Wednesday, September 2, 2026
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Moçambique simplifica abertura e licenciamento de negócios e reduz burocracia

O Governo aprovou, na sexta-feira, uma ampla reforma do sistema de abertura e licenciamento de actividades económicas, introduzindo procedimentos mais céleres e digitais para facilitar a entrada das empresas no mercado, reduzir custos e melhorar o ambiente de negócios em Moçambique.

Liderada pelo Ministério da Economia, a reforma resulta dos Decretos n.º 40/2026 e n.º 41/2026, que introduzem novos procedimentos destinados a simplificar e acelerar os processos de abertura e licenciamento de actividades económicas.

Entre as principais medidas está a redução significativa dos prazos de tramitação administrativa. A Certidão de Mera Comunicação Prévia deverá ser emitida no prazo de duas horas, enquanto a Licença Simplificada poderá ser obtida em apenas um dia.

Os procedimentos serão, preferencialmente, realizados através do e-BAU, permitindo a partilha de informação entre as instituições públicas e reduzindo a necessidade de os empresários apresentarem repetidamente os mesmos documentos.

Procedimentos mais céleres, menos burocracia

A reforma introduz igualmente assinaturas electrónicas com validade jurídica, reforçando a digitalização dos procedimentos e reduzindo a dependência de processos presenciais e de documentação em papel.

O novo modelo prevê também inspecções baseadas no risco, realizadas após a autorização, permitindo ao Estado concentrar os seus mecanismos de fiscalização nas actividades com maior potencial de risco.

Outra medida com impacto directo nas pequenas empresas é a isenção de taxas para as microempresas abrangidas pelo regime de Mera Comunicação Prévia.

Ao reduzir os custos e as barreiras administrativas, o Governo espera facilitar a entrada dos jovens no mercado e incentivar a formalização das actividades económicas.

As Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME) poderão igualmente beneficiar de procedimentos mais rápidos e menos onerosos, criando melhores condições para que os empresários canalizem recursos para o crescimento e desenvolvimento dos seus negócios.

Para o Governo, a reforma representa uma nova abordagem às relações entre o Estado e os operadores económicos, assente na confiança, na digitalização e na simplificação administrativa.

A expectativa é de que as novas medidas contribuam para dinamizar o empreendedorismo, atrair investimento, acelerar a formalização das empresas e reforçar a competitividade da economia moçambicana.

Fonte: AIM Moçambique

Executivo avança com venda de parte da participação do Estado na Tmcel

O Governo moçambicano autorizou, na terça-feira, 11 de Agosto, a criação de uma equipa técnica para negociar a venda de parte da participação do Estado na operadora de telecomunicações Tmcel, uma medida que, segundo as autoridades, visa revitalizar a empresa.

O anúncio foi feito pelo porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, no final da reunião semanal do Conselho de Ministros, em Maputo. Segundo afirmou, o Estado poderá vender parte da sua participação para atrair um novo investidor.

“Procurando dar maior dinamismo a esta empresa, o Estado, enquanto detentor de parte das acções que constituem a Tmcel, pode aliená-las ou pode entregá-las a terceiros e assim por diante”, disse, em resposta às perguntas dos jornalistas.

O porta-voz acrescentou que a venda constitui uma das soluções encontradas para recuperar a empresa, que enfrenta dificuldades financeiras há vários anos.

“Este é um dos mecanismos que o Estado encontrou para revitalizar a Tmcel, para lhe dar um pouco mais de vitalidade, de modo que possa continuar a prestar serviços críticos de comunicação a nível nacional”, afirmou.

Impissa indicou ainda que o Estado detém actualmente cerca de 66% da operadora, sem, no entanto, avançar detalhes sobre a percentagem da participação que poderá ser vendida, os potenciais investidores ou o calendário previsto para a conclusão do processo.

A Tmcel foi criada através da fusão da Telecomunicações de Moçambique (TDM) e da Mcel e tem enfrentado dificuldades financeiras e operacionais nos últimos anos.

Dados do Boletim Trimestral da Dívida Pública do Ministério das Finanças indicam que a empresa reduziu a sua dívida externa em 4,93% no primeiro trimestre de 2026, figurando entre as empresas públicas que registaram uma redução da dívida durante o período.

Em 2024, a Tmcel registou um prejuízo de 4.441 milhões de meticais (59,7 milhões de euros), mais do dobro dos 2.182 milhões de meticais (29,3 milhões de euros) registados em 2023.

Fonte: Lusa

O futuro da auditoria é digital

Profile Mozambique: A RSM Moçambique é uma referência global em Assurance, Tax & Consulting com uma equipa experiente e abordagem adaptada ao cliente. Poderia começar por explicar brevemente o posicionamento da RSM Moçambique no mercado local e o tipo de empresas que atendem?

Edite Félix: A RSM Moçambique é uma firma membro da RSM International, uma das maiores redes globais de auditoria, consultoria e fiscalidade, com presença consolidada em mais de 120 países. Em Moçambique, posicionamo-nos como uma referência nacional em serviços de Assurance, Tax & Consulting, oferecendo soluções integradas, de elevado rigor técnico, concebidas para gerar impacto real no ambiente de negócios.

Atendemos essencialmente empresas de média e grande dimensão, tanto nacionais como internacionais, que não procuram apenas cumprimento normativo, mas sim um parceiro estratégico, capaz de compreender os seus desafios específicos, antecipar riscos operacionais e regulatórios e entregar valor sustentável.

O nosso posicionamento no mercado assenta em três pilares fundamentais: qualidade, consistência e proximidade ao cliente. A qualidade, para nós, não é apenas um princípio orientador, é o próprio modelo do nosso negócio. É essa cultura de exigência que atrai empresas com elevados padrões de governação, retém talento qualificado e sustenta a nossa reputação como firma de confiança no ecossistema empresarial moçambicano.

PM: Quais são os sectores predominantes no vosso portfólio? Que desafios específicos estes sectores trazem e como a RSM se posiciona para responder a eles?

EF: O nosso portfólio é composto por sectores de elevada complexidade e impacto estratégico para a economia moçambicana. Trabalhamos com instituições bancárias e seguradoras, onde os requisitos regulatórios são particularmente exigentes e o foco em compliance é permanente. Nestes casos, o nosso compromisso é garantir que os nossos clientes operem com total conformidade, minimizando riscos e assegurando a solidez e integridade dos seus sistemas de controlo.

No sector de petróleo e gás, a nossa intervenção exige profundo domínio da fiscalidade internacional, do reporting técnico e da gestão de risco, numa área onde as exigências de transparência e rigor são particularmente elevadas. Também assessoramos organizações não-governamentais e organismos multilaterais, cujos critérios de actuação impõem uma avaliação rigorosa do impacto dos projectos, prestação de contas transparente e alinhamento com normas internacionais de reporte e auditoria.

Ademais, prestamos serviços a grandes empresas privadas, nacionais e multinacionais, que actuam em sectores em expansão como a agro-indústria, energia e infraestruturas, todos com exigências complexas ao nível da estratégia, governança e crescimento sustentável.

PM: O recente relatório da RSM internacional revela crescimento de 29% na África, impulsionado em parte por Moçambique. Como se insere a RSM Moçambique na estratégia global de crescimento da rede?

EF: O crescimento de 29% da RSM em África, conforme indica o mais recente relatório internacional, confirma que os mercados emergentes ocupam hoje uma posição central na estratégia global da nossa rede. Em Moçambique, orgulhamo-nos de contribuir activamente para esse desempenho, com um modelo de negócio centrado na excelência técnica, na valorização de talento local e na adopção de soluções inovadoras.

Alinhamo-nos com a Estratégia Global 2030 da RSM, que privilegia a inovação, o crescimento sustentável e o impacto real. A nível nacional, esta visão traduz-se na digitalização progressiva dos nossos serviços, no fortalecimento da nossa base de clientes de referência e no posicionamento de Moçambique como um polo estratégico para operações internacionais, sobretudo nas áreas de preços de transferência e consultoria para o desenvolvimento. Estamos também comprometidos com o reforço das ligações regionais, em particular com os países da SADC e África Oriental, consolidando o papel da RSM Moçambique como plataforma de excelência para a expansão de negócios no continente.

PM: A RSM lançou em 2024 a plataforma RSM Luca para auditoria digital. De que forma esta inovação tem sido implementada em Moçambique e qual o impacto no serviço ao cliente?

EF: A introdução da plataforma RSM Luca em Moçambique, em 2024, marcou um novo capítulo na forma como conduzimos os nossos projectos de auditoria. Trata-se de um verdadeiro ecossistema digital, concebido para elevar a eficiência, a transparência e a qualidade dos nossos serviços. A sua implementação foi cuidadosamente estruturada, com acções de capacitação intensiva das nossas equipas e integração plena nos fluxos de trabalho.

Os efeitos desta inovação já são evidentes, registamos maior agilidade nos processos, redução de tarefas manuais repetitivas, uma gestão de risco mais robusta e uma colaboração mais directa com os clientes. A grande mais-valia do RSM Luca é que a qualidade deixou de depender exclusivamente da supervisão, ela está incorporada em cada fase do projecto, desde o planeamento até à entrega final. Esta evolução reforça o nosso compromisso com a excelência técnica e com a prestação de um serviço cada vez mais alinhado às exigências do contexto moçambicano e aos padrões internacionais.

PM: No contexto da Estratégia Global 2030, cresce a aposta em pessoas e tecnologia. Como atraem e retêm talentos no mercado moçambicano? Há iniciativas internas como 360° feedback ou inovação interna?

EF: Na RSM Moçambique, acreditamos que o nosso maior activo são as pessoas. Por isso, investimos de forma estratégica e contínua na atracção, desenvolvimento e retenção de talentos. A nossa proposta de valor está ancorada em planos de carreira bem definidos, com progressão clara e transparente, mentoria activa assegurada por líderes experientes, programas de formação contínua, nacionais e internacionais, e mecanismos estruturados de avaliação, como o sistema de feedback 360°, revisão periódica de descrições de funções e de modelos de desempenho.

Adicionalmente, fomentamos uma cultura de excelência e responsabilidade, onde cada colaborador se reconhece como embaixador da marca RSM em cada entrega. O nosso compromisso é formar profissionais com ambição e sentido de missão, conscientes de que o talento de hoje será o sócio de amanhã, responsável por garantir a qualidade e o crescimento sustentável da firma. Este alinhamento com a Estratégia Global 2030 reforça o nosso papel como referência em capital humano no sector de auditoria, fiscalidade e consultoria em Moçambique.

PM: As equipas investem cada vez mais em tecnologia, auditorias digitais, análises baseadas em dados. Quais são os principais desafios técnicos que enfrentam localmente e que soluções se avizinham para 2025/26?

EF: Os desafios técnicos que enfrentamos no contexto local concentram-se essencialmente em três eixos estratégicos: a limitação ainda persistente da infraestrutura digital, a necessidade de capacitação contínua das nossas equipas para o domínio de novas ferramentas, e o grau variável de adaptação dos clientes às soluções digitais e integradas.

Para responder a este cenário, temos vindo a investir de forma consistente em inovação tecnológica. Estamos a acelerar a integração de ferramentas como inteligência artificial, Power BI, CRM, Caseware e mesmo recursos como o ChatGPT, com o objectivo de reforçar a precisão analítica e a capacidade de resposta em tempo real. Simultaneamente, estamos a automatizar processos críticos, como os ligados ao compliance, onboarding e monitorização de projectos, promovendo maior eficiência operacional.

No que diz respeito ao desenvolvimento interno, mantemos programas contínuos de formação técnica, com enfoque especial em competências digitais e novas tecnologias. A nossa ambição para 2025/26 é clara, queremos processos totalmente digitalizados, com integração de inteligência artificial desde a proposta até à entrega final. Com isso, pretendemos garantir consistência, elevar o padrão de qualidade e oferecer mais valor real aos nossos clientes.

PM: Sabendo que vos propõem melhorar transparência, eficiência e boas práticas nos sectores empresarial e institucional, como veem o impacto da RSM no crescimento sustentável de Moçambique?

EF: Na RSM Moçambique, acreditamos firmemente que o nosso papel vai muito além da prestação de serviços técnicos. Vemos a nossa actuação como um contributo activo para o crescimento sustentável do país, através da promoção da transparência nos sectores empresarial e institucional, do reforço das boas práticas de gestão e compliance, bem como do apoio técnico a projectos estruturantes em áreas-chave como a energia, agricultura e finanças públicas.

Adicionalmente, temos um compromisso com a capacitação de Pequenas e Médias Empresas (PME) e Organizações Não Governamentais (ONGs), sectores muitas vezes decisivos na criação de emprego e inclusão económica. Acreditamos que uma economia mais ética, eficiente e transparente é também mais resiliente e atractiva para o investimento nacional e estrangeiro.

Triana Business conclui concepção e implementação do Centro de Dados Híbrido do CIUEM

Foi inaugurado o novo Centro de Dados Híbrido do Centro de Informática da Universidade Eduardo Mondlane (CIUEM), uma infra-estrutura tecnológica concebida e implementada pela Triana Business para responder às necessidades actuais e futuras da Universidade, reforçando a sua capacidade digital, operacional e académica.

A cerimónia contou com a presença de representantes do Governo, da Universidade Eduardo Mondlane, do Banco Mundial e de outras entidades parceiras envolvidas na concretização desta iniciativa.

A nova infra-estrutura integra, numa solução única, sistemas de alimentação eléctrica, energia solar fotovoltaica, climatização de precisão, monitorização e componentes tecnológicos avançados, garantindo maior disponibilidade, segurança e eficiência dos serviços digitais do CIUEM.

O Centro de Dados foi projectado para acompanhar a evolução das necessidades da Universidade, criando uma base tecnológica preparada para suportar o crescimento das actividades de ensino, investigação e inovação.

Infra-estruturas desta dimensão começam muito antes da sua entrada em operação. São o resultado de meses de planeamento, engenharia e trabalho conjunto de diferentes equipas. É motivo de satisfação ver este projecto concluído e preparado para apoiar o CIUEM durante muitos anos“, referiu Zuneid Karim, Director-Geral da Triana Business.

Segundo David Bila, Director Técnico do Centro de Informática da Universidade Eduardo Mondlane (CIUEM), a inauguração desta infra-estrutura representa um avanço significativo na capacidade digital da instituição e cria novas oportunidades para a comunidade académica.

“A inauguração deste Centro de Dados representa um salto qualitativo na capacidade digital da Universidade Eduardo Mondlane, reforçando o processamento e armazenamento de informação, bem como o apoio às actividades de ensino, investigação e gestão académica. Para além de assegurar o funcionamento da universidade, esta infra-estrutura disponibiliza ambientes dedicados à experimentação, permitindo que estudantes desenvolvam competências práticas com tecnologias semelhantes às que encontrarão no mercado de trabalho.”

Para a Triana Business, a implementação deste Centro de Dados reflecte a sua capacidade técnica na concepção e integração de soluções tecnológicas críticas, especialmente em ambientes onde a continuidade operacional, eficiência energética e segurança da informação são factores determinantes. (x)

MIREME lança plataforma para transformar potencial mineiro e energético em desenvolvimento

O Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME) lançou, na semana passada, em Maputo, a Conferência sobre Adição de Valor com Base em Minerais e Recursos Energéticos disponíveis (CAVAME-d), a ter lugar de 19 a 24 de Outubro de 2026, em Nacala, província de Nampula. Trata-se de um evento que vai aproximar o Governo, investidores, operadores, universidades, centros de investigação, instituições financeiras e parceiros de cooperação, com o objectivo de transformar localmente o potencial de que o país dispõe em projectos de desenvolvimento.

Durante o evento de lançamento, o Ministro dos Recursos Minerais e Energias, Estêvão Pale, fez saber que a Conferência vai oferecer oportunidades concretas de investimento. “Vamos apresentar pacotes de projectos com base em minerais disponíveis para o processamento local, impulsionando a industrialização, inovação, emprego e prosperidade”, disse Pale.

Igualmente, serão apresentados pacotes de projectos com base no uso do gás natural para o mercado doméstico que impulsionem novas indústrias, como a petroquímica, fertilizantes, combustíveis, produção de energia e outras cadeias produtivas. Também serão apresentadas oportunidades de investimento em logística, infra-estruturas, serviços especializados de aviação para o suporte ao sector dos hidrocarbonetos.

De acordo com o MIREME, o programa da CAVAME-d inclui ainda a Feira de Gemas de Nacala (FAGENA). Na ocasião, realizar-se-á, pela primeira vez em Moçambique, um leilão internacional de gemas, aproximando produtores, compradores e investidores, e acrescentando valor aos recursos ainda no país.

Refira-se que o evento terá lugar num contexto em que o país conta com um novo quadro legal, aprovado este ano, actualmente em fase de regulamentação, que cria melhores condições para o investimento, competitividade, transparência e desenvolvimento sustentável. 

Yango nomeada prestadora de serviços de transporte por aplicativo mais fiável da África Austral

A Yango foi nomeada a Prestadora de Serviços de Transporte por Aplicativo Mais Fiável da África Austral nos Southern African Brand Quality Awards (SABQA) 2026. A empresa também recebeu o Selo de Excelência em Qualidade de Marca, reconhecendo o seu compromisso com padrões internacionalmente reconhecidos de qualidade, experiência do cliente e excelência operacional em toda a região. O reconhecimento reflete o investimento contínuo da Yango em tecnologia concebida para responder às necessidades de mobilidade em constante evolução das cidades africanas, mantendo padrões de serviço consistentemente elevados à medida que se expande pelo continente.

Atualmente, na África Austral, a Yango opera na Zâmbia, Namíbia, Botswana, Moçambique e Angola, oferecendo soluções de mobilidade adaptadas localmente que vão além do transporte por aplicativo. Dependendo do mercado, a plataforma também oferece serviços de entrega de refeições, entrega de encomendas e carga, soluções de mobilidade empresarial e outros serviços digitais que ligam milhões de utilizadores a milhares de motoristas parceiros, estafetas e negócios locais. Ao combinar tecnologia global com um profundo conhecimento local, a Yango desenvolve serviços adaptados às necessidades das comunidades da África Austral.

Comentando o reconhecimento, Mahomed Zameer Adam, Country Manager da Yango Ride Moçambique, afirmou: “Partilhamos este prémio com todos os passageiros, motoristas, estafetas e parceiros que fazem da nossa plataforma o que ela é. À medida que nos expandimos pela África, o nosso foco mantém-se o mesmo: tecnologia fiável e segura, construída para o continente, ao lado das comunidades que servimos.”

O prémio reflete também o investimento contínuo da Yango em tecnologias que reforçam a confiança em toda a sua plataforma. No último ano, a empresa introduziu diversas novas inovações de segurança nos seus mercados da África Austral, reforçando a transparência e a confiança tanto para passageiros como para motoristas parceiros.

Entre as funcionalidades mais recentes está o Selo de Perfil Completo do Passageiro, que permite aos motoristas parceiros identificar passageiros que carregaram informações-chave da conta, incluindo o nome e uma selfie. Ao ajudar os motoristas parceiros a tomar decisões mais informadas antes de aceitar viagens, a funcionalidade promove a responsabilização e reforça a confiança entre utilizadores e motoristas parceiros.

Para além das inovações individuais, a Yango continua a construir um dos ecossistemas de segurança em aplicativo mais abrangentes da região. Nos seus mercados da África Austral, os utilizadores beneficiam de funcionalidades de segurança antes, durante e depois de cada viagem, incluindo o Centro de Segurança dentro da aplicação, assistência de emergência SOS, rastreamento e partilha de viagem em tempo real, monitorização de rota, verificação de identidade do motorista, contactos de confiança, alertas de desvio de rota e suporte 24 horas por dia, 7 dias por semana. Em conjunto, estas funcionalidades foram concebidas para tornar as viagens mais seguras, proporcionando maior transparência e tranquilidade tanto para passageiros como para motoristas parceiros.

Para além dos seus investimentos em tecnologia, a Yango continua a fortalecer os ecossistemas de mobilidade local em toda a África Austral através de formação de motoristas, programas de sensibilização para a segurança rodoviária, iniciativas de apoio a parceiros e projetos comunitários. Trabalhando em estreita colaboração com parceiros de frotas e empreendedores locais, a empresa está a ajudar a criar novas oportunidades económicas, apoiando ao mesmo tempo o desenvolvimento a longo prazo do setor da mobilidade.

À medida que a Yango continua a expandir-se pela África, mantém-se comprometida em trabalhar com as partes interessadas locais, investir em tecnologias inovadoras e desenvolver serviços que melhorem o quotidiano, apoiando o empreendedorismo e o crescimento económico sustentável nas comunidades que serve.

Executivo vai aprovar novo Regime Jurídico da Actividade Comercial e dos Serviços Mercantis

Moçambique prepara uma reforma do quadro jurídico da actividade comercial que deverá introduzir regras específicas sobre garantias pós-venda, reforçar a protecção dos consumidores e estabelecer novas obrigações para comerciantes e prestadores de serviços mercantis, incluindo um regime de sanções para os operadores económicos que violem as futuras normas.

As medidas constam da Lei n.º 18/2026, consultada pela agência Lusa, que autoriza o Governo a aprovar, no prazo de 180 dias – até 29 de Dezembro, um novo Regime Jurídico relativo ao Exercício da Actividade Comercial e da Prestação de Serviços Mercantis.

A legislação, aprovada pela Assembleia da República na sequência de uma proposta do Governo, estabelece que a futura reforma deverá criar “um quadro regulamentar que contribua para a organização da actividade comercial e da prestação de serviços mercantis, visando a melhoria do ambiente de negócios e o desenvolvimento sustentável deste segmento da actividade económica”.

Entre as principais alterações previstas está a criação de um regime jurídico específico para as garantias de bens e serviços após a venda, uma área que actualmente não dispõe de uma regulamentação abrangente aplicável ao comércio em geral.

Com esta medida, o Governo poderá definir os direitos e deveres dos consumidores e dos comerciantes após a conclusão de uma venda ou prestação de serviço, incluindo matérias relacionadas com assistência técnica, reparações, substituição de produtos ou outros mecanismos destinados a proteger os compradores.

Novas obrigações para operadores comerciais

O futuro quadro jurídico deverá assentar nos princípios da “legalidade, liberdade económica, concorrência leal, protecção do consumidor, simplificação administrativa e proporcionalidade regulatória”, segundo a autorização legislativa aprovada pelo Parlamento.

Além do reforço dos direitos dos consumidores, a reforma pretende clarificar as responsabilidades dos operadores comerciais, permitindo ao Governo “estabelecer as obrigações dos comerciantes e prestadores de serviços mercantis, bem como os mecanismos de intervenção do Estado na actividade comercial”.

Na prática, a nova legislação poderá definir deveres específicos para empresas e prestadores de serviços, assim como os mecanismos de fiscalização e intervenção das autoridades públicas no sector comercial.

O novo regime deverá igualmente criar um quadro próprio de sanções aplicável aos agentes económicos que violem as disposições legais. A autorização legislativa permite ao Executivo “estabelecer o regime sancionatório aplicável aos agentes económicos que infrinjam as normas do Regime Jurídico relativo à Organização da Actividade Comercial e da Prestação de Serviços Mercantis”.

Embora a lei de autorização não detalhe as penalizações, abre espaço para a definição de multas e outras medidas aplicáveis às empresas e operadores comerciais que não cumpram as futuras regras.

Classificação de empresas e regras de licenciamento

A reforma prevê ainda a possibilidade de o Governo classificar a rede comercial e a prestação de serviços mercantis em função da dimensão dos operadores, criando categorias diferenciadas para os vários tipos de negócios existentes no mercado.

O Executivo poderá também clarificar as actividades que podem ser exercidas pelos comerciantes e estabelecer diferentes modalidades de exercício da actividade comercial, com o objectivo de organizar e enquadrar juridicamente as diversas formas de negócio.

Outro domínio abrangido pela autorização legislativa é o licenciamento, permitindo ao Governo definir “os requisitos de acesso, licenciamento e registo da actividade comercial nacional e estrangeira”.

Estas normas terão impacto directo na abertura, funcionamento e regularização de empresas e estabelecimentos comerciais, incluindo operadores nacionais e estrangeiros.

A futura regulamentação deverá ainda estabelecer as formas de venda aplicáveis às diferentes actividades comerciais, criando regras específicas para os vários modelos de comercialização de bens e serviços.

Fonte: Lusa

Maputo será palco da Africa Traveltech Summit and Expo 2026 em Outubro

A Africa Traveltech Summit and Expo (ATTSE) 2026 decorrerá nos dias 8 e 9 de Outubro de 2026, em Maputo, reunindo executivos dos sectores das viagens e do turismo, companhias aéreas, hotéis, operadores turísticos, agências de viagens, empresas de viagens online, bedbanks, grossistas, fornecedores de tecnologias para o sector das viagens, empresas fintech e operadores de telecomunicações provenientes de toda a África e de outros mercados internacionais.

Na sua quarta edição, a ATTSE consolidou-se como uma plataforma de referência dedicada à tecnologia aplicada às viagens, à distribuição digital e à inovação na indústria turística africana. As edições anteriores realizaram-se em Nairobi, no Quénia. A edição de 2026 conta com o apoio institucional do Governo de Moçambique e é organizada em parceria com a ANDITUR, a agência nacional de desenvolvimento do turismo.

Ao longo de dois dias, a ATTSE 2026 reunirá altos decisores do sector através de uma conferência de alto nível e de uma exposição orientada para os negócios, com o objectivo de analisar as tecnologias que estão a transformar o ecossistema africano das viagens e do turismo. Entre os temas em destaque estarão a distribuição digital, a hotelaria, a comercialização de produtos turísticos, os sistemas de pagamento e as soluções fintech, a automação e as operações baseadas na análise de dados.

Entre os oradores de destaque já confirmados figuram Fredson Bacar, Secretário de Estado do Turismo do Ministério da Economia de Moçambique, e Américo Muchanga, Ministro das Comunicações e Transformação Digital.

Segundo Gustave Sugira, fundador da SNG Events:

«A indústria africana das viagens e do turismo está a ser reconstruída em torno da tecnologia, desde a forma como os viajantes planeiam e reservam as suas viagens até à forma como os destinos gerem e desenvolvem as suas economias turísticas. A ATTSE existe para reunir, num único espaço, as pessoas que lideram essa transformação em todo o continente e além dele. A realização da edição de 2026 em Maputo, com o apoio do Governo de Moçambique e da ANDITUR, demonstra a crescente importância da África Austral neste debate.»

A ATTSE 2026 incluirá sessões plenárias, painéis de debate e uma área de exposição destinada a promover a ligação entre fornecedores de tecnologia, empresas do sector e instituições públicas, perante um público composto por profissionais da indústria das viagens e do turismo provenientes de vários países africanos.

Mais informações sobre a ATTSE 2026, incluindo o processo de inscrição, estão disponíveis no portal oficial do evento: https://africatraveltech.com/.

A organização lançou igualmente um convite às empresas moçambicanas e da região para participarem como expositoras na cimeira. A área de exposição está aberta a fornecedores de tecnologia, empresas de telecomunicações, bancos, seguradoras, prestadores de serviços de pagamento, agências de viagens, operadores turísticos, hotéis e companhias aéreas.

Sobre a ATTSE

A Africa Traveltech Summit and Expo (ATTSE) é organizada pela SNG Events e constitui uma plataforma dedicada à promoção da tecnologia aplicada às viagens, da distribuição digital e da inovação na indústria africana do turismo. A edição de 2026 terá lugar nos dias 8 e 9 de Outubro, em Maputo, Moçambique.

A nova economia exige uma nova consultoria

A PKF está em Maputo desde 2007, mas muitos profissionais de negócio em Moçambique ainda associam auditoria e consultoria às Big Four. Quando apresenta a PKF a um potencial cliente pela primeira vez, o que é que diz que a distingue e o que é que isso significa concretamente para quem vos contrata?

Quando apresento a PKF, digo é a PKF Moçambique combina o melhor de dois mundos: a proximidade, conhecimento local e senioridade acessível de uma firma presente no mercado moçambicano, com a metodologia, recursos técnicos e alcance internacional de uma rede global.

Para quem nos contrata, isso significa três coisas muito concretas: primeiro, acesso directo a profissionais seniores; segundo, uma capacidade de resposta mais próxima e pragmática; terceiro, soluções que não são apenas tecnicamente correctas, mas também aplicáveis à realidade operacional e regulatória de Moçambique.

A PKF Moçambique opera em rede directa com a PKF Portugal, Angola, Cabo Verde e São Tomé e Principe. Na prática, o que é que essa ligação permite fazer aqui que uma firma independente local não conseguiria?

A vantagem competitiva não é apenas “ter ligação à rede PKF”. A vantagem é operar dentro de uma plataforma lusófona integrada, com liderança estratégica comum, coordenação executiva única e capacidade de mobilizar recursos entre jurisdições.

Quando um projecto em Moçambique exige competências específicas por exemplo IFRS, fiscalidade internacional, preços de transferência, corporate finance, controlo interno, tecnologia, recursos humanos ou reporting de grupo, a PKF Moçambique pode mobilizar especialistas da plataforma lusófona de forma mais directa.

Assim, a PKF Moçambique consegue oferecer ao mercado uma alternativa com escala suficiente para projectos complexos, mas com proximidade e flexibilidade superiores às estruturas mais pesadas. Ou seja: capacidade internacional sem perder a agilidade local.

II.  MOMENTO ACTUAL & MERCADO

Para além das auditorias anuais de empresas privadas, o sector de auditoria e consultoria em Moçambique cobre um espectro muito mais amplo: sector público, organizações da sociedade civil, projectos financiados por doadores, empresas extractivas. Que leitura faz do mercado no seu conjunto, o que já funciona e o que ainda falta?

O mercado moçambicano está mais exigente do que era há alguns anos. Hoje já existe maior consciência sobre a importância da auditoria, do controlo interno, da conformidade fiscal, da governação e da prestação de contas. Isso é visível nas empresas privadas, nas organizações da sociedade civil, nos projectos financiados por doadores, no sector público e também nos sectores extractivo, energético e de infra-estruturas.

Pese embora o papel da auditoria seja atualmente mais reconhecido, falta o mercado valorizar mais a qualidade técnica e não apenas o preço. Por vezes, ainda se olha para a auditoria como uma commodity (o serviço de auditoria é percebido como algo obrigatório e um “transtorno necessário”, perdendo-se o foco no valor agregado). Esse é um grande erro. A qualidade de uma auditoria depende da experiência da equipa, da metodologia, da independência, do tempo dedicado e da capacidade de compreender o negócio. Quando se comprime demasiado o preço, comprime-se também a profundidade do trabalho.

Em finais de 2025, foi apresentado em Maputo um relatório de avaliação nacional com um roteiro para modernizar a função de auditoria interna no sector público moçambicano. Esse é um mercado onde a PKF actua?

Sim, é uma área onde a PKF actua. O nosso papel, enquanto firma independente, pode passar por apoiar diagnósticos de controlo interno, desenho de matrizes de risco, revisão de processos, capacitação de equipas, implementação de metodologias de auditoria baseada no risco e apoio à criação de mecanismos de seguimento de recomendações.

A modernização da auditoria interna no sector público não deve ser vista apenas como uma reforma administrativa. Deve ser vista como uma ferramenta de melhoria da governação, da gestão do risco, da eficiência da despesa pública e da confiança dos cidadãos e parceiros de desenvolvimento.

A instabilidade pós-eleitoral de fins de 2024 contraiu a actividade económica. Do ponto de vista da procura de serviços de auditoria e consultoria, o que é que esse período revelou sobre quais os clientes que resistem e quais os que recuam primeiro?

O período pós-eleitoral de finais de 2024 foi um teste muito concreto à resiliência das empresas em Moçambique. Do ponto de vista da procura de serviços de auditoria e consultoria, esse período revelou uma diferença clara entre dois tipos de clientes.

Os clientes que resistiram melhor, foram aqueles com estruturas de governação mais maduras. Para esses clientes, a instabilidade não reduziu a importância da auditoria, do controlo interno, da consultoria fiscal ou do reporting. Pelo contrário, tornou esses serviços ainda mais relevantes. Em momentos de incerteza, as organizações precisam de saber onde estão os seus riscos, qual é a sua posição financeira real, que compromissos conseguem cumprir, como proteger tesouraria e como manter transparência perante os seus stakeholders.

Os clientes que recuaram primeiro foram, em geral, empresas com maior pressão de liquidez, menor formalização de processos ou que ainda encaram auditoria e consultoria como um custo administrativo, e não como instrumentos de gestão. Quando existe uma crise, esses clientes tendem a adiar decisões, cortar serviços considerados não essenciais e concentrar-se apenas na sobrevivência operacional imediata.

III.  PESSOAS, CULTURA & LIDERANÇA

A PKF Moçambique opera num mercado onde outros players existem. Recrutar e reter talento para uma firma mid-tier nesse contexto é um desafio específico. Como é que a PKF resolve esse problema de forma que não seja apenas a remuneração?

A remuneração é importante, naturalmente, mas não é suficiente. As pessoas ficam onde sentem que aprendem, crescem, são respeitadas. Proporcionar aos colaboradores um “ambiente de pertença” é um dos pilares cruciais na retenção de talento, criando uma conexão emocional entre o colaborador e a organização. Quando os colaboradores se sentem parte integrante de uma equipe, valorizados e alinhados com a cultura da empresa, a probabilidade de procurarem outras oportunidades diminui significativamente.

Numa firma como a PKF, um jovem profissional não é apenas uma peça pequena dentro de uma estrutura muito distante. Tem contacto mais próximo com managers, partners e clientes. Aprende mais cedo a compreender o negócio, a pensar criticamente, a escrever melhor, a comunicar melhor e a assumir responsabilidade.

A nossa proposta para o talento passa por formação, exposição internacional, cultura de proximidade, exigência técnica, ética profissional e oportunidade real de crescimento. Queremos que a PKF seja vista como uma escola de qualidade e, ao mesmo tempo, como uma plataforma de carreira.

Ricardo Coelho é o Key Contact público da PKF Moçambique e esteve até há bem pouco tempo ligado à Câmara de Comércio de Moçambique. Em firmas de serviços profissionais, o negócio é construído por relações. Qual a diferença entre construir relações institucionais e construir reputação técnica?

As relações institucionais abrem portas. A reputação técnica mantém essas portas abertas.

Num mercado como Moçambique, as relações são importantes porque ajudam a criar confiança, proximidade e conhecimento mútuo. Mas, em serviços profissionais, a relação nunca substitui a competência. O cliente pode aceitar uma primeira reunião por confiança institucional; mas só contrata se a entrega técnica for sólida.

A reputação constrói-se nos detalhes: cumprir prazos, ser independente, dizer a verdade mesmo quando ela é desconfortável, explicar riscos de forma clara, produzir relatórios úteis e apresentar recomendações que façam sentido para a realidade do cliente.

IV.  VISÃO & FUTURO

O PKF International lançou nos últimos anos serviços de ESG advisory, forensics e digital advisory como áreas de crescimento para a rede. Quais dessas linhas são já relevantes para Moçambique e quais precisam ainda que o mercado amadureça para existirem aqui?

As três áreas são relevantes, mas em níveis diferentes de maturidade.

O ESG já é relevante em Moçambique, sobretudo em sectores como energia, mineração, infra-estruturas, banca, projectos financiados por doadores e empresas integradas em cadeias de valor internacionais. Mas deve ser tratado de forma prática. Não se trata apenas de produzir relatórios bonitos. Trata-se de medir riscos ambientais, sociais e de governação, criar controlos, demonstrar conformidade e responder a expectativas de financiadores, comunidades e parceiros internacionais.

Forensics também é uma área cada vez mais importante. À medida que as organizações crescem e os fluxos financeiros se tornam mais complexos, aumentam os riscos de fraude, conflito de interesses, fragilidades em procurement, pagamentos indevidos, falhas de controlo e exposição reputacional.

Digital advisory talvez seja a área com maior potencial de crescimento, mas também aquela que exige mais maturidade prévia. Antes de falar em transformação digital, muitas organizações ainda precisam de organizar processos, melhorar a qualidade dos dados, integrar sistemas e criar disciplina de controlo. A digitalização só gera valor quando assenta em processos bem desenhados.

O sector extractivo em Moçambique, nomeadamente o gás em Cabo Delgado, cria procura de auditoria e advisory de grande dimensão. Esse tipo de mandato é acessível a uma firma mid-tier, ou está estruturalmente concentrado nas Big Four?

Depende do tipo de mandato. Alguns grandes mandatos globais, sobretudo auditorias de grupos multinacionais ou assignments altamente centralizados, tendem naturalmente a concentrar-se nas grandes redes internacionais. Isso é uma realidade do mercado.

Mas o sector extractivo não é composto apenas pelo operador principal. Existe todo um ecossistema de fornecedores, subcontratados, empresas locais, projectos de conteúdo local, estruturas de apoio, logística, construção, etc. É nesse ecossistema que firmas como a PKF podem ter um papel muito relevante.

Uma firma mid-tier com rede internacional, conhecimento local e acesso a especialistas pode competir muito bem em áreas onde o cliente valoriza proximidade, senioridade, pragmatismo e custo-benefício. O ponto não é tentar disputar todos os mandatos. O ponto é escolher os mandatos onde podemos entregar valor real.

V.  ECOSSISTEMA & COMUNIDADE

Na sua perspectiva, quem são os principais concorrentes da PKF no mercado moçambicano de auditoria e consultoria e o que os distingue?

Eu responderia a essa pergunta mais por categorias do que por nomes. O mercado moçambicano tem três grandes grupos de concorrência: as Big Four, outras redes internacionais e firmas locais ou regionais com presença em segmentos específicos.

As Big Four distinguem-se pela escala global, pela presença junto de grandes grupos multinacionais e por equipas muito estruturadas. Outras redes internacionais competem pela especialização, flexibilidade e capacidade de servir clientes com necessidades transfronteiriças. As firmas locais, por sua vez, muitas vezes competem pela proximidade, conhecimento do terreno e preço.

A PKF posiciona-se num espaço muito interessante entre esses mundos. Temos uma marca global, metodologias internacionais e acesso a especialistas, mas mantemos uma presença local próxima, ágil e com envolvimento sénior. Esse equilíbrio é particularmente valorizado por clientes que querem qualidade internacional, mas também querem uma equipa que conheça Moçambique, responda rapidamente e esteja próxima das suas decisões.

Projecto Mozambique LNG está 45% concluído e mantém arranque da produção previsto para 2029

O megaprojecto Mozambique LNG encontra-se cerca de 45% concluído, emprega actualmente entre 7.000 e 8.000 trabalhadores e mantém o início da produção comercial previsto para 2029, apesar dos atrasos provocados pelo conflito no Médio Oriente, informou a TotalEnergies.

A actualização foi apresentada esta semana durante a divulgação dos resultados financeiros do segundo trimestre de 2026 do grupo energético francês. Na ocasião, o presidente executivo (CEO) da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, afirmou que, desde a retoma das obras em Janeiro deste ano, o projecto tem vindo a aumentar progressivamente o número de trabalhadores mobilizados no complexo de Afungi, na província de Cabo Delgado.

Segundo o responsável, encontram-se actualmente envolvidos entre 7.000 e 8.000 trabalhadores nas actividades de construção do empreendimento.

«Quando comparamos com a curva de progresso do projecto, estamos praticamente com 45% da obra concluída», afirmou.

Pouyanné reconheceu que o conflito no Médio Oriente criou dificuldades logísticas para o projecto moçambicano, uma vez que parte dos equipamentos estava a ser fabricada no Dubai e noutras unidades industriais da região.

«Tivemos de enfrentar momentos difíceis para retirar todos esses equipamentos», afirmou, acrescentando que esses constrangimentos já foram ultrapassados. «Penso que essa situação está resolvida.»

Apesar destes atrasos, a TotalEnergies reiterou que o calendário de desenvolvimento do projecto permanece inalterado.

«O projecto continua no bom caminho, tendo como objectivo iniciar a produção da primeira unidade de liquefacção (first train) em 2029», declarou o CEO.

Durante a mesma apresentação aos analistas, Patrick Pouyanné voltou a identificar Moçambique como um dos mercados estratégicos de crescimento do grupo, ao lado do Suriname, da Namíbia e da Malásia.

«Estamos a consolidar a nossa posição em Moçambique», afirmou, defendendo a estratégia de diversificação geográfica da empresa.

O projecto Mozambique LNG, desenvolvido na Área 1 da Bacia do Rovuma, constitui um dos maiores investimentos privados alguma vez realizados em África e deverá transformar Moçambique num dos principais exportadores mundiais de gás natural liquefeito (GNL).

Moçambique aprovou três grandes projectos para a exploração das reservas de gás natural da Bacia do Rovuma, ao largo da costa da província de Cabo Delgado, consideradas entre as maiores descobertas de gás do mundo.

O projecto Coral Sul FLNG, operado pela italiana Eni, é actualmente o único em produção, desde 2022. Em Outubro do ano passado foi igualmente aprovado o investimento para a construção da segunda plataforma flutuante de liquefacção, Coral Norte, avaliada em 7,2 mil milhões de dólares (6,2 mil milhões de euros), que deverá duplicar a capacidade de produção para sete milhões de toneladas anuais de GNL a partir de 2028. Está igualmente em estudo uma terceira unidade flutuante de produção.

Após uma suspensão de quatro anos provocada pela insurgência armada em Cabo Delgado, o projecto Mozambique LNG, liderado pela TotalEnergies e avaliado em 20 mil milhões de dólares (17,4 mil milhões de euros), retomou oficialmente as obras em Janeiro de 2026 e deverá produzir até 13 milhões de toneladas de GNL por ano a partir de 2029.

Já o projecto Rovuma LNG, na Área 4, estimado em 30 mil milhões de dólares (26,1 mil milhões de euros), será liderado pela ExxonMobil, na qualidade de operador delegado. Prevê-se que tenha uma capacidade anual de 18 milhões de toneladas de GNL após 2030, estando a decisão final de investimento actualmente prevista para Setembro.

Fonte: Lusa.