Sunday, May 31, 2026
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“Sem o gás de Pande e Temane, o sul de Moçambique enfrentaria um apagão”

A produção de gás natural nos campos de Pande e Temane tem sido um factor crucial para a segurança energética e o desenvolvimento industrial do sul de Moçambique. A dependência desse recurso é tão significativa que, sem ele, a região enfrentaria um apagão, uma vez que cinco centrais termoelétricas deixariam de produzir energia, alertou Mateus Mosse, Director de Relações Corporativas da Sasol Moçambique, numa publicação recente no LinkedIn.

“Você sabia que, sem o gás de Pande e Temane, o sul de Moçambique enfrentaria um apagão, porque cinco centrais termoeléctricas deixariam de produzir energia? A energia (452 MW) que sustenta o progresso do sul de Moçambique vem do subsolo, do gás produzido pela Sasol”, destacou Mosse.

De facto, as centrais térmicas de Ressano Garcia (CTRG), Temane, Kuvaninga, Maputo e Gigawatt Moçambique, com uma capacidade combinada de 452 MW, dependem directamente do gás extraído por esta multinacional. Além da produção eléctrica, dezenas de indústrias e empresas moçambicanas também utilizam este recurso como insumo fundamental para suas operações, evitando o recurso a combustíveis mais caros e poluentes.

Segundo o representante da Sasol, sem o fornecimento contínuo de gás natural, milhares de empregos desapareceriam e o impacto na economia nacional seria devastador. O gás de Pande e Temane, além de garantir eletricidade para milhões de pessoas, também abastece o sector industrial e sustenta o crescimento económico de Moçambique.

Sustentabilidade e Crescimento

Nos últimos 20 anos, a Sasol tem sido um actor-chave na diversificação da matriz energética moçambicana, investindo em infra-estrutura e parcerias estratégicas que garantem um fornecimento estável de energia. O gás extraído da bacia de Temane abastece ainda sistemas de gás canalizado no Grande Maputo e no Norte de Inhambane, além de promover alternativas energéticas mais sustentáveis, como o gás veicular.

Diante desse cenário, especialistas apontam que a continuidade dos investimentos na exploração e distribuição de gás será essencial para que Moçambique reduza a dependência de importações energéticas, fortaleça a sua indústria local e assegure um futuro energético mais sustentável.

Standard Bank prevê crescimento da economia nacional em 3%

O Standard Bank realizou, nesta quarta-feira, o seu habitual Economic Briefing, em Maputo, onde apresentou as perspectivas económicas que indicam que a economia nacional pode crescer 3% este ano, contra 1.8% em 2024, apesar dos desafios à estabilidade macroeconómica do País.

O Produto Interno Bruto (PIB) deve registar uma contracção no primeiro trimestre, seguida de uma recuperação gradual nos períodos subsequentes.

Considerando os riscos relacionados com eventos climáticos adversos sobre a produção e preço dos alimentos, prevê-se um aumento da inflação homóloga para 6.1% no final de Dezembro, depois de ter atingido 4.2% no final de 2024.

Segundo o economista-chefe do Standard Bank, Fáusio Mussá, a recuperação económica depende, em grande medida, do retorno à estabilidade e do progresso nas reformas que promovam uma melhoria do ambiente de negócios no País.

Fáusio Mussá referiu ainda que “num contexto de redução do apoio externo e de atrasos sucessivos nos projectos de GNL (Gás Natural Liquefeito), estas reformas constituem um pilar essencial para estimular investimentos em sectores que possuem maior potencial para geração de emprego e renda, e que são essenciais para a estabilidade social”.

Estas reformas podem desempenhar um papel de extrema importância, num contexto de redução da ajuda externa, principalmente para implementar um conjunto de programas sociais.

Relativamente à economia mundial, o economista-chefe do Standard Bank refere que a implementação de tarifas, por parte da nova administração dos Estados Unidos da América (EUA), pode gerar uma desaceleração no crescimento económico global, abaixo dos 3.3% previstos para 2025.

Estas perspectivas foram apresentadas durante a vigésima primeira edição do Economic Briefing, a primeira de 2025, um evento através do qual o Standard Bank proporciona aos seus clientes e à sociedade em geral informações relevantes sobre as perspectivas de evolução da economia.

Nesta edição, que teve como lema “Economia em Movimento”, o Banco promoveu uma discussão em torno dos desafios e oportunidades para a economia nacional, num contexto de grandes mudanças na economia mundial

Absa Bank Moçambique prepara gestores para o futuro com formação executiva de alto nível

Num mundo bancário em rápida transformação, a liderança exige mais do que experiência técnica, requer visão estratégica, resiliência e inovação. Com este compromisso, o Absa Bank Moçambique investiu na capacitação de 120 gestores intermédios ao longo de 2024, num programa de formação executiva desenvolvido em parceria com o ISCTE Executive Education, uma das instituições de referência em Portugal.

Durante 12 meses intensivos, os participantes aprofundaram conhecimentos em gestão bancária, liderança estratégica e inovação, sempre com um olhar atento aos desafios e oportunidades do sector financeiro moçambicano. Mas este programa foi além da aprendizagem técnica: o verdadeiro objectivo foi desafiar a mentalidade dos líderes e inspirá-los a transformar equipas e negócios.

Capacitação para liderar com impacto

Mais do que uma formação tradicional, esta jornada foi desenhada para estimular reflexão e desenvolvimento pessoal. As perguntas que nortearam cada sessão, cada dinâmica, cada troca de experiência foram:

  • Que tipo de líderes queremos ser?
  • Como podemos inspirar as nossas equipas?
  • Como transformar conhecimento em impacto real?

Directora de Capital Humano, Hanifa Hassangy, reforça a importância deste investimento contínuo: “A aprendizagem contínua é a chave para um futuro de sucesso, e esta jornada reflecte esse compromisso. No Absa, acreditamos que o desenvolvimento das nossas pessoas é fundamental a todos os níveis. Foi um privilégio colaborar com o ISCTE neste programa inovador, desafiando os nossos gestores a repensar o seu papel e o seu impacto.”

A formação não foi um evento isolado, mas parte de uma estratégia maior para consolidar a cultura de talento, excelência e crescimento dentro do Banco.

“A nossa história, enquanto Banco, está profundamente ligada à elevação da competência das nossas pessoas – porque sabemos que, ao fortalecê-las, estamos também a escrever a história dos nossos Clientes.”, acrescentou Hanifa Hassangy.

A concepção deste programa foi cuidadosamente alinhada às necessidades do Banco, num trabalho liderado por Michele Peres, Responsável pela Liderança, Formação e Talento. Em parceria com a formação de executivos da universidade ISCTE, em Lisboa, foram definidos conteúdos à medida, abordando temas críticos para a organização, como liderança servidora, feedback, gestão da mudança e risco bancário.

Aprendizagem prática e inovadora

Além da forte componente teórica, o programa apostou em técnicas inovadoras de aprendizagem, como a metodologia Lego Serious Play. Com peças coloridas e construções simbólicas, os gestores foram desafiados a expressar ideias, construir soluções e visualizar cenários de forma criativa e colaborativa.

Para Nuno Damasceno, professor do ISCTE e facilitador da metodologia, esta abordagem reforçou um princípio essencial: “São as pessoas que fazem as marcas. O maior valor de uma instituição é a sua capacidade de dar autonomia e liberdade de criação aos seus profissionais. E isso só é possível quando se investe continuamente nas pessoas.”

A experiência foi igualmente valorizada pelos participantes. O sentimento era unânime: a formação abriu novas perspectivas e fortaleceu a capacidade de enfrentar desafios com inovação e estratégia.

Vera Alves Pereira, uma das gestoras que integrou a formação, destacou o impacto do programa: “A capitalização dos nossos conhecimentos através de programas como este permite-nos enfrentar o dia-a-dia com uma abordagem inovadora, assegurando um serviço de excelência e uma experiência diferenciada para os nossos Clientes.”

Uma aposta contínua na excelência

A equipa de formadores do ISCTE Executive Education, composta pelos professores Paulo Martins, André Fontes e Nuno Damasceno, esteve em Moçambique para a avaliação final e entrega de certificados, e confessaram estar impressionados com os seus formandos e pela operação do Absa.

Para o professor Paulo Martins, esta formação representa mais do que conhecimento técnico – é um instrumento de mudança organizacional: “Mais do que gerir equipas e processos, os líderes de hoje devem inspirar, motivar e transformar. Acreditamos que as ferramentas transmitidas, aliadas à experiência de cada participante, serão fundamentais para impulsionar o crescimento do Banco e das suas equipas.”

Ao desafiar os seus gestores a crescer, inovar e liderar de forma estratégica, o Absa Bank Moçambique não apenas investe nos seus colaboradores, investe no futuro da Banca no País.

Hollard Moçambique posiciona-se como a empresa mais bem classificada do mercado de Seguros

A Hollard Moçambique posiciona-se como a empresa mais bem classificada do mercado de seguros na edição de 2024 das 100 Maiores Empresas de Moçambique, reafirmando a sua liderança e solidez financeira no sector. Esta conquista destaca o compromisso da empresa com a excelência, a inovação e em soluções centradas no cliente, num cenário de seguros em constante evolução de Moçambique.

A Hollard subiu assim uma posição, para 26º lugar em 2024, em relação à 27º no ano anterior, tornando-se a seguradora mais valiosa no índice KPMG Top 100.

“A posição é uma prova do nosso foco estratégico em inovação, solidez financeira e o nosso compromisso inabalável com os nossos clientes”, disse Óscar Faria, Director Financeiro da Hollard Moçambique.“Estamos honrados em fazer parte do ranking das 100 Maiores Empresas e continuaremos a impulsionar a excelência no sector”, acrescentou.

A Hollard Moçambique lidera o sector de seguros com um volume de prémios emitidos de MZN 5.102 milhões. Este desempenho ressalta a solidez financeira da Hollard, e a sua capacidade de superar os concorrentes num mercado altamente competitivo.

“O nosso foco sempre foi fornecer soluções que colocam o cliente em primeiro lugar, mantendo fundamentos financeiros sólidos”, afirmou Óscar Faria, acrescentando que “esta conquista não se trata apenas de números, ela reflecte a confiança que os nossos clientes e parceiros depositam em nós. Continuaremos a inovar e a adaptar-nos para atender às necessidades em evolução do mercado moçambicano.”

O sector de seguros contou com a participação de treze empresas, com oito delas a chegar ao prestigiado ranking das 100 Maiores Empresas. O volume de prémios total do sector foi de MZN 24.976 milhões, com MZN 23.363 milhões vindos daquelas dentre as 100 Maiores.

Ao atingir o maior volume de prémios no sector de seguros, a empresa estabelece uma referência de excelência e continua a impulsionar o crescimento no sector de seguros de Moçambique. Em resumo, a posição de liderança da Hollard Moçambique nas 100 Maiores Empresas de Moçambique solidifica o seu status como líder de mercado, reflectindo o seu foco estratégico em desempenho financeiro, satisfação do cliente e inovação.

Conheça o Ranking das 10 Melhores Empresas de Moçambique

A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) conquistou a primeira posição no Ranking das 10 Melhores Empresas de Moçambique, de acordo com o estudo publicado pela KPMG – Edição 2024. O relatório avalia diversos critérios de desempenho financeiro e operacional, destacando as empresas que mais se sobressaíram no ambiente de negócios moçambicano.

Os Destaques do Ranking 2024

A ENH lidera com 467 pontos, evidenciando-se pelo crescimento do volume de negócios e rentabilidade sobre o capital próprio. Em segundo lugar, a Sasol Petroleum Temane obteve 455 pontos, seguida pela Britam Companhia de Seguros, com 454 pontos, consolidando-se como a melhor empresa do sector segurador.

O ranking também destaca a presença de empresas dos sectores industrial, financeiro e de transportes, demonstrando a diversidade do mercado moçambicano. Entre os principais indicadores avaliados estão crescimento do volume de negócios, liquidez geral, rentabilidade e valor acrescentado por trabalhador.

As 10 Melhores Empresas de Moçambique – Edição 2024

  1. ENH – Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (467 pontos)
  2. Sasol Petroleum Temane (455 pontos)
  3. Britam Companhia de Seguros (454 pontos)
  4. Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos (450 pontos)
  5. UBA – United Bank for Africa – Moçambique (449 pontos)
  6. MPDC – Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (448 pontos)
  7. Tolvessa (439 pontos)
  8. Mozambique Leaf Tobacco (437 pontos)
  9. Correios de Moçambique (423 pontos)
  10. HCB – Hidroeléctrica de Cahora Bassa (423 pontos)
Fonte: Pesquisa, KPMG 2024

A presença de empresas do sector energético, como ENH, Sasol e HCB, demonstra a importância da indústria extractiva para a economia nacional. Já a inclusão de Correios de Moçambique e MPDC reforça o papel estratégico dos sectores de logística e transportes.

Tendências e Perspectivas

O relatório da KPMG evidencia que o crescimento do volume de negócios e a rentabilidade foram determinantes para a classificação das empresas. O sector de seguros também se destacou, com a Britam a figurar entre as três primeiras posições.

O Ranking das 10 Melhores Empresas de Moçambique reforça a solidez do ambiente empresarial nacional e a resiliência das companhias em meio aos desafios económicos. A expectativa é que, nos próximos anos, a inovação, a sustentabilidade e a digitalização sejam factores-chave para a competitividade no mercado moçambicano.

2024 Ranking: The 10 Best Companies in Mozambique

The National Hydrocarbons Company (ENH) secured the top position in the Ranking of the 10 Best Companies in Mozambique, according to the study published by KPMG – 2024 Edition. The report assesses various financial and operational performance criteria, highlighting the companies that have stood out the most in the Mozambican business environment.

2024 Ranking Highlights

ENH leads with 467 points, standing out for its business volume growth and return on equity. In second place, Sasol Petroleum Temane scored 455 points, followed by Britam Insurance Company, with 454 points, consolidating its position as the top company in the insurance sector.

The ranking also highlights the presence of companies from the industrial, financial, and transport sectors, demonstrating the diversity of the Mozambican market. Among the key indicators assessed are business volume growth, overall liquidity, profitability, and value added per worker.

The 10 Best Companies in Mozambique – 2024 Edition

  1. ENH – National Hydrocarbons Company (467 points)
  2. Sasol Petroleum Temane (455 points)
  3. Britam Insurance Company (454 points)
  4. Mozambican Hydrocarbons Company (450 points)
  5. UBA – United Bank for Africa – Mozambique (449 points)
  6. MPDC – Maputo Port Development Company (448 points)
  7. Tolvessa (439 points)
  8. Mozambique Leaf Tobacco (437 points)
  9. Correios de Moçambique (Mozambique Post) (423 points)
  10. HCB – Cahora Bassa Hydroelectric (423 points)

The presence of energy sector companies such as ENH, Sasol, and HCB underscores the importance of the extractive industry to the national economy. Meanwhile, the inclusion of Correios de Moçambique and MPDC reinforces the strategic role of the logistics and transport sectors.

Trends and Outlook

The KPMG report highlights that business volume growth and profitability were key factors in determining the companies’ rankings. The insurance sector also stood out, with Britam ranking among the top three.

The Ranking of the 10 Best Companies in Mozambique reinforces the strength of the national business environment and the resilience of companies amid economic challenges. Moving forward, innovation, sustainability, and digitalization are expected to be key factors in maintaining competitiveness in the Mozambican market.

Maputo acolhe 7ª Edição do Fórum Gestão de Pessoas

A cidade de Maputo será palco da 7.ª Edição do Fórum Gestão de Pessoas Moçambique, nos dias 3 e 4 de Abril de 2025, no Montebelo Indy Maputo Congress Hotel.

Organizado pela ATITTUDE, o Fórum Gestão de Pessoas é uma conferência anual que reúne profissionais locais e internacionais, com o objectivo de criar impacto e contribuir de forma positiva para o sucesso das organizações.

Para a sétima edição, o evento terá como tema central “Pessoas, Gestão e Negócios”, contando com a participação de mais de 30 oradores nacionais e internacionais de renome.

Nesta edição, o evento contará com:

  • 1 sala de conferência para debates e palestras;
  • 1 área de exposição para partilha de boas práticas e networking;
  • Mais de 30 oradores nacionais e internacionais;
  • Mais de 20 parceiros estratégicos;
  • Mais de 30 participantes de diversos sectores.

O evento pretende continuar a ser um espaço de partilha de conhecimento, inovação e networking, contribuindo para a transformação do mercado de trabalho em Moçambique e além-fronteiras.

Desde a sua criação em 2018, o evento tem vindo a crescer, expandindo-se em 2021 para Cabo Verde e Angola, numa consolidação da sua missão de promover a excelência na gestão de pessoas.

 

100 Maiores Empresas de Moçambique registaram um crescimento de 17,8% no volume de negócios

A XXVI edição da Revista 100 Maiores Empresas de Moçambique revela um retrato detalhado do ambiente empresarial moçambicano, destacando as dinâmicas de crescimento, desafios e tendências que marcaram o desempenho económico das principais empresas do país em 2023. Publicada anualmente pela KPMG, a pesquisa é uma referência para avaliar o comportamento das maiores organizações em Moçambique, proporcionando uma análise profunda dos sectores estratégicos e do impacto da conjuntura económica global e nacional.

Análise Agregada: Crescimento e Resiliência Empresarial

A edição de 2024 sublinha a resiliência do tecido empresarial moçambicano num contexto de desafios económicos e geopolíticos. Apesar das adversidades globais, incluindo a volatilidade cambial e os efeitos das mudanças climáticas, as 100 maiores empresas registaram um crescimento robusto, impulsionado pelo aumento da produção industrial, a recuperação do sector energético e a expansão dos serviços financeiros.

Entre os principais indicadores agregados, destacam-se:

  • Crescimento do Volume de Negócios: O volume de negócios das 100 maiores empresas registou um crescimento médio de 17,8%, evidenciando a recuperação pós-pandemia e o impacto positivo de investimentos estratégicos.
  • Autonomia Financeira: A autonomia financeira média das empresas situou-se nos 43%, reforçando a solidez financeira e a menor dependência de financiamento externo.
  • Rentabilidade dos Capitais Próprios: A rentabilidade média dos capitais próprios registou um aumento significativo, atingindo 26%, reflexo da melhoria na eficiência operacional e optimização de custos.
  • Expansão do Emprego: O número de trabalhadores empregados pelas maiores empresas cresceu 5%, confirmando o papel central do sector privado na criação de postos de trabalho.

A empresa melhor classificada nesta edição foi a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), seguida pela Sasol Petroleum Temane e pela Britam Companhia de Seguros de Moçambique, que se destacaram pelo crescimento do volume de negócios e pela eficiência financeira.

Análise Sectorial: Destaques e Tendências

A análise sectorial da edição de 2024 evidencia a diversificação da economia moçambicana e a importância de sectores estratégicos para o crescimento sustentável do país.

Energia e Indústria

O sector energético manteve-se como um dos motores da economia, com destaque para os investimentos na exploração de gás natural. A ENH e a Sasol continuam a liderar este segmento, beneficiando-se da crescente procura por energia e do reforço das exportações. A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) também se consolidou como uma das principais empresas do país, impulsionada pelo aumento da produção e da eficiência operacional.

Serviços Financeiros

Os bancos e seguradoras tiveram um desempenho positivo, sustentado pela digitalização dos serviços e pelo aumento da inclusão financeira. O UBA Moçambique e o First Capital Bank destacaram-se pelo crescimento do volume de negócios, enquanto a Britam Seguros e a Fidelidade Impar lideraram o segmento segurador, reforçando a importância da protecção financeira na economia.

Transportes e Logística

O sector de transportes e logística registou uma recuperação significativa, impulsionada pelo comércio regional e pela modernização das infra-estruturas portuárias. Empresas como a MPDC – Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo e a Cornelder de Moçambique demonstraram crescimento sustentado, reforçando o papel dos portos moçambicanos na dinamização das exportações.

Comércio e Distribuição

O sector do comércio enfrentou desafios relacionados com a inflação e a volatilidade cambial, mas algumas empresas conseguiram manter um crescimento sólido. A Mozambique Leaf Tobacco e a Centrocar Moçambique destacaram-se pelo aumento das vendas e pela expansão da sua presença no mercado.

Construção e Infra-estruturas

O sector da construção continua a ser impulsionado por projectos de grande dimensão e pelo investimento público. A Mota-Engil Moçambique e a WBHO Projects Mozambique registaram um crescimento expressivo, beneficiando de contratos no segmento de infra-estruturas rodoviárias e habitação.

A edição de 2024 da Revista 100 Maiores Empresas de Moçambique confirma a importância da resiliência e da inovação para o crescimento sustentável das empresas no país. Com efeito, a recuperação económica foi evidente, mas desafios como a escassez de divisas, a volatilidade cambial e a necessidade de diversificação produtiva continuam a ser obstáculos a superar.

O estudo demonstra que, apesar das incertezas, as empresas moçambicanas continuam a evoluir, consolidando-se como actores fundamentais para o desenvolvimento do país.

Ruby Mining recebe tripla certificação da Organização Internacional de Normalização

A Montepuez Ruby Mining (MRM) anunciou a obtenção da certificação das normas internacionais ISO 14001:2015 (Sistema de Gestão Ambiental), ISO 45001:2018 (Sistema de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional) e ISO 9001:2015 (Sistema de Gestão da Qualidade), que demonstra que atendeu aos padrões internacionalmente prescritos para a saúde e segurança dos funcionários e conservação ambiental.

Em um comunicado divulgado pela empresa e a que o MZNews teve acesso, a MRM considera que esta certificação reforça o seu compromisso em operar de forma responsável e sustentável, evidenciando a sua posição como um parceiro confiável para os clientes, Governo e demais partes interessadas.

A auditoria de certificação foi realizada entre os dias 30 de Setembro e 03 de Outubro de 2024, com auditores do Bureau Veritas, uma empresa multinacional francesa especializada em testes, inspecção e certificação, conduzindo uma fiscalização ao sistema de gestão da mina para avaliar a sua conformidade com as normas ISO.

Citado na mesma nota, o auditor líder da Bureau Veritas, Ransford Gyambrah, referiu que “o nível de segurança dos processos e transparência da MRM são notáveis, com todos os fluxos do negócio colaborando efectivamente com a auditoria”. “Isso representa um compromisso real com o bem-estar dos trabalhadores, o meio ambiente e a sustentabilidade do negócio”, frisou.

Já para o director-geral da MRM, Prahalad Kumar Singh, esta certificação prova que a MRM tem capacidade interna para criar sistemas e trabalhar de acordo com os melhores padrões internacionais. “Consideramos um grande marco que mostra a nossa vontade genuína de melhorar a nossa forma de fazer negócios de forma responsável e moral, cumprindo todos os requisitos nacionais e internacionais”, assinalou o responsável.

A certificação ISO é considerada no mercado como uma referência de qualidade a ser alcançada por uma empresa, reflectindo a cultura empresarial e profissional da organização.

Marlene de Sousa: Fundadora do HR Breakfast e a profissional mais seguida no LinkedIn em Moçambique

Marlene de Sousa é uma empreendedora moçambicana apaixonada pela gestão de pessoas, reconhecida como a profissional mais seguida no LinkedIn em Moçambique, de acordo com a lista dos “10 Moçambicanos Mais Seguidos em 2025” divulgada pela TopFloor Influencers Mz. Fundadora da Atittude, uma consultora de recursos humanos especializada em recrutamento e formação, a empresa opera em Moçambique e Angola, oferecendo também suporte de recrutamento para clientes em outros países africanos.

Ademais, Marlene é autora do e-book “Mundo RH em Moçambique − As Pessoas e as Suas Histórias”, uma coletânea de narrativas sobre a gestão de recursos humanos no país. Em 2020, lançou o primeiro Directório de Recursos Humanos na Comunidade de Países de Língua Oficial Portuguesa, reunindo informações sobre empresas, formações, eventos e consultores de RH nesses países.​

Demonstrando seu compromisso com o desenvolvimento do sector, Marlene fundou e lidera iniciativas como o Fórum RH Angola, Fórum RH Cabo Verde, Fórum Gestão de Pessoas Moçambique e HR Breakfast Angola e Moçambique. Em 2018, estabeleceu a primeira Associação de RH em Moçambique.

Acadêmica dedicada, Marlene formou-se em Relações Internacionais, inspirada por seu avô. Posteriormente, orientada por sua paixão e objectivos de carreira, concluiu uma pós-graduação em Direitos Humanos e um mestrado em Recursos Humanos pela Universidade de Lisboa.​

Actualmente, Marlene reside em Angola, país que marcou o início da expansão internacional de seus projectos, com planos de estender suas operações para outros mercados nos próximos anos. Sua motivação central é contribuir para o desenvolvimento de pessoas na África, colocando os melhores profissionais no mercado de trabalho.