Saturday, May 2, 2026
spot_img
Home Blog Page 339

KOGAS avança 7 mil milhões de dólares no projecto Coral Norte em Moçambique

Segundo a KOGAS e fontes da indústria, a empresa italiana de energia, a Eni, apresentou, recentemente, ao governo moçambicano uma proposta oficial para o projeto Coral Norte. A KOGAS decidiu participar do projeto e já iniciou os estudos de viabilidade, avança a Further Africa.

“Actualmente, estamos realizando estudos de viabilidade para participar do projeto de desenvolvimento de gás em Moçambique”. Ele também acrescentou, São necessários investimentos adicionais para explorar e desenvolver devido ao tamanho do campo moçambicano”, disse uma fonte da KOGAS.

Se a participação da KOGAS neste projecto for confirmada, marcará o primeiro novo empreendimento em Moçambique em seis anos após o Coral Sul Área 4 da Bacia do Rovuma, que iniciou a produção de Gás Natural Liquefeito (GNL), facto que sucede a sua decisão final de investimento em 2017.

A Mozambique Rovuma Venture” irá operar o projecto, com a KOGAS detendo uma participação de 10 por cento de acções. Além da KOGAS, seis empresas, incluindo ExxonMobil (EUA), Eni (Itália) e China National Petroleum Corporation, participarão do investimento energético.

Coral Sul FLNG vai drenar 4 biliões de Meticais em receitas anuais até 2026

Em termos nominais, O PIB passará de cerca de 337.6 mil milhões (ou biliões) de Meticais em 2023 para cerca 453 mil milhões de Meticais em 2026.

O Cenário Fiscal de Médio Prazo indica, porém, que as receitas efectivas cobradas durante o período do CFMP poderão diferir desta previsão uma vez que os preços do petróleo são altamente voláteis e podem variar significativamente em relação aos preços projectados.

“Importa referir que a receita de GNL considerada no quadro fiscal reflecte 60 por cento da receita projectada, no âmbito da proposta de Lei do Fundo Soberano em que apenas uma parte da receita prevista num determinado ano financiará a despesa pública”, sublinha o documento aprovado em Junho último pelo Governo.

O CFMP refere ainda que a despesa pública irá contrair de 32,9 por cento do PIB em 2022 para 26,8 por cento em 2026. Em termos nominais, a despesa passará de 388,3 mil milhões de Meticais em 2022 para 501,8 mil milhões de Meticais em 2026.

O documento refere que as rubricas de salários e remunerações, pensões e serviço da dívida continuarão a ser fontes de pressão significativa no quadro fiscal de médio prazo.

Em relação aos investimentos públicos, o CFMP prioriza na sua Carteira Projectos de continuidade iniciados em 2023 e que perduram no período do presente CFMP, projectos de financiamento externo com comparticipação do Estado e os Projectos novos em carteira, inscritos no Sistema Nacional de Investimentos Públicos que estejam previstos no Plano Quinquenal do Governo 2020-2024, e que sejam de maior impacto económico e social.

Recuperados cerca de um bilhão de meticais adquiridos ilicitamente  

O Gabinete Central de Recuperação de Bens informou que o valor em referência cobre a apreensão de prédios, viaturas e outros bens, bem como de numerário, obtido por via criminosa.

A identificação e recuperação destes bens, antes da condenação dos criminosos envolvidos, continua a ser um desafio para os órgãos de administração da justiça que apelam ao reforço das regras de confisco, de forma a evitar a acumulação de riquezas por meios ilícitos.

“O que queremos agora é criar mecanismos para que aqueles que obtiveram ganhos ilícitos não possam manter a posse da riqueza obtida por meio do crime”, disse a ministra da Justiça, Helena Kida, no encontro.

O Procurador-Geral Adjunto, Alberto Paulo, acrescentou que “a privação dos rendimentos das actividades criminosas é uma das armas mais poderosas na luta contra a criminalidade. Afirme que o acto dissuade os criminosos de cometer crimes, e também previne a concorrência desleal que resulta da introdução de lucros obtidos ilegalmente na economia legal”.

O seminário de dois dias reúne os órgãos de justiça moçambicanos e especialistas internacionais para discutir estratégias de aplicação das leis de recuperação de bens.

 Sistema nacional de energia face às mudanças climáticas conta com apoio da Sweco  

Avaliado em cerca de 29,2 milhões de meticais, o projecto terá a duração de um ano e, nesse período, os trabalhos estarão todos virados para a protecção do sistema eléctrico, segundo avança o portal MarketScreener.

“O consultor vai avaliar o estado actual do sistema e propor medidas para uma melhor preparação para os desastres”, avançou o site.

De acordo com a gestora da Divisão de Energia e Indústria da Sweco, Conny Udd, o aumento da resiliência às mudanças climáticas é uma necessidade crescente e é particularmente importante para o sector da energia.

“A preparação precisa de ser levantada antes, pois as consequências geradas pelos desastres são catastróficas”, explicou.

Por sua vez, o PCA da EDM, Marcelino Alberto, afirmou que a Sweco tem trabalhado em vários projectos moçambicanos há mais de 30 anos, sendo que reúne um vasto conhecimento sobre o sistema energético do País.

“Todos os anos, a infra-estrutura de energia da EDM é afectada por eventos climáticos extremos, como ciclones tropicais. Tendo a Sweco como parceira de consultoria, é uma estratégia para garantir maior resiliência”, finalizou.

A contratação da Sweco faz parte de um acordo entre os governos da Suécia e de Moçambique, financiado pela Swedfund, instituição financeira de desenvolvimento do país nórdico.

 

Índia e Total conversam sobre o projecto Moçambique LNG

No mês passado, o secretário de Petróleo indiano, Shri Pankaj Jain, conheceu o CEO da Total Energies, Patrick Pouyanne e mantiveram discussões sobre a retomada das operações do projecto do Gás Natural Liquefeito (GNL) Área 1 no distrito de Palma, no norte do país.

O ministro das Relações Exteriores da Índia, Subrahmanyam Jaishankar, visitou Moçambique em Abril deste ano, no âmbito do plano do país asiático de aprofundar os laços comerciais e diplomáticos com os países africanos.

O empreendimento assume importância para Índia pela facilidade logística, uma vez que Moçambique fica próximo da costa oeste da Índia, que detém o número máximo de terminais de GNL.

Além disso, sua localização geográfica posiciona-se para atender às demandas dos mercados do Atlântico e da Ásia-Pacífico, bem como aproveitar os crescentes requisitos de energia da Ásia Ocidental e da Índia, acrescentou uma das fontes.

Pelo menos duas empresas indianas, nomeadamente ONGC Videsh (OVL), Bharat PetroResources (BPRL)  detêm um total de 20 por cento de participação no projecto.

O projecto que deveria iniciar as operações em 2024, agora adiado para 2027, foi interrompido em 2021, depois que a Total Energies declarou “Força Maior”,  devido a razões de insegurança imposta por insurgentes na região.

A Total Energies EP Moçambique Área 1 detém uma participação de 26,5 por cento, a ENH Rovuma Área 1 (15 por cento), Mitsui E&P Moçambique Área 1 (20 por cento), ONGC Videsh Rovuma (10 por cento), Beas Rovuma Energy Mozambique (10 por cento ), BPRL Ventures Moçambique (10 por cento) e PTTEP Moçambique Área 1 (8,5 por cento).

FDC Escola de Negócios disponibiliza plataforma de ensino em “streaming”  

O FDC Signature é uma solução que oferece aos executivos e gestores a oportunidade de se actualizarem sobre as últimas tendências e práticas de negócios, sem precisar “sacrificar” a sua agenda de compromissos.

Trata-se de uma plataforma de transmissão de conteúdos sebre negócios em tempo real através da internet (streaming). A mesma oferece uma variedade de matérias, incluindo cursos, trilhas, pequenos conteúdos de aprendizagem (microlearning), textos, artigos, podcasts, experiências ou histórias de sucesso (cases).

Igualmente, a tecnologia oferece painéis de discussão, “tudo isso apresentado por alguns dos mais renomados especialistas em negócios do Brasil e do mundo”.

Os conteúdos estão disponíveis para o acesso em qualquer dispositivo conectado à internet e podem ser visualizados em qualquer lugar e a qualquer momento e tem o potencial de proporcionar uma experiência de aprendizado sob medida para as necessidades de cada indivíduo.

No primeiro acesso, o usuário tem a oportunidade de fazer uma pesquisa (assessment), para identificar os seus principais interesses. Depois do utilizador decidir que conteúdos enquadram-se para o seu desenvolvimento, a plataforma vai ajudar a traçar uma jornada de crescimento profissional.

Para experimentar, os usuários só precisam aceder à ligação https://fdcsignature.fdc.org.br/quero_testar. O acesso é grátis por dois meses de teste.

Gorongosa vai duplicar produção do café

A informação foi avançada pelo administrador do Parque Nacional de Gorongosa (PNG), Pedro Muagura, à margem da Conferência Distrital de Divulgação de Potencialidades de Resiliência Climática e Atracção de Investimentos para a Conservação do Meio Ambiente.

De acordo com o gestor, citado pelo “domingo”, antes a produção deste produto estava praticamente reduzida ao posto administrativo de Canda, permanecendo a vontade de avançar, por exemplo, na comunidade de Satungira, mas com o clima de insegurança, tal não se mostrava viável.

“Em termos de colheitas estávamos na ordem de cinco toneladas em cada seis meses. Podemos prever um incremento até 10 ou 15 toneladas. Não queremos quantificar agora, como sabem existem solos que não são muito bons, mas não podemos estar abaixo de 15 toneladas de café processado”, disse Muagura.

Muagura sabe que o mercado está apetecível para a compra do café nacional, até porque o país acabou de aderir à Organização Internacional do Café e 11 marcas do produto, incluindo o café de Gorongosa, estão na lista das exportações.

O encerramento da unidade militar aconteceu no âmbito do processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) dos ex-combatentes do maior partido de oposição em Moçambique.

 

Crédito bancário mais caro no mês de Julho

Os créditos bancários estarão mais caros durante o mês de Julho, na sequência da fixação do Prime Rate na ordem de 24.10 por cento, a vigorar durante os 30 dias correntes.

Num comunicado, Associação Moçambicana de Bancos (AMB) indica que houve uma subida em 60 pontos percentuais (PP) em comparação ao mês de Junho que vigorou em 23,50%.

A Prime Rate é a taxa única de referência para as operações de crédito de taxa de juro variável e resulta da soma da taxa média das operações efectuadas no Mercado Monetário Interbancário no prazo de um dia útil (Indexante Único) e o Prémio de Custo.

À taxa é acrescida uma margem (spread), que será adicionada ou subtraída à Prime Rate, mediante a análise de risco de cada categoria de crédito ou operação em concreto.

A publicação mensal da Prime Rate resulta da implementação do Acordo sobre o Indexante Único do Sistema Bancário Moçambicano para promover uma maior transparência no processo de fixação das taxas de juro variáveis no mercado e melhorar o mecanismo de transmissão da política monetária.

A AMB refere que as instituições de crédito devem divulgar amplamente aos seus clientes e ao público em geral o spread de crédito padronizado para cada categoria de produto de crédito. Para cada categoria de produto de crédito será adicionado à Prime Rate o Spread, à vigorar no mês de Julho de 2023.

 

 

Coral Norte sem grandes riscos ao meio ambiente

Esta garantia foi tornada pública por Emanuel Viçoso, coordenador do projecto na Consultec, na sexta-feira, em Maputo, durante a consulta pública do estudo preliminar do impacto ambiental para a implementação deste projecto.

A nova Plataforma Flutuante de Gás Natural Liquefeito (FLNG), denominada Coral Norte, será desenvolvida na Área 4, um bloco de prospecção e produção de hidrocarbonetos localizado no alto-mar da bacia do Rovuma operado pela Mozambique Rovuma Venture (MRV), a mais de 50 quilómetros (km) da costa do distrito de Palma, província de Cabo Delgado, e dista a cerca de 10 km a norte da FLNG – Coral Sul.

O projecto Coral Norte, que terá a capacidade de produção de 3,4 milhões de toneladas por ano, vai extrair gás natural em seis poços submarinos, por um período de 25 anos, para produzir Gás Natural Liquefeito (GNL).

Segundo Emanuel Viçoso, os impactos encontrados podem ser geridos adequadamente e com sucesso através da aplicação de medidas apropriadas para a sua mitigação, tarefa a ser desenvolvida em fases subsequentes.

COP28: Moçambique está pronto para iniciar a transição energética

Para o efeito, o Grupo de Trabalho Interministerial para a Transição Energética de Moçambique, liderado pelo Ministério dos Recursos Minerais e Energia já iniciou com os trabalhos que visam desenvolver o plano em causa.

A criação da Força Tarefa de Transição Energética inspira-se do envolvimento activo de Moçambique na conferência do clima COP27 do ano passado, em que o país se posicionou como um centro regional para energia limpa e industrialização verde.

Em todo o mundo, a tónica por trás da transição para a energia verde continua ganhando ritmo, e vários países africanos já começaram a formular suas próprias estratégias e planos de transição energética.

Recentemente, o Senegal tornou-se o segundo país africano a garantir um pacote substancial de financiamento climático de 2,7 bilhões de dólares, destinado a apoiar e acelerar sua estratégia e plano de transição energética justa. Este anúncio seguiu um pacote semelhante no valor de 8,5 bilhões para a África do Sul em 2021.

Moçambique destaca-se pelos seus recursos excepcionais de energia limpa, particularmente o seu vasto potencial hidroeléctrico. Espera-se que projectos como o da hidroeléctrica de Mphanda Nkuwa forneçam energia confiável e adaptável, impulsionando a industrialização verde e fornecendo electricidade limpa para o país e toda a região.

Além disso, o Ministério dos Transportes e Comunicações de Moçambique, uma das entidades envolvidas no desenho do plano, embarcou na exploração activa de oportunidades para electrificar os sistemas de transporte urbano e promover um sector de transporte mais verde, capitalizando os recursos de electricidade limpa de que o país dispõe.

A Força-Tarefa Interministerial para a Transição Energética convocará reuniões regulares nas próximas semanas e meses. Uma equipe internacional de consultores foi contratada para auxiliar no desenvolvimento da Estratégia e Roteiro de Transição Energética, coordenada com o apoio do Instituto Tony Blair, com a assistência do Reino Unido, Bélgica, Noruega e Alemanha.