Sunday, June 14, 2026
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Caterpillar celebrates 100 years in Africa and reinforces its commitment to Mozambique’s development

Caterpillar celebra

Caterpillar, a company dedicated to manufacturing construction and mining equipment, is celebrating 100 years of presence in Africa and reinforcing its commitment to Mozambique’s development. The company has been a key player in modernizing the country’s infrastructure, supplying essential equipment for the construction, mining and power generation sectors, which are strategic pillars for national growth.

Local partnerships and market expansion

According to Engineering News, over the years Caterpillar has consolidated its presence in Mozambique through partnerships with local dealers, ensuring the availability of machines and services adapted to the needs of the market. The company has been actively involved in projects to build roads, bridges and mining infrastructure, sectors that have experienced rapid growth, driven by the expansion of the extractive industry.

Mining as a pillar of growth

Mining, in particular, has been one of the areas of focus for Caterpillar in the country. With the increase in the exploitation of coal, graphite and other ores, the demand for modern and efficient equipment has grown substantially. The company has responded to this demand with innovative solutions, supplying machines that help make mining operations more productive, efficient and sustainable.

Professional training and talent development

In addition to supplying cutting-edge machines, Caterpillar has been committed to training Mozambican labor. In 2016, the company launched the ‘Technicians for Africa’ program, which aims to train young people to work in the heavy equipment operation and maintenance sector. The program, which has already expanded to almost 30 countries, has trained more than 4,000 certified technicians, contributing to the qualification of the Mozambican workforce and strengthening the development of the local industrial sector.

Technological innovation and sustainability

Innovation has been another central pillar of Caterpillar’s commitment to Mozambique. The company has introduced connected equipment, which makes it possible to monitor operations in real time, optimize productivity and reduce operating costs. This technology has been adopted by companies in the mining and construction sectors, improving the efficiency, safety and sustainability of operations.

Outlook

For the coming years, Caterpillar intends to continue expanding its presence in Mozambique, expanding local partnerships, promoting technological development and increasing the training of the Mozambican workforce. The company sees the country as a strategic market and believes that the combination of innovation and qualification will be crucial for the sustainable growth of the industrial sector.

BCI é reconhecido com três prémios internacionais de excelência

BCI é reconhecido com três prémios internacionais de excelência

O Banco Comercial e de Investimentos (BCI) recebeu três importantes prémios de excelência pela Global Business & Finance Magazine, uma prestigiada revista internacional sediada nos Estados Unidos. As distinções foram anunciadas na edição de 2025 da publicação, reconhecendo o BCI como “Best Private Bank – Mozambique” (Melhor Banco do Segmento Private), “Best Retail Bank – Mozambique” (Melhor Banco de Retalho) e “Best Banking CEO Mozambique 2025” (Melhor CEO Bancário).

De acordo com um comunicado oficial do banco, o processo de selecção para os prémios é extremamente rigoroso, considerando uma série de indicadores de desempenho e mérito. Os investigadores responsáveis pela avaliação levam em conta análises de resultados financeiros, pareceres de especialistas do sector e contribuições significativas para o desenvolvimento económico do país.

Liderança no sector bancário

O BCI destaca-se como uma referência no sistema financeiro de Moçambique, liderando nos principais indicadores, como activos, depósitos e créditos, além de contar com a maior rede de unidades de negócios, caixas automáticos (ATMs) e pontos de venda (POS) no país.

A instituição sublinha que os prémios não apenas reforçam o seu compromisso com a excelência no setor bancário, mas também refletem a dedicação contínua ao fortalecimento da economia nacional. Em sua nota, o BCI expressa orgulho por ser reconhecido entre os melhores no mercado, com uma estratégia voltada para a inovação, confiança e excelência no atendimento aos seus clientes.

Reconhecimento global

A Global Business & Finance Magazine é amplamente reconhecida pela sua avaliação criteriosa das práticas empresariais e financeiras. Os prémios anuais concedidos pela publicação, como o Global Business & Finance Magazine Awards, têm como objectivo premiar as instituições e personalidades que mais se destacaram no mundo dos negócios e das finanças.

Com as recentes distinções, o BCI reforça sua posição de liderança no sector bancário e reafirma o seu compromisso com o desenvolvimento sustentável e o crescimento económico de Moçambique.

BCI recognized with three international awards for excellence

BCI é reconhecido com três prémios internacionais de excelência

Banco Comercial e de Investimentos (BCI) has received three important awards for excellence from Global Business & Finance Magazine, a prestigious international magazine based in the United States. The awards were announced in the 2025 edition of the publication, recognizing BCI as “Best Private Bank – Mozambique”, “Best Retail Bank – Mozambique” and “Best Banking CEO Mozambique 2025”.

According to an official statement from the bank, the selection process for the awards is extremely rigorous, taking into account a series of performance and merit indicators. The researchers responsible for the evaluation take into account analyses of financial results, opinions from experts in the sector and significant contributions to the country’s economic development.

Leadership in the banking sector

BCI stands out as a benchmark in Mozambique’s financial system, leading in key indicators such as assets, deposits and loans, as well as having the largest network of business units, automated teller machines (ATMs) and points of sale (POS) in the country.

The institution stresses that the awards not only reinforce its commitment to excellence in the banking sector, but also reflect its continued dedication to strengthening the national economy. In its note, BCI expresses pride at being recognized among the best in the market, with a strategy focused on innovation, trust and excellence in customer service.

Global recognition

Global Business & Finance Magazine is widely recognized for its careful assessment of business and financial practices. The annual prizes awarded by the publication, such as the Global Business & Finance Magazine Awards, aim to reward the institutions and personalities that have stood out the most in the world of business and finance. With these recent awards, BCI has strengthened its leadership position in the banking sector and reaffirmed its commitment to sustainable development and economic growth in Mozambique.

Moçambique planeia usar reservatórios de gás para combater alterações climáticas

Moçambique está adoptando uma abordagem inovadora para combater as mudanças climáticas, utilizando seus reservatórios de gás natural liquefeito (GNL) para a captura de dióxido de carbono (CO₂). A medida faz parte do Plano Nacional de Ordenamento do Espaço Marítimo (POEM), que foi elaborado em 2021 e aprovado no final de 2024. O objectivo do plano é integrar a exploração de gás com projectos ambientais sustentáveis, contribuindo para a redução das emissões de CO₂, um dos principais gases de efeito estufa.

A proposta de utilizar as reservas de gás para captura de carbono visa não apenas mitigar os impactos ambientais da indústria de GNL, mas também proporcionar um avanço na luta contra o aquecimento global. A captura de CO₂ é vista como uma solução estratégica para reduzir a quantidade de dióxido de carbono na atmosfera, ajudando no combate às alterações climáticas.

Exploração de gás e potencial económico

Moçambique possui vastas reservas de GNL, sendo exploradas por grandes multinacionais como a TotalEnergies, ExxonMobil e Eni. Estima-se que as reservas do País possam gerar receitas de até 100 bilhões de dólares, com Moçambique podendo tornar-se um dos dez maiores produtores mundiais de GNL até 2040, representando 20% da produção africana, segundo um estudo da consultoria Deloitte, de 2024.

O POEM também destaca a importância de estabelecer um quadro legislativo e administrativo robusto para a exploração de hidrocarbonetos, de modo a minimizar os impactos ambientais e os conflitos com outras actividades locais, como a pesca e o turismo. Além disso, o plano propõe medidas para reduzir os efeitos ecológicos das infra-estruturas industriais e urbanas nas zonas costeiras.

Recursos marítimos e preservação ambiental

Com uma costa de 2.700 km e uma vasta área marítima de 572 mil km², Moçambique possui um dos mais valiosos patrimónios naturais da África. O país abriga mangais, recifes de coral e estuários, além de áreas de conservação de 4.600 km², que enfrentam desafios como sobrepesca, poluição e mudanças climáticas. O POEM prevê a preservação desses recursos naturais e a promoção do turismo sustentável, como o mergulho em naufrágios e a exploração de sítios arqueológicos subaquáticos, especialmente na Ilha de Moçambique, na região Norte.

capital bancário

O plano também enfatiza a importância de proteger o património cultural subaquático do país, que inclui mais de 300 navios naufragados ao largo da costa moçambicana. Para isso, a ratificação da Convenção da UNESCO sobre a Protecção do Património Cultural Subaquático é uma das prioridades.

Mozambique plans to use gas reservoirs to combat climate change

Mozambique is taking an innovative approach to fighting climate change by using its liquefied natural gas (LNG) reservoirs to capture carbon dioxide (CO₂). The measure is part of the National Maritime Spatial Planning Plan (POEM), which was drawn up in 2021 and approved at the end of 2024. The aim of the plan is to integrate gas exploration with sustainable environmental projects, helping to reduce emissions of CO₂, one of the main greenhouse gases.The proposal to use gas reserves for carbon capture aims not only to mitigate the environmental impacts of the LNG industry, but also to make progress in the fight against global warming. Capturing CO₂ is seen as a strategic solution for reducing the amount of carbon dioxide in the atmosphere, helping to combat climate change.

Gas exploration and economic potential
Mozambique has vast LNG reserves, which are being exploited by large multinationals such as TotalEnergies, ExxonMobil and Eni. It is estimated that the country’s reserves could generate revenues of up to 100 billion dollars, with Mozambique potentially becoming one of the world’s top ten LNG producers by 2040, accounting for 20% of African production, according to a 2024 study by consultancy Deloitte.
The POEM also highlights the importance of establishing a robust legislative and administrative framework for hydrocarbon exploration, in order to minimize environmental impacts and conflicts with other local activities, such as fishing and tourism. In addition, the plan proposes measures to reduce the ecological effects of industrial and urban infrastructure in coastal areas.

Maritime resources and environmental preservation
With a coastline of 2,700 km and a vast maritime area of 572,000 km², Mozambique has one of the most valuable natural heritages in Africa. The country is home to mangroves, coral reefs and estuaries, as well as conservation areas of 4,600 km², which face challenges such as overfishing, pollution and climate change. The POEM provides for the preservation of these natural resources and the promotion of sustainable tourism, such as shipwreck diving and the exploration of underwater archaeological sites, especially on Mozambique Island, in the northern region.
The plan also emphasizes the importance of protecting the country’s underwater cultural heritage, which includes more than 300 shipwrecks off the Mozambican coast. To this end, ratification of the UNESCO Convention on the Protection of Underwater Cultural Heritage is one of the priorities.

O Contrato de Seguro Automóvel é Transmissível para Terceiros?

No mercado moçambicano, especialmente no sector informal, é frequente ouvir expressões como: “Vendo a viatura XY, motor XY, suspensão 100%, pneus novos (…) seguros em dia.” Os vendedores informais, na sua publicidade sobre a alienação de veículos, frequentemente apresentam o contrato de seguro como um “item” transmissível juntamente com o veículo.

A questão central que se coloca é: Com a alienação de um veículo seguro, o contrato de seguro é automaticamente transferido para o comprador?

O Contrato de Seguro de Responsabilidade Civil Automóvel

A análise incide sobre o seguro obrigatório de responsabilidade civil automóvel (informalmente conhecido como seguro contra terceiros), uma cobertura imposta pelo Estado através da Lei n.º 2/2003, de 21 de Janeiro, aplicável a todos os veículos automóveis e seus reboques que circulem em território nacional. Embora a questão também possa ser analisada no contexto da cobertura facultativa de Danos Próprios, o foco aqui é no seguro obrigatório.

Embora seja comum no comércio informal incluir o contrato de seguro na venda do veículo, é juridicamente incorreto anunciar a alienação de um veículo e indicar que o respectivo seguro será automaticamente transferido para o novo proprietário. Tal prática viola as disposições legais e cria expectativas erradas para os compradores.

O Que diz a lei?

Nos termos das Condições Gerais da Apólice Uniforme de Responsabilidade Civil Automóvel, aprovadas pelo Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique (ISSM) através do Aviso n.º 2/2016, de 4 de março, o artigo 11.º, n.º 1 estipula:

“O presente contrato de seguro não se transmite em caso de alienação do veículo, cessando os seus efeitos 24 horas após o próprio dia da alienação, salvo se for utilizado pelo tomador do seguro para assegurar o novo veículo.”

Isso significa que, ao vender ou transferir o veículo, o contrato de seguro associado não acompanha automaticamente a transação. O seguro automóvel é considerado pessoal (intuitu personae), ou seja, está vinculado ao tomador original e não ao veículo. Assim, o seguro cessa os seus efeitos 24 horas após a alienação, salvo se o tomador optar por reutilizá-lo para um novo veículo.

A Excepção permitida pela lei

A norma abre uma exceção: o tomador do seguro (antigo proprietário) pode transferir o contrato de seguro para um novo veículo adquirido, desde que manifeste essa intenção. Neste caso, o seguro não é encerrado, permanecendo válido para o novo veículo.

Recomendações e consequências jurídicas

É essencial compreender que o contrato de seguro não é automaticamente transferido ao novo proprietário do veículo. Após a alienação, é recomendável que o novo proprietário celebre um contrato de seguro próprio. Caso contrário, poderá enfrentar situações em que o seguro se revele ineficaz, deixando de cobrir eventuais danos causados a terceiros.

Esta disposição legal visa proteger as seguradoras e garantir que o seguro esteja sempre associado a quem efetivamente utiliza o veículo. Desta forma, assegura-se que a cobertura é válida e que os danos a terceiros são devidamente indemnizados.

Considerações finais

Em suma, o contrato de seguro de responsabilidade civil automóvel não é transferível no acto de venda do veículo e cessa 24 horas após a alienação, salvo se reutilizado pelo antigo proprietário para outro veículo. Para garantir conformidade legal e protecção adequada, é essencial que o novo proprietário celebre um novo contrato de seguro. Esta prática protege tanto a seguradora como o utilizador, promovendo uma utilização responsável e regulamentada dos veículos em circulação.

Créditos: Nicolau Félix Vilanculos
Gestor de Sinistros e Assistente Jurídico

Moçambique já exporta energia para sete países

Moçambique consolidou-se como um dos principais produtores de energia elétrica na África Austral, exportando eletricidade para sete países vizinhos em 2023. A África do Sul destacou-se como o maior importador, adquirindo aproximadamente 80% da energia moçambicana.

Exportações de energia elétrica atingem recorde

De acordo com o Anuário do Instituto Nacional de Estatística (INE) de 2023, Moçambique exportou um total de 11.585 GWh de eletricidade. Deste montante, 9.079 GWh foram destinados à África do Sul, reafirmando sua posição como principal cliente. Outros países importadores incluíram o Zimbábue (878 GWh), Botsuana (396 GWh), Zâmbia (235 GWh), Essuatíni (132 GWh), Lesoto (97 GWh) e Maláui (4 GWh).

Participação no Mercado de Energia da África Austral

Além das exportações directas, Moçambique também participou do Mercado de Energia da África Austral (SAPP), exportando 765 GWh em 2023. Embora este valor represente uma diminuição em relação à média anual de 1.000 GWh desde 2019, destaca a contínua integração do país no mercado regional de energia.

Crescimento de 9% nas exportações de energia em 2023

O Relatório e Contas de 2023 da Electricidade de Moçambique (EDM) indica um aumento de 9% nas exportações de eletricidade em relação a 2022, estabelecendo um novo recorde. Marcelino Gildo Alberto, então Presidente do Conselho de Administração da EDM, afirmou que este desempenho reforça o objectivo de posicionar Moçambique como um polo regional de energia. Destacou ainda o aumento das vendas para o Botsuana e a recuperação de uma dívida de 22 milhões de dólares da ZESCO, empresa congénere da Zâmbia.

Diversificação da matriz energética

Moçambique possui uma matriz energética diversificada, com predominância de fontes hidroeléctricas e térmicas. O país tem investido em projectos de energias renováveis para aumentar a capacidade de produção e atender à crescente demanda interna e externa. Entre os projetos em desenvolvimento, destaca-se o Parque Solar de Metoro, na província de Cabo Delgado, com capacidade de 41 MW, que contribuirá para a expansão da oferta de energia limpa.

Impacto económico das exportações de energia

As exportações de energia elétrica têm um impacto significativo na economia moçambicana, gerando receitas substanciais e fortalecendo as relações comerciais com os países vizinhos. Ademais, a posição estratégica de Moçambique como fornecedor de energia contribui para a estabilidade energética da região, promovendo o desenvolvimento econômico e a integração regional.

Desafios e perspectivas para o sector energético moçambicano

Apesar dos avanços, o sector energético de Moçambique enfrenta desafios, como a necessidade de expandir a infra-estrutura de transmissão e distribuição para atender à demanda crescente e reduzir as perdas técnicas. O governo, em parceria com instituições internacionais, tem implementado programas para melhorar a eficiência energética e ampliar o acesso à eletricidade nas áreas rurais, visando alcançar uma cobertura nacional mais abrangente.

Em resumo, Moçambique tem demonstrado um progresso notável no sector energético, consolidando-se como um fornecedor crucial de eletricidade na África Austral. Com investimentos contínuos e estratégias voltadas para a sustentabilidade e expansão da capacidade produtiva, o país está bem posicionado para enfrentar os desafios futuros e aproveitar as oportunidades no mercado regional de energia.

IMOPETRO procura novo fornecedor de combustíveis

A Importadora Moçambicana de Petróleos (IMOPETRO) está à procura de uma nova empresa para o fornecimento e transporte de aproximadamente 1.150 mil toneladas métricas de produtos petrolíferos refinados para o país.

Para o efeito, a IMOPETRO acaba de lançar um concurso internacional para a contratação do novo fornecedor de combustíveis, que chegará a Moçambique através dos portos de Maputo, Beira, Nacala e Pemba.

Dados da importadora a que o “Notícias” teve acesso apontam que as quantidades previstas no novo concurso de importação irão assegurar a disponibilidade do recurso no mercado nacional durante seis meses, contando a partir de Abril do presente ano, sendo 240 mil toneladas de gasolina, 50 mil de Jet e 860 mil de gasóleo.

De acordo com a fonte, o concurso será regido pelos procedimentos relativos aos concursos internacionais similares aos especificados nas directrizes do Banco Mundial: Procurement Under BRD Loans and IDA Credits.

“Ainda temos um contrato em andamento que continuará a assegurar a disponibilidade dos produtos petrolíferos no mercado moçambicano no período antes da entrada em vigor do contrato com a nova entidade”, disse.

Todo o combustível líquido à venda em Moçambique (gasóleo, gasolina e combustível para aviões) e o gás de petróleo liquefeito (GPL) é importado via marítima, em cargueiros especiais.

O processo está centralizado por lei numa única entidade, a IMOPETRO, detida pelas distribuidoras de produtos petrolíferos que operam no país.

As quantidades a serem importadas correspondem à demanda de produtos petrolíferos em Moçambique.

Refira-se que as propostas das empresas para o concurso que se realiza, por regra, de seis em seis meses, serão abertas no dia 21 do mês em curso.

Airlink decide manter voos para Moçambique

A companhia aérea sul-africana Airlink anunciou que continuará a operar voos regulares para Moçambique, após ter considerado suspender as operações devido a um caso judicial que levantou receios de apreensão das suas aeronaves. A decisão inicial de suspensão foi motivada por uma reclamação judicial que resultou numa ordem de apreensão de uma das suas aeronaves, emitida pelo Tribunal Judicial de Nampula.

O litígio teve origem num incidente ocorrido a 7 de Dezembro de 2024, no Aeroporto O.R. Tambo, em Joanesburgo, envolvendo passageiros moçambicanos que foram retirados de um voo devido a comportamento considerado inadequado. Em resposta, o Tribunal Judicial de Nampula emitiu, a 28 de Dezembro, uma ordem de apreensão da aeronave Embraer ERJ-135, propriedade da Airlink, como parte do processo de compensação de danos.

Garantias das autoridades e decisão de reverter a suspensão

Apesar da ordem judicial, a Airlink informou ter recebido garantias das autoridades sul-africanas e moçambicanas de que a apreensão não seria executada. Segundo Rodger Foster, director-geral da Airlink, “Embora haja uma possibilidade de apreensão da nossa aeronave, enquanto a ordem do Tribunal de Nampula não for retirada, foi-nos garantido que as autoridades locais não executarão a medida.”

Com base nestas garantias, a companhia recuou na decisão de suspender os voos e decidiu manter as operações regulares para Moçambique. O caso está a ser tratado pelas autoridades de aviação civil de ambos os países, incluindo o Instituto de Aviação Civil de Moçambique (IACM) e o Ministério dos Transportes e Comunicações.

Disputa de jurisdição e argumentos da Airlink

Na sua defesa, a Airlink argumenta que os tribunais moçambicanos não têm jurisdição sobre aeronaves registadas fora do país, uma vez que o incidente ocorreu na África do Sul. A empresa também classificou a reclamação como inválida, reforçando que o litígio deve ser tratado no país onde os factos ocorreram.

A companhia aérea assegura cerca de 70% das viagens comerciais regulares entre Moçambique e a África do Sul, com voos para Nampula, Maputo, Beira, Tete, Vilankulo e Pemba. Estas operações são realizadas ao abrigo do Acordo Bilateral de Serviços Aéreos, que rege a relação entre os dois países no sector de aviação.

Impacto económico e importância das operações

A decisão da Airlink de manter os voos para Moçambique é crucial para garantir a continuidade das ligações aéreas entre os dois países, fundamentais para o comércio, turismo e mobilidade de pessoas. A suspensão das operações teria um impacto significativo na economia moçambicana, particularmente nas regiões dependentes de voos regulares para as suas actividades comerciais.

Este caso também ressalta a necessidade de maior coordenação entre os sistemas judiciais e as autoridades de aviação dos dois países para evitar conflitos que possam prejudicar o sector de transporte aéreo e as relações bilaterais.

O caso judicial envolvendo a Airlink sublinha a complexidade das relações internacionais no sector da aviação, onde as disputas legais podem rapidamente escalar para questões económicas e diplomáticas. Embora a situação tenha sido temporariamente resolvida, a disputa jurídica em curso exige uma resolução clara e coordenada para evitar futuros litígios que possam colocar em risco a conectividade aérea entre Moçambique e a África do Sul.

JSW Steel enfrenta obstáculos legais e políticos em projecto estratégico de carvão

A JSW Steel enfrenta novos desafios na sua tentativa de adquirir activos de carvão de coque em Moçambique. A transacção de 73,75 milhões de dólares para a compra de 92,19% da Minas de Revuboè (MdR), do espólio do magnata australiano Ken Talbot, está suspensa devido a um litígio legal e a uma complexa disputa pelo controlo da concessão mineira.

Disputas e contexto político

Em Junho de 2024, o Governo moçambicano revogou a licença de mineração da MdR, avaliada em cerca de 50 mil milhões de dólares, um valor que reflecte o potencial económico dos recursos minerais presentes na concessão, localizada na Bacia de Moatize. Este montante representa uma estimativa baseada na quantidade e qualidade do carvão de coque, bem como na sua viabilidade económica, mas não o valor de mercado directo da licença. Dois meses depois, foi aberta uma janela de 30 dias para objecções à concessão ser atribuída à Stonecoal SA, uma empresa com vínculos indirectos à Jindal Steel & Power Ltd. (JSPL), liderada pelo irmão mais novo do Presidente da JSW Steel, Naveen Jindal.

A situação é agravada pela instabilidade política em Moçambique. Após as controversas eleições de Outubro de 2024, o país enfrentou uma onda de protestos violentos. A resolução do caso dependerá da nova administração, liderada por Daniel Chapo, que assumirá a presidência em 15 de Janeiro de 2025 e terá como prioridade atrair e estabilizar investimentos internacionais.

Acção legal e arbitragem internacional

A MdR contestou a revogação da concessão, iniciando processos judiciais em Moçambique e uma arbitragem no Centro Internacional para Resolução de Disputas sobre Investimentos (ICSID), em Genebra. A empresa alega que a rescisão foi ilegal e desconsiderou circunstâncias anteriores, incluindo disputas fundiárias que causaram força maior. A primeira reunião do tribunal de arbitragem está prevista para o início de 2025.

Impactos para a JSW Steel

A aquisição é estratégica para a JSW, proporcionando acesso a mais de 280 milhões de toneladas de carvão de coque premium, crucial para alcançar as suas metas de produção de 37 milhões de toneladas por ano até 2025 e 50 MTPA até 2030. A perda da concessão constitui um revés significativo para os planos da empresa de garantir matérias-primas essenciais.

Relações complexas

A agência Bloomberg, reporta que o caso também expõe a competição entre os irmãos Sajjan e Naveen Jindal, que lideram empresas concorrentes dentro do império industrial fundado pelo falecido OP Jindal. Embora Naveen tenha negado ligação directa da JSPL à Stonecoal, o envolvimento de directores da sua empresa levanta questões sobre conflitos de interesses.

Perspectivas e desafios

O desfecho do litígio terá implicações importantes para os sectores da mineração e energia de Moçambique, já impactados por factores como instabilidade política e atrasos em projectos estratégicos, como os de gás natural liquefeito liderados pela TotalEnergies e ExxonMobil. A resolução da disputa será um teste crucial para o ambiente de negócios no país, afectando a confiança de investidores estrangeiros e o futuro de grandes transacções como a da JSW Steel.