programme and key sessions
  • Connect with relevant participants (once registered and confirmed)
  • Schedule B2B and B2G meetings
  • Identify concrete investment and partnership opportunities

Registration and more information: https://community.eu-africabusinessforum.eu/event/mozambique-eu-business-forum

Moçambique ajusta o seu modelo económico: sinais de pressão, mas com oportunidades estruturais em formação

Moçambique entra numa fase de reajuste económico que, embora marcada por desafios evidentes, também abre espaço para uma redefinição estratégica do seu modelo de crescimento.

Mais do que um ciclo negativo, o país atravessa um momento de transição, onde reformas, investimento e reposicionamento institucional poderão determinar a próxima fase de desenvolvimento.

Esta leitura baseia-se no mais recente Mozambique Economic Update 2026, publicado pelo Banco Mundial em conjunto com o Fundo Monetário Internacional, que traça um diagnóstico claro sobre a economia do país e os desafios que se colocam no curto e médio prazo.

Os sinais mais recentes mostram uma economia sob pressão, mas também em processo de reequilíbrio, com oportunidades relevantes a emergir para empresas e investidores com visão de longo prazo.

Realidade macroeconómica

De acordo com o relatório do Banco Mundial e do FMI, o crescimento económico desacelerou nos últimos anos, reflectindo tanto factores internos como externos. A economia chegou a contrair em 2025, evidenciando a necessidade de ajustamentos estruturais.

No entanto, esta desaceleração deve ser lida no contexto de uma economia que está a reorganizar os seus fundamentos. O crescimento projectado mantém-se positivo, ainda que moderado, indicando uma trajectória de recuperação gradual.

Do lado fiscal, o país enfrenta pressões relevantes, sobretudo associadas à estrutura da despesa pública. Uma parte significativa da receita está comprometida com despesas fixas, o que limita o investimento público. Ainda assim, este cenário está a impulsionar uma agenda clara de reformas fiscais e de gestão da dívida, também destacada no relatório.

A inflação, embora pressionada por factores como o aumento dos preços alimentares, tem sido relativamente controlada, sinalizando alguma eficácia na política monetária. Em paralelo, persistem desafios no acesso a divisas, uma das principais limitações apontadas pelo Banco Mundial para a dinâmica do sector privado.

Principais riscos identificados

O relatório identifica riscos relevantes, mas enquadra-os como áreas prioritárias de intervenção. A questão fiscal surge como central. Segundo o Banco Mundial e o FMI, a necessidade de consolidar as contas públicas não é apenas um desafio, é também uma oportunidade para melhorar a eficiência do Estado e a alocação de recursos.

As restrições cambiais continuam a exigir atenção, sobretudo pela sua influência directa na actividade empresarial, sendo apontadas como um dos principais constrangimentos ao crescimento. A dimensão político-social mantém-se como um factor de monitorização, com impacto na previsibilidade do ambiente de negócios.

Por fim, as limitações estruturais, como a baixa produtividade agrícola, são destacadas no relatório como um dos principais entraves ao crescimento inclusivo, mas também como uma das maiores oportunidades de transformação económica.

Implicações para as empresas em Moçambique

Para as empresas, este contexto exige adaptação, mas também cria espaço para posicionamento estratégico. O acesso a financiamento pode tornar-se mais selectivo, num contexto em que o Estado absorve uma parte significativa dos recursos disponíveis no sistema financeiro.

Os custos operacionais, especialmente em sectores dependentes de importações, exigem maior planeamento e gestão cambial, uma realidade amplamente reconhecida no diagnóstico das instituições internacionais.

Ao mesmo tempo, este contexto abre oportunidades para substituição de importações e desenvolvimento de produção local. A necessidade de operar num ambiente mais exigente tende a favorecer empresas mais estruturadas, com capacidade de execução e visão estratégica.

Implicações para investidores

Para investidores, Moçambique mantém-se como um mercado relevante no contexto regional, mas que exige uma abordagem informada e estruturada.

O relatório destaca que o potencial de entrada de investimento estrangeiro continua presente, sobretudo com o avanço de grandes projectos energéticos, como o LNG, e melhorias no enquadramento internacional do país.

A leitura do risco torna-se mais sofisticada. Não se trata apenas de risco elevado, mas de um contexto onde o risco pode ser gerido com o parceiro certo, o sector adequado e uma estratégia bem definida. Investidores com horizonte de médio e longo prazo poderão encontrar oportunidades relevantes, desde que bem posicionados.

Onde ainda existem oportunidades

O potencial económico de Moçambique continua assente em fundamentos claros, também reforçados pelo relatório. O sector de energia, com destaque para o LNG, mantém-se como o principal motor de crescimento futuro. A urbanização crescente cria oportunidades em infraestruturas, habitação e serviços.

O sector agrícola, apesar das suas limitações actuais, é identificado como uma das maiores alavancas de desenvolvimento, sobretudo com ganhos de produtividade. As reformas estruturais em curso poderão, progressivamente, melhorar o ambiente de investimento e criar condições mais estáveis para o sector privado.

O próximo ciclo começa agora

Moçambique atravessa um momento de ajustamento, não de retração definitiva. Como sublinham o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional, os desafios são reais, mas também representam uma oportunidade para reposicionar a economia numa trajectória mais sustentável.

Para empresas e investidores, o posicionamento certo passa por compreender o contexto, seleccionar sectores estratégicos e apostar numa visão de longo prazo. Num mercado em transformação, as oportunidades não desaparecem. Tornam-se mais selectivas e, para quem estiver preparado, potencialmente mais valiosas.

Fonte: Mozambique Economic Update 2026, World Bank & International Monetary Fund
https://openknowledge.worldbank.org/entities/publication/c52634d3-1a5a-4c0f-ae0b-5a1bcd915d6d