Friday, April 10, 2026
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EDM recovers 95% of the electricity network damaged by cyclone Chido in Cabo Delgado

EDM recupera 95% da rede eléctrica danificada pelo ciclone Chido em Cabo Delgado

Electricidade de Moçambique (EDM) has announced that it has recovered 95% of the electrical infrastructure destroyed by cyclone Chido in Cabo Delgado province. The information was provided by the director of EDM in Pemba, Hermínio Assamo, in an interview with Rádio Moçambique on Thursday, January 30.

According to Assamo, the replacement work is progressing well, with only 40 kilometers of the medium-voltage network remaining to be fully restored. Pending work is concentrated on the Muepane-Impire section, in the Metuge district, and in the Nipataco region, in the Ancuabe district. Total completion is scheduled for mid-February.

In the Mecúfi district, one of the worst affected by the cyclone, power has already been restored, with only a few communities still to go. “Our focus now is on restoring medium voltage, especially in Metuge, where we still need to restore six Transformer Stations (PT) in the penitentiary area. By tomorrow, we believe we will be able to supply this area, as well as the village of Niesse,” explained Assamo.

In addition, EDM has already restored power in Morripa, where it is working on restoring a second PT, and in Tutuque, where 28 low-voltage connections have yet to be completed. In all, 76,000 of the 80,000 customers affected by the cyclone have now regained access to electricity.

Cyclone Chido hit Mozambique on December 15, causing rainfall of more than 250 millimeters in 24 hours and winds of up to 120 km/h. In Cabo Delgado province, the worst affected districts were Mecúfi, Metuge, Chiúre and Pemba, followed by Namuno, Montepuez and Balama. An estimated 272,000 people were affected.

According to the National Institute for Disaster Management (INGD), the cyclone caused 120 deaths, 868 injuries and significant damage, including 70,000 houses destroyed, 52 health facilities affected and damage to 250 schools.

Tribunal Administrativo analisa a implementação do tribunal de contas

Tribunal Administrativo

O Tribunal Administrativo (TA) está na fase final de um estudo que avalia a viabilidade da criação do Tribunal de Contas, uma instituição que terá a missão de reforçar a fiscalização da gestão do erário público. A informação foi avançada pela presidente do TA, Lúcia Amaral, explicando que o estudo tem como objectivo garantir que o novo tribunal seja criado com bases sólidas e ajustadas à realidade nacional, de acordo com o jornal O País.

Segundo Lúcia Amaral, o estudo, iniciado em Julho do ano passado, analisa as condições necessárias para a implementação do Tribunal de Contas e assegura que a sua estrutura seja independente e funcional. A presidente do TA destacou que a intenção é evitar que a nova instituição seja criada sem considerar os desafios do país, garantindo que a sua implementação seja feita de forma estruturada.

A magistrada referiu ainda que a criação do Tribunal de Contas permitirá ao Tribunal Administrativo libertar-se de algumas atribuições que não fazem parte das suas competências principais. “Será um processo conduzido de forma serena e justa, para que o cidadão saiba onde deve recorrer e não tenha que dirigir-se sempre ao Tribunal Administrativo”, explicou.

O Presidente da República tem defendido a necessidade de um Tribunal de Contas para reforçar a transparência e a fiscalização do uso dos recursos públicos. A nova instituição terá como principal responsabilidade fiscalizar as contas do Estado, monitorizar a produção estatal e assegurar a correcta aplicação do erário público, contribuindo assim para o combate à corrupção na administração pública.

A criação do Tribunal de Contas insere-se na estratégia de reforço dos mecanismos de boa governação e transparência, permitindo que o controlo das finanças públicas seja mais independente e eficaz. O estudo em curso fornecerá recomendações sobre a estrutura, funcionamento e recursos necessários para a implementação do novo órgão.

Lúcia Amaral garantiu que a transição será feita de forma responsável, tendo em conta a realidade económica e institucional do país, assegurando que o Tribunal de Contas possa cumprir eficazmente o seu papel sem comprometer o funcionamento do sistema judicial.

Administrative Court analyzes the implementation of the Court of Auditors

Tribunal Administrativo

The Administrative Court (TA) is in the final stages of a study to assess the feasibility of setting up the Court of Auditors, an institution whose mission will be to strengthen oversight of the management of the public purse. The information was provided by the president of the TA, Lúcia Amaral, explaining that the study aims to ensure that the new court is created on a solid basis and adjusted to the national reality, according to the newspaper O País.

According to Lúcia Amaral, the study, which began in July last year, analyzes the conditions necessary for the implementation of the Court of Auditors and ensures that its structure is independent and functional. The president of the TA stressed that the intention is to prevent the new institution from being created without considering the country’s challenges, ensuring that it is implemented in a structured way.

She also said that the creation of the Court of Auditors will allow the Administrative Court to free itself from some duties that are not part of its core competencies. “It will be a process conducted in a calm and fair manner, so that citizens know where to turn and don’t always have to go to the Administrative Court,” she explained.

The President of the Republic has defended the need for a Court of Auditors to strengthen transparency and oversight of the use of public resources. The main responsibility of the new institution will be to oversee the state’s accounts, monitor the state’s production and ensure that the public purse is properly used, thus contributing to the fight against corruption in the public administration.

The creation of the Court of Auditors is part of the strategy to strengthen the mechanisms of good governance and transparency, allowing the control of public finances to be more independent and effective. The ongoing study will provide recommendations on the structure, functioning and resources needed to implement the new body.

Lúcia Amaral guaranteed that the transition will be carried out responsibly, taking into account the country’s economic and institutional reality, ensuring that the Court of Auditors can effectively fulfill its role without compromising the functioning of the judicial system.

Moçambique reforça exportação de energia para apoiar Zimbabué na crise eléctrica

Moçambique reforça exportação de energia para apoiar Zimbabué na crise eléctrica

Moçambique tem desempenhado um papel essencial no apoio energético ao Zimbabué, que enfrenta uma das piores crises energéticas da sua história devido à seca severa que afecta a região da África Austral. A escassez de água na barragem de Kariba, principal fonte de energia hidroeléctrica do Zimbabué, reduziu drasticamente a capacidade de geração eléctrica, agravando os cortes de energia que já duram mais de 18 horas diárias em algumas áreas, segundo informou o portal Engineering News. Segundo a Autoridade Reguladora de Energia do Zimbabué, cerca de 20% da electricidade consumida no país é importada, com uma parte significativa proveniente de Moçambique e da África do Sul. Esta dependência aumentou significativamente nos últimos meses, à medida que os níveis de água na barragem de Kariba caíram para apenas 3% da sua capacidade, levando a uma redução de mais de 80% na produção da fábrica hidroeléctrica.

A crise energética no Zimbabué é agravada pela seca prolongada, intensificada pelo fenómeno El Niño, que tem causado eventos climáticos extremos, como a escassez de chuvas. Além disso, a infra-estrutura de geração de energia do país enfrenta problemas relacionados com a sua idade avançada e com a falta de manutenção, devido à escassez de divisas para importar peças e equipamentos necessários. Para muitos zimbabuanos, o impacto é directo. A falta de energia obrigou famílias e pequenas empresas a recorrerem a soluções alternativas, como o uso de lenha, gás liquefeito e geradores movidos a diesel, que aumentam os custos operacionais e contribuem para as emissões de carbono. A crise também tem prejudicado a economia local, com muitos empresários a relatarem perdas significativas devido à incapacidade de manter as operações durante os cortes de energia.

Apesar dos esforços para diversificar a matriz energética com projectos renováveis, como plantas solares e ampliação de fábricas a carvão, a execução destas iniciativas tem enfrentado atrasos devido a questões burocráticas, falta de financiamento e volatilidade cambial. Moçambique, por sua vez, continua a ser um fornecedor crucial de electricidade para aquele país, contribuindo para atenuar os impactos da crise. A colaboração entre as duas nações reflete a importância da cooperação regional no sector energético para enfrentar desafios climáticos e garantir maior segurança energética para a África Austral. Especialistas alertam que, para mitigar crises futuras, são necessárias medidas urgentes, incluindo investimentos em infra-estruturas de energia renovável e melhor gestão hídrica na região, que está entre as mais vulneráveis às mudanças climáticas.

Mozambique boosts energy exports to support Zimbabwe in electricity crisis

Moçambique reforça exportação de energia para apoiar Zimbabué na crise eléctrica

Mozambique has played an essential role in providing energy support to Zimbabwe, which is facing one of the worst energy crises in its history due to the severe drought affecting the southern African region. Water shortages at the Kariba dam, Zimbabwe’s main source of hydroelectric power, have drastically reduced electricity generation capacity, aggravating power cuts that are already lasting more than 18 hours a day in some areas, according to Engineering News. According to the Zimbabwe Energy Regulatory Authority, around 20% of the electricity consumed in the country is imported, with a significant part coming from Mozambique and South Africa. This dependency has increased significantly in recent months, as water levels at the Kariba dam have fallen to just 3% of its capacity, leading to a reduction of more than 80% in the hydroelectric plant’s output.

Zimbabwe’s energy crisis is exacerbated by prolonged drought, intensified by the El Niño phenomenon, which has caused extreme weather events such as a shortage of rainfall. In addition, the country’s power generation infrastructure faces problems related to its advanced age and lack of maintenance, due to a shortage of foreign currency to import necessary parts and equipment. For many Zimbabweans, the impact is direct. The lack of energy has forced families and small businesses to resort to alternative solutions, such as using firewood, liquefied gas and diesel-powered generators, which increase operating costs and contribute to carbon emissions. The crisis has also hurt the local economy, with many entrepreneurs reporting significant losses due to the inability to maintain operations during power cuts.

Despite efforts to diversify the energy matrix with renewable projects such as solar plants and the expansion of coal-fired plants, the implementation of these initiatives has faced delays due to bureaucratic issues, lack of funding and currency volatility. Mozambique, for its part, continues to be a crucial supplier of electricity to that country, helping to mitigate the impacts of the crisis. The collaboration between the two nations reflects the importance of regional cooperation in the energy sector to tackle climate challenges and ensure greater energy security for southern Africa. Experts warn that to mitigate future crises, urgent measures are needed, including investments in renewable energy infrastructure and better water management in the region, which is among the most vulnerable to climate change.

 

Taxa de Câmbio: Prevalece a estabilidade do Metical em relação ao Dólar

De Setembro a Novembro de 2024, a taxa de câmbio de referência do MZN face ao USD manteve-se em 63,90 MZN/USD. De igual forma, a taxa de câmbio efectiva que resulta das operações entre os bancos comerciais e o público fixou-se em 63,97 MZN/USD. No mesmo período, no segmento das casas de câmbio, a taxa de câmbio passou de 67,31 MZN/USD para 66,98 MZN/USD.

Legenda: O gráfico acima ilustra as variações dos câmbios médios (de valorimetria) das moedas mais transacionadas no mercado Moçambicano

Em relação as operações cambiais, USD/MZN, entre os bancos comerciais e o público, estas tornaram a registar uma variação média semanal positiva. Em outras palavras, em relação aos fluxos ocorridos referentes ao câmbio USD/MZN, na semana em análise, os bancos comerciais conseguiram satisfazer a procura dos sues clientes por dólares, no nosso mercado, deixando ainda um excedente, o que em volta, suporta a estabilidade do metical face ao dólar, uma vez que não se registou escassez de dólares no nosso mercado para satisfazer a sua crescente procura.

O que está a moldar os mercados e negócios em Moçambique nos últimos 60 dias?

Nos últimos dois meses, o panorama económico de Moçambique tem sido marcado por uma série de desenvolvimentos que influenciaram significativamente os mercados e o ambiente de negócios. A análise dos principais indicadores económicos revela tendências que merecem destaque.

As perspectivas da economia mundial, para 2024 e 2025, continuam a apontar para a manutenção do crescimento económico nos níveis de 2023 e da tendência para desaceleração da inflação. Os riscos e incertezas a nível global prevalecem elevados, com destaque para os associados aos conflitos no Médio Oriente e na Rússia/Ucrânia, a postura da nova administração americana e os choques climáticos.

Actividade económica e inflação

Segundo o relatório da conjuntura económica e perspectivas de inflação, no terceiro trimestre de 2024, as economias avançadas e de mercados emergentes e em desenvolvimento continuaram a crescer, embora a um ritmo menor. Com efeito, nos Estados Unidos da América (EUA) o crescimento anual do PIB situou-se em 2,7%, impulsionado pelo incremento do consumo das famílias.

Por seu turno, a economia da Zona do Euro cresceu 0,9 %, a traduzir o aumento da despesa pública e do consumo das famílias. Nas economias de mercados emergentes e em desenvolvimento, destaca-se o crescimento da economia chinesa em 4,6 %, impulsionado, essencialmente, pelo aumento dos estímulos fiscais, que contribuiu para a expansão da produção industrial e das vendas a retalho.

Para 2025, as perspectivas apontam para a manutenção do crescimento económico mundial nos níveis de 2023, de acordo com a edição do World Economic Outlook de Outubro de 2024. As perspectivas para 2024 apontam para um crescimento mundial de 3,2 %, explicado, essencialmente, pela recuperação da actividade económica na Alemanha e no Reino Unido.

Volume de exportações 

De acordo com o boletim estatístico de Agosto de 2024 do Banco de Moçambique, as exportações moçambicanas registaram um aumento de 12% nesse mês, totalizando 31,8 mil milhões de meticais (aproximadamente 500 milhões de dólares). Este crescimento contribuiu para uma ligeira redução do défice na balança de pagamentos do país, num contexto de recuperação económica moderada.

Até o primeiro trimestre de 2024, as exportações de Moçambique atingiram 1.764 milhões de dólares (1.615 milhões de euros), representando um aumento de 53 milhões de dólares (48,5 milhões de euros) em relação ao mesmo período de 2023. A Índia destacou-se como o principal destino das exportações moçambicanas, com compras no valor de 331 milhões de dólares (303 milhões de euros), correspondendo a 18,8% do total exportado.

Os principais produtos exportados para a Índia incluíram gás natural, carvão mineral, legumes secos e castanha de caju. A África do Sul, foi o segundo maior importador de produtos moçambicanos, tendo representado 16,9% das exportações, avaliadas em 298,5 milhões de dólares (273,2 milhões de euros).

As exportações para este país incluíram energia eléctrica, gás natural, carvão e banana. A Coreia do Sul ocupou a terceira posição, com 11,4% do total das exportações, no valor de 202 milhões de dólares (185 milhões de euros), registando um incremento de mais de 100% em relação ao mesmo período de 2023, principalmente devido às exportações de carvão e gás natural. Estes dados evidenciam uma tendência positiva nas exportações moçambicanas nos primeiros meses de 2024, com destaque para o aumento das vendas de recursos naturais para mercados asiáticos e regionais.

Desempenho do Índice PMI

O Purchasing Managers’ Index (PMI), indicador que reflecte as condições operacionais das empresas do sector privado, manteve-se em terreno positivo pelo sexto mês consecutivo até outubro de 2024. Em setembro, o PMI situou-se em 50,3 pontos, ligeiramente abaixo dos 50,9 registados em agosto, indicando uma expansão mais lenta da economia do sector privado. Em outubro, o índice registou uma ligeira descida para 50,2 pontos, sinalizando uma melhoria modesta nas condições empresariais, a mais fraca dos últimos seis meses.

Este crescimento foi sustentado por um aumento moderado dos volumes de novas encomendas, impulsionado pela introdução de novos serviços, expansão de capacidades e conquista de novos clientes. Contudo, observou-se um abrandamento no ritmo de crescimento da atividade empresarial, reflectindo-se numa menor criação de postos de trabalho e numa ligeira redução na aquisição de meios de produção.

Redução da taxa de juros

O Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique decidiu reduzir a taxa de juro de política monetária, taxa MIMO, de 12,75% para 12,25%. Esta decisão decorre da manutenção das perspectivas da inflação em um dígito, no médio prazo, não obstante o aumento dos riscos e incertezas associados às projecções, com destaque para os decorrentes da tensões pós-eleitoral, o risco fiscal e os choques climáticos.

Adicionalmente, o CPMO decidiu reduzir os coeficientes de Reservas Obrigatórias para os passivos em moeda nacional, de 39,0% para 29,0%, e em moeda estrangeira, de 39,0% para 29,50 %, visando disponibilizar mais liquidez para apoiar a economia na reposição da capacidade produtiva e da oferta de bens e serviços. A pressão sobre o endividamento público interno agravou-se.

A dívida pública interna, e, excluindo os contratos de mútuo e de locação e as responsabilidades em mora, situa-se em 435.6 mil milhões de meticais, o que representa um aumento de 20,1 mil milhões em relação a Dezembro de 2024. As reservas internacionais mantêm-se em níveis confortáveis, as reservas internacionais brutas situam-se em níveis suficientes para cobrir cerca de cinco meses de importações de bens e serviços. Excluindo os grandes projectos.

Impacto da redução da taxa de juro e reservas obrigatórias no sector empresarial

  • Redução do custo do crédito

A redução da taxa MIMO sugere uma tendência de diminuição do custo do crédito, tornando os financiamentos mais acessíveis para as empresas. Isso vai propiciar investimentos em expansão, aquisição de matéria-prima e capital de giro, ajudando negócios a crescerem e aumentarem sua competitividade. No entanto, a efectividade dessa medida depende da forma como os bancos comerciais repassam essa redução para os clientes.

  • Maior liquidez no sistema financeiro

A diminuição das Reservas Obrigatórias para depósitos em moeda nacional e estrangeira visa injectar liquidez no sistema financeiro, permitindo que os bancos tenham mais capital disponível para conceder empréstimos. Para as empresas, isso pode representar uma maior facilidade no acesso a financiamentos, especialmente em um cenário onde muitas ainda enfrentam desafios pós-eleitorais e climáticos.

  • Risco fiscal e incertezas macro-económicas

Apesar do alívio monetário, o aumento da dívida pública interna (435,6 mil milhões de meticais, +20,1 mil milhões em relação a Dezembro de 2024) e as tensões pós-eleitorais podem gerar incertezas. O risco fiscal elevado pode pressionar o governo a buscar mais financiamento interno, competindo com o sector privado pelo crédito disponível.

  • Estabilidade cambial e importações

As reservas internacionais, capazes de cobrir cerca de cinco meses de importações, continuam em níveis considerados confortáveis. Isso sugere um ambiente relativamente estável para empresas que dependem de importações, minimizando riscos de flutuações cambiais significativas no curto prazo.

Desafios persistentes

Em linhas gerais, embora Moçambique tenha registado alguns progressos no ambiente de negócios nos últimos 60 dias, persistem desafios económicos significativos que requerem atenção contínua para assegurar um crescimento económico sustentável.

  • O endividamento público interno aumentou

Entre Dezembro de 2023 e Novembro de 2024, o stock da dívida pública interna, excluindo a decorrente de contratos de mútuo, de locação e das responsabilidades em mora, incrementou em cerca de 95.726 milhões de meticais, saldando-se em 408.067 milhões no final de Novembro.

  • Atrasos nos projectos de LNG da Bacia do Rovuma

Os atrasos recorrentes nos projectos de gás natural liquefeito sugerem que o investimento directo estrangeiro provavelmente permanecerá reduzido, implicando um apoio limitado à oferta de divisas e ao orçamento do Estado, bem como um crescimento mais brando do PIB. (Profile)

Analysis of the Factors Shaping Markets and Business in Mozambique Over the Last 60 Days

The global economic outlook for 2024 and 2025 continues to indicate the maintenance of economic growth at 2023 levels and a trend toward slowing inflation. However, global risks and uncertainties remain high, particularly those associated with conflicts in the Middle East and Russia/Ukraine, the stance of the new U.S. administration, and climate shocks.

Economic Activity and Inflation

According to the Economic Outlook and Inflation Perspectives report, in the third quarter of 2024, advanced, emerging, and developing economies continued to grow, albeit at a slower pace. In the United States, annual GDP growth stood at 2.7%, driven by an increase in household consumption.

Meanwhile, the Eurozone economy grew by 0.9%, reflecting an increase in public spending and household consumption. Among emerging and developing markets, China’s economy stood out with a growth rate of 4.6%, mainly fueled by increased fiscal stimulus, which contributed to the expansion of industrial production and retail sales.

For 2025, projections indicate that global economic growth will remain at 2023 levels, according to the October 2024 edition of the World Economic Outlook. The 2024 outlook forecasts global growth of 3.2%, primarily driven by the recovery of economic activity in Germany and the United Kingdom.

Export Volume

According to the August 2024 Statistical Bulletin of the Bank of Mozambique, Mozambican exports increased by 12% that month, totaling 31.8 billion meticais (approximately USD 500 million). This growth contributed to a slight reduction in the country’s balance of payments deficit, amid a moderate economic recovery.

By the first quarter of 2024, Mozambique’s exports had reached USD 1.764 billion (EUR 1.615 billion), representing an increase of USD 53 million (EUR 48.5 million) compared to the same period in 2023. India was the leading destination for Mozambican exports, purchasing goods worth USD 331 million (EUR 303 million), accounting for 18.8% of total exports.

The main products exported to India included natural gas, mineral coal, dried legumes, and cashew nuts. South Africa was the second-largest importer of Mozambican products, accounting for 16.9% of exports, valued at USD 298.5 million (EUR 273.2 million).

Exports to South Africa included electricity, natural gas, coal, and bananas. South Korea ranked third, accounting for 11.4% of total exports, valued at USD 202 million (EUR 185 million), reflecting an increase of more than 100% compared to the same period in 2023, primarily due to exports of coal and natural gas. These data highlight a positive trend in Mozambican exports in early 2024, particularly with increased sales of natural resources to Asian and regional markets.

PMI Index Performance

The Purchasing Managers’ Index (PMI), an indicator reflecting the operating conditions of private sector companies, remained in positive territory for the sixth consecutive month through October 2024. In September, the PMI stood at 50.3 points, slightly below the 50.9 recorded in August, indicating a slower expansion of the private sector economy. In October, the index saw a slight decline to 50.2 points, signaling modest improvement in business conditions, the weakest in the last six months.

This growth was supported by a moderate increase in new order volumes, driven by the introduction of new services, capacity expansion, and customer acquisition. However, there was a slowdown in business activity growth, reflected in lower job creation and a slight reduction in the acquisition of production inputs.

Interest Rate Reduction

The Monetary Policy Committee (CPMO) of the Bank of Mozambique decided to reduce the monetary policy interest rate (MIMO rate) from 12.75% to 12.25%. This decision is based on the continued outlook of single-digit inflation in the medium term, despite increased risks and uncertainties in projections, particularly those related to post-election tensions, fiscal risks, and climate shocks.

Additionally, the CPMO decided to reduce the Required Reserve ratios for liabilities in domestic currency from 39.0% to 29.0% and in foreign currency from 39.0% to 29.5%, aiming to inject more liquidity into the economy to support the restoration of productive capacity and the supply of goods and services. However, pressure on domestic public debt has intensified.

Excluding loan and lease contracts and overdue liabilities, domestic public debt stands at 435.6 billion meticais, representing an increase of 20.1 billion compared to December 2024. International reserves remain at comfortable levels, with gross reserves sufficient to cover approximately five months of imports of goods and services, excluding major projects.

Impact of Interest Rate and Reserve Requirement Reduction on the Business Sector

(i) Reduction in Credit Costs

The reduction in the MIMO rate suggests a downward trend in credit costs, making financing more accessible for businesses. This will facilitate investments in expansion, raw material acquisition, and working capital, helping businesses grow and become more competitive. However, the effectiveness of this measure depends on how commercial banks pass on the reduction to customers.

(ii) Increased Liquidity in the Financial System

The decrease in Required Reserves for deposits in domestic and foreign currency aims to inject liquidity into the financial system, allowing banks to have more capital available for lending. For businesses, this could mean greater ease in accessing financing, particularly in a scenario where many still face post-election and climate-related challenges.

(iii) Fiscal Risk and Macroeconomic Uncertainties

Despite monetary easing, the increase in domestic public debt (435.6 billion meticais, +20.1 billion compared to December 2024) and post-election tensions could generate uncertainties. High fiscal risk may push the government to seek additional domestic financing, competing with the private sector for available credit.

(iv) Exchange Rate Stability and Imports

International reserves, sufficient to cover approximately five months of imports, remain at comfortable levels. This suggests a relatively stable environment for businesses dependent on imports, minimizing the risk of significant exchange rate fluctuations in the short term.

Persistent Challenges

Overall, while Mozambique has made some progress in improving the business environment over the last 60 days, significant economic challenges persist, requiring ongoing attention to ensure sustainable economic growth.

  • Increase in Domestic Public Debt
    Between December 2023 and November 2024, the stock of domestic public debt, excluding loan and lease contracts and overdue liabilities, increased by approximately 95.726 billion meticais, reaching 408.067 billion by the end of November.
  • Delays in Rovuma Basin LNG Projects
    Recurring delays in liquefied natural gas (LNG) projects suggest that foreign direct investment will likely remain low, limiting support for foreign exchange supply and the state budget, as well as leading to slower GDP growth.

Bilionários mundiais perdem US$ 108 mil milhões com a entrada da DeepSeek no mercado de IA

A entrada abrupta da DeepSeek, desenvolvedora chinesa de inteligência artificial (IA), provocou uma queda significativa no mercado de tecnologia, levando as 500 pessoas mais ricas do mundo a perderem colectivamente US$ 108 mil milhões num único dia. A maior parte das perdas ocorreu entre bilionários cujas fortunas estão atreladas ao sector de IA.

Entre os principais afectados, destaca-se Jensen Huang, cofundador da Nvidia Corp., que viu a sua fortuna cair 20%, perdendo US$ 20,1 mil milhões. Larry Ellison, cofundador da Oracle Corp., sofreu uma perda de US$ 22,6 mil milhões, equivalente a 12% do seu património líquido. Outros nomes notáveis incluem Michael Dell, da Dell Inc., e Changpeng “CZ” Zhao, da Binance Holdings, que perderam US$ 13 mil milhões e US$ 12,1 mil milhões, respectivamente.

Impactos no mercado

Os índices Nasdaq Composite e S&P 500 registaram quedas de 3,1% e 1,5%, reflectindo o impacto no sector tecnológico. Em conjunto, os gigantes da tecnologia perderam US$ 94 mil milhões, cerca de 85% do total do declínio do índice Bloomberg Billionaires.

A DeepSeek, sediada em Hangzhou, tornou-se destaque após o lançamento do chatbot gratuito DeepSeek R1, que rapidamente liderou as paradas de downloads globais. Contudo, a enorme procura pelo serviço superou a capacidade operacional da empresa, causando interrupções e forçando-a a limitar novos utilizadores a números de telefone chineses. Apesar dessas dificuldades, o lançamento foi suficiente para atrair a atenção dos mercados internacionais.

O contexto do abalo

O destaque do DeepSeek R1 é o seu baixo custo de desenvolvimento: apenas US$ 5,6 milhões, um valor insignificante em comparação com os bilhões de dólares investidos por gigantes tecnológicos como a OpenAI (criadora do ChatGPT), Meta, e Google, no desenvolvimento de sistemas similares. Este fato desafia a lógica de gastos massivos do Vale do Silício para criar e operar sistemas avançados de IA.

A desconfiança entre investidores ocidentais surgiu ao perceber que uma empresa chinesa, com um modelo de custos baixos, poderia competir ou superar empresas como Nvidia, Meta e Microsoft, cujas operações dependem de grandes investimentos e semicondutores avançados.

Restrições e estratégias da DeepSeek

Apesar das restrições de exportação impostas pelos EUA, que limitam o acesso de empresas chinesas a GPUs de ponta (chips cruciais para treinar modelos de IA), a DeepSeek parece ter contornado essa limitação. Especialistas estimam que a empresa possua 50.000 GPUs H100 da Nvidia, adquiridas de forma indireta, desafiando as expectativas sobre o impacto das sanções norte-americanas.

O desafio ao Sillicon Valley 

A abordagem da DeepSeek também coloca em xeque o modelo predominante no Sillicon Valley, que se apoia em gastos elevados para dominar o mercado de IA. Recentemente, Mark Zuckerberg, CEO da Meta, anunciou que a empresa planeia investir entre US$ 60 e 65 mil milhões em IA apenas em 2025. Estas despesas fazem parte de um total estimado de US$ 200 mil milhões em investimentos anuais em IA pelas grandes empresas de tecnologia.

A entrada da DeepSeek, com custos drasticamente menores, levanta a questão: será que o modelo ocidental é sustentável a longo prazo?

Resiliência e contrapontos

Enquanto bilionários como Huang e Ellison sofreram perdas significativas, outros conseguiram ganhos:

  • Mark Zuckerberg (Meta) aumentou a sua fortuna em US$ 4,3 mil milhões no mesmo dia, graças à recuperação das acções da Meta.
  • Jeff Bezos (Amazon) viu a sua fortuna crescer US$ 632 milhões.

Estes resultados reflectem as diferentes estratégias adoptadas pelas empresas do sector.

O que está em jogo?

  1. Mudança no equilíbrio de poder: A entrada da DeepSeek demonstra que a China pode competir directamente no mercado global de IA, mesmo sob restrições económicas.
  2. Sustentabilidade do modelo do Vale do Silício: A dependência de altos gastos de capital nas empresas ocidentais é colocada em xeque.

Impacto nas relações EUA-China: A rivalidade tecnológica intensifica-se, com potencial para redimensionar cadeias de fornecimento globais e o equilíbrio geopolítico.

Porto de Maputo investe 156ME em dois anos para expandir cais até 650 metros

Terça-feira: 26.11.24 Horário de saída: 09:30 Natureza do trabalho: Cobertura de uma entrevista na Tara Travel, agência de viagem. — Vídeos e imagens. Local: Tara Travel. Pedido: Profile.

A expansão do terminal de contentores do porto de Maputo, iniciada esta semana, vai custar 164 milhões de dólares (156 milhões de euros), aumentar para 650 metros de cais e receber navios de até 366 metros.

De acordo com um comunicado conjunto da DP World e da concessionária Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC), os trabalhos da primeira fase das obras de expansão iniciaram-se na segunda-feira e vão decorrer durante dois anos, incluindo a expansão do pátio de armazenagem de contentores para 6,48 hectares e a construção de 400 metros adicionais de cais, elevando o total para 650 metros nesta fase.

A expansão envolve ainda o aprofundamento do calado do cais de -12 metros para -16 metros, permitindo que o terminal acomode os novos navios da classe pós-Panamax, de até 366 metros de comprimento total.

A concessionária acrescenta que os trabalhos marcam o arranque “da primeira fase de um plano ambicioso para aumentar a capacidade do terminal”, dos atuais 255 mil TEUs (unidades equivalentes a vinte pés) para 530 mil TEUs por ano.

Adicionalmente, refere, serão instalados mais de 700 tomadas para contentores frigoríficos, para alavancar o crescimento das exportações agrícolas, “particularmente de citrinos do Limpopo, na África do Sul, e de Massingir, em Moçambique”.

“Durante mais de 20 anos, a DP World [acionista da MPDC] tem operado com orgulho em Moçambique, que se tornou um centro vital para o comércio regional. Os nossos investimentos em curso trarão um valor substancial, mudando o panorama do transporte marítimo na costa leste de África, e reforçando a posição de Moçambique como uma porta de entrada chave para o movimento de carga em toda a região”, afirmou o director-geral da DP World na África Subsariana, Mohammed Akoojee, citado no comunicado.

Já o director-executivo da MPDC, Osório Lucas, afirma que a expansão do terminal de contentores “é o primeiro grande marco da visão estratégica para o futuro do Porto”, representando igualmente “um passo significativo no reforço da posição do Porto de Maputo como uma plataforma logística líder na África austral”.

Segundo a concessionária, o aprofundamento do cais e a expansão das infraestruturas permitirão ao porto da capital moçambicana receber navios de maiores dimensões, “ganhando competitividade na região e posicionando Maputo como um centro de transbordo ideal na região até 2026”.

“Esta modernização não só aumentará a eficiência operacional do terminal como também tornará as taxas de frete mais competitivas, beneficiando diretamente os exportadores e operadores logísticos moçambicanos”, sublinha a empresa, garantindo que permitirá também o reforço das exportações minerais e agrícolas, a redução dos custos logísticos e a criação de novos empregos directos e indiretos.

A concessão do porto de Maputo à MPDC vai vigorar até 13 de abril de 2058, segundo os termos da adenda ao contrato, aprovada por decreto do Governo moçambicano publicado em abril, sendo que a concessionária prevê investir nos primeiros três anos 600 milhões de dólares (571 milhões de euros) na expansão da infraestrutura portuária.

A MPDC é uma empresa privada moçambicana que resultou da parceria entre os CFM e a Portus Indico, esta constituída pela Grindrod, DP World e a empresa Mozambique Gestores.