Wednesday, April 15, 2026
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Victor Gomes: Uma escolha estratégica para o futuro do Absa

Victor Pedro Gomes, economista de formação e actual Presidente o Conselho de Administração do Absa Bank Moçambique, apresenta décadas de experiência e um profundo conhecimento do mercado moçambicano. A sua trajectória profissional demonstra uma capacidade ímpar de liderança, essencial para conduzir o banco nesta nova fase de crescimento e desenvolvimento.

Experiência no sector financeiro e governamental

Antes de ingressar no Absa Bank Moçambique, Victor Gomes exerceu funções de grande responsabilidade no sector financeiro e governamental, consolidando a sua reputação como um dos líderes mais influentes do país. Entre 2017 e 2022, desempenhou o cargo de Vice-Governador do Banco de Moçambique, período em que teve um papel crucial na regulação e supervisão do sistema financeiro nacional.

Contribuições para o sector de infra-estruturas

De 2014 a 2017, Victor Gomes ocupou o cargo de Presidente do Conselho de Administração da Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM). Durante este período, esteve à frente de projectos estratégicos de infra-estruturas, que impulsionaram o desenvolvimento do sector de transportes e logística no país.

Absa Bank Moçambique: Um banco com raízes sólidas

O Absa Bank Moçambique integra o Absa Group Limited, um dos maiores grupos africanos de serviços financeiros, presente em 12 países e cotado na Bolsa de Valores de Joanesburgo. Com mais de 42.000 funcionários, o grupo é um parceiro estratégico para o crescimento económico do continente.

Com uma presença de mais de 42 anos no mercado moçambicano, o Absa Bank Moçambique tem sido um actor essencial no desenvolvimento do sistema financeiro nacional, estabelecendo parcerias com entidades públicas e privadas em diversos sectores da economia.

O Absa Bank Moçambique tem uma história marcada por transformações e crescimento contínuo. A sua origem remonta ao Instituto de Crédito de Moçambique, que ao longo dos anos passou por várias denominações, incluindo Banco Popular de Desenvolvimento (BPD), Banco Austral e Banco Barclays, até se consolidar como Absa Bank Moçambique.

Victor Gomes: A Strategic Choice for the Future of Absa

Victor Gomes, the current Chairman of the Board of Directors of Absa Bank Mozambique, brings decades of experience and an in-depth knowledge of the Mozambican market. His professional trajectory demonstrates an unparalleled capacity for leadership, essential for steering the bank through this new phase of growth and development.

Experience in the Financial and Governmental Sectors

Before joining Absa Bank Mozambique, Victor Gomes held positions of great responsibility in both the financial and governmental sectors, consolidating his reputation as one of the most influential leaders in the country. Between 2017 and 2022, he served as Vice-Governor of the Bank of Mozambique, during which he played a crucial role in regulating and supervising the national financial system.

Contributions to the Infra-structure Sector

From 2014 to 2017, Victor Gomes served as Chairman of the Board of Directors of Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM). During this period, he led strategic infrastructure projects that significantly boosted the development of the transportation and logistics sector in the country.

Absa Bank Mozambique: A Bank with Solid Roots

Absa Bank Mozambique is part of Absa Group Limited, one of the largest African financial services groups, present in 12 countries and listed on the Johannesburg Stock Exchange. With over 42,000 employees, the group is a strategic partner for the economic growth of the continent.

With a presence of more than 42 years in the Mozambican market, Absa Bank Mozambique has been an essential player in the development of the national financial system, establishing partnerships with both public and private entities across various sectors of the economy.

Absa Bank Mozambique boasts a history marked by continuous transformation and growth. Its origins date back to the Instituto de Crédito de Moçambique, which, over the years, underwent several name changes—including Banco Popular de Desenvolvimento (BPD), Banco Austral, and Banco Barclays—before consolidating as Absa Bank Mozambique.

What Does Mozambique Lose with the Suspension of USAID?

The recent suspension of projects by the United States Agency for International Development (USAID) in Mozambique, following an executive order by President Donald Trump, poses a significant challenge for the country. This decision, initially set for a 90-day period, affects crucial areas such as health, education, and infrastructure.

Impact on the Health Sector

USAID has been a key partner in Mozambique’s development, investing over $1 billion annually across various sectors. Of this amount, approximately $400 million is allocated to combating HIV/AIDS, a disease that remains one of the country’s major public health concerns, with a prevalence rate of 11.6%. Since 2004, the United States has invested over $5.2 billion in response to the epidemic, which affects more than one million Mozambicans.

Mozambique’s Prime Minister, Maria Benvinda Levi, acknowledged that the health sector will be the most affected by the suspension of funding. She stated that the government will need to redirect internal resources to mitigate the impact of this decision, emphasizing the importance of U.S. support in social areas, particularly in healthcare.

Consequences for Other Sectors

Beyond healthcare, other sectors also heavily depend on USAID funding. Education, sanitation, agriculture, and disaster response are among the areas benefiting from U.S. support. The suspension of USAID-funded projects raises concerns about the future of these initiatives, particularly given budget constraints and the government’s limited investment capacity.

Projects at Risk

One of the projects at risk is the Millennium Challenge Corporation’s Compact II, valued at $537 million, of which $500 million would be funded by the U.S. government. This project, set to be implemented in Zambézia Province, includes the construction of a new bridge over the Licungo River and a provincial ring road. The suspension jeopardizes the completion of these essential infrastructures, crucial for regional development.

Reactions and Perspectives

The Mozambican government has expressed concern over the potential impacts of this temporary suspension of U.S. aid. The Prime Minister emphasized that, while awaiting a final decision from the U.S., the challenges ahead are substantial. She highlighted the need for effective internal management to navigate this situation, recalling that the country has overcome other crises in the past.

The suspension of USAID-funded projects in Mozambique presents a significant challenge, especially for social sectors that heavily rely on this support. The Mozambican government’s ability to redirect internal resources and find alternative solutions will be crucial in mitigating the impacts of this decision and ensuring the continuity of progress achieved in recent decades.

O que Moçambique perde com a suspensão da USAID?

A recente suspensão dos projectos da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) em Moçambique, resultante de uma ordem executiva do Presidente Donald Trump, representa um desafio significativo para o país. Esta decisão, com uma duração inicial de 90 dias, afecta áreas cruciais como saúde, educação e infra-estruturas.

Impacto no sector da saúde

A USAID tem sido um parceiro fundamental no desenvolvimento de Moçambique, investindo anualmente mais de 1.000 milhões de USD em diversos sectores. Destes, cerca de 400 milhões de USD são destinados ao combate ao HIV/SIDA, uma doença que continua a ser um dos principais problemas de saúde pública no país, com uma taxa de prevalência de 11,6%. Desde 2004, os Estados Unidos da América já investiram mais de 5,2 mil milhões de USD na resposta a esta doença, que afecta mais de um milhão de moçambicanos.

A Primeira-Ministra de Moçambique, Maria Benvinda Levi, reconheceu que o sector da saúde será o mais afectado pela suspensão do financiamento. Ela afirmou que o governo terá de redireccionar recursos internos para mitigar o impacto desta decisão, sublinhando a importância do apoio dos EUA nas áreas sociais, especialmente na saúde.

Em declarações à agência de notícias Lusa, o porta-voz do Governo e ministro da Administração Estatal e Função Pública, Inocêncio Impissa, disse que a suspensão da ajuda internacional norte-americana vai ter um impacto nos programas de saúde no país, nomeadamente nos tratamentos do VIH/Sida, tuberculose e na distribuição de medicamentos.

“Esta paralisação tem impactos em Moçambique, pois este financiamento é essencial para a manutenção de programas estratégicos e prioritários, como a resposta, por exemplo, do HIV e SIDA. A tuberculose. Planeamento familiar, fortalecimento da cadeia de abastecimento de medicamentos, entre outros”, detalhou.

Inocêncio Impissa afirma que a “retirada brusca deste apoio” compromete ainda a implementação destes programas, sublinhando que esta decisão se irá sentir na disponibilidade dos recursos humanos “para assegurar alguma qualidade de pessoal a nível interno”.

O porta-voz do Governo lembrou que “Moçambique tem um rácio de 18,5 profissionais de saúde por cada 10 mil habitantes, quando na verdade o rácio estabelecido pela Organização Mundial da Saúde é de 45 profissionais por cada 10.mil habitantes, acrescentando que “a suspensão deste apoio constitui um desafio enorme para alcançarmos esta meta”.

O ministro da Administração Estatal e Função Pública refere que que os recursos internos do país são limitados e que será preciso definir prioridades.

“Explorar os mecanismos emergenciais de financiamento para garantir a continuidade dos serviços críticos, até que uma solução durável e sustentável seja de facto encontrada”, concluiu.

Consequências para outros sectores

Além da saúde, outros sectores também dependem significativamente do financiamento da USAID. A educação, o saneamento, a agricultura e a resposta a desastres naturais são áreas que beneficiam do apoio norte-americano. A suspensão dos projectos financiados pela USAID levanta preocupações sobre o futuro destas iniciativas, especialmente num contexto de restrições orçamentais e limitações na capacidade de investimento por parte do governo moçambicano.

Projectos em risco

Um dos projectos em risco é o Compacto II do Millennium Challenge Corporation, avaliado em 537 milhões de USD, dos quais 500 milhões seriam financiados pelo governo norte-americano. Este projecto, a ser implementado na província da Zambézia, inclui a construção de uma nova ponte sobre o rio Licungo e uma via circular na província.

A suspensão coloca em causa a concretização destas infra-estruturas essenciais para o desenvolvimento regional.

Reacções e perspectivas

O governo moçambicano expressou preocupação com os possíveis impactos desta suspensão temporária da ajuda externa dos Estados Unidos. A Primeira-Ministra enfatizou que, embora seja necessário aguardar uma decisão definitiva por parte dos EUA, os desafios são significativos. Ela destacou a necessidade de uma gestão interna eficaz para enfrentar esta situação, recordando que o país já superou outras crises no passado.

A suspensão dos projectos financiados pela USAID em Moçambique representa um desafio considerável para o país, especialmente nos sectores sociais que dependem fortemente deste apoio. A capacidade do governo moçambicano de redireccionar recursos internos e encontrar soluções alternativas será crucial para mitigar os impactos desta decisão e assegurar a continuidade dos progressos alcançados nas últimas décadas. (Profile)

Quais são as cidades com maior potencial para o mercado imobiliário? Veja ranking

O mercado imobiliário não é um mercado independente, pois, qualquer variação de taxas no mercado financeiro, variações económicas, políticas, entre outras, ele é afectado, seja na positiva ou na negativa.

O mercado imobiliário, é um mercado que se negocia bens imóveis como, terrenos, casas, lojas, escritórios, armazéns e mais. E neste mercado, encontramos três principais atuantes directos que são: proprietários ou responsáveis dos imóveis, que podem ser pessoas singulares ou colectivas, clientes: pessoas que compram ou arrendam imóveis; e corretores de imóveis: os intermediários na compra e venda, e renda dos imóveis entre os proprietários dos imóveis com os clientes.

1. Cidade de Maputo

Vista parcial (Algures da Cidade de Maputo)

A maioria das famílias possui casa própria em Moçambique, mas o mercado de arrendamento está a tornar-se cada vez mais significativo na capital. Maputo tem registado uma procura exponencial por propriedades residenciais e tornou-se rapidamente num destino de investimento atraente para investidores imobiliários e compradores de casas pela primeira vez.

Esta procura é em grande parte impulsionada por trabalhadores com rendimentos médios e expatriados. As propriedades variam desde apartamentos de alto padrão até vilas e condomínios fechados (como Belo Horizonte, praia de Maputo e Maputo Golf Estate).

De acordo com o recente Relatório de Housing Finance Africa (https://housingfinanceafrica.org/resources/yearbook), os preços mensais de aluguer de um apartamento de um e três quartos nos subúrbios de Maputo são de aproximadamente MT20 000 (US$314) e MT70 000 (US$1 098), respectivamente.

Estes preços duplicam para um apartamento de três quartos e triplicam para apartamentos de um quarto no centro da cidade. Existem agentes de arrendamento formais e informais no mercado imobiliário de Moçambique.

A identificação de propriedades para arrendamento a preços acessíveis é em grande parte informada “boca a boca”, enquanto os agentes imobiliários informais são um intermediário essencial para a negociação de possíveis condições de arrendamento.

O preço de venda de um apartamento de dois quartos e uma casa de banho na cidade de Maputo varia entre MT6 milhões (US$94 161) e MT10,5 milhões (US$164 783), dependendo do tamanho e do subúrbio. As casas de três quartos custam MT15,5 milhões (US$ 243 251) e mais de MT 22 milhões (US$ 345 260).

Nos arredores da capital, em subúrbios como a Matola, uma casa de três quartos é mais barata (10,5 milhões de MT ou 164 783 dólares), enquanto uma casa mais antiga de dois quartos em Mahlangalene, Maputo, pode ser comprada por 4 milhões de MT (US$ 62.774). Independentemente da localização, os preços das casas em Moçambique são altamente inacessíveis para a maioria da população, demonstrando a lacuna na acessibilidade e a necessidade de habitação acessível em grande escala.

2. Cidade da Matola

Resort hoteleiro na cidade de Matola

Localizada na província de Maputo, a Matola destaca-se pela sua proximidade à capital e pelo crescimento industrial. A cidade tem assistido a um aumento de projectos habitacionais e comerciais, tornando-se uma alternativa viável para quem procura imóveis a preços mais acessíveis. A expansão de infraestruturas e a melhoria das vias de acesso contribuem para o seu potencial imobiliário.

Um exemplo significativo é o projecto Intaka, iniciado em 2012, fruto de uma parceria entre o Fundo de Fomento de Habitação (FFH) e o grupo chinês Henan Guoji. Este empreendimento resultou com a construção de 5.000 habitações no bairro de Intaka, a norte do município da Matola. As unidades habitacionais variam entre 32 m² e 151 m², com preços que vão de 24.000 USD a 130.000 USD, respectivamente.

Para facilitar o acesso a estas habitações, foram estabelecidos acordos com bancos comerciais. Por exemplo, o Standard Bank oferece empréstimos com prazos de até 20 anos, financiando até 90% do valor total do imóvel. Com estas condições, as prestações mensais situam-se entre 750 USD e 1.600 USD.

No mercado de arrendamento, a Matola disponibiliza diversas opções. Moradias T3 podem ser encontradas por cerca de 70.000 MZN mensais, enquanto apartamentos T3 estão disponíveis por aproximadamente 60.000 MZN mensais. Estes valores variam conforme a localização e as características do imóvel.

3. Cidade de Nampula

Vista parcial do Centro da Cidade de Nampula

Como um dos principais centros económicos do norte de Moçambique, Nampula tem registado um aumento na procura por imóveis, tanto para compra como para arrendamento. A cidade atrai investidores devido ao crescimento do comércio e da indústria na região. No primeiro trimestre de 2024, verificou-se uma procura significativa por imóveis para arrendamento, impulsionada pela chegada de novos residentes em busca de oportunidades de emprego.

Procura de imóveis por categorias na cidade de nampula

A procura de imóveis para efeitos de compra, não superou a procura de imóveis para efeitos de renda na Cidade de Nampula, apesar dos imóveis do tipo casa e terrenos serem os mais procurados dentro desta categoria de compra e vendas. E quanto aos imóveis para efeitos de renda, as casas no geral ocuparam a primeira posição em termos dos produtos imobiliários que foram mais solicitados, sendo seguido por escritórios e lojas.

4. Cidade da Beira

Algures da Cidade da Beira

A procura por espaços de escritório na Beira está intimamente ligada às actividades portuárias e comerciais. Empresas dos setores de logística, comércio e serviços buscam frequentemente locais para estabelecer suas operações. A oferta varia desde edifícios modernos no centro da cidade até instalações mais modestas em áreas periféricas.

De acordo com o “Perfil do Sector de Habitação de Moçambique” publicado pelo UN-Habitat, uma parte considerável da população urbana no país reside em habitações arrendadas. Embora o estudo não forneça dados específicos para a Beira, indica que, em áreas urbanas, cerca de 13% das famílias vivem em casas arrendadas. Este número pode ser maior em centros urbanos como a Beira, devido à sua importância econômica e densidade populacional.

Preços Praticados

Os preços de arrendamento na Beira variam conforme a localização, o tipo de imóvel e as condições do mercado. Em Maputo, por exemplo, os preços de arrendamento são extremamente sensíveis à localização, com variações significativas entre o centro e a periferia.

Embora não haja dados específicos disponíveis para a Beira, é provável que tendências semelhantes se verifiquem, com preços mais elevados nas áreas centrais e próximas a infra-estruturas essenciais. (Profile)

Which cities have the greatest potential for the real estate market? See the ranking.

The real estate market is not an independent market, as any variation in financial market rates, economic changes, political shifts, and other factors directly impact it—either positively or negatively.

The real estate market involves the trade of immovable assets such as land, houses, stores, offices, warehouses, and more. Within this market, three main direct players can be identified: property owners or responsible parties, who can be individuals or legal entities; clients, who are individuals looking to purchase or rent properties; and real estate brokers, who act as intermediaries in the buying, selling, and leasing of properties between property owners and clients.

1. Maputo

Most families in Mozambique own their homes, but the rental market is becoming increasingly significant in the capital. Maputo has experienced an exponential demand for residential properties and has quickly become an attractive investment destination for real estate investors and first-time homebuyers.

This demand is largely driven by middle-income workers and expatriates. The properties range from high-end apartments to villas and gated communities (such as Belo Horizonte, Maputo Beach, and Maputo Golf Estate).

According to the latest Housing Finance Africa report (https://housingfinanceafrica.org/resources/yearbook), the monthly rental prices for one-bedroom and three-bedroom apartments in Maputo’s suburbs are approximately MZN 20,000 (USD 314) and MZN 70,000 (USD 1,098), respectively.

These prices double for a three-bedroom apartment and triple for a one-bedroom apartment in the city center. Both formal and informal rental agents operate in Mozambique’s real estate market.

Finding affordable rental properties is largely facilitated through word of mouth, while informal real estate agents play a crucial role in negotiating potential lease conditions.

The selling price of a two-bedroom, one-bathroom apartment in Maputo ranges between MZN 6 million (USD 94,161) and MZN 10.5 million (USD 164,783), depending on size and location. Three-bedroom houses cost around MZN 15.5 million (USD 243,251) and can exceed MZN 22 million (USD 345,260).

On the outskirts of the capital, in suburbs like Matola, a three-bedroom house is more affordable (MZN 10.5 million or USD 164,783), while an older two-bedroom house in Mahlangalene, Maputo, can be purchased for MZN 4 million (USD 62,774). Regardless of location, housing prices in Mozambique are highly unaffordable for most of the population, highlighting the accessibility gap and the urgent need for large-scale affordable housing solutions.

2. Matola

Located in Maputo Province, Matola stands out for its proximity to the capital and its industrial growth. The city has witnessed an increase in residential and commercial projects, making it a viable alternative for those seeking more affordable properties. The expansion of infrastructure and improvement of road networks further enhance its real estate potential.

A significant example is the Intaka project, launched in 2012 as a partnership between the Housing Development Fund (FFH) and the Chinese group Henan Guoji. This initiative resulted in the construction of 5,000 housing units in the Intaka neighborhood, north of Matola Municipality. The residential units range from 32 m² to 151 m², with prices between USD 24,000 and USD 130,000, respectively.

To facilitate access to these homes, agreements have been established with commercial banks. For instance, Standard Bank offers loans with terms of up to 20 years, financing up to 90% of the total property value. Under these conditions, monthly installments range from USD 750 to USD 1,600.

In the rental market, Matola offers various options. Three-bedroom houses can be rented for approximately MZN 70,000 per month, while three-bedroom apartments are available for around MZN 60,000 per month. These values vary depending on the location and property characteristics.

3. Nampula

As one of the main economic hubs in northern Mozambique, Nampula has experienced growing demand for real estate, both for purchase and rental. The city attracts investors due to its expanding trade and industrial sectors. In the first quarter of 2024, there was a significant demand for rental properties driven by the arrival of new residents seeking job opportunities.

Demand for Properties by Category in Nampula

The demand for rental properties in Nampula has outpaced the demand for properties for purchase, although houses and land remain the most sought-after assets within the buying and selling category. In the rental market, houses were the most requested property type, followed by office spaces and retail stores.

4. Beira

The demand for office spaces in Beira is closely linked to the city’s port and commercial activities. Companies in the logistics, trade, and service sectors frequently seek locations to establish their operations. The available properties range from modern buildings in the city center to more modest facilities in peripheral areas.

According to the “Mozambique Housing Sector Profile” published by UN-Habitat, a significant portion of the urban population in the country resides in rental housing. Although the study does not provide specific data for Beira, it indicates that approximately 13% of urban households live in rented homes. This percentage may be higher in major urban centers like Beira, given its economic importance and population density.

Rental Prices

Rental prices in Beira vary depending on location, property type, and market conditions. In Maputo, for example, rental prices are highly sensitive to location, with significant differences between the city center and the suburbs.

While specific data for Beira is not available, similar trends are likely, with higher prices in central areas and locations close to key infrastructure.

Marcelino Gildo Alberto: O Novo Comandante das Linhas Aéreas de Moçambique

A Assembleia-geral das Linhas Aéreas de Moçambique, reunida em sessão extraordinária, indicou  Marcelino Gildo Alberto ao cargo de Presidente do Conselho de Administração da empresa.

Marcelino Gildo Alberto ocupa o lugar de Américo Muchanga, agora ministro das Comunicações e Transformação Digital.

A indicação de Marcelino Gildo Alberto para PCA das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) foi considerada positiva por fontes do sector ouvidas por “Profile”. Marcelino Gildo Alberto iniciou a sua carreira na empresa Electricidade de Moçambique (EDM) em 1993, onde desempenhou diversas funções, incluindo Chefe de Departamento, Gestor de Projectos, Director de Projectos, Membro do Conselho de Administração e Assessor do PCA.

Em 17 de Junho de 2020, foi nomeado Presidente do Conselho de Administração (PCA) da empresa, durante quatro anos, posição que foi substituído em Julho do ano passado. Para o seu lugar foi nomeado Joaquim Henriques Ou-chim.

Marcelino Gildo Alberto, um quadro que cresceu na EDM, chega à LAM, numa altura em que a companhia aérea está a operar numa situação de vulnerabilidade extrema, com grandes dificuldades de cumprir com as suas obrigações financeiras e operacionais.

Visão e Liderança é o vector de reputação mais marcante da liderança do Eng.º Marcelino Gildo Alberto, justificada pelas relações comerciais com outras entidades como a RNT, ZESCO e HCB.

A multinacional CARMA, especialista em Media Intelligence, publicou um estudo sobre os quadros executivos mais mediáticos de Moçambique, em 2023, denominado “CEO Media Report Moçambique 2023”.

O relatório da CARMA concluiu que o Eng.º Marcelino Gildo Alberto, na altura Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Electricidade de Moçambique, E.P. (EDM),  em 2022 ocupava a primeira posição no ranking em termos de volume de artigos publicados nos meios de comunicação social, transitou, em 2023, para a segunda posição como o CEO com maior visibilidade no País.

Marcelino Gildo Alberto: The New Commander of Mozambique Airlines

The General Assembly of Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), convened in an extraordinary session, appointed Marcelino Gildo Alberto as the Chairman of the Board of Directors of the company.

He succeeds Américo Muchanga, who has now taken on the role of Minister of Communications and Digital Transformation.

Industry sources interviewed by “Profile” considered Marcelino Gildo Alberto’s appointment to the leadership of LAM a positive decision. His career began at Electricidade de Moçambique (EDM) in 1993, where he held various positions, including Department Head, Project Manager, Project Director, Board Member, and Advisor to the Chairman.

On June 17, 2020, he was appointed Chairman of the Board of Directors (PCA) of EDM for a four-year term, a position he held until July last year, when he was replaced by Joaquim Henriques Ou-Chim.

Now, Marcelino Gildo Alberto transitions to LAM at a time when the airline is facing severe financial and operational challenges, struggling to meet its obligations.

His leadership is defined by a strong reputation for vision and strategic management, bolstered by key commercial relationships with entities such as RNT, ZESCO, and HCB.

The multinational CARMA, a specialist in Media Intelligence, published a study in 2023 titled “CEO Media Report Mozambique 2023”, ranking Marcelino Gildo Alberto among the most media-visible executives in the country.

In 2022, while still Chairman of EDM, he ranked first in terms of media coverage. In 2023, he secured the second spot, confirming his prominent status among Mozambique’s top executives.

Banco Central aplica multas milionárias ao BCI, ABSA, Ecobank e mais seis instituições financeiras

O Banco de Moçambique (BM) sancionou nove instituições de crédito e sociedades financeiras entre Dezembro de 2023 e Dezembro de 2024, aplicando multas milionárias por diversas infracções relacionadas às normas prudenciais, prevenção e combate ao branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo, violações cambiais e protecção do consumidor de produtos e serviços financeiros.

As sanções enquadram-se nas disposições da Lei n.º 20/2020, de 31 de Dezembro (Lei das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras), Lei n.º 11/2022, de 7 de Julho (Lei sobre Prevenção e Combate ao Branqueamento de Capitais, Financiamento ao Terrorismo e Armas de Destruição em Massa), Lei n.º 11/2009, de 11 de Março e Lei n.º 28/2022, de 29 de Dezembro (Leis Cambiais), além dos avisos emitidos pelo Banco Central.

Entre as instituições multadas, a M-Mola, SA recebeu a maior penalização, no valor de 44.979.782,00 meticais, por falta de registo de operações cambiais e gestão inadequada de moeda electrónica, além de disponibilizar produtos financeiros sem comunicação prévia ao Banco de Moçambique.

O Banco Comercial e de Investimentos (BCI) foi multado em três ocasiões, totalizando 43.603.409,60 meticais, pelas infracções de constituição inadequada do conselho de administração, ausência de políticas de prevenção de riscos relacionados ao branqueamento de capitais e não submissão, no prazo regulamentar, do relatório e contas referente ao exercício económico de 2023.

Outras instituições também receberam multas significativas. A Multicâmbios, Lda. foi sancionada em 1.251.692,40 meticais por falta de registo de operações cambiais. O Banco Letshego, SA foi multado em 1.434.085,00 meticais, enquanto o Banco Société Générale Moçambique, SA recebeu uma multa de 1.763.924,55 meticais, ambos por inobservância do prazo de resposta às notificações do Banco de Moçambique em processos de reclamação de clientes e pela prestação de informações falsas durante esses processos.

O Absa Bank Moçambique, SA foi penalizado em 2.000.000,00 meticais por contratação de derivados over-the-counter (OTC) sem autorização do Banco de Moçambique e falta de registo e reporte dessas operações. O Moza Banco, SA e o First National Bank, SA foram multados em 500.000,00 meticais cada, por violação do dever geral de verificação e informação na realização de operações cambiais.

Por sua vez, o Ecobank Moçambique, SA recebeu uma multa de 894.066,00 meticais, devido à violação do prazo regulamentar para submissão do relatório e contas do exercício económico de 2023.

As infracções cometidas incluem, entre outras, a criação e gestão inadequada de moeda electrónica, a realização de transacções fora da rede única nacional de pagamentos electrónicos, a falta de planos de acção para solucionar causas de reclamações de clientes e a contratação de derivados financeiros sem autorização do regulador. Algumas instituições também violaram o dever de aplicação de medidas reforçadas de diligência em relação à clientes classificados como pessoas politicamente expostas (PEPs) e operações internacionais.

Contudo, o Banco de Moçambique justifica que tais medidas, visam reforçar a estabilidade do sistema financeiro nacional e assegurar o cumprimento das normas legais, promovendo a confiança pública e a protecção dos consumidores.

Quantos designers há em África? Africans Who Design responde

Já se perguntou quantos designers há no continente africano? Dependendo da área, talvez sim, talvez não, mas a verdade é que é uma questão que não pode ficar sem resposta agora que foi formulada.

Alinhado com a sua missão de celebrar a excelência africana e o talento africano no design, a plataforma Africans Who Design iniciou o 2025 apresentando o “The State of Design in Africa”, relatório que nos traz a resposta para a questão anteriormente feita.

“Estamos em 2025 e, de alguma forma, ainda ninguém contou correctamente o número de designers que África tem. Isto é surpreendente, não é? Por isso, fizemo-lo nós próprios.”

►► Lê-se no relatório que refere ainda ser este um fim à questão: há designers em África?

Há um milhão de designers em África

Ao todo, baseado no LinkedIn como fonte de informação, analisando cerca de 22 especializações, o berço da humanidade conta com cerca de 1.299.936 milhões de designers no continente, onde:

Nigéria não só tem a maior população do continente

Nas descobertas mais significativas, o relatório mostra que Nigéria não só tem a maior população do continente, mas também encontra-se posicionada com maior número de designers (302.630 designers); já o norte de África apresenta grandes números com Egipto (250.849) e Marrocos (64.368).

Para a plataforma, criada há quase um ano, os dados revelam informações surpreendentes que realçam o crescimento e a diversidade dos profissionais de design africanos.

No entanto, reconhece que nem toda a gente está no LinkedIn, o que introduz certas limitações e algumas das pessoas contadas reivindicam múltiplas especializações e provavelmente outro milhão de designers pode ter escapado.

Africans Who Design é uma iniciativa criada e promovida pela World Class Designer, escola de design, com vista servir de farol de inspiração e celebração da rica diversidade e criatividade da comunidade de design africana.

Conta actualmente com cerca de 300 profissionais registados na plataforma de sediados em diversos cantos do continente. (Kabum)