Monday, April 6, 2026
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Fundo Soberano regista primeiro lucro de USD 210 Mil

O Fundo Soberano de Moçambique registou um lucro superior a 210 mil dólares norte-americanos no exercício económico de 2025, resultado da aplicação do seu capital próprio em instituições financeiras no exterior, de acordo com as demonstrações financeiras da entidade.

O resultado positivo surge após o Fundo ter recebido do Governo, a 10 de Dezembro de 2025, cerca de 110 milhões de dólares, montante que foi posteriormente aplicado pelo Banco de Moçambique, na qualidade de gestor operacional, em depósitos a prazo de muito curto prazo em três bancos internacionais.

Segundo as contas referentes a 2025, os recursos foram depositados no Bread Bank Popular de Toronto, Dominion Bank e Sumitomo Mitsui Trust Bank, permitindo ao Fundo alcançar o seu primeiro resultado líquido positivo desde a sua criação.

As demonstrações financeiras indicam que o lucro, apurado a 31 de Dezembro de 2025, resultou exclusivamente de juros de aplicações overnight, iniciadas a 12 de Dezembro de 2025, junto das referidas contrapartes financeiras estrangeiras.

No total, o Fundo Soberano registou um lucro de 210,6 mil dólares, valor que, somado ao capital inicial, perfaz cerca de 110,2 milhões de dólares em capitais próprios, montante destinado à constituição de poupanças para as futuras gerações.

Ainda de acordo com a informação financeira, as taxas de juro aplicadas nos depósitos a prazo em moeda estrangeira variaram entre 3,60% e 3,90%, com um prazo de um mês, conforme consta das demonstrações financeiras do Fundo. O relatório financeiro foi aprovado pelo governador do Banco de Moçambique, enquanto entidade máxima responsável pela gestão operacional do Fundo Soberano, em conformidade com o quadro legal em vigor.

BPI sinaliza venda de 35,7% do BCI após prejuízo de €20 milhões

Banco BPI manifestou a intenção de vender a sua participação no Banco Comercial e de Investimentos (BCI) na sequência de prejuízos acumulados em 2025, atribuídos ao agravamento da dívida pública moçambicana. A revelação foi feita esta segunda-feira (2), pelo presidente do banco, João Pedro Oliveira e Costa, durante a conferência de imprensa de apresentação dos resultados anuais, realizada em Lisboa.

De acordo com a Lusa, na ocasião, o gestor reiterou que as participações em Angola e Moçambique “não são estratégicas”, sinalizando abertura para alienar os activos detidos nestes mercados. “Quando digo publicamente que se trata de participações não estratégicas, significa que estou disponível para vender”, afirmou, sem avançar com prazos concretos.

Em 2025, o BPI registou lucros consolidados de 512 milhões de euros, o que representa uma quebra de 13% face ao exercício anterior. A administração atribui esta descida, sobretudo, à evolução das suas posições no Banco de Fomento Angola (BFA) e no BCI.

Enquanto o BFA contribuiu com 43 milhões de euros para os resultados líquidos do grupo, mais 4 milhões do que em 2024, o BCI apresentou uma contribuição negativa de 20 milhões de euros, em contraste com os 38 milhões de euros positivos registados no ano anterior. O impacto da dívida soberana moçambicana no desempenho da instituição é apontado como principal causa desta deterioração.

Apesar da intenção de venda, Oliveira e Costa garantiu que qualquer decisão em relação ao BCI será comunicada previamente à Caixa Geral de Depósitos (CGD), principal accionista do banco moçambicano. “Não tomaremos nenhuma decisão sem informar previamente a CGD”, declarou o executivo, que aproveitou para criticar a forma como as autoridades moçambicanas têm tratado o banco.

Em Setembro último, o BPI concretizou a venda de 14,75% do capital do BFA, angariando cerca de 103 milhões de euros, mantendo actualmente uma posição de 33,4%. Quanto ao BCI, o banco português detém 35,67%, sendo o restante capital maioritariamente controlado pela CGD.

No final da conferência, João Pedro Oliveira e Costa manifestou-se “completamente chocado” com a morte de Pedro Ferraz dos Reis, administrador financeiro do BCI, com quem mantinha uma relação profissional há mais de duas décadas.

“Era uma pessoa de qualidades pessoais e intelectuais extraordinárias”, referiu, expressando ainda agradecimentos ao Governo e ao Presidente da República pelo apoio prestado à família e à instituição.

Segundo as autoridades, Pedro Ferraz dos Reis suicidou-se a 19 de Janeiro, numa casa de banho pública do Hotel Polana Serena, em Maputo.

Fonte: DE

Grupo de empresários dos Emirados avalia investimentos em Energia, Mineração e Digital no país

Um grupo de empresários dos Emirados Árabes Unidos inicia na próxima semana uma missão a Moçambique para identificar oportunidades de investimento em sectores prioritários da economia nacional, nomeadamente energia, transformação digital e mineração, segundo a agência Lusa.

De acordo com o presidente da Câmara de Comércio Árabe-Moçambicana (CCAM), Sérgio Matos, a visita inclui encontros técnicos com instituições locais e prospecção de projectos estratégicos nos sectores de maior impacto económico, como portos, agricultura e infra-estruturas logísticas.

“O interesse do capital árabe reflecte confiança no crescimento económico de Moçambique e poderá gerar emprego, transferência de tecnologia e reforçar a atratividade do país na África Austral”, afirmou Matos, destacando a necessidade de acompanhamento institucional pela APIEX para garantir previsibilidade e celeridade nos processos.

No sector energético, a delegação avaliará investimentos em exploração de gás natural e energia solar fotovoltaica e flutuante, especialmente nas regiões centro e norte do país, alinhados com a estratégia de diversificação da matriz energética e o objectivo de tornar Moçambique um pólo regional de produção de energia na SADC.

Em mineração, os empresários focar-se-ão na instalação de refinarias de ouro e no apoio a cooperativas mineiras, promovendo o processamento local e a formalização das cadeias produtivas. No digital, o interesse recai sobre o Governo electrónico e a criação de uma plataforma integrada para modernização dos serviços públicos.

Outros sectores alvo da missão incluem saúde, turismo de luxo, ecoturismo e produção agrícola em larga escala, com projectos previstos nas províncias de Tete, Manica, Zambézia e Sofala. A visita decorre após a recente deslocação do Presidente da República, Daniel Chapo, aos Emirados Árabes Unidos, durante a qual foram apresentados convites formais para participação de capital árabe em projectos estruturantes nacionais.

Moçambique aprovou quadro regulatório para centros de dados e computação em nuvem

Moçambique aprovou recentemente os Regulamentos de Centros de Dados e de Computação em Nuvem, num passo considerado estruturante para a consolidação do ecossistema digital nacional e ainda pouco comum a nível regional e internacional. A iniciativa coloca o país entre o reduzido grupo de Estados que já dispõem de balizas claras para a construção, licenciamento e operação de infra-estruturas críticas de dados, bem como para a utilização de serviços de cloud computing, assegurando previsibilidade regulatória sem comprometer a inovação tecnológica.

O Regulamento de Centros de Dados introduz um conjunto de exigências técnicas e operacionais consideradas determinantes para a robustez do sector. Entre os principais aspectos destacam-se a definição de categorias de resiliência, requisitos de continuidade de serviço, normas de segurança física e cibernética e regras específicas aplicáveis a serviços essenciais, elevando de forma significativa os padrões de responsabilidade e maturidade do mercado nacional.

Por sua vez, o Regulamento de Computação em Nuvem vem clarificar os modelos de prestação de serviços, as responsabilidades dos diferentes intervenientes, as regras relativas à localização e ao tratamento de dados, bem como os princípios de interoperabilidade e de soberania digital. Este enquadramento cria maior segurança jurídica para operadores, utilizadores e investidores, num contexto de crescente dependência de soluções digitais para a actividade económica e para a administração pública.

Este avanço normativo surge em articulação com outros instrumentos legais já aprovados, como a Lei de Protecção de Dados Pessoais e a legislação sobre Crimes Cibernéticos, reforçando a arquitectura jurídica necessária para uma transformação digital segura e sustentável. No seu conjunto, estas medidas posicionam Moçambique como um actor cada vez mais relevante no debate regional sobre governação digital, cibersegurança e economia baseada em dados. Com a aprovação destes regulamentos, o país dá um sinal claro ao mercado de que pretende atrair investimento, promover a confiança no ambiente digital e criar condições para o desenvolvimento de serviços tecnológicos alinhados com as melhores práticas internacionais, num sector considerado estratégico para a competitividade e o crescimento económico.

Paulo Varela assume direcção da Puma Energy em Moçambique

A nomeação de Paulo Varela como novo Director-Geral da Puma Energy em Moçambique traduz uma leitura estratégica clara da multinacional num sector em acelerada transformação e cada vez mais alinhado com a agenda nacional de transição energética. Com mais de 25 anos de experiência internacional no sector energético e áreas conexas, o gestor passa a liderar as operações da empresa num dos mercados mais dinâmicos da África Subsaariana.

O anúncio surge num momento em que o sector energético moçambicano atravessa uma fase de profunda reconfiguração, impulsionada por investimentos em infra-estruturas, expansão da actividade económica, exigências acrescidas de eficiência e pela necessidade de garantir soluções fiáveis de abastecimento, tanto para o consumo doméstico como para os grandes projectos.

Antes de assumir o novo cargo, Paulo Varela foi Director Executivo da Galp Moçambique, tendo desenvolvido a sua carreira em diferentes geografias, incluindo Moçambique, África Oriental, Europa e América Latina. Este percurso confere-lhe um perfil particularmente relevante numa conjuntura em que o sector energético requer lideranças capazes de articular investimento, eficiência e alinhamento com as políticas públicas.

Actualmente, a Puma Energy opera no país com uma rede de 35 postos de abastecimento, 18 lojas de conveniência e operações em oito aeroportos, assegurando serviços nas áreas de combustíveis, lubrificantes, aviação e soluções comerciais. Esta presença confere à empresa um papel relevante no abastecimento da economia nacional e no suporte a sectores estratégicos como transportes, logística, aviação e indústria.

Ao assumir funções, Paulo Varela destacou o compromisso de assegurar energia fiável e soluções que acrescentem valor aos clientes e às comunidades, numa abordagem que conjuga desempenho empresarial e responsabilidade socioeconómica. Esta dimensão assume particular importância num país onde o acesso à energia e a eficiência do abastecimento continuam a ser determinantes para o crescimento económico e a inclusão social.

Com esta nomeação, a Puma Energy reafirma a ambição de desempenhar um papel activo na transformação do sector energético moçambicano, posicionando-se como parceiro de longo prazo num mercado em que a estabilidade do fornecimento, a qualidade dos serviços e a capacidade de adaptação à transição energética serão factores decisivos para a competitividade e a sustentabilidade.

Banco Central: Notas sem série devem ser devolvidas

O Banco de Moçambique reconheceu, esta quarta-feira, a circulação de notas de metical sem número de série e apelou à sua devolução, por se tratarem de exemplares inadequados para a circulação, apesar de serem genuínos.

Em comunicado de imprensa, a instituição emissora do metical esclarece que os cidadãos que tenham em sua posse notas sem número de série podem proceder à sua substituição gratuita em qualquer agência bancária do país. O Banco apela para que estas notas sejam encaminhadas às instituições bancárias logo que identificadas.

No mesmo documento, o Banco Central chama a atenção para a correcta conservação das notas de metical, alertando que práticas inadequadas contribuem para a sua rápida degradação. Entre as recomendações, destaca-se o apelo para que se evite o uso de dinheiro em buquês de flores, uma tendência que tem vindo a ganhar expressão no país.

A instituição recomenda ainda que o dinheiro seja guardado em locais secos e limpos, evitando-se dobrar, rasgar, escrever, agrafar, expor à humidade ou ao fogo, bem como utilizar as notas para fins decorativos. Sempre que possível, deve-se recorrer a meios adequados de acondicionamento.

Entretanto, o Banco Central do Quénia emitiu, esta semana, um aviso a proibir categoricamente o uso de notas da moeda local na confecção de buquês, o que coloca Moçambique como o segundo país africano a desencorajar formalmente esta prática, ainda que sob a forma de apelo.

Cléria Cossa e a Oportunidade que Transformou a Sua História

Havia um tempo em que Cléria Cossa era apenas uma jovem com uma imensa vontade de fazer as coisas acontecerem, mas sem saber como a canalizar. A sua presença era naturalmente magnética, irradiando um foco inabalável e uma curiosidade que prenunciam o sucesso. Cléria sempre acreditou que o futuro se conquista, não se espera por ele, e que a fórmula passava por disciplina, coragem e, acima de tudo, a oportunidade certa.

Ela ansiava por fazer a diferença, por traçar um caminho que a realizasse, mas, como tantos jovens repletos de potencial, sentia-se presa na incerteza do primeiro passo. Tinha o talento, a vontade, a determinação, mas faltava-lhe o mapa para começar a sua viagem.

O ponto de viragem: a promessa do Ready to Work

O mapa surgiu quando o seu caminho se cruzou com o Ready to Work, a iniciativa do Absa Bank Moçambique criada para ser uma ponte entre o potencial e o mercado. Para Cléria, que procurava desesperadamente uma orientação concreta que transformasse a sua ambição em acção, o programa foi uma resposta que a alma reconheceu. Era exactamente o alicerce que ela precisava: um lugar para aprender, respirar confiança e descobrir como moldar o seu vasto potencial às exigências do mundo profissional.

Desde o primeiro dia, Cléria percebeu que aquela formação ia muito além da sala de aula. Era uma imersão transformadora. O Ready to Work deu-lhe as ferramentas necessárias, mas também lhe desbloqueou a voz e a crença em si. Revelou-lhe competências latentes, abriu-lhe horizontes de possibilidades que nunca tinha ousado imaginar e, acima de tudo, preparou-a para competir e ascender com dignidade.

E foi através desta porta aberta que ela conquistou a sua primeira e decisiva oportunidade profissional na Flow Moçambique – o momento em que a sua história pessoal se ligou à sua carreira.

“Eu entrei no Ready to Work à procura de direcção e saí com um propósito. Aquela primeira oportunidade abriu-me um caminho que eu nem sequer sabia que existia para mim”, revela Cléria a emoção daquele começo.

Na Flow, ela mergulhou num turbilhão de ritmos acelerados e objectivos ambiciosos. Aprendeu a gerir a pressão, as tarefas e as pessoas. Descobriu que tinha uma aptidão natural para coordenar, planear e dar forma a ideias nebulosas. Esta experiência não foi apenas um emprego, foi a escola intensiva que a preparou para abraçar, mais tarde, funções de gestão de projectos.

De aprendiz a farol

Hoje, Cléria Cossa é muito mais do que a sua função. É um exemplo inspirador. Uma profissional que usa a sua própria história de sucesso como uma plataforma para impulsionar os outros. Como mentora dedicada, estende a mão a jovens que, tal como ela um dia, estão à procura de orientação, de uma faísca e de alguém que acredite na sua força. Ajuda-os a construir currículos que falam, a descobrir talentos escondidos, a fortalecer a sua autoconfiança e a encarar a inovação e o empreendedorismo não como sonhos distantes, mas como caminhos reais e palpáveis.

Cléria tornou-se o testemunho vivo de que quando uma mão se estende, conseguimos não só agarrar uma oportunidade, mas também expandir todo o nosso universo.

A missão de fundo: o compromisso emocional do Absa

Para o Absa, histórias como a de Cléria são a razão de ser mais profunda do Ready to Work. O programa foi criado com a missão de capacitar e encurtar a distância entre o talento inato dos jovens e as oportunidades de emprego efectivo, através da literacia financeira, competências digitais e o desenvolvimento de soft skills vitais.

“O Ready to Work nasce de uma convicção que é também uma promessa ao coração de Moçambique: o País cresce na medida em que os seus jovens crescem. Por isso, investimos em formação, em mentoria – em conexões que transformam potencial em realidades sólidas. Cada jovem que apoiamos hoje é uma força que irá mover o futuro. Para o Absa, preparar a nova geração não é apenas um projecto; é um voto de confiança no amanhã” explica Tânia Oliveira, Directora de Marketing e Relações Corporativas do Absa Bank Moçambique.

Cléria Cossa é agora parte de um movimento silencioso, mas poderoso: o dos jovens que usam a oportunidade que lhes foi dada para criar impacto, iluminar a comunidade e erguer um futuro mais seguro. A sua trajectória ensina que quando o talento encontra a orientação certa, o futuro deixa de ser uma questão de sorte e torna-se numa conquista. E prova, acima de tudo, que a coragem de abraçar uma oportunidade faz de nós, inevitavelmente, a luz que guia os passos de quem segue.

Empresas nacionais podem ter quota de até 20 por cento

O EXECUTIVO vai aprovar uma resolução que definirá o limiar de despesas de capital a serem aplicadas pela TotalEnergies para as empresas moçambicanas, que se espera que estejam envolvidas na prestação de serviços ao projecto de exploração de gás da Área 1 em Afungi, Cabo Delgado.

Espera-se que a quota esteja fixada entre 10 e 20 por cento, num contexto em que a alocação de fundos está estimada em 2,5 mil milhões de dólares norte-americanos para aquisição de bens e serviços a empresas moçambicanas.

Esta medida vai reforçar a aposta no conteúdo local, promovendo a transferência de competências e contribuindo para o fortalecimento sustentável das pequenas e médias empresas nacionais no que toca ao desenvolvimento do conteúdo local.

A informação foi anunciada, no final da semana, pelo Presidente da República, Daniel Chapo, durante a cerimônia que sinalizou a retoma dos trabalhos da TotalEnergies, cinco anos após a suspensão devido às condições de segurança.

“Neste contexto de confiança renovada e com o reinício da fase de construção do Projecto, que acabámos de visitar, abrem-se, no curto e médio prazos, múltiplas oportunidades imediatas de prestação de serviços de apoio, através da contratação de empresas nacionais para responder às diversas necessidades operacionais associadas à sua implementação”, disse o Chefe do Estado.

O estadista referiu que, com vista a maximizar o valor acrescentado destas oportunidades para a economia nacional, torna-se imprescindível definir, com a maior brevidade possível, uma estratégia clara e estruturada de contratação de serviços a empresas moçambicanas, bem como de reforço progressivo da participação de cidadãos nacionais na força de trabalho associada ao Projeto, o que acabámos de observar e estamos bastante satisfeitos.

Relançado hoje projecto Mozambique LNG

O Presidente da República, DANIEL FRANCISCO CHAPO, dirige esta quinta-feira (29), em Afungi, no Distrito de Palma, na Província de Cabo Delgado, o relançamento do Projecto ‘Mozambique LNG’, liderado pela francesa TotalEnergies, ao cabo de cerca de cinco anos de paralisação.

A retoma do referido projecto, em evento a contar com a presença do Presidente Executivo da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, representa um significativo marco para a economia nacional e reafirma a confiança dos parceiros internacionais no potencial energético, institucional e humano de Moçambique.

A retoma do projecto terá um impacto directo e significativo na criação de emprego, tanto na fase de construção como na de operação, dinamizando o mercado de trabalho nacional e promovendo a capacitação da mão-de-obra moçambicana. 

O Chefe do Estado referiu que o reinício do Projecto ‘Mozambique LNG’ abre novas e relevantes oportunidades de negócio para as micro, pequenas e médias empresas, reforçando o conteúdo local, a inclusão económica e o desenvolvimento de cadeias de valor nacionais. “Um dos pilares centrais deste projecto é o benefício directo para as comunidades locais, tanto em terra firme como nas ilhas, através da sua integração efectiva na cadeia de fornecimento de bens e serviços produzidos localmente”, sublinhou o Presidente Chapo.

Do ponto de vista macroeconómico e estratégico, o Projecto ‘Mozambique LNG’ impulsionará, de forma decisiva, o Investimento Directo Estrangeiro, reforçando a estabilidade económica e criando bases sólidas para o crescimento sustentável. Simultaneamente, consolida o posicionamento de Moçambique como um hub energético regional e reafirma o País como um actor credível e relevante no mercado global de Gás Natural Liquefeito, reforçando a sua posição geoestratégica e o seu papel na segurança energética mundial.

TotalEnergies prepara nova liderança para a fase de retoma em Maputo

TotalEnergies promove mudanças na liderança em Maputo para avançar com relançamento de projecto de gás

A petrolífera francesa TotalEnergies prepara-se para proceder a mudanças na sua equipa de gestão em Moçambique, numa acção estratégica que visa reforçar a sua capacidade de negociação com as autoridades locais em torno da retomada do megaprojecto Mozambique LNG, segundo noticiou a Africa Intelligence.

Adianta a publicação que o novo Director da TotalEnergies em Moçambique será Jean-Pascal Clémençon, de 56 anos. É um engenheiro de petróleo que deverá liderar a fase de construção do projecto.

A mesma fonte, que dá uma visão geral do currículo do novo “homem-forte” estima que o processo de passagem das pastas deverá levar o máximo de seis meses. Clémençon já esteve em Maputo para iniciar o processo, nota.

A mudança no comando da operação em Maputo ocorre num momento em que a multinacional procura criar melhores condições para convencer o Governo moçambicano a aceitar os seus termos no ambito do relançamento do projecto de gás natural liquefeito, suspenso há quase cinco anos devido a riscos de segurança e outras contingências contratuais.

Fonte: Africa Intelligence (28/01/2026)