Sunday, April 5, 2026
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Confira os principais eventos da semana: de 09 a 19 de Outubro

Veja os detalhes dos principais eventos que marcam a semana. Registe-se nas plataformas e faça parte destes grandes debates. 

Webinar Semana do Investidor

O Webinar Semana do Investidor vai decorrer no dia 09 de Outubro às 17 horas. Serão abordados temos relacionados as finanças, investimentos, impacto das taxas de comissões, diversificação financeira, etc. 

Para o fazer parte deste debate aceda ao Link: https://youtu.be/7TK5w7F24DM

Moz Grow

A segunda edição do Moz Grow decorre sob o lema “Produzir, Valorizar, Nutrir e Preservar”. Nestes debates pretende-se promover a partilha de experiências sobre os caminhos para transformação estrutural dos produtores do sector familiar, integrando-as em cadeias de valor estratégicas, contribuindo assim para o aumento da produção sustentável dos alimentos, do rendimento familiar, da segurança alimentar e nutricional.

Este evento vai decorrer entre os dias 12 a 16 de Outubro e pode ser acompanhado em directo da STV, STV Notícias, STV Play ou pelo Facebook e Instagram da STV.

Mozambique pension fund and investiment digital summit

Mozambique pension fund and investiment digital summit foi concebido com o objectivo de unir as pessoas, para discutir tópicos relevantes sobre fundos de pensões, poupança, investimentos, e estabelecer sinergias entre os intervenientes do mercado.

O evento principal será a 15 de Outubro e, desta vez, o Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique (ISSM) junta-se a nós para a partilha de insights sobre os fundos de pensões em Moçambique, perspectivas, desafios, e mais.

O Mozambique Pension Fund and Investment Digital Summit será patrocinado pela Emose e Sanlam como patrocinadores do evento.

Para inscrições acesse:  info@toshiaffiliates.com

Financial Inclusion Week

A Semana de Inclusão Financeira (FIW) é um encontro anual da comunidade global que trabalha para promover finanças inclusivas. Convocado pelo Centro de Inclusão Financeira (CFI), um think tank independente sediado na Accion, o FIW 2020 será organizado em torno das quatro prioridades estratégicas do CFI:

– Terça-feira, 13 de outubro: Serviços Financeiros para Mitigação e Adaptação ao Risco Climático;

– Quarta-feira, 14 de outubro: Inclusão Financeira de Mulheres 

Quinta-feira, 15 de outubro: Oportunidades de Dados e Riscos para Inclusão Financeira; 

– Sexta-feira, 16 de outubro: Proteção ao Consumidor Além disso, na sexta-feira, também iremos aproveite a oportunidade para explorar o futuro da inclusão financeira após o COVID-19.

Para se inscrever aceda: http://financialinclusionweek.org/

Mozambique Gas Virtual Summit

Nos dias 28-29 de outubro de 2020, os eventos ENH e dmg irão co-hospedar a Cimeira Virtual do Gás em Moçambique, realizada com o apoio e participação do MIREME e do INP. 

A cúpula virtual contará com discursos principais de H.E. Valige Tauabo, Governador de Cabo Delgado, Estêvão Pale, Presidente e CEO da ENH, Carlos Zacarias, Presidente do INP e Jos Evens, Lead Country Manager da  ExxonMobil Moçambique.

Para mais informações visite: http://www.mozambique-gas-summit.com

Continue ligado ao Profile e saiba das novidades sobre os principais eventos que debatem a economia do País.

África sai da recessão económica de 3,3% este ano e cresce 2,1% em 2021

O Banco Mundial estimou que a economia africana deverá sair da recessão económica de 3,3% este ano e registar um crescimento de 2,1% no próximo ano e de 3,2% em 2022.

De acordo com o relatório Pulsar de África que a Lusa teve acesso, divulgado recentemente em Washington, os analistas desta instituição financeira multilateral estimam que os países africanos registem um crescimento económico de 2,1% no próximo ano, ainda assim abaixo dos 2,9% registados no ano passado.

A recessão de 3,3% que o Banco Mundial projecta para esta região este ano, devido à pandemia de covid-19 e à descida do preço das matérias-primas, será a maior dos últimos 25 anos, de acordo com esta instituição.

O cenário base do Banco Mundial assume que o número de infeções por covid-19 continua a abrandar e que os novos surtos não vão chegar ao ponto de motivar um novo confinamento, porque caso a pandemia seja mais prolongada ou haja uma segunda vaga, a economia da África subsaariana pode crescer apenas 1,2% em 2021 e 2,1% em 2022.

Mais preocupante é o PIB per capita, ou seja, a criação de riqueza em função do número de habitantes, que o Banco Mundial diz poder retroceder para níveis de 2007, aniquilando mais de uma década de ganhos.

“A pandemia colocou em risco uma década de progresso económico conquistado arduamente”, lê-se no documento, que alerta que 40 milhões de pessoas podem ser empurradas para uma situação de pobreza extrema, anulando cinco anos de ganhos nesta área.

O primeiro caso de Covid-19 em África surgiu no Egito, em 14 de fevereiro, e a Nigéria foi o primeiro país da África subsaariana a registar casos de infeção, em 28 de fevereiro.

A pandemia de Covid-19 já provocou mais de um milhão e cinquenta e um mil mortos e mais de 35,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Mercado de seguros em Moçambique cresceu 21.2% em 2019

O Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique (ISSM) apresentou o Relatório Anual sobre a Actividade Seguradora em 2019, aos operadores do mercado, em cumprimento do estabelecido no Estatuto Orgânico deste Instituto.

O evento foi virtual, em observância das medidas de prevenção da Covid-19, e realizou-se, no dia 29 de Setembro de 2020, na cidade de Maputo, tendo tomado parte cerca de 50 participantes.

A reunião foi dirigida pela Directora de Estudos, Estatística e Cooperação no ISSM, Francelina Sitoe, tendo sido discutidas matérias relativas à evolução do mercado segurador, defesa do mercado e protecção do consumidor.

No Relatório do Mercado de 2019 foi introduzido o detalhe da produção de seguros e respectivos capitais seguros em resposta a solicitação do mercado de ver alguns ramos com maior peso desagregados e por outro lado, mostrar o que o mercado assumiu em termos de riscos para cada ramo.

Assim, o Relatório Anual sobre a Actividade Seguradora referente ao ano de 2019 destaca um crescimento de 21.2%, depois de ter se situado em 1%, em 2018, tendo a taxa de penetração de seguros na economia crescido em 0.19 pontos percentuais, situando- se em 1.67%.

O crescimento da produção global do sector foi sustentado pela evolução dos Prémios Brutos Emitidos (PBEs) nos dois segmentos do mercado, Vida e Não Vida, que cresceram em 27.5% e 20.3%, respectivamente. O resultado líquido do exercício situou-se em 1,575.7 milhões de Meticais, um aumento de 95.8 milhões de Meticais, comparativamente ao resultado líquido do exercício anterior.

A taxa de cobertura da margem de solvência da actividade seguradora situou-se em 484.3%, contra 410.5%, em 2018, o que revela que o nível de solvabilidade do mercado manteve-se adequado.

O volume das contribuições dos fundos de pensões complementares situou-se em 885.1 milhões de Meticais, revelando um aumento de 8.9% face ao ano de 2018, tendo o desempenho financeiro dos respectivos fundos atingido o montante de 1,397.1 milhões de Meticais, um aumento de 10.1% face a 2018.

No capítulo do atendimento ao consumidor, o ISSM recebeu 39 reclamações dos consumidores, mais 4, comparativamente ao ano de 2018.

Das 39 reclamações, 15 foram resolvidas por via da intervenção do ISSM, 6 encontravam-se em análise nas respectivas seguradoras, 10 foram recomendadas aos segurados a submeterem o assunto às instâncias judiciais competentes, e as restantes 8 em processo de conclusão de apreciação no ISSM.

Empresas voltam a contratar após 5 meses de dura estagnação

Março foi o último mês caracterizado por contratações significativas. Os meses subsequentes foram dolorosos e instáveis para o sector empresarial. Diz isto o mais recente Purchasing Managers’ Index (PMI), publicado pelo Standard Bank.

De resto, a agitação que contribuiu para a queda da actividade económica teve mais a ver com o pânico geral do que com os contágios pela Covid-19. Não foi por acaso que, em Abril, quando a Comissão Europeia anunciou um apoio de 15 bilhões de euros para o combate à pandemia em África, houve bastante alvoroço.

Na época o vírus estava a arrasar a Europa e peritos de saúde acreditavam que o cenário seria pior em África. Mas surpreendentemente, mesmo com cerca de 1.3 bilhões de habitantes que correspondem a 17% de toda a população mundial, até finais de Maio, nosso continente contava com menos de 2% de óbitos comparativamente aos outros continentes.

Mas não foi apenas o pânico que estagnou a actividade empresarial, causando sucessivas perdas de postos de trabalho. O decreto do Estado de Emergência a 30 de Março foi outro factor determinante.

Em parte, o pânico já instalado intensificou-se com a imposição das primeiras medidas de prevenção. Da noite para o dia, nos vimos cercados de restrições que mudaram por completo nosso modo de viver.

Entre quarentenas domiciliares, agitação e o encerramento parcial de fronteiras, a actividade empresarial foi abrandando de tal forma que não houve saída senão parar com contratações em uns casos, e despedir trabalhadores em outros.

De volta aos dias actuais, podemos analisar o aumento de contratações no mês de Setembro sob dois ângulos. O primeiro diz respeito a actual compreensão que se tem sobre a pandemia.

Suficientemente irónico, encontramos o facto de que com apenas 8 infectado, declarou-se Estado de Emergência e o país caiu num pavor total. Isto foi em Março.

Na sequência, empresas implementaram escalas de rotatividade, escolas foram encerradas, eventos públicos proibidos. As ruas ficaram vazias e, de coração na mão, todos passávamos os dias colados à televisão para acompanhar a evolução dos contágios.

Hoje, no entanto, com mais de 10 mil infectados, perdemos quase todo o medo que no começo fez-nos comprar vários litros de lixívia e álcool gel. Já quase ninguém vê actualizações. Há festas clandestinas em todos bairros.

E máscara? Apenas quando a polícia está por perto.

Talvez por isso o Presidente da República tenha aparecido para lembrar que “máscara não dói”. Mas como disse o primeiro-ministro, “a Covid-19 veio para ficar e precisamos de aprender a conviver com ela com responsabilidade”. Talvez se tivéssemos entendido isto desde o começo, a economia teria sofrido menos.

O segundo ângulo sob o qual podemos avaliar o incremento de contratações é também o mais importante. Já que a perda de medo não seria suficiente para melhorar as coisas, o Presidente da República relaxou algumas medidas para impulsionar a actividade económica.

Com o fim do Estado de Emergência, declarou-se a Situação de Calamidade Pública que trouxe liberdades que animaram a classe empresarial. A reabertura da fronteira de Ressano Garcia foi uma das melhores novidades da nova fase. Assim, esperamos que os próximos meses reflictam o esforço de se retomar a actividade empresarial impetuosamente.

Sector privado regista novas quedas

O nível de confiança dos empresários moçambicanos na economia para os próximos 12 meses caíram para o valor mais baixo dos últimos quatro anos, de acordo com o inquérito ‘Purchasing Managers’ Index’ (PMI), barómetro da atividade empresarial.

“Embora as empresas tenham aumentado o emprego, as previsões de atividade futura foram mais cautelosas em setembro”, lê-se no relatório do inquérito, que afirma que “os níveis de confiança para os próximos 12 meses caíram para o mínimo em quase quatro anos, devido às preocupações com o impacto a longo prazo da pandemia” da covid-19.

O índice, que melhorou ligeiramente, de 46,1 pontos em agosto, para 46,6 pontos em setembro, mantém-se em território negativo, já que um valor abaixo dos 50 indica uma degradação das condições empresariais face ao mês anterior.

Em setembro, a economia do sector privado moçambicano registou novas e acentuadas quedas na actividade e na procura; o declínio geral abrandou ligeiramente a partir de agosto, para o que contribuiu o primeiro aumento do emprego em seis meses”, aponta-se no documento, que salienta que “as restrições devido ao novo coronavírus tiveram um impacto adicional na atividade empresarial e na procura no final do terceiro trimestre”.

Apesar da redução na atividade e na procura dos clientes, as empresas moçambicanas já retomaram as contratações: “As empresas aumentaram as contratações durante o mês de setembro, após um período de cinco meses de perda de postos de trabalho em virtude das restrições da covid-19”, conclui-se no documento.

Banco de Moçambique participa na Semana Mundial do Investidor

O Banco de Moçambique irá participar, pela primeira vez, da Semana Mundial do Investidor (SMI), na sua 4a edição, a realizar- se entre os dias 05 e 11 de Outubro do ano em curso.

A SMI é uma iniciativa global promovida pela Organização Internacional das Comissões de Valores, com o objectivo de sensibilizar e alertar para a importância da educação financeira e da protecção dos investidores em valores mobiliários.

O Banco de Moçambique associa-se a esta iniciativa, onde serão realizadas diversas iniciativas, entre elas a participação em webinars internacionais e disseminação de mensagens alusivas a efeméride.

Empresas juntam esforços para reduzir constrangimentos no sector agrícola

Logo após as medidas referentes à pandemia, apresentadas no novo decreto, anunciado recentemente pelo Presidente da República de Moçambique, Filipe Jacinto Nyusi, a appload, um serviço de logística online, e a seguradora Hollard, anunciam parceria para criar eficiências no sector agrícola.

Moçambique apresenta um potencial agrícola gigantesco, devido à quantidade de terras aráveis disponíveis no país. No entanto, devido ao seu perfil atípico, uma extensão de aproximadamente três mil quilómetros, a logística representa ainda um desafio significativo para o desenvolvimento do sector.

Embora o desenvolvimento notável de infraestrutura de transporte ao longo da última década, o país continua a ter um impasse causado pela lacuna de informação existente entre clientes e operadores logísticos.

Face ao agravamento desta situação devido ao contexto do COVID-19, a appload e a Hollard Seguros desenharam uma estratégia conjunta para impulsionar a agricultura no país, alinhando-se aos diversos programas públicos e privados para fortalecer a comercialização das produção agrícola em todo o território nacional.

Esta estratégia resulta no lançamento de uma oferta promocional do seguro de transportes para a mercadoria agrícola, referente ao seguro básico simples, para a cobertura de perdas causadas por incêndio ou danos de mercadoria, resultantes de acidentes rodoviários.

Segundo a Claire Hassoun, fundadora e CEO da appload, assegurar-se a carga gratuitamente representa um benefício de grande relevância para qualquer produtor agrícola.

Israel Muchena, Director Geral do Departamento de Seguro Agrícola da Hollard Seguros, salienta a importância da appload pelo potencial do aplicativo em desencadear as ligações entre os clientes agrícolas que procuram o transporte de carga e operadores logísticos, a preços competitivos.

Indicador de Clima Económico recuperou em Agosto

O Indicador de Clima Económico (ICE) registou uma recuperação ligeira em agosto, anunciou o Instituto Nacional de Estatística (INE).

“O indicador do clima económico (ICE) recuperou de forma ténue, interrompendo assim a trajectória descendente que vinha registando desde o mês de fevereiro”, Indica o INE.

Esta “ligeira recuperação” contou com contributo positivo das perspectivas de emprego e da procura “que aumentaram substancialmente no mesmo mês de referência”, acrescenta.

“Sectorialmente, a ligeira subida do ICE deveu-se à conjuntura favorável nos sectores de produção industrial, dos transportes, de construção e dos outros serviços não financeiros, que suplantaram a situação pouco abonatória dos empresários dos restantes sectores inquiridos no período em análise”, lê-se no boletim do INE.

A subida do ICE aconteceu no mesmo mês em que o Governo começou a aliviar as restrições impostas para prevenção da pandemia de covid-19.

Os indicadores de Confiança e de Clima Económico constituem uma publicação mensal sobre a conjuntura económica, compilada com base num inquérito de conjuntura realizado também todos os meses pelo INE às empresas do sector não financeiro.

“O estudo expressa a opinião de agentes económicos acerca da evolução e perspetiva da sua atividade, particularmente sobre emprego, procura, encomendas, preços, produção, vendas e limitações de actividade”, explica o INE.

Incubadora de negócios do Standard Bank promove imersão empresarial

Arrancou recentemente a segunda edição do programa virtual de imersão empresarial Ideate Bootcamp.

Promovida pela Incubadora de Negócios do Standard Bank, em parceria com a IdeaLab, a iniciativa visa estimular o empreendedorismo e o desenvolvimento de ideias inovadoras para resolver os problemas das comunidades.

Trata-se de um programa que tem como objectivo transmitir, aos aspirantes a empreendedores, ferramentas que lhes permitam estruturar e validar as suas ideias de negócio de forma a garantir a sua sustentabilidade e escalabilidade.

Durante os cinco dias da formação, os participantes vão, ainda, obter conhecimentos e utilizar metodologias que lhes irão ajudar a criar e transformar ideias em acções concretas e com potencial para crescer, e ter um impacto positivo nas comunidades.

A sessão de abertura foi dirigida pela directora de Capital Humano do Standard Bank, Mónica Macamo, que, na sua intervenção, encorajou a partilha de ideias entre os participantes pois só assim é que poderão criar sinergias e fazer a diferença nas suas comunidades.

Na ocasião, Mónica Macamo apelou à capacidade de reinvenção e à adaptação ao novo normal, associado à pandemia do novo Coronavírus, que forçou as pessoas e as empresas a apostar em plataformas digitais.

“Temos que ter uma mente aberta para aprender a fazer as coisas de maneiras diferentes. Esperamos que durante a formação consigam conceber e consolidar as vossas ideias, que deverão ser transformadas em acções concretas que permitam gerar riqueza e postos de trabalho”, disse a directora de Capital Humano do Standard Bank.

Por seu turno, o representante da IdeaLab, Manuel Rego, considerou que a iniciativa tem ajudado muitos jovens a dar os primeiros passos na área do empreendedorismo, bem como a vencer os seus medos.

“Nós estamos aqui para transmitir a nossa experiência e contribuir para tornar Moçambique mais empreendedor. Este programa é uma caixa de ferramentas que pode ser usada para abrir qualquer tipo de empresa ou abordar qualquer desafio”, referiu Manuel Rego.

Importa realçar que, para a presente edição, candidataram- se 249 pessoas, das quais foram seleccionadas 51 para participar no programa, sendo 28 homens e 23 mulheres, provenientes das províncias de Cabo Delgado, Niassa, Nampula, Zambézia, Manica, Sofala, Inhambane, Gaza, Maputo e cidade de Maputo.

Turismo quer recuperar-se da devastadora queda de receitas

As receitas do turismo caíram em mais de 90%. Claramente, é uma redução dramática, mas não chega a ser surpreendente. Foi natural ouvir o primeiro-ministro anunciar esse resultado.

De facto, há muito tempo que os sinais apontavam para essa queda. Não faltaram elementos para prevê-la. Ainda no primeiro trimestre, assistimos os estragados da Covid-19 na Europa e Ásia, antes de castigar a América e se firmar em África.

Em Março, quando o Governo anunciou que não seria permitida a entrada de sul-africanos não residentes ao país, houve pânico. Na sequência, o Governo Sul-africano decidiu cancelar as celebrações da Páscoa como forma de controlar a propagação do vírus.

A partir daí, foram anunciadas restrições em diversas fronteiras e aeroportos, nacionais e internacionais. Por conseguinte, o turismo mundial, e particularmente o moçambicano, muito dependente de estrangeiros, viu seus números baixarem da noite para o dia.

Em parte, as últimas esperanças de que as coisas melhorariam perderam-se em Julho, quando se confirmou um caso positivo da Covid-19 na Fronteira de Ressano Garcia. Este facto afastou quaisquer possibilidades de entrada de estrangeiros ao país para fins de recreactividade.

O pânico geral causado pela pandemia levou a que muitos dos turistas hospedados em diferentes instâncias do país saíssem precipitadamente em busca do tão pregado distanciamento social. O que se viu a seguir também não foi surpreendente.

Enquanto essas instâncias turísticas encerravam por falta de quem os visitasse, aos milhares, moçambicanos iam perdendo seus postos de trabalho.

Entretanto, recentemente, durante as cerimónias alusivas ao Dia Mundial do Turismo, o primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, anunciou algumas acções visando impulsionar o turismo doméstico. Entre elas consta a introdução do visto electrónico para facilitar a entrada de estrangeiros ao país.

Não obstante o crescente número de contágios por Covid-19, o Governo acredita que a doença “veio para ficar e precisamos de aprender a conviver com ela com responsabilidade”.

Por sinal, essa posição é também partilhada pela Confederação da Associações Económicas (CTA), que rematou que a abertura das fronteiras entre Moçambique e África do Sul “pode dinamizar as trocas comerciais e contribuir para a retoma da economia nacional”.

Com todo esse optimismo, é de se esperar que o sector recupere gradualmente. A poucos meses do fim do ano, não é muito provável que nosso turismo volte a operar a todo vapor. Por um lado, vai levar tempo para que a confiança dos turistas volte a se estabelecer.

Por outro, mesmo em meio à queda vertiginosa de receitas, o sector precisa de investir e se reinventar. O novo normal só vai funcionar se formas melhoradas de trabalhar forem implementadas.

Se algum dia palavras como “conforto” e “qualidade” surgiram à mente de qualquer turista, agora entra na lista mais uma: segurança. À medida que o medo geral se dissipa, turistas voltarão ao país, isto é certo. Mas quando voltarem, o sector precisará estar devidamente equipado para fornecer experiências turísticas que garantam, em primeiro lugar, essa segurança.

Este é o longo e o único caminho que o sector precisa percorrer se quiser voltar a funcionar de forma sustentável.