Saturday, May 2, 2026
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País pretende exportar mais produtos para China

O facto foi dado a conhecer ao “Notícias” por Gil Bires, director-geral da Agência para Promoção de Investimentos e Exportação (APIEX), durante a III Exposição Económica e Comercial China-África, que vinha decorrendo desde o passado dia 29 de Junho e que ontem encerrou em Changsha, província de Hunan.

Segundo Bires, a Exposição Económica e Comercial China-África que terminou, ontem domingo (02), foi uma excelente plataforma para a busca de oportunidades visando as Pequenas e Médias Empresas de diferentes segmentos.

Para a Exposição Económica e Comercial China-África (CAETE), Moçambique levou produtos como tabaco, feijão bóer, madeira, gergelim, pedras preciosas, café de gorongosa, Ibo e nicufe, açúcar orgânico, oleaginosas, leguminosas, entre outros.

A delegação moçambicana foi chefiada pelo ministro da Indústria e Comércio (MIC), Silvino Moreno, acompanho pela embaixadora Maria Gustava, quadros da Agência para a Promoção de Investimento e Exportações, (APIEX), Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, (MADER) e o Ministério dos Recursos Minerais e Energia, (MIREME).

Algodoeira Plexus Cotton vende as suas operações em Moçambique

Nos últimos anos, as operações da PML enfrentaram uma série de desafios que levaram o Conselho de Administração da PCL a determinar que a PML seria melhor servida se operasse sob nova propriedade.

Após um complexo processo de venda conduzido pelo Conselho de Administração da PML, a venda total, incluindo todos os seus activos e passivos, da PML à FESAP foi concluída em 17 de Maio de 2023.

Segundo a Further Africa, o Conselho de Administração da PML está confiante que a FESAP, com operações actuais de cultivo de algodão em Moçambique, será um proprietário adequado para a PML e estará mais apto a assegurar a sobrevivência a longo prazo do negócio.

Como parte desta transação, a PCL concordou que a PML pode continuar a utilizar o nome e a marca registada Plexus durante um curto período, após o qual a empresa fará a transição para uma nova identidade empresarial. A PCL acredita que este acordo proporcionará estabilidade e facilitará uma experiência perfeita para todas as partes envolvidas.

Na sequência da venda da PML, Nick Earlam, Presidente da PCL, afirmou que a PCL centrará as suas actividades futuras no seu negócio de comércio de produtos de base bem sucedido e em rápido crescimento, na produção agrícola específica de várias culturas em África e nos seus serviços de consultoria sobre algodão a nível mundial, que são muito procurados.

“Após um período de propriedade que remonta a 2002, congratulo-me por podermos anunciar a venda da PML à FESAP. As oportunidades de uma abordagem integrada do campo ao produto são significativas no mercado actual e estamos confiantes de que a FESAP e a Felpinter poderão alterar significativamente as perspectivas da PML enquanto entidade produtora”, considerou Earlam.

A Plexus Moçambique é uma empresa de produção de algodão, que opera na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique. Historicamente, a empresa trabalhou com mais de 80 mil pequenos agricultores anualmente do sector algodoeiro.

Sector do caju em Nampula reforça produção de mudas

A entidade indica que deste efectivo já foram entregues ao sector produtivo, familiar e comercial, cerca de um milhão de mudas de cajueiros, que para o IAM, representa um desempenho de 70 por cento, se comparado com igual período do ano anterior.

Beneficiaram da distribuição quartéis, igrejas e escolas. Dados consultados pela AIM referem que na campanha 2021/2022 foram produzidas 2,24 milhões de mudas, um aumento de 8.2 por cento em relação a época anterior.

Na presente campanha, a meta projectada é de 2.7 milhões a serem criadas nos viveiros de Cunle (Ribáuè), Itoculo (Monapo) e Nassuruma (Meconta). Para o alcance destes números, o IAM decidiu inovar e apostar na produção de mudas policlonais, plano já em execução.

O plano anual do governo da província de Nampula prevê comercializar, na presente campanha, 79 mil toneladas de castanha de caju, contra as 82.2 mil da época anterior.

Entretanto, o sector já decidiu que irá submeter a tratamento químico, contra doenças e pragas, 4.1 milhões de cajueiros produtivos e, para tal, conta com a disponibilidade de três mil atomizadores operacionais e 2500 operadores.

Com a introdução deste equipamento, o IAM espera poder prestar assistência a 160.714 produtores desta cultura de rendimento, sendo 152.679 homens.

A par disso, investigadores da instituição preparam-se para levar a cabo um estudo sobre o rendimento da cultura de caju em alguns distritos como Meconta, Mogovolas e Monapo, onde esta cultura tem forte implantação.

Absa junta empresas do sector da mineração e construção

O principal objectivo da iniciativa visava apresentar soluções para o mercado nacional, abordar as perspectivas e evolução destes sectores em Moçambique, bem como eforçar a relação de parceria entre estas duas instituições.

No decurso do evento, Patrícia Darsam, directora da Banca Corporativa e de Investimentos do Absa Bank Moçambique, destacou a importância deste tipo de parcerias para impulsionar o negócio local.

“O nosso objectivo é criar soluções inovadoras, identificar e maximizar oportunidades, e estabelecer parcerias estratégicas para acelerar o crescimento destes sectores vitais e das suas cadeias de valor”, disse a responsável.

Presente no encontro, Ernesto Gove, chefe da Equipa do Banco, apresentou o panorama económico do país, dando nota das potenciais oportunidades. Na ocasião, contou que os sectores da mineração e construção são fundamentais para o crescimento do país, por isso estimular este sector é mais do que oportuno.

“É necessário capitalizarmos a nossa vasta gama de commodities e explorarmos a riqueza dos nossos recursos para garantir estabilidade e resiliência”, frisou Gove.

A fonte lembrou, ainda, que o país possui um dos maiores depósitos de grafite do mundo, um componente importante para a produção de baterias de veículos eléctricos, o que demonstra a importância do País na transição verde global e no avanço do transporte sustentável.

Porto de Nacala regista aumento de carga no primeiro trimestre

Nos três terminais do porto, de contentores, carga geral e graneis líquidos, houve registo global de 646 816 toneladas métricas, contra as 583 107 toneladas em igual período de 2022, representando um crescimento de 10,9 por cento.

Induna afirmou que “o aumento do movimento de navios obrigou a direcção da instituição a dedicar exclusivamente um cais para contentores, permitindo que a linha de navegação de Moçambique aumentasse o número de escalas”.

A respeito das queixas dos empresários sobre o roubo de suas mercadorias no porto, Neimo Induna garantiu que a situação está controlada, graças à introdução de medidas adicionais.

“A segurança do porto de Nacala poderá melhorar nos próximos dias, com a finalização das vedações e portões do recinto portuário, bem como a instalação de câmaras de segurança”, afirmou.

O responsável pelo porto revelou que a conjuntura internacional, sobretudo a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, está a impactar o mercado global e a cidade de Nacala, em particular, pois a importação do trigo a granel e dos fertilizantes ficou afectada, ainda que alguns clientes tenham encontrado alternativas para o problema.

O aumento de escalas de navios porta-contentores deve-se ainda à redução do frete a nível global, bem como ao facto de não haver mais escassez de contentores, explicou Induna.

AdZ tem carteira de financiamento de cerca de USD 100 milhões para PME’s

Segundo o director-geral da AdZ, Roberto Albino, do montante disponível, cerca de 35 por cento são fundos próprios da Agência com pujança de financiar acções para modernizar a capacidade produtiva das PME’s.

“Actualmente, a nossa carteira de financiamento é de cerca de 100 milhões de dólares só para PME’s, dos quais 35 por cento são fundos próprios da Agência do Zambeze”, disse o director geral da AdZ.

Roberto Albino explicou que o financiamento ao sector privado visa evitar que as empresas tenham dificuldades com fornecedores de peças e equipamentos e garantir que tenham assistência técnica que tem sido uma das principais causas de encerramento de PME’s.

“Se tudo correr como o previsto, cerca de 25 novas fábricas vão ser estabelecidas nos próximos 18 meses em diversas áreas agro-indústrias, no âmbito do programa AGRIVAl”, refere a AIM, citando a mesma fonte.

Fez saber que, nos últimos cinco anos, a Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze mobilizou recursos que, por sua vez, permitiram que 31 PME’s da área industrial fossem financiadas.

Explicou que “isso é feito primeiro através de um mecanismo de financiamento, que nós chamamos fundo catalítico para inovação e demonstração, um mecanismo que foi inovado por nós, com o financiamento do Banco Mundial”.

Acrescentou que em menos de um mês será lançada a terceira geração do fundo catalítico, orçado em cerca de 18 milhões de dólares e, ainda este ano, será lançada a quarta geração cujo fundo está orçado em 20 milhões de dólares.

“A nossa ideia, com este mecanismo de financiamento através do fundo catalítico, é assegurar que as empresas recebam dinheiro através de um mecanismo de concurso público, onde o sector privado faz parte, e o comité de investimento é quem decide, em última instância, qual é a PME que vai ser financiada”, disse.

A Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze é uma instituição pública, do foco regional, cujo objectivo consiste, entre outras, em estudar o potencial do vale do Zambeze e assistir técnica e financeiramente as iniciativas de desenvolvimento.

Moçambique vai aumentar o acesso à energia para 64% até 2024

A informação foi dada pelo ministro dos Recursos Minerais e Energia, Carlos Zacarias, durante a reunião anual do Grupo de Trabalho do Sector da Energia (ESWG), na cidade de Maputo. Decorrido, esta semana, o encontro tinha como objectivo avaliar o nível de implementação dos programas de cooperação no sector de energia.

Segundo o ministro, o valor era da segunda fase do ProEnergia. Para a primeira fase, Moçambique recebeu um financiamento de 152 milhões de dólares para estabelecer novas ligações e elevar a taxa de electrificação de 35 por cento em 2019 para 49 por cento actualmente.

O governante afirmou que as boas relações entre Moçambique e os seus parceiros facilitaram o cumprimento das metas de electrificação definidas pelo Governo.

“O empenho dos parceiros na nossa causa tem-nos permitido electrificar as zonas mais remotas do nosso país e promover as energias limpas no contexto da transição energética”, afirmou Zacarias, citado pela Agência Moçambicana de Informação (AIM).

Zacarias classificou, ainda, positivamente, a aprovação da Lei da Electricidade, destacando que vai permitir um aumento da produção de electricidade na ordem dos 600 MW.

“Em 2022, a nova Lei da Eletricidade foi aprovada como parte dos esforços para criar uma estrutura legal atraente para novos entrantes. Este novo quadro regulatório abre espaço para que os atores privados (entre outros) contribuam para aumentar a capacidade de geração de energia em 600 MW no atual ciclo de governança, dos quais 200 MW de fontes renováveis”, explicou a fonte.

A ProEnergia pretende operacionalizar, através de soluções dentro e fora da rede elétrica nacional, o acesso universal à energia até 2030, com financiamento do governo de Moçambique, Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Suécia, Noruega, Reino Unido, Alemanha , Bélgica e União Europeia (UE).

Industrialização vai permitir uma transição energética justa no país, diz Saíde

Saíde, que falava no último dia (23 de Junho) da Conferência Anual do Sector Privado (CASP), na cidade de Maputo, afirmou que do nada vai valer almejar um transição energética se nem os recursos que o país possui ainda não passaram para a fase de transformação e processamento.

“Se quisermos avançar para a transição energética temos que olhar para o factor dimanizador dessa industrialização. O que eu quero dizer é que as energias renováveis vão precisar de energia firme para sua efectivação, dai que o processamento joga um papel importante”, começou por explicar o governante.

Saide elencou o gás, o lítio, carvão mineral, entre outros recursos que afloram no território moçambicano como matérias-primas, cuja transformação pode dar lugar à transição energética que se deseja.

Segundo disse, a transição justa passa por estabelecer esse equilíbrio, entre o desejo de migrar energeticamente e o fomento da industrialização para o lacance dessa agenda.

O dirigente indicou, por exemplo, que o mundo vem ensaiando a introdução de carros eléctricos e sublinhou que Moçambique dispõe de recursos capazes de produzir os dispositivos usados para pôr a circular os veículos movidos à energia eléctrica, mas o que vai ditar esse objectivo é a industrialização.

“Dizemos sim à transição energética, mas que seja de forma justa, que é olhar para os recursos que temos para que possamos entrar neste mercado global em pé de igualdade”,  explicou Saíde.

Na sexta-feira passada, António Saíde compunha ao painel subordinado ao tema “Alocação do gás natural para industrializar Moçambique- Políticas, Estratégias, Planos de Acção e Oportunidades para o Sector Privado”.

Neste painel a tónica comum entre os oradores foi que os recursos naturais devem beneficiar, em grande medida, à população moçambicana e a menor tranche é que deve ser exportada.

A propósito, a Sasol, empresa petrolífera sul-africana que explora o gás natural no distrito de Temane na província de Inhambane, esteve presente no evento. Em representação da empresa, Ovídio Rodolfo, director geral da Sasol Moçambique, lembrou que a firma mantém o compromisso de alocar 65 por cento de gás para o consumo doméstico e os outros 35% destinam-se à exportação.

O tema em alusão foi também apresentado pelo empresário Salimo Abdula, Michele Poggi e Eyob Easwaren, Presidente do Conselho de Administração da Intelec Holdings, um conglomerado de empresas de diversos sectores de actuação, pela directora da SAIPEM em Moçambique e representante da área de financimento de infraestruturas da Eastern and Southern African Trade and Development Bank (TDB), respectivamente.

FMI cria plataforma global de moeda digital de bancos centrais

O FMI quer que os bancos centrais cheguem a acordo sobre um quadro regulamentar comum para permitir a interoperabilidade global. O fracasso em chegar a um acordo sobre uma plataforma comum criaria um vácuo que provavelmente seria preenchido por criptomoedas, considera Georgieva

“As plataformas para moedas digitais de bancos centrais (CBDCs) não devem ser propostas nacionais fragmentadas… Para termos transacções mais eficientes e justas, precisamos de sistemas que liguem os países: precisamos de interoperabilidade”, disse Georgieva numa conferência em que participaram bancos centrais africanos em Rabat, Marrocos.

Georgieva enfatizou que as plataformas para moedas digitais de bancos centrais (CBDCs) devem ser apoiadas por activos, sublinhando que as criptomoedas são uma oportunidade de investimento quando apoiadas por activos, mas isso quando não são um “investimento especulativo”.

Um total de 114 bancos centrais estão em algum estágio de exploração da CBDC, “com cerca de 10 já cruzando a linha de chegada”, disse ela.

Uma CBDC é uma moeda digital controlada pelo Banco Central, enquanto as criptomoedas são quase sempre descentralizadas.

As CBDCs também podem ajudar a promover a inclusão financeira e tornar as remessas mais baratas, disse ela, observando que o custo médio das transferências de dinheiro é de 6,3%, totalizando US$ 44 mil milhões de dólares anuais.