Sunday, May 31, 2026
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Marlene de Sousa: Founder of HR Breakfast and the Most Followed Professional on LinkedIn in Mozambique

Marlene de Sousa is a Mozambican entrepreneur passionate about people management, recognized as the most followed professional on LinkedIn in Mozambique, according to the list of “Top 10 Most Followed Mozambicans in 2025” released by TopFloor Influencers Mz. She is the founder of Atittude, a human resources consultancy specializing in recruitment and training, operating in Mozambique and Angola, and also providing recruitment support for clients in other African countries.

Additionally, Marlene is the author of the e-book “Mundo RH em Moçambique − As Pessoas e as Suas Histórias” (“HR World in Mozambique − The People and Their Stories”), a collection of narratives about human resources management in the country. In 2020, she launched the first Human Resources Directory in the Community of Portuguese Language Countries (CPLP), gathering information about companies, training programs, events, and HR consultants across these countries.

Demonstrating her commitment to the sector’s development, Marlene founded and leads initiatives such as the HR Forum Angola, HR Forum Cabo Verde, People Management Forum Mozambique, and HR Breakfast Angola and Mozambique. In 2018, she established the first HR Association in Mozambique.

A dedicated academic, Marlene graduated in International Relations, inspired by her grandfather. Later, following her passion and career goals, she completed a postgraduate degree in Human Rights and a Master’s in Human Resources from the University of Lisbon.

Currently, Marlene resides in Angola, the country that marked the beginning of the international expansion of her projects, with plans to extend her operations to other markets in the coming years. Her central motivation is to contribute to the development of people in Africa, placing the best professionals in the job market.

 

RENMOZ 2025: Conferência destaca a Transição Energética em Moçambique

A maior conferência do sector das energias renováveis, RENMOZ – Conferência Empresarial Renováveis em Moçambique, realiza-se nos dias 23 e 24 de Abril 2025, destacando o futuro sustentável e as oportunidades para acelerar a transição energética em Moçambique. O evento decorrerá sob a organização conjunta da Associação Moçambicana de Energias Renováveis (AMER) e da Associação Lusófona de Energias Renováveis (ALER), com o apoio do GET.invest Mozambique (financiado pela União Europeia e a Alemanha), da Africa Energy Challenge Fund (AECF) e da Embaixada da Suécia.

Sob o tema central “Transição Energética de Moçambique”, a conferência reunirá líderes empresariais, autoridades governamentais, especialistas e investidores internacionais para debater os próximos passos na adopção e expansão das energias renováveis. Um dos momentos principais será a apresentação oficial da Estratégia de Transição Energética de Moçambique, com destaque para os compromissos climáticos do país, soluções de mitigação das alterações climáticas e mecanismos inovadores de financiamento.

“A RENMOZ 2025 é um fórum fundamental e estratégico para Moçambique, onde traduzimos o compromisso nacional com a transição energética em acções concretas e oportunidades reais. É um espaço privilegiado para estabelecer diálogos construtivos entre o sector público, privado e parceiros internacionais, promovendo a cooperação necessária para alcançar as metas e compromissos assumidos por Moçambique no panorama internacional. Igualmente, este é o momento de afirmar nosso posicionamento como país, mostrando que somos protagonistas activos de uma agenda energética sustentável, inclusiva e orientada ao crescimento económico e social.” — Ricardo Pereira, Presidente da AMER

A conferência abordará ainda tópicos chave como o desenvolvimento de um sistema energético moderno baseado em fontes de energia renováveis, oportunidades de investimento na industrialização verde, a adopção de energias limpas no sector dos transportes, e iniciativas para garantir o acesso universal às energias modernas, reforçando a importância da transição energética para o desenvolvimento sustentável de Moçambique.

“A RENMOZ 2025 é muito mais do que um encontro anual: é o nosso compromisso colectivo de afirmar Moçambique como um eixo central e catalisador das energias renováveis na região, criando pontes estratégicas que ligam os desafios nacionais às oportunidades regionais e internacionais. Através desta plataforma, fortalecemos parcerias, impulsionamos investimentos sustentáveis e construímos um futuro energético mais justo, inclusivo e resiliente, alinhado com as metas globais de energia e clima.” — Mayra Pereira, Presidente da ALER

Um dos momentos mais aguardados será o lançamento da 4ª edição do “Resumo: Renováveis em Moçambique 2024”, que oferece uma análise abrangente da evolução do mercado das energias renováveis no país, apresentando dados actualizados, tendências e oportunidades do sector.

A RENMOZ 2025 será também um ambiente vibrante, ideal para estabelecer conexões estratégicas e fomentar diálogos produtivos entre investidores, parceiros e especialistas do sector, através de sessões especiais concebidas para impulsionar oportunidades reais de negócio e cooperação.

As inscrições já estão abertas. Registe-se aqui e garanta o seu lugar no principal evento sobre energias renováveis em Moçambique!

Programa BRILHO vence Prémio “Africa Changemaker – Energy Heroes 2025” da SEforALL

  • O programa financiado pelo Reino Unido e Suécia foi distinguido no Fórum Global da SEforALL em Barbados pelo seu impacto na expansão do acesso a energia limpa em Moçambique.

O Programa BRILHO, uma iniciativa financiada pelos Governos do Reino Unido e da Suécia e implementada pela SNV, foi reconhecido com o prémio “Africa Changemaker – Energy Heroes 2025”, atribuído pela organização Sustainable Energy for All (SEforALL). A distinção ocorreu durante o Fórum Global da SEforALL, em Barbados, e destaca o papel fundamental do programa na transformação do sector de energia fora da rede eléctrica em Moçambique.

O BRILHO tem sido essencial para acelerar o acesso a soluções energéticas sustentáveis e inclusivas, fortalecendo a ligação entre o sector privado, o governo e as comunidades para impulsionar mudanças escaláveis e duradouras.

Impacto do programa BRILHO no sector energético moçambicano

Desde o seu lançamento em 2019, o BRILHO tem obtido resultados expressivos na expansão do acesso à energia limpa em Moçambique, incluindo:

  • Mais de 3,1 milhões de pessoas beneficiadas com energia limpa.
  • Distribuição de 375.200 sistemas solares domésticos e 252.200 fogões melhorados, promovendo eficiência energética e sustentabilidade.
  • Mobilização de £41,7 milhões em investimentos do sector privado para ampliar soluções energéticas.
  • Evitação de 790.100 toneladas de emissões de CO₂, contribuindo para a acção climática global.
  • Criação de mais de 2.400 empregos, fomentando o empreendedorismo e fortalecendo os mercados de energia locais.

A abordagem do programa baseia-se na integração do sector privado, na criação de um ambiente regulatório favorável e na mitigação de riscos para os investidores.

“Este prémio reafirma a importância da nossa missão de tornar a energia limpa acessível a milhões de pessoas. Destaca o poder transformador das abordagens orientadas pelo mercado na promoção da inclusão energética e resiliência climática”, afirmou Javier Ayala, líder da equipa do BRILHO.

Reconhecimento no Fórum Global da SEforALL

O Fórum Global da SEforALL, onde o prémio foi atribuído, é um dos eventos mais relevantes no debate sobre energia sustentável e combate à pobreza energética. A edição de 2025 centrou-se em soluções para garantir uma transição energética justa e equitativa, impulsionando parcerias e investimentos em projectos transformadores.

Com a aproximação da COP30, a experiência do BRILHO é vista como um modelo de intervenção eficaz, demonstrando que soluções baseadas no mercado podem acelerar o acesso à energia limpa e impulsionar o desenvolvimento económico sustentável.

Sobre o Programa BRILHO e a SNV

O Programa BRILHO é uma iniciativa de sete anos (2019-2026), com um financiamento de £38 milhões, destinado a catalisar o mercado de energia fora da rede em Moçambique. A iniciativa integra os esforços do Pacto de Energia para África, promovendo o acesso universal à energia no país.

A SNV, organização responsável pela implementação do programa, é uma entidade global de desenvolvimento que trabalha em parceria com comunidades, governos e empresas para fortalecer a resiliência climática e impulsionar o crescimento sustentável.

O reconhecimento internacional do Programa BRILHO no Fórum Global da SEforALL reafirma o impacto positivo das soluções energéticas sustentáveis em Moçambique. O prémio “Africa Changemaker – Energy Heroes 2025” valida a estratégia inovadora do programa, que continua a transformar vidas e a impulsionar um mercado de energia mais inclusivo e sustentável no país.

Associação das Pequenas e Médias Empresas e AME Moçambique, assinam acordo de parceria

A Associação das Pequenas e Médias Empresas, pretende integrar os seus projectos na cadeia do Sector de Mineração e Energia, no país.

Para o efeito, as Pequenas e Médias Empresas irão expor as suas potencialidades na Décima Primeira Conferencial Internacional de Mineração e Energia, a decorrer nos dias 7 e 8 de Maio, em Maputo.

E para a materializar desta iniciativa a Associação das Pequenas e Médias Empresas e a AME Moçambique, rubricaram, esta sexta-feira, em Maputo, um acordo de Parceria estratégica para o maior envolvimento o Empresariado Nacional no evento.

Segundo o Presidente do Conselho de Administração da Associação das Pequenas e Médias Empresas, Osvaldo Maute, o memorando ora rubricado visa, entre outros fins, a promoção do conteúdo local aos investidores Nacionais e estrangeiros.

Já o representante da AME Moçambique, Calisto Baquete, disse que a Conferencial Internacional de Mineração e Energia vai contribuir para galvanizar o desenvolvimento das Pequenas e Médias Empresas.

O evento vai decorrer sob o lema: “Investiir numa Nova Era: Transformar os recursos Naturais de Mocambique para estimular a Industrialização e a Integração Regional”.(RM)

Custo de vida aumenta 4,7% em Fevereiro

Dados recolhidos em Fevereiro último, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) nas Cidades de Maputo, Beira, Nampula, Quelimane, Tete, Chimoio, Xai-Xai e Província de Inhambane, quando comparados com os do mês anterior, indicam que o país registou um aumento de preços na ordem de 0,52%, mas em termos homólogos (Fevereiro de 2024), os preços aumentaram 4,74%.

Em comunicado, o INE explica que as divisões de alimentação e bebidas não alcoólicas e de restaurantes, hotéis, cafés e similares foram as de maior destaque, ao contribuírem, com cerca de 0,33 e 0,15 pontos percentuais (pp) positivos, cada. Desagregando a variação mensal por produto, o INE destaca o aumento dos preços do tomate (14,3%), de refeições completas em restaurantes (3,0%), do carapau (2,2%), do milho em grão (6,4%), do feijão manteiga (2,3%), de telemóveis (2,7%) e de caldos (4,1%). Estes contribuíram no total da variação mensal com cerca de 0,50 pp positivos.

“No entanto, alguns produtos com destaque para o óleo alimentar (1,2%), o gasóleo (1,4%), os ovos de galinha (3,6%), a batata-reno (5,0%), o limão (24,7%), as cervejas para consumo em casa (2,1%) e os sapatos para homens (1,7%), contrariaram a tendência de aumento de preços, ao contribuírem com cerca de 0,09pp negativos no total da variação mensal” observou o INE.

De Janeiro a Fevereiro do ano em curso, a instituição calculou que o país registou um aumento do nível geral de preços na ordem de 1,98%, influenciado pelas divisões de alimentação e bebidas não alcoólicas e de restaurantes, hotéis, cafés e similares, que foram as de maior destaque, ao contribuírem com cerca de 1,49 pp e 0,22 pp positivos, respectivamente.

“Os dados do mês em análise, quando comparados com os de igual período de 2024, indicam que o país registou um aumento do nível geral de preços na ordem de 4,74%. As divisões de alimentação e bebidas não alcoólicas e de restaurantes, hotéis, cafés e similares, foram as que tiveram maior aumento de preços ao variarem com cerca de 11,89% e 6,20%, respectivamente”, lê-se no comunicado.

Desagregando a variação mensal pelos centros de recolha, que servem de referência para a variação de preços no país, o INE notou que em Fevereiro último todas as Cidades registaram aumento de preços. A Cidade de Tete com 1,38%, foi a que registou o maior aumento de preços, seguida da Província de Inhambane com 0,85%, da Cidade de Xai-Xai com 0,65%, das Cidades de Chimoio com 0,62%, da Beira com 0,58%, de Nampula com 0,54%, de Quelimane com 0,38% e de Maputo com 0,14%.

Relativamente à variação homóloga, a autoridade estatística constatou também que todos os centros registaram um aumento do nível geral de preços.
A cidade de Tete registou o maior aumento de preços com cerca de 6,85%, seguida da Cidade de Xai-Xai com 6,17%, da Província de Inhambane com 6,11%, da Cidade de Maputo com 4,74%, da Cidade de Nampula com 4,71%, da Cidade de Chimoio com 4,28%, Cidade da Beira com 3,95% e da Cidade de Quelimane com 3,45%.

Francisco dos Santos: “Cerca de 99,9% do algodão que produzimos, é exportado”

Profile Mozambique: Considerando a longa trajectória do Grupo JFS no sector agrícola moçambicano, como a empresa tem adaptado suas práticas agrícolas para enfrentar os desafios actuais do mercado de algodão em Moçambique, garantindo sustentabilidade e benefícios para os pequenos agricultores com os quais colabora?

Francisco dos Santos: Fundado em 1897, o Grupo JFS é um dos grupos empresariais mais antigos de Moçambique, mantendo operações contínuas mesmo durante períodos desafiadores, como a independência e a guerra civil. A nossa abordagem de agricultura de fomento, implementada desde os primórdios, destaca-se pela colaboração com cerca de 40.000 pequenos agricultores.

Oferecemos crédito sem juros para insumos, além de treinamento e assistência técnica, facilitando também o acesso a certificações internacionais. Este modelo assegura que os agricultores recebam aproximadamente 60% do valor de exportação da fibra FOB, conforme os preços mínimos definidos pelo Governo de Moçambique.

O mercado de algodão tem passado por altos e baixos ao longo dos anos, mas continuamos comprometidos com práticas agrícolas regenerativas e sustentáveis, como evidenciado pela recente certificação Regenagri que obtivemos

PM: Tendo em conta que a fusão entre a JFS e o M-Pesa visa integrar serviços financeiros móveis ao sector agrícola, facilitando a inclusão financeira e o desenvolvimento sustentável das comunidades rurais, quais são os principais desafios que vocês antecipam na implementação desta parceria, especialmente no que concerne à adaptação tecnológica dos agricultores e à infraestrutura necessária nas zonas rurais?

FS: A parceria entre a JFS e o M-Pesa representa uma parceria estratégica entre duas empresas de sectores distintos, mas com um elemento comum, uma forte ligação à população, especialmente aquela que reside em áreas rurais e opera no sector informal. Ambas as entidades servem como pontes que conectam milhares de famílias ao mercado formal. A JFS, com uma longa história de colaboração com agricultores familiares, oferece-lhes assistência técnica, formação e insumos a crédito, estabelecendo relações de confiança mesmo com aqueles que não possuem documentação formal.

Por outro lado, o M-Pesa, com sua robusta base tecnológica e experiência regional, facilita a inclusão financeira através de serviços móveis. Esta parceria visa proporcionar soluções que promovam o desenvolvimento e o bem-estar das comunidades rurais, alinhando-se com o compromisso de longo prazo da JFS para o desenvolvimento sustentável dessas comunidades.

Através desta colaboração, os agricultores terão acesso a serviços financeiros essenciais que lhes permitirão planear melhor as suas colheitas, poupar para o futuro e investir no crescimento dos seus negócios. Ademais, a iniciativa prevê a criação de uma rede de agentes e comerciantes M-Pesa nas zonas onde a JFS opera, permitindo que os agricultores utilizem os seus fundos electrónicos para adquirir bens e serviços essenciais sem necessidade de longas deslocações para efectuar transacções.

PM: Que estratégias específicas a JFS está a implementar para melhorar a qualidade e a produtividade do algodão moçambicano e influenciar na competitividade?

FS: Praticamente todo o algodão que produzimos, cerca de 99,9%, é exportado. Isso ocorre porque perdemos a nossa indústria têxtil. Para quem não está familiarizado, o processo começa com a colheita do algodão caroço no campo. Em seguida, nas fábricas, a fibra é separada da semente. Essa fibra é exportada para a indústria que produz o fio, conhecida como fiação. Depois, há a tecelagem, que fabrica o tecido, e, por fim, a confecção, que produz as peças de vestuário.

Embora Moçambique ainda tenha actividade no sector de confecção, dependemos da importação de tecidos, já que perdemos a capacidade de fiação e tecelagem em larga escala. Já tivemos essas indústrias no país, mas elas se perderam ao longo do tempo. Isso representa uma grande oportunidade, pois o valor agregado da fibra até uma camiseta vendida a 200 meticais é cerca de dez vezes maior. Sem mencionar os subprodutos do algodão, como as sementes, que podem ser usadas para óleo e outros fins. Portanto, trata-se de uma cadeia de valor muito importante.

Actualmente, como não temos uma indústria têxtil, o algodão é exportado para regiões onde essa indústria está concentrada, principalmente na Ásia. Países como Bangladesh, Paquistão e Vietnã são os principais destinos. Há também alguns países africanos, como as Maurícias, que conseguiram desenvolver suas indústrias têxteis e estão relativamente próximos de nós. No entanto, devido aos custos logísticos e à nossa localização geográfica, nossa logística está mais direccionada para a Ásia.

PM: Quais são os principais desafios que o sector algodoeiro enfrenta actualmente em Moçambique, considerando factores como a volatilidade dos preços internacionais, as mudanças climáticas e a necessidade de modernização das infraestruturas locais?

FS: A indústria do algodão em Moçambique enfrenta desafios significativos, especialmente devido às políticas globais que subsidiam a produção de algodão em outros países. Esses subsídios resultam em preços mais baixos no mercado internacional, tornando difícil para os produtores moçambicanos competirem de forma justa.

Apesar desses obstáculos, o algodão permanece uma cultura resiliente e fundamental para a agricultura familiar no país. As empresas fornecem insumos a crédito, assistência técnica e implementam certificações de qualidade, beneficiando não apenas a produção de algodão, mas também outras culturas associadas, como milho e feijão. Além disso, iniciativas governamentais, como subsídios de cinco meticais por quilograma de algodão, têm sido implementadas para estabilizar os preços e apoiar cerca de 600 mil agricultores, incentivando uma “cultura de confiança” no sector.

Essas medidas visam promover o desenvolvimento holístico das zonas rurais, integrando serviços financeiros, acesso à energia eléctrica e outras infraestruturas essenciais.

Francisco dos Santos: “Around 99.9% of the cotton we produce is exported”

Profile Mozambique: Considering JFS Group’s long trajectory in the Mozambican agricultural sector, how has the company adapted its agricultural practices to face the current challenges in the cotton market in Mozambique, ensuring sustainability and benefits for the small farmers it collaborates with?

Francisco dos Santos: Founded in 1897, JFS Group is one of the oldest business groups in Mozambique, maintaining continuous operations even during challenging periods such as independence and civil war. Our approach to contract farming, implemented from the beginning, stands out for collaborating with around 40,000 small farmers. We provide interest-free credit for inputs, along with training and technical assistance, also facilitating access to international certifications.

This model ensures that farmers receive approximately 60% of the export value of the fiber FOB, according to the minimum prices set by the Government of Mozambique. The cotton market has experienced ups and downs over the years, but we remain committed to regenerative and sustainable agricultural practices, as evidenced by our recent Regenagri certification.

PM: Given that the merger between JFS and M-Pesa aims to integrate mobile financial services into the agricultural sector, facilitating financial inclusion and sustainable development of rural communities, what are the main challenges you anticipate in implementing this partnership, particularly regarding the technological adaptation of farmers and the necessary infrastructure in rural areas?

FS: The partnership between JFS and M-Pesa represents a strategic alliance between two companies from distinct sectors, but with a common element – a strong connection to the population, especially those living in rural areas and working in the informal sector. Both entities serve as bridges connecting thousands of families to the formal market.

JFS, with its long history of collaborating with smallholder farmers, provides them with technical assistance, training, and input credit, building trust-based relationships even with those without formal documentation. On the other hand, M-Pesa, with its strong technological base and regional experience, facilitates financial inclusion through mobile services. This partnership aims to provide solutions that promote the development and well-being of rural communities, aligning with JFS’s long-term commitment to the sustainable development of these communities.

Through this collaboration, farmers will gain access to essential financial services that will allow them to better plan their harvests, save for the future, and invest in the growth of their businesses. Furthermore, the initiative includes the creation of a network of M-Pesa agents and merchants in areas where JFS operates, enabling farmers to use their electronic funds to purchase essential goods and services without the need for long trips to carry out transactions.

PM: What specific strategies is JFS implementing to improve the quality and productivity of Mozambican cotton and influence its competitiveness?

FS: Almost all the cotton we produce, around 99.9%, is exported. This happens because we lost our textile industry. For those who are not familiar, the process starts with the harvesting of cotton bolls in the field. Then, in factories, the fiber is separated from the seed. This fiber is exported to the industry that produces the yarn, known as spinning. After that, there is weaving, which makes the fabric, and finally, confection, which produces the clothing.

Although Mozambique still has activity in the garment sector, we rely on the importation of fabrics since we lost the capacity for spinning and weaving on a large scale. We once had these industries in the country, but they have disappeared over time. This represents a significant opportunity because the added value of the fiber, up to a t-shirt sold for 200 meticals, is about ten times greater. Not to mention the by-products of cotton, such as seeds, which can be used for oil and other purposes.

Therefore, it is a very important value chain. Currently, since we lack a textile industry, cotton is exported to regions where the textile industry is concentrated, mainly in Asia. Countries like Bangladesh, Pakistan, and Vietnam are the main destinations. There are also a few African countries, such as Mauritius, that have developed their textile industries and are relatively close to us. However, due to logistics costs and our geographical location, our logistics are more directed toward Asia.

PM: What are the main challenges the cotton sector is currently facing in Mozambique, considering factors such as international price volatility, climate change, and the need for modernization of local infrastructure?

FS: The cotton industry in Mozambique faces significant challenges, especially due to global policies that subsidize cotton production in other countries. These subsidies result in lower prices in the international market, making it difficult for Mozambican producers to compete fairly. Despite these obstacles, cotton remains a resilient crop and a fundamental part of family farming in the country.

Companies provide input credit, technical assistance, and implement quality certifications, benefiting not only cotton production but also other associated crops such as maize and beans. In addition, government initiatives, such as subsidies of five meticals per kilogram of cotton, have been implemented to stabilize prices and support around 600,000 farmers, fostering a “culture of trust” in the sector. These measures aim to promote the holistic development of rural areas, integrating financial services, access to electricity, and other essential infrastructures.

EUA aprovam empréstimo de quase 5 mil milhões de dólares para projecto de gás da TotalEnergies em Moçambique

Os Estados Unidos aprovaram um empréstimo de quase 5 mil milhões de dólares para o projecto de gás natural liquefeito (GNL) da TotalEnergies em Moçambique, superando um obstáculo significativo para a retoma deste empreendimento, que tem enfrentado atrasos devido a questões de segurança na região de Cabo Delgado.

O Banco de Exportação e Importação dos EUA (Exim) já havia aprovado anteriormente um empréstimo de 4,7 mil milhões de dólares para este projecto de 20 mil milhões de dólares durante a primeira administração do presidente Donald Trump. No entanto, a construção foi interrompida em 2021 devido a distúrbios violentos na região norte de Cabo Delgado, exigindo uma nova aprovação do financiamento.

Patrick Pouyanne, CEO da TotalEnergies, afirmou recentemente que esperava a aprovação do financiamento dos EUA nas próximas semanas, com outras agências de crédito a seguirem o exemplo nos meses subsequentes. A empresa aguardava a reaprovação dos empréstimos pelas agências de crédito à exportação dos Estados Unidos, Reino Unido e Holanda antes de suspender a medida de força maior no projecto, em vigor desde 2021.

Estevão Pale, ministro da Energia de Moçambique, expressou expectativa de que o Reino Unido e a Holanda também reconfirmem o seu apoio. O projecto Mozambique LNG, no qual a TotalEnergies detém uma participação operacional de 26,5%, estava previsto para transformar Moçambique num grande produtor de GNL. Contudo, o projecto foi interrompido devido a uma insurgência liderada por militantes ligados ao Estado Islâmico que assolou a região.

Desde então, a segurança na área melhorou, com a empresa parceira, Mitsui, indicando em dezembro que os preparativos finais estavam em andamento para retomar a construção após renegociações com os contratantes. No entanto, grupos ambientalistas alertam que os riscos de segurança associados ao projecto deveriam ser suficientes para negar o apoio ao mesmo.

Daniel Ribiero, coordenador técnico da Friends of the Earth Moçambique, afirmou que “as violações dos direitos humanos, o conflito armado, os impactos ambientais e as projecções económicas arriscadas do projecto Mozambique LNG deveriam ter mantido a maioria dos investidores sensatos afastados”.

Fonte: Reuters

US approves $5 billion loan to TotalEnergies for Mozambique gas project

The board of the U.S. Export-Import Bank approved a nearly $5 billion loan for a long-delayed LNG project in Mozambique, clearing a key hurdle to restarting the project under development by French oil major TotalEnergies.

The Export-Import Bank had previously agreed a $4.7 billion loan for the $20 billion project under President Donald Trump’s first administration, but it needed to be re-approved after construction on the project was frozen in 2021 due to violent unrest in the nearby northern Cabo Delgado region — before any disbursements were made.

TotalEnergies CEO Patrick Pouyanne said last month that he expected financing from the United States to be approved in coming weeks, with other credit agencies to follow in the months after.

The company had been waiting for loan re-approvals from the United States, UK and Dutch export credit agencies before lifting a force majeure on the project that has been in place since 2021.

Estevao Pale, Mozambique’s minister for energy, told the FT that he also expects the UK and Netherlands to reconfirm their support.

Mozambique LNG, in which TotalEnergies holds a 26.5% operating stake, was slated to make the southern African nation a major LNG producer, but the project ground to a halt when an insurgency led by Islamic State-linked militants swept the region.

Security there has since improved, with partner company Mitsui saying in December that final preparations were underway to resume construction after renegotiation with contractors.

Environmental groups said the security risks tied to the project should have been enough to deny support for the project.

“The human rights violations, armed conflict, environmental impacts and risky economic projections of the Mozambique LNG project should have kept most sensible investors away,” said Daniel Ribiero, technical coordinator of Friends of the Earth Mozambique.

Reuters

M-Pesa e Algodoeira do Niassa firmam parceria para promover a inclusão financeira nas zonas rurais

inclusão financeira

A Vodafone M-Pesa e a Sociedade Algodoeira do Niassa (JFS) assinaram hoje, em Maputo, um memorando de entendimento que visa a provisão de soluções financeiras digitais para facilitar transacções financeiras e promover a inclusão digital, bem como soluções financeiras como crédito, seguro e poupança ao agricultor e comunidades rurais.

O memorando foi rubricado na sede da Vodacom Moçambique Maputo, pelo Director Executivo da Vodafone M-Pesa, Sérgio Gomes e o Administrador da JFS, António Manuel Correia contando com a presença de representantes das duas entidades, parceiros estratégicos e membros da comunicação social. Esta parceria tem como alvo inicial agricultores e parceiros da JFS nas províncias da região Norte. Contudo, pretende-se estender a sua aplicação pela comunidade rural em geral, sem limitação territorial de acordo com os desenvolvimentos da parceria e outras áreas de interesse mútuo.

Numa primeira fase, a nível da Sociedade Algodoeira do Niassa a iniciativa vai digitalizar o sistema de pagamentos para cerca de 500 agricultores, garantir que, pelo menos, 20% de clientes façam as suas poupanças na conta M-Pesa, gerando com isso proveitos financeiros paras ambas as partes.

 

Durante a sua intervenção, o Director Executivo da Vodafone M-Pesa, Sérgio Gomes, destacou a importância desta colaboração: “Através desta parceria, estamos a dar um passo decisivo na modernização das transacções financeiras no sector agrícola, garantindo mais segurança, eficiência e acessibilidade aos pequenos produtores. Queremos que cada agricultor tenha a possibilidade de gerir os seus rendimentos de forma simples, digital e segura, sem depender exclusivamente do dinheiro físico.”

Inclusão

Por sua vez, o Administrador da JFS, António Manuel Correia, sublinhou os benefícios desta iniciativa para os agricultores e comerciantes locais: “A JFS tem um compromisso de longo-prazo com o desenvolvimento sustentável das comunidades rurais. Através desta parceria, os agricultores terão acesso a serviços financeiros essenciais que lhes permitirão planear melhor as suas colheitas, poupar para o futuro e investir no crescimento dos seus negócios.”

Além da digitalização dos pagamentos agrícolas, a iniciativa prevê ainda a criação de uma rede de agentes e comerciantes M-Pesa nas zonas onde a JFS opera, permitindo que os agricultores possam utilizar os seus fundos electrónicos para adquirir bens e serviços essenciais sem necessidade de longas deslocações para a transacções.

O M-Pesa e a JFS reforçaram o compromisso de desenvolver acções de educação financeira, incluindo formações comunitárias e campanhas de sensibilização para garantir que os beneficiários compreendam e utilizem eficazmente as novas soluções disponíveis. Esta colaboração insere-se na visão estratégica do M-Pesa de expandir os serviços financeiros móveis e fomentar a inclusão digital em Moçambique.