Saturday, April 11, 2026
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Conferência de Transportes

Entre os dias 14 e 15 de Abril, do corrente ano, o Fórum e Feira de Evolução dos Transportes de Moçambique acolherá mais de 20 fornecedores líderes de todo o mundo que apresentarão as últimas inovações disponíveis para os profissionais dos sectores portuário, ferroviário e rodoviário.

A exposição é gratuita para os visitantes, mas há uma taxa para assistir este evento que decorrerá no Porto de Maputo.

Conferência MoRENet

Nos dias 26 e 27 de Abril deste ano, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior organiza uma conferência online sob o tema: “O Papel das Redes Nacionais de Ensino e Investigação e o seu Contributo no Ensino e Aprendizagem no contexto da COVID-19”.

Nacala Logistics suporta pesca sustentável

Pescadores de Nacala-à-Velha, na Província de Nampula, receberam, em  Março, uma formação que durou duas semanas, sobre prática em técnicas de construção de redes de pesca sustentável. 

Esta formação foi promovida pela Nacala Logistics, com objectivo evitar o  uso de redes mosquiteiras e outras práticas nocivas às espécies marinhas,  capturando mariscos ainda em fase de  crescimento.

Para a empresa, o  investimento na pesca sustentável é de  grande importância para as comunidades,  uma vez que cerca de 70% das famílias que  vivem na região costeira, vive da pesca. 

Segundo Celso Mutadiua, Gestor de Relacionamento com Comunidades, “com esta formação, a empresa pretende que a comunidade tenha acesso à redes com maior durabilidade e  com maior capacidade de captura de  pescado, dentro dos padrões de sustentabilidade da pesca”. 

Além da preservação do ecossistema  marinho, os pescadores vêem na formação outras vantagens que contribuem para a melhoria da pesca. 

Lembrar que em Setembro do ano passado, a Nacala Logistics formou pescadores em matérias de construção de barcos de pesca e estas iniciativas alinham-se aos objectivos da campanha pesqueira 2021/2021 que apregoa a redução do uso de redes mosquiteiras na pesca.

A Nacala Logistics é responsável pela gestão  e operação do sistema ferro-portuário de  mais de 1000km, ligando a Mina de Carvão  de Moatize, ao Terminal Portuário Multiusuário de Nacala-à-Velha, passando  por Malawi.

Moçambique precisa diversificar a economia, alertam economistas

A economia moçambicana corre sérios riscos devido a dependência excessiva do gás, aos ataques insurgentes no norte do país, bem como a onda de raptos de empresários – alertam economistas moçambicanos.

Desde que se iniciaram os debates em torno das receitas da exploração do precioso hidrocarboneto, levantou-se a necessidade de diversificação da economia.

A economista e pesquisadora do Centro de Integridade Pública (CIP) Leila Constantino afirma que o Governo deve apostar na diversificação do tecido económico.

Diversificação esta que “passaria por altos investimentos e enfoque nestes sectores, em vez de os esforços estarem centrados apenas no sector extractivo, o que representa um alto risco para a economia”, disse ela.

Leila aponta os sectores onde o país possui vantagens competitivas, nomeadamente: agricultura – com grande potencial para o agroprocessamento e turismo.

Para Eduardo Sengo, também economista, além da agricultura e turismo, o Governo deve apostar nos sectores “cujo crescimento permite uma maior participação da população e uma maior adição de valor à economia”.

Estes sectores seriam o de transportes e infra-estruturas, de acordo com Sengo.

O único caminho

Entretanto, o economista António Francisco, mostra reservas afirmando não ser possível diversificar a economia num país instável.

O economista refere-se à instabilidade instabilidade militar nas regiões centro e norte e de raptos de empresários no sul do país.

Assim sendo, Francisco é da opinião que a única maneira de diversificar é o Estado permitir o papel da economia privada para que funcione de maneira mais dinâmica.

Um olhar internacional

A consultora Fitch Solutions também emitiu o seu alerta para que sejam feitas reformas que encorajem a distribuiçãodos benefícios do gás,

Esta distribuição seria para evitar os problemas que tiveram países como Angola e Nigéria quando o preço desta matéria-prima caiu recentemente.

Metical lidera crescimento a nível mundial

Desde Fevereiro do corrente ano até então, o metical moçambicano apreciou-se em cerca de 14% face ao dólar americano, tornando-se assim, a moeda que mais cresce a nível mundial.

Especialistas preveem um crescimento ainda maior.

“Esperamos que o banco central permita uma maior acumulação de liquidez em dólares, que fará a moeda reforçar-se ainda mais, a fim de contrariar os efeitos da inflação de importação”, escreveram analistas do banco sul-africano Rand Merchant.

BCI esclarece condições de linha de financiamento com a SASOL

Na sequência do anúncio feito em Novembro do ano passado, o BCI, em parceria com a CTA e a SASOL, organizam um webinar para esclarecimentos das condições de acesso ao crédito destinado a apoiar MPME’s que sejam actuais ou potenciais fornecedoras de serviços à SASOL.

Governo moçambicano disponibiliza USD50 milhões para empresas pesqueiras

Governo moçambicano irá alocar cerca de 50 milhões de dólares ao sector pesqueiro para estimular a produção, segundo revelou, neste sábado, a ministra do Mar, Águas Interiores e Pescas, Augusta Maíta.

“Iniciámos um diálogo com as entidades no ano passado, para percebermos, efectivamente, aquilo que estão a fazer para dinamizar a indústria de aquacultura no país”, disse Augusta Maíta, esclarecendo que os 50 milhões de dólares a que se referiu já estão disponíveis. Contudo, para ter acesso ao fundo, as empresas do ramo pesqueiro “precisam de se estruturar e organizar”.

Em seu discurso, Augusta Maíta disse que o valor não é suficiente para estimular o sector. Por isso, prosseguiu a ministra, o Governo continua a mobilizar mais recursos junto dos parceiros.

Estas declarações foram feitas durante a visita de trabalho da Ministra à empresa Aquapesca, que comercializa camarão, na província da Zambézia.

Ainda da Zambézia, Augusta Maíta inaugurou um mercado para comercialização de peixe.

IMF Staff Team Concludes a Technical Virtual Mission to Mozambique

Washington, DC: An IMF mission team held a virtual staff visit with the Mozambican authorities, concluding on March 29, 2021.

PDF – IMF Staff Team Concludes a Technical Virtual Mission to Mozambique

Banco dos EUA financiou projecto da Total apesar dos riscos

O Banco de Exportações e Importações dos Estados Unidos da América (EUA) aprovou um empréstimo de 4,7 mil milhões de dólares para um projecto de gás em Moçambique, apesar de a sua análise interna alertar para os riscos de segurança.

 

O Eximbank norte-americano aprovou o financiamento que equivale a cerca de 4 mil milhões de euros no ano passado, argumentando que iria fomentar a criação de 16.700 empregos norte-americanos nos próximos cinco anos.

 

Esta é a maior parcela do financiamento de 15 mil milhões de dólares (12,6 mil milhões de euros) angariado para o projecto liderado pela francesa Total no norte de Moçambique, e que entretanto foi suspenso na sequência dos ataques a Palma, já este mês, e foi influenciado também pela tentativa dos EUA de diminuírem a influência da China e da Rússia em África.

 

De acordo com os documentos internos do banco, a insurgência é “a principal ameaça de segurança aos prazos e custos do projecto.

 

Na análise do banco, diz-se ainda que “o ambiente de segurança é altamente variável, as ameaças de segurança e os riscos para o projecto vão evoluir rapidamente, e a situação deve piorar antes de melhorar”, escrevia o banco norte-americano no ano passado, quando aprovou o financiamento.

 

“Os ataques são horríveis e mostram um completo desrespeito pela vida e segurança das populações locais”, comentou um porta-voz do Eximbank à Bloomberg, acrescentando que o financiamento ao projeto não foi posto em causa pelo ataque a Palma.

 

“Vamos continuar a estudar este projeto para garantir que uma razoável garantia de pagamento é mantida”, acrescentou o porta-voz.

 

O banco recebeu pela primeira vez uma proposta para apoiar o projecto em Abril de 2015, tendo sido apresentado à direcção em Agosto de 2019, que concluiu que o financiamento parcial ao projecto da Total iria ter um impacto positivo de 2 mil milhões de dólares na economia norte-americana.

 

Projecto Mozambique LNG 

O projecto Mozambique LNG consiste na exploração de gás ao largo da costa no campo Golfinho-Atum, na Área 1 da bacia do Rovuma, bem como na construção de uma central em terra.

 

A Petrolífera Francesa Total é a maior detentora do projecto, com 26,5%, seguida da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, com 16,5%, e mais cinco entidades multinacionais, com participações menores.

 

O projecto deverá começar a exportar gás em 2024, ano em que é previsível que as receitas do país subam exponencialmente, financiando os investimentos para o desenvolvimento económico de Moçambique.

 

Os ataques provocaram dezenas de mortos e obrigaram à fuga de milhares de residentes de Palma, agravando uma crise humanitária que atinge cerca de 700 mil pessoas na província, desde o início do conflito, de acordo com dados das Nações Unidas.

MRM reutiliza água no seu processo de mineração

A Montepuez Ruby Mining (MRM) continua focada na redução do impacto da exploração mineira no ambiente. Utilizando estudos ambientais comprovados para se orientar, a empresa pretende cumprir e exceder as melhores práticas internacionais, de modo a mitigar os efeitos da mineração nas suas operações.

 

“Preenchemos as nossas minas a céu aberto, recolhemos sementes de plantas e árvores indígenas do solo superficial e criámos um banco de sementes para replantar a vegetação, a fim de devolver a terra ao seu estado original na primeira oportunidade.

 

Não utilizamos produtos químicos perigosos para a saúde e reciclamos a água utilizada nas nossas lavouras”, declarou Amarildo Teixeira, Director de Saúde e Segurança no Trabalho.

 

Na semana passada, foi celebrado o Dia Mundial da Água, com o lema “A valorização da água”, o qual, para a mineradora, está em linha com as suas práticas na gestão deste líquido.

 

A MRM acompanha de perto a utilização da água no processo mineiro, para assegurar a sua utilização sustentável, avaliando a vida útil do lençol freático e implementando as boas práticas ambientais, para assegurar a sua racionalização.

 

Entre as boas práticas de gestão da água na MRM, destacam-se a reutilização da água de esgotos domésticos, recirculação da água utilizada no processamento do minério, monitorização da qualidade da água, utilização de testes interlaboratoriais, bem como sensibilização dos trabalhadores para a utilização racional da água.

 

“A reutilização de águas residuais é uma das boas práticas que a MRM intensificou, para garantir o uso sustentável da água, tendo instalado e posto em funcionamento uma estação de tratamento de águas residuais, com capacidade de 80 metros cúbicos, de onde a água tratada é utilizada para o jardim, na aldeia da MRM”, explicou Amarildo Teixeira, Director de Saúde e Segurança no Trabalho, sobre as medidas tomadas pela empresa para uma melhor gestão da água.

 

Segundo Teixeira, toda a água utilizada na MRM para diversos fins provém de 23 furos abertos em toda a área de concessão e licenciada legalmente pela autoridade competente, ARA NORTE, através da licença de utilização e exploração de água n.º 049/2016, onde foram fixados limites máximos mensais e anuais.

 

E é dentro destes intervalos que a MRM desenvolveu um plano mensal e anual de monitorização do consumo de água.

 

A mineradora também monitoriza a qualidade da água para efeitos de consumo, descarga ambiental e irrigação de jardins.

 

A MRM desenvolveu um sistema de reciclagem dentro da unidade de processamento de minério, no qual toda a água utilizada para a lavagem do material é enviada através de linhas de bombagem para a bacia de contenção de lamas e, depois do processo de decantação, a água resultante é recirculada na unidade de processamento.

 

Em conformidade com o diploma ministerial n.º 180/2004, relativo às normas de qualidade da água para consumo humano, a MRM também envia trimestralmente amostras de água a laboratórios estabelecidos, para assegurar que a empresa não só cumpre como também excede os requisitos legais nacionais e as melhores práticas internacionais.