Monday, April 27, 2026
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Governo revoga a concessão da CPMZ para o gasoduto Moçambique-Zimbabwe 

A Companhia do Gasoduto Moçambique-Zimbabwe (CPMZ) deixa de ser a concessionária do gasoduto Beira-Zimbabwe, que se encontra em funcionamento contínuo há mais de 41 anos, desde 1982.

O Conselho de Ministros desta terça-feira “aprovou o Decreto que revoga o Decreto 1/84, de 22 de fevereiro, que concede o projecto de exploração do gasoduto Beira-Zimbabwe”, começou por informar Filimão Suazi.

“O Decreto revoga a concessão à Companhia do Pipeline Moçambique-Zimbabwe para a exploração do gasoduto Beira-Zimbabwe e respectivos benefícios,como a estabilidade dos investimentos em curso”, esclareceu a fonte.

Igualmente, a medida atribui poderes aos ministros que superintendem as áreas das Finanças, dos Recursos Minerais e Energia e dos Transportes e Comunicações, para aprovarem os mecanismos necessários para assegurar a continuidade da exploração do gasoduto Beira-Zimbabwe, sem prejuízo das competências de outros órgãos.

Ainda no encontro semanal do Governo, o Executivo decidiu exonerar Hermínio Enoque Paulo Sueia do cargo de Presidente do Conselho de Administração do Centro de Desenvolvimento de Sistemas de Informação Financeira (CEDSIF) e nomeu como sucessor a Manuel António dos Santos.

O abastecimento de combustível ao Zimbabwe era feito mediante um contrato de exploração assinado com o Governo do país.

A empresa diz que a sua visão estratégica é que Moçambique possa ser o ponto central de distribuição de produtos petrolíferos refinados para o interior da África Austral, através dos oleodutos da CPMZ (Beira-Feruka) e da PZL (Feruka-Harare).

A história da CPMZ começa na segunda metade da década de 1950, com uma ideia visionária: criar uma infra-estrutura de larga escala, a partir do porto da Beira, capaz de dar resposta às necessidades de combustível de três países do hinterland, Zimbabwe, Malawi e Zâmbia.

O conceito visava a construção de uma refinaria de petróleo no Zimbabwe (Feruka) e de um oleoduto que assegurasse o abastecimento de petróleo bruto desde a Beira.

 

Coreia do Sul considera grafite de Moçambique

A Coreia do Sul está a explorar parcerias com Moçambique e Tanzânia para garantir um abastecimento fiável de grafite, após controlos de exportação mais rigorosos por parte da China sobre este recurso crucial para as baterias de veículos elétricos.

Moçambique e Tanzânia são atualmente a terceira e décima segunda maiores fontes de grafite no mundo.

A grafite desempenha um papel vital na produção de ânodos para baterias de veículos elétricos, sendo um componente fundamental das células recarregáveis.

O Ministério do Comércio da Coreia do Sul planeia intensificar as relações diplomáticas de alto nível com a China para assegurar a importação contínua de grafite.

Além disso, o país está a acelerar a inauguração de uma fábrica nacional de grafite sintética prevista para o próximo ano. Paralelamente, está a investir no desenvolvimento de ânodos de silício como uma alternativa viável à grafite.

Esta decisão foi tomada após discussões entre autoridades e principais intervenientes da indústria de baterias, incluindo a LG Energy Solution, a SK On, a Samsung SDI e a Posco Future M, com vista a impulsionar a indústria de veículos elétricos na Coreia do Sul.

Magnora adquire parcela na central solar de Mocuba

A produtora norueguesa de energia renovável, Magnora ASA, anunciou a aquisição majoritária da central solar fotovoltaica de Mocuba, localizada na província da Zambézia, centro de Moçambique, com uma capacidade de até 41 MW e operando desde agosto de 2019.

“A Magnora está comprometida com o desenvolvimento de energias limpas e em atender à crescente demanda por soluções sustentáveis através de aquisições estratégicas e projetos de energia renovável em Moçambique”, declarou a empresa.

Além disso, a Magnora adquiriu recentemente a gestora de projectos eólicos e solares “African Green Ventures” na África do Sul, adicionando-a ao seu portfólio existente de 850 MW. Atualmente, a empresa mantém um portfólio de projectos totalizando quase 2 GW e é uma das empresas capacitadas no Programa de Aquisição de Produtores Independentes de Energia Renovável da África do Sul (REIPPPP).

“A África do Sul tem enfrentado desafios na rede elétrica há muitos anos, o que dificultou a implementação de energias renováveis. No entanto, os investimentos privados em energia solar fotovoltaica têm se destacado, ultrapassando os programas do Governo. A expansão da Magnora nesse país reflete o crescimento do mercado comercial e industrial.

TotalEnergies decide em 2024 investimento ao terminal de gás natural na Matola

A TotalEnergies espera tomar uma Decisão Final de Investimento (FID, sigla em inglês) num novo Terminal de Gás Natural Liquefeito (GNL) no Porto da Matola, até setembro do próximo ano, segundo informou um porta-voz da petrolífera, na Quarta-feira.

O terminal da Matola poderá tornar-se o primeiro grande fornecedor de GNL para a África do Sul, numa altura em que o governo procura expandir significativamente o mercado do gás natural.

De acordo com a Reuters, a TotalEnergies está a estabelecer uma parceria com a empresa privada sul-africana Gigajoule e com entidades moçambicanas para desenvolver o terminal, com um custo estimado de 550 milhões de dólares.

O terminal de GNL receberá carregamentos de gás para uma unidade flutuante de armazenamento e regaseificação permanentemente atracada no Porto da Matola, perto da capital moçambicana, Maputo, embora os atrasos na finalização dos acordos de compra de gás tenham feito com que o seu desenvolvimento fosse adiado.

“A Matola LNG visa fornecer principalmente energia à África do Sul, que enfrenta graves problemas energéticos com cortes recorrentes de energia e cuja atual produção de energia provém de centrais eléctricas a carvão”, afirmou a fonte

Moçambique fornece a maior parte do gás sul-africano destinado aos utilizadores industriais através do gasoduto Rompco.

O Terminal de Gás Natural da Matola faz parte de um projecto mais vasto que o liga a uma central eléctrica a gás de ciclo combinado com capacidade para até 2 mil megawatts e é visto como um facilitador vital para expandir as exportações de energia na região da África Austral.

Reinício do projecto de GNL passa por garantias de financiamento

O Ministro da Economia e Finanças de Moçambique, Max Tonela, sublinhou a necessidade urgente de garantir os compromissos de financiamento para que a TotalEnergies possa reiniciar seu projecto de produção de gás natural em Cabo Delgado ainda este ano.

Durante uma reunião com agências de financiamento envolvidas no projecto, Tonela destacou o papel crítico das agências de crédito à exportação na aprovação atempada do projeto.

“A TotalEnergies está trabalhando para retomar o projecto de Gás natural antes do final deste ano”, afirmou Tonela.

Após um ataque em março de 2021, a TotalEnergies suspendeu suas operações em Cabo Delgado devido à violência na província.

O CEO da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, anunciou recentemente a intenção da empresa de relançar o projeto até o final do ano.

A província de Cabo Delgado enfrenta uma insurgência armada há seis anos, com alguns ataques atribuídos a uma afiliada local do Estado Islâmico.

As forças armadas moçambicanas, apoiadas por contingentes de Ruanda e da SADC desde julho de 2021, lideram os esforços no combate ao terrorismo.

A intervenção conjunta entre as forças destacadas para combater a insurgência que assola a província do Norte de Moçambique já está a mostrar resultados positivos, com progressos visíveis. Em virtude dessas melhorias, as populações já estão a retornar a suas zonas de origem.

The cashew nut sector is recovering in the country.

The national cashew nut processing industry is recovering from the negative impacts of the drop in almond prices in the international market and from Covid-19 over the past three years.

This improvement is the result of efforts aimed at increasing production and productivity, seen as essential for the sustainability and revitalization of this sector.

This information was shared by the Deputy Minister of Agriculture and Rural Development, Olegário Banze, during the first almond committee session held in Maputo.

“The national processing industry, with a capacity of 110,000 tons, has been rebuilding and returning to previous growth levels after the setbacks of the last three years,” stated Banze.

Recently, producers and companies in the cashew nut value chain approved new purchase prices for almonds from producers.

In a meeting held in Maputo, producers advocated for a price of 40 meticais per kilogram, opposed to the 30 meticais proposed by the Cashew Industry Association (AICAJU).

Through discussions and consultations, stakeholders in the cashew nut industry established 37 meticais per kilogram as the ideal cost for both parties, respecting the efforts of producers and the sustainability of the companies that purchase the product.

How is the industry in the country?

The cashew nut processing industry is one of the sectors that faced significant constraints due to industrial decline in the country. Apart from the factories that were involved in rubber processing, battery production, and footwear manufacturing, some of these almond processing plants also suffered.

In the city of Xai-Xai, for example, until the mid-2000s, the MOCITA cashew nut processing factory operated in the capital of Gaza province. The factory used to receive over 40,000 tons of almonds.

However, it has been more than 15 years since the factory last operated. The government is now trying to revitalize the national industry, and there is an ongoing study aimed at assessing the industrial situation in the country.

In this process, nearly 8,000 industrial companies from across the country are being covered by the initiative called “General Mapping of the Manufacturing Industry,” which has been developed by the Ministry of Industry and Commerce since July of last year.

Global challenge in flake fraphite production

Tirupati, one of the few graphite producers outside of China, highlights the growing global dependence on China for essential minerals in the energy transition, such as flake graphite, crucial for lithium-ion batteries.

The company foresees an imbalance between graphite demand and supply by 2025, with continuous demand outpacing production growth, especially as the automotive industry ramps up electric vehicle production.

This scenario, combined with export restrictions from China, could have a positive impact on graphite prices, which have been declining since the beginning of the year.

Tirupati currently extracts natural graphite from its mines in Madagascar, with plans to expand its production.

The company aspires to become a major global supplier, aiming to meet approximately 8% of global demand by 2030, from its projects in Madagascar and those under development in Mozambique.

The situation in China plays a crucial role in Tirupati’s strategy. Announced export restrictions on graphite and their impact on electric vehicle battery supply chains could significantly influence the company’s development.

Mozambique and Madagascar, as major graphite producers outside of China, currently represent approximately 15% of global production.

Tonela and Creditors: Renewed Optimism for the Resumption of TotalEnergies

The Mozambican government received reaffirmations of financing for the Liquefied Natural Gas (LNG) projects in the Rovuma Basin yesterday, with the resumption of TotalEnergies being almost certain by the end of the year.

This perspective was emphasized by the Minister of Economy and Finance, Max Tonela, in a meeting with the main creditors of the Rovuma gas projects.

“TotalEnergies is making diligent efforts to restart its project before the end of the year, which implies the disbursement of project financing funds,” Tonela said in that statement.

Tonela presented an “overview and some of the latest insights into the Mozambican economy,” highlighting the adverse context of climate disasters, the pandemic, terrorism, and the unfavorable global financial scenario of recent years.

“Despite the many challenges over the past two years, the country has been recovering its economic growth. Last year, the World Bank and the African Development Bank resumed their support for the State Budget,” he said.

According to Carta de Moçambique, Tonela emphasized the ongoing implementation of measures to improve public debt management, which “are resulting in better fiscal sustainability and efforts to improve the country’s credit rating.”

Between gas and energy transition

Then, the official spoke specifically about gas and energy transition, emphasizing that “the start of natural gas exports from the Coral Sul floating platform last year marked the beginning of a new era in the sector, and with the imminent creation of a sovereign fund to invest these revenues.”

In this domain, Max Tonela expressed confidence that Mozambique will be able to contribute to this transition while meeting global energy needs for socio-economic growth in a sustainable manner.

TotalEnergies is responsible for 25 percent of the Natural Gas Project (LNG) in Area 1 of the Rovuma Basin, Cabo Delgado province. This is the largest percentage of ownership in this venture, making the French oil company the main player in the operations.

Tonela e credores: renova-se o optimismo da retoma da TotalEnergies 

O Governo de Moçambique recebeu ontem reafirmações de financiamento dos projectos de Gás Natural Liquefeito (GNL) na Bacia do Rovuma, até ao fim do ano, sendo quase certa a retoma da TotalEnergies.

Esta perspectiva foi enfatizada pelo ministro da Economia e Finanças, Max Tonela, num encontro com os principais credores dos projectos do gás do Rovuma.

“A TotalEnergies está a envidar esforços diligentes para reiniciar o seu projecto antes do fim do ano, o que implica o desembolso de saques de financiamento do projecto”, diz Tonela nessa nota.

Tonela apresentou uma “visão geral e algumas das mais recentes percepções sobre a economia moçambicana”, realçando o contexto adverso das catástrofes climáticas, a pandemia, o terrorismo e o cenário financeiro global desfavorável dos últimos anos.

“Apesar dos muitos desafios ao longo dos últimos dois anos, o país tem vindo a retomar o seu crescimento económico. No ano passado, o Banco Mundial e o Banco Africano de Desenvolvimento retomaram o seu apoio ao Orçamento do Estado”, disse.

Segundo a Carta de Moçambique, Tonela frisou a implementação de medidas em curso para melhorar a gestão da dívida pública, as quais “estão a resultar numa melhor sustentabilidade fiscal e em esforços para melhorar a classificação de crédito do país”.

Entre o gás e a transiçcão energética

Depois, o governante falou concretamente sobre o gás e transição energética, tendo frisado que “o nício das exportações de gás natural da plataforma flutuante Coral Sul no ano passado marcou o início de uma nova era no sector e, com a iminente criação de um fundo soberano para investir estas receitas”.

Nesse domínio, Max Tonela mostrou-se “confiante de que Moçambique será capaz de contribuir para esta transição, ao mesmo tempo que capta as necessidades energéticas globais para o crescimento sócio-económico de uma forma sustentável.

A TotalEnergies é responsável de 25 por cento do Projecto de Gás Natural (GNL), na Área 1 da Bacia do Rovuma, província de Cabo Delgado. Esta é a maior percentagem de participações neste empreendimento, o que coloca a petrolífera francesa como o principal actor das operações.

Desafio global na produção de grafite em flocos

A Tirupati, uma das poucas produtoras de grafite fora da China, destaca a crescente dependência global da China na oferta de minerais essenciais para a transição energética, como a grafite em flocos, crucial para as baterias de iões de lítio.

A empresa prevê um desequilíbrio entre a procura e a oferta de grafite até 2025, com uma procura contínua superando o crescimento da produção, especialmente à medida que a indústria automotiva aumenta a produção de veículos elétricos.

Este cenário, aliado às restrições às exportações da China, pode impactar positivamente os preços da grafite, que têm estado em declínio desde o início do ano.

A Tirupati atualmente extrai grafite natural de suas minas em Madagáscar, com planos de expandir sua produção.

A empresa tem ambições de se tornar um importante fornecedor global, visando abastecer aproximadamente 8% da demanda global até 2030, a partir de seus projetos em Madagáscar e em desenvolvimento em Moçambique.

A situação na China tem um papel crucial na estratégia da Tirupati. As anunciadas restrições à exportação de grafite e seu impacto nas cadeias de abastecimento de baterias de veículos elétricos podem influenciar significativamente o desenvolvimento da empresa.

Moçambique e Madagáscar, como principais produtores de grafite fora da China, representam aproximadamente 15% da produção global atual.