Sunday, June 14, 2026
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Como a banca promove o desenvolvimento sustentável em Moçambique

O sector bancário em Moçambique tem desempenhado um papel fundamental na promoção do desenvolvimento sustentável, integrando práticas que equilibram o crescimento económico, a inclusão social e a protecção ambiental.

Financiamento de projectos de energia renovável

Os bancos têm sido cruciais no financiamento de projectos de energia limpa. Um exemplo notável é o empréstimo de 54 milhões de dólares aprovado pelo Banco Africano de Desenvolvimento para o primeiro parque eólico de grande escala em Moçambique, localizado na Namaacha, com uma capacidade de 120 MW.

Com as fontes de energia de Moçambique actualmente dominadas pela energia hidroeléctrica e pelo gás, o projecto do parque eólico da Namaacha ajudará a reduzir as emissões anuais de CO2 em aproximadamente 71.816 toneladas, contribuindo para os compromissos do país no âmbito do acordo climático de Paris.

O projecto apoiará o crescimento económico, a criação de emprego e a melhoria dos padrões de vida. Durante a construção, criará 600 postos de trabalho, dos quais cerca de 120 serão destinados a mulheres e 300 a jovens. Quando estiver operacional, serão criados 20 postos de trabalho permanentes, com ênfase na inclusão de género e jovens.

Programas de bancarização e inclusão financeira

A expansão dos serviços bancários para áreas rurais é essencial para o desenvolvimento sustentável. O projecto “Um Distrito, Um Banco” tem como objectivo acelerar a bancarização nas zonas rurais, garantindo cobertura total da rede bancária e promovendo a inclusão financeira das populações mais isoladas.

Para tal, o Governo colocará à disposição das instituições financeiras, facilidades para a instalação e estabelecimento de agências, em 72 distritos, dentro de um prazo de 4 anos.

Práticas internas de sustentabilidade

Instituições bancárias como o Moza Banco adoptam políticas de sustentabilidade que orientam a condução dos negócios com ética, transparência e compromisso com o desenvolvimento sustentável. Estas práticas incluem a prevenção e gestão de riscos socioambientais, promovendo um relacionamento responsável com todas as partes interessadas.

O Moza patrocina fundamentalmente projectos enquadrados na sua política de Responsabilidade Social, abarcando essencialmente intervenções nas áreas da Cultura, Educação e Saúde.

Os recursos são limitados. Assim, a Política de Patrocínio, que cumpre as directrizes traçadas no Planeamento Estratégico do Banco, obriga a que todos os pedidos recebidos obedeçam a uma rigorosa avaliação, nomeadamente no que diz respeito aos objectivos, documentação apresentada, prazos e modo de apresentação da prestação de contas.

Reconhecimento de iniciativas sustentáveis

O Absa Bank Moçambique foi distinguido com o Prémio de Melhor Banco para o Desenvolvimento Sustentável Moçambique 2023, atribuído pela Global & Finance Magazine.

Este reconhecimento reflecte o compromisso do Banco no desenvolvimento económico, social e ambiental do País. As suas acções impactam positivamente as comunidades onde opera, através do seu compromisso com as várias acções de sustentabilidade, destacando-se a protecção ambiental, a inclusão social, o empoderamento dos jovens e a igualdade de género, nas comunidades onde opera.

Parcerias para o empoderamento jovem e sustentabilidade

O Banco UBA, em parceria com a Fundação Tony Elumelu, a UNICEF Generation Unlimited e a Fundação IKEA, apresentou um projecto durante a 78ª Assembleia Geral das Nações Unidas.

Este programa visa capacitar a juventude africana a enfrentar a tripla crise planetária das alterações climáticas, perda de biodiversidade e escassez de recursos. Num mundo onde os desafios ambientais se tornam cada vez mais urgentes, a Fundação Tony Elumelu, a UNICEF Generation Unlimited e a Fundação IKEA uniram forças para criar uma iniciativa dinâmica que não só terá um impacto significativo no ambiente, mas também proporcionará oportunidades de emprego sustentáveis para os cidadãos, sendo que, de acordo com os dados do Inquérito de Orçamento Familiar (IOF) 2022 do Instituto Nacional de Estatística, indicam que o desemprego afecta cerca de 18,4% dos jovens em Moçambique.

Considerações finais

A banca em Moçambique está a desempenhar um papel vital na promoção do desenvolvimento sustentável, através do financiamento de projectos ecológicos, expansão da inclusão financeira, adoção de práticas empresariais responsáveis e apoio a iniciativas que capacitam as comunidades locais. Estas acções não só impulsionam o crescimento económico, mas também asseguram que este progresso seja equilibrado e sustentável a longo prazo.

How the Banking Sector Promotes Sustainable Development in Mozambique

The banking sector in Mozambique has played a pivotal role in promoting sustainable development by integrating practices that balance economic growth, social inclusion, and environmental protection.

Financing Renewable Energy Projects

Banks have been crucial in financing clean energy projects. A notable example is the $54 million loan approved by the African Development Bank for Mozambique’s first large-scale wind farm, located in Namaacha, with a capacity of 120 MW. With Mozambique’s energy sources currently dominated by hydroelectric power and gas, the Namaacha wind farm project will help reduce annual CO2 emissions by approximately 71,816 tons, contributing to the country’s commitments under the Paris Climate Agreement.

The project will support economic growth, job creation, and an improvement in living standards. During construction, it will create 600 jobs, with approximately 120 allocated to women and 300 to young people. Once operational, the project will generate 20 permanent jobs, with a focus on gender and youth inclusion.

Banking and Financial Inclusion Programs

Expanding banking services to rural areas is essential for sustainable development. The “One District, One Bank” project aims to accelerate financial inclusion in rural areas, ensuring complete banking network coverage and promoting financial inclusion for more isolated populations.

To achieve this, the government will provide financial institutions with facilities to establish agencies in 72 districts within a four-year period.

Internal Sustainability Practices

Banking institutions like Moza Banco have adopted sustainability policies that guide business operations with ethics, transparency, and commitment to sustainable development. These practices include the prevention and management of socio-environmental risks, promoting responsible relationships with all stakeholders.

Moza Banco sponsors projects aligned with its Social Responsibility Policy, primarily focusing on interventions in the fields of culture, education, and health. As resources are limited, the Sponsorship Policy, in line with the Bank’s Strategic Planning guidelines, mandates that all requests undergo a strict evaluation, particularly regarding objectives, presented documentation, deadlines, and accountability processes.

Recognition of Sustainable Initiatives

Absa Bank Mozambique was awarded the 2023 Best Bank for Sustainable Development Mozambique Award by Global & Finance Magazine. This recognition reflects the bank’s commitment to Mozambique’s economic, social, and environmental development. Its actions positively impact the communities in which it operates through its sustainability efforts, particularly in environmental protection, social inclusion, youth empowerment, and gender equality.

Partnerships for Youth Empowerment and Sustainability

UBA Bank, in partnership with the Tony Elumelu Foundation, UNICEF Generation Unlimited, and the IKEA Foundation, presented a project during the 78th United Nations General Assembly. This program aims to empower African youth to address the triple planetary crisis of climate change, biodiversity loss, and resource scarcity. In a world where environmental challenges are becoming increasingly urgent, these organizations have joined forces to create a dynamic initiative that will not only have a significant environmental impact but also provide sustainable job opportunities. According to the 2022 Household Budget Survey (IOF) by the National Statistics Institute, unemployment affects around 18.4% of youth in Mozambique.

Final Considerations

The banking sector in Mozambique plays a vital role in promoting sustainable development through financing ecological projects, expanding financial inclusion, adopting responsible business practices, and supporting initiatives that empower local communities. These actions not only drive economic growth but also ensure that progress is balanced and sustainable in the long term.

Economic Linkages for Diversification: Expansão digital e sustentabilidade empresarial

Conectar os factores que possibilitam o crescimento de Moçambique aos investimentos em tecnologia pode transformar a vida da população. Foi pensando nesse impacto social que surgiu o projecto “Economic Linkages for Diversification” (“Vínculos económicos para diversificação”, em tradução livre).

Esta iniciativa realizada junto ao Ministério da Economia e Finanças de Moçambique, com financiamento do Banco Mundial, apoiará os esforços de transformação digital do país por meio de um acordo de empréstimo que soma cerca de US$100 milhões.

O objectivo é fortalecer o desempenho das Micro, Pequenas e Médias Empresas (MSMEs) em Moçambique através de vínculos económicos. O projecto prioriza as províncias de Cabo Delgado, Tete e Nampula. O projecto visa promover a capacidade, qualidade, financiamento e acesso aos mercados das MSMEs moçambicanas.

Este treinamento será oferecido aos beneficiários de vínculos de consumo, alcançando ao longo do tempo mais de 9.000 empresas.

Continue a leitura para entender melhor o impacto social que estes investimentos em tecnologia possibilitarão ao país.

Menos de 5% das empresas utilizam soluções digitais

O cenário socio-económico de Moçambique apresenta grandes desafios. Falando do contexto das famílias, somente uma em cada três têm acesso à água potável, uma em cada dez ao saneamento, e uma em cada quatro à eletricidade. Das 189 nações listadas no Índice de Desenvolvimento Humano, Moçambique ocupa a 180ª posição (2019).

É importante também considerar que, em Moçambique, o sector informal ainda representa a maioria das empresas do país. São, principalmente, pequenos agricultores e empresas familiares. Estima-se que cerca de 89% das empresas sejam informais e que elas representam 30,9% do PIB nacional. As micro-empresas informais, quando comparadas às formais, vendem cerca de 14 vezes menos, e têm lucros 17 vezes menores. Ademais, são de duas a três vezes menos produtivas.

Outra dificuldade de Moçambique é a baixa escolaridade da população. Em alguns casos, há oportunidades de contratação, porém dificuldade para encontrar pessoas que as atendam. Menos de 5% dos gerentes que trabalham em Maputo, capital de Moçambique, têm escolaridade acima do ensino médio. Na Cidade da Beira, uma das maiores cidades do país, essa parcela de profissionais chega a quase 10%. Em Nampula, está abaixo de 1%. O nível de educação dos trabalhadores das empresas informais também é limitado.

Portanto, a conectividade dos negócios ainda é bastante limitada. Menos de 5% das empresas de Moçambique usam qualquer forma de solução digital para suas actividades comerciais. Na Beira, apenas 3% das empresas têm acesso a um computador, e menos de 2% utilizam a internet para negócios.

Framework para PME’s: Expansão digital e sustentabilidade empresarial

O objectivo do projecto “Economic Linkages for Diversification”, que promoverá grandes investimentos em tecnologia em Moçambique, é gerar impacto social, fortalecendo a actuação das micro, pequenas e médias empresas do país, estabelecendo melhores condições para suas diversas relações económicas e comerciais. E, ao final, isso poderá reflectir na melhora da situação socio-económica da população.

Hoje, os pequenos, médios e grandes negócios enfrentam dificuldades de conectividade, desigualdade económica e disparidades entre géneros. Nesse sentido, o acesso à tecnologia e conectividade podem impactar em mais desenvolvimento profissional. O plano é que, ao longo dos anos, isso se reflcita também na geração de empregos e melhoria das condições de consumo para a população, fortalecendo a busca pela redução da pobreza.

Além disso, o projecto “Economic Linkages for Diversification” está alinhado com a iniciativa Economia Digital do Banco Mundial para a África (DE4A), que visa garantir que todos os indivíduos, empresas e governos na África sejam habilitados digitalmente até 2030. Desta forma, o DE4A possibilita que os investimentos em tecnologia gerem impacto social positivo no desenvolvimento e o uso de plataformas e ferramentas que promovam vínculos econômicos entre empresas e a gestão pública.

Uma das etapas-chave do projecto “Economic Linkages for Diversification” é realizar a consultoria para o design de um framework para uma base de dados de micro, pequenas e médias empresas do país: o SME Data Framework.

Neste cenário, os investimentos em tecnologia possibilitam a expansão de capacidades e sustentabilidade das pequenas, médias e grandes empresas de Moçambique, tornando-as mais competitivas. Isso gera impacto social na contratação de mão de obra, abrindo portas para que mais pessoas consigam melhorar suas rendas familiares. O aprimoramento digital também permitirá que empresas tenham uma melhor presença online, optimizando os vínculos económicos realizados a distância e abrindo caminhos para investimentos estrangeiros.

Leia mais sobre o projecto: Economic Linkages for Diversification

Economic Linkages for Diversification: Digital Expansion and Business Sustainability

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Connecting the factors that enable Mozambique’s growth to technology investments can transform the lives of its population. It was with this social impact in mind that the “Economic Linkages for Diversification” project was created.

This initiative, carried out in collaboration with the Ministry of Economy and Finance of Mozambique, with funding from the World Bank, will support the country’s digital transformation efforts through a loan agreement of approximately US$100 million.

The objective is to strengthen the performance of Micro, Small, and Medium Enterprises (MSMEs) in Mozambique through economic linkages. The project prioritizes the provinces of Cabo Delgado, Tete, and Nampula. It aims to promote the capacity, quality, financing, and access to markets for Mozambican MSMEs.

This training will be provided to consumption linkages beneficiaries, reaching over time more than 9,000 businesses.

Continue reading to better understand the social impact these technology investments will bring to the country.

Less than 5% of businesses use digital solutions

Mozambique’s socio-economic landscape presents significant challenges. Regarding the family context, only one in every three people has access to potable water, one in every ten has access to sanitation, and one in every four has access to electricity. Of the 189 nations listed in the Human Development Index, Mozambique ranks 180th (2019).

It is also important to consider that, in Mozambique, the informal sector still represents the majority of businesses in the country. These are mostly small farmers and family businesses. It is estimated that about 89% of businesses are informal and they represent 30.9% of the national GDP. Informal micro-businesses, compared to formal ones, sell about 14 times less and have 17 times lower profits. Moreover, they are two to three times less productive.

Another challenge in Mozambique is the low educational level of the population. In some cases, there are job opportunities, but difficulties in finding qualified candidates. Less than 5% of managers working in Maputo, the capital of Mozambique, have education above high school. In Beira, one of the largest cities in the country, this proportion reaches nearly 10%. In Nampula, it is below 1%. The education level of workers in informal businesses is also limited.

Therefore, business connectivity remains quite limited. Less than 5% of businesses in Mozambique use any form of digital solution for their commercial activities. In Beira, only 3% of businesses have access to a computer, and less than 2% use the internet for business purposes.

SME Framework: Digital Expansion and Business Sustainability

The goal of the “Economic Linkages for Diversification” project, which will promote significant technology investments in Mozambique, is to generate social impact by strengthening the role of micro, small, and medium-sized businesses in the country, establishing better conditions for their various economic and commercial relationships. Ultimately, this could reflect in an improvement in the socio-economic situation of the population.

Today, small, medium, and large businesses face challenges related to connectivity, economic inequality, and gender disparities. In this sense, access to technology and connectivity can impact further professional development. The plan is that, over the years, this will also reflect in job creation and improvement in consumption conditions for the population, strengthening the efforts to reduce poverty.

Additionally, the “Economic Linkages for Diversification” project is aligned with the World Bank’s Digital Economy for Africa (DE4A) initiative, which aims to ensure that all individuals, businesses, and governments in Africa are digitally enabled by 2030. This way, DE4A enables technology investments to generate positive social impact on development and the use of platforms and tools that promote economic linkages between businesses and public administration.

One of the key stages of the “Economic Linkages for Diversification” project is providing consultancy for the design of a framework for a database of micro, small, and medium-sized businesses in the country: the SME Data Framework.

In this scenario, investments in technology enable the expansion of capacities and sustainability for small, medium, and large businesses in Mozambique, making them more competitive. This generates social impact by creating job opportunities, opening doors for more people to improve their family incomes. Digital enhancement will also allow businesses to have a better online presence, optimizing economic linkages made remotely and paving the way for foreign investments.

Empresas isentas ao pagamento de multa

A Autoridade Reguladora da Concorrência (ARC) anunciou um período de seis meses, a partir de 6 de Janeiro de 2025, para que empresas que tenham realizado operações de concentração – incluindo fusões e aquisições – até 31 de Dezembro de 2024, possam regularizar a sua situação sem incorrer em penalizações.

Esta medida visa facilitar a conformidade com a legislação de concorrência em vigor, permitindo às empresas notificarem as suas operações de concentração, previamente não comunicadas à ARC, prática conhecida como gun-jumping. Segundo o regulador, estas operações incluem a aquisição da totalidade ou de parte do capital social, de direitos de propriedade, uso ou fruição sobre activos de uma empresa, ou a celebração de contratos que confiram influência significativa na gestão empresarial.

Requisitos de Notificação e Penalizações

Nos termos da Lei da Concorrência (Lei n.º 10/2013, de 11 de Abril), as notificações destas operações são obrigatórias e devem ser efectuadas antes da sua concretização. Contudo, a ARC decidiu conceder este período excepcional para que as empresas possam corrigir eventuais irregularidades sem consequências legais.

O regulador adverte que, após o prazo estabelecido, serão aplicadas sanções às empresas que não cumprirem a obrigação de notificação. Além disso, reitera que continuará a exercer uma supervisão activa para assegurar o cumprimento das normas de concorrência.

Promoção de concorrência saudável

Com esta iniciativa, a ARC reforça o compromisso de garantir um mercado mais transparente e equitativo, sublinhando que “uma concorrência saudável beneficia toda a economia”. A organização também alerta que futuras operações de concentração deverão cumprir rigorosamente os requisitos de notificação prévia à ARC, sob pena de medidas correctivas e multas.

A ARC enfatiza ainda a importância de seguir os processos estabelecidos, garantindo que as operações de concentração não prejudiquem a competitividade e a justiça no mercado.

Energias limpas representam 10% do crescimento do PIB mundial – revela estudo

As energias limpas têm desempenhado um papel crucial no crescimento económico global. Em 2023, este sector acrescentou 320 mil milhões de dólares à economia mundial, representando 10% do crescimento do PIB. A Allianz Trade destaca que a Europa e a China lideram esta transformação verde, embora com dinâmicas distintas.

China: Líder mundial na produção de energia fotovoltaica

A China consolidou-se como líder na produção de energia fotovoltaica, sendo responsável por cerca de 80% da produção mundial de polisilício, células e módulos solares, e 97% da produção de wafers solares de silicone. Estima-se que, até 2030, a capacidade de fabrico ecológico da China seja 74% superior à do resto do mundo, com dois terços destinados à exportação.

Europa: Medidas de proteccionismo verde

Face ao domínio chinês, a Europa tem implementado medidas de proteccionismo verde para proteger as suas indústrias. As tarifas sobre veículos eléctricos chineses são um exemplo recente. Ademais, a União Europeia está a reforçar a sua política industrial ecológica para estimular a produção nacional e salvaguardar a competitividade estratégica.

Moçambique: Potencial para beneficiar do crescimento das energias limpas

Moçambique possui vastos recursos renováveis, incluindo energia hidroelétrica, solar e eólica, posicionando-se favoravelmente para aproveitar o crescimento global das energias limpas.

O país apresenta uma matriz energética diversificada, com destaque para as seguintes fontes:

  • Energia Hidroelétrica: É a principal fonte de eletricidade no país, representando cerca de 78% da capacidade instalada, com 2.189 MW. Grandes projetos, como a Hidroelétrica de Cahora Bassa, contribuem significativamente para esta capacidade.
  • Gás Natural: Contribui com aproximadamente 16% da capacidade instalada, totalizando 442 MW. Moçambique possui reservas significativas de gás natural, que têm sido exploradas para geração de energia e exportação.
  • Energia Solar: Embora actualmente represente uma pequena parcela da matriz energética, com cerca de 3% e uma capacidade de 75 MW, o país possui um potencial significativo para expansão nesta área. Estima-se que a capacidade instalada possa atingir pelo menos 690 MW até 2030, representando aproximadamente 11% da matriz energética.
  • Energia Eólica: O potencial eólico de Moçambique é considerável, especialmente nas regiões costeiras. Embora ainda subexplorada, há projetos em desenvolvimento para aproveitar esta fonte de energia.
  • Biomassa: O país possui um potencial bioenergético estimado em 2 GW, com projetos prioritários totalizando 128 MW, especialmente nas províncias da Zambézia, Sofala, Niassa e Maputo.

Investimentos em infra-estruturas energéticas

O país tem atraído investimentos significativos em infraestruturas energéticas. O programa PROLER, por exemplo, visa desenvolver quatro projetos de energias renováveis com uma capacidade total instalada de cerca de 160 MW, incluindo projetos solares em Dondo, Manje e Chimbunila, e um projeto eólico em Jangamo.

Acesso à energia e desenvolvimento socio-económico

A expansão das energias renováveis em Moçambique pode aumentar o acesso à energia para a população, impulsionando o desenvolvimento socioeconómico. Programas como o GET FiT Moçambique foram concebidos para melhorar as condições de investimento privado em energia renovável, contribuindo para um caminho de desenvolvimento ambientalmente sustentável no país.

Criação de emprego e capacitação

O desenvolvimento do sector das energias renováveis tem o potencial de criar empregos e capacitar a força de trabalho local. Por exemplo, iniciativas apoiadas pelo AECF em Moçambique têm como objetivo proporcionar acesso a produtos e serviços de energia limpa e de baixo custo a mais de 600.000 famílias rurais e periurbanas, criando empregos e reduzindo a pobreza.

O crescimento das energias limpas a nível mundial apresenta uma oportunidade significativa para Moçambique. Com recursos renováveis abundantes e investimentos estratégicos, o país está bem posicionado para beneficiar deste crescimento, promovendo o desenvolvimento sustentável, aumentando o acesso à energia e criando oportunidades económicas para a sua população.

Tirupati Graphite nomeia novo responsável para projectos em Moçambique e Madagáscar

A Tirupati Graphite, empresa britânica cotada na Bolsa de Londres e especializada na exploração e processamento de grafite, anunciou a nomeação de Uday Singh como novo director de projectos para Moçambique e Madagáscar. A decisão faz parte de um amplo processo de reestruturação interna, que visa reforçar a governação corporativa e melhorar a eficiência operacional da empresa nos mercados onde actua. A informação foi divulgada pelo portal Engineering News.

A nomeação de Singh ocorre em um momento estratégico, com a Tirupati Graphite consolidando  a sua presença no sector mineiro em África. A empresa tem apostado fortemente em Moçambique como um dos seus principais pontos de expansão, dado o crescente interesse global pela grafite, mineral essencial na produção de baterias de íons de lítio e em diversas outras aplicações industriais.

Além de Singh, a reestruturação da companhia inclui mudanças no conselho de administração. Anthony James Nieuwenhuys foi indicado como Director-Executivo e co-CEO, cargo que será exercido igualmente com Shishir Poddar. A expectativa é que essa divisão de funções prepare a empresa para uma futura transição completa de poder executivo. A empresa acredita que essas mudanças ajudarão a aumentar a transparência nas decisões e fortalecerão a estratégia global de negócios.

Outras nomeações importantes incluem Harshit Poddar, que assumirá a liderança das áreas de vendas e marketing, e Alastair Bath, que ficará responsável por projectos especiais e comunicações corporativas. A empresa também está em negociações avançadas para contratar um novo director financeiro (CFO), que será baseado em Londres, com a missão de garantir maior controlo e supervisão sobre a estrutura financeira da companhia.

Essas mudanças de gestão acontecem em meio a um processo de transformação interna, iniciado após um grupo de accionistas, representando 5,8% do capital da empresa, ter solicitado uma assembleia-geral extraordinária. O objectivo era contestar a administração anterior e exigir alterações significativas na liderança do conselho. A iniciativa resultou na destituição do então presidente e na reformulação da alta direcção, agora focada em adoptar medidas rigorosas para melhorar a governança corporativa e optimizar a tomada de decisões estratégicas.

A reestruturação da Tirupati Graphite tem um impacto directo nos seus projectos em Moçambique, país onde a empresa visa expandir sua exploração mineira de grafite. O mineral, cada vez mais valorizado na indústria tecnológica e energética, está atraindo investimentos significativos em regiões com grande potencial produtivo. Com a nomeação de um responsável dedicado para os projectos no país, a Tirupati Graphite reforça seu compromisso com o desenvolvimento sustentável e com a gestão eficiente dos recursos, alinhando-se às expectativas do mercado global.

Tirupati Graphite appoints new project manager for Mozambique and Madagascar

Tirupati Graphite nomeia novo responsável para projectos em Moçambique e Madagáscar

Tirupati Graphite, a British company listed on the London Stock Exchange and specializing in graphite exploration and processing, has announced the appointment of Uday Singh as its new project manager for Mozambique and Madagascar. The decision is part of a wide-ranging internal restructuring process aimed at strengthening corporate governance and improving the company’s operational efficiency in the markets where it operates. The information was published by Engineering News.

Singh’s appointment comes at a strategic time, with Tirupati Graphite consolidating its presence in the mining sector in Africa. The company has bet heavily on Mozambique as one of its main points of expansion, given the growing global interest in graphite, an essential mineral in the production of lithium-ion batteries and various other industrial applications.

In addition to Singh, the company’s restructuring includes significant changes to the board of directors. Anthony James Nieuwenhuys has been appointed executive director and co-CEO, a position he will share with Shishir Poddar. The expectation is that this division of roles will prepare the company for a future complete transition of executive power. The company believes that these changes will help increase transparency in decision-making and strengthen the global business strategy.

Other important appointments include Harshit Poddar, who will take over leadership of the sales and marketing areas, and Alastair Bath, who will be responsible for special projects and corporate communications. The company is also in advanced negotiations to hire a new chief financial officer (CFO), who will be based in London, with the mission of ensuring greater control and supervision over the company’s financial structure.

These management changes come amid a process of internal transformation, which began after a group of shareholders, representing 5.8% of the company’s capital, requested an extraordinary general meeting. The aim was to challenge the previous administration and demand significant changes in the board’s leadership. The initiative resulted in the dismissal of the then chairman and the reformulation of senior management, now focused on adopting strict measures to improve corporate governance and optimize strategic decision-making.

Tirupati Graphite’s restructuring has a direct impact on its projects in Mozambique, a country where the company aims to expand its graphite mining operations. The mineral, which is increasingly valued in the technology and energy industries, is attracting significant investment in regions with great production potential. With the appointment of a dedicated project manager in the country, Tirupati Graphite is reinforcing its commitment to sustainable development and efficient resource management, in line with global market expectations.

Syrah Resources da Austrália garante perdão de empréstimo em meio à agitação no país

A Syrah Resources da Austrália disse na terça-feira que garantiu uma isenção para eventos de inadimplência sob seu empréstimo da United States International Development Finance Corporation (DFC) de US$ 150 milhões, concedendo-lhe alívio após interrupções operacionais em sua operação de grafite de Balama em Moçambique devido aos protestos em andamento em todo o país.

A empresa suspendeu as operações em sua principal mina de grafite em dezembro, após interrupções causadas por protestos liderados por fazendeiros desde setembro de 2024. Apesar da suspensão, a Syrah não deixou de pagar nenhuma obrigação de empréstimo.

A mineradora sediada em Melbourne recebeu uma parcela de US$ 53 milhões em novembro de 2024, que agora está disponível para o capital de giro da Balama.

Embora o saldo restante esteja comprometido, “mais desembolsos de empréstimos do DFC não estão disponíveis enquanto as operações de Balama estiverem bloqueadas pelas acções de protesto”, disse Syrah em um comunicado.

“As condições operacionais em Moçambique são desafiadoras, com protestos nacionais em andamento associados às eleições gerais causando perturbações generalizadas em todo o país”, acrescentou.

A Syrah disse que está colaborando activamente com a DFC e o Departamento de Energia dos EUA em relação a esses eventos de inadimplência, já que os protestos nacionais continuam a interromper as operações em Moçambique.

As acções da mineradora subiram 2,3%, para A$ 0,22 no início do pregão.

Importação de GNL é uma necessidade essencial para a África do Sul

A África do Sul importa cerca de 90% da sua procura de gás natural de Moçambique, mas prevê-se que o fornecimento de gás cesse no primeiro trimestre de 2028, na sequência do rápido declínio da produção das instalações de processamento de Pande-Temane, operadas pela Sasol.

Por conseguinte, os responsáveis políticos do país devem tomar decisões essenciais para evitar a escassez de abastecimento de gás num futuro próximo.

Na semana passada, a Sasol confirmou que está a reduzir a produção de gás natural nas suas instalações de Pande para garantir a segurança do seu pessoal e dos seus bens, no meio da agitação generalizada que se seguiu às eleições de outubro em Moçambique. “Informámos vários utilizadores de gás e os nossos clientes de que não somos capazes de fornecer gás a taxas de produção totais para manter a estabilidade da infraestrutura da cadeia de valor do gás e da rede de gasodutos”.

De acordo com a Global LNG Database®, dois projectos de importação de LNG foram propostos para serem construídos dentro e fora da África do Sul, com o objectivo de fornecer GNL regaseificado ao país.

O projecto mais avançado é o projecto de importação de GNL flutuante da Matola, proposto pela TotalEnergies, com uma capacidade de 2,5 MMT/ano, em Moçambique, que exportaria o GNL regaseificado através do actual gasoduto da Rompco para as maiores cidades da África do Sul, Joanesburgo e Pretória.

O operador francês espera tomar uma decisão final de investimento sobre o projecto em 2025, com um arranque em 2027.

Uma vez que a infra-estrutura de transporte de gás necessária para este projecto está disponível, este poderia ser iniciado num curto espaço de tempo; no entanto, a instável situação política em Moçambique pode prejudicar o seu desenvolvimento.

O segundo projeto proposto é o projeto de importação de GNL flutuante de Richards Bay, com uma capacidade de 2 MMT/ano, que deverá fornecer GNL regaseificado a Durban a partir de 2028.

Informações perfeitas sobre os projectos mundiais de importação/exportação de GNL, como os “projectos de importação de GNL da Matola e da Baía de Richards”, estão disponíveis na Global LNG Database®. Saiba mais em: https://lnkd.in/dSG73cW