Domingo, Agosto 31, 2025
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Future Seeds 2020: Huawei Moçambique iniciou o processo de registo em cooperação com o MTC e INEP

As tecnologias de informação e comunicação (TIC) se tornaram motores de crescimento cruciais para muitos sectores diferentes. Como líder em TIC, a Huawei promove o desenvolvimento da indústria de TIC nos países em que opera e tem como objectivo impulsionar a sustentabilidade económica, social e ambiental a longo prazo.

Para a Huawei o acesso à educação é vital para criar oportunidades que apoiem o desenvolvimento justo e sustentável nos países em que a empresa opera.

Seeds for the Future (sementes para o futuro) é o principal programa de RSC global da Huawei. Por meio desse programa, a Huawei selecciona os melhores estudantes universitários e jovens funcionários do governo que trabalham em departamentos relacionados a TIC para uma viagem de estudos na China.

Ao longo do programa, a Huawei compartilha seu conhecimento e experiência em TIC na gestão de uma multinacional com jovens profissionais de TIC e ajuda a impulsionar o desenvolvimento de indústrias locais de TIC.

Em 2020, devido à epidemia, a ida para a China é restrita, então neste ano a forma sera diferente: Sky Future Seed, o que significa que o Projecto Future Seed será realizado online.

A Huawei Moçambique organiza este programa future seed (Sementes para o futuro), em parceria com o Ministério dos Transportes e Comunicações e o Instituto Nacional de Emprego, onde selecciona jovens universitários para ter uma experiência na área das TIC, aproveitando os conhecimentos técnicos da Huawei vantagens e sua vasta experiência para cultivar excelentes profissionais de TIC.

TOTAL é a nova importadora de combustíveis para o país

Está confirmado. A TOTAL venceu o concurso Internacional para a contratação do novo importador de combustíveis no país, lançado pela Importadora Moçambicana de Petróleos (IMOPETRO), a 05 de Agosto deste ano.

O director Geral da IMOPETRO, João Macanja, disse que a contratação da TOTAL para a importação de combustíveis deveu-se ao facto de ter apresentado o melhor preço em relação às outras companhias que estavam na corrida.

A TOTAL será responsável, a partir de Novembro próximo, pela importação de mais de um milhão de toneladas métricas dos produtos petrolíferos refinados que serão distribuídos pelos portos de Maputo, Beira, Nacala e Pemba.

FMI nomeia novo representante residente para Moçambique

O Fundo Monetário Internacional (FMI) nomea Alexis Meyer-Cirkel para ocupar o cargo de Representante Residente da instituição financeira internacional em Moçambique com efeito a partir do dia 09 de Setembro.

Meyer-Cirkel sucede da função Ari Aisen que dirigiu o escritório da instituição em Maputo nos últimos 4 anos contados desde Setembro de 2016. De nacionalidade brasileira, Meyer-Cirkel ingressou no FMI em Agosto de 2010, tendo desempenhado várias funções.

Cirkel trabalhou em vários países tendo como áreas de destaque a política macroeconómica, sustentabilidade da dívida pública e análise do sector externo. “Antes de se juntar ao FMI, o senhor Meyer-Cirkel trabalhou em mercados financeiros no Morgan Stanley, Banco Central Europeu, Allianz Research e no Banco Central do Brasil”, aponta uma nota de imprensa enviada à redacção do Jornal O País.

De acordo com o comunicado, Meyer-Cirkel é doutorado em Economia pela Universidade Goethe de Frankfurt e é mestre em Estudos de Desenvolvimento pela London School of Economics.

Maior oleoduto aquecido do mundo projectado para o coração de África

O Projecto tem o cunho da francesa Total, em parceria com a China National Offshore Oil Corporation, e tem gerado muitas críticas. Apesar da queda global dos preços do petróleo, principalmente durante esta pandemia de Covid-19 que assola o mundo, a empresa petrolífera francesa Total está à frente de um investimento da ordem dos 20 mil milhões de dólares para a construção de um oleoduto de 1400 quilómetros na África Oriental que ligará Tanga, na costa da Tanzânia, ao lago Alberto no Uganda.

Contudo, a obra não tem gerado críticas construtivas e positivas. Diversos especialistas internacionais já vieram a público alertar que o projecto megalómano deslocará milhares de pequenos agricultores e colocará em risco os principais habitats da vida selvagem, bem como as águas costeiras do Índico.

Dois campos de petróleo, recentemente descobertos nas margens do Lago Alberto, na fronteira entre o Uganda e a República Democrática do Congo, estão atualmente entre as maiores e mais baratas reservas disponíveis. Supõem-se que contenham crude para encher cerca de seis mil milhões de barris, quase metade do tamanho do campo petrolífero de Prudhoe Bay, no Alasca.

As obras começaram nos campos de petróleo Kingfisher e Tilenga, onde a China National Offshore Oil Corporation e a gigante francesa Total pretendem fazer 500 poços. O consórcio já gastou cerca de quatro mil milhões de dólares em infraestrutura.

Contudo, os poços ainda precisam de um oleoduto que possa levar o petróleo para o mundo exterior. Para isso, as empresas planeiam a construção de um oleoduto aquecido, omais longo do mundo. O oleoduto transportará 216 mil barris de petróleo bruto por dia e
exigirá aquecimento a 50 graus.

Standard Bank apoia comunidades com oferta de cinco mil máscaras reutilizáveis

O Standard Bank procedeu, recentemente, com a oferta de um total de cinco mil máscaras reutilizáveis, para a prevenção da Covid- 19, nos orfanatos e lares de idosos, bem como nas zonas de maior concentração de pessoas carenciadas, nas províncias de Cabo-Delgado e Nampula.

Na província de Nampula, foram contemplados a cidade de Nampula e os distritos de Nacala e Ribáuè, enquanto em Cabo Delgado, o donativo beneficiou à cidade de Pemba e os distritos de Balama e Palma.

De acordo com Jair Ismael, representante do Standard Bank, em Nampula, esta iniciativa tem por objectivo reduzir o máximo possível os índices de transmissão comunitária, apoiando as pessoas mais carenciadas e vulneráveis na prevenção desta doença, de modo a conter a sua propagação e evitar focos de contágio. Esta oferta, conforme enfatizou, se enquadra na estratégia de responsabilidade social do banco.

Trata-se do prosseguimento de um conjunto de acções, que tiveram início em Junho, com a oferta ao Ministério da Saúde de equipamento médico, nomeadamente luvas cirúrgicas, óculos, fatos de protecção descartáveis e máscaras para o pessoal médico. A oficial de programas da Aldeia de Crianças SOS em Pemba, Rosa Dias, uma das instituições beneficiárias, referiu que as máscaras doadas pelo banco constituem uma grande ajuda, uma vez que vão contribuir para a prevenção da Covid-19.

Refira-se que, as máscaras ora doadas foram encomendadas a Pequenas e Médias Empresas (PMES) moçambicanas, envolvendo alfaiates locais, com vista a garantir negócio neste tempo de pandemia, em que várias empresas estão a encerrar as suas actividades.

Absa Bank Moçambique tem nova Plataforma de Gestão Online

No âmbito da digitalização dos seus serviços, a Banca Corporativa e de Investimento do Absa Bank Moçambique lançou recentemente uma Plataforma de Gestão Online, denominada Pangea, uma solução de apoio à importação, exportação e internacionalização dos negócios dos seus clientes.

A plataforma suporta um leque de vantagens para os clientes do Banco, entre as quais, comodidade e flexibilidade na submissão das Cartas de Crédito e Garantias Bancárias, permitindo ainda fazer o acompanhamento e monitoramento do estado de cada transação de forma remota e digital.

A plataforma permite igualmente, uma comunicação bidirecional segura entre o Banco e os seus clientes, através das facilidades de correspondência do sistema, sem contar que o Swift pode ser recebido directamente na plataforma. Proporciona, ainda, taxas e preços indicativos, o que dá ao usuário a capacidade de verificar o equivalente do montante em divisas na moeda local.

O Director da Banca Corporativa e de Investimento do Absa Bank Moçambique, Bernardo Aparício, refere que esta plataforma representa mais um passo do Absa na digitalização da banca em Moçambique com o objectivo de transformar a experiência do cliente – facilitando o acesso à informação e reduzindo o tempo de processamento de transações, aumentando assim a sua eficiência.

A plataforma está disponível 24 horas, 7 dias por semana, permitindo aos clientes convenientemente iniciarem operações a qualquer hora e em qualquer lugar, para que sejam processadas durante o período normal de operação do banco.

‘Prime rate’ moçambicana mantém-se em 15,9% no mês de setembro

Edifício sede do Banco de Moçambique
Banco de Moçambique

A taxa de juro de referência a vigorar no mês de setembro vai manter-se em 15,9%. Esta informação foi avançada pela associação de bancos e o banco central.

Desde abril, altura em que chegou a 18,4%, a taxa recuou 250 pontos base até 15,9%, valor fixado em 01 de agosto. A criação da ‘prime rate’ foi acordada entre o banco central e a Associação Moçambicana de Bancos (AMB) em 2017 para eliminar a proliferação de taxas de referência no custo do dinheiro.

O objetivo é que todas as operações de crédito sejam baseadas numa taxa única, “acrescida de uma margem (‘spread’), que será adicionada ou subtraída à ‘prime rate’ mediante a análise de risco” de cada contrato, explicam os promotores.

Desafios sobre a competitividade

A Associação Industrial de Moçambique (AIMO) vai apresentar um webinar na quinta-feira, 3 de setembro, para discutir os desafios de competitividade de Moçambique.

Este evento online faz parte de uma série de eventos que conduz ao Fórum Industrial e Exposição MOZINDUS Moçambique que terá lugar ainda este ano.

O Webinar Abordará tópicos importantes relacionados à indústria, especificamente o ambiente de negócios e facilitação do comércio; certificação de qualidade de produtos, bens e serviços; bem como novas tecnologias e inovação.

Para mais informações visite: https://mozindus.co.mz/

BCI disponibiliza 33 milhões de meticais para iniciativas juvenis

Através de uma parceria que se vai, fundamentalmente, materializar na oferta de soluções de financiamento, por parte do BCI, para projectos de geração de renda de jovens. Com esta ferramenta, cuja linha de crédito é de 33 milhões de meticais, pretende-se alavancar a inserção juvenil no desenvolvimento do país.

A Secretaria do Estado da Juventude e Emprego (SEJE) e o Banco Comercial e de Investimentos (BCI) assinaram recentemente em Quelimane, província da Zambézia, o Memorando de Entendimento para a concepção e gestão de soluções de crédito no âmbito do Fundo de Apoio a Iniciativas Juvenis (FAIJ).

Rubricados pelo director geral do Instituto Nacional da Juventude (INJ), Johane Muabsa, e pelo administrador do BCI, Mukhtar Abdulcarimo, os documentos selam uma parceria que se vai, fundamentalmente, materializar na oferta de soluções de financiamento, por parte do BCI, para projectos de geração de renda de jovens. Com esta ferramenta, cuja linha de crédito é de 33 milhões de meticais, pretende-se alavancar a inserção juvenil no desenvolvimento do país.

Ao abrigo do protocolo, compete ao BCI conceber soluções de produtos e serviços com condições especiais para os beneficiários interessados em aderir à iniciativa por via de financiamento; contribuir na divulgação da iniciativa pelos beneficiários elegíveis, apoiando na análise dos projectos e elegibilidade ao financiamento; e celebrar contratos de crédito com os jovens beneficiários, gerindo os recursos do FAIJ, bem como a respectiva carteira de crédito.

O Banco vai ainda prestar assistência técnica ao INJ, mantendo-se o regularmente informado sobre as iniciativas comerciais dirigidas aos Jovens; e em conjunto, realizar sessões de formação e capacitação sobre matérias ligadas à educação financeira e empreendedorismo.

Para este ano, a iniciativa abrange 20 distritos pré-seleccionados das províncias de Cabo-Delegado, Nampula, Zambézia e Sofala, com perspectiva de se tornar mais abrangente nos próximos anos.

Administrador do Parque Nacional da Gorongosa é condecorado com o prémio KENTON R. MILLER 2020

O Administrador do Parque Nacional da Gorongosa, Pedro Estêvão Muagura, foi recentemente condecorado com o prémio Kenton R.Miller para Inovação em Parques Nacionais e Sustentabilidade de Áreas Protegidas. O prémio foi atribuído pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) e pela Comissão Mundial de Áreas Protegidas (WCPA).

Confrontado com o dilema da perda de biodiversidade, Pedro Muagura teve a ideia de cultivar café nas encostas das montanhas desmatadas. Ele propôs que o café pudesse ser cultivado à sombra, sob árvores nativas replantadas, dando uma renda à população local e, ao mesmo tempo, restaurando a floresta.

Muagura trabalhou em colaboração com a comunidade para entender as suas necessidades e demonstrar que os benefícios da restauração superariam os ganhos de curto prazo da agricultura de corte e queimada. Ele também teve que entender e envolver-se com os papéis de género, garantindo que as mulheres tivessem autonomia para contribuir com os viveiros de mudas e árvores recém-plantadas.

Graças a este trabalho desenvolvido, a população da Serra da Gorongosa hoje planta cerca de 200.000 árvores de café por ano, juntamente com 50.000 árvores da floresta tropical. Os esforços do Pedro Muagura promoveram o uso sustentável da terra, o desenvolvimento comunitário e a conservação da biodiversidade na região.

O prémio Kenton R. Miller homenageia indivíduos que garantem a sustentabilidade a longo prazo destes locais protegidos, desenvolvendo e aplicando políticas inovadoras, conhecimento científico, tecnologias, práticas de campo ou modelos de governança.

As áreas de conservação em Moçambique ocupam pouco mais de 18 milhões de hectares, que correspondem a cerca de 25 por cento do território nacional e é formada por 7 parques e 7 reservas nacionais, uma área de protecção ambiental, cerca de 50 fazendas do bravio e cerca de 40 coutadas oficiais entre comunitárias e privadas.