Saturday, June 20, 2026
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ENI e ENH recebem concessão para pesquisa e produção de petróleo no Offshore Angoche A6-C

ENI e ENH recebem concessão para pesquisa e produção de petróleo no Offshore Angoche A6-C

O Executivo de Moçambique aprovou o contrato de concessão para a pesquisa e produção de petróleo na Área Offshore Angoche A6-C. O contrato envolve a petrolífera italiana ENI Moçambique, que actuará como operadora, e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH).

A decisão foi tomada durante uma reunião ordinária do Conselho de Ministros. A concessão confere à concessionária o direito exclusivo para conduzir operações petrolíferas com o objectivo de explorar e produzir petróleo a partir dos recursos situados em um ou mais depósitos subterrâneos. Além disso, a concessão inclui o direito não exclusivo de construir e operar infra-estruturas para a produção e transporte do petróleo produzido, dentro dos limites da área concessionada, ao largo das províncias de Nampula e Zambézia. No entanto, este direito pode ser ajustado caso haja acesso a sistemas de oleodutos ou gasodutos já existentes sob termos comerciais razoáveis.

De acordo com informações da Lusa, a decisão segue a proposta apresentada pela ENI, que submeteu uma candidatura para explorar áreas disponibilizadas no sexto concurso de concessão de áreas para pesquisa e produção de hidrocarbonetos. A ENI será a operadora com 60% de participação, enquanto a ENH terá uma participação de 40%.

Moçambique detém a terceira maior reserva de gás natural da África, estimada em 180 milhões de pés cúbicos. Actualmente, o país está desenvolvendo três projectos aprovados para a exploração das reservas de gás natural na bacia do Rovuma, uma das maiores do mundo, localizada ao largo da costa de Cabo Delgado. Dois desses projectos são de grande escala e preveem a canalização do gás do fundo do mar para terra, onde será liquefeito para exportação marítima.

Para o Conselho de Ministros, a aprovação da concessão petrolífera na Área Offshore Angoche A6-C representa um avanço significativo para a indústria de hidrocarbonetos em Moçambique. O projecto promete fortalecer a economia do país e aumentar sua participação no mercado global de energia.

ENI and ENH receive concession for oil exploration and production at Angoche Offshore A6-C

ENI e ENH recebem concessão para pesquisa e produção de petróleo no Offshore Angoche A6-C

The Mozambican Executive has approved the concession contract for oil exploration and production in the Angoche A6-C Offshore Area. The contract involves Italian oil company ENI Moçambique, which will act as operator, and Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH).

The decision was taken during an ordinary meeting of the Council of Ministers. The concession gives the concessionaire the exclusive right to conduct oil operations with the aim of exploring and producing oil from the resources located in one or more underground deposits. In addition, the concession includes the non-exclusive right to build and operate infrastructures for the production and transportation of the oil produced, within the limits of the concession area, off the provinces of Nampula and Zambézia. However, this right can be adjusted if there is access to existing oil or gas pipeline systems under reasonable commercial terms.

According to information from Lusa, the decision follows the proposal presented by ENI, which submitted an application to explore areas made available in the sixth tender for the concession of areas for hydrocarbon exploration and production. ENI will be the operator with a 60% stake, while ENH will have a 40% stake.

Mozambique has the third largest natural gas reserves in Africa, estimated at 180 million cubic feet. The country is currently developing three approved projects to exploit the natural gas reserves in the Rovuma basin, one of the largest in the world, located off the coast of Cabo Delgado. Two of these projects are large-scale and involve channeling the gas from the seabed to land, where it will be liquefied for export by sea.

For the Council of Ministers, the approval of the oil concession in the Angoche A6-C Offshore Area represents a significant step forward for the hydrocarbon industry in Mozambique. The project promises to strengthen the country’s economy and increase its participation in the global energy market.

Moçambique avança com fábricas de carvão ecológico para sustentabilidade ambiental

Moçambique avança com fábricas de carvão ecológico para sustentabilidade ambiental

Moçambique está a dar um passo significativo na preservação ambiental com o projecto para a construção de duas fábricas de carvão ecológico nas zonas Centro e Sul do país. Esta iniciativa, anunciada esta Terça-feira (22) pelo jornal Notícias, visa reduzir a pressão sobre os recursos florestais e diminuir o lixo urbano, especialmente nas grandes cidades.

A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) e uma empresa moçambicana, com financiamento da Organização Internacional do Trabalho (OIT), planeiam implantar, a curto prazo, duas fábricas de combustível lenhoso. Estas fábricas serão localizadas em regiões estratégicas do país, com o objetivo de promover o uso sustentável dos recursos e oferecer uma alternativa ecológica ao carvão tradicional.

Actualmente, o consórcio está operando na fase-piloto com instalações de pequena dimensão na cidade de Maputo. Nestas instalações, são produzidos diariamente 500 briquetes, que atendem à demanda de carvão das panificadoras da capital. O investigador Adolfo Condo, da Faculdade de Engenharia da UEM, explicou que o projecto visa não apenas a produção de carvão vegetal em larga escala, mas também a disseminação de tecnologias de energias renováveis e o combate às alterações climáticas.

“Com o apoio financeiro e tecnológico da OIT, teremos uma fábrica no centro do país, escolhido devido à abundância de matéria-prima da serração de madeira, que tem sido até agora desperdiçada. No sul, especificamente na cidade de Maputo, haverá outro centro responsável por processar uma grande quantidade de lixo colectado pelo Conselho Municipal,” detalhou Condo.

O projecto não só pretende criar novas oportunidades de emprego, absorvendo mão-de-obra local, como também envolve estudantes de engenharia em estágios curriculares e pesquisas nas fábricas. “Os catadores serão responsáveis por abastecer as fábricas com diversos tipos de lixo, enquanto os estudantes terão a tarefa de melhorar e ajustar as fórmulas químicas para a produção do combustível,” acrescentou o investigador.

O briquete produzido será uma alternativa económica e de alto rendimento aos combustíveis lenhosos comuns, com custos de produção e comercialização reduzidos. Fabricado a partir de materiais reciclados, como palha de milho, casca de coco, serragem e bagaço de cana-de-açúcar, o briquete é descrito como 100% ecológico e amigo do ambiente.

Mozambique moves forward with eco-coal plants for environmental sustainability

Moçambique avança com fábricas de carvão ecológico para sustentabilidade ambiental

Mozambique is taking a significant step towards environmental preservation with the project to build two ecological charcoal factories in the central and southern areas of the country. This initiative, announced this Tuesday (22) by the newspaper Notícias, aims to reduce pressure on forest resources and reduce urban waste, especially in large cities.

Eduardo Mondlane University (UEM) and a Mozambican company, with funding from the International Labor Organization (ILO), plan to set up two wood fuel factories in the short term. These plants will be located in strategic regions of the country, with the aim of promoting the sustainable use of resources and offering an ecological alternative to traditional coal.

Currently, the consortium is operating in the pilot phase with small-scale facilities in the city of Maputo. At these facilities, 500 briquettes are produced every day, which meet the demand for charcoal from the capital’s bakeries. Researcher Adolfo Condo, from UEM’s Faculty of Engineering, explained that the project aims not only to produce charcoal on a large scale, but also to disseminate renewable energy technologies and combat climate change.

“With the financial and technological support of the ILO, we will have a factory in the center of the country, chosen because of the abundance of raw material from wood sawmilling, which has until now been wasted. In the south, specifically in the city of Maputo, there will be another center responsible for processing a large amount of waste collected by the Municipal Council,” said Condo.

The project not only aims to create new job opportunities by absorbing local labor, but also involves engineering students in internships and research at the plants. “The waste pickers will be responsible for supplying the factories with different types of waste, while the students will have the task of improving and adjusting the chemical formulas for producing the fuel,” added the researcher.

The briquette produced will be an economical, high-performance alternative to common wood fuels, with reduced production and marketing costs. Made from recycled materials such as corn straw, coconut shells, sawdust and sugar cane bagasse, the briquette is described as 100% ecological and environmentally friendly.

Augusta Maita é nova Directora-Executiva do Millennium Challenge Account-Moçambique

A nomeação de Augusta Maita foi formalizada durante a 22.ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, nesta Terça-feira, em Maputo.

A nomeada, até a data da nomeação, era Coordenadora do Gabinete de Reformas Económicas (PAE), cargo que a fez desaparecer da arena mediática por um período considerável. Antes disso, ocupou o cargo de Ministra do Mar, Águas interiores e Pescas.

Também, foi directora-geral do Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD), depois de ter sido cabeça-de-lista da Frelimo na cidade da Beira, nas eleições de 10 de outubro de 2018, e ter perdido para o falecido presidente Daviz Simango, do Movimento Democrático de Moçambique (MDM).

Também foi objecto de aprovação, na mesma sessão, a resolução que exonera Marcelino Alberto, do cargo de PCA, e nomeia Joaquim Ou-chim, para o cargo de Presidente do Conselho de Administração da Electricidade de Moçambique, E.P em substituição deste primeiro.

Hollard Moçambique adquire 100% da Global Alliance Seguros

A seguradora Hollard Moçambique, que lidera em quota de mercado no país, comprou 100% do capital social da Global Alliance Seguros, outra das principais seguradoras nacionais, conforme aviso publicado esta segunda-feira (22) pela Autoridade Reguladora da Concorrência (ARC).

No aviso, a ARC refere que recebeu uma notificação, com efeitos a 08 de julho, “de operação de concentração de empresas” e que aguarda, durante 15 dias, “quaisquer observações sobre a operação de concentração em causa”.

A operação “consiste na aquisição, pela Hollard Moçambique Companhia de Seguros, S.A. (Hollard Moçambique), de 100% do capital social da seguradora Global Alliance Seguros, S.A. (Global Alliance), formalizada através de um contrato de compra e venda celebrado a 28 de junho do ano corrente”, lê-se no aviso.

O regulador recorda que a Hollard Moçambique, que segundo os últimos dados oficiais disponíveis ascendeu à liderança do mercado segurador em 2023, com 16,5% de quota, atua nos seguros gerais, incluindo incêndio, automóvel, aviação, acidentes pessoais, responsabilidade patronal, acidentes de trabalho, garantias e modalidades diversas, assim como à actividade de seguro do ramo Vida e à gestão de fundos de pensões.

A Global Alliance, sociedade anónima de direito moçambicano, dedica-se à atividade seguradora nos ramos Vida e Não-Vida, designadamente, seguros de vida, de acidentes pessoais, de acidentes de trabalho, de acidentes pessoais e doenças, de incêndio e elementos da natureza, de automóvel, marítimos, aéreos, de transportes e de responsabilidade civil geral.

A seguradora estatal Empresa Moçambicana de Seguros (Emose) liderava o mercado nacional, mas em 2023, segundo dados do seu relatório e contas, perdeu quota de mercado (ficou com 14,4%) para a Hollard, que ascendeu à liderança, e para a portuguesa Fidelidade (14,8%).

O mercado segurador de Moçambique conta com 19 empresas autorizadas e era liderado há mais de 40 anos pela Emose, criada dois anos após a independência nacional através da nacionalização e fusão das seguradoras Lusitânia, Tranquilidade de Moçambique e a Nauticus.

 

Governo aprova termos do Contrato de Concessão de Pesquisa e Produção de Petróleo para a Área Offshore Angoche A6-C

O Governo aprovou os termos do Contrato de Concessão de Pesquisa e Produção de Petróleo (CCPP) para a área Offshore Angoche A6-C, envolvendo a ENI Mozambico SpA e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, E.P. (ENH, E.P.) como concessionárias.

A aprovação dos termos do CCPP para a Área A6-C, com 40% adjudicado à ENH e 60% à ENI Mozambico, sinaliza a vitalidade da pesquisa de hidrocarbonetos em Moçambique. Este desenvolvimento ocorre em um momento em que os debates sobre a transição energética e a importância do gás natural como combustível de transição estão se intensificando.

A pesquisa na Área A6-C contribuirá para o aumento do conhecimento geológico nacional da região de Angoche e poderá levar à descoberta de novos jazigos de petróleo e gás natural, ampliando assim as reservas nacionais.

A aprovação pelo Conselho de Ministros dos termos deste contrato, que posteriormente será revisado pelo Tribunal Administrativo, marca o fim de um extenso processo de clarificação e o início de uma nova fase de atividades de pesquisa na área offshore de Angoche.

É importante destacar que, em março, também foram aprovados os contratos para as áreas A6-D, A6-E e A6-G na região de Angoche, e as áreas S6-A e S6-B na região do Save. No total, seis contratos de concessão para pesquisa e produção de hidrocarbonetos (CCPP) foram aprovados este ano, todos para as partes offshore das Bacias Sedimentares de Rovuma e Moçambique.

EDM acelera obras da linha de alta tensão Moçambique-Maláui

EDM acelera obras da linha de alta tensão Moçambique-Maláui
Cláudio Dambe, director de Electrificação e Projectos na Electricidade de Moçambique (EDM), afirmou que as autoridades estão a colaborar estreitamente com o empreiteiro indiano contratado para a execução das obras da linha de transporte de alta tensão, visando acelerar o ritmo actual dos trabalhos.

De acordo com informações do jornal Notícias, Cláudio Dambe reconheceu que, até há bem pouco tempo, o andamento das obras era preocupante, o que levou à criação de um plano de ação para reverter a situação. “Neste momento, temos técnicos no terreno a avaliar o que realmente foi feito, e acredito que nos próximos dias teremos os resultados”, afirmou Dambe.

A mesma fonte reconheceu que os atrasos não se verificam apenas em Moçambique, mas também no lado do Maláui. No entanto, sublinhou que a situação é mais grave no território nacional. “Há realmente um atraso no Maláui, mas em Moçambique a extensão da linha é duas vezes maior que no país vizinho e o empreiteiro é o mesmo, daí que os problemas que se verificam do outro lado da fronteira também estejam a ocorrer aqui”, explicou Dambe. Ele também mencionou que os atrasos do lado moçambicano não são inteiramente imputáveis ao empreiteiro indiano, devido à necessidade inicial de contratar uma empresa especializada para a desminagem e de negociar a travessia da linha por uma área reservada à exploração mineira.

A primeira avaliação deste plano será feita dentro de dias, ainda este mês, com resultados preliminares esperados em breve.

Recorde-se que a primeira pedra para a construção da linha de transmissão de alta tensão entre Moçambique e Maláui foi lançada em Novembro de 2021. Devido a atrasos iniciais, os trabalhos só começaram em Março de 2023. “A linha de alta tensão entre Moçambique e Maláui terá uma extensão de 560 quilómetros, 280 em cada país. Esta infra-estrutura permitirá a interligação das redes eléctricas dos dois países e a exportação de energia excedente de Moçambique para o Maláui”, lê-se na notícia.

Avaliada em 381,5 milhões de dólares, a linha de alta tensão é financiada pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e pelo Banco Mundial (BM). O projecto visa aumentar o acesso à energia eléctrica na região, promovendo o desenvolvimento económico e social de ambos os países.

A aceleração das obras é uma prioridade para a EDM e os parceiros envolvidos, que reconhecem a importância da infra-estrutura para a integração energética e o desenvolvimento sustentável da região.

EDM speeds up work on Mozambique-Malawi high-voltage line

EDM acelera obras da linha de alta tensão Moçambique-Maláui

Cláudio Dambe, director of Electrification and Projects at Electricidade de Moçambique (EDM), said that the authorities are working closely with the Indian contractor hired to carry out the work on the high-voltage transmission line, with a view to speeding up the current pace of work.

According to the newspaper Notícias, Cláudio Dambe acknowledged that, until recently, the progress of the works was worrying, which led to the creation of an action plan to reverse the situation. “At the moment, we have technicians on the ground assessing what has actually been done, and I believe we will have the results in the next few days,” said Dambe.

The same source acknowledged that the delays were not only in Mozambique, but also on the Malawi side. However, he stressed that the situation is more serious in the national territory. “There is indeed a delay in Malawi, but in Mozambique the length of the line is twice as long as in the neighboring country and the contractor is the same, which is why the problems on the other side of the border are also occurring here,” explained Dambe. He also mentioned that the delays on the Mozambican side are not entirely attributable to the Indian contractor, due to the initial need to hire a specialized company for demining and to negotiate the crossing of the line through an area reserved for mining.

The first assessment of this plan will be made in a few days, later this month, with preliminary results expected soon.

It should be remembered that the foundation stone for the construction of the high-voltage transmission line between Mozambique and Malawi was laid in November 2021. Due to initial delays, work only began in March 2023.

“The high-voltage line between Mozambique and Malawi will be 560 kilometers long, 280 in each country. This infrastructure will allow the interconnection of the electricity grids of the two countries and the export of surplus energy from Mozambique to Malawi,” reads the news report.

Valued at 381.5 million dollars, the high-voltage line is financed by the African Development Bank (AfDB) and the World Bank (WB). The project aims to increase access to electricity in the region, promoting economic and social development in both countries.

Accelerating the works is a priority for EDM and the partners involved, who recognize the importance of the infrastructure for energy integration and sustainable development in the region.

Programa DELPAZ capacita jovens em Manica com formação em agro-pecuária

Programa DELPAZ capacita jovens em Manica com formação em agro-pecuária

O programa Desenvolvimento Local para a Consolidação da Paz em Moçambique (DELPAZ) projecta formar 400 jovens em agro-pecuária e técnicas de processamento de produtos agrícolas até o final deste ano. A formação ocorre no Instituto Agrário de Chimoio, no distrito de Vanduzi, província central de Manica. A informação foi divulgada pela Agência de Informação de Moçambique nesta Segunda-feira, 22 de Julho.

Lançado em Outubro de 2021, o programa conta com um financiamento de 1,9 mil milhões de meticais (31,5 milhões de dólares) e faz parte do apoio abrangente da União Europeia para consolidar o Acordo de Paz e Reconciliação Nacional em Moçambique. O objectivo é capacitar jovens seleccionados nos distritos de Macossa, Báruè, Guro e Tambara, sendo cerca de 30% filhos ou dependentes de antigos guerrilheiros da Renamo no âmbito do processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR). Os restantes beneficiários são membros das comunidades dos distritos mencionados, a maioria em situação de vulnerabilidade.

Giulia Zíngaro, coordenadora de programas da DELPAZ nas províncias de Manica e Tete, explicou que o critério de selecção dos jovens foi baseado na identificação daqueles com vocação para a actividade agrícola e que já exercem essa actividade em suas comunidades. “A selecção dos jovens teve início no ano passado. A formação arrancou este ano e a previsão é que os 400 jovens sejam formados até finais de Setembro. São formações que decorrem de forma faseada e no modelo mais intensivo”, afirmou Zíngaro à margem do encontro de Diálogo pela Paz, realizado no distrito de Vanduzi.

No debate, Rogério Sitoe, um dos painelistas, destacou a importância da paz para o desenvolvimento do país. “A paz é um bem comum que começa nos nossos corações, na família, na nossa casa, local de residência, de trabalho e em todo o lugar onde estivermos. É o respeito pelo próximo, saber perdoar e fazer o bem para a construção de uma geração próspera”, disse Sitoe.

A formação oferecida pelo DELPAZ busca não apenas capacitar jovens em técnicas agrícolas avançadas, mas também promover a paz e a estabilidade em uma região marcada por conflitos. Ao investir na juventude, o programa espera criar uma base sólida para o desenvolvimento económico e social sustentável, contribuindo para a construção de uma nação mais próspera e harmoniosa.

Em suma, a iniciativa do DELPAZ é um passo significativo para fortalecer a agro-pecuária em Manica, ao mesmo tempo em que promove a reconciliação e a paz em Moçambique. Com um foco especial em jovens de comunidades vulneráveis e filhos de ex-combatentes, o programa simboliza um esforço conjunto para transformar a realidade local por meio da educação e do desenvolvimento agrícola.