Tuesday, April 28, 2026
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Syrah: fornecedor chinês da Tesla antevê maior procura por grafite

A Syrah Resources, produtora australiana, anunciou na quinta-feira que está antecipando um aumento nas compras de grafite natural por parte de compradores fora da China.

Essa movimentação surge em preparação para a entrada em vigor, em 1 de dezembro, de controles mais rigorosos de exportação sobre o material de bateria por parte da China, líder mundial na produção e exportação de grafite.

A Syrah Resources, com um acordo de fornecimento estabelecido com a Tesla, atualmente extrai grafite em suas operações em Balama, Moçambique, e está em processo de construção de uma fábrica na Louisiana.

De acordo com a Syrah, feedbacks de clientes e análises indicam que os compradores estão buscando acumular grafite como forma de mitigar o risco de interrupções no fornecimento a curto prazo, tanto antes da proibição entrar em vigor quanto antes do inverno chinês, período em que a produção de grafite natural tende a diminuir.

A Syrah prevê que a incerteza quanto ao impacto desses controles no fornecimento chinês continuará até 2024. No entanto, por enquanto, não espera nenhum impacto ‘significativo’ na demanda da China em seu projeto em Moçambique.

Empresa italiana Saipem anuncia progressos face à retoma de vários projectos

O grupo italiano de serviços energéticos Saipem (SPMI.MI), empresa que vai ajudar na implementação do projecto de Gás Natural Liquefeito (GNL), na Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, fez progressos significativos e está perto de concluir os projectos que tinham sido interrompidos, devido à uma crise do capital que afectou a empresa.

Comentando os resultados do terceiro trimestre, o CEO da firma, Alessandro Puliti, disse que o grupo “estava de volta a uma trajectória de crescimento graças a um recorde de encomendas e a uma mudança para projectos com margens mais elevadas”.

“Estamos a ver, agora, os resultados de vários passos dados na direção certa desde o nosso aviso de lucros”, afirmou Puliti.

O grupo reportou no final da quarta-feira um aumento de 26% no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) do terceiro trimestre para 243 milhões de dólares, o maior desde o último trimestre de 2019.

Segundo a Reuters, a Saipem ganhou este mês um contrato de engenharia, aquisição e construção (EPC) de 4.1 bilhões de dálares para um projecto de gás nos Emirados Árabes Unidos (EAU).

“O grupo está perto da capacidade total no negócio offshore e estamos a considerar a possibilidade de alugar navios adicionais”, disse Puliti.

Em janeiro de 2022, a Saipem emitiu um aviso de lucros, alegando o aumento dos custos da cadeia de abastecimento e as fracas margens dos projectos de energia eólica offshore e de construção onshore.

Agora, o grupo está confiante de que concluirá os projectos difíceis até ao final do próximo ano, disse o director financeiro Paolo Calcagnini.

A confiança da empresa é também estimulada pela possível retoma do Projecto de Gás Natural Liquefeito, liderado pela TotalEnergies. O empreendimento terá sido paralisado em Março de 2021, dada a ameaça dos ataques terroristas na região.

Fórum de negócios Itália-Moçambique: ambos países abertos para investimentos

O estabelecimento de parcerias para a exploração do potencial e oportunidades de negócios existentes entre Moçambique e a Itália é fundamental para assegurar os benefícios mútuos dos investimentos. Quem o diz é o Presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Agostinho Vuma.

Vuma falava no fórum de negócios Itália-Moçambique, que decorreu, na Quinta-feira, em Milão, durante o qual referiu que as parcerias empresariais entre os dois países, têm o potencial de promover o conteúdo local.

Aliás, esta questão esteve no topo das conversações entre o Presidente da República, Filipe Nyusi, e a Primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, aquando da sua última visita a Moçambique.

Empresas italianas desejam expandir-se 

De acordo como uma nota da CTA, a delegação empresarial moçambicana observou que as empresas italianas têm um desejo grande de se internacionalizar, “incluindo a disponibilidade do próprio Governo de sustentar este potencial através do Fundo de Internacionalização, do Fundo Climático, entre outros”.

“A nossa maior expectativa é colocar os sectores empresariais dos dois países na liderança de processos de cooperação que atinjam ou suplantem, por ano, cerca de 500 milhões de dólares de negócios bilaterais em exportações e importações, o que representaria o dobro do volume actual de negócios”, referiu Agostinho Vuma.

Moçambique favorável para investimentos

Aos empresários italianos,  Vuma disse que Moçambique dispõe de um ambiente favorável e atractivo, do ponto de vista legal e estrutural, para o investimento directo estrangeiro em Moçambique, o que representa a sua matriz de oportunidades de negócios.

Esse ecossistema empresarial é resultado da adopção de políticas implementadas pelo Governo, como a introdução do Pacote de Medidas de Aceleração Económica (PAE), um conjunto de 20 medidas estruturantes.

O instrumento elenca a Lei de Investimentos, facilidades de obtenção de visto, a Lei do Trabalho e o Código Comercial, “cujo objectivo é colocar o sector privado como principal agente dinami zador da economia e oferecer um ambiente mais estável para os investimentos estrangeiros”.

Projecto Coral Sul impulsiona economia Moçambicana com crescimento de 6,5% no PIB

No último ano, as operações de gás natural pela plataforma flutuante Coral Sul, localizada ao largo da costa da província moçambicana de Cabo Delgado, contribuíram significativamente para o crescimento econômico do país.

O Projecto FLNG Coral Sul, ancorado na Área 4 da bacia do Rovuma, iniciou suas operações em novembro de 2022 e já atingiu a sua capacidade máxima de produção. Desde então, foram realizados mais de 30 carregamentos de Gás Natural Liquefeito (GNL) com destino aos mercados europeu e asiático.

Giorgio Vicini, representante da renomada empresa energética italiana ENI em Moçambique, destacou que esse incremento de 6,5% no Produto Interno Bruto (PIB) é uma contribuição notável para a economia moçambicana.

Desde outubro de 2022 até maio de 2023, a ENI direcionou 34 milhões de dólares para os cofres do Estado moçambicano, demonstrando os benefícios tangíveis resultantes desse empreendimento.

Após o revés causado pelos ataques terroristas em Palma, em 2021, o governo moçambicano e as Agências Internacionais envolvidas na financiamento das operações de GNL em Cabo Delgado reavaliaram os termos de financiamento. Esse movimento foi crucial para retomar os projetos e reafirmar o compromisso com o desenvolvimento da indústria do gás natural.

Acordo de Parceria Económica aumenta o comércio em 5,9% entre UE e SADC

O comércio bilateral entre a União Europeia (UE) e os Estados do Acordo Parceria Económica (APE) da SADC aumentou, significativamente, em cerca de 5,9 por cento. O instrumento contribuiu para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de Moçambique em torno de 0,1 por cento.

A informação consta de um relatório, divulgado esta Quinta-feira, e que aborda resultados preliminares da Aplicação do instrumento que rege o comércio entre os Estados da União Europeia e da Comunidade de Desenvolvimento dos Países da África Austral (SADC), dos quais Moçambique faz parte.

Segundo o documento, o APE reduziu de 5,74% para 0,5% os direitos aduaneiros ponderados entre as duas regiões, baixou de 1,44% para 0,03% os direitos aduaneiros ponderados em função do comércio da UE sobre as importações provenientes dos Estados do APE-SADC.

O relatório refere que o impacto do APE nas exportações e importações varia consideravelmente entre os Estados do APE da SADC.

“Por exemplo, o impacto da Namíbia incide principalmente nas suas exportações para a UE, enquanto o impacto de Moçambique e do Lesoto incide principalmente nas suas importações da UE”, diz o documento.

Impacto no Produto Interno Bruto

O aumento do comércio, avança o relatório, contribuiu para um impacto positivo no PIB real de todas as partes, para a União Europeia, particularmente, saldou-se em torno dos 0,0018 por cento.

“A nível sectorial, a maioria dos sectores do APE-SADC regista um aumento das exportações bilaterais para a UE, embora alguns registem um ligeiro declínio, devido à reafectação das despesas na UE para produtos que beneficiam de reduções pautais. Estes últimos efeitos são, no entanto, reduzidos”, enfatiza o relatório.

O documento afirma que o maior aumento das importações da UE provenientes dos Estados da SADC verifica-se, de longe, no sector dos veículos automóveis e peças (um aumento de quase 1,4 mil milhões de euros).

Ademais, outros sectores que registaram um aumento das exportações para a UE incluem os produtos metálicos (695 milhões de euros), os minerais (324 milhões de euros), os alimentos preparados (210 milhões de euros), o açúcar (209 milhões de euros) e os produtos hortícolas, frutos e nozes (198 milhões de euros).

Fluxo do comércio bilateral

Igualmente, os Estados da SADC registam, como resultado da implementação do instrumento, um aumento das exportações de serviços comerciais para a UE, o que reflecte o aumento do fluxo do comércio bilateral.

Ratificado em Junho de 2016, o Acordo de Parceria Económica teve o início da sua implementação em Outubro do mesmo ano na maioria dos países da SADC, mas em Moçambique só viria a ser colocado em funcionamento em Fevereiro de 2018.

O  APE UE-SADC é um acordo de comércio livre orientado para o desenvolvimento entre a União Europeia e seis Partes da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, nomeadamente o Botswana, Eswatini, Lesoto, Moçambique, Namíbia e África do Sul.

Cláudia Conceição nomeada directora regional do IFC para a África Austral

 O IFC (International Finance Corporation) anunciou ontem a nomeação de Cláudia Conceição como directora regional para a África Austral.

Neste papel, Conceição liderará a estratégia e operações do IFC em 12 países da região, focalizando em projectos para promover o desenvolvimento inclusivo e sustentável do setor privado, estimulando o empreendedorismo e a criação de empregos.

Colaborando com parceiros nos sectores público e privado, Conceição buscará soluções para questões prementes de desenvolvimento em países como Angola, Botswana, Comores, Eswatini, Lesoto, Madagáscar, Maurícia, Moçambique, Namíbia, Seychelles, África do Sul e Zimbabwe.

Seu enfoque será maximizar o impacto do IFC, apoiando os sectores agrícola, de infraestrutura e financeiro, além de impulsionar projetos ambientalmente responsáveis e sensíveis às mudanças climáticas.

Com nacionalidade moçambicana e portuguesa, Cláudia Conceição traz consigo uma vasta experiência do sector privado, sendo sua última posição no Standard Chartered Bank como directora executiva e directora geral para Angola.

Antes disso, atuou em Nairobi, também no Standard Chartered Bank, abrangendo a África Oriental, e gerenciando activos estratégicos na região.

No último ano fiscal, o IFC investiu quase 2 bilhões de dólares na África Austral, reforçando seu compromisso com o crescimento sustentável e a criação de empregos na região.

Moza Banco anúncia Moza Connect

O Moza Banco, uma das instituições bancárias líderes em Moçambique, lançou uma nova e promissora solução para empresas: o Moza Connect.

Anunciado recentemente, o Moza Connect oferece a capacidade de integração direta com os sistemas informáticos das empresas, prometendo uma série de funcionalidades que visam simplificar as operações comerciais.

Essa inovação surge em um momento crucial, em que a eficiência operacional e a agilidade nos negócios são mais essenciais do que nunca. Ao permitir a integração com os sistemas informáticos das empresas, o Moza Connect visa facilitar o fluxo de trabalho, permitindo que os empresários se concentrem no núcleo do seu negócio.

As funcionalidades abrangentes oferecidas pelo Moza Connect foram projetadas com a finalidade de otimizar os processos empresariais, liberando tempo e recursos valiosos. Ao solicitar uma demonstração, as empresas têm a oportunidade de explorar em primeira mão como o Moza Connect pode se tornar uma ferramenta vital para impulsionar a eficiência e a produtividade.

Com esta inovação, o Moza Banco reforça o seu compromisso em fornecer soluções financeiras inovadoras e relevantes para o mundo empresarial em constante evolução.

Austrália e EUA fortalecem parceria para energia limpa

No comunicado de imprensa da Casa Branca divulgado durante a noite, intitulado “Avançando na Próxima Geração de Inovação e Parceria com a Austrália”, a colaboração entre a Austrália e os Estados Unidos atinge um marco significativo na criação de cadeias de abastecimento diversificadas para minerais cruciais essenciais na transição para a energia limpa.

O Conselho de Administração da Corporação de Financiamento para o Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos (DFC) aprovou um empréstimo substancial de até 150 milhões de dólares para a subsidiária da Syrah Resources Ltd, a Twigg Exploration and Mining.

O objectivo desse investimento é fortalecer as operações de mineração e processamento de grafite em Balama, Moçambique.

Essa injecção de capital terá um impacto substancial, ao aumentar a produção, diversificar as cadeias de abastecimento globais, gerar empregos e manter os mais elevados padrões ambientais e sociais.

Esta iniciativa representa um passo significativo em direcção à independência na produção de minerais vitais para a transição global rumo a fontes de energia mais limpas e sustentáveis.

Sandbox Regulatório do Banco de Moçambique vai à 5ª edição

O Banco de Moçambique lançou na Terça-feira a 5.ª edição do Sandbox Regulatório, que visa capacitar agentes económicos em diversas matérias de gestão empresarial, financeira e tecnologias.

Entre os beneficiários destacam-se instituições de crédito, sociedades financeiras, prestadores de serviços de pagamento, desenvolvedores, startups de tecnologia financeira, entidade de pagamentos e outras entidades financeiras emergentes interessadas em apresentar propostas de soluções inovadoras, para satisfazer as necessidades identificadas no sector financeiro.
A participação no Sandbox Regulatóro terá a duração de 9 meses, a contar do mês de Janeiro de 2024, e cumprirá quatro fases nomeadaente: apresentação para os testes,realização dos testes,apresentação de relatórios finais e avaliação e apresentação dos resultados.
São várias as áreas de interesse, entre as quais: carteiras digitais e agregadores de pagamento, empréstimos e créditos, investimentos e mais.

As propostas estarão sujeitas a análise de adequação ao quadro regulamentário e impacto no sector financeiro, sendo a inovadora a condição essencial para a participação neste programa.

Moçambique reabre sete postos fronteiriços com a Tanzânia

Sete postos de travessia dos nove existentes na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, foram reabertos, depois de dois anos encerrados, devido aos ataques terroristas, segundo avançou o Serviço Nacional de Migração (SENAMI).

Os postos fronteiriços estão localizados nos distritos de Mueda, Nangade, Palma e Mocímboa da Praia, nas fronteiras terrestre e marítima com a República da Tanzania.

Ivo Sampanha, porta-voz do SENAMI em Cabo Delgado, disse tratar-se das fronteiras de Namatil, Negomano, Ngapa, Namoto, Nangade-Sede, Palma e vila de Mocímboa da Praia, obrigadas a interromper as actividades na sequência da intensificação dos ataques terroristas na região.

A reabertura ao movimento migratório resulta da perseguição de terroristas levada a cabo pelas Forças de Defesa de Segurança (FDS) e congéneres do Ruanda e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), que tem criado condições para o regresso das populações.

Sampanha anotou que a medida está a impulsionar a travessia entre os dois países, com uma média de quatro mil pessoas a cruzarem a fronteira por mês, contra cerca de três mil anteriores.

Segundo a fonte, antes da melhoria da situação de segurança o movimento nestes postos era quase inexistente. O porta-voz do SENAMI indicou que em Namoto, onde se regista o maior fluxo, atravessam mais de 1500 pessoas.

“Este posto  de travessia foi o último a ser reaberto e acreditamos que nos próximos meses o número poderá aumentar”, acrescentou.

Sampanha garantiu existirem fortes medidas de segurança nas fronteiras dos dois países e as Forças de Defesa e Segurança de Moçambique e Tanzania adoptaram um modelo único de controlo para evitar circulação de viajantes ligados aos terroristas, que actuam em alguns distritos de Cabo Delgado desde finais de 2017.

A Tanzânia faz fronteira com Moçambique através da província de Cabo Delgado no extremo norte do país. As duas nações partilham a Bacia do Rovuma, estando dos dois lados a decorrerem projectos específicos de exploração de Gás Natural Liquefeito (GNL).

Os dois países também partilham uma história de amizade e solidariedade, desde o advento das lutas pela independência dos territórios que se encontravam sob o jugo colonial português.