Friday, April 17, 2026
spot_img
Home Blog Page 168

BNI: Lucros crescem 29.05% para MT 269.22 milhões

O BNI encerrou o ano de 2023 com um Resultado Líquido de MT 269.22 milhões, 29.05% acima dos MT 208.62 milhões registados em igual período de 2022.

O BNI refere-se ao exercício 2023, como um ano marcado por um ambiente de elevados riscos e incertezas, no qual teve que adoptar “um conjunto de medidas assertivas e ponderadas que permitiram a solidez e rentabilidade do balanço, para além de manter níveis adequados de capital, liquidez e solvabilidade”.

Com efeito, o BNI viu crescer a Rentabilidade dos Capitais Próprios Médios (ROAE) para 7.09% (5.78% em 2022) e da Rentabilidade dos Activos Médios para 2.28% (2.02% em 2022). Adicionalmente, os níveis de capital e liquidez melhoraram significativamente com o Rácio de Solvabilidade atingindo 23.50% (17.57% em 2022), e o Rácio de Liquidez 106.89% (95.39% em 2022) acima dos mínimos regulamentares de 12% e 25%, respectivamente.

Foi este desempenho que, de acordo com o Banco, “reforçou a sua capacidade para desenvolver as suas actividades de forma sustentável e a sua posição como um banco de desenvolvimento e investimento sólido e robusto no mercado”

O BNI viu o seu produto bancário crescer em 8.80%, atingindo MT 997.72 milhões em 2023, suportado pelo aumento da margem financeira (10.50%) e da margem complementar (3.19%) que, de acordo com o Presidente da Comissão Executiva, Abdul Jivane, espelha “as medidas adoptadas pelo Banco para promover o crescimento sustentável e a rentabilidade do balanço, mantendo uma atenção rigorosa aos riscos bancários.

“A registar um crescimento todos os indicadores prudenciais e de gestão, o BNI indica que a margem financeira correspondeu a 80% do produto bancário (contra 79% em 2022), enquanto a margem complementar representou 20% (21% em 2022).

A margem financeira ascendeu a MT 804.17 milhões, reflectindo um crescimento de 10.50% em relação aos MT 727.75 milhões registados em 2022. “Esta evolução foi suportada pelo aumento do volume de activos financeiros em 6.49% e pelo aumento da taxa de juro de retalho em 1.5 pp, o que requereu uma adequada gestão do gap positivo entre activos e passivos financeiros”. Explica Abdul Jivane.

“A Margem Financeira do Banco revela perspectivas robustas de crescimento para os próximos anos, em função da consolidação das acções desenvolvidas em 2023 que permitirão a expansão dos activos financeiros, aliada à optimização contínua de sua estrutura, tendo em vista a tolerância ao risco, propiciando o aumento da Rentabilidade dos Capitais Próprios Médios (ROAE) para 7.09% (5.78% em 2022) e da Rentabilidade dos Activos Médios para 2.28% (2.02% em 2022). Adicionalmente, os níveis de capital e liquidez do BNI melhoraram significativamente com o Rácio de Solvabilidade atingindo 23.50% (17.57% em 2022), e o Rácio de Liquidez 106.89% (95.39% em 2022) acima dos mínimos regulamentares de 12% e 25%, respectivamente.

Numa outra perspectiva, referindo-se aos significados dos resultados acabados de anunciar, o PCE, Abdul Jivane, afirmou que “este desempenho reforçou a capacidade do Banco para desenvolver as suas actividades de forma sustentável e a sua posição como um banco de desenvolvimento e investimento sólido e robusto no mercado”. A margem financeira do Banco revela perspectivas robustas de crescimento para os próximos anos, em função da consolidação das acções desenvolvidas em 2023 que permitirão a expansão dos activos financeiros, aliada à optimização contínua de sua estrutura, tendo em vista a tolerância ao risco.

Operadores de telefonia móvel criam pacotes de dados de internet acessíveis para jovens

Em resposta às reações em torno da revisão das tarifas de telecomunicações de voz e dados de internet no país, a autoridade reguladoras das Telecomunicações(INCM), anunciou nesta sexta 10 de maio, em conferência de imprensa que orientou as operadoras a criarem pacotes de dados de internet especificamente para jovem num valor de 0.03mt que equivale a 30 Mt por cada 1GB.

Massingue Apala, administrador Executivo do INCM, afirmou que em concertação  com as tres operadoras face às preocupações dos utilizadores de telefonia móvel que a autoridade reguladora das comunicações esta  receber relativas ao acesso a internet principalmente de camada jovem, e para dar resposta a esta preocupação, os operadores vão lançar nos próximos dias pacotes específicos  para a camada jovem dos 16 aos 25 anos, que incluem benefícios adicionais e a preço acessível.

Este pacote de dados especificamente para a camada juvenil terá um custo de 0,03 Mt/MB o que significa que com 15 mt dá direito a 500MB e 30 Mt dá direito a 1GB, disse Massingue Apala.

Apala, explicou que a medida tomada foi para atender as necessidades de jovens estudantes, empreendedores e muitos outros que tem nas comunicações uma fonte de renda.

Adil Ginabay, em representação das três operadoras (TMCEL , Vodacom e Movitel), reconheceu que a prática de bônus ilimitados era nefasta para as operadoras, sobretudo pelo nível de investimento que as operadoras fizeram nos últimos anos.

A prática de bônus ilimitados era nefasta para as operadoras, e a introdução desta prática por parte de todas operadoras foi uma necessidade para fidelizar os seus clientes que acabou enfraquecendo o mercado das telecomunicações, a decisão de aumentaras tarifas foi uma iniciativa dos operadores de telefonia móvel:

Moçambique é agora um dos países com as tarifas de comunicação mais competitivas ao nível da África Austral. Tornando-se assim o segundo país  com tarifa mais baixa por cada GB a nível da SADC, Malawi 68Mt, Moçambique 70Mt, Angola 73.95 Mt, Eswatini 239.26 , África do Sul 290.53Mt , Lesotho 320.91Mt, Botswana 558.31Mt.

A Autoridade Reguladora das comunicações reduziu igualmente o preço na ordem de 90% do custo de acesso a conteúdos locais hospedados em Moçambique do domínio .mz e acesso a custo zero às plataformas de educação a nível nacional do domínio ac.mz.

Oxford Economics: Crescimento da Economia de Moçambique abranda para 4,6% este ano

A previsão da Oxford Economics aponta para o regresso da TotalEnergies a Moçambique “no princípio do segundo semestre”

A consultora Oxford Economics prevê que a economia de Moçambique abrande o crescimento para 4,6% este ano, no seguimento da redução da confiança dos empresários e atrasos no recomeço dos projectos de Cabo Delgado.

“Os empresários em Moçambique estão a sentir-se menos confiantes sobre o futuro da actividade económica, num contexto em que o projecto de exploração de gás natural no norte de Moçambique continua fechado e enfrenta novos possíveis atrasos”, escrevem os analistas do departamento africano da Oxford Economics.

Num comentário aos números sobre a confiança dos empresários, que desceu em Março para terreno negativo, pela quarta vez em cinco meses, os analistas salientam que “o crescimento económico deverá abrandar, de 5% em 2023, para 4,6% este ano devido ao crescimento menor da produção de gás natural e aos atrasos na construção do projecto da TotalEnergies”.

Os últimos números do índice PMI, que mostra a confiança dos empresários na evolução da economia de um país, “não são indicativos de um abrupto abrandamento do crescimento económico, mas mostram, na verdade, que as condições empresariais não estão a melhorar substancialmente e que a confiança dos empresários está, de alguma forma, enfraquecida”.

A previsão da Oxford Economics aponta para o regresso da TotalEnergies a Moçambique “no princípio do segundo semestre”, beneficiando da extensão da presença das tropas do Ruanda no norte de Moçambique, para garantir mais segurança no recomeço dos trabalhos de construção do megaprojecto de exploração das vastas reservas de gás natural neste país lusófono africano.

ʺUm Olhar sobre os potenciais riscos de influência política nas decisões de política monetáriaʺ

A Lei Orgânica do Banco de Moçambique define como objectivo primário da política monetária a preservação do valor da moeda nacional, que se infere numa inflação baixa e estável. A nível internacional, nos últimos tempos os Bancos centrais têm adotado uma política monetária restritiva com vista a conter inflação, com destaque para o aumento dos preços das principais commodities derivado em parte do conflito geopolítico ente a Rússia e Ucrânia, num contexto em que se tem intensificado os debates em torno da contribuição da política fiscal na estabilidade da inflação.

Em Moçambique não foi diferente, O Banco central aquando das perspectivas de uma inflação alta, adoptou uma postura restritiva, tendo aumentado as taxas de referência do mercado por forma conter a demanda interna e reduzir o multiplicador monetário na economia, o que originou num custo de vida elevado para a população e um fraco investimento do sector privado devido as limitações no acesso ao crédito e financiamento. Adicionalmente, No Mercado cambial, o Banco central decidiu cortar o subsídio das vendas de combustíveis, passando assim os Bancos comerciais a cobrir na plenitude a demanda de moeda estrangeira por parte das gasolineiras, impactando negativamente na disponibilidade de divisas no mercado cambial, entretanto o metical mante-se estável perante ao dólar.

A partir do segundo semestre de 2023, registou-se uma redução e estabilidade da inflação para níveis de 4%, refletindo o sucesso da implementação de política monetária do Banco de Moçambique. Actualmente, tem-se notado um relaxamento da política monetária restritiva visando garantir maior circulação monetária. As principais taxas de referência tem tido um decréscimo e com uma tendência a manter neste ritmo até o final de ano, mantendo a inflação estável e baixa.

Com o período de Eleições que se avizinha, o risco de interferência política no processo de tomada de decisões de política monetária terá uma tendência a aumentar, contudo o Banco de Moçambique deve resistir a estas pressões, garantindo a sua independência em prol da estabilidade dos preços.

Esta influência política pode trazer efeitos negativos na economia tais como o risco de aumento do endividamento interno e externo, com o aumento na emissão de bilhetes e obrigações de tesouro e de incumprimento das suas obrigações financeiras internacionais, e o risco de uma inflação instável e imprevisível que é prejudicial pois reduz as possibilidades de investimento e poupança, e conduz a um consumo irracional.

Ademais, o país pode se encontrar numa situação que não tenha os amortecedores necessários para possíveis choques naturais e instabilidade politica a nível nacional e internacional.

Num cenário, em que as perspectivas da inflação mantenham em níveis controlados e baixos, a tendência de relaxamento de política monetária restritiva é bem vista para ambos os lados inclusive para o Governo visto que irá proporcionar uma melhor condução da política fiscal.

Por outro lado, numa situação de perspectivas de média e alta inflação, é importante que o Banco Central volte a adoptar de forma rígida a política monetária restritiva, com o aumento das taxas de referência e controlo da liquidez monetária e bem como garantindo os níveis necessários de reservas internacionais, mesmo que estas medidas contribuam para a desaceleração do crescimento económico a curto prazo e a médio e longo prazo para o crescimento da economia e do bem-estar da população.

Este decréscimo do crescimento económico, empobrecimento da população e aumento do desemprego a curto prazo pode não ser bem visto pelo Governo, principalmente num cenário actual de Eleições Políticas presidenciais. Assim é necessário que haja muita prudência para que evitemos possíveis colapsos financeiros a médio e longo prazo.

É extremamente necessário uma extreita coordenação entre a política fiscal e monetária para o sucesso da inflação, principalmente em períodos de Eleição Política.

Por: Paulo Matavela

Breve Perfil

Pós-graduação em Gestão de Empresas pela Universidade de Witwatersrand – Joanesburgo, Licenciatura em Gestão Financeira.

Gestor Financeiro e de Risco, experiência no sector bancário e Telecomunicações, bem como Consultor Financeiro (serviços financeiros e mercados de capitais), Coaching e Mentoring, Certificação em curso de Analista de Modelação Financeira e Avaliação, Programa de Desenvolvimento de Gestores pela W-Consulting South Africa.

ʺA look at the potential risks of political influence on monetary policy decisionsʺ

The Organic Law of the Bank of Mozambique defines the primary objective of monetary policy as preserving the value of the national currency, which is reflected in low and stable inflation. At international level, central banks have recently adopted a restrictive monetary policy with a view to containing inflation, with emphasis on the increase in the prices of the main commodities due in part to the geopolitical conflict between Russia and Ukraine, in a context in which the debates around the contribution of fiscal policy to inflation stability have intensified.

The central bank, faced with the prospect of high inflation, adopted a restrictive stance, increasing the market reference rates in order to contain domestic demand and reduce the monetary multiplier in the economy, which led to a high cost of living for the population and weak investment by the private sector due to limitations in access to credit and financing. In addition, in the foreign exchange market, the central bank decided to cut the subsidy on fuel sales, meaning that commercial banks now fully cover the demand for foreign currency from petrol stations, negatively impacting on the availability of foreign currency in the foreign exchange market, although the metical remains stable against the dollar.

As of the second half of 2023, there has been a reduction and stability in inflation to levels of 4%, reflecting the successful implementation of the Bank of Mozambique’s monetary policy. Currently, there has been a relaxation of the restrictive monetary policy aimed at ensuring greater monetary circulation. The main reference rates have been falling and tend to continue at this pace until the end of the year, keeping inflation stable and low.

With the upcoming election period, the risk of political interference in the monetary policy decision-making process will tend to increase, but the Bank of Mozambique must resist these pressures, guaranteeing its independence for the sake of price stability.

This political influence can have negative effects on the economy, such as the risk of increased internal and external indebtedness, with an increase in the issuance of treasury bills and bonds and defaults on its international financial obligations, and the risk of unstable and unpredictable inflation, which is harmful because it reduces the possibilities for investment and savings, and leads to irrational consumption.

Furthermore, the country may find itself in a situation where it doesn’t have the necessary buffers for possible natural shocks and political instability at national and international level.

In a scenario in which the outlook for inflation remains controlled and low, the tendency to relax restrictive monetary policy is welcomed by both sides, including the government, as it will allow fiscal policy to be conducted better.

On the other hand, in a situation of medium and high inflation prospects, it is important that the Central Bank once again adopts a strict restrictive monetary policy, with an increase in reference rates and control of monetary liquidity, as well as guaranteeing the necessary levels of international reserves, even if these measures contribute to a slowdown in economic growth in the short term and in the medium and long term to the growth of the economy and the well-being of the population.

This decrease in economic growth, impoverishment of the population and increase in unemployment in the short term may not sit well with the government, especially against the backdrop of the current presidential elections. It is therefore necessary to be very prudent in order to avoid possible financial collapse in the medium and long term.

Extreme coordination between fiscal and monetary policy is extremely necessary if inflation is to succeed, especially in times of political elections.

By: Paulo Matavela

Brief Profile

Post-graduate degree in Business Management from the University of the Witwatersrand – Johannesburg, Degree in Financial Management.

Financial and Risk Manager, experience in the banking sector and Telecommunications, as well as Financial Consultant (financial services and capital markets), Coaching and Mentoring, Certification in Financial Modeling and Valuation Analyst course, Management Development Program by W-Consulting South Africa.

Sérgio Gomes: ʺO M-Pesa é o maior serviço de carteira móvel no país e conta com mais de 6 milhões de clientes activosʺ

O M-Pesa é o maior serviço de carteira móvel no país. Conta, actualmente, com mais de 6 milhões de Clientes activos e uma rede de mais de 60.000 Agentes activos. A meta é abranger 75 por cento da população moçambicana adulta, até 2025.

Durante a sessão de entrevista com o Director Geral da Vodafone M-Pesa, subsidiária da Vodacom Moçambique, Sérgio Gomes, referiu-se sobre os desafios da fintech ao longo dos 11 anos de existência e do posicionamento da Vodafone M-pesa para recuperação dos activos, visto que são parte de alguns utentes não honram com o compromisso.

Profile Mozambique: Celebra-se este ano, 11 anos da Plataforma M-pesa, neste crescimento, o que é que se pode esperar em termos de responsabilidade social no país?

Sérgio Gomes: A forma como nós ajudamos e apoiamos as famílias nas suas actividades económicas e ainda empoderar estas actividades, ao longo destes 11 anos, tem um impacto social e de desenvolvimento, elementos que exprimem  a nossa responsailidade social.

Por outro lado, o nosso propósito fudamental passa pela inclusão financeira bem como por dar acesso aos serviços financeiros a todos moçambicanos.

Nota que, quando estamos a lançar produtos financeiros de fnanciamento directo, seguros digitais e acesso directo para as pessoas e serviços de poupança, tudo isso contribui para dar acesso aos serviços financeiros a todos, e isso é parte da nossa responsabilidade social.

PM: Como a Vodafone M-pesa, uma fintech regulada tanto pelo Banco de Moçambique quanto pelo INCM devido à sua associação com a Vodacom, mantém sua independência diante das medidas implementadas pelo Banco Central?

SG: Vodafone Mpesa existe enquanto empresa, praticamente surge aquando da criação do serviço M-pesa, portanto, a empresa é participada 100% pela Vodacom. Entretanto, a empresa funciona de forma totalmente independente, tem os seus órgãos sociais, as decisões são tomadas de forma profissional e as nossas actividades são determinadas pelas estratégias que são delineadas internamente.

Agora, existe toda uma parceria estratégica com a vodacom, que é fundamental para nós. A empresa nasceu na Vodacom, vive junto a Vodacom e empodera a Vodacom tal como a Vodacom empodera o M-pesa. Mas em termos regulatórios temos uma relação específica que é coordenada pelo Banco de Moçambique, ao contrário da Vodacom que o regulador é o INCM.

PM: Persistem os casos de fraudes e ataques cibernéticos e muitos utentes têm mostrado preocupação correlação a segurança desta fintech. Que estratégias foram adoptadas com vista a controlar esta situação?

SG: Nós, felizmente, enquanto M-pesa não temos tido nenhum evento de um ataque cibernético, seja pequeno ou de grande escala, a forma como nós construímos toda a defesa de cyber security, a forma como nós temos as políticas definidas e as executamos no dia a dia e a responsabilidade que temos enquanto grupo internacional, tem-nos permitido ter uma defesa muito forte e por conseguinte evitar qualquer tipo de ataque, ainda que as tentativas possam ocorrer.

Agora, relativamente às fraudes, os casos relatados tem a ver com o fenómeno que se chama Engenharia Social. A fraude mais comum que todos deveriam experienciar é simplesmente o receberem uma SMS, a solicitar que aquele valor sejam enviado.

Nós temos tomado medidas muito concretas e temos criado sistemas também muito concretos durante os últimos 12 meses que reduziram substancialmente, e quando digo substancialmente é mesmo numa medida muito larga. E eu penso que essa experiência tem sido muito comum. Se há um ano atrás nós receberíamos num ano 10, 20 mensagens dessas, hoje recebem um num outro novo número, porque nós controlamos estes contactos e tomamos medidas. E nós vamos continuar a assumir a responsabilidade por esses controles. E por qualquer outro tipo de actividade fraudulenta ou tentativa fraudulenta para com os nossos clientes.

PM: Qual é a estratégia da Vodafone M-pesa para recuperação dos activos, visto que são muitas pessoas que nao honram com o compromisso?

SG: Da mesma forma que nós temos pessoas que não pagam, são algumas, nós temos uma maioria substancial de pessoas que pagam a tempo e a horas e que fazem uma utilização responsável do produto. E quando eu digo uma maioria substancial, nós estamos a falar do que hoje em dia temos, e eu posso divulgar este número, um NPO, que é o que nós chamamos para preço de produto, cerca de 4%. Ele está inclusive abaixo daquilo que é a média de todos os standards financeiros do NPO. A diferença é que este é um produto de máximo, portanto é muito muito conhecido.

Nós temos que dar voz às pessoas que fazem uma autorização responsável e para as quais faz muita diferença a existência deste produto. Eu posso-vos garantir que todos os dias existem pequenos empresários informais que fazem uso deste produto para poderem alavancar na sua actividade, para poderem adquirir mais produtos, para durante o dia fazerem a sua venda, aumentarem as suas vendas e no final do dia honram com o seu pagamento.

Também existem situações de emergência em que pessoas que não teriam a hipótese de comprar um medicamento, ou não teriam a hipótese naquele dia de se alimentarem, conseguem trazer uso e recurso deste produto, conseguem, porque esse salvar inclusive a vida, e no final fazem o pagamento responsável deste produto.

PM: O país tem estado a apontar várias medidas para combater o branqueamento de capitais, sobretudo o financiamento do terrorismo. Como se posiciona o M-pesa face a esta questão?

SG: Realativamente a esta questão, tenho o prazer de dizer que nós temos feito um investimento substancial, em criar toda uma linha de defesa relativamente ao branqueamento de capitais e ao o financiamento do terrorismo. Seja com as pessoas que contratamos para essas unidades.

E, inclusive, a responsabilidade que trouxemos aos nossos órgãos sociais, que são os maiores responsáveis por essa actividade de garantia, que nós temos as políticas adequadas, e que nós temos equipa adequada para que também faça isso. E também um investimento em sistemas e modelos para conseguir controlar as transações e para conseguir perceber onde é que estão os focos de possibilidade de garantimento de capitais, a que conhecemos as vezes.

As nossas transações hoje são extremamente seguras. Nós, inclusive, ao ponto de ver o tracking que fazemos, conseguimos identificar a todo e qualquer momento quais são as origens de risco e podemos fazer essa análise. E sim, temos, claro, um olho muito especial sobre a região com as regiões que são de mais alto risco, acerca da monitorização das transações que há agora, para perceber se em algum momento estamos em risco ou não.

Em linhas gerais, a empresa tem procedimentos de compliance bastante rigidas e com os sistemas que temos, somos uma barreira e uma defesa para a garantia de que as transações possam ser realizadas em um momento determinado, de tal forma que ha um limite de transferência por dia.

Conselho de Administração da Vodafone M-Pesa

Sérgio Gomes: ʺM-Pesa is the largest mobile wallet service in the country and has more than 6 million active customersʺ

M-Pesa is the largest mobile wallet service in the country. It currently has more than 6 million active customers and a network of more than 60,000 active agents. The goal is to cover 75 percent of the adult Mozambican population by 2025.

During the interview session with the General Manager of Vodafone M-Pesa, a subsidiary of Vodacom Mozambique, Sérgio Gomes spoke about the challenges facing the fintech company over the 11 years of its existence and Vodafone M-Pesa’s positioning to recover assets, given that some users do not honor their commitments.

Profile Mozambique: We are celebrating 11 years of the M-pesa platform this year. In this growth, what can we expect in terms of social responsibility in the country?

Sérgio Gomes: The way we have helped and supported families in their economic activities and empowered these activities over the last 11 years has had a social and developmental impact, elements that express our social responsibility.

On the other hand, our fundamental purpose is financial inclusion and giving all Mozambicans access to financial services.

Note that when we are launching direct fnancing financial products, digital insurance and direct access for people and savings services, all of this contributes to giving access to financial services to everyone, and this is part of our social responsibility.

PM: How does Vodafone M-pesa, a fintech regulated by both the Bank of Mozambique and INCM due to its association with Vodacom, maintain its independence in the face of the measures implemented by the Central Bank?

SG: Vodafone Mpesa exists as a company, it practically came into being when the M-pesa service was created, so the company is 100% owned by Vodacom. However, the company operates completely independently, it has its own governing bodies, decisions are taken professionally and our activities are determined by the strategies that are outlined internally.

Now, there is a whole strategic partnership with vodacom, which is fundamental for us. The company was born in Vodacom, lives next to Vodacom and empowers Vodacom just as Vodacom empowers M-pesa. But in regulatory terms we have a specific relationship which is coordinated by the Bank of Mozambique, unlike Vodacom where the regulator is INCM.

PM: Cases of fraud and cyber attacks persist and many users have shown concern about the security of this fintech. What strategies have been adopted to control this situation?

SG: Fortunately, as M-pesa we haven’t had any cyber attacks, whether small or large-scale. The way we have built our cyber security defense, the way we have defined policies and execute them on a daily basis, and the responsibility we have as an international group, has allowed us to have a very strong defense and therefore avoid any kind of attack, even though attempts may occur.

Now, with regard to fraud, the cases reported have to do with the phenomenon called Social Engineering. The most common fraud that everyone should experience is simply receiving an SMS asking for that amount to be sent.

We have taken very specific measures and created very specific systems over the last 12 months that have reduced this substantially, and when I say substantially, I mean very substantially. And I think this experience has been very common. If a year ago we would have received 10 or 20 of these messages in a year, today we receive one in a new number, because we monitor these contacts and take action. And we will continue to take responsibility for these controls. And for any other type of fraudulent activity or fraudulent attempt towards our customers.

PM: What is Vodafone M-pesa’s strategy for recovering assets, given that so many people don’t honor their commitments?

SG: Just as we have people who don’t pay, there are a few, we have a substantial majority of people who pay on time and who use the product responsibly. And when I say a substantial majority, we’re talking about what we have today, and I can disclose this figure, an NPO, which is what we call the product price, of around 4%. It’s even below the average of all financial NPO standards. The difference is that this is a top product, so it’s very well known.

We have to give a voice to the people who make responsible authorizations and for whom the existence of this product makes a big difference. I can assure you that every day there are small, informal entrepreneurs who use this product to boost their business, to be able to buy more products, to make their sales during the day, to increase their sales and at the end of the day they honor their payment.

There are also emergency situations in which people who wouldn’t have the chance to buy medicine, or wouldn’t have the chance that day to feed themselves, manage to make use of this product and use it, because it even saves their lives, and at the end of the day they pay for this product responsibly.

PM: The country has introduced various measures to combat money laundering, especially the financing of terrorism. How does M-pesa stand on this issue?

SG: Regarding this issue, I’m pleased to say that we have made a substantial investment in creating a whole line of defense against money laundering and terrorist financing. Whether it’s with the people we hire for these units.

And even the responsibility we have brought to our governing bodies, who are the ones most responsible for this guarantee activity, that we have the right policies, and that we have the right team to do this as well. And also an investment in systems and models to be able to control transactions and to be able to see where the hotspots of possible capital guarantees are, which we are sometimes aware of.

Our transactions today are extremely secure. We are even able to identify the sources of risk at any given moment, and we can carry out this analysis. And yes, of course, we have a very special eye on the region with the regions that are the highest risk, on monitoring the transactions that there are now, to see if at any point we are at risk or not.

In general terms, the company has very strict compliance procedures and with the systems we have, we are a barrier and a defense to ensure that transactions can be carried out at a certain time, so that there is a transfer limit per day.

Vodafone M-Pesa Board of Directors

Mozambique aims to raise funds for the conservation of the Miombo forest

The Mozambican government took part in an international conference in Washington, USA, with the aim of mobilizing funds to protect the Miombo forest. The Minister of Land and Environment, Ivete Maibaze, highlighted the importance of the event to increase the funding needed to implement conservation actions, revealing that the action plan drawn up for 2022 requires a total investment of 550 million dollars.

So far, Mozambique and its partners have managed to raise 154 million dollars, and the conference aims to raise the rest. The agenda includes a ministerial meeting, panel discussions and a speech by President Filipe Nyusi, as well as the verbal adoption of the Declaration of Commitment on the Miombo Forest.

The Maputo Declaration on the Miombo Forest, signed by several African countries, establishes priorities for the sustainable management of the natural resources of this vital ecosystem. The Miombo forest plays a crucial role in the livelihoods of more than 300 million inhabitants, as well as maintaining the Great Zambezi, an important transnational river basin.

Figures revealed by the National Director of Forestry show that Mozambique loses 267,000 hectares of forest every year. Recently, the Global Environment Facilities (GEF) and the Italian Cooperation Agency made 17.6 million dollars available for forest revitalization and monitoring initiatives in the country.

Uma Nova Era para o M-Pesa: Salimo Abdula assume a Presidência do Conselho de Administração

Salimo Abdula

A Vodafone M-Pesa celebra seus onze anos de existência com o anúncio da nomeação de Salimo Abdula, como o novo Presidente do Conselho de Administração. Abdula, um empresário moçambicano com uma vasta experiência em liderança estratégica, assume a presidência em um momento crucial de expansão e inovação no mercado dos serviços financeiros móveis.

A Vodafone M-Pesa está determinada a impulsionar a implementação de soluções inovadoras que atendam às necessidades do mercado em constante evolução. Além disso, continuará a oferecer serviços financeiros seguros e a colaborar com o Governo e o Banco de Moçambique no programa de inclusão financeira dos moçambicanos.

“Assumir a liderança da Vodafone M-Pesa é um desafio que me honra e me permite contribuir para o crescimento do país, reafirmo o compromisso com a excelência operacional com vista a fornecer serviços financeiros acessíveis a todos os moçambicanos”. Afirmou, Salimo Abdula.

Salimo Abdula é conhecido por sua vasta experiência em cargos de liderança, tendo sido presidente de organizações empresariais importantes, como a Confederação Empresarial da CPLP e a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA). Além disso, presidiu a Vodacom Moçambique anteriormente. Abdula também recebeu títulos honorários em Empreendedorismo pela University of South Africa (UNISA) e em Filosofia pela Trinity International University of Ambassadors dos Estados Unidos da América, em 2022 e 2023, re spectivamente.

Salimo Abdula appointed chairman of the board of Vodafone M-Pesa

Salimo Abdula

Vodafone M-Pesa celebrates its eleventh anniversary with the announcement of the appointment of Salimo Abdula as the new Chairman of the Board of Directors. Abdula, a Mozambican entrepreneur with extensive experience in strategic leadership, takes over the presidency at a crucial time of expansion and innovation in the mobile financial services market.

Vodafone M-Pesa is determined to drive the implementation of innovative solutions that meet the needs of the constantly evolving market. In addition, it will continue to offer secure financial services and collaborate with the Government and the Bank of Mozambique in the financial inclusion program for Mozambicans.

“Taking on the leadership of Vodafone M-Pesa is a challenge that honors me and allows me to contribute to the country’s growth, reaffirming my commitment to operational excellence with a view to providing accessible financial services to all Mozambicans.” Said Salimo Abdula.

Salimo Abdula is known for his vast experience in leadership positions, having been president of important business organizations such as the CPLP Business Confederation and the Confederation of Economic Associations of Mozambique (CTA). He also previously chaired Vodacom Mozambique. Abdula also received honorary degrees in Entrepreneurship from the University of South Africa (UNISA) and in Philosophy from Trinity International University of Ambassadors of the United States of America, in 2022 and 2023, respectively.