Sunday, May 3, 2026
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Decorreu uma reunião ao mais alto nível para tirar o país da lista cinzenta

A reunião segue-se à avaliação e validação do relatório de progresso do GAFI em Paris, França, no dia 23 de Junho, onde foram avaliados os desenvolvimentos de Moçambique até então.

O director-geral Adjunto do Gabinete de Informação Financeira de Moçambique (GIFiM), Luís Cezerilo, apresentou os desenvolvimentos e os subsequentes passos a serem dados pelos sectores relevantes de acordo com o calendário do GAFI, até a próxima reunião.

Cezerilo falou também de um sistema de gestão documental desenvolvido internamente que aumenta a eficiência e permite um acompanhamento eficaz dos resultados alcançados.

O Embaixador da União Europeia, Antonino Maggiore, elogiou o trabalho que tem sido feito, destacando a dedicação, o alto nível de comprometimento e a coordenação do governo, mas também reconhecendo que ainda há muitos desafios pela frente.

O encontro do alto nível contou com a participação de todos os sectores governamentais envolvidos no processo de retirada de Moçambique da lista cinzenta, incluindo a Procuradoria-Geral da República, o Tribunal Supremo, a Unidade Kimberly, o SERNIC (Serviço Nacional de Investigação Criminal), as Alfândegas, o Banco de Moçambique, e o Instituto de Supervisão de Seguros.

Estes apontaram para a formação e a capacitação dos recursos humanos como os principais desafios que enfrentam. Em resposta, os parceiros, pela voz do chefe da diplomacia europeia, comprometeram-se a trabalhar no sentido de colmatar algumas destas deficiências.

A Further Africa avança que a próxima reunião do GAFI para avaliar o progresso de Moçambique está marcada para 23 de Outubro de 2023, em Paris.

Moçambique está na lista cinzenta do Grupo de Acção Financeira Internacional, desde Outubro do ano passado, por ainda não ter eliminado as deficiências na luta contra o branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo. O risco é de Moçambique sofrer limitações no acesso ao sistema financeiro internacional.

 ExxonMobil vê decisão final de investimento do projecto Rovuma GNL em 2025

“Depende muito da situação de segurança, que tem sido muito bem administrada”, disse Peter Clarke, vice-presidente sénior de “Upstream Oil and Gas”, numa conferência em Vancouver na terça-feira.

“O governo moçambicano está a fazer um bom trabalho e esperamos ver notícias mais positivas a esse respeito ao longo do final do ano”, enfatizou o dirigente.

Esta é a primeira vez que a ExxonMobil estabelece um cronograma claro para o projecto paralisado em 2020, na sequência do recrudescimento da insurgência na província de Cabo Delgado.

Uma aprovação até 2025 colocaria o projecto no caminho certo para começar até o final da década. Originalmente concebida como uma planta para produzir 15,2 milhões de toneladas por ano, a ExxonMobil, agora, prevê que o empreendimento vai dar até 18 milhões de toneladas.

A firma pretende dobrar seu portfólio de GNL, que actualmente é de 24 milhões de toneladas por ano globalmente, até 2030, por meio de novos projectos, joint ventures ou acordos de compra de terceiros, disse Clarke.

Clarke disse que o principal objectivo estaria “olhando selectivamente” para outros projectos de GNL dos Estados Unidos da América, para uma possível expansão de seu portfólio de fornecimento do recurso energético.

 Governo aprecia positivamente estratégia de desenvolvimento do BAD

Um dos projectos financiados pelo Banco Africano de Desenvolvimento que a equipe visitou foi o de Cadeia de Valor Agrícola e Capacitação Juvenil. É um projecto que apoia jovens agricultores e suas comunidades, fornecendo condições para a horticultura, irrigação e pecuária.

Também presente no encontro, o ministro de Economia e Finanças, MaxTonela, fez nota positiva ao novo documento de estratégia de desenvolvimento para o país e o seu alinhamento com os palnos de médio e longo prazo do governo moçambicano para a economia e desenvolvimento do sector privado.

O titular da pasta de economia realçou que a estratégia está preparada para apoiar a Moçambique na implementação de reformas económicas cruciais, permitindo ao país realizar o seu imenso potencial e alcançar uma perspectiva económica positiva.

Marie-Laure Akin-Olugbade, vice-presidente do Banco para desenvolvimento regional, elogiou o governo moçambicano por implementar várias reformas que ajudaram a manter a estabilidade do país e por mostrar “forte resiliência face a choques exógenos como as alterações climáticas, a pandemia da A

Na sua agenda, a equipa do BAD também reuniu-se com parceiros de desenvolvimento e alguns membros do corpo diplomático em Maputo, para discutir o apoio colaborativo a Moçambique.

Os parceiros incluíram representantes do Banco Mundial, da Agência Francesa de Desenvolvimento (FDA), do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (IFAD), da União Europeia, do Reino Unido, da Espanha e da Suécia.

A delegação também manteve encontros com os representantes do Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW), do Escritório das Nações Unidas para Serviços de Projectos (UNOPS ) e da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).

Dívida pública aumenta 16 biliões de Meticais no primeiro trimestre de 2023

Dois factores concorreram para o aumento da dívida. Por um lado, o Governo endividou-se para pagar outras dívidas e, por outro, fez empréstimos para pagar a despesa pública, com destaque para a de funcionamento (salários e remunerações).

Os dados constam do Relatório da Dívida Pública referente ao primeiro trimestre de 2022 publicado, recentemente, pelo Ministério da Economia e Finanças (MEF).

De acordo com o documento, dados desagregados no período em referência, o stock da dívida pública externa posicionou-se em 9.9 mil milhões de USD, sendo 5 mil milhões de USD (50%) referentes aos credores multilaterais, 4 mil milhões de USD (41%) aos bilaterais e os restantes 900,00 milhões de USD ao título soberano (EMATUM 2032).

Comparativamente ao quarto trimestre de 2022, o MEF refere que se verificou uma ligeira redução de 133,70 milhões de USD (1,21 %), justificado pelo fraco desembolso por parte de alguns credores bilaterais.

À semelhança do período anterior, o Relatório da Dívida refere que os credores multilaterais com maior peso no stock da dívida mantiveram-se inalteráveis com destaque para o Banco Mundial (30%), Fundo Africano de Desenvolvimento (9%,) ocupando as primeiras duas posições e os restantes credores apresentaram valores percentuais abaixo dos 6 por cento.

Relativamente aos credores bilaterais, a fonte refere que a China, Portugal e Japão mantiveram também as suas posições em termos de peso, continuando o stock da dívida junto destes países a representar 16%, 5% e 4%, respectivamente.

“No período em análise, o valor total do serviço da dívida pública externa situou-se em 213,23 milhões de dólares, sendo 146,09 milhões de dólares correspondentes à amortização do Capital e 66,59 milhões de dólares ao pagamento de Juros, o que representa uma redução de 64% (377,28 milhões de dólares), em relação ao IV trimestre de 2022, e um incremento nominal de 71,27 milhões de dólares, o correspondente a uma variação de 50.2% em relação ao período homólogo”, lê-se no informe trimestral sobre dívida pública.

Já o stock da dívida pública interna no primeiro trimestre de 2023 situou-se em 306.5 mil milhões de Meticais (pouco mais de 4 mil milhões de USD) dos quais 151 milhões mil de meticais (49%) relativos a Financiamento ao Orçamento do Estado e Reestruturação e Consolidação.

Destaca-se também 82.9 mil milhões de Meticais (27%) referentes a outros componentes (Banco Central, Reestruturação e Consolidação e Financiamento Bancário), entre outros factores arrolados percentualmente.

 

 

 

 

Governo moçambicano acusa mineradoras de falsificarem números da produção

A posição do executivo moçambicano consta do sumário de um encontro que membros do Governo mantiveram recentemente com representantes das empresas do sector mineiro.

No documento, a que a Lusa teve acesso, as autoridades moçambicanas consideram que “metade das exportações que ocorrem em Moçambique decorrem da exploração mineira, todavia, este número das exportações não se reflecte nos impostos, que são muito baixos”.

Na reunião, os representantes do Governo apoiaram-se no mais recente relatório da Iniciativa de Transparência das Indústrias Extrativas (EITI, na sigla inglesa), um mecanismo internacional que mede a transparência no sector, para apontar resultados díspares entre os minérios produzidos e os declarados.

O Governo constatou que há disparidades de preços de venda entre as diferentes empresas mineradoras em Moçambique e de preços de venda praticados no país com o que é cobrado no mercado internacional.

Por outro lado, registam-se modelos diferentes para declaração de produção e o incumprimento da Lei de Minas, lê-se no texto.

O executivo assinalou a necessidade de se estudarem mecanismos de processamento dos minerais produzidos em Moçambique, como a grafite, areias pesadas e o carvão.

A transformação dos produtos minerais no país iria permitir a criação de postos de trabalho e seria um contributo para a industrialização. “Em suma, o Governo exige valoração de todos os minerais produzidos no país”, refere-se no documento.

No encontro, os presentes defenderam o imperativo de as empresas aumentarem a comparticipação no desenvolvimento social e económico das comunidades onde as actividades de mineração ocorrem, através da criação de postos de trabalho, construção de escolas técnicas, abastecimento de água, bem como vias de acesso.

Por seu turno, as companhias defenderam o envolvimento da Câmara de Minas na elaboração de instrumentos normativos sobre o sector, construção de infraestruturas para escoamento da produção e fornecimento da energia estável e fiável à indústria.

Advogaram ainda a necessidade de maior coordenação entre os diversos intervenientes do Governo, para a exportação, visando evitar contradições na interpretação das normas que regulam a área.

Os operadores pediram ainda o fim de restrições nas exportações provocadas pela ausência de um preço de referência nos pontos de venda e compra e que a apresentação de testes de qualidade dos produtos seja exigida na fase de exportação e não de produção.

Vários relatórios internos e internacionais têm acusado as multinacionais que operam em Moçambique de declararem números da produção aquém do que realmente tiram do país.

Mineradora Xtract recupera produção de ouro em Manica

“Os resultados do segundo trimestre mostraram uma melhoria contínua no desempenho com produção de ouro mais consistente em Abril e Maio, retornando 68 quilogramas e 66 kg, respectivamente”, revelou Colin Bird.

A fonte referiu que o desempenho do primeiro trimestre foi excelente, a avaliar o efeito das fortes e prolongadas chuvas a que o projecto foi exposto.

Segundo avança o Mining Weekly, a produção bruta da mina do depósito de Fair Bride dentro da concessão de Manica cresceu mês a mês, uma vez que a operação foi estagnada e problemas típicos de pós-comissionamento foram resolvidos.

Uma contínua melhoria foi relatada no rendimento de toneladas processadas, grau run-of-mine (RoM), taxa de rendimento da usina e disponibilidade da usina. Espera-se que isso resulte em uma melhoria contínua no custo monetário unitário por onça de ouro produzido, o que deve beneficiar a receita, observa a Xtract.

A operação durante a estação chuvosa resultou em um déficit no rendimento da planta, pois o material extraído próximo à superfície, rico em argila húmida, afectou a eficiência operacional das peneiras e da fábrica.

Medidas foram tomadas para amenizar o problema. O impacto das melhorias pode ser visto com o processamento mensal de minério que aumentou de 30 mil toneladas em Fevereiro para uma estimativa de cerca de 43 mil toneladas em Maio.

Enquanto isso, uma quantidade significativa de perfuração adicional de espaçamento próximo foi concluída durante o primeiro trimestre, especificamente para melhorar o controlo do teor e a capacidade de prever melhor o teor de RoM que poderia ser antecipado pela planta de processamento.

Financiamento climático alvo de princípios do BAD e parceiros

O primeiro princípio diz respeito ao alinhamento com metas de mitigação. Segue o da adaptação e operações resilientes ao clima, depois a contribuição acelerada para a transição através do financiamento climático, engajamento e apoio ao desenvolvimento de políticas; comunicando; e alinhamento das atividades internas.

Além do Banco Africano de Desenvolvimento, os Bancos Multilaterais de Desenvolvimento (MDB’s, sigla em inglês) envolvidos neste objectivo, são o Banco Asiático de Desenvolvimento, Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura, Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa, Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento.

Está também o Banco Europeu de Investimento, Grupo do Banco Interamericano de Desenvolvimento, Banco Islâmico de Desenvolvimento, Novo Banco de Desenvolvimento e Grupo do Banco Mundial.

As metodologias do Alinhamento de Paris resultam de esforços de harmonização e fornecem orientações sobre como os projectos devem ser estruturados para cumprir os Acordos Climáticos de Paris.

Após a assinatura do Acordo de Paris por suas partes, os MDB’s se comprometeram a alinhar seus fluxos financeiros com os objectivos do Acordo de Paris em 2017.

As metodologias levam em consideração o conceito de responsabilidades comuns, diferenças e respectivas capacidades, conforme estabelecido no Acordo de Paris.

Além disso, os países desenvolvidos são obrigados a fornecer recursos financeiros para apoiar os esforços dos países em desenvolvimento em direcção à mitigação e adaptação.

O Grupo do Banco Africano de Desenvolvimento, em alinhamento com seu compromisso com os objectivos do Acordo em alusão, está a dedicar-se a aumentar os esforços de mobilização de recursos para alcançar esses objectivos.

Grafite de Ancuabe viável para mineradora Triton  

A planta de processamento também foi marcada por aumentos para 1,2 milhão de toneladas por ano, um aumento de 200 mil toneladas, aumentando as taxas de produção de grafite para 70 mil toneladas anuais. Anteriormente, o DFS original via esse número em 60 mil.

Os custos da estação de tratamento, a parte mais complicada de transformar a rocha que hospeda grafite em grafite metálico, reflectem a maior parte da despesa do capital (CapEx) em 32,09 milhões de dólares.

A mineração propriamente dita deverá custar 7,6 milhões, com custos de projecto  a rondar em 9,7 milhões e custos de infraestrutura de 23 milhões de dólares.

De acordo com a Triton, a redução de 9 milhões das despesas gerais vem de uma revisão dos projectos da planta de processamento que reduz o risco e os custos.

O Projecto Ancuabe fica na região de grafite de Cabo Delgado, no norte de Moçambique e fica ao lado da mina operacional AMG Graphite Kropfmühl (GK).

 

Dívida externa de África pode aumentar drasticamente até fim de 2023

O presidente do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento, Akinwumi Adesina, observou que esses efeitos combinados levaram 25 países da África a cair em risco de sobreendividamento elevado, complicando ainda mais as economias em franco crescimento.

“Como resultado, os pagamentos do serviço da dívida externa de 16 países africanos aumentarão de 21,2 bilhões de dólares em 2022 para 22,3 bilhões em 2023”, avisou Akinwumi.

O crescimento das obrigações de empréstimo do continente foi atribuído aos efeitos colaterais da pandemia de Covid-19 nas economias e ao aperto do espaço fiscal, levando vários países a verem os seus indicadores económicos a derraparem.

O Banco Africano de Desenvolvimento indica que os custos crescentes dos preços da energia e dos alimentos decorrentes da guerra russo-ucraniana e os custos crescentes de adaptação às mudanças climáticas agravaram esses desafios.

Segundo avança a Further Africa, Akinwumi apontou que a estrutura da dívida externa da África mudou dramaticamente na última década ou mais, acentuando uma tendência que começou em meados dos anos 2000.

De acordo com o BAD, nos últimos tempos, os credores bilaterais e comerciais não pertencentes ao Clube de Paris tornaram-se cada vez mais as principais fontes da dívida soberana da África.

Embora a dívida bilateral representasse 52 por cento em 2000, caiu para 25 por cento em 2021. Por outro lado, a parcela da dívida comercial da África na dívida total aumentou de 17 por cento em 2000 para 43 por cento em 2021.

As emissões anuais de títulos da África aumentaram de 10 bilhões de dólares no início dos anos 2000 para cerca de 80 bilhões entre 2016 e 2020. Esta tendência foi estimulada pelas taxas de juros globais muito baixas, com os investidores buscando rendimentos nos mercados emergentes.

 

ENI conclui perfuração do poço na Bacia de Angoche em Nampula

Apesar da conclusão desta parte de trabalhos, Bangalane disse que, neste momento, é prematuro avançar o resultado desta operação, porque ainda se está na fase da avaliação. De acordo com o responsável, a ENI ainda dispõe de tempo para avaliar se precisa de avançar para outras perfurações.

“O poço, baptizado com o nome Raia-1, foi o primeiro a ser perfurado no quadro do programa de trabalho acordado com o Governo, para a atribuição do Contrato de Concessão de Exploração e Produção (EPCC), rubricado em Dezembro de 2018 e com efeitos desde Janeiro de 2019”, explicou.

Segundo o PCA, independentemente do resultado, “este foi o primeiro poço de pesquisa feito nesta parte da bacia de Moçambique, sendo que dispõe da particularidade de permitir a recolha de informação geológica e avaliação do potencial petrolífero do bloco de Angoche”.

A Área A5-A está localizada ao largo da costa de Angoche a uma profundidade de lâmina de água que varia de 300 a 1800 metros. Com uma área de 4612 quilómetros quadrados, dista aproximadamente 50 quilómetros de Angoche e 220 de Nacala.

O consórcio que opera a Área A5-A integra a Eni Mozambico S.p.A, que detém 49,5 por cento  de interesse participativo, a Qatar Energy Mozambíque Limitada com 25,5 por cento; a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, E.P., com 15%; e a Sasol Petroleum Mozambique Exploration, Lda, com 10%.