Wednesday, September 9, 2026
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Dário Camal: “É responsabilidade dos jovens levar Moçambique a bom porto”

Nesta entrevista, Dário Camal, diplomata, empreendedor, escritor, entre outras qualidades, faz uma radiografia da importância do Dia Internacional da Juventude, liderança juvenil, empreendedorismo e o estágio actual do mercado de emprego.

Profile – Olhando para o lema proposto, este ano, pelo Conselho Nacional da Juventude, qual é o papel que a Juventude poderá ter para quebrar as barreiras e divergências internacionais para a criação de um mundo mais solidário?

Dário Camal – Penso que o lema deste ano foi influenciado por causa das tensões militares, a guerra Rússia-Ucrânia e a Covid-19. Nunca se falou tanto de solidariedade como se fala agora e isto, em parte, é resultado de uma geração que coloca um ser humano a competir com outro ser humano.

Não estamos a criar um mundo de solidariedade porque perdemos valores morais. As gerações dos nossos pais e avôs não eram tão informadas e instruídas quanto a nossa, mas privilegiam valores e princípios, é por isso que este lema torna-se relevante.

Profile – Quanto à questão da liderança juvenil, em que estágio o nosso país se encontra e quais são os exemplos concretos a citar?

Dário Camal – Eu acredito que a liderança é uma qualidade nata nas pessoas. Em África, se não são as religiões que crescem demasiadamente, são os cursos de liderança. Há um falso paradigma de que todos vão ser empreendedores e eu acho que uma sociedade não pode ser formada só por líderes, e isso não nos tira valor – não faz com que uma pessoa seja menos importante que a outra – podes ser CEO de uma empresa e não seres líder, assim como podes ser um Presidente da República e não conseguires comandar o teu país.

Em África, particularmente, a nossa sociedade e cultura oprime, omite e desincentiva que os líderes jovens tomem um espaço porque há medo da juventude, acreditando-se que para manter o poder, não deve haver inclusão de pessoas mais fortes do que nós.

Não há um espaço real que incentiva, de facto, a liderança juvenil e o discurso é sempre o mesmo: os jovens são sempre vistos como um problema, à isto associa-se uma suposta marginalidade, preguiça e falta de visão.

O que temos de perceber é que não há oportunidades e sistema preparado para absorver os jovens no mercado de trabalho. Está claro que um jovem desocupado tem mais chances de ser marginal, frustrado e com pensamentos negativos, precisamos colocar os jovens ocupados.

Profile – Como os jovens devem se posicionar para o mercado de trabalho?

Dário Camal – Com o crescimento populacional que temos em Moçambique, não é possível haver vagas de emprego para tantas pessoas. Por exemplo, nos últimos cinco anos de mandato o Governo não conseguiu criar 300 mil postos de trabalho. Sou da opinião que a maior riqueza de África não são os recursos minerais… o maior recurso que a África tem são as pessoas.

O continente e o país precisam da mão de obra, então, não se justifica, por exemplo, mandarmos vir 1000 cidadãos chineses para virem construir uma ponte, se a mão de obra está aqui.

Profile – O que é mais sustentável entre ser empreendedor e ser empregado?

Dário Camal – O que posso dizer é que o futuro deste país está no empreendedorismo, porém devo aproveitar esta ocasião para deixar claro que a maioria das pessoas que se assumem como empreendedoras, na verdade, são revendedoras. É preciso deixar isto claro, empreender tem a ver com inovação. No entanto, é preciso reconhecer o esforço de todos que fazem estes negócios porque no final das contas conseguem o seu sustento.

Resumidamente, o empreendedorismo é o caminho mas não é toda a solução. Então, é melhor ser empreendedor e/ou revendedor do que ficar parado. Se odeias a miséria, tens de fazer alguma coisa para superá-la.

Por outro lado, ser empregado é complexo porque o sector público e privado juntos não conseguem fazer um equilíbrio por causa do dividendo demográfico.

Profile – Quais são os sectores mais estratégicos para criação de emprego para a juventude?

Dário Camal – Moçambique é um país fértil, todos os sectores são estratégicos. Nós temos mão de obra para tudo neste país. Temos actualmente pessoas formadas, informadas e com capacidades de liderar.

Profile – 1.5 % da população moçambicana tem o ensino superior concluído. Acha que tendo jovens cada vez mais formados no ensino superior pode agregar valores na implementação de diversos programas socioeconômicos ligados aos jovens?

Dário Camal – Não é sobre quantidade, mas sim qualidade. Obviamente que o país precisa de pessoas formadas, mas formadas com qualidade. Se continuarmos a focar em números, vamos continuar a ter problemas porque muitas pessoas licenciadas não estão preparadas para o mercado de trabalho, isto pela má formação a que são submetidos.

Profile – Que programas acha que deveriam ser estabelecidos para a criação de um ambiente de negócios que favoreça e facilite os jovens empreendedores?

Dário Camal – O governo de Moçambique deve trabalhar de forma estruturada e integrada para permitir que haja mais informações, ideias, mais absorção das preocupações e melhor resposta em diversos sectores.  

Profile – Tem alguma mensagem de motivação alusiva ao Dia Internacional da Juventude?

 Dário Camal – Que continuem a buscar suas oportunidades, seja como empreendedores ou revendedores, o país em si é um desafio, mas tudo depende de nós e das nossas capacidades. Nós somos do tamanho dos nossos sonhos, é nossa responsabilidade levar Moçambique a bom porto.

CTA prepares SMEs participation at Africa Oil Week

This platform has enabled countries in the region to identify and interact with potential partners for business development in the oil and gas chain.

For over 25 years, the AOW has brought together governments, international oil companies, investors and service providers.

This will be the first time the event has moved the private sector as a whole and more than 50 African ministers and leaders, over 300 keynote speakers and over 200 senior delegates are expected to attend for 5 days to network with international contacts.

CTA prepara participação das PMEs no Africa Oil Week

Esta plataforma tem permitido aos países da região identificar e interagir com potenciais parceiros para desenvolvimento de negócios na cadeia de petróleo e gás.

Durante mais de 25 anos, o AOW tem reunido governos, empresas petrolíferas internacionais, investidores e prestadores de serviços.

Esta será a primeira vez que o evento movimenta o sector privado no seu todo e são esperados mais de 50 ministros e líderes africanos, mais de 300 oradores principais e mais de 200 delegados seniores que, durante 5 dias, terão a oportunidade de se conectar com rede de contactos internacionais.

Tânia Tomé named leader and influencer by Forbes Coaches Council

Tânia Tomé was invited, evaluated and selected by a review committee based on the depth and diversity of her experience. Criteria for the invitation include a track record of successful impact of her work internationally, innovative accomplishments, awards, and professional recognition.

“We are honored to welcome Tania Tomé to the community,” said Gerber, founder of Forbes Councils, reiterating that “our mission with Forbes Councils is to bring together proven leaders from all industries, creating a curated, social capital-driven network that helps each member grow professionally and make an even greater impact on business and society.”

For her part, Thomas was grateful for the distinction as an official member and influencer leader of the Forbes Coaches Council, a community of the leaders and entrepreneurs impacting the world.

“Gratitude for recognizing my work and inviting me to be an integral part of a select group to impact and influence the world. Gratitude for everyone who comments and shares. I was born for this, it is worth and has always been worth every sacrifice and continuous struggle,” she wrote.

Tânia Tomé nomeada líder e influenciadora pela Forbes Coaches Council

Tânia Tomé foi convidada, avaliada e selecionada por um comitê de revisão com base na profundidade e diversidade de sua experiência. Os critérios para o convite incluem um histórico de impacto bem-sucedido de seu trabalho a nivel internacional, concretizações inovadoras, prémios e reconhecimento profissional.

“Estamos honrados em receber Tânia Tomé na comunidade”, disse Gerber, fundador da Forbes Councils., reiterando que “a nossa missão com os Conselhos da Forbes é reunir líderes comprovados de todos os setores, criando uma rede com curadoria e orientada por capital social que ajuda cada membro a crescer profissionalmente e causar um impacto ainda maior no mundo dos negócios e da sociedade.”

Por sua vez, Tomé mostrou-se grata pela distinção como membro oficial e lider influenciadora do Conselho de Coaches da Forbes, uma comunidade dos líderes e empreendedores a impactar o mundo.

“Gratidão por reconhecerem meu trabalho e me convidarem a ser parte integrante de um grupo selecto para impactar e influenciar o mundo. Gratidão por todos que comentam e partilham. Eu nasci para isto, vale e valeu sempre todo sacrifício e luta contínua”, escreveu.

For MSMEs: MozUp offers Online Course on Corporate Legal Training

According to a press release sent to our newsroom, the Online Course on Corporate Legal Capacity Building will take place every Tuesday and Thursday, from 09:00 to 13:00.

The course will be divided into 7 sessions of 4 hours each, namely, Legal Requirements for doing business in Mozambique (2 sessions), Labor Relations Management (2 sessions), Responsibilities of Company Directors and Managers (1 session), Management of Other Contracts (2 sessions).

To register your company’s participants for the seminars, access the link.

MozUp aims to promote the development of Mozambican companies (Micro, Small and Medium Enterprises – MSMEs) through knowledge transfer and by empowering them to be more competitive in the various growth sectors of Mozambique, including in the liquefied natural gas (LNG) supply chain.

Para MPMEs: MozUp oferece Curso Online de Capacitacão Jurídica Empresarial

Segundo uma nota de imprensa enviada à nossa redacção, o Curso Online de Capacitacão Jurídica Empresarial, vai decorrer todas as terças e quintas-feiras, no horário das 09:00 às 13 horas.

Curso estará dividido em 7 sessões de 4 horas cada, nomeadamente, Requisitos Legais para o exercício da actividade comercial em Moçambique (2 sessões), Gestão de Relações Laborais (2 sessões), Responsabilidades dos Administradores e Gerentes das Empresas (1 sessão) Gestão de Outros Contratos (2 sessões).

Para efectuar o registo dos participantes da sua empresa para os seminários, aceda ao link.

O MozUp tem como objectivo promover o desenvolvimento de empresas moçambicanas (Micro, Pequenas e Médias Empresas – MPMEs) mediante a transferência de conhecimentos e capacitando-as com vista a serem mais competitivas nos diversos sectores de crescimento de Moçambique, incluindo na cadeia de aprovisionamento de gás natural liquefeito (GNL).

 

 

 

 

 

 

 

African countries have right to negotiate fuel with Russia, analysts say

On her recent visit to the Republic of Uganda, the US diplomat to the United Nations, Linda Thomas-Greenfield, said that buying oil products from Russia, under sanctions due to the war in Ukraine, will be in violation of US sanctions and therefore there will be consequences.

Reacting to the US ambassador’s warning, analysts Alberto Ferreira and Jose Matemulane explain that the warning violates the sovereignty and independence of countries.

“This appeal is an attack on African sovereignty and independences,” repudiated analyst Alberto Ferreira.

“It is, in fact, morally repudiating. It is neither ethical nor moral. Nobody gave Americans the authority and legitimacy to decide what is good or bad in their countries. Nobody voted to ask permission whether or not they can buy Russia’s gas or fuel and weapons,” noted analyst Matemulane.

For both interlocutors, the United States wants to have more allies in its power struggle against Russia. And African leaders need to evaluate internal interests to minimize the cost of living.

Matemulane leaves no doubt that the United States of America “wants to remember that they are in charge” and that countries should choose “the principle of the lesser evil, what is the best for their population and for the countries at this time,” Matemulane clarified.

The analyst adds that the African continent is called, once again, to the challenge of independence from the control of developed countries.

In turn, Ferreira reiterates that “the African countries will seek the best products for their countries according to expenses, profits, and losses,” he said.

Matemulane and Ferreira underline that Mozambique, as a non-permanent member of the United Nations Security Council, can buy Russian fuel without choosing allies in the war between Russia and Ukraine.

Países africanos têm direito de negociar combustível com Rússia, dizem analistas

Na sua recente visita à República do Uganda, a diplomata norte-americana nas Nações Unidas, Linda Thomas-Greenfield, afirmou que comprar produtos petrolíferos da Rússia, sob sanções devido à guerra na Ucrânia, estará a violar as sanções americanas e, por isso, haverá consequências.

Reagindo ao aviso da embaixadora norte-americana, os analistas Alberto Ferreira e José Matemulane explicam que a advertência viola a soberania e a independência de países.

“Este apelo é um atropelo à soberania e às independências africanas”, repudiou o analista Alberto Ferreira.

“É, de facto, moralmente repudiante. Ela não é ética, nem moral. Ninguém deu aos americanos autoridade e legitimidade para decidirem aquilo que é bom ou mau nos seus países. Ninguém votou para pedir permissão se pode comprar ou não o gás ou o combustível e armas da Rússia”, referiu o analista Matemulane.

Para os dois interlocutores, os Estados Unidos da América pretendem ter mais aliados na sua luta de poderes contra a Rússia. E os líderes africanos precisam de avaliar os interesses internos para minimizar o custo de vida.

Matemulane não deixa dúvida de que os Estados Unidos da América “querem recordar que estão no comando” e que os países devem escolher “o princípio do mau menor, aquilo que é o melhor para a sua população e para os países neste momento”, esclareceu Matemulane.

O analista acrescenta que o continente africano é chamado, mais uma vez, ao desafio da independência face ao controlo dos países desenvolvidos.

Por sua vez, Ferreira reitera que “ os países africanos vão procurar os melhores produtos para os seus países de acordo com os gastos, proveitos e perdas”, vincou.

Matemulane e Ferreira sublinham que Moçambique, como membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, pode comprar combustível russo sem escolher aliados na guerra entre a Rússia e a Ucrânia.

Cerveja 2M – Campanha “Tugueda”

É a propósito de “Tugueda” que a 2M convida aos seus consumidores a beberem juntos ou em grupo, já que desta vez o produto vem em quantidades (750 ml) que permitam que duas ou mais pessoas partilhem a mesma garrafa.

A campanha conta com a presença especial de influencers digitais de renome como Alcy, Kanabrava e Fidamãe 2x. Mas a cereja no bolo é a aparição do músico MC Roger que emprestou não só a sua imagem, como também a sua voz para dar vida e alegria ao jingle que, na verdade, é uma versão de um dos seus maiores hits do verão.

E porque uma imagem vale mais que mil palavras, veja na íntegra a campanha “Tugueda”