Sunday, May 31, 2026
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Kelver Inácio: “We aim to connect entrepreneurs and drive the growth of industry and commerce”

Profile Mozambique: To begin, could you tell us a bit about your professional journey and your trajectory in the business world?

Kelver Inácio: My name is Kelver Inácio Maxim, and I have been an entrepreneur for 25 years. I started my entrepreneurial journey with my father at the age of 12, helping in his company that supplied tarpaulins and tents. Over time, we expanded into hospitality, agriculture, livestock, and more recently, into the recycling industry.

At 25, I decided to found my first company, DK Eventos. The motivation came from the fact that my father’s company rented tents and bathrooms for events but did not offer a complete management service. I saw this gap and started coordinating events informally. With the growing demand, I formalized the company and expanded the services to full event management, furniture supply, and consultancy.

The success of DK Eventos led me to enter the catering sector, meeting the needs of clients who complained about the quality of services provided by third parties. Thus, I identified needs and created business solutions. Today, I manage about 15 companies in different sectors, always focused on problem-solving and providing structured services.

PM: What motivated the creation of the International Industry and Commerce Fair (Finduco)?

KI: Finduco was born within PAEMO with the aim of promoting interaction between companies and fostering the growth of the industry and commerce sectors, which are major drivers of the Mozambican economy. The fair seeks to connect entrepreneurs, promote networking, and boost the B2B and B2C sectors.

PM: When and where will Finduco be held?

KI: The event will take place from August 7 to 9, at the Maputo City Council. We have the support of various institutions, including the CTA and international organizations. We expect to receive representatives from across the SADC region and other countries.

PM: What is the structure of the fair, and which sectors are covered?

KI: The fair will feature exhibitions from companies in industry, commerce, and services, including catering, entertainment, and networking. We will have conferences, debates, and workshops, providing a rich space for learning and exchange of experiences. We expect to attract about 20,000 visitors per day.

PM: How can interested companies participate in Finduco?

KI: Participation is simple. Just contact PAEMO through our social media and online portal. We have a registration form where interested parties choose the size of the stand according to their financial conditions. We also facilitate the hiring of third-party services, especially in the graphic area, for the construction and decoration of the stands.

PM: What differentiates Finduco from other fairs in Mozambique?

KI: Finduco is the first fair organized by a private entity in the heart of Maputo city, providing greater mobility for exhibitors and visitors. Moreover, our prices are affordable, allowing greater inclusion of small and medium-sized enterprises. We have the capacity to host up to 5,000 exhibiting companies, and we want to ensure an inclusive fair accessible to all.

PM: Will Finduco be an annual event? Are there other workshops planned?

KI: Yes, Finduco is an annual event and is part of a larger portfolio of segmented fairs that we organize. We have Translog (International Transport and Logistics Fair), Telecom (Telecommunications and Technology Fair), and the Banking Fair (financial and insurance sector), among others. Some of them will take place later this year, while others are scheduled for 2026.

PM: How does PAEMO contribute to the growth of Mozambican entrepreneurs?

KI: PAEMO is a platform that supports micro, small, and medium-sized enterprises, helping them to formalize and grow sustainably. We believe that the lack of organization is one of the main barriers to business growth. Therefore, we offer training, legal support, and networking to help entrepreneurs professionalize their businesses.

KI: What advice or books would you recommend to entrepreneurs who wish to develop their skills?

KI: The main advice is that there is no growth without organization. It is essential to have a long-term plan, structure the business professionally, and comply with legislation. Well-organized companies have greater growth potential and can, in the future, even be listed on the stock exchange.

I recommend some essential books for entrepreneurs:

  1. “The Power of Habit” – Charles Duhigg
  2. “Rich Dad, Poor Dad” – Robert Kiyosaki
  3. “The Lean Startup” – Eric Ries
  4. “Zero to One” – Peter Thiel
  5. “Secrets of the Millionaire Mind” – T. Harv Eker

ExxonMobil e Field Ready de mãos dadas para capacitar jovens no sector de Petróleo & Gás

A ExxonMobil Moçambique, Limitada, na qualidade de Operador Delegado do Midstream para a Área 4 do Projeto da Bacia do Rovuma, assinou esta quarta-feira (26), um Memorando de Entendimento (MoU) com a Field Ready, num esforço conjunto e dedicado para aumentar as oportunidades de emprego dos moçambicanos no setor de Petróleo & Gás.

A cerimónia de assinatura, realizada no Hotel Polana, em Maputo, marcou o compromisso da ExxonMobil e dos parceiros da Área 4 com o desenvolvimento da força de trabalho moçambicana, através da disponibilização de recursos e métricas de relatório de dados na Plataforma de Empregabilidade de Moçambique.

Em parceria com a Field Ready, está previsto o desenvolvimento de uma série de programas e iniciativas para capacitar jovens para futuras oportunidades, incluindo a disponibilização gratuita de conteúdo de aprendizagem para todos os participantes registados na Plataforma de Empregabilidade de Moçambique (MEP).

O acordo também proporciona aos parceiros da Área 4 dados detalhados e métricas sobre formação, investimento e emprego por parte dos contratantes e da cadeia de fornecimento de talentos moçambicanos.

 

Falando sobre o impacto do MoU, Frank Kretschmer, Presidente da ExxonMobil Moçambique, afirmou: “Estamos entusiasmados por firmar esta parceria com a Field Ready, que já é um parceiro do Governo de Moçambique. O desenvolvimento de programas para preparar a força de trabalho local para futuras operações no Rovuma será fundamental para o sucesso do país.”

O responsavel afirmou ainda que o programa vai abranger cerca de 7 mil jovens de todo o Moçambique, e “tem como objectivo principal, dotá-los de farramentas e habilidades para além daquelas que eles possam ter.”

A Field Ready é uma parceria Público-Privada, anteriormente apoiada pelo Secretário de Estado para o Ensino Técnico e Profissional (SEETP) e pelo Secretário de Estado para a Juventude e Emprego (SEJE), agora sob a gestão do Ministério da Educação e Cultura. A iniciativa está presente em Moçambique desde 2017.

Durante a assinatura, Phil Andrews, representante da Field Ready, destacou que “este acordo vai apoiar diretamente os jovens moçambicanos na sua integração bem-sucedida no mercado de trabalho do país, proporcionando conhecimentos, competências e qualificações adicionais para atender às exigências do projeto Rovuma Área 4.”

“Medidas de apoio ao sector privado em Moçambique: Uma análise com Eduardo Sengo”

Recentemente, o governo moçambicano anunciou um conjunto de medidas destinadas a revitalizar o sector privado, especialmente as empresas afectadas por desastres naturais e instabilidades económicas.

Em entrevista ao Profile, Eduardo Sengo, Director Executivo da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), partilhou as suas reflexões sobre estas iniciativas, destacando tanto os seus méritos como os desafios inerentes à sua implementação.

Linhas de financiamento: Uma resposta necessária, mas insuficiente

Entre as medidas anunciadas, destaca-se a criação de uma linha de financiamento de 10 mil milhões de meticais, aproximadamente 150 milhões de dólares. Este fundo, com uma taxa de juro fixa de 15% no primeiro ano, visa apoiar empresas em dificuldades. Sengo reconhece a importância deste montante, considerando-o “bastante significativo” para auxiliar na recuperação das empresas afectadas.

No entanto, alerta que as condições associadas, como a taxa de juro, podem não ser as mais adequadas para um cenário de resgate empresarial. “15% é muito boa para uma vida normal, mas para o resgate pode não ser o mais adequado”, observa.

Adequação dos critérios de elegibilidade

Outro ponto de reflexão prende-se com os critérios que definem o que constitui uma pequena ou média empresa. A legislação actual classifica empresas com mais de 100 funcionários como grandes, o que pode não reflectir a realidade de sectores como a agricultura.

Sengo sublinha a necessidade de rever estes parâmetros para garantir que as empresas realmente necessitadas possam beneficiar das medidas propostas.

Desafios na implementação: Burocracia e prazos apertados

A operacionalização destas linhas de crédito enfrenta desafios significativos. O período estipulado para a submissão e aprovação dos pedidos, de 1 de março a 30 de setembro, pode ser insuficiente, dado o actual ritmo dos processos bancários. “Os processos de aprovação dos créditos bancários, ultimamente, têm sido muito lentos”, afirma Sengo, sugerindo que os bancos aumentem a frequência dos seus conselhos de crédito para responder à potencial procura.

Reestruturação de empréstimos existentes: Uma neecessidade urgente

Para além do novo financiamento, muitas empresas já possuem empréstimos em curso e foram severamente impactadas por crises recentes. A possibilidade de reestruturar estas dívidas é vista como crucial.

No entanto, Sengo destaca a importância de o Banco Central aliviar ou não exigir o reforço das provisões por parte dos bancos comerciais durante este processo, de modo a tornar a reestruturação mais viável e menos onerosa para as instituições financeiras.

Segurança: O pilar fundamental para a recuperação económica

A estabilidade e a segurança são essenciais para qualquer esforço de recuperação económica. Sengo sublinha que, para que as medidas de apoio sejam eficazes, é imperativo restabelecer condições de segurança no país. “Para estas linhas, estes apoios todos funcionarem, é preciso que, de facto, esta situação se observe”, reforça, referindo-se à necessidade de um ambiente estável para que as empresas possam operar e prosperar.

A Necessidade de fontes de financiamento alternativas

Embora as iniciativas atuais representem um passo positivo, Sengo sugere que soluções adicionais, provenientes de fundos alternativos, poderiam oferecer condições mais favoráveis às empresas em recuperação.

A experiência anterior com linhas de crédito a taxas mais baixas, como durante a pandemia de COVID-19, demonstra que é possível estruturar pacotes de apoio mais acessíveis quando se mobilizam recursos de diferentes fontes.

Notas finais

As medidas anunciadas pelo governo moçambicano reflectem um compromisso com a revitalização do sector privado. No entanto, a eficácia destas iniciativas dependerá da sua implementação prática, da adequação dos critérios de elegibilidade e da criação de um ambiente seguro e estável para os negócios.

A colaboração contínua entre o governo, as instituições financeiras e o sector privado será crucial para superar os desafios e promover uma recuperação económica sustentável em Moçambique.

Support Measures for Mozambique’s Private Sector: An Analysis with Eduardo Sengo

Recently, the Mozambican government announced a set of measures aimed at revitalizing the private sector, especially companies affected by natural disasters and economic instabilities. In an interview with Profile, Eduardo Sengo, Executive Director of the Confederation of Economic Associations of Mozambique (CTA), shared his insights on these initiatives, highlighting both their merits and the inherent challenges in their implementation.

Financing Lines: A Necessary but Insufficient Response

Among the announced measures is the creation of a financing line of 10 billion meticais, approximately 150 million dollars. This fund, with a fixed interest rate of 15% in the first year, aims to support companies in difficulty. Sengo acknowledges the significance of this amount, considering it “quite significant” to assist in the recovery of affected companies. However, he warns that the associated conditions, such as the interest rate, may not be the most suitable for a business rescue scenario. “15% is very good for normal life, but for rescue it may not be the most appropriate,” he observes.

Adequacy of Eligibility Criteria

Another point of reflection concerns the criteria that define what constitutes a small or medium-sized enterprise. Current legislation classifies companies with more than 100 employees as large, which may not reflect the reality of sectors such as agriculture. Sengo emphasizes the need to review these parameters to ensure that companies truly in need can benefit from the proposed measures.

Implementation Challenges: Bureaucracy and Tight Deadlines

The operationalization of these credit lines faces significant challenges. The stipulated period for submission and approval of applications, from March 1 to September 30, may be insufficient given the current pace of banking processes. “The approval processes for bank loans have been very slow lately,” says Sengo, suggesting that banks increase the frequency of their credit committees to respond to potential demand.

Restructuring Existing Loans: An Urgent Need

In addition to new financing, many companies already have ongoing loans and have been severely impacted by recent crises. The possibility of restructuring these debts is seen as crucial. However, Sengo highlights the importance of the Central Bank alleviating or not requiring the reinforcement of provisions by commercial banks during this process, in order to make restructuring more viable and less burdensome for financial institutions.

Security: The Fundamental Pillar for Economic Recovery

Stability and security are essential for any economic recovery effort. Sengo emphasizes that for support measures to be effective, it is imperative to restore security conditions in the country. “For these lines, all these supports to work, it is necessary that, in fact, this situation is observed,” he reinforces, referring to the need for a stable environment for companies to operate and thrive.

The Need for Alternative Funding Sources

While current initiatives represent a positive step, Sengo suggests that additional solutions from alternative funds could offer more favorable conditions to recovering companies. Previous experience with lower-interest credit lines, such as during the COVID-19 pandemic, demonstrates that it is possible to structure more accessible support packages when resources are mobilized from different sources.

Final Notes

The measures announced by the Mozambican government reflect a commitment to revitalizing the private sector. However, the effectiveness of these initiatives will depend on their practical implementation, the adequacy of eligibility criteria, and the creation of a safe and stable environment for businesses. Continuous collaboration between the government, financial institutions, and the private sector will be crucial to overcoming challenges and promoting sustainable economic recovery in Mozambique.

Kátia Agostinho: “MãeBiz Super App chegou para equilibrar maternidade, trabalho e negócios”

Kátia Agostinho, economista e empreendedora, é CEO e fundadora do MãeBiz Super App, uma plataforma inovadora que centraliza soluções para equilibrar maternidade, trabalho e negócios. Com uma carreira dedicada à inclusão financeira e ao empoderamento feminino, é também Membro da Direção Executiva da New Faces New Voices Moçambique, onde actua no pelouro de Inclusão Financeira.

A sua trajectória inclui a certificação Gender ChangeMakers pelo Digital Frontiers Institute, experiência que impulsionou a criação do MãeBiz, tornando-se uma referência no apoio a mães empreendedoras em Moçambique.

Profile Mozambique: Como é que surgiu a ideia do MãeBiz Super App e qual foi a inspiração por detrás deste projecto?

Kátia Agostinho: Minha experiência com a maternidade foi o ponto de partida para a Mãebiz. Em 2018, com o nascimento da minha primeira e única filha, minha rotina mudou radicalmente, social e profissionalmente. Sendo natural de Quelimane, onde minhas raízes permanecem, percebi a necessidade de um apoio que fosse além do familiar, oferecendo um serviço dedicado às mães. Em 2020, após concluir a certificação Gender ChangeMakers pelo Digital Frontiers Institute, desenvolvi um projecto final que evoluiu rapidamente para a Mãebiz, culminando no lançamento do Mãebiz Super App.

PM: Quais são as funcionalidades principais do app que o distinguem das restantes soluções digitais disponíveis no mercado?

KA: O processo criativo de desenvolvimento da app tomou em consideração, a rotina do seguemento mulher e mãe desde o momento que ela acorda, e as suas necessidades como saúde, cuidado com a casa, gerir negócios, acesso a informação, entre outros. O MãeBiz integra a gestão de compras, inventário e orçamento, incorporando ainda diversos aspectos ligados à saúde desde a gestão do ciclo menstrual, gravidez e cuidados com os bebés até ao acesso facilitado a serviços. Ademais, a plataforma apresenta um módulo familiar que permite a participação de todos, e não apenas da mulher, nesta inovação.

Ao centralizar uma variedade de funções num único app, o MãeBiz elimina a necessidade de múltiplas interfaces, combinando conveniência e flexibilidade para responder aos desafios de cada área da vida da mãe.

Complementarmente, estamos ainda aa trabalhar para o aplicativo trazer a componente  de apoio social, integrando comunidades de mães, actualmente actuantes no WhatsApp, para promover a partilha de experiências, mentoria e parcerias entre mães e profissionais, com acesso exclusivo para mulheres. Além disso, a app oferece uma oportunidade de empoderamento económico das usuárias oferecendo várias oportunidades como o market place para diversos produtos e serviços.

PM: Pode explicar-nos como funciona a ferramenta de gestão pessoal e familiar integrada no app e que benefícios concretos as utilizadoras podem esperar?

KA: O MãeBiz ajuda mulheres a equilibrar a gestão da família, casa e trabalho com funcionalidades integradas em um único app. Ela pode registar tarefas, distribuir responsabilidades entre os membros da família e sincronizar agendas no Calendário Familiar.

O módulo de orçamento é restrito a ela e ao pai da casa, enquanto listas de compras e inventário permitem um controlo eficiente dos itens domésticos.

Em breve, será possível gerir trabalhadores domésticos, organizando contratos e tarefas e também sugerir receitas com base no inventário e ajudar a planear refeições com a integração da AI no app. A integração de AI está sendo feira não só na componente de refeiçoes mas também em todos outros atalhos do app. No Gestor de Saúde, em breve será possível acompanhar o ciclo menstrual, a gravidez, ter acesso a rede de saúde como hospitais, farmácias, e marcar consultas médicas. O MãeBiz centraliza tudo para mais praticidade e cuidado com a saúde da família.

PM: Que tipo de informações e recursos o app disponibiliza e de que forma estes suportam as decisões e o crescimento dos negócios das suas utilizadoras?

KA: Embora estejamos a viver em uma era em que há muita informaçao, estas encontram-se dispersas e o acesso é moroso , e a plataforma refletiu sobre como a mulher tem o seu dia organizado e como seria mais conveniente receber e ter acesso a diversos tipos de informação

O InfoHub do MãeBiz organiza e centraliza informações relevantes para mães, empreendedoras e trabalhadoras, incluindo documentos públicos, oportunidades de capacitação, financiamento, vagas de emprego e eventos. As informações são notificadas instantaneamente no celular e ficam organizadas no app, evitando perdas em WhatsApp e e-mails.

Isso economiza tempo e capacita as mulheres a tomarem decisões informadas. Essa solução responde a uma das maiores barreiras à inclusão financeira feminina: o difícil acesso à informação.

PM: Quais são os elementos inovadores da interface do MãeBiz que facilitam a sua utilização, mesmo para as utilizadoras com menor familiaridade tecnológica?

KA: O MãeBiz adopta uma interface intuitiva para facilitar a experiência de utilizadoras com pouca familiaridade tecnológica. O menu é organizado para fácil navegação, com a tela inicial exibindo tarefas e eventos do dia, além de atalhos para outras funções. Com a integração da AI estes atalhos devem reflectir as ferramentas mais usadas por cada utilizador, para facilitar ainda mais a navegabilidade e  para acesso rápido. As notificações são claras e objectivas. Em breve, o app terá um assistente virtual para suporte em tempo real e tutoriais interativos para orientação visual.

PM: De que forma o MãeBiz Super App contribui para melhorar a gestão do tempo e promover um equilíbrio saudável entre a vida pessoal e profissional?

KA: O MãeBiz organiza o dia a dia de forma prática, centraliza tarefas e compromissos pessoais e profissionais em um só lugar. Permite a definição de prioridades, automatiza tarefas repetitivas e facilita a delegação de actividades de maneira rápida. Com diversas ferramentas de produtividade integradas em uma única plataforma, elimina a necessidade de alternar entre diferentes aplicativos. Acessível pelo celular, oferece flexibilidade e conveniência. Em breve, contará com conteúdos educativos e cursos para apoiar o crescimento pessoal e profissional.

PM: Que dados ou estatísticas pode partilhar sobre a aceitação do app no mercado e como o feedback das utilizadoras tem influenciado as futuras atualizações?

KA: O lançamento foi feito de forma silenciosa, sem evento oficial ou cobertura da mídia, e em menos de 30 dias alcançou 100 downloads. O feedback tem sido positivo, temos recebido várias sugestões de como pode ser melhorado e o que mais seria interessante acrescentar.

PM: Quais os planos de desenvolvimento e expansão para o MãeBiz Super App nos próximos anos, e que parcerias estratégicas estão a ser exploradas para potenciar a plataforma?

Estão em desenvolvimento módulos voltados para saúde, negócios, comunidade e newsletter. A colaboração com as utilizadoras vai além do uso da ferramenta, oferecendo oportunidades de negócios. Parcerias com provedores de produtos e serviços também estão em curso visando agragar mais valor aos utilizadores e trazer mais oportunidades. Sem revelar detalhes, Também procuramos parcerias que possam viabilizar o desenvolvimento dos novos módulos e expandir a presença  geográfica como actividades de literacia digital pois é importante para que o seguimento mulher esteja mais familiarizada com as ferramentas digitais a adira a inovação.

Kátia Agostinho: “MãeBiz Super App has arrived to balance motherhood, work, and business.”

Kátia Agostinho, economist and entrepreneur, is the CEO and founder of MãeBiz Super App, an innovative platform designed to centralize solutions for balancing motherhood, work, and business. With a career dedicated to financial inclusion and women’s empowerment, she also serves as an Executive Board Member of New Faces New Voices Mozambique, focusing on Financial Inclusion.

Her journey includes certification as a Gender ChangeMaker by the Digital Frontiers Institute, an experience that propelled the creation of MãeBiz, establishing her as a reference in supporting entrepreneurial mothers in Mozambique.

Profile Mozambique: How did the idea for MãeBiz Super App come about, and what was the inspiration behind this project?

Kátia Agostinho: My experience with motherhood was the starting point for MãeBiz. In 2018, with the birth of my first and only daughter, my routine changed radically, both socially and professionally. Being from Quelimane, where my roots remain, I realized the need for support beyond family, offering a dedicated service to mothers. In 2020, after completing the Gender ChangeMakers certification by the Digital Frontiers Institute, I developed a final project that quickly evolved into MãeBiz, culminating in the launch of the MãeBiz Super App.

PM: What are the main features of the app that distinguish it from other digital solutions available in the market?

KA: The creative process of developing the app considered the routine of women and mothers from the moment they wake up, addressing needs such as health, household care, business management, access to information, among others. MãeBiz integrates shopping management, inventory, and budgeting, also incorporating various health aspects from menstrual cycle tracking, pregnancy, and baby care to facilitated access to services. Additionally, the platform features a family module that allows everyone’s participation, not just the woman’s, in this innovation.

By centralizing a variety of functions in a single app, MãeBiz eliminates the need for multiple interfaces, combining convenience and flexibility to address challenges in each area of a mother’s life. Furthermore, we are working to include a social support component, integrating communities of mothers, currently active on WhatsApp, to promote experience sharing, mentorship, and partnerships among mothers and professionals, with exclusive access for women. The app also offers an opportunity for economic empowerment of users by providing various opportunities such as a marketplace for diverse products and services.

PM: Can you explain how the personal and family management tool integrated into the app works, and what concrete benefits users can expect?

KA: MãeBiz helps women balance family, home, and work management with integrated features in a single app. Users can record tasks, assign responsibilities among family members, and synchronize schedules in the Family Calendar.

The budgeting module is restricted to her and the household head, while shopping lists and inventory allow efficient control of household items.

Soon, it will be possible to manage domestic workers, organizing contracts and tasks, and also suggest recipes based on inventory and help plan meals with AI integration in the app. AI integration is being developed not only for the meal component but also for all other shortcuts in the app. In the Health Manager, it will soon be possible to track the menstrual cycle, pregnancy, access the health network such as hospitals, pharmacies, and schedule medical appointments. MãeBiz centralizes everything for more practicality and family health care.

PM: What kind of information and resources does the app provide, and how do they support users’ business decisions and growth?

KA: Although we are living in an era with abundant information, it is often scattered, and access is time-consuming. The platform reflected on how women organize their day and how it would be more convenient to receive and access various types of information.

MãeBiz’s InfoHub organizes and centralizes relevant information for mothers, entrepreneurs, and workers, including public documents, training opportunities, funding, job vacancies, and events. Information is instantly notified on the phone and organized in the app, avoiding losses in WhatsApp and emails.

This saves time and empowers women to make informed decisions. This solution addresses one of the biggest barriers to women’s financial inclusion: the difficult access to information.

PM: What innovative elements of MãeBiz’s interface facilitate its use, even for users with less technological familiarity?

KA: MãeBiz adopts an intuitive interface to facilitate the experience of users with little technological familiarity. The menu is organized for easy navigation, with the home screen displaying tasks and events of the day, as well as shortcuts to other functions. With AI integration, these shortcuts should reflect the most used tools by each user, further easing navigation and quick access. Notifications are clear and objective. Soon, the app will have a virtual assistant for real-time support and interactive tutorials for visual guidance.

PM: How does MãeBiz Super App contribute to improving time management and promoting a healthy balance between personal and professional life?

KA: MãeBiz organizes daily life practically, centralizing personal and professional tasks and commitments in one place. It allows setting priorities, automates repetitive tasks, and facilitates quick delegation of activities. With various productivity tools integrated into a single platform, it eliminates the need to switch between different apps. Accessible via mobile phone, it offers flexibility and convenience. Soon, it will feature educational content and courses to support personal and professional growth.

PM: What data or statistics can you share about the app’s market acceptance, and how has user feedback influenced future updates?

KA: The launch was done quietly, without an official event or media coverage, and in less than 30 days, it reached 100 downloads. Feedback has been positive; we have received several suggestions on how it can be improved and what else would be interesting to add.

PM: What are the development and expansion plans for MãeBiz Super App in the coming years, and what strategic partnerships are being explored to enhance the platform?

Modules focused on health, business, community, and newsletters are in development. Collaboration

M-Pesa e Yango unem forças para revolucionar a mobilidade digital em Moçambique

A Vodafone M-Pesa e a Yango Moçambique assinaram um Memorando de Entendimento que promete transformar o panorama da mobilidade urbana e dos pagamentos digitais no país. A parceria visa proporcionar maior conveniência e eficiência aos motoristas e utilizadores do serviço de transporte por aplicação, integrando pagamentos sem dinheiro físico e acesso facilitado a produtos financeiros.

Com esta nova colaboração, os motoristas da Yango poderão recarregar as suas contas directamente através do M-Pesa, garantindo transacções rápidas, seguras e totalmente integradas na plataforma de mobilidade. A iniciativa representa um avanço significativo na digitalização do sector dos transportes, reduzindo custos operacionais e promovendo uma maior inclusão financeira.

Facilidade e segurança nos pagamentos digitais

Segundo Sérgio Gomes, Director-Geral da Vodafone M-Pesa, a parceria reflecte um compromisso sólido com a inovação e a modernização do sistema de pagamentos em Moçambique. “Acreditamos que esta colaboração representa um marco importante na digitalização dos pagamentos no país. Queremos garantir que os nossos utilizadores tenham acesso a soluções financeiras seguras e convenientes”, afirmou.

A integração entre as duas plataformas permitirá que motoristas e passageiros realizem pagamentos sem dinheiro físico, eliminando barreiras associadas ao manuseio de numerário e tornando as viagens mais ágeis e seguras. A iniciativa insere-se num contexto mais amplo de expansão da digitalização no país, onde o M-Pesa tem desempenhado um papel crucial na inclusão financeira de milhões de moçambicanos.

Seguro acessível para motoristas e passageiros

Outro grande destaque do evento foi o anúncio de um pacote de seguro automóvel acessível, fruto de uma parceria entre a Vodafone M-Pesa e a Moçambique Companhia de Seguros. O serviço estará disponível a partir de 1.000 meticais por trimestre para veículos ligeiros e 750 meticais para motociclos com carro, conhecidos como “txopelas”. A cobertura inclui uma protecção especial para passageiros, reforçando a segurança dos serviços de transporte por aplicação.

“O objectivo desta iniciativa é proporcionar maior protecção aos motoristas e passageiros, garantindo que a mobilidade urbana evolua de forma segura e sustentável”, destacou Gomes durante o evento.

Impacto na economia digital e mobilidade urbana

A Yango, que se tem consolidado como uma das principais plataformas de transporte em Moçambique, vê a parceria como um passo essencial para impulsionar o crescimento económico e melhorar a experiência dos seus motoristas parceiros e utilizadores.

Mahomed Adam, Gestor Nacional da Yango, destacou o impacto positivo da iniciativa. “Este acordo não é apenas um compromisso formal, mas um reflexo da nossa missão de integrar serviços digitais que beneficiam motoristas, passageiros e a economia como um todo. Queremos criar um ecossistema onde todos tenham acesso a soluções inovadoras e acessíveis”, afirmou.

Com a crescente digitalização dos serviços financeiros e de mobilidade, Moçambique avança para um futuro onde a tecnologia desempenha um papel fundamental na melhoria da qualidade de vida e na dinamização da economia. A parceria entre a Vodafone M-Pesa e a Yango insere-se nesse contexto, proporcionando soluções que fortalecem a conectividade e a inclusão financeira no país.

A adopção de meios de pagamento digitais no sector dos transportes é um sinal claro da evolução do mercado moçambicano e da crescente aposta em tecnologias que simplificam o quotidiano dos cidadãos. Com esta nova fase, a mobilidade urbana torna-se mais acessível, eficiente e integrada à economia digital do país.

O que precisa saber sobre o Mercado de Investimento?

O mercado de investimentos desempenha um papel fundamental na economia global, sendo um dos principais motores do crescimento econômico e da geração de riqueza. Através dele, indivíduos e empresas podem alocar recursos de forma eficiente, garantindo não apenas retornos financeiros, mas também fomentando o desenvolvimento de novos negócios e a inovação.

Compreender o Mercado de Investimento é essencial para tomar decisões financeiras responsáveis e informadas. A literacia financeira desempenha um papel crucial ao capacitar as pessoas com os conhecimentos necessários para fazerem escolhas seguras e eficazes, ajustadas aos seus objectivos e realidade financeira.

O mercado de investimentos engloba todas as operações financeiras voltadas para a alocação de capital com o objectivo de obter rentabilidade. Ele inclui diferentes tipos de activos, como acções, títulos de renda fixa, fundos de investimento, dentre outros. Além disso, pode ser dividido em mercado primário, onde ocorrem emissões iniciais de activos financeiros, e mercado secundário, onde esses activos são negociados entre investidores.

As acções representam uma participação numa empresa, e o seu valor pode flutuar de acordo com o desempenho dessa empresa e das condições de mercado. Obrigações, por outro lado, são empréstimos feitos a empresas ou governos, que pagam juros ao investidor durante um determinado período. Os fundos de investimento permitem diversificar, combinando vários activos num único produto, o que pode ajudar a gerir os riscos. Cada uma dessas opções apresenta diferentes níveis de risco e retorno, sendo fundamental que os investidores conheçam bem os seus objectivos financeiros e o seu perfil de risco antes de investirem.

É igualmente importante desmistificar a ideia de que investir é apenas para os ricos. Qualquer pessoa pode começar a investir com pequenas quantias e, com disciplina e paciência, ir construindo o seu património ao longo do tempo.

O primeiro passo para investir com segurança é a educação financeira. Compreender os conceitos básicos de economia, juros compostos e diversificação é essencial para quem deseja entrar no mundo dos investimentos de forma informada e responsável.

O planeamento financeiro é também vital. Definir objectivos claros, de curto, médio e longo prazo e seguir um planeamento estratégico  permite traçar um caminho estruturado e evita decisões impulsivas que possam gerar prejuízos. Além disso, a diversificação dos investimentos é uma das estratégias mais eficazes para gerir riscos e maximizar retornos. Ao distribuir os seus investimentos por diferentes classes de activos, como acções, obrigações e fundos, reduz-se a exposição a riscos específicos e aumenta-se o potencial de retorno global e por último, estar atento a notícias e tendências econômicas permite ajustes estratégicos nos investimentos.

O mercado de investimentos é um pilar essencial para a economia e para a realização de objectivos financeiros individuais. Ao investir de maneira consciente e estratégica, é possível obter segurança financeira e contribuir para o desenvolvimento econômico global. Com conhecimento e planeamento, qualquer pessoa pode se beneficiar desse mercado e alcançar maior independência financeira.

No Absa, oferecemos aconselhamento financeiro personalizado para garantir que os nossos Clientes tenham o suporte necessário para tomar decisões informadas. A nossa equipa de especialistas está disponível para ajudar a definir uma estratégia de investimento alinhada com os seus objectivos e o seu perfil de risco. Com o apoio dos nossos serviços, pode assegurar-se de que está a seguir o caminho certo para atingir os seus objectivos financeiros.

Recomendamos a consulta do nosso Guia de Literacia Financeira, disponível no website, que oferece explicações práticas e exemplos reais para ajudar a iniciar o seu percurso de investimento.

Por: PATRICIA DARSAM – Directora da Banca Corporativa e de Investimento – Absa Moçambique

Itália apoia a transformação digital de Moçambique com 100 milhões de dólares

Moçambique é um dos quatro países africanos que a Itália seleccionou para integrar a iniciativa Digital Flagship with Africa. O objectivo é, por um lado, reduzir a exclusão digital e, por outro, promover um crescimento inclusivo aliado à transformação digital.

O projecto é impulsionado pelo Plano Mattei para África, e se concentra na modernização de infra-estruturas digitais, na expansão do acesso a ferramentas tecnológicas e na criação de um ecossistema digital inclusivo. O investimento totaliza 100 milhões de dólares.

O governo italiano lançou a iniciativa no dia 21 de Fevereiro, em Maputo, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Ministério das Comunicações e Transformação Digital (MCTD) e a Agência Digital da Itália (AGID). Com isso, espera-se que a colaboração entre os diferentes actores acelere a implementação do projecto.

Edo Stok, representante residente do PNUD em Moçambique, destacou que o Digital Flagship introduz uma nova realidade. Segundo Edo, a iniciativa permitirá novas formas de contacto com o digital e maior eficiência no uso de ferramentas tecnológicas. Além do mais, espera-se que este avanço tenha um impacto positivo tanto na inclusão digital como no crescimento económico.

Um investimento no futuro do país

Para o ministro das Comunicações e Transformação Digital, Américo Muchanga, o projecto está alinhado com o compromisso do governo de modernizar o país e construir uma sociedade digitalmente inclusiva.

“A iniciativa representa uma grande oportunidade para dinamizar e consolidar o processo de transformação digital no nosso país”, afirmou. Além disso, sublinhou que o governo está empenhado em garantir que esta transição tecnológica beneficie todos os cidadãos.

O governo espera que o projecto acelere a digitalização de Moçambique, fortaleça a competitividade económica e impulsione um crescimento sustentável. Por conseguinte, a digitalização deve tornar-se um pilar essencial do progresso nacional.

No entanto, para o ministro, esta iniciativa vai além da tecnologia. Muchanga considera que se trata de um investimento no futuro do país. “Estamos determinados a transformar a digitalização numa ferramenta de progresso, inovação e inclusão social”, sublinhou.

Além de Moçambique, o Digital Flagship também beneficia Senegal, Costa do Marfim e Gana. Deste modo, a iniciativa reforça a cooperação entre os países africanos e as nações europeias no domínio da transformação digital.

Ademais, a iniciativa surge num momento desafiante para África. O continente precisa de 1,6 trilião de dólares para alcançar os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030. De acordo com o relatório Dinâmica do Desenvolvimento da África 2023, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e da União Africana (UA), essa necessidade de financiamento é urgente. Por isso, iniciativas como esta tornam-se cada vez mais relevantes.

Moza Banco fortalece compromisso com exportação agrícola nacional

O Moza Banco quer continuar a reforçar a sua crença no potencial agrícola nacional, principalmente no tocante à capacidade de exportação.

Para o seguemento deste objectivo,  o Banco participou há dias, em Maputo, do Workshop sobre Comércio Internacional e Acesso ao Financiamento para Exportações.

O Workshop foi organizado pelo ExportaMoz, uma entidade dedicada à promoção das exportações de produtos nacionais para os grandes mercados mundiais.

No evento, o Moza Banco apresentou diversas linhas de financiamento especificamente concebidas para impulsionar a capacidade exportadora das empresas agrícolas nacionais, todas com taxas de juros competitivas, atractivas e diferenciadas.

Das sete linhas de financiamento apresentadas, três foram criadas pelo próprio Banco, sendo elas o Fundo Empresarial de Cooperação Portuguesa (FECOP), o Fundo de Segurança Alimentas (FSA) e o Fundo Internacional de Desenvolvimento da Agricultura (FIDA).

As restantes quatro, resultam da parceria interinstitucional, sobretudo com o governo moçambicano.

“Nós, enquanto Banco de moçambicanos para moçambicanos, compreendemos a complexidade do agronegócio e buscamos sempre Ganhar Juntos, criando alternativas para minimizar os riscos e estabelecendo taxas de juro atractivas, muitas vezes com a possibilidade de partilhar o risco com potenciais financiadores”, referiu Edson Pan que falava em representação do Moza Banco.

O evento, que reuniu dezenas de representantes de Pequenas e Médias Empresas moçambicanas, sendo a maioria ligada ao sector do agronegócio, contou igualmente com a presença de instituições internacionais, incluindo o Alto Comissariado Britânico em Moçambique.

Em resposta, os empresários saudaram a disponibilidade do Moza, destacando, entretanto, a necessidade de uma maior disseminação da informação sobre estas e mais linhas de financiamento entre a comunidade empresarial agrária.

Ao investir no agronegócio, o Moza não só Vive a Ambição de contribuir para o crescimento económico do país, como também ajuda na redução do défice da balança comercial.

Para o Moza Banco, num país com mais de 36 milhões de hectares de terra adequada para a agricultura, a aposta no sector é incontornável e necessária para um desenvolvimento holístico e sustentável, potenciando o bem-estar de todos os moçambicanos.