Friday, April 10, 2026
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PMI remains positive in September for fifth successive month

According to Standard Bank, which conducted the survey, the PMI index of business activity in Mozambique remained positive in September for the fifth c successive month, influenced by the anticipation of new orders in light of Wednesday’s elections.

“Private sector business conditions across Mozambique improved for the fifth successive month in September, ,” according to the study, released on Monday, “as firms continued to receive greater intakes of new business.”

“However, a much slower uplift in business activity weighed on performance, leading to weaker job creation and a slight drop in input purchases.” it also acknowledged.

This index rose in February (50.7 points) for the first time in five months, also registering the highest growth since July 2023, but returned to negative territory in March (49.7 points), rising in April (49.9 points). It has been in positive territory since May (50.9 points) but fell in September to 50.3 points, down from 50.9 points in August, albeit “at its lowest point in this period,” it said.

According to the September PMI, performance in this period was underpinned by “a moderate rise in new order volumes during September” and Mozambican firms “reported that the introduction of new services, expanded capacities and new clients wins had driven sales”.

“In addition, some panellists noted that the general election next month encouraged clients to bring forward new orders. Although higher levels of incoming new work prompted a further expansion in business activity in September, the rate of growth softened markedly from the previous month and was only minimal” it read.

Even so,  slower demand growth, limited financial resources and reduced imports weighed on private sector activity”, but growth also “eased” in the secondary sector, wholesale and retail trade and the services sector, “while reductions in output were observed across agriculture and construction”.

“With activity growth slowing, Mozambican firms registered a slight decline in their purchasing activity, the first since April. Job creation slowed, with the survey data signalling the softest increase in employment for five months. Reduced purchases and softer headcount growth coincided with a fresh uptick in backlogs, which was marginal but the secondfastest in over two years,” the survey explained.

The document emphasised as a “positive note” that the “drop in purchases” by companies “contributed to a slower increase in business expenses”, but “output expectations among Mozambican firms softened” in September, being “among t the weakest recorded
since early 2023”.

“Firms broadly expect activity to increase, with comments signalling investment, innovation and greater market share as some of the drivers of positive forecasts.,” the report concludes.

PMI indicators above 50 points show an improvement in business conditions compared to the previous month, while indicators below this value show a deterioration.

Quoted in the study, the chief economist at Standard Bank Mozambique, Fáusio Mussá, commented that September PMI data “shows softer growth in output, new orders, employment, supplier delivery times and stocks of purchases”.

“Business sentiment, as measured by the future business expectations sub-index, declined – and remains volatile, with survey respondents expecting softer growth in output over the next 12-m,” he recognised.

The Purchasing Managers Index (PMI) published monthly by Standard Bank is based on the responses of purchasing managers from a panel of around 400 private sector companies.

Projecto de construção de uma barragem de retenção da Kenmare vai a consulta pública

A mineradora Kenmare, localizada no distrito de Moma, província de Nampula, está a preparar um projecto de construção de uma barragem de retenção de rejeitos, canal de transferência e desvio de estrada para o depósito de areias pesadas de Nataka.

Segundo uma publicação do jornal Notícias, a companhia vai realizar, para o efeito, a quarta ronda de reuniões de consulta pública para o reassentamento de cinco comunidades.

A mina de Areias Pesadas de Nataka tem capacidade de produzir cerca de 1,2 milhões de toneladas de ilmenite por ano, incluindo subprodutos associados de rutilo e zircão.

A Kenmare, de origem irlandesa e que opera em Moçambique através de subsidiárias das Maurícias, anunciou anteriormente que pagou 1,92 mil milhões de meticais em 2023 ao Estado, em taxas e impostos.

Trata-se de uma das maiores produtoras mundiais de areias minerais, cotada nas bolsas de Londres e Dublin, sendo que a produção em Moçambique representa aproximadamente 7% das matérias-primas globais de titânio.

Transformação digital: Ericsson reforça Tmcel com novas soluções tecnológicas

A Tmcel – Moçambique Telecom SA e a Ericsson assinaram, recentemente, um acordo de parceria à luz do qual a operadora de telefonia de bandeira vai passar a usar os softwares Ericsson Charging e Ericsson Mediation, para modernizar os Sistemas de Suporte a Negócios e Operações (BSS/OSS), bem como o Ericsson Dynamic Activation para reforçar o desempenho da rede, melhorar a agilidade operacional e a experiência do cliente.

O contrato permite à Tmcel lançar novas ofertas e personalizá-las para os subscritores da operadora, assim como impulsionar e acelerar o processo de transformação digital.

Com a actualização para as versões mais recentes destas soluções tecnológicas, a Tmcel estará em condições de rentabilizar os seus actuais serviços, bem como lançar novos, oferecendo, ao mesmo tempo, uma fiabilidade e desempenho excelentes e únicos no mercado.

O acordo inclui, ainda, o Ericsson Dynamic Activation, que actuará como uma plataforma de activação e gestão do ciclo de vida dos serviços do utilizador, contribuindo para o reforço do desempenho da rede da Tmcel.

Para o presidente da Comissão de Gestão da Tmcel, Mahomed Mussá, este acordo realça o compromisso da empresa em continuar a prestar serviços fiáveis e inovadores aos clientes.

“A parceria com a Ericsson é um passo fundamental para a prestação de serviços fiáveis e inovadores aos nossos clientes, permitindo-nos melhorar a nossa eficiência operacional, prestar melhores serviços e mais responsivos. Ao modernizar os nossos sistemas, estamos a garantir a satisfação das necessidades do mercado em que actuamos, bem como a contribuir para o futuro digital do nosso país”, referiu.

Esta parceria permite que a Ericsson forneça as mais recentes soluções tecnológicas à Tmcel, contribuindo, desta forma, para a modernização da sua infra-estrutura e melhoria na prestação de serviços.

“O nosso portfólio de Sistemas de Suporte a Negócios e Operações oferece a flexibilidade e escalabilidade que a Tmcel precisa para se adaptar às exigências cada vez mais crescentes dos clientes e manter-se competitiva no mercado. Esperamos continuar a nossa parceria para melhorar as experiências dos clientes, introduzir novas ofertas de serviços e impulsionar a transformação digital em Moçambique”, sublinhou Todd Ashton, vice-presidente e responsável da Ericsson para a África Austral e Oriental.

A parceria entre as duas empresas inclui, ainda, um foco no desenvolvimento de competências de transformação digital, que, por via de programas abrangentes de transferência de conhecimentos e formação direccionada, vão permitir à Tmcel gerir de forma autónoma as plataformas, garantindo a excelência operacional e a sustentabilidade a longo prazo.

GAFI destaca melhorias em Moçambique na luta contra o financiamento ao terrorismo

O Grupo Internacional de Acção Financeira (GAFI) elogiou o “forte compromisso” de Moçambique em trabalhar para sair da chamada “Lista Cinzenta”, que inclui países com deficiências na luta contra o branqueamento de capitais e o financiamento ao terrorismo.

De acordo com o quinto relatório de progresso para Moçambique, consultado esta Segunda-feira, 7 de Outubro, pela Lusa, o país tem demonstrado um forte empenho em dedicar recursos e priorizar acções necessárias para cumprir seu Plano de Ação. “O país registou alguns progressos importantes, com seis itens de acção actualizados de forma parcial para ampla participação”, destaca o relatório.

O documento indica que os esforços de Moçambique resultaram em melhorias na supervisão baseada em risco. Além disso, o país avançou significativamente no fortalecimento da sua Unidade de Inteligência Financeira (UIF) e na capacidade de gerar estatísticas abrangentes sobre o número e a natureza das investigações de branqueamento de capitais.

Apesar dos avanços, o GAFI ressalta que Moçambique ainda precisa cumprir seis actividades remanescentes relacionadas às entidades de supervisão. O próximo relatório deverá ser apresentado no dia 24 de Novembro.

Moçambique entrou na “Lista Cinzenta” do GAFI em 22 de Outubro de 2022, devido à incapacidade de eliminar deficiências na luta contra o branqueamento de capitais e o financiamento ao terrorismo.

FATF highlights Mozambique’s improvements in the fight against terrorist financing

GAFI destaca melhorias em Moçambique na luta contra o financiamento ao terrorismo

The International Financial Action Task Force (FATF) praised Mozambique’s “strong commitment” to working to get off the so-called “Grey List”, which includes countries with deficiencies in the fight against money laundering and terrorist financing.

According to the fifth progress report for Mozambique, consulted this Monday, October 7, by Lusa, the country has shown a strong commitment to dedicating resources and prioritizing actions needed to comply with its Action Plan. “The country has made some important progress, with six action items partially updated for broad participation,” the report highlights.

The document indicates that Mozambique’s efforts have resulted in improvements in risk-based supervision. In addition, the country has made significant progress in strengthening its Financial Intelligence Unit (FIU) and in generating comprehensive statistics on the number and nature of money laundering investigations.

Despite the progress, the FATF points out that Mozambique still needs to fulfill six remaining activities related to supervisory entities. The next report is due to be presented on November 24.

Mozambique entered the FATF’s “Grey List” on October 22, 2022, due to its inability to eliminate deficiencies in the fight against money laundering and terrorist financing.

Moçambique planeia investir 190 milhões de dólares em biocombustíveis

Moçambique planeia investir 190 milhões de dólares em biocombustíveis

O desenvolvimento do mercado de biocombustíveis em Moçambique exigirá um investimento total de cerca de 13,9 mil milhões de meticais (190 milhões de dólares), segundo um estudo de viabilidade encomendado pelo Ministério da Economia e Finanças (MEF) à consultora Green Light. Este estudo visa apoiar a implementação da medida 10 do Pacote de Medidas de Aceleração Económica (PAE), que prevê a mistura obrigatória de biocombustíveis nos combustíveis líquidos importados para consumo interno.

O relatório, consultado esta Segunda-feira (7) pelo DE, foi elaborado com o intuito de promover a utilização de combustíveis renováveis no país, prevendo que o investimento seja dividido entre a produção de 71 milhões de litros de biodiesel e 82 milhões de litros de bioetanol. Para a produção de biodiesel, o estudo estima um investimento de 6,9 mil milhões de meticais, enquanto para a produção de bioetanol serão necessários 6,8 mil milhões de meticais. Este montante inclui custos com a aquisição de equipamentos, desenvolvimento agrícola e outras despesas relacionadas à implementação do projecto.

A produção de biocombustíveis em Moçambique terá como base culturas já cultivadas no país, como a cana-de-açúcar e a mandioca. O melaço, um subproduto da produção de açúcar, poderá cobrir até 50% da demanda nacional de bioetanol no primeiro ano do projecto. Para alcançar as metas de produção inicialmente previstas, estima-se que sejam necessários 27 mil hectares de cana-de-açúcar e 107 mil hectares de mandioca.

O estudo identifica ainda áreas estratégicas para o desenvolvimento deste sector, apontando a zona Centro, com distritos como Dondo e Chiúta, e o Norte, com Angoche e Cuamba, como regiões com grande potencial para a produção de biocombustíveis. A selecção dessas áreas foi feita com base em análises detalhadas que consideraram factores como a aptidão do solo e a existência de infra-estrutura para transporte.

“O projecto de biocombustíveis poderá não só reduzir a dependência de Moçambique de combustíveis fósseis, mas também criar novas oportunidades económicas e de emprego, sobretudo no sector agrícola”, destaca o estudo. Além disso, o relatório refere que o projecto está alinhado com os esforços do governo para fomentar a transição energética e contribuir para a mitigação das mudanças climáticas.

De acordo com o estudo, o custo final de produção do biodiesel será de aproximadamente 121,41 meticais (1,9 dólares) por litro, enquanto o bioetanol poderá custar entre 57,51 meticais a 89,46 meticais (0,90 e 1,4 dólares) por litro, dependendo da optimização dos processos de produção. A consultora Green Light, que liderou o estudo, sublinha que há margem para reduzir esses custos em cenários mais favoráveis, nomeadamente através de melhorias logísticas e maior eficiência na produção.

A implementação da medida 10 do PAE, que exige a mistura de biocombustíveis nos combustíveis líquidos importados, será um passo importante para a dinamização deste sector. “O desenvolvimento de uma cadeia de valor robusta e sustentável para os biocombustíveis poderá transformar Moçambique num ator relevante na região, tanto em termos de consumo interno como de exportação de combustíveis renováveis”, lê-se no documento.

O relatório conclui que, apesar do elevado investimento inicial, os benefícios económicos e ambientais a longo prazo são significativos, permitindo ao país avançar na adopção de uma economia de baixo carbono e criar uma indústria de biocombustíveis competitiva no contexto regional.

Matthieu Gardon-Mollard: “Disponibilizamos subvenções de até €5 mil para projectos de curta duração e €30 mil para grandes iniciativas”

Na mais recente entrevista com Matthieu Gardon-Mollard, Jurista e Gestor de Projectos, conhecemos sua vasta experiência em Moçambique e o papel que desempenha na transformação do sector das indústrias culturais e criativas.

Actualmente Director do CULTIV’ARTE, um projecto financiado pela União Europeia e implementado pela Expertise France, Matthieu apresenta estrategias com vista a fornecer ferramentas para a transição do informal para o formal, promovendo o desenvolvimento económico e social por meio da profissionalização do sector.

Uma leitura essencial para quem busca entender as dinâmicas do sector cultural e criativo no país e oportunidades de financiamento.

Profile Mozambique: Quem é Matthieu Gardon-Mollard, profissionalmente?

Matthieu Gardon-Mollard: Sou Matthieu Gardon-Mollard, jurista de formação com 20 anos de experiência, iniciada em Moçambique em 2004. Nos primeiros 10 anos, trabalhei com o Ministério dos Negócios Estrangeiros da França, focando em cooperação técnica e ao desenvolvimento, actuando em áreas como cultura, educação e boa governação.

Nos últimos 10 anos, dediquei-me à assistência técnica e gestão de projectos internacionais, incluindo a actuação na Expertise France, que actualmente implementa o projecto CULTIV’ARTE, é uma iniciativa financiada pela União Europeia em Moçambique,  implementada pela Expertise France em parceria com o Ministério da Cultura e Turismo.

O projecto pretende reforçar o governação e profissionalização do sector, incluindo a utilização de tecnologias digitais, através do reforço das competências dos recursos humanos, apoio a cooperação e a criação de redes de operadores culturais a nível nacional e internacional (especialmente na região da África Austral e na Europa), e reforçar as capacidades do Ministério da Cultura e do Turismo e de outros organismos públicos descentralizados, a fim de assegurar um ambiente mais favorável ao desenvolvimento do sector cultural.

Portanto, os beneficiários directos do projecto são intervenientes do sector das indústrias culturais e criativas, incluindo as autoridades públicas, empresários criativos, artistas e profissionais da cultura, bem como organizações da sociedade civil.

PM: Quais são os principais desafios e estratégias para estruturar o mercado das indústrias culturais e criativas em Moçambique, considerando as diferenças entre as principais cidades e as províncias?

MG: A realidade das indústrias culturais e criativas (ICCs) em Moçambique varia muito entre a capital, Maputo, e as províncias. Nas principais cidades, o sector é dinâmico e diversificado, mas o mercado ainda precisa ser melhor estruturado.

O projecto CULTIV’ARTE visa justamente esse ponto, estruturar os actores do mercado das ICCs e melhorar o quadro jurídico, cadeias de valor e sectores produtivos. Já nas províncias, o cenário é diferente, com poucas empresas registadas e uma predominância de estruturas associativas.

A informalidade é alta, e nosso foco será fornecer ferramentas para facilitar a transição do informal para o formal, contribuindo para o desenvolvimento do sector por meio das nossas actividades.

Ainda é cedo para termos metas fixas, mas já contamos com indicadores importantes que nos mostram um progresso positivo. No âmbito dos programas de activação de negócios, com o nosso parceiro Ideialab temos como  meta realizar 16 bootcamps em quatro províncias , Maputo, Sofala, Inhambane e Nampula. No entanto, estamos expandindo a actuação para outras províncias (Tete e Manica possivelmente).

Cada bootcamp “Activ’Arte” contará com 40 participantes, jovens entre 18 e 35 anos, que estão no início de suas actividades ou em fase de formalização. O objectivo é fornecer ferramentas essenciais para impulsionar modelos de negócios, sejam eles lucrativos ou não, como no caso de actividades associativas ou fundações voltadas à geração de renda. Para as organizações já mais estruturadas, estamos a implementar um programa chamado “Aceler’Arte”, com o um acompanhamento sob medida online durante cerca de 3 meses, que visa o desenvolvimento operacional das entidades bénéficiarias.

PM: O CULTIV’ARTE coloca grande ênfase no empoderamento de jovens e mulheres no sector cultural. Que estratégias específicas estão sendo implementadas para garantir a capacitação desses grupos?

MG: Temos o desafio de alcançar a meta de 50% de jovens e 50% de mulheres como beneficiários do projecto, algo mais fácil nas áreas urbanas, mas mais complicado nas zonas rurais, onde o envolvimento de mulheres em actividades de empreendedorismo ainda enfrenta preconceitos.

Para contornar isso, estamos a incluir um cheirinho de discriminação positiva, criando programas específicos para mulheres, como o Femtech, dedicado a negócios nas indústrias culturais e criativas. Entre os beneficiários, incluem-se artesãos, designers de moda, artistas plásticas e performativas, além de empresas de comunicação.

O projecto CULTIV’ARTE está focado em estruturar as entidades do sector, oferecendo programas de incubação, activação e aceleração de negócios, em parceria com a IdeaLab. temos como  meta realizar 16 bootcamps “Activ’Arte” com  media de 40 participantes, jovens entre 18 e 35 anos,  em quatro províncias , Maputo, Sofala, Inhambane e Nampula. No entanto, estamos expandindo a actuação para outras províncias (Tete e Manica possivelmente) . Dirige-se para beneficiários no início de suas actividades ou em fase de formalização.

O objectivo é fornecer ferramentas essenciais para impulsionar modelos de negócios, sejam eles lucrativos ou não, como no caso de actividades associativas ou fundações voltadas à geração de renda. Para as organizações já mais estruturadas, estamos a implementar um programa chamado “Aceler’Arte”, com o um acompanhamento sob medida online durante cerca de 3 meses, que visa o desenvolvimento operacional das entidades bénéficiarias. O nosso objectivo é acompanhar cerca de 175 entidades no decorrer do projecto.

Fora estes programas Cultiv’Arte visa  promover, com o apoio do Centro Cultural Franco-Moçambicano e da rede EUNIC, o fortalecimento do ecossistema com fóruns temáticos e programas de mobilidade internacional.

Também serão disponibilizados subvenções, com diferentes lotes até 5 mil euros para projetos de curta duração, e até 30 mil euros para apoiar projectos mais consistentes, vindos de estruturas registadas  que demonstrem capacidade de gestão e cumpram as obrigações fiscais.

PM: Como o projecto CULTIV’ARTE pretende contribuir para o reconhecimento formal das actividades das ICCs, e quais são as principais iniciativas de apoio aos artistas e jovens profissionais dentro desse contexto?

MG: O reconhecimento dos artistas e a formalização das actividades das indústrias culturais e criativas (ICCs) são temas cruciais em Moçambique. O projecto CULTIV’ARTE, em parceria com o Ministério da Cultura e Turismo, visa melhorar o quadro legal e regulamentar do sector, abordando questões como direitos autorais, patrimônio cultural e o estatuto do artista. Um dos desafios é quantificar o impacto das ICCs na economia nacional, o que exige a coletca contínua de dados e estatísticas fiáveis.

Ademais, o CULTIV’ARTE está implementar um programa de estágios que, em colaboração com o  Instituto Nacional de Emprego – INEP, visa oferecer oportunidades para jovens e mulheres de todas as províncias. Com o objectivo de alcançar 100 estágios ao longo dos próximos três anos, o programa prioriza a mobilidade, cobrindo deslocamentos e oferecendo incentivos durante os estágios, com o objectivo de transformar essas experiências em empregos sustentáveis.

O foco está em estágios que gerem valor, garantindo que os participantes possam ser remunerados após o término do período de aprendizagem, principalmente em entidades do sector privado.

Matthieu Gardon-Mollard: “We offer grants of up to €5,000 for short-term projects and €30,000 for major initiatives”

Profile Mozambique: Who is Matthieu Gardon-Mollard professionally?

Matthieu Gardon-Mollard: I’m Matthieu Gardon-Mollard, a lawyer by training with 20 years’ experience, which began in Mozambique in 2004. For the first 10 years, I worked with the French Ministry of Foreign Affairs, focusing on technical and development cooperation, working in areas such as culture, education and good governance.

In the last 10 years, I have dedicated myself to technical assistance and international project management, including working for Expertise France, which is currently implementing the CULTIV’ARTE project, a European Union-funded initiative in Mozambique, implemented by Expertise France in partnership with the Ministry of Culture and Tourism.

The project aims to strengthen the governance and professionalization of the sector, including the use of digital technologies, by reinforcing the skills of human resources, supporting cooperation and the creation of networks of cultural operators at national and international level (especially in the Southern African region and in Europe), and reinforcing the capacities of the Ministry of Culture and Tourism and other decentralized public bodies, in order to ensure a more favourable environment for the development of the cultural sector.

Therefore, the direct beneficiaries of the project are players in the cultural and creative industries sector, including public authorities, creative entrepreneurs, artists and cultural professionals, as well as civil society organizations.

PM: What are the main challenges and strategies for structuring the cultural and creative industries market in Mozambique, considering the differences between the main cities and provinces?

MG: The reality of the cultural and creative industries (CCIs) in Mozambique varies greatly between the capital, Maputo, and the provinces. In the main cities, the sector is dynamic and diversified, but the market still needs to be better structured.

The CULTIV’ARTE project aims to do just that, to structure the players in the CCI market and improve the legal framework, value chains and production sectors. In the provinces, the scenario is different, with few registered companies and a predominance of associative structures.

Informality is high, and our focus will be on providing tools to facilitate the transition from informal to formal, contributing to the development of the sector through our activities.

It’s still too early to have fixed targets, but we already have important indicators that show us positive progress. As part of the business activation programs, with our partner Ideialab we have set ourselves the target of holding 16 bootcamps in four provinces, Maputo, Sofala, Inhambane and Nampula. However, we are expanding to other provinces (possibly Tete and Manica).

Each “Activ’Arte” bootcamp will have 40 participants, young people between the ages of 18 and 35, who are at the start of their activities or in the process of formalizing them. The aim is to provide essential tools for boosting business models, whether for profit or not, as in the case of associative activities or foundations aimed at generating income. For organizations that are already more structured, we are implementing a program called “Aceler’Arte”, with tailor-made online support for around 3 months, aimed at the operational development of beneficial entities.

MP: CULTIV’ARTE places great emphasis on the empowerment of young people and women in the cultural sector. What specific strategies are being implemented to ensure the empowerment of these groups?

MG: We have the challenge of reaching the target of 50% young people and 50% women as beneficiaries of the project, something that is easier in urban areas, but more complicated in rural areas, where the involvement of women in entrepreneurial activities still faces prejudice.

To get around this, we are including a whiff of positive discrimination by creating specific programs for women, such as Femtech, dedicated to businesses in the cultural and creative industries. Beneficiaries include artisans, fashion designers, visual and performing artists, as well as media companies.

The CULTIV’ARTE project is focused on structuring entities in the sector, offering incubation, activation and business acceleration programs, in partnership with IdeaLab. We aim to hold 16 “Activ’Arte” bootcamps with an average of 40 participants, young people aged between 18 and 35, in four provinces, Maputo, Sofala, Inhambane and Nampula. However, we are expanding our activities to other provinces (possibly Tete and Manica). It is aimed at beneficiaries at the start of their activities or in the formalization phase.

The aim is to provide essential tools to boost business models, whether profit-making or not, as in the case of associative activities or foundations aimed at generating income. For organizations that are already more structured, we are implementing a program called “Aceler’Arte”, with tailor-made online support for around 3 months, aimed at the operational development of for-profit entities. Our aim is to support around 175 organizations during the course of the project.

Apart from these programs Cultiv’Arte aims to promote, with the support of the Franco-Mozambican Cultural Centre and the EUNIC network, the strengthening of the ecosystem with thematic forums and international mobility programs.

Grants will also be made available, with different lots of up to 5,000 euros for short-term projects, and up to 30,000 euros to support more consistent projects, coming from registered structures that demonstrate management capacity and comply with tax obligations.

PM: How does the CULTIV’ARTE project intend to contribute to the formal recognition of the activities of ICCs, and what are the main initiatives to support artists and young professionals within this context?

MG: The recognition of artists and the formalization of the activities of the cultural and creative industries (CCIs) are crucial issues in Mozambique. The CULTIV’ARTE project, in partnership with the Ministry of Culture and Tourism, aims to improve the legal and regulatory framework of the sector, addressing issues such as copyright, cultural heritage and the status of the artist. One of the challenges is to quantify the impact of CCIs on the national economy, which requires the continuous collection of reliable data and statistics.

In addition, CULTIV’ARTE is implementing an internship program which, in collaboration with the National Employment Institute – INEP, aims to offer opportunities to young people and women from all provinces. With the aim of reaching 100 internships over the next three years, the program prioritizes mobility, covering commutes and offering incentives during internships, with the aim of turning these experiences into sustainable jobs.

The focus is on internships that generate value, ensuring that participants can be remunerated after the end of the learning period, mainly in private sector entities.

Coral North: Novo projecto de gás da Eni recebe apoio do Japão em Cabo Delgado

Coral North: Novo projecto de gás da Eni recebe apoio do Japão em Cabo Delgado

O projecto de FLNG Coral North, desenvolvido pela empresa italiana Eni SpA em parceria com a Organização Japonesa para Metais e Segurança Energética (JOGMEC), busca apoio financeiro do Japão. A iniciativa, localizada na bacia do Rovuma, promete fortalecer a produção de gás natural em Moçambique.

O Coral North, projectado como uma réplica do Coral Sul, estará a 50 km da costa e interligado a seis poços submarinos a 2000 metros de profundidade. A expectativa é de que a Área 4 produza sete milhões de toneladas de gás por ano.

Recentemente, Eni e JOGMEC assinaram um memorando de cooperação que visa viabilizar a busca de apoio de instituições financeiras japonesas. Os objectivos incluem a diversificação das fontes de energia e o comprometimento com a neutralidade de carbono no contexto do crescimento económico.

O projecto requer um investimento de 7 bilhões de dólares, aguardando a aprovação do governo moçambicano. Se o cronograma for seguido, a plataforma começará a produzir no segundo semestre de 2027, antes dos projectos em terra, que enfrentam desafios devido à insegurança na região.

A construção do Coral North poderá empregar até 1400 pessoas, principalmente profissionais estrangeiros, e até 900 durante a fase de operação, gerando oportunidades para trabalhadores moçambicanos.

Em meio a um contexto de segurança desafiador em Cabo Delgado, o Coral North representa uma nova esperança para a exploração das vastas reservas de gás de Moçambique, alinhando-se aos esforços globais de energia sustentável e segurança energética.

Coral North: Eni’s new gas project receives support from Japan in Cabo Delgado

Coral North: Novo projecto de gás da Eni recebe apoio do Japão em Cabo Delgado

The Coral North FLNG project, developed by the Italian company Eni SpA in partnership with the Japanese Organization for Metals and Energy Security (JOGMEC), is seeking financial support from Japan. The initiative, located in the Rovuma basin, promises to strengthen natural gas production in Mozambique.

Coral North, designed as a replica of Coral South, will be 50 km from the coast and interconnected to six underwater wells at a depth of 2,000 meters. Area 4 is expected to produce seven million tons of gas a year.

Eni and JOGMEC recently signed a memorandum of cooperation aimed at making it possible to seek support from Japanese financial institutions. The objectives include diversifying energy sources and committing to carbon neutrality in the context of economic growth.

The project requires an investment of 7 billion dollars and is awaiting approval from the Mozambican government. If the schedule is followed, the platform will begin production in the second half of 2027, ahead of onshore projects, which face challenges due to insecurity in the region.

The construction of Coral North could employ up to 1,400 people, mainly foreign professionals, and up to 900 during the operation phase, generating opportunities for Mozambican workers.

In the midst of a challenging security context in Cabo Delgado, Coral North represents new hope for the exploitation of Mozambique’s vast gas reserves, aligning with global efforts for sustainable energy and energy security.