Wednesday, September 2, 2026
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Moçambique e ECA reforçam agenda de cooperação com foco no emprego, industrialização e execução

Moçambique e a Comissão Económica das Nações Unidas para África (ECA) estão a preparar uma nova fase de cooperação, mais orientada para resultados concretos e para a execução das prioridades nacionais de desenvolvimento, com destaque para a criação de emprego, industrialização, agricultura, recursos naturais, infra-estruturas e reforço da capacidade institucional.

A orientação resulta do encontro entre o Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, e uma delegação da ECA liderada pelo seu Secretário Executivo, Claver Gatete, durante a recente missão da instituição a Maputo. A visita surgiu na sequência de um convite formulado pelo Presidente da República, Daniel Chapo, a Gatete, à margem da Cimeira da União Africana, com o propósito de aproximar o apoio técnico da ECA das prioridades nacionais de desenvolvimento. (O.Económico)

Durante as conversações, Salim Valá apresentou a arquitectura de planeamento do Governo, assente na Estratégia Nacional de Desenvolvimento (ENDE) 2025–2044, no Programa Quinquenal do Governo (PQG) 2025–2029, em estratégias sectoriais de dez anos, no Cenário Fiscal de Médio Prazo, no Plano Económico, Social e Orçamento do Estado (PESOE) e no Programa Integrado de Investimentos 2026–2030.

Apesar da existência destes instrumentos, o ponto central das discussões foi a necessidade de transformar o planeamento em resultados concretos. A ECA colocou a execução no centro da agenda, defendendo a importância de converter planos em investimentos, produção, empregos e melhoria efectiva das condições de vida.

Neste sentido, a ECA manifestou disponibilidade para apresentar ao Governo uma plataforma digital de planeamento e acompanhamento da implementação, apoiar estudos de viabilidade em sectores prioritários e mobilizar especialistas para ajudar a identificar e eliminar constrangimentos à execução.

A criação de empregos constitui uma das principais prioridades apresentadas por Moçambique. Salim Valá destacou a necessidade de promover um crescimento económico capaz de absorver mão-de-obra em grande escala, sobretudo perante uma população predominantemente jovem. Agricultura, pequenas e médias empresas, indústria transformadora, turismo, construção e serviços foram identificados como sectores com potencial para gerar emprego.

A cooperação deverá igualmente reforçar a ligação entre a modernização agrícola e a indústria transformadora, de modo a aumentar o valor acrescentado da produção nacional. Entre os exemplos apresentados estão a utilização do algodão como base para a indústria têxtil, o caju para processamento, o girassol para produção de óleo, as frutas para processamento, conservação e exportação, e o milho e a soja para cadeias de alimentação animal. (O.Económico)

A ECA destacou, neste contexto, a necessidade de seleccionar produtos com capacidade de escala, organizar produtores, reforçar a formação e desenvolver infra-estruturas como sistemas de irrigação, energia e estradas, criando cadeias de valor capazes de ligar a produção aos mercados.

Os recursos naturais também ocupam um lugar importante na nova agenda. Moçambique possui gás natural, carvão, grafite, areias pesadas, rubis, ouro e outros recursos minerais, mas o desafio passa por transformar essa riqueza em maior benefício económico interno, aumentando os encadeamentos entre a indústria extractiva e o restante tecido económico.

Esta orientação está alinhada com uma prioridade já defendida pelo Presidente Daniel Chapo: a transformação dos recursos naturais em base para a industrialização do país. Em Maio, durante a 12.ª Conferência e Exposição de Mineração e Energia de Moçambique, o Chefe do Estado defendeu uma mudança de paradigma, passando da simples exploração dos recursos para uma lógica de transformação económica e social, com impacto na indústria, emprego e prosperidade. (MIREME)

As infra-estruturas e os corredores de transporte constituem igualmente uma área de atenção. Os corredores de Maputo, Beira e Nacala poderão ser utilizados não apenas para facilitar o trânsito de mercadorias destinadas aos países do hinterland, mas também como corredores de desenvolvimento da economia moçambicana, ligando áreas agrícolas, centros industriais, cidades, recursos naturais e mercados nacionais.

Neste quadro, o Programa Integrado de Investimentos 2026–2030 poderá assumir um papel importante na priorização, preparação e promoção de projectos, distinguindo aqueles que já apresentam maturidade para procurar financiamento dos que ainda necessitam de estudos, estruturação ou reformas.

A transformação digital foi também integrada no diálogo. Salim Valá destacou a criação do Ministério das Comunicações e Transformação Digital e o crescente uso da tecnologia nos serviços públicos, inclusão financeira, transparência e aproximação entre o Estado e o cidadão, defendendo igualmente o potencial da tecnologia como sector gerador de negócios, emprego e produtividade.

A ECA defendeu ainda a necessidade de concentrar esforços em projectos com maior capacidade de impacto sobre emprego, produção, exportações, produtividade e receitas públicas. A organização poderá apoiar Moçambique através de estudos de viabilidade, conhecimento técnico, plataforma de monitoria, identificação de constrangimentos e acompanhamento da implementação dos projectos.

A nova abordagem pretende aproximar duas realidades económicas que ainda se relacionam de forma insuficiente: de um lado, os grandes projectos ligados ao gás, carvão, alumínio, areias pesadas e outros recursos; do outro, milhões de pequenos produtores, microempresas e actividades informais.

A aposta passa por criar pontes entre esses dois segmentos através de fornecedores nacionais, agricultura ligada à indústria, pequenas e médias empresas integradas nos corredores, formação orientada para a procura empresarial, processamento de recursos naturais, tecnologia e financiamento direccionado para a produção.

Com esta nova agenda, Moçambique e a ECA procuram colocar a cooperação menos centrada na produção de planos e mais orientada para a implementação, assegurando que o planeamento, financiamento, investimento e execução resultem em empregos, empresas, cadeias de valor e novas oportunidades económicas para o país.

Porto de Chongoene prepara arranque das operações de minérios pesados

O Porto de Chongoene, na província de Gaza, está cada vez mais próximo de entrar numa nova fase de actividade, depois de obter as licenças necessárias para iniciar operações ligadas ao escoamento de minérios pesados. O avanço abre novas perspectivas para a dinamização da actividade mineira e logística no sul de Moçambique.

A obtenção das licenças representa um passo importante para a operacionalização da infra-estrutura portuária, concebida para apoiar a movimentação e exportação de recursos minerais provenientes dos projectos instalados na região.

Com o início das operações, o Porto de Chongoene poderá assumir um papel estratégico na cadeia logística dos minérios pesados, reduzindo constrangimentos no transporte, facilitando o acesso aos mercados internacionais e criando condições para uma maior integração entre a actividade mineira e as infra-estruturas nacionais.

A entrada em funcionamento do porto poderá igualmente gerar oportunidades para empresas moçambicanas nas áreas de transporte, logística, manutenção, segurança, fornecimento de equipamentos e prestação de serviços especializados, contribuindo para o fortalecimento do conteúdo local.

O projecto surge num contexto de crescente investimento na exploração e valorização dos recursos minerais de Moçambique, reforçando a importância de infra-estruturas capazes de ligar as zonas de produção aos corredores de exportação.

A expectativa é de que o arranque das operações do Porto de Chongoene contribua para dinamizar a economia de Gaza, estimular novos investimentos e fortalecer a posição de Moçambique nas cadeias internacionais de fornecimento de minerais pesados.

Com as licenças já asseguradas, o foco passa agora para a preparação do início efectivo das operações, num passo que poderá transformar Chongoene num novo ponto estratégico para o comércio e a logística de recursos minerais no país.

Fonte: O.economico

NeoTerra Group identifica potencial de extracção de gálio em Moçambique

Moçambique poderá ganhar um novo protagonismo no mercado global de minerais críticos, depois de a NeoTerra Group anunciar resultados que apontam para a presença de gálio associado a um dos seus projectos de exploração mineral no país.

Os dados divulgados pela empresa indicam uma recuperação de até 85% de gálio através de testes de extracção, um resultado que poderá abrir caminho para a avaliação comercial deste mineral estratégico e aumentar o interesse internacional pelos recursos minerais moçambicanos.

O gálio é considerado um mineral crítico devido à sua importância para tecnologias avançadas, sendo utilizado em sectores como semicondutores, telecomunicações, electrónica, sistemas de energia e outras aplicações de elevada tecnologia.

A NeoTerra Group está a avaliar o potencial dos recursos identificados em Moçambique, com os resultados dos testes a representarem uma etapa importante para determinar a viabilidade de uma futura cadeia de produção e valorização do mineral.

A eventual exploração de gálio poderá também criar novas oportunidades para Moçambique na cadeia global de minerais críticos, num momento em que a procura internacional por matérias-primas estratégicas cresce impulsionada pela transição energética, digitalização e desenvolvimento de tecnologias avançadas.

Para além da extracção, o desafio passa por garantir que uma parte crescente do valor gerado permaneça no país, através do desenvolvimento de serviços especializados, formação de mão-de-obra, fornecimento local e eventual processamento dos recursos.

O anúncio da NeoTerra surge num contexto de crescente atenção internacional sobre o potencial mineral de Moçambique, que dispõe de recursos como grafite, areias pesadas, carvão e outros minerais considerados estratégicos para a economia global.

Caso os resultados avancem para uma fase de viabilidade comercial, o gálio poderá acrescentar uma nova dimensão ao sector mineiro nacional e colocar Moçambique numa cadeia de fornecimento dominada por poucos produtores a nível mundial.

A descoberta reforça, assim, a necessidade de transformar a riqueza mineral do país em oportunidades concretas de investimento, industrialização, emprego e desenvolvimento de empresas nacionais.

Fonte: Proactiveinvestors

Fundo Soberano aloca 70% dos activos ao dólar e aos títulos do Tesouro dos EUA

O Fundo Soberano de Moçambique (FSM) deverá manter 70% dos seus recursos aplicados em activos denominados em dólares norte-americanos, com uma parcela significativa direccionada para títulos do Tesouro dos Estados Unidos, de acordo com a política de investimento aprovada pelo Governo.

A estratégia resulta da Resolução n.º 38/2025, que estabelece as regras de alocação dos recursos do fundo e atribui ao Banco de Moçambique a gestão operacional dos investimentos nos mercados financeiros internacionais.

De acordo com a política definida, o Índice de Referência Estratégico (IRE) estabelece uma carteira composta por 70% de títulos governamentais e 30% de títulos não governamentais. Na componente governamental, 70% dos activos são direccionados para obrigações do Tesouro norte-americano e 30% para obrigações da Zona Euro. A componente não governamental segue igualmente uma distribuição de 70% em dólares e 30% em euros, estando limitada a obrigações corporativas com grau de investimento.

A estrutura significa que o fundo terá uma exposição cambial predominante ao dólar norte-americano, enquanto as regras de gestão de risco procuram limitar desvios significativos relativamente ao índice de referência. Entre as restrições estabelecidas está um tracking error máximo de 0,5%, um limite de 5% para desvios de peso face ao índice e uma diferença máxima de 0,5 anos na duração modificada da carteira.

Fundo financiado pelo gás, mas sem investimento directo no sector

O modelo ganha particular relevância pelo facto de o Fundo Soberano ser financiado pelas receitas provenientes da exploração de gás natural liquefeito (GNL) nas Áreas 1 e 4 da Bacia do Rovuma. Apesar dessa origem, a política de investimento impede aplicações directas no sector de petróleo e gás, permitindo apenas uma exposição indirecta limitada.

Nos primeiros 15 anos, a legislação determina que 60% das receitas destinadas ao Estado sejam canalizadas para o Orçamento do Estado e 40% para o Fundo Soberano. A partir do 16.º ano, a repartição passa para 50% para cada destino.

O fundo iniciou as suas operações com um depósito de 109,9 milhões de dólares em Dezembro de 2025 e alcançou cerca de 117 milhões de dólares no primeiro trimestre de 2026, enquanto os recursos acumulados entre 2022 e 2024 totalizavam 232,3 milhões de dólares.

Debate sobre o impacto na economia nacional

A estratégia de investimento levanta um debate sobre a forma como os recursos provenientes dos recursos naturais poderão contribuir para o desenvolvimento económico de Moçambique.

As regras actualmente estabelecidas excluem investimentos directos do fundo em activos denominados em meticais, imóveis, infra-estruturas ou outros veículos cujo foco principal seja o mercado moçambicano. A política privilegia, assim, a preservação e diversificação financeira através dos mercados internacionais.

Segundo as projecções citadas pela Integrity Magazine, as receitas do gás poderão atingir cerca de 6 mil milhões de dólares anuais na década de 2040. O crescimento esperado das receitas coloca em evidência a importância de definir mecanismos capazes de equilibrar a preservação de longo prazo da riqueza soberana com os objectivos de desenvolvimento económico do país.

A discussão passa, por isso, não apenas pelo volume de recursos acumulados, mas também pela estratégia de gestão, diversificação dos investimentos, exposição a riscos internacionais e capacidade de transformar as receitas dos recursos naturais em benefícios sustentáveis para as futuras gerações.

A experiência internacional mostra que os fundos soberanos podem desempenhar diferentes funções, desde a estabilização das finanças públicas até à poupança intergeracional e à diversificação das economias nacionais. No caso de Moçambique, a forma como o Fundo Soberano evoluirá será particularmente relevante à medida que aumentarem as receitas provenientes do gás natural.

O desafio estará em assegurar que a gestão dos recursos combine prudência financeira, transparência, sustentabilidade e retorno económico, preservando o património das futuras gerações sem perder de vista as necessidades de desenvolvimento do país.

Vodacom Moçambique regista crescimento de 5,2% no M-Pesa em 2026

A Vodacom Moçambique registou uma evolução positiva do seu desempenho operacional no exercício fiscal encerrado em 31 de Março de 2026, impulsionada pelo crescimento das receitas de serviços e pela expansão do negócio de serviços financeiros móveis através do M-Pesa.

O desempenho reflecte a crescente importância dos serviços digitais e financeiros no negócio da operadora, num contexto em que o uso de soluções móveis continua a ganhar espaço entre os consumidores e empresas moçambicanas.

De acordo com os resultados divulgados, o M-Pesa registou um crescimento de 5,2%, reforçando o seu contributo para o desempenho da Vodacom Moçambique. A evolução do serviço acompanha a expansão do ecossistema de pagamentos digitais e dos esforços de promoção da inclusão financeira no país.

A aposta nos serviços financeiros móveis surge num mercado em transformação, marcado pelo aumento da utilização de soluções digitais para pagamentos, transferências e outras operações financeiras. Dados do regulador do sector mostram, igualmente, a crescente relevância dos serviços móveis e do tráfego associado às comunicações digitais em Moçambique.

Para além do desempenho financeiro, a estratégia da Vodacom tem procurado ampliar o papel do M-Pesa enquanto plataforma de inclusão financeira e de apoio à economia digital. A empresa tem desenvolvido iniciativas dirigidas a consumidores, empreendedores e pequenas e médias empresas, combinando serviços financeiros, conectividade e soluções digitais.

O crescimento dos serviços digitais e financeiros deverá continuar a desempenhar um papel central na evolução do sector das telecomunicações em Moçambique, à medida que consumidores e empresas aumentam a utilização de plataformas móveis para comunicação, pagamentos e acesso a serviços.

Os resultados da Vodacom Moçambique reforçam, assim, a tendência de diversificação das fontes de receita das operadoras, com os serviços digitais e financeiros a assumirem um peso cada vez maior para além dos tradicionais serviços de voz e mensagens.

AIMO e Profile assinam parceria para a primeira edição dedicada à indústria moçambicana

A publicação será lançada em Novembro de 2026 e reunirá entrevistas com líderes empresariais, análise sectorial, indicadores económicos e um directório das empresas industriais do país.

A Associação Industrial de Moçambique (AIMO) e a Profile, plataforma independente de informação empresarial, assinaram hoje um Memorando de Entendimento para a produção da 2ª Edição da Revista Profile, Edição Especial Indústria de Moçambique. Será a primeira publicação editorial Profile dedicada exclusivamente ao sector industrial do país.

O documento foi assinado nos escritórios da Playground, Lda., em Maputo, por Paulo Chibanga, Presidente do Conselho de Direcção da AIMO, e por Miguel Proença, Editor Chefe da Profile.

A edição reunirá entrevistas com líderes empresariais, reportagens sectoriais, análise de mercado, indicadores económicos e um directório das empresas que compõem o tecido industrial nacional. A AIMO participa na qualidade de Parceira Institucional da publicação.

«Comprometi-me, no início deste mandato, com a criação de um Observatório da Indústria. A razão é simples: um sector que não se conhece a si próprio não se defende, não se planeia e não se financia. Esta edição da Profile é o primeiro passo desse trabalho, e todos os nossos associados terão lugar nela», afirmou Paulo Jorge Chibanga.

«A indústria moçambicana produz, emprega e transforma, mas raramente é contada. Trabalhar com a instituição que representa o sector dá-nos acesso e responsabilidade em igual medida. O nosso compromisso é produzir uma edição que os industriais moçambicanos reconheçam como sua», afirmou Miguel Proença.

Fundada em 1989, a AIMO representa um número de empresas associadas e associações empresariais afiliadas, distribuídas por sectores de actividade industrial, num universo em que a esmagadora maioria das unidades industriais do país são micro e pequenas empresas.

A parceria surge num momento de expansão do sector. O Governo projecta um crescimento da indústria transformadora de 5,4% entre 2025 e 2026, com destaque para os minerais não metálicos, a metalurgia de base e as bebidas.

A produção da edição decorre entre Setembro e Novembro de 2026 e inclui um programa de entrevistas às empresas associadas da AIMO. A apresentação do projecto aos industriais terá início durante a FACIM 2026, que decorre de 31 de Agosto a 6 de Setembro em Ricatla, Marracuene.

Nos termos do Memorando, a Profile mantém a responsabilidade editorial integral da publicação. A AIMO assegura o apoio institucional, a mobilização dos associados e a identificação de temas prioritários para o sector.

O lançamento público terá lugar em Maputo, em Novembro de 2026.

Sobre a AIMO

A Associação Industrial de Moçambique foi fundada em 1989 por empresários em representação de empresas líder de mercado, com o objectivo de melhorar as condições de negócio no país. Representa o sector industrial moçambicano e presta serviços que incluem representação institucional, acreditação e certificação, apoio ao desenvolvimento industrial e formação profissional. A actual direcção foi eleita para o mandato 2025-2030.

Sobre a Profile

A Profile é uma plataforma independente de informação empresarial dedicada à economia moçambicana, aos seus sectores de actividade e às organizações que os constroem. Opera através de revista impressa, portal de notícias, newsletter semanal, canais digitais, série de entrevistas em vídeo e edição digital. É propriedade da Playground, Lda.

Projecto de GNL da ExxonMobil na Área 4 entra em fase decisiva

O maior projecto de exploração e produção de gás natural da Área 4 em Moçambique, liderado pela ExxonMobil, avança com perspectivas sólidas para a tomada de decisão final de investimento ainda este ano. A garantia foi reforçada em Maputo durante um encontro de alto nível na Presidência da República.

A presidente da ExxonMobil em Moçambique, Johanna Boothey, destacou que as conversações com o Chefe de Estado, Daniel Chapo, centraram-se nos passos cruciais para materializar a iniciativa, que prevê gerar 18 milhões de toneladas de GNL anualmente e encaixar cerca de 150 mil milhões de dólares para o Estado ao longo de três décadas.

O plano estratégico contempla a execução de infra-estruturas na península de Afungi, em Cabo Delgado, onde o gás extraído no mar será transportado por gasodutos para processamento. A multinacional selecionou recentemente o consórcio SMDC para impulsionar os serviços de apoio e a primeira fase das obras, consolidando o impacto positivo do empreendimento no emprego, no desenvolvimento social e na economia nacional.

Produção de ouro cai pela metade devido à suspensão da actividade mineira

A província de Manica, no centro de Moçambique registou um decréscimo na produção de ouro, no primeiro semestre deste ano, em relação a igual período do ano passado. Em causa, está a suspensão da actividade mineira, em cumprimento do Decreto de Conselho de Ministros, em vigor desde Setembro de 2025.

No período em alusão, a província produziu cerca de 240 quilogramas de ouro, o que representa uma redução em 49,1%, em relação a 2025, em que se produziu mais de 472 quilogramas.

Os dados foram divulgados pelo porta-voz do Conselho dos Serviços de Representação do Estado em Manica, Agostinho Robate, destacando que a medida de suspensão visa travar o impacto negativo sobre o ambiente, provocado pela atividade mineira.

A província de Manica tem, como meta para o presente ano, produzir cerca de 700 quilogramas de ouro.

Oficial: LAM formaliza transição para “Air Mozambique”

A Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) oficializou, esta sexta-feira, 14 de agosto de 2026, a sua mudança de marca para “Air Mozambique”. A nova identidade foi apresentada publicamente durante o voo inaugural Maputo-Nacala, simbolizando o ponto alto de um processo de reestruturação que tem vindo a ser desenhado desde meados de 2025.

A alteração do nome, que vinha a ser alvo de especulações e rumores desde o início do ano com a aparição gradual da designação em crachás e materiais institucionais, foi confirmada como parte integrante de uma estratégia profunda de revitalização da transportadora de bandeira. O objectivo é reposicionar a empresa no mercado doméstico e regional, conferindo-lhe uma imagem mais moderna e alinhada com as exigências internacionais.

Além da mudança de nome, a “Air Mozambique” anunciou uma alteração estrutural na sua rede doméstica. A cidade da Beira foi elevada a um segundo ponto estratégico de distribuição de tráfego, permitindo ligações directas para Tete, Quelimane, Nampula, Pemba e Nacala, sem a necessidade de passagem obrigatória por Maputo. Esta configuração visa optimizar a conectividade entre as regiões Centro e Norte, facilitando a mobilidade de empresários e cidadãos.

O Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, que acompanhou o voo inaugural, sublinhou que esta é “mais uma etapa” no processo de restauração da companhia. “A aposta é construir uma companhia capaz de responder às necessidades de um país extenso e às expectativas dos moçambicanos”, afirmou o governante.

A transição para “Air Mozambique” não é um evento isolado, mas o culminar de meses de especulação. Em março de 2026, o Governo chegou a negar inicialmente a mudança de nome, mas o Ministro João Matlombe acabaria por admitir, dias depois, que o rebranding fazia parte da estratégia de reestruturação.

A mudança de uma marca com mais de 45 anos de história traz, contudo, desafios significativos. No início das especulações especialistas alertaram que a alteração do nome implica o risco de perda de capital simbólico. Para a actual gestão, liderada pela estratégia de recuperação iniciada em maio de 2025, o foco principal permanece a estabilização operacional.

Actualmente, a empresa opera com oito aeronaves e a meta ambiciosa, reiterada pelo Ministro Matlombe, é atingir 12 aeronaves operacionais até ao final de 2026. A gestão procura agora reduzir os atrasos recorrentes que marcaram o histórico recente da companhia e tornar as tarifas mais competitivas.

O lançamento da “Air Mozambique” representa a tentativa de virar a página de um período marcado por dificuldades financeiras e operacionais. Embora a empresa já registe sinais de melhoria com receitas que começam a cobrir as despesas, o sucesso da nova marca dependerá da sua capacidade de manter a regularidade dos voos, melhorar o serviço ao cliente e consolidar a eficiência da nova rota interprovincial centrada na Beira. O Governo reconhece que o caminho é “delicado e complicado”, mas mantém a aposta na transformação total da companhia de bandeira para garantir a soberania do transporte aéreo em Moçambique.

Fidelidade Ímpar formaliza parceria com a ANDMoz para reforçar a Segurança Alimentar e a Inclusão Social na Zambézia

A Fidelidade Ímpar e a Associação Nutrição em Desenvolvimento (ANDMoz) formalizaram, cidade de Quelimane, província da Zambézia, um protocolo de parceria que assinala o início da implementação do projecto NutriFamily+,  Programa Comunitário de Nutrição, Inclusão Produtiva e Resiliência Alimentar, vencedor da categoria Inclusão Social de Pessoas com Deficiência da primeira edição do Prémio Fidelidade Ímpar Comunidade.

Criado para reconhecer e apoiar organizações da sociedade civil que desenvolvem soluções inovadoras para responder a desafios sociais em Moçambique, o Prémio Fidelidade Ímpar Comunidade distinguiu, na sua primeira edição, projectos de elevado impacto social nas áreas de prevenção em saúde e inclusão social de pessoas com deficiência ou incapacidade. Com a assinatura deste protocolo, a Fidelidade Ímpar conclui a formalização das parcerias com as organizações vencedoras, dando seguimento à implementação das iniciativas distinguidas.

Para a Administradora Executiva da Fidelidade Ímpar, Célia Ferreira, esta parceria representa mais um passo concreto na materialização do compromisso da seguradora com as comunidades moçambicanas“Quando apoiamos um projecto como o NutriFamily+, estamos a apostar esperança onde antes havia incerteza. O Prémio Fidelidade Ímpar Comunidade nasceu exactamente para isso, para transformar projectos vencedores em impacto real, ao lado de quem conhece melhor as necessidades das comunidades”, afirmou.

A concretização deste compromisso é acompanhada de perto pela equipa responsável pela gestão das parcerias resultantes do Prémio. De acordo com Silénia Valoi, Responsável pela área de Sustentabilidade e Responsabilidade Social da Fidelidade Ímpar, este momento traduz a essência do Prémio Fidelidade Ímpar Comunidade. “A nossa missão não termina com a distinção dos projectos. Através destas parcerias, procuramos contribuir para que boas ideias se transformem em soluções concretas, capazes de gerar impacto nas comunidades.”

Fundada em 2023, a ANDMoz dedica-se à promoção do desenvolvimento humano sustentável em Moçambique através de intervenções nas áreas da nutrição, saúde, educação, agricultura sustentável, protecção social e empoderamento comunitário. A organização trabalha com famílias rurais vulneráveis, crianças dos zero aos cinco anos, pessoas com deficiência e idosos, promovendo soluções que fortalecem a segurança alimentar e a inclusão social.

O projecto NutriFamily+ surge como resposta aos elevados índices de insegurança alimentar e desnutrição infantil registados em comunidades da província da Zambézia. A iniciativa combina acções de educação nutricional, agricultura sustentável e inclusão produtiva para fortalecer a segurança alimentar das famílias e promover a autonomia de pessoas com deficiência e idosos, contribuindo para reduzir a vulnerabilidade social nas comunidades beneficiárias.

Segundo Nelma Agostinho, Fundadora e Directora Executiva da ANDMoz,esta parceria representa uma oportunidade para ampliar o alcance da intervenção da organização. “Este apoio permitirá chegar a mais famílias e reforçar respostas que promovem uma alimentação adequada, inclusão produtiva e melhores perspectivas para crianças e populações em situação de maior vulnerabilidade.”

Na província da Zambézia, onde as crises climáticas e económicas continuam a afectar a produção agrícola e o acesso das famílias a uma alimentação diversificada, o NutriFamily+ pretende implementar uma abordagem integrada que alia nutrição, inclusão social e fortalecimento dos meios de subsistência, contribuindo para comunidades mais resilientes e preparadas para enfrentar estes desafios.

A assinatura deste protocolo reafirma o compromisso da Fidelidade Ímpar em promover iniciativas de responsabilidade social que gerem impacto sustentável e fortaleçam o trabalho desenvolvido por organizações da sociedade civil, contribuindo para melhorar a qualidade de vida das comunidades moçambicanas.

Sobre a Fidelidade Ímpar

Com mais de 30 anos de presença em Moçambique e 200 anos de experiência global, a Fidelidade Moçambique é a seguradora de referência em Moçambique, oferecendo uma vasta gama de produtos nos ramos Vida e Não Vida.

Guiada por valores como a Experiência, a Inovação, a Superação e o Valor Humano, a Fidelidade Moçambique disponibiliza soluções ajustadas às diferentes necessidades das famílias e das empresas moçambicanas.

A Fidelidade Ímpar é, há seis anos consecutivos, a única seguradora moçambicana com classificação internacional de robustez financeira atribuída pela agência AM Best. É também a única do sector com o selo Great Place to Work (GPTW) e distinguida com o selo Superbrands 2026.

Com uma forte política de expansão e inclusão, a Fidelidade Moçambique tem como propósito servir cada vez melhor os clientes, contribuindo para o desenvolvimento social e económico do país. A seguradora destaca-se pela sua robustez, aliando tradição, história, inovação e conhecimento, e segue uma estratégia alinhada com projectos de sustentabilidade e de responsabilidade social.

A Fidelidade Moçambique conta com 240 colaboradores que prestam assistência a mais de 350 mil clientes em todo o país, através de balcões próprios em oito províncias, apoiados por uma rede de mais de 120 mediadores e 500 locais de atendimento espalhados por Moçambique.

A Fidelidade Moçambique integra o Grupo Fidelidade, cuja história começou em 1808, em Portugal, onde é líder de mercado com 2,3 milhões de clientes. A nível global, o Grupo Fidelidade está presente em 13 países e 4 continentes, servindo um total de 8,5 milhões de clientes.