Friday, September 4, 2026
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HCB procede pagamento de dividendos aos accionistas

Cidadãos, empresas e instituições, que entraram na sociedade na última oferta pública de venda de acções da Hidroeléctrica de Cahora-Bassa (HCB), receberão seus dividendos no dia 14 de Junho. Em comunicado divulgado, a empresa diz tratar-se de cerca de 150 milhões de meticais para pagar aos accionistas da série B.

A nota revela que os dividendos são relativos ao exercício económico de 2020, aprovado em Assembleia Geral realizada a 30 de Abril último, com o valor de 0,111 meticais por acção, o que representa um incremento de 73,6% em relação aos dividendos pagos no ano passado.

O comunicado esclarece ainda que os dividendos em questão estão sujeitos a uma taxa liberatória de 10%, em sede do imposto sobre o rendimento de pessoas singulares (IRPS), e impostos de rendimento de pessoas colectivas (IRPC) e outros encargos eventualmente cobrados pelos bancos.

O pagamento dos dividendos de 2020 decorre da aprovação da aplicação dos resultados no montante de 9,8 mil milhões de meticais, dos quais 40% foram destinados às reservas livres, 30% às reservas de lucros a realizar e 30% aos dividendos, indica a nota.

O documento explica que a partir do dia 15 de Junho, todos accionistas poderão confirmar o recebimento dos dividendos nas instituições bancárias onde as acções se encontram depositadas na conta do titular.

EDM renova contrato com homóloga em Lesotho

A Electricidade de Moçambique (EDM) e a Lesotho Electricity Company (LEC) renovaram, recentemente, um contrato de fornecimento de energia eléctrica ao Lesotho, um acordo válido por mais um ano.

A informação foi avançada nesta terça-feira, em comunicado de imprensa, pela empresa pública moçambicana, porém, sem avançar os valores envolvidos no contrato.

De acordo com a nota, a EDM irá fornecer à LEC entre 5 e 35 MW, numa demanda sazonal, reforçando, assim, o fornecimento de energia eléctrica àquele país da SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral).

A EDM sublinha, no referido comunicado, ser um dos fornecedores de energia eléctrica ao Lesotho desde 2008. Realça ainda que a intensificação do comércio bilateral faz parte do Plano de Negócios (2020-2024) da empresa, apresentado em finais do ano passado.

Prevê-se um crescimento económico de 1,2% para Moçambique este ano

Moçambique vai crescer apenas 1,2% este ano, recuperando da recessão de 2020, causada pela suspensão dos projectos de gás, aos efeitos da pandemia e à lenta distribuição das vacinas, diz a Consultora NKC African Economics.

“O crescimento económico vai ser limitado em 2021, apesar da primeira contracção desde 1992 ter sido registada no ano passado”, escrevem os analistas, considerando que a economia vai apenas crescer 1,2% este ano, abaixo da média dos últimos anos.

“A suspensão indefinida das actividades de construção relacionadas com os projectos de gás natural em Cabo Delgado, o surgimento de novas variantes do coronavírus e uma lenta distribuição das vacinas contra a covid-19 são factores que vão pesar na produção económica este ano”, apontam os analistas desta filial africana da britânica Oxford Economics.

Num comentário à evolução económica de Moçambique, os analistas escrevem que o banco central continua preocupado com os riscos relacionados com a inflação.

“É pouco provável que estes riscos desapareçam antes do final do ano, por isso esperamos que o banco central não vá cortar taxas a curto prazo”, concluem.

Entretanto, o Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique decidiu na quarta-feira manter a taxa de juro de política monetária (taxa MIMO) em 13,25%, anunciou em comunicado o regulador financeiro moçambicano.

“A decisão é fundamentada pelo agravamento dos riscos e incertezas, não obstante a revisão em baixa das perspectivas de inflação no curto e médio prazo, a reflectir, sobretudo, a recente apreciação do metical”, refere, na nota de imprensa.

O regulador avança que “os riscos e incertezas associados às projecções de inflação agravaram-se” e a “nível doméstico, destaca-se a intensificação da instabilidade militar na zona norte do país, com impacto na pressão fiscal e na suspensão do projecto Mozambique LNG” de produção de gás natural liquefeito.

Por outro lado, prossegue, prevalece uma maior volatilidade da taxa de câmbio, devido a elevadas incertezas e assimetrias existentes no processo de formação de expectativas dos operadores no mercado cambial.

O CPMO fez uma revisão em baixa da inflação, desacelerando para 5,19% em Abril, após 5,76% em Março, como resultado da recente apreciação do metical e a dissipação do impacto das intempéries que assolaram o país no princípio do ano.

Extinção da empresa Correios de Moçambique aprovada pelo Governo

Foi aprovado pelo Governo um decreto que extingue a empresa pública Correios de Moçambique, no âmbito do plano de reestruturação do sector empresarial do Estado.

“Todas as empresas públicas ou participadas pelo Estado estão a ser visitadas. Desta vez foi a empresa Correios de Moçambique, tendo sido constatado que ela não está na categoria de estratégica e estruturante para o Governo”, declarou o ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, momentos após uma sessão do Conselho de Ministros em Maputo.

Os serviços prestados pelos Correios de Moçambique vão passar a ser feitos plenamente pelo sector privado, mas a conclusão do processo está prevista para o fim deste ano, sendo a empresa obrigada a continuar a operar até ao fim de 2021.

Só no último ano, os Correios de Moçambique acumularam 349 mil dólares (cerca de 21 Milhões de Meticais) de prejuízos, um resultado associado à eclosão da covid-19.

Mas antes mesmo da pandemia, a empresa atravessava um período mau, com as contas de 2019 a mostrarem que a companhia devia mais de 50 milhões de meticais a funcionários, na sequência da diminuição de clientes devido ao surgimento de novas empresas do ramo.

Além dos Correios de Moçambique, na sessão de hoje, o Governo moçambicano decidiu extinguir a Empresa Moçambicana de Exploração Mineira e vender as suas ações na DOMUS – Sociedade de Gestão Imobiliária, entidade responsável pela gestão de um dos maiores prédios da capital moçambicana.

“Para todas estas três empresas, o Instituto de Gestão das Participações do Estado está mandatado a implementar as fases subsequentes, que vão levar à liquidação das mesmas”, acrescentou o ministro da Economia e Finanças.

Taxa de juro descerá para 12.25% afirma Fitch Solutions

O banco central de Moçambique deverá descer a taxa de juro central em 1 ponto percentual no segundo semestre, terminando o ano nos 12.25%, segundo previsão feita pela consultora Fitch Solutions.

“A perspetiva de evolução estável para a inflação, num contexto de uma taxa de câmbio mais enfraquecida e com pouca pressão por parte da procura, vai dar espaço para uma perspetiva mais agressiva nos próximos trimestres, particularmente quando a atividade económica vai continuar fraca”, escrevem os analistas desta consultora detida pelos mesmos donos da agência de notação financeira Fitch Solutions.

“Antevemos que o Banco de Moçambique vá baixar a sua taxa de juro de referência em 100 pontos base, para 12.25% no segundo semestre deste ano, depois de manter a taxa na reunião da semana passada”, dizem os analistas, apontando que esperam ainda que o regulador bancário “mantenha a taxa de juro em 12.25% em 2022, num contexto de fortalecimento do crescimento económico e de controlo da inflação”.

O Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique decidiu na quarta-feira passada manter a taxa de juro de política monetária (taxa MIMO) em 13.25%, anunciou em comunicado o regulador financeiro moçambicano.

Segundo nota do Banco Central, “a decisão é fundamentada pelo agravamento dos riscos e incertezas, não obstante a revisão em baixa das perspetivas de inflação no curto e médio prazo, a refletir, sobretudo, a recente apreciação do metical”.

Fórum valorização energética de resíduos 

O GRUPO FRG MÍDIAS E EVENTOS, em parceria com a ABREN Associação Brasileira de Recuperação Energética de Resíduos e com algumas das principais entidades e empresas, se uniram para promover a 2ª Edição do Fórum de Valorização Energética de Resíduos ”EDIÇÃO ESPECIAL 100% ONLINE”.

O evento contará com a participação dos Principais Players, Especialistas do setor e Representantes da Academia. Discutiremos sobre os principais desafios e oportunidades que teremos para o setor de Recuperação Energética de Resíduos. Assim permitindo o compartilhamento dos conhecimentos, exibindo apresentações ao vivo, vídeos, e interação com os participantes.

27 de Maio de 2021, 13:30 – 28 de Maio de 2021, 22:30 (seu horário local)

Saiba mais AQUI

British American Tobacco apresenta: “Battle of Minds”

A British American Tobacco organiza a “Battle of Minds”, um concurso que visa criar uma interacção entre a empresa como entidade empregadora e os diversos talentos que existem no país.

Os participantes da batalha que apresentarem ideias inovadoras e comercialmente viáveis poderão ganhar a oportunidade de trabalhar na British American Tobacco ou o valor de 50.000 libras para materializar a ideia.

Saiba mais detalhes sobre este concurso que será todo conduzido em inglês abaixo:

Debate Sobre Novas Estratégias e o Futuro do Mercado de Eventos

Tema: Cases de Sucesso em Meio à Pandemia – Debate Sobre Novas Estratégias e o Futuro do Mercado de Eventos

Evento 100% Online e Gratuito!

Horário: 21:00 – 23:00 (16:00 – 17:00 Brasil)

Local: Evento 100% Online via ZOOM

Programa:

16h00 – Boas vindas do Reitor e Informações sobre o MBA em Eventos e Cerimoniais de Luxo®

16h15 – Mesa Redonda: Cases de Sucesso em Meio à Pandemia – Debate Sobre Novas Estratégias e o Futuro do Mercado de Evento

17h30 – Sorteio de uma bolsa de estudos de 50% para o MBA – Gestão de Eventos e Cerimoniais de Luxo®

 

Inscreva-se Gratuitamente em: https://www.urm.com.br/eventos

Para mais informações acesse o link

https://www.linkedin.com/events/6799028332336877568/

Entenda mais sobre o perdão de multas pelo INSS

A fim de aliviar o impacto económico e social da pandemia através da adoção de medidas de alívio da obrigação contributiva, foi introduzido o Decreto n.º 29/2021 de 12 de Maio e foi neste contexto que, ao abrigo do disposto no artigo 56 da Lei n.º 4/2007, de 7 de Fevereiro, o Conselho de Ministros decretou concessão do perdão de multas e redução de juros de mora do contribuinte do sistema de segurança social obrigatória. 

Esta norma aplica-se a todas as entidades empregadoras bem como aos trabalhadores por conta própria, na mesma situação, com dívidas de contribuições, multas e juros, que tenham interesse em aderir, incluindo aquelas que:

  • Por qualquer motivo, nunca se inscreveram no Sistema de Segurança Social Obrigatória, devendo para o efeito, seguirem as regras de inscrição previstas no respectivo Regulamento;
  • Têm processos pendentes de cobrança coerciva da dívida de contribuições nos Tribunais, Procuradorias, e Juízo Privativo de Execuções Fiscais sem prejuízo da responsabilidade criminal que ao caso couber;
  • Celebraram acordos de pagamento em prestações, antes da entrada em vigor do presente Decreto, pelo valor remanescente da dívida que foi objecto de acordo;
  • Para efeitos do acima exposto , o perdão de multas e redução de juros de mora é somente relativo à parte remanescente e as empresas e trabalhadores por conta própria que devem proceder ao pagamento da dívida nos termos referidos no presente Decreto.

 O perdão de multas e redução de juros de mora é concedido sob a condição de o contribuinte proceder ao pagamento integral das contribuições em dívida que deram origem à aplicação de multa e juros de mora.

Note-se que, o contribuinte que efectuar o pagamento integral das contribuições, beneficia do perdão total de multas e redução de juros de mora em 98%. Por outro lado, o contribuinte pode requerer o pagamento das contribuições em prestações e beneficia do perdão total de multas e redução de juros de mora em 75%.

Para beneficiar do perdão de multas e redução de juros de mora, o contribuinte deve:

Elaborar e remeter todas as declarações de remunerações em falta e confirmar a dívida de contribuições em qualquer Delegação Provincial, Distrital ou Representação do Instituto Nacional de Segurança Social;

Apresentar, durante a vigência do presente Decreto, na Delegação Provincial, Distrital ou Representação do Instituto Nacional de Segurança Social, um requerimento dirigido ao Director-Geral, solicitando o pagamento integral da dívida de contribuições ou pagamento em prestações.

 

Sobre a RSM

Cada membro da rede RSM é uma empresa independente de Contabilidade e consultoria, exercendo por direito próprio. A rede RSM não é uma entidade jurídica separada de qualquer descrição em qualquer jurisdição. A rede RSM é administrada pela RSM International Limited, uma empresa registada na Inglaterra e País de Gales com sede social em 50 Cannon Street, Londres, EC4m 6JJ.

Das transformações e reestruturações legislativas a nível regional à reestruturação das Autoridades Tributárias em Mocambique, verifica-se um ambiente acelerado a qual necessita de consultores que respondam, rápida e assertivamente, às suas necessidades de mudança e adaptação.

Nossa rede internacional, presente em mais de 120 países, permite trazer para Moçambique conhecimento sobre as tendências dos mercados internacionais. O nosso profundo conhecimento do mercado moçambicano e dos seus diferentes sectores de actividade, coloca-nos ao lado dos nossos clientes como um parceiro de confiança.

A nossa principal missão passa pela disponibilização, a clientes e parceiros, de meios e soluções de elevado valor acrescentado, baseados numa profunda compreensão do que é mais importante para o seu negócio.

Pois temos a convicção de que, partilhando conhecimento de uma equipe de profissionais em todo o mundo, poderemos apoiá-los na tomada de decisões críticas com confiança para avançar com o seu negócio e igualmente, aproveitar as oportunidades criadas pela mudança.

 

Telefone: +258 844 141 138

E-mail: rsmmocambique@rsmmz.com

Morada: Edifício Millennium Park, Av. Vladimir Lenine, 174 – 11º  Maputo

A economia moçambicana desacelerou devido a pandemia do Covid-19

A situação da pandemia da COVID-19, determinou a recessão económica global estimada em -3.5%, disse o Presidente da República, Filipe Nyusi, durante a abertura da IV Sessão do Comité Central, que decorreu na Cidade da Matola, nos dias 22 e 23 de Maio.

Houve um recuo significativo em todos os sectores mais expostos ao mercado externo em 2020. Os sectores de Turismo, nomeadamente a Hotelaria e Restauração, com registo negativo de -23.1%, o sector de Extracção Mineira com recuo de -16.8%, e o Sector de Transporte e Comunicações na ordem de -2.20%.

A situação da pandemia da COVID-19, ainda de acordo com o PR, determinou o registo de uma quebra do PIB na ordem de -1.3% em 2020, depois de uma tendência de crescimento ocorrida em 2019, com registo de 2.3% do crescimento do PIB, apesar dos efeitos das calamidades naturais, nomeadamente, os ciclones IDAI e KENNETH.

No seu discurso, Filipe Nyusi, fez saber que, durante este período, a taxa de inflação permaneceu muito abaixo de dois dígitos e decorreu, em larga medida, como descreve.

Primeiro, da capacidade de produção agrícola interna, o que propiciou o abastecimento de produtos alimentares, que reforçado pela queda do preço de produtos energéticos importados, resultou na contenção da espiral inflacionista.

Segundo, com medidas de política monetária prudentes, que numa situação de procura agregada enfraquecida pelas componentes de Consumo, Investimento e Exportação, conduziu ao atrofiamento dos mecanismos de crédito, o que acarretou efeitos benignos de segunda ordem, afastando pressões inflacionistas.

No âmbito fiscal, foi possível a implementação de medidas de consolidação fiscal, por via da racionalização dos gastos públicos, incluindo a autonomia faseada do fundo de pensões dos funcionários do Estado, o saneamento de dívidas com fornecedores de bens e serviços ao Estado.

Em 2020, a melhoria na arrecadação de receitas internas assegurou grande parte da despesa de funcionamento e o déficit foi coberto por recurso ao mercado financeiro interno, assim como por fontes externas, nomeadamente, o financiamento em condições concessionais de carácter multilateral e bilateral, e donativos externos.

Relativamente a sustentabilidade da dívida pública, Filipe Nyusi, disse que o seu governo procedeu à reestruturação da dívida soberana, permitindo ajustar a trajectória da economia nacional e reforçando a confiança dos mercados internacionais sendo que temos estado a beneficiar do perdão e/ou a reestruturação da dívida contraída a nível bilateral ou multilateral.

“Para tornar a nossa economia sustentável e no âmbito da diversificação da nossa economia, lançámos o Programa SUSTENTA, um Programa de assistência estruturada às famílias rurais, da sua integração nas cadeias de valor de produção agrícola, distribuição de insumos e equipamentos”, disse o PR. 

O apoio à produção, o acesso ao financiamento, a capacitação dos agricultores e a melhoria dos serviços de extensão rural são as bases de implementação do projecto SUSTENTA”.

Tendo sublinhado que com este projecto, o Governo pretende incrementar a capacidade de produção dos pequenos e médios agricultores, facilitar o acesso aos mercados e ao financiamento.