Sexta-feira, Julho 19, 2024
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Relatório de Conjuntura Económica e Perspectivas de Inflação – Novembro – 2023: O crédito à economia continua retraído.

O Relatório de Conjuntura Económica e Perspectivas de Inflação (CEPI) como veículo adicional de comunicação das decisões do Comité de Política Monetária, divulga os factores e a racionalidade das medidas tomadas pelo órgão, alargando a compreensão do público sobre os objectivos e a condução da política monetária.

Dando um breve olhar a actividade económica no curto prazo, observa-se que há perspectivas de crescimento moderado do PIB, excluindo a produção de GNL. Com efeito, prevê-se que o desempenho dos sectores  primário (agricultura e produção do carvão) e terciário (serviços de transportes e comunicação, e hotelaria e restauração) continue a sustentar o crescimento do PIB, num contexto em que o desempenho do sector secundário continuará condicionado e os preços das principais commodities de exportação continuarão a limitar a expansão da atividade económica.

As perspectivas de curto prazo estão em linha com a evolução do Índice de Produção Industrial (PMI), o qual, apesar do abrandamento, ainda se mantém no nível de referência de melhoria.

O crédito à economia continua retraído. A dinâmica do consumo e do investimento privado, caracterizada pela desaceleração anual do crédito à economia concedido pelo sistema bancário, em Setembro de 2023, é explicada essencialmente pela prevalência de condições monetárias restritivas.

No que diz respeito ao endividamento público interno, este continua a aumentar. O montante cumulativo de créditos internos contratados entre Dezembro de 2022 e Novembro de 2023 incrementou em cerca de 59.327 milhões de meticais, perfazendo um stock total da dívida interna de cerca de 334.440 milhões de meticais. De entre os principais instrumentos utilizados para financiar o défice de tesouraria, destacam-se as obrigações do Tesouro e adiantamentos no Banco de Moçambique.

Perspectiva-se assim, a manutenção deste cenário, tendo em conta a limitada arrecadação de receitas fiscais e fraco desembolso de recursos externos. As reservas internacionais do país mantêm-se em níveis satisfatórios.

A posição externa do país, medida pelas reservas internacionais brutas, mantém-se satisfatória, tendo registado um saldo acumulado de cerca de USD 3.143 milhões até ao dia 15 de Novembro de 2023, o suficiente para garantir a cobertura de cerca de 4 meses de importações de bens e serviços, excluindo os grandes projectos.

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