O envolvimento da empresa SASOL, Petroleum Temane, Lda, é no quadro da sua responsabilidade social e corporativa, ao abrigo do memorando de entendimento assinado com o então Ministério do Trabalho, a 18 de Junho de 2014, o qual previa a formação técnica de cidadãos moçambicanos que pudessem responder às necessidades da indústria de hidrocarbonetos, com prioridade para os projectos da SASOL.

Nessa altura, foi estabelecida a meta de formação de 460 cidadãos, cabendo ao então Instituto Nacional de Emprego e formação profissional (inefp) realizar esta actividade, com prioridade para formação dos jovens locais, nas áreas de electricidade de manutenção industrial, mecânica de manutenção industrial, soldadura e produção/processamento de gás.

Elsa Tivane, uma jovem que está em formação no Centro de Inhassoro e à espera de realizar o sonho de fazer parte da indústria extractiva. Ela diz que tudo começou porque via pessoas na rua a reparar máquinas e foi daí que começou a apaixonar-se pela área. Foi depois disso que descobriu a mecânica industrial, pois acredita que a indústria extractiva é o futuro para Moçambique, que sem dúvidas vai precisar de muita mão-de-obra local e ela está a preparar-se para esse futuro.

O centro leciona cursos de mecânica industrial, soldadura industrial, eletricidade de manutenção industrial e processamento de gás, virados para o ramo industrial e já colocou vários técnicos no mercado de emprego.

São mais de 500 estudantes formados desde 2015 a esta parte, nos cursos de eletricidade de manutenção industrial, mecânica de manutenção industrial, soldadura industrial e processamento de gás. Os cursos têm a duração de 24 a 30 meses e os estudantes saem de habilitados para trabalhar nas multinacionais do ramo extractivo.

Os cursos ministrados foram escolhidos pelas próprias comunidades, considerando as oportunidades de emprego e de auto-emprego, que emergem no sector industrial em Inhambane.

Segundo Alexandre Nhanala, director do Centro de Formação Técnica de Inhassoro, o estabelecimento de ensino trabalha com apoio da multinacional SASOL . Não nos foi revelado o valor investido, mas Nhanala disse que os consumíveis para as aulas práticas, de escritório, despesas de funcionamento, salários dos formadores e do pessoal administrativo, todas essas despesas são pagas pela SASOL.

Segundo o presidente da SASOL, o Centro de Inhassoro representa o comprometimento da petroquímica no desenvolvimento económico de Moçambique e, através da formação, pretende dar habilidades técnicas a jovens locais que poderão enfrentar o mercado de trabalho dentro e fora do país.

Aliás, para garantir a sustentabilidade do empreendimento, foi assinado um acordo de gestão sustentável entre a SASOL e o IFPLAC, um instrumento através do qual será guiada a gestão do centro.

O edifício inaugurado pelo Presidente da República é novo, mas o Centro de Formação Profissional de Inhassoro opera desde 2015 e já colocou jovens a trabalhar em diversas empresas em todo país.

Segundo Filipe Nyusi, são ao todo 44 jovens absorvidos pela SASOL em projectos de exploração de gás em Pande e Temane, havendo outros no projectos de exploração de carvão mineral pela Vulcan em Tete, na subestação da Electricidade de Moçambique em Gaza e no projecto de exploração de gás em Cabo Delegado.

Filipe Nyusi diz que o objectivo do Governo é buscar parcerias para melhorar a qualidade da mão-de-obra moçambicana, de modo a suprir as necessidades da demanda do mercado nacional.

Em termos de infra-estrutura, o projecto do Centro de Formação Profissional de Inhassoro contempla um Bloco Administrativo, composto por duas salas de reunião, quatro gabinetes, uma sala de recepção, sala de primeiros socorros, uma sala de entretenimento, uma sala de arquivo, uma copa e duas casas de banho masculino e feminino, cinco salas de aula com capacidade para 100 formandos no total, um bloco oficinal, composto por três oficinas – mecânica de manutenção industrial, electricidade de manutenção industrial e soldadura –, um campo de jogos, um bloco residencial, composto por duas casas tipo 3 e 4 casas tipo 2.

Assim, o CFPI tem uma capacidade formativa de 120 formandos por ano, como as seguintes qualificações: mecânica de manutenção industrial; electricidade de manutenção industrial; soldadura; processamento de gás.

Segundo o Presidente da República, a escolha do local onde está instalado este CFP teve em conta a necessidade de preparar uma mão-de-obra que responda aos desafios em que Inhassoro se coloca, face à sua localização geoestratégica, na base do potencial que tem, de produzir recursos energéticos, daí que, na sua fase operacional, o CFPI irá servir a grande indústria de gás que opera no distrito e outros do ramo de manutenção industrial, bem como a população no geral.

Nyusi espera que o novo centro de formação profissional, que se perspectiva ser um centro regional de excelência, traga impacto positivo, pois estão criadas condições para a formação profissional dos trabalhadores da SASOL, com base nos padrões de qualidade recomendados, formação profissional de jovens da comunidade e outros oriundos de todas as regiões do país, certificação dos beneficiários de formação profissional de acordo com o quadro nacional de qualificações profissionais e padrões internacionais.

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