Sunday, April 19, 2026
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CCMUSA Amplia rede com 20 novas empresas focando em oportunidades comerciais

A Câmara de Comércio Moçambique-EUA (CCMUSA) reforça a sua posição como um catalisador de parcerias estratégicas ao anunciar, no dia 2 de Dezembro, a integração de 20 novas empresas à sua rede. Este movimento visa potenciar relações comerciais, promover oportunidades de negócio e fortalecer as sinergias entre os mercados moçambicano e norte-americano.

Durante o anúncio, Onório Manuel, Presidente da CCMUSA, sublinhou o compromisso da instituição em fomentar um ambiente de negócios dinâmico, mesmo perante os desafios de instabilidade no país. “Estamos confiantes na capacidade de superar obstáculos e em continuar a promover parcerias que beneficiem os nossos membros e a economia moçambicana”, destacou.

Empresas em destaque na nova rede da CCMUSA

As novas empresas abrangem uma ampla gama de sectores estratégicos, reforçando a diversidade e a capacidade de resposta da Câmara às necessidades do mercado. Entre os novos membros, destacam-se:

  1. Ecolog Mozambique: Líder em gestão de activos, oferecendo soluções inovadoras nos sectores industrial e de infra-estruturas.
  2. International Facilities Services Mozambique: Especialista em restauração e gestão de instalações, com foco na optimização de espaços corporativos.
  3. Civitas Partner Group: Investe em energia, infraestruturas e logística, promovendo o desenvolvimento económico na África Subsaariana.
  4. Tempos Correctores de Seguros: Referência em benefícios para funcionários e soluções acessíveis no mercado africano de seguros.
  5. Moz Coating Construction: Especialista em inspecção e aplicação na construção civil, com uma equipa de profissionais qualificados.
  6. Mozambique Broadcasting Company (MBC): Canal de televisão nacional comprometido com conteúdos informativos, educativos e de entretenimento que destacam a economia do país.
  7. Continental Cleaners: Fornecedora de soluções sustentáveis de limpeza e paisagismo para espaços corporativos e residenciais.
  8. Gás e Petróleo, Consultores e Serviços: Consultora de referência no sector energético, com foco em projectos de petróleo, gás e mineração.

Um futuro promissor para o comércio bilateral

A adesão destas empresas não só amplia a representatividade da CCMUSA, mas também reforça o papel da instituição como plataforma de ligação entre Moçambique e os Estados Unidos. Com sectores como energia, infra-estruturas, comunicação e serviços no centro das atenções, a Câmara espera continuar a alavancar novas oportunidades que contribuam para o crescimento sustentável e para a internacionalização das empresas moçambicanas.

Este movimento estratégico reflecte o compromisso da CCMUSA em actuar como um pilar de desenvolvimento, promovendo um futuro mais próspero para os seus membros e para o panorama económico do país.

MISAU lança projecto de digitalização de hospitais para reduzir custos

O ministro da Saúde moçambicano lançou recentemente, em Maputo, o projecto de digitalização das unidades hospitalares de Moçambique que visa reduzir custos com a impressão de processos clínicos e melhorar o atendimento ao paciente.

“O uso de um sistema digital permitirá reduzir os custos com a impressão de processos clínicos, blocos de receita, instrumentos de recolha de dados, entre outros. Permite reduzir a duplicação de exames médicos que, para além de criar custos desnecessários, aumenta a morosidade na assistência médica”, disse Armindo Tiago, durante o lançamento do projecto no Hospital Geral de Mavalane, em Maputo, onde já está a ser implementado em fase piloto.

O “Projecto de Digitalização das Unidades Sanitárias” visa reduzir as limitações impostas pelo uso do papel nos registos médicos, minimizando, assim, os riscos de perda de informações, duplicação de procedimentos e atrasos nos serviços, indica o Ministério da Saúde.

Além da redução de custos, Armindo Tiago apontou ainda a melhoria no atendimento ao paciente, gestão baseada em informação, eficiência nos serviços e na gestão de ‘stocks’ como os principais benefícios do projeto de digitalização, que deverá também permitir o acesso à informação em tempo real.

“Queremos eliminar as limitações físicas dos arquivos em papel, promovendo uma gestão integrada e mais segura. Assim sendo, o risco de perda de processos e a duplicação de tratamentos comuns nos registos manuais serão drasticamente reduzidos, permitindo que os profissionais de saúde se concentrem no que realmente importa: prestar um atendimento médico de qualidade à população”,

Para o ministro da Saúde moçambicano, o lançamento do projeto representa ainda um “passo significativo” para o futuro da saúde em Moçambique, no qual a tecnologia e a humanidade se unem para “proporcionar um cuidado mais eficiente, acessível e de alta qualidade”.

“A digitalização do sistema de informação em saúde vai muito mais além do que a simples recolha de dados. Trata-se de uma transformação que torna as informações em saúde acessíveis, seguras e úteis para os diferentes níveis de atendimento em saúde”, destacou Tiago.

O país tem um total de 1.778 unidades de saúde, 107 das quais são postos de saúde, três são hospitais especializados, quatro hospitais centrais, sete são gerais, sete provinciais, 22 rurais e 47 distritais, segundo dados do Ministério da Saúde consultados pela Lusa.

BdM Reafirma compromisso com estabilidade de preços e crescimento sustentável

Conforme detalhado no relatório ECONOMIC OUTLOOK AND INFLATION FORECASTS Nº 55, 13º ano, Setembro 2024, o Governador do Banco de Moçambique destacou a importância da estabilidade de preços como pilar essencial para a proteção do poder de compra dos cidadãos e para a promoção do crescimento económico equilibrado e sustentável no país. Segundo o documento, o mandato primordial da instituição é garantir que a inflação permaneça baixa, estável e em um dígito no médio prazo, criando um ambiente macro-económico favorável para poupanças, investimentos e redução das incertezas económicas.

O Papel do Comité de Política Monetária (MPC)

Para alcançar este objectivo, o Banco de Moçambique atua através do Comité de Política Monetária (MPC), composto pelo Governador, Vice-Governador, membros da administração e convidados permanentes. Este órgão é responsável por definir a Taxa de Política Monetária, conhecida como MIMO, que serve como âncora para operações no mercado interbancário e sinaliza a postura da política monetária. Introduzida em abril de 2017, a taxa MIMO é uma ferramenta crucial para influenciar a inflação através dos canais de expectativas, taxa de câmbio e crédito.

O relatório destaca que as decisões relacionadas à taxa MIMO são baseadas em projeções de inflação e na avaliação de riscos e incertezas económicas ao longo de pelo menos oito trimestres. Caso as projecções se desviem significativamente do objectivo principal da política monetária, o MPC implementará medidas correctivas para reverter as tendências indesejadas.

Reuniões regulares e comunicação transparente

O MPC reúne-se ordinariamente a cada dois meses e pode convocar reuniões extraordinárias sempre que as condições económicas o exijam. As decisões tomadas pelo comité são comunicadas de forma transparente ao público, por meio de comunicados e conferências de imprensa lideradas pelo Governador, reforçando a importância da comunicação aberta na construção da confiança do mercado e dos cidadãos.

Ademais, o relatório de Perspectivas Económicas e Projecções de Inflação (CEPI) é utilizado para divulgar os factores e as razões por trás das decisões do MPC, ampliando o entendimento do público sobre os objectivos e a condução da política monetária no país.

Impacto na economia nacional

A estabilidade de preços promovida pelo Banco de Moçambique tem efeitos significativos no estímulo ao crescimento económico. Taxas de inflação controladas reduzem as incertezas para agentes económicos, criam condições para taxas de juros mais atrativas e incentivam o investimento e a poupança. Este cenário reforça a capacidade do país de sustentar um crescimento económico equilibrado e de atrair investidores, fortalecendo a confiança no sistema financeiro.

Com este compromisso renovado, o Banco de Moçambique reafirma o seu papel central na construção de um futuro económico próspero para o país, promovendo medidas que não apenas estabilizam os preços, mas também fomentam o desenvolvimento económico sustentável e inclusivo.

Nedbank aposta em Moçambique para impulsionar lucros e diversificar operações em África

O Nedbank Group Ltd., quarto maior banco da África do Sul em activos, está a redefinir a sua estratégia no continente africano, buscando reduzir a dependência do mercado sul-africano e aumentar significativamente os lucros provenientes de outros países da região, incluindo Moçambique. Este movimento reflete uma tendência crescente entre bancos sul-africanos que procuram diversificar as suas operações para aproveitar o rápido crescimento económico da África Subsariana, projectado em 3,6% em 2024 e 4,2% em 2025, comparado aos modestos 1,1% da economia sul-africana.

Moçambique como pilar estratégico

Entre os mercados-alvo, Moçambique destaca-se pela sua economia em ascensão, impulsionada pelo sector de gás natural liquefeito (LNG). O país possui reservas significativas que prometem transformar a sua economia, com projectos multibilionários liderados por empresas como a TotalEnergies. O Nedbank, ao expandir sua operação em Moçambique, pretende capitalizar essas oportunidades no sector energético, enquanto contribui para o financiamento de infra-estruturas que possam sustentar o crescimento económico a longo prazo.

Ademais, o banco está posicionado para apoiar o crescimento de pequenos e médios empreendimentos (PMEs) e iniciativas de energia renovável, alinhando-se às necessidades de desenvolvimento sustentável no país.

Desafios e riscos

Apesar do potencial de crescimento, a expansão do Nedbank em Moçambique enfrenta desafios significativos, incluindo:

  • Riscos Políticos e Regulatórios: A instabilidade política e os processos regulatórios complexos podem criar obstáculos para novos investimentos.
  • Volatilidade Cambial: A flutuação do metical em relação ao dólar representa um risco para a rentabilidade das operações locais.
  • Infraestrutura Financeira Limitada: Embora Moçambique esteja a progredir, o sistema financeiro ainda carece de uma base robusta para suportar transacções de grande escala.

Soluções e estratégias

O Nedbank planeia mitigar esses riscos por meio de parcerias estratégicas e iniciativas locais, como:

  • Foco no LNG e Energias Renováveis: Alavancar a experiência no financiamento de grandes projectos energéticos, como o gás natural, e apoiar projectos de energia solar e eólica.
  • Fortalecimento das Operações Locais: Expandir a capacidade em Moçambique para capturar uma maior participação de mercado no sector bancário.
  • Inclusão Financeira: Possível criação de fundos para apoiar pequenas empresas lideradas por mulheres, contribuindo para o desenvolvimento socioeconómico e a redução das desigualdades.

O Papel de Moçambique no crescimento regional

A aposta do Nedbank em Moçambique também está inserida numa visão mais ampla para transformar a sua operação no continente. A meta é que, nos próximos 5 a 10 anos, até 40% dos lucros do banco provenham de mercados fora da África do Sul, um salto significativo dos actuais 9,2%.

A Aposta em Moçambique

Ao fortalecer suas operações em mercados como Moçambique, o banco não apenas contribui para o desenvolvimento económico local, mas também posiciona-se como um parceiro estratégico na dinamização de sectores-chave da economia africana.

O plano de expansão do Nedbank em Moçambique é uma demonstração do potencial transformador da colaboração entre o sector privado e as economias africanas em crescimento. Apesar dos desafios, o país oferece um terreno fértil para investimentos estratégicos, especialmente no sector de recursos naturais e infra-estruturas, destacando-se como um dos pilares da visão do banco para o futuro.

Fonte: Bloomberg

Nedbank bets on Mozambique to boost profits and diversify operations in Africa

Nedbank Group Ltd., South Africa’s fourth-largest bank by assets, is redefining its strategy on the African continent by seeking to reduce dependence on the South African market and significantly increase profits from other countries in the region, including Mozambique. This move reflects a growing trend among South African banks to diversify their operations and tap into the rapid economic growth of Sub-Saharan Africa, projected at 3.6% in 2024 and 4.2% in 2025, compared to South Africa’s modest 1.1% growth.

Mozambique as a Strategic Pillar

Among its target markets, Mozambique stands out due to its burgeoning economy driven by the liquefied natural gas (LNG) sector. The country boasts significant reserves that promise to transform its economy, with multibillion-dollar projects spearheaded by companies like TotalEnergies. By expanding its operations in Mozambique, Nedbank aims to capitalize on these opportunities in the energy sector while contributing to the financing of infrastructure projects that can sustain long-term economic growth.

Moreover, the bank is well-positioned to support the growth of small and medium enterprises (SMEs) and renewable energy initiatives, aligning its efforts with the country’s sustainable development needs.

Challenges and Risks

Despite its growth potential, Nedbank’s expansion in Mozambique faces significant challenges, including:

  • Political and Regulatory Risks: Political instability and complex regulatory processes could create barriers for new investments.
  • Currency Volatility: The fluctuation of the metical against the dollar poses a risk to the profitability of local operations.
  • Limited Financial Infrastructure: Although Mozambique is making progress, its financial system still lacks the robustness required to support large-scale transactions.

Solutions and Strategies

Nedbank plans to mitigate these risks through strategic partnerships and local initiatives, such as:

  • Focus on LNG and Renewable Energies: Leveraging expertise in financing major energy projects like natural gas and supporting solar and wind energy projects.
  • Strengthening Local Operations: Expanding capacity in Mozambique to capture a larger market share in the banking sector.
  • Financial Inclusion: Potentially creating funds to support small businesses led by women, contributing to socioeconomic development and reducing inequalities.

Mozambique’s Role in Regional Growth

Nedbank’s investment in Mozambique is part of a broader vision to transform its operations across the continent. Over the next 5 to 10 years, the bank aims to generate up to 40% of its profits from markets outside South Africa, a significant increase from the current 9.2%.

The Mozambique Opportunity

By strengthening its presence in markets like Mozambique, Nedbank not only supports local economic development but also positions itself as a strategic partner in driving key sectors of Africa’s economy.

Nedbank’s expansion plans in Mozambique highlight the transformative potential of collaboration between the private sector and Africa’s growing economies. Despite challenges, the country provides fertile ground for strategic investments, particularly in natural resources and infrastructure, making it a cornerstone of the bank’s vision for the future.

Source: Bloomberg

Arcina Dauto: “O sucesso está em olharmos todos para a mesma direcção”

Profile Mozambique: Como nasceu a Tara Travel que hoje é uma referência no sector?

Arcina Dauto: A Tara Travel nasceu em 2003 como uma pequena empresa familiar. Éramos apenas três trabalhadores: eu, um funcionário que ainda integra a equipa, e uma emissora responsável pelas reservas de bilhetes. Desde o início, tínhamos uma enorme vontade e determinação de nos inserirmos na área do turismo. Eu acumulava funções, desde a área comercial à financeira, assegurando o funcionamento do negócio.

Hoje, a Tara Travel é uma empresa consolidada, mas mantém as suas raízes familiares. Continuamos a operar no mesmo espaço, tendo expandido significativamente para acompanhar o crescimento das operações e atender melhor os nossos clientes.

PM: Quais os serviços que a Tara Travel oferece hoje?

AD: Inicialmente, focávamo-nos na venda de passagens aéreas, domésticas e internacionais. Com o tempo, diversificámos os serviços para responder às necessidades dos clientes e do mercado.

Hoje, oferecemos uma ampla gama de serviços, como reservas de alojamento, pacotes turísticos, assistência com vistos e turismo médico. Apesar disso, o nosso ponto forte permanece a venda de passagens aéreas, tanto nacionais como internacionais. Este foco permite-nos garantir um serviço de excelência nessa área, enquanto exploramos outras oportunidades no sector do turismo.

PM: O que torna a Tara Travel única em comparação com outras empresas do sector?

AD: A Tara Travel tem trabalhado continuamente para alcançar a excelência nos serviços que oferece. Um exemplo disso é o reconhecimento como uma das dez melhores agências. Além disso, acreditamos que, em termos de qualidade de serviço, superamos essa posição, graças à nossa dedicação em exceder as expectativas dos clientes.

Estamos alinhados com os nossos objectivos ao focarmo-nos na qualidade do atendimento, na diversidade dos serviços e na inovação constante para responder às exigências do mercado. Pretendemos continuar a liderar na venda de bilhetes e ser uma referência em outros serviços turísticos, mantendo o compromisso com a satisfação do cliente e a criação de valor.

PM: Quais foram os momentos mais marcantes ao longo destes 20 anos de actividade?

AD: Ao longo destes 20 anos, passámos por muitas etapas e transformações. Quando começamos, em 2003, o cenário era muito diferente. Havia poucas agências de viagens, e os desafios de mercado eram outros. Identificámos, na altura, uma necessidade clara: atender segmentos que estavam subservidos, como embaixadas e instituições internacionais. Tínhamos contactos com algumas embaixadas e foi aí que tudo começou.

Com o tempo, o mercado foi mudando. Novas agências foram surgindo e a concorrência intensificou-se. Isso obrigou-nos a adaptar-nos e a reinventar-nos. O crescimento do mercado trouxe também novas oportunidades e exigiu que aprendêssemos a lidar com outros segmentos, para além dos nossos primeiros clientes corporativos. Passámos a trabalhar com clientes de lazer, empresas estrangeiras, multinacionais e muitos outros.

Foi uma jornada de muito aprendizado e crescimento, sempre com o foco em atender as necessidades dos nossos clientes e acompanhar a evolução do mercado. Este percurso moldou o que somos hoje: uma empresa sólida, adaptável e comprometida com a qualidade dos nossos serviços.

PM: Quais são os vossos principais segmentos de clientes?

AD: Trabalhamos com dois segmentos principais: viagens empresariais e de lazer. Embora ofereçamos muitos pacotes turísticos, especialmente nesta época do ano, o nosso foco principal é o segmento corporate. Temos uma base sólida de clientes empresariais, tanto a nível doméstico como internacional, que sustenta a Tara Travel.

Relativamente ao turismo doméstico, vemos um grande potencial ainda por explorar. Contudo, o turismo interno em Moçambique é caro, o que limita a procura. Apesar disso, esforçamo-nos para promover o país, que é riquíssimo em recursos naturais e possui praias maravilhosas que merecem destaque.

PM: Quais são, na sua opinião, os maiores desafios e oportunidades para o turismo em Moçambique?

AD: O maior desafio para o turismo em Moçambique está na falta de infraestruturas adequadas, como estradas em bom estado, e na ausência de condições de segurança suficientes para os turistas. Estes fatores, aliados aos custos elevados do turismo interno e externo, dificultam a promoção do país como um destino competitivo e acessível. Sem estas melhorias estruturais, torna-se difícil atrair mais visitantes e fomentar o crescimento do sector.

Quanto às oportunidades, elas são imensas. Moçambique é um país belíssimo, com uma diversidade cultural e natural extraordinária. Existe um grande interesse internacional em conhecer o país, e acredito que, com investimentos específicos e políticas públicas adequadas, o sector privado estará preparado para desenvolver o turismo de forma sustentável. Participamos regularmente em feiras internacionais, onde notamos o entusiasmo de quem já ouviu falar de Moçambique ou deseja visitá-lo.

Com o acesso às ferramentas e condições certas, poderemos mostrar ao mundo o verdadeiro potencial de Moçambique como um destino de excelência. É um trabalho que exige colaboração entre o governo, o sector privado e todos os intervenientes, mas acredito que, com o tempo, alcançaremos o reconhecimento que o nosso país merece no panorama internacional. A Tara Travel continuará empenhada em contribuir para este percurso, promovendo Moçambique como um destino único e especial.

PM: Que conselho daria a um jovem empresário que quer começar um negócio no sector turístico?

AD: O meu conselho é simples: se realmente tiverem vontade, comecem. Há espaço para todos nesta área, mas é essencial ter um objectivo claro e muita determinação. Não é um sector fácil, exige muito trabalho, mas as oportunidades surgem com o tempo.

Podem começar devagar, com recursos limitados, mas isso não deve ser um impedimento. O mais importante é dar os primeiros passos, por mais pequenos que sejam, e nunca desistir. Cada dia traz um novo desafio e uma nova oportunidade, e é preciso enfrentá-los com persistência. Trabalhem sempre com foco, porque, com esforço e dedicação, alcançarão os vossos objectivos.

Assista o video da entrevista em: https://youtu.be/57h6ckQjafs

Conheça a TARA TRAVEL: www.taratravel.co.mz

Arcina Dauto: “Success lies in everyone looking in the same direction.”

Profile Mozambique: How did Tara Travel, which is now a reference in the sector, come to be?

Arcina Dauto: Tara Travel was founded in 2003 as a small family business. We were just three workers: myself, an employee who is still part of the team, and a ticketing agent responsible for bookings. From the beginning, we had a strong will and determination to establish ourselves in the tourism sector. I handled multiple roles, from commercial to financial, ensuring the business ran smoothly.

Today, Tara Travel is a well-established company but has maintained its family roots. We continue to operate in the same space, having significantly expanded to meet the growth of our operations and better serve our clients.

PM: What services does Tara Travel offer today?

AD: Initially, we focused on selling airline tickets, both domestic and international. Over time, we diversified our services to meet client and market needs.

Today, we offer a wide range of services, including accommodation bookings, tour packages, visa assistance, and medical tourism. However, our main strength remains the sale of airline tickets, both national and international. This focus allows us to provide excellent service in this area while exploring other opportunities in the tourism sector.

PM: What makes Tara Travel unique compared to other companies in the sector?

AD: Tara Travel has continuously worked towards achieving excellence in the services we offer. One example of this is being recognized as one of the top ten agencies. Furthermore, we believe that, in terms of service quality, we surpass that ranking, thanks to our dedication to exceeding customer expectations.

We align with our goals by focusing on quality customer service, a diverse range of services, and constant innovation to meet market demands. We aim to continue leading in ticket sales while also becoming a reference in other tourism services, maintaining our commitment to customer satisfaction and value creation.

PM: What were the most memorable moments over these 20 years of activity?

AD: Over these 20 years, we have gone through many stages and transformations. When we started in 2003, the landscape was very different. There were few travel agencies, and market challenges were distinct. At the time, we identified a clear need: to serve underrepresented segments such as embassies and international institutions. It all began with contacts we had with some embassies.

Over time, the market evolved. New agencies emerged, and competition intensified, forcing us to adapt and reinvent ourselves. Market growth also brought new opportunities and required us to work with other segments beyond our initial corporate clients. We began catering to leisure travelers, foreign companies, multinationals, and many others.

It has been a journey of immense learning and growth, always focusing on meeting customer needs and keeping up with market developments. This path has shaped who we are today: a solid, adaptable company committed to the quality of our services.

PM: Who are your main client segments?

AD: We work with two main segments: corporate travel and leisure travel. While we offer many tour packages, especially at this time of the year, our primary focus is on the corporate segment. We have a solid base of corporate clients, both domestically and internationally, which sustains Tara Travel.

Regarding domestic tourism, we see significant untapped potential. However, internal tourism in Mozambique remains expensive, which limits demand. Despite this, we strive to promote the country, rich in natural resources and with wonderful beaches that deserve to be highlighted.

PM: In your opinion, what are the biggest challenges and opportunities for tourism in Mozambique?

AD: The biggest challenge for tourism in Mozambique lies in the lack of adequate infrastructure, such as good roads, and insufficient safety measures for tourists. These factors, combined with the high costs of both domestic and international tourism, make it difficult to position the country as a competitive and accessible destination. Without structural improvements, it becomes challenging to attract more visitors and foster sector growth.

As for opportunities, they are immense. Mozambique is a beautiful country with extraordinary cultural and natural diversity. There is significant international interest in visiting the country, and I believe that, with specific investments and appropriate public policies, the private sector will be ready to develop tourism sustainably. We regularly participate in international fairs, where we witness the enthusiasm of those who have heard about or wish to visit Mozambique.

With access to the right tools and conditions, we can showcase Mozambique’s true potential as an excellent tourist destination. It requires collaboration between the government, the private sector, and all stakeholders. Still, I believe that, over time, our country will achieve the recognition it deserves on the international stage. Tara Travel will remain committed to this journey, promoting Mozambique as a unique and special destination.

PM: What advice would you give to a young entrepreneur looking to start a business in the tourism sector?

AD: My advice is simple: if you truly have the desire, start. There is room for everyone in this area, but it is essential to have a clear goal and a lot of determination. It is not an easy sector; it requires a lot of hard work, but opportunities arise over time.

You can start small, with limited resources, but that should not be a barrier. The most important thing is to take the first steps, no matter how small, and never give up. Every day brings a new challenge and a new opportunity, and these must be faced with persistence. Always work with focus because, with effort and dedication, you will achieve your goals.

Assista o video da entrevista em: https://youtu.be/57h6ckQjafs

Meet TARA TRAVEL: www.taratravel.co.mz

Vulcan lança PROFIE

Como parte do seu compromisso na auto-sustentabilidade das comunidades, e, ciente da ânsia local por acesso a oportunidades, a Vulcan abriu mais uma página significativa para fortalecer a economia local e promover o desenvolvimento sustentável em Moatize com o lançamento do Programa para Fomento de Iniciativas Empreendedoras (PROFIE).

Com um orçamento de mais de 14 milhões de meticais, esta iniciativa nasceu de um mapeamento participativo realizado em 2023 e reflecte o compromisso da empresa em fomentar pequenos negócios capazes de gerar auto-emprego, ampliar o acesso a bens essenciais e dinamizar a economia local.

Na sua primeira fase, o programa vai beneficiar directamente 146 projectos, abrangendo pequenos comércios, serviços e iniciativas agrícolas entre outros. Destes, os primeiros 45 beneficiários já receberam kits adaptados às suas necessidades específicas, com um investimento de 5 milhões de meticais, marcando o início de uma jornada rumo à autonomia económica.

Transparência e impacto foram pilares fundamentais na selecção dos projectos, que seguiram critérios como viabilidade técnica, impacto na geração de emprego e alinhamento com salvaguardas ambientais e sociais. Tudo isso foi possível graças à parceria com o Governo do Distrito de Moatize, o Instituto Nacional de Emprego- Delegação de Tete e a Conselho Municipal da Cidade de Moatize.

Ademais, o PROFIE oferece suporte contínuo aos beneficiários, com acompanhamento técnico durante os próximos seis meses, garantindo a sustentabilidade dos negócios apoiados.

Na Vulcan, acreditamos que o empreendedorismo é uma alavanca poderosa para transformar vidas e comunidades. Este programa marca o início de uma jornada conjunta em prol de um futuro mais próspero e digno para todos.

Vulcan launches PROFIE

As part of its commitment to the self-sustainability of communities, and aware of the local yearning for access to opportunities, Vulcan has opened another significant page to strengthen the local economy and promote sustainable development in Moatize with the launch of the Program for the Promotion of Entrepreneurial Initiatives (PROFIE).

With a budget of more than 14 million meticais, this initiative was born out of participatory mapping carried out in 2023 and reflects the company’s commitment to fostering small businesses capable of generating self-employment, expanding access to essential goods and boosting the local economy.

In its first phase, the program will directly benefit 146 projects, covering small businesses, services and agricultural initiatives, among others. Of these, the first 45 beneficiaries have already received kits adapted to their specific needs, with an investment of 5 million meticais, marking the start of a journey towards economic autonomy.

Transparency and impact were fundamental pillars in selecting the projects, which followed criteria such as technical viability, impact on job creation and alignment with environmental and social safeguards. All this was possible thanks to the partnership with the Moatize District Government, the National Employment Institute – Tete Delegation and the Moatize City Council.

PROFIE also offers ongoing support to beneficiaries, with technical follow-up over the next six months, guaranteeing the sustainability of the businesses supported.

At Vulcan, we believe that entrepreneurship is a powerful lever for transforming lives and communities. This program marks the beginning of a joint journey towards a more prosperous and dignified future for all.

Com um investimento de 500 milhões de dólares, Moçambique quer dar um “salto” digital

O Governo moçambicano anunciou, nesta quarta-feira (29), um projecto ambicioso de transformação digital que visa garantir o acesso à internet para toda a população do país até 2030. O investimento de 500 milhões de dólares, apresentado durante o evento Business Breakfast “Internet para Todos”, organizado pelo Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM), reforça o compromisso do Executivo em tornar a conectividade um direito básico de cada cidadão.

Actualmente, apenas 7,8 milhões de moçambicanos, de uma população estimada em 33 milhões, têm acesso à internet, uma realidade que o ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, considera inaceitável. Para ele, a transformação digital deve ser inclusiva e acessível. “Não faz sentido que, em pleno século XXI, a maioria da nossa população ainda esteja desconectada do mundo digital. Esta transformação não é para a elite, mas para todos os moçambicanos”, afirmou o governante.

O projecto será estruturado em dois pilares principais. O primeiro é o desenvolvimento de um Governo Digital, que permitirá à população aceder a serviços públicos como o pagamento de impostos e o comércio electrónico através de plataformas digitais. O segundo pilar é a inclusão digital, com foco na expansão da conectividade e na remoção de barreiras burocráticas e económicas que dificultam a implementação de soluções digitais no país.

Mateus Magala, Ministro dos Transportes e Comunicações

Apesar das metas ambiciosas, o projecto enfrenta desafios significativos, como a falta de coordenação entre instituições e modelos de negócio pouco acessíveis. Segundo Magala, outro grande desafio será equilibrar privacidade e transparência na gestão de dados e garantir a segurança cibernética. A transformação digital não se trata apenas de disponibilizar internet, mas de construir uma base sólida para um futuro tecnológico sustentável.

Os dados apresentados pela presidente do Conselho de Administração do INCM, Helena Fernando, ilustram a necessidade urgente de acções mais eficazes. Em Setembro deste ano, cerca de 21 milhões de dispositivos trafegaram nas redes de telecomunicações do país, mas apenas um terço deles acedeu à internet. Isso reflete as disparidades no acesso e evidencia a importância de soluções abrangentes para alcançar a democratização digital.

Helena Fernando, Presidente do Conselho de Administracao do INCM

A Autoridade Reguladora das Comunicações (ARCOM) desempenhará um papel estratégico nesse processo, abordando a digitalização como um factor crucial para o desenvolvimento económico e social do país. Helena Fernando enfatizou que a transformação digital em Moçambique não é apenas uma necessidade, mas uma oportunidade de promover inclusão social e dinamizar a economia.

O Governo convida o sector privado, empresas de energia e comércio, académicos e outras partes interessadas para colaborar neste esforço colectivo. Mateus Magala destacou que apenas com a participação activa de todos os sectores será possível superar os desafios e transformar Moçambique num exemplo de inovação e conectividade no continente africano.

Com este investimento, o Executivo pretende não só expandir o acesso à internet, mas também desenvolver competências digitais e fomentar a segurança cibernética. O objectivo é criar um ambiente em que cada cidadão moçambicano tenha a oportunidade de participar activamente na nova economia digital, promovendo a inclusão e o desenvolvimento sustentável.

Ao construir uma infraestrutura robusta e inclusiva, Moçambique prepara-se para enfrentar os desafios da era digital e garantir que a conectividade seja um catalisador para o progresso económico e social. Este projecto é mais do que uma meta; é um compromisso com o futuro do país.