Sunday, May 31, 2026
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Amélia Muendane: Uma mulher de números, visão estratégica e grandes desafios

Amélia Tomás Taime Muendane é licenciada em Economia, pela Universidade Eduardo Mondlane (UEM), e Mestre em Administração de Empresas,

Amélia Tomás Taime Muendane é licenciada em Economia, pela Universidade Eduardo Mondlane (UEM), e Mestre em Administração de Empresas, pela Universidade Católica de Moçambique (UCM), os graus referidos foram obtidos em 1997 e 2015, respectivamente.

Para além de formação superior, Amélia Muendane também obteve certificados a nível técnico-profissional, tendo feito o curso de Peritos Aduaneiros, pelo Instituto Comercial de Maputo, entre 1987 e 1991, mas antes, entre 1983 e 1984, fez o curso de Formação de Professores de Português.

É, desde Agosto de 2024, Presidente do Conselho de Administração (PCA) da empresa Aeroportos de Moçambique,IP, foi Presidente da Autoridade Tributária de Moçambique, tendo anteriormente desempenhado outras funções a nível do Governo, nomeadamente: Vice-ministra da Economia e Finanças, de Janeiro a Agosto de 2015; e Vice-ministra de Planificação e Desenvolvimento, entre 2011 e 2014.

A dirigente iniciou seu percurso profissional como professora de português, no ensino secundário, em 1986. Possui uma extensa experiência na área de docência, e executou várias actividades de pesquisa.

Após a experiência no sector da educação, assumiu a pasta de Coordenadora de Estatísticas do Comércio Externo, entre 1992 e 1933. Foi naquela área, onde fez boa parte do seu percurso, tendo sido responsável em diversas áreas, até ascender ao cargo de directora Nacional de Integração e Coordenação Estatística, no Instituto Nacional de Estatística (2009-2010), de onde depois entrou para o Governo.

Amélia Muendane: A Woman of numbers, Strategic vision, and Great challenges

Amélia Tomás Taime Muendane é licenciada em Economia, pela Universidade Eduardo Mondlane (UEM), e Mestre em Administração de Empresas,

Amélia Tomás Taime Muendane holds a degree in Economics from Eduardo Mondlane University (UEM) and a Master’s in Business Administration from the Catholic University of Mozambique (UCM), obtained in 1997 and 2015, respectively.

Beyond her higher education, Amélia Muendane also acquired technical and professional certifications, including a Customs Experts course at the Maputo Commercial Institute between 1987 and 1991. Prior to that, between 1983 and 1984, she completed a Portuguese Language Teacher Training course.

Since August 2024, she has served as Chairperson of the Board of Directors of Aeroportos de Moçambique, IP. Previously, she was the President of the Mozambique Tax Authority and held various governmental roles, including Deputy Minister of Economy and Finance (January to August 2015) and Deputy Minister of Planning and Development (2011-2014).

Her professional journey began in 1986 as a Portuguese teacher at the secondary education level. With extensive experience in academia, she also carried out several research activities.

Following her tenure in the education sector, she took on the role of Coordinator of Foreign Trade Statistics between 1992 and 1993. It was in this field that she built much of her career, holding key responsibilities in various areas until she was appointed National Director of Integration and Statistical Coordination at the National Institute of Statistics (2009-2010), from where she later transitioned into government leadership.

Vulcan Mozambique anuncia investimento de mil milhões de dólares em sustentabilidade e energias renováveis

A Vulcan Mozambique, mineradora indiana responsável pela exploração de carvão em Moatize, Tete, anunciou um investimento de mil milhões de dólares nos próximos anos, destinado a projectos de sustentabilidade ambiental, reciclagem de resíduos de mineração e desenvolvimento de energias renováveis. A informação foi avançada durante um encontro entre o CEO da empresa, Dr. Mukesh Kumar, e a Ministra das Finanças, Carla Loveira, realizado na última semana.

O encontro, que também contou com a presença do Director Executivo da Vulcan, Anoop Kumar, abordou as estratégias da empresa para manter as suas operações apesar dos desafios enfrentados, incluindo os impactos das manifestações pós-eleitorais e a necessidade de garantir estabilidade para a força de trabalho, composta maioritariamente por moçambicanos.

Segundo Mukesh Kumar, a Vulcan Mozambique mantém um forte compromisso com a sustentabilidade e o bem-estar da comunidade de Cateme-Moatize, garantindo que os seus investimentos vão ao encontro das exigências ambientais e sociais da região. O executivo reafirmou ainda que não haverá paralisação das operações da empresa, mesmo com as dificuldades registadas nos últimos meses.

Mukesh Kumar

Parceria com o Governo e Compromisso com a Sustentabilidade

A Ministra das Finanças, Carla Loveira, expressou a disponibilidade do Governo de Moçambique para continuar a cooperar com a Vulcan no reforço da sustentabilidade ambiental do sector mineiro. Durante o encontro, destacou a importância de se documentar todas as etapas do processo para garantir uma abordagem transparente e estruturada na implementação dos investimentos anunciados.

“Estamos orgulhosos em receber a V. Excia para darmos continuidade aos trabalhos que vinham sendo desenvolvidos, agora com um olhar mais atento para as questões de sustentabilidade ambiental”, afirmou Carla Loveira.

Carla Loveira

Os investimentos da Vulcan Mozambique já ultrapassam os 2,5 mil milhões de dólares, consolidando a presença da empresa como um dos principais actores do sector mineiro em Moçambique.

Decisão Judicial e Pressões Ambientais

Apesar dos anúncios de investimento e do compromisso da empresa com a sustentabilidade, a Vulcan enfrenta desafios jurídicos e ambientais. Em Dezembro de 2024, o Tribunal Administrativo Provincial de Tete determinou a suspensão imediata das operações de extracção de carvão nas secções 4 e 6 da mina de Moatize, após um processo interposto pela Associação dos Direitos Humanos de Tete. A organização acusa a multinacional de causar poluição ambiental severa, afectando comunidades circunvizinhas e colocando em risco a saúde da população local.

A decisão judicial impôs um prazo de 72 horas para a suspensão das actividades, enquanto se aguarda uma análise mais detalhada sobre os impactos ambientais causados pela empresa. Até ao momento, a Vulcan Mozambique ainda não se pronunciou sobre a continuidade das operações nessas áreas específicas.

Perspectivas

A aposta da Vulcan Mozambique em reciclagem e energias renováveis representa um esforço para melhorar a sua imagem junto das comunidades e das autoridades reguladoras, especialmente num contexto de crescentes preocupações ambientais e sociais. No entanto, o cumprimento das promessas feitas e a adopção de práticas mais sustentáveis serão determinantes para a continuidade das suas operações a longo prazo.

A indústria mineira em Moçambique enfrenta pressões crescentes por parte da sociedade civil e das organizações ambientais, que exigem maior responsabilidade corporativa por parte das empresas que exploram os recursos naturais do país. O compromisso da Vulcan em investir mil milhões de dólares em sustentabilidade poderá ser um passo importante para equilibrar a exploração mineira com práticas mais responsáveis, mas a sua implementação efectiva será acompanhada de perto pelas comunidades locais e pelas autoridades moçambicanas.

CDM denuncia bloqueio de produtos pelas Alfândegas

A Cervejas de Moçambique (CDM), subsidiária do grupo belga AB InBev, denunciou recentemente as Alfândegas de Moçambique por bloquearem a saída de camiões de distribuição de cervejas e cidras importadas, alegando que tais restrições favorecem o mercado informal e o contrabando. A empresa, uma das maiores do País, expressou preocupação com os prejuízos resultantes da retenção dos seus produtos na sua principal unidade fabril, localizada em Marracuene, província de Maputo.

Denúncia e impacto no mercado

Num comunicado de imprensa divulgado no dia 24 de Fevereiro de 2025, a CDM afirmou que os bloqueios alfandegários têm causado “complicações e prejuízos de diversa ordem”, afectando não apenas a sua própria operação, mas também os seus armazenistas e distribuidores. A empresa esclareceu que cumpre rigorosamente todas as normas legais e regulatórias vigentes, não havendo fundamento para as medidas restritivas impostas pelas autoridades aduaneiras.

A retenção dos camiões de distribuição ocorre na Fábrica de Marracuene, uma das mais importantes infraestruturas da empresa, responsável por abastecer o mercado com diversas marcas de cerveja e cidra. Segundo a CDM, tais bloqueios dificultam a actividade dos operadores legítimos, abrindo espaço para o crescimento do mercado informal e do contrabando de bebidas alcoólicas.

“A empresa está ciente de que os bloqueios das transacções entre si e os seus armazenistas e distribuidores prejudicam a sua cadeia de distribuição e favorecem aqueles produtos provenientes do contrabando, bem assim aos agentes do mesmo”, lê-se no comunicado.

CDM reitera compromisso com a legalidade

A empresa reforçou que sempre orientou as suas operações “em estreita obediência do regime jurídico vigente”, negando qualquer irregularidade que justificasse tais restrições. No comunicado, a CDM reafirma o seu compromisso com a transparência e boas práticas empresariais, sublinhando que manterá o diálogo com as autoridades fiscais e aduaneiras para solucionar o problema e garantir um ambiente de negócios mais estável e previsível.

Além disso, a empresa agradece a compreensão dos consumidores e reforça que continuará a trabalhar para manter a qualidade dos seus produtos e serviços dentro de um quadro legal transparente.

Histórico e posição no mercado

A Cervejas de Moçambique integra o grupo AB InBev, que detém 83,01% do capital social da empresa. O Estado moçambicano possui uma participação de 1,37%, enquanto o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) detém 2,6% das acções da companhia.

Fundada em 1995, na sequência da privatização das fábricas de cerveja MacMahon e Manica, a CDM consolidou-se como um dos maiores produtores e distribuidores de bebidas alcoólicas no país. O seu portefólio inclui marcas emblemáticas como a Laurentina, criada em 1932, e a popular 2M, adquirida em 2022.

Questões regulatórias e desafios do sector

O bloqueio alfandegário reportado pela CDM levanta questões sobre o funcionamento das alfândegas em Moçambique, nomeadamente os impactos da política fiscal na competitividade das empresas formais. O favorecimento de canais informais e do contrabando compromete não apenas a CDM, mas também o equilíbrio do mercado e a arrecadação de receitas fiscais pelo Estado.

A reacção das autoridades aduaneiras será determinante para os próximos desdobramentos deste diferendo, podendo influenciar o ambiente de negócios e a previsibilidade regulatória do sector cervejeiro em Moçambique.

Quase 210 empreendimentos ligados ao turismo abriram em 2024

De acordo com dados da execução orçamental de Janeiro a Dezembro, no sector do turismo “entraram em funcionamento 208 empreendimentos”, dos quais 68 de alojamento.
Quase 210 empreendimentos no sector do turismo entraram em funcionamento em Moçambique em 2024, apesar da retração na área devido à tensão pós-eleitoral que se verifica desde Outubro em todo o país.
De acordo com dados da execução orçamental de Janeiro a Dezembro, no sector do turismo “entraram em funcionamento 208 empreendimentos”, dos quais 68 de alojamento.
O levantamento do Governo aponta ainda para 108 empreendimentos de restauração e bebidas e 32 agências de viagens, mas acrescenta que para “melhorar a prestação dos serviços na área de hotelaria e turismo” foram capacitados em todo o ano passado 1.231 profissionais em áreas operacionais de hotelaria e turismo.
Ademais, para “incrementar o surgimento de micro, pequenas e médias empresas” no sector do turismo, foram financiados pelo Estado seis projectos, no valor de 5,5 milhões de meticais (82.000 euros), entre as províncias de Zambézia, Tete e Gaza, além da cidade de Maputo.
Este investimento, diz a Lusa, foi feito essencialmente nos três primeiros trimestres do ano, seguindo-se um período de forte agitação social na sequência das eleições gerais de 09 de Outubro.

Samsung é a marca de telemóveis mais utilizada no país

A informação é proveniente do StatCounter e revela que, em termos de marca com maior participação em Moçambique, de Janeiro a Dezembro de 2024, a Samsung lidera com uma percentagem de cerca de 22%.

O StatCounter é uma plataforma de análise de tráfego ou de participação de determinados serviços ou produtos em várias regiões. No caso dos dados apresentados, referem-se à participação de cada marca na venda de dispositivos como smartphones e tablets.

No Top 5, após a Samsung, que ocupa o primeiro lugar, seguem-se as marcas Itel (12%), Tecno (11,6%), Oppo (9,4%) e Huawei (9,4%). Apenas depois aparecem marcas como Xiaomi, Apple e Infinix, que ocupam, respectivamente, a sexta, sétima e oitava posições.

Em termos de venda de tablets, a Samsung mantém-se como líder. No entanto, desta vez, a Apple ocupa o segundo lugar, seguida pela Huawei.

A concepção destes dados baseia-se em análises de mais de cinco mil milhões de visualizações de páginas mensais para cerca de 1,5 milhão de sites, com o objectivo de estimar as principais marcas e fornecedores em vários sectores e regiões.

Android é o rei do mercado

Com a presença de cerca de cinco marcas que utilizam Android nos seus telemóveis, este sistema operativo demonstra ser o que domina o mercado, em comparação com o iOS, exclusivo da Apple (iPhone).

O preço para aquisição dos dispositivos pode ser um dos principais factores. A Samsung oferece uma maior variedade de modelos de smartphones e, devido a essa diversidade, a acessibilidade aumenta. Já no caso do iPhone, adquirir uma versão actual pode custar quase 50% mais do que um smartphone Android.

Além disso, não se trata apenas da Samsung: outras marcas mencionadas anteriormente também utilizam o sistema Android nos seus dispositivos, o que proporciona maior diversidade, seja em preços, tamanhos ou desempenho. Por outro lado, o iOS é limitado exclusivamente ao iPhone, fabricado pela própria Apple.

Ainda que os dados apresentem uma forma de participação de mercado em termos de utilização, eles não reflectem a participação real de mercado de vendas, que é controlada por outras organizações, como a Counterpoint e a International Data Corporation.

As previsões sobre a performance da economia moçambicana na óptica do BCI

O BCI marcou presença no Economic Briefing, que teve lugar, no passado dia 20 deste Fevereiro em Maputo, organizado pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA). Na sua 17ª edição, o evento abordou o tema “Dinâmicas de Negócio no IV Trimestre de 2024 e Análise da conjuntura Actual”, e contou com a presença do Ministro da Economia, Basílio Muhate.

No fórum, o Presidente da Comissão Executiva (PCE) do BCI, Francisco Costa, afirmou que a banca moçambicana está pronta para apoiar a recuperação económica do país.

“A banca continua disponível, tem liquidez, tem solidez financeira e disponível para apoiar. Estamos convictos de que é possível, todos em conjunto, quer através de novos apoios, quer mediante melhorias das condições dos apoios existentes, passar este momento complexo”, disse Costa.

O PCE fez questão de destacar que, com um olhar positivo sobre o futuro, Moçambique tem potencial para se projectar no mundo e ter uma economia crescente, com reflexos visíveis já no primeiro semestre de 2025.

No painel sobre a conjuntura económica e financeira que Moçambique, o Administrador do BCI, George Mandawa, solidarizou-se com a classe empresarial que enfrenta desafios.

“Apesar das dificuldades que temos enfrentado, existem sinais de esperança para a recuperação económica”, afirmou Mandawa, destacando que o país tem condições para superar a crise.

O administrador fez também uma análise dos indicadores macroeconómicos do país, notando o aumento da inflação, que fechou 2024 em 4,15%. Contudo, Mandawa sublinhou que a liquidez bancária foi reforçada com a redução das reservas obrigatórias, o que permitirá aos bancos oferecer mais financiamento ao sector produtivo.

“Em 2024, a redução das reservas obrigatórias foi um grande anúncio para o sistema financeiro moçambicano. Agora, temos mais liquidez para financiar a economia, o que se reflectirá na economia real”, frisou.

Neste evento, o Ministro da Economia, Basílio Muhate, encorajou o sector privado a continuar a busca por soluções que melhorem o desempenho empresarial, destacando o Economic Briefing como uma plataforma fundamental para uma abordagem conjunta das questões económico-empresariais.

Forecasts on the Performance of the Mozambican Economy from BCI’s Perspective

BCI participated in the Economic Briefing, held on February 20, 2025, in Maputo, organized by the Confederation of Economic Associations of Mozambique (CTA). In its 17th edition, the event focused on the theme “Business Dynamics in the Fourth Quarter of 2024 and Analysis of the Current Economic Situation” and was attended by the Minister of Economy, Basílio Muhate.

During the forum, the Chairman of the Executive Committee (PCE) of BCI, Francisco Costa, stated that the Mozambican banking sector is ready to support the country’s economic recovery.

“The banking sector remains available, has liquidity, financial solidity, and is prepared to provide support. We strongly believe that it is possible—through new financing mechanisms and improvements in existing support conditions—to overcome this complex period together,” said Costa.

The PCE emphasized that with a positive outlook for the future, Mozambique has the potential to position itself globally and achieve economic growth, with visible progress expected as early as the first half of 2025.

During the panel discussion on Mozambique’s economic and financial landscape, BCI Board Member George Mandawa expressed solidarity with the business community facing ongoing challenges.

“Despite the difficulties we have encountered, there are signs of hope for economic recovery,” said Mandawa, highlighting that the country has the necessary conditions to overcome the crisis.

He also analyzed Mozambique’s macroeconomic indicators, noting that inflation closed at 4.15% in 2024. However, he stressed that bank liquidity was strengthened by the reduction of mandatory reserves, which will enable banks to provide increased financing to the productive sector.

“In 2024, the reduction of mandatory reserves was a major announcement for the Mozambican financial system. Now, we have more liquidity to finance the economy, which will translate into real economic growth,” he emphasized.

At the event, Minister of Economy, Basílio Muhate, encouraged the private sector to continue seeking solutions to enhance business performance, highlighting the Economic Briefing as a key platform for a collaborative approach to economic and business issues.

CEO Business High Tea: Uma oportunidade de networking e inovação empresarial em Moçambique

O CEO Business High Tea é uma nova plataforma que promete revolucionar o panorama empresarial em Moçambique. Realizado na última quinta-feira de cada mês, o evento visa reunir líderes empresariais, CEOs e tomadores de decisão em um ambiente sofisticado, propício para troca de ideias e discussões sobre as últimas tendências e desafios no mundo dos negócios. O evento, que combina networking e aprendizado, oferece um espaço único para novas oportunidades de colaboração, com a presença de líderes e especialistas de diversas áreas.

Em um contexto de recuperação económica pós-eleitoral, o evento também reflecte um movimento em direcção à inovação como pilar do crescimento sustentável de Moçambique. Durante o evento, Nilza da Graça, Co-fundadora e Directora da PAEMO – Plataforma de Assistência aos Empresários Moçambicanos, destacou a importância da inovação e da colaboração entre empresas e o Governo para superar os desafios económicos do país. A líder empresarial salientou que, enquanto o Governo tem um papel importante, iniciativas como a da PAEMO são essenciais para apoiar os empresários em tempos de crise.

A importância das Parcerias Público-Privadas

A colaboração entre o sector privado e público foi destacada como um factor-chave para o sucesso das iniciativas de inovação em Moçambique. Cândido Langa, Director Nacional de Turismo, sublinhou que as parcerias entre o Governo e as empresas são fundamentais para criar um ambiente regulatório favorável, simplificando processos administrativos e garantindo que as startups e pequenas empresas possam crescer e prosperar.

 

O Governo de Moçambique está comprometido em reduzir a burocracia e facilitar o acesso ao financiamento, de forma a estimular a criação de novas empresas e a modernização do mercado.

Desafios e oportunidades para as PME’s

Um dos principais temas debatidos no 1º CEO Business High Tea foi o apoio às pequenas e médias empresas (PMEs), que enfrentam desafios significativos, desde a burocracia na formalização dos negócios até a dificuldade no acesso ao crédito.

Para Nilza da Graça, a PAEMO desempenha um papel crucial ao fornecer ferramentas de apoio a estas empresas, oferecendo recursos e suporte para superarem esses obstáculos e impulsionarem o crescimento do sector privado. A proposta é unir forças para criar um ambiente de negócios sustentável, onde as PMEs possam expandir e gerar mais empregos.

Um marco para a inovação no país

O evento também colocou em foco o papel das iniciativas de inovação e das novas tecnologias na transformação do ambiente empresarial. Para o Governo, a promoção de políticas que favoreçam a digitalização dos serviços públicos, a simplificação de processos administrativos e a criação de incentivos fiscais são medidas essenciais para melhorar o ambiente de negócios em Moçambique. As empresas, por sua vez, têm a oportunidade de colaborar e se unir para construir um futuro mais competitivo e sustentável, com um maior número de startups e projectos inovadores ganhando espaço no mercado.

Com o CEO Business High Tea, Moçambique entra em uma nova era de inovação empresarial, em que a colaboração entre o sector público, privado e as startups será decisiva para o crescimento e desenvolvimento econômico do país. Ao fornecer um espaço para a troca de ideias, o evento ajuda a fortalecer o ecossistema de negócios e impulsiona o compromisso com a inovação, preparando o país para os desafios económicos do futuro.

Governo garante recursos para activação do Fundo de Garantia Mutuária

O Ministro da Economia, Basílio Muhate, anunciou durante o Economic Briefing que os recursos do Fundo de Garantia Mutuária já estão disponíveis, com a finalização dos trabalhos técnicos sendo o último passo para a sua operacionalização.

A notícia foi recebida com entusiasmo pelo sector empresarial, que vê no Fundo de Garantia Mutuária uma oportunidade crucial, uma vez que o fundo permitirá a partilha de risco entre as instituições bancárias e as Pequenas e Médias Empresas (PME’s). Este instrumento é especialmente importante, considerando a necessidade dos bancos de garantias sólidas para assegurar o reembolso dos créditos.

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) tem reiterado a urgência na implementação do fundo, destacando a importância do apoio às empresas afetadas pelas manifestações pós-eleitorais, como parte do processo de recuperação do sector empresarial.


No seu discurso de abertura do Economic Briefing, Basílio Muhate destacou a atenção do Governo à situação pós-eleitoral e o trabalho contínuo com o setor privado para encontrar soluções rápidas e eficazes.

“O nosso Governo está totalmente comprometido em criar um ambiente propício para as Micro, Pequenas e Médias Empresas, implementando políticas e mecanismos que facilitem o acesso ao crédito, reduzam a burocracia no processo de constituição e formalização e incentivem a digitalização dos negócios”, afirmou Basílio Muhate.

Essa declaração reflete a determinação do Governo em apoiar o sector empresarial, particularmente as PME’s, como pilar fundamental para a recuperação económica do país.