Saturday, May 2, 2026
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Exportações do Zimbabwe para Moçambique aumentaram 80% no 1º trimestre

A agenda da diplomacia económica do Zimbabwe, desenhada para desbloquear o valor das boas relações políticas do país com o resto do mundo, continua a dar frutos positivos, com as exportações para Moçambique a crescerem significativamente.

Ao órgão nacional de promoção comercial e desenvolvimento do Zimbabwe, ZimTrade, coube facilitar o envolvimento de empresas zimbabweanas com potenciais parceiros em Moçambique durante a Missão de Vendas Externas na província de Tete.

No ano passado, a ZimTrade teve uma Missão de Vendas Externas de muito sucesso na cidade de Chimoio, província de Manica, onde foram realizados negócios no valor de mais de um milhão de dólares americanos.

Em Maio deste ano, o Zimbabwe deu passos significativos no sentido de aumentar o comércio com Moçambique, na sequência da bem sucedida visita do Presidente Filipe Nyusi àquele país. Durante a visita, vários Memorandos de Entendimento (MoUs) foram assinados para fortalecer os laços comerciais e de investimento entre os dois países.

O director de operações da ZimTrade, Similo Nkala, disse que o objectivo na província de Tete é desbloquear oportunidades em áreas próximas do Zimbabwe, o que facilitará às empresas locais a entrada de produtos no mercado.

“A província de Tete, sendo uma cidade mineira muito próxima do Zimbabwe, oferece oportunidades lucrativas para as empresas locais expandirem o comércio de produtos mineiros e outros setores”, disse Similo Nkala.

O aumento do comércio entre o Zimbabwe e Moçambique em 80,7 por cento entre Janeiro e Abril de 2023 significa que houve incremento de 58 milhões de dólares para 106 milhões, se comparado com o igual período do ano passado.

Moçambique conta com 500 milhões de dólares do MCC para economia sustentável

A Aplicação do fundo terá como enfoque a província da Zambézia, cobrindo três áreas, nomeadamente Conectividade e Transporte Rural; Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Costeiro; e Promoção de Investimento na Agricultura Comercial.

A Presidente da MCC, Alice Albright, disse, no contexto da confirmação do montante para o Compacto II, que “teremos, em Moçambique, o mais avançado e inovador Compacto que a MCC alguma vez financiou em todo o mundo, em termos de adopção de uma abordagem inteligente ao clima”.

Albright, prossegue “O cerne deste programa será a combinação de uma infraestrutura de transporte resiliente, oportunidades no contexto da economia verde e azul e reformas institucionais, legais e de políticas públicas que possam garantir um crescimento económico mais efectivo e de longo prazo”.

Embora tenha como foco geográfico a província da Zambézia, o Compacto II terá uma dimensão nacional, uma vez que as reformas institucionais, legais e de políticas públicas em perspectiva beneficiarão a todo o país.

A ideia consiste em replicar os projectos noutros pontos do país, quer com fundos públicos, quer com financiamento externo ou no âmbito de iniciativas do sector privado.

Moçambique beneficiou, de 2008 a 2013, do Compacto I, que contou com um financiamento, igualmente da MCC, na ordem de 506 milhões de dólares norte-americanos, cobrindo as áreas de água e saneamento, segurança sobre a terra, transporte e agricultura, tendo sido implementado nas províncias de Nampula, Niassa, Cabo Delgado e Zambézia.

A assinatura do Acordo de Financiamento do Compacto II entre os governos de Moçambique e dos EUA. Sob a chancela da MCC, está prevista para Setembro deste ano, em Washington D.C.

A Millennium Challenge Corporation é uma agência de assistência estrangeira independente e inovadora dos EUA que está a ajudar a agenda da luta contra a pobreza global.

Compactos é um dos tipos de financiamentos da agéncia que consiste em conceder grandes subsídios de cinco anos para países  que atendem aos critérios de elegibilidade da MCC

Moçambique destaca-se na Expo China-África que arranca hoje em Hunan

O evento configura-se como uma oportunidade para a promoção das potencialidades e oportunidades de investimento e a vantagem do país é que tem, em Changsha, um pavilhão permanente para a divulgação dos seus produtos no mercado chinés.

A embaixadora de Moçambique na China, Maria Gustava, descreve o evento como uma plataforma que permite reforçar a cooperação económica entre os dois países e tal deve ser capitalizado, no sentido de colocar o país aos olhos de investidores e parceiros.

“Como país parceiro fomos convidados a apresentar a lista de projectos prioritários a serem divulgados nas diversas plataformas chinesas, como são os casos de instituições financeiras, sector privado e governamental”, afirmou a governante.

Moçambique tem ainda a oportunidade de participar nos diversos eventos da CAETE, através duma coordenação que está a cargo da Agéncia para a Promoção de Investimento e Exportações (APIEX,IP).

Neste evento poderá estabelecer parcerias em diversas áreas com destaque para a agricultura, recursos minerais e energia, turismo, infraestruturas, indústria, petróleo e gás, a título de exemplo.

CAETE é o braço económico e comercial do Fórum China-Africa (FOCAC). Reúne no mesmo palco entidades governamentais e empresários e divulga projectos públicos e privados.

Promove, igualmente, produtos africanos no mercado chinés e mobiliza financia mentos para assegurar o inves timento directo deste país no continente africano.

Produtos para exposição

Moçambique leva para Exposição Económica e Comercial China-África (CAETE) produtos como tabaco, feijão bóer, madeira, gergelim, pedras preciosas, café de gorongosa, Ibo e nicufe, açúcar orgânico, oleaginosas, leguminosas, entre outros.

No fundo, a participação de Moçambique reforça a parceria estratégica com a China, nas vertentes de diplomacia económica, privilegiando a busca de oportunidades, para assegurar a industrialização de Moçambique, bem como promover a exportação de produtos moçambicanos no mercado chinês.

Representa igualmente o propósito do país de promover potenciais projectos económicos e comerciais entre China e Moçambique, destacar o país como destino preferencial para o investimento em sectores estratégicos da economia moçambicana.

A delegação moçambicana é chefiada pelo ministrio da Indústria e Comércio (MIC), Silvino Moreno, acompanho pela embaixadora Maria Gustava, quadros da Agência para a Promoção de Investimento e Exportações, (APIEX), Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, (MADER) e o Ministério dos Recursos Minerais e Energia, (MIREME).

FACIM à espreita com novidades para empresas e visitantes

Este ano, a FACIM será repleta de novidades para expositores e visitantes, com destaque para o novo pavilhão da lusofonia (CPLP) e uma nova modalidade de promoção.

Sob o lema “Diversificação da Economia Nacional no Contexto da Integração Continental”, a 58ª edição da FACIM vai expor as potencialidades do país para produção e exportação, bem como promover oportunidades de negócio e de investimento nos diversos segmentos de actividade económica.

A Feira constitui uma plataforma para intercâmbio e cooperação e terá uma série de actividades, que incluem exposições, seminários, sessões de promoção e bolsas de contacto.

Durante estas sessões serão abordados, entre outros, temas relacionados ao Acesso ao Mercado Americano, no âmbito da Lei de Crescimento de Oportunidade para África (AGOA); Acesso ao Mercado Europeu, através do Acordo de Parceria Económica-SADC/APE e UE; Acesso ao Mercado Regional da SADC, através do Protocolo Comercial da SADC; Acesso aos Países Desenvolvidos e em Desenvolvimento-Livre de Quota e Direitos (China, Índia, Brasil, Coreia do Sul – no âmbito da OMC).

Além do novo pavilhão da lusofonia (CPLP), a presente edição da FACIM 2023 destaca algumas inovações como o pavilhão do sector agro-pecuário; o pavilhão do desporto e apresenta uma nova forma de promoção de produtos e serviços.

Prevê-se que a 58ª Edição da FACIM 2023 atraia mais de 2.500 expositores nacionais e estrangeiros, cerca de 25 países e 450 empresas estrangeiras, distribuídos em 10 pavilhões e espaços livres. Estão convidados a participar na feira todos os sectores económicos, associações económicas, empresas públicas e privadas, nacionais e estrangeiras e o público no geral.

 

Airlink aumenta voos entre Joanesburgo e Vilanculos para atender à crescente demanda

Assim, a Airlink aumentará os voos de ida e volta entre Joanesburgo (África do Sul) e Vilanculos (Moçambique), para 11 por semana a partir de 08 de janeiro de 2024.

Os voos Mbombela-Vilanculos vão ser cancelados e essa alteração do horário implicará o cancelamento de voos directos entre Mbombela (anteriormente Nelspruit) e Vilanculos após 05 de Janeiro de 2024.

“Como a principal companhia aérea regional, a Airlink se propõe a fornecer aos viajantes as conexões que desejam. O mercado de férias combinadas na mata e na praia é altamente sazonal e, como resultado, estamos transferindo capacidade para o serviço Joanesburgo-Vilanculos, que tem mostrado uma demanda de tráfego significativa”, disse o CEO e director administrativo da Airlink, Rodger Foster.

“Os clientes que queiram viajar directamente de Mbombela para Vilanculos ainda poderão combinar seus safáris na mata e experiências exóticas em praias, usando nossas conexões por meio de nosso hub internacional Joanesburgo-OR Tambo”, acrescentou Foster.

Vilankulo está localizado na província de Inhambane na costa da baía com o mesmo nome. É considerado um dos importantes pontos turísticos de que o país dispõe.

Inhambane apresenta grande potencial turístico e oportunidades de investimento ao longo dos seus 700 quilómetros de costa, com praias banhadas por águas cristalinas, grande beleza paisagística e diversidade de flora, fauna marinha e terrestre.

 

Reabilitação da Estrada N1: Próximo ano arrancam concursos para a contratação de empreiteiros

No informe semanal, Filimão Suazi afirmou que enquanto não arrancam as obras de grande vulto, decorrem trabalhos de reparação de troços mais críticos para garantir a transitabilidade, na Estrada Nacional Número Um.

“Ficou claro que os grandes concursos sobre a reabilitação da EN1 estão para o início próximo ano mas vão acontecendo intervenções de nível muito localizado ao nível desta mesma estrada. Sabemos que têm estado a circular algumas informações que parecem querer introduzir alguma contradição, que estão a ser veiculado por um e outro órgão, mas a informação que nós formalmente mantemos é esta, que aliás, é pública“, disse.

Num outro desenvolvimento, o porta-voz do governo disse que o Governo garante estar a trabalhar para o pagamento aos professores, de horas-extras atrasadas.

A reabilitação da EN1 diz respeito à implantação da infraestruturas resilientes, através do projecto de estradas mais seguras para a integração sócio-económica em moçambique (SRSEI), mediante uma abordagem programática multifásica.

O objectivo do projecto é de melhorar a conectividade rodoviária, a segurança e a resiliência climática e desenvolver a inclusão social nas áreas do projecto.

São 1.053 quilómetros dos cerca de 2.600 km da extensão total da EN1 que devem ser reabilitados. A Fase I vai custar 400 milhões de dólares, parte de um total de 850 milhões financiados pelo Banco Mundial, na sequência da solicitação formulada pelo Governo de Moçambique.

BGFA lança nova chamada para financiamento de projectos de energia limpa

O Fundo Naciobal de Energia (FUNAE) refere que o relançamento da campanha de apresentação de propostas em Moçambique, que vai na sua segunda edição (BGFA2), tem por objectivo incentivar as empresas privadas de serviços de energia a expandir os seus negócios inovadores e sustentáveis.

Tem também em vista acelerar o acesso à energia limpa e acessível fora da rede para clientes em zonas peri-urbanas e rurais de Moçambique em locais específicos estabelecidos pelo Governo de Moçambique.

As empresas que trabalham no sector fora da rede com experiência na implantação e exploração de mini-redes para fornecer serviços energéticos em locais específicos são elegíveis a candidatar-se ao financiamento.

De acordo com o FUNAE, as soluções solares domésticas autónomas só podem ser oferecidas como uma solução complementar às soluções baseadas em mini-redes para clientes que não serão ligados à(s) mini-rede(s) nos locais especificados. Os projectos que proponham a implantação de soluções exclusivamente autónomas não são elegíveis para financiamento do BGFA2.

“Foi com agrado que tomámos conhecimento do interesse do BGFA em promover e financiar a participação privada na electrificação rural do nosso país. O novo quadro legal e regulamentar para a electrificação fora da rede visa promover e facilitar o investimento privado, reconhecendo os desafios que isso representa”, afirmou Paulo Da Graça, Presidente da  Autoridade Reguladora de Energia (ARENE), um das instituições que lidera o processo.

O Fundo é financiado pela Suécia, país que está a ajudar Moçambique a alcançar o acesso universal a serviços modernos de energia, incluindo o desenvolvimento do mercado de energias renováveis fora da rede.

“O aumento do investimento em soluções fora da rede é importante para alcançar as comunidades menos servidas e, portanto, para estimular e permitir o investimento do sector privado através de fontes de energia renováveis”, expressou-se Mette Sunnergren, Embaixadora da Suécia em Moçambique.

A ronda de financiamento do BGFA2 está aberta a candidaturas através de um sistema online. O prazo para a apresentação de candidaturas é 31 de Agosto de 2023 às 12:00 horas (meio-dia), hora de Helsínquia (EET).

 

Moçambique diz que causas para descida de “rating” estão resolvidas

Na última semana, a agência de notação financeira Standard&Poor’s (S&P) desceu o “rating” das emissões de dívida em moeda local para “default” , durante 24 horas, para reflectir os atrasos nos pagamentos que existiram entre Fevereiro e Maio. A agência colocou depois o rating num nível abaixo do que estava antes do “default” temporário.

“A avaliação recente do ´rating` do país baseou-se num quadro retroativo, sobretudo nos primeiros meses do ano, um período em que o impacto da reforma salarial era muito elevado”, referiu o ministro da Economia e Finanças moçambicano, Max Tonela, numa conferência de imprensa, em Maputo.

O governante espera que “a partir do mês de julho as contas voltem aos carris, de acordo com as projeções estabelecidas”, referindo que a capacidade de cumprimento do Governo é sólida, por força das correções nas falhas detetadas na Tabela Salarial Única (TSU).

“Para este ano, nós temos, do ponto de vista de reembolso de capital e de juros”, com a dívida interna e externa, recursos avaliados em 1,5 mil milhões de dólares e, “neste momento, foram já pagos pelo Estado 764 milhões de dólares”, acrescentou.

O envelope financeiro já desembolsado para o serviço da dívida corresponde a 48% de encargos projetados para este ano nesta rubrica, enfatizou Max Tonela.

“O Governo tem já as condições para continuar a cumprir” as obrigações com os credores internos e externos, reafirmou.

Além de medidas corretivas na reforma salarial, prosseguiu, o executivo aposta igualmente na diversificação das fontes de financiamento da despesa.

Na ocasião, o ministro da Economia e Finanças sublinhou que a economia do país segue uma trajetória de crescimento que vem registando desde o último ano, prevendo-se que o Produto Interno Bruto (PIB) alcance este ano 5%, depois de 4,1% em 2022.

 

Economia e liderança: Fundação SPROWT junta mulheres em Maputo  

O evento que resultou da parceria entre a Fundação SPROWTe a BRICS Women’s Business Alliance África do Sul (BWBASA), através do suporte institucional da PIONEER Leadership Network for Women in Africa, juntou, numa só sala, várias mulheres, vindas de diferentes instituições, com diferentes perspectivas e qualidades peculiares.

A Presidente da Fundação SPROWT, Rumina Noormahomed, foi quem dirigiu a cerimónia de abertura do evento e perante aos conferencistas esclareceu que mais do que o empoderamento, a mulher precisa de equidade, pois desta forma, poderá ser autora dos sectores-chave do desenvolvimento sócio-económico.

“Deixem-me expressar a razão de aqui vos falar de equidade, e não empoderamento, porque a equidade dá o exacto direito da mulher estar no mesmo patamar, nível, posição, cargo etc, colocando o seu direito e conhecimento como factores mensuráveis e únicos”, explicou a líder.

A Women’5 Frontline Development Conference, tal como o nome diz, teve como objectivo principal, elevar as mulheres em lugares de liderança, compartilhar conhecimentos e promover o papel da mulher no ambiente profissional.

Sobre a liderança feminina, a Presidente da SPROWT diz que confiar uma responsabilidade a uma mulher, é garantir que essa função vai ser exercida pela pessoa certa. Seja por isso que é pertinente que elas acreditem nas suas valências, para o sucesso de quaisquer domínios de desenvolvimento.

“As qualidades intrínsecas da mulher permitem que ela contribua exactamente a todos os níveis, e específicamente no mundo corporativo, para maiores resultados financeiros nas empresas, para uma melhor e maior coesão na liderança, capaz de dar maior suporte e estabilidade na organização, ter potencial para o desenvolvimento do negócio, serem grandes empreendedoras”, afirmou.

Falando virtualmente, a Presidente da BRICS WBA, Lebogang Zulu, defende a necessidade de mais oportunidades de investimento na mulher em África, sublinhando que elas têm capacidades de tomar partida dos destinos da região da África Austral e do continente, no geral.

Para Zulu, as mulheres devem centrar as suas atenções em contribuir para a economia dos seus países, mas isso passa por elas trabalharem de forma colaborativa e consistente. A dirigente da organização explicou que a colaboração entre as mulheres constitui uma vantagem no sentido de partilha de conhecimentos e oportunidades.

“O nosso cometimento tem de focar-se no estímulo à criação de oportunidades de parceria e iniciativas de financiamento ao empresariado feminino. Como empreendedoras, temos a responsabilidade de tornaras palavras em acções”, expressou-se.

O evento foi, igualmente, testemunhado pela representante do Governo da África do Sul, concretamente do departamento da Mulher, Juventude e Pessoas com Deficiência, Anna Mnguni.

Mnguni lembrou que a representatividade da mulher em vários sectores de actividade continua significativamente crítica, facto que coloca esta camada social numa situação de vulnerabilidade.

À margem da conferência, houve exposições de programas desenvolvidos pela SPROWT (Women on Boards), que visam preparar quadros femininos de empresas, instituições e organizações dos sectores privado e público, para que desenvolvam competências em áreas fundamentais para o exercício dassuas funções.

O programa da BRICS WBA SA tem como objectivo cooperar activamente paraa participação da mulher em processos de desenvolvimento económico dos seus países. A Total, com o WISE+ Junior, cria oportunidades profissionais no sector de energia para mulheres em início de carreira, providenciando estágios erecrutamento.

A Coca-Cola (Women in Leadership) desenvolve capacitações, recruta, cria e promove talentos e oportunidades de crescimento profissional da mulher. A Just People agencia mulheres influenciadoras, possibilitando-lhes emergir na economia digital no domínio das artes.

Houve também expressões culturais, com Sebastião Coana exibindo um quadro por si pintado, cuja mensagem expressa as lutas diárias da mulher para a estabilidade financeira para si e para o meio que a rodeia. A Lenna Bahule abrilhantou o evento cantando fusão de ritmos afro-culturais e Leia Mabasso tomou conta do palco com os seus bailados de dança do ventre ao som de música afro deep-house.

 

Participação da mulher na economia deve ser prioridade, diz Graça Machel

Para a activista social, Moçambique deu passos significativos de equidade no domínio político, ao referir-se, por exemplo, à posição de ser o terceiro país em África a alcançar a paridade de género, com 50 por cento de mulheres em cargos ministeriais.

No entanto, Machel entende que é preciso fazer mais para a inclusão da mulher no âmbito económico, pois o país sai a ganhar, considerando o papel de relevo que estas podem desempenhar para a cadeia de valor do sector extractivo  e de transformação, entre outras áreas.

“Como é que nós estamos, por exemplo, nas indústrias de manufactura, na agro-indústria? Outra coisa é nós termos empresas de mulheres que não só produzem e servem outras mulheres, mas que estejam na cadeia de valores, que é onde se produz e onde transforma-se”, afirmou Machel.

A presidente da FDC nota que o país ainda carece de estratégias que estimulem às mulheres a participar, devidamente, nos processos que ditam os destinos da economia moçambicana.

Lembrou que a maioria da população moçambicana são as mulheres e não faz sentido que elas estejam excluídas de posições e processos decisivos de domínio económico.

“Nós somos 52 por cento da população moçambicana, qualquer domínio da economia tem de ter uma mulher. Isso vai permitir que ela saiba como está a servir às outras e como está a responder aos seus direitos e suas necessidades”, explicou a activista.

Machel, que é uma das vozes femininas mais proeminentes em prol dos direitos humanos no país, das mulheres, especialmente, afirmou que dar espaço a 52 por cento da população significa garantir igualdade para todas.

Segundo disse, a conferência “Mulheres na Economia” que aconteceu pela primeira vez este ano, destaca-se por ser uma plataforma para debater e reflectir sobre soluções que podem tirar as mulheres da “marginalização, descriminação e exclusão em processos decisivos”.

No evento foram apresentados temas específicos sudivididos em quatro oficinas. Os debates giraram em torno de inclusão financeira, mulheres na indústria extractiva e energia, mulheres no sector informal, agrário, empreendedorismo, tecnologias e inovação.

Houve exposição de produtos como painéis solares, produtos feitos na base de material reciclado. À Lenna Bahule coube cantar para os partcipantes, cujos temas apelam para que a “Mulheres na Economia” seja uma agenda do topo.