Tuesday, May 19, 2026
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Coral Sul realizou 63 exportações de gás no primeiro semestre de 2024

Coral Sul realizou 63 exportações de gás no primeiro semestre de 2024

O projecto Coral Sul, localizado na Área 4 da Bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado, Norte de Moçambique, continua a consolidar sua presença no mercado internacional de gás natural liquefeito (GNL). Desde o início das exportações em Novembro de 2022 até Junho de 2024, foram realizados 63 carregamentos de GNL, totalizando 4,48 milhões de toneladas exportadas, conforme noticiado pelo jornal Notícias.

Segundo dados estatísticos recentemente divulgados pelo Governo, mais de 20 desses carregamentos ocorreram em 2024. O Banco de Moçambique destacou que, no primeiro semestre deste ano, as receitas de exportação de gás natural aumentaram em 6,4 mil milhões de meticais (aproximadamente 102,1 milhões de dólares) em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Em 2023, as exportações de gás geraram uma receita de 1,6 milhões de meticais, com uma média mensal de quatro a cinco embarcações partindo de Cabo Delgado. Esse crescimento reflete tanto as políticas de exportação quanto a crescente demanda internacional por gás natural.

No entanto, apesar dos resultados positivos, Rudêncio Morais, administrador-executivo para pesquisa e produção da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), salientou que Moçambique ainda enfrenta desafios para aumentar sua capacidade de produção. Ele observou que, embora o projecto Coral Sul esteja em ascensão, ainda não atingiu seu pleno potencial.

No mesmo sentido, o Presidente da República, Filipe Nyusi, em seu último informe sobre o Estado da Nação, sublinhou que o pico de produção do projecto será alcançado nos próximos anos, período em que a contribuição do Coral Sul para a economia nacional será ainda mais significativa. Nyusi afirmou que a liquefacção de gás natural em Cabo Delgado é a realização de um sonho de décadas, posicionando Moçambique como um actor relevante no mercado global de energia.

Em 2024, os principais destinos do gás natural moçambicano foram a Índia, África do Sul, Coreia do Sul, Singapura e China. A plataforma Coral Sul, localizada a cerca de 30 quilómetros do distrito de Palma, é operada pela empresa italiana Eni em nome dos parceiros da Área 4, que incluem a Mozambique Rovuma Venture, Galp, Kogas e ENH. A instalação tem uma capacidade de produção anual de 3,3 milhões de toneladas.

Coral Sul made 63 gas exports in the first half of 2024

Coral Sul realizou 63 exportações de gás no primeiro semestre de 2024

The Coral Sul project, located in Area 4 of the Rovuma Basin in Cabo Delgado province, northern Mozambique, continues to consolidate its presence in the international liquefied natural gas (LNG) market. From the start of exports in November 2022 until June 2024, 63 shipments of LNG were made, totaling 4.48 million tons exported, as reported by the newspaper Notícias.

According to statistics recently released by the government, more than 20 of these shipments took place in 2024. The Bank of Mozambique pointed out that in the first half of this year, natural gas export revenues increased by 6.4 billion meticais (approximately 102.1 million dollars) compared to the same period last year.

In 2023, gas exports generated revenue of 1.6 million meticais, with a monthly average of four to five vessels departing from Cabo Delgado. This growth reflects both export policies and the growing international demand for natural gas.

However, despite the positive results, Rudêncio Morais, executive director for research and production at the National Hydrocarbons Company (ENH), pointed out that Mozambique still faces challenges in increasing its production capacity. He noted that although the Coral Sul project is on the rise, it has not yet reached its full potential.

In the same vein, the President of the Republic, Filipe Nyusi, in his latest State of the Nation report, stressed that the project’s peak production will be reached in the coming years, during which time Coral Sul’s contribution to the national economy will be even more significant. Nyusi said that the liquefaction of natural gas in Cabo Delgado is the realization of a decades-long dream, positioning Mozambique as a relevant player in the global energy market.

In 2024, the main destinations for Mozambican natural gas were India, South Africa, South Korea, Singapore and China. The Coral Sul platform, located about 30 kilometers from the Palma district, is operated by the Italian company Eni on behalf of the Area 4 partners, which include Mozambique Rovuma Venture, Galp, Kogas and ENH. The facility has an annual production capacity of 3.3 million tons.

 

Exploração de gás em Moçambique: INP anuncia avanços no sexto concurso

Exploração de gás

O Instituto Nacional de Petróleo (INP), órgão regulador do sector, anunciou nesta Segunda-feira (12) que cinco dos seis contratos relativos ao sexto concurso para pesquisa e produção de hidrocarbonetos em Moçambique foram assinados com as concessionárias petrolíferas. O anúncio foi feito pelo presidente do INP, Nazário Bangalane, durante uma visita às obras da fábrica que vai fornecer gás natural à Central Térmica de Temane (CTT), a primeira do género no país.

“O sexto concurso está praticamente concluído. Cinco contratos já foram formalmente assinados e aprovados pelo Governo, enquanto o sexto contrato está em fase final de assinatura, antes de seguir para aprovação governamental,” afirmou Bangalane.

Os acordos estabelecidos entre as autoridades moçambicanas e as empresas petrolíferas ainda dependem de visto do Tribunal Administrativo para que as operações de pesquisa possam iniciar ainda este ano. “Estamos confiantes de que os trabalhos começarão antes do final do ano,” acrescentou Bangalane.

O sexto concurso foi lançado pelo Governo no final de 2021, motivado pelas significativas descobertas de gás natural no país, especialmente na Bacia do Rovuma, que abriga uma das maiores reservas do mundo. Moçambique possui três projectos de desenvolvimento aprovados para exploração das reservas de gás natural dessa região.

O primeiro destes projectos, liderado pela TotalEnergies no consórcio da Área 1, teve as obras suspensas devido a questões de segurança após o ataque armado em Palma, em Março de 2021. A TotalEnergies aguarda condições de segurança adequadas para retomar os trabalhos. O segundo projecto, ainda sem data de início definida, é conduzido pelo consórcio liderado pela ExxonMobil e Eni na Área 4.

Um terceiro projecto, já em operação, consiste numa plataforma flutuante de captação e processamento de gás para exportação directa no mar, parte do consórcio da Área 4. Este projecto começou a operar em Novembro de 2022.

Gas exploration in Mozambique: INP announces progress in sixth tender

Exploração de gás

The National Petroleum Institute (INP), the sector’s regulatory body, announced on Monday (12) that five of the six contracts relating to the sixth tender for hydrocarbon exploration and production in Mozambique have been signed with the oil concessionaires. The announcement was made by the president of the INP, Nazário Bangalane, during a visit to the works at the plant that will supply natural gas to the Temane Thermal Power Station (CTT), the first of its kind in the country.

“The sixth tender is almost complete. Five contracts have already been formally signed and approved by the government, while the sixth contract is in the final stages of being signed, before going for government approval,” said Bangalane.

The agreements established between the Mozambican authorities and the oil companies still depend on the Administrative Court’s approval so that exploration operations can begin later this year. “We are confident that work will begin before the end of the year,” added Bangalane.

The sixth tender was launched by the government at the end of 2021, motivated by the significant natural gas discoveries in the country, especially in the Rovuma Basin, which is home to one of the largest reserves in the world. Mozambique has three development projects approved to exploit the natural gas reserves in this region.

The first of these projects, led by TotalEnergies in the Area 1 consortium, had work suspended due to security concerns following the armed attack in Palma in March 2021. TotalEnergies is waiting for adequate security conditions to resume work. The second project, with no start date yet set, is led by the consortium led by ExxonMobil and Eni in Area 4.

A third project, already in operation, consists of a floating platform for capturing and processing gas for direct export at sea, part of the Area 4 consortium. This project began operating in November 2022.

Absa Bank Moçambique: Lucro sobe quase 120% no primeiro semestre de 2024

O banco reportou um lucro do exercício de MT 1.712.680 mil (aproximadamente US$ 26,76 milhões), representando um aumento significativo de 119,67% em comparação aos MT 779.658 mil (aproximadamente US$ 12,18 milhões) registados em Junho de 2023. Os juros e rendimentos similares totalizaram MT 4.268.421 mil (aproximadamente US$ 66,69 milhões), uma redução de 8,94% em relação aos MT 4.687.023 mil (aproximadamente US$ 73,23 milhões) do mesmo período do ano anterior, reflectindo as condições desafiadoras do mercado.

A margem financeira atingiu MT 2.759.835 mil (aproximadamente US$ 43,12 milhões), ligeiramente abaixo dos MT 2.948.038 mil (aproximadamente US$46,06 milhões) registados no primeiro semestre de 2023, representando uma queda de 6,38%. No entanto, o rendimento operacional líquido apresentou um aumento notável de 29,92%, totalizando MT 4.440.411 mil (aproximadamente US$69,38 milhões) contra MT 3.417.347 mil (aproximadamente US$ 53,39 milhões) no ano anterior.

Posição Financeira

De acordo com as “Demonstrações Financeiras Intercalares – 2024, o total de activos do Absa Bank Moçambique foi de MT 73.275.497 mil MT (aproximadamente US$ 1,14 bilhão), uma redução de 4,73% em relação aos MT 76.912.579 mil (aproximadamente US$1,20 bilhão) reportados em Junho de 2023. Os passivos totais também diminuíram, passando de MT 66.633.000 mil (aproximadamente US$1,04 bilhão) para MT 62.042.197 mil (aproximadamente US$ 969,41 milhões), uma queda de 6,90%. O capital próprio do banco teve um aumento significativo de 9,28%, alcançando MT 11.233.300 mil (aproximadamente US$175,52 milhões) em comparação aos 10.279.579 mil MT (aproximadamente US$ 160,62 milhões) do ano anterior.

Colocando em evidencia os indicadores financeiros e prudenciais divulgados, infere-se que a instituição financeira demonstra resiliência e parece estar bem posicionada no mercado moçambicano.

A sua capacidade de manter uma base de capital forte, gerir riscos de forma eficaz e operar com eficiência sugere que o banco está preparado para continuar a crescer e a fortalecer-se no mercado local, mesmo diante dos actuais desafios económicos.

O banco denota seguir uma postura prudente e conservadora que pode ser percebida como uma estratégia bem-sucedida para garantir a continuidade e o sucesso a longo prazo em um ambiente financeiro dinâmico e, por vezes, volátil.

 

Xinavane será palco da 1ª edição internacional do AmCham Golf Day

A Câmara de Comércio Americana em Moçambique (AmCham Mozambique) anunciou a realização da primeira edição internacional do torneio de golfe, conhecido como AmCham Golf Day. O evento está agendado para o dia 24 deste mês e terá lugar no prestigiado campo de golfe da Tongaat Hulett, em Xinavane, na província de Maputo.

Este torneio marca um importante momento de interação entre as comunidades empresariais de Moçambique e dos Estados Unidos, com o objectivo de promover os valores americanos de livre comércio, mercados abertos, iniciativa privada e práticas empresariais éticas. A iniciativa também pretende fortalecer os laços comerciais entre empresas moçambicanas e americanas, criando oportunidades de comércio e investimento que beneficiem ambas as economias.

Em comunicado, a directora executiva da AmCham Mozambique, Faheema Sulemane, destacou que o AmCham Golf Day é um evento de networking de grande relevância, organizado por Câmaras de Comércio Americanas em várias partes do mundo. “Este evento é altamente valorizado internacionalmente pela sua capacidade de reunir um grupo diversificado de profissionais e líderes empresariais”, afirmou Sulemane.

O AmCham Golf Day promete ser um dos principais eventos do calendário empresarial de Moçambique, proporcionando um ambiente propício para a criação de novas parcerias e o fortalecimento das já existentes. Com a realização deste torneio, a AmCham Mozambique reforça o seu compromisso de facilitar a interação entre os sectores empresariais dos dois países, contribuindo para o desenvolvimento económico e a consolidação de relações bilaterais.

Moçambique recebe a primeira Central Termoelétrica Flutuante da Região, com 415 MW de capacidade, orçada em US$ mil milhões

A Karpowership, subsidiária do grupo turco Karadeniz Holding, apresentou em Maputo a sua Central Termoelétrica Flutuante, um projecto considerado inovador, do qual acredita-se que possa contribuir para consolidação da infraestrutura energética de Moçambique.

Com uma capacidade instalada de 415 MW, esta central, que opera com gás natural liquefeito (GNL), é a primeira do gênero na região, prometendo transformar a matriz energética do País e fortalecer a sua posição no setor energético africano.

Investimento Estratégico 

A central faz parte de um ambicioso plano de investimento da Karpowership em Moçambique, que prevê a construção de uma central flutuante com capacidade entre 470 e 500 MW, avaliada em mil milhões de dólares. Este projecto estratégico almeja integrar a capacidade energética do País.

Zeynep Yilmaz, Diretora Comercial da Karpowership, destacou que a central termoelétrica tem o potencial de fornecer energia a cerca de cinco milhões de moçambicanos, além de exportar eletricidade para países vizinhos, como África do Sul, Zimbábue, Botsuana e Zâmbia. “Esta central pode ser um divisor de águas para Moçambique, não só aumentando a capacidade de geração de energia, mas também gerando centenas de empregos diretos e indiretos, além de atrair novos investimentos para o setor energético”, afirmou Yilmaz.

Implicações Regionais e Globais

A presença desta central em Maputo faz parte de uma viagem mais ampla que a embarcação está realizando ao longo da costa africana. Originária da Indonésia, a central flutuante está de passagem por Moçambique antes de seguir para as Ilhas Canárias, mostrando a natureza e operação da infraestrutura energética a várias partes interessadas. A Karpowership é reconhecida globalmente por sua expertise em fornecer soluções energéticas emergenciais e flexíveis, o que a posiciona como um parceiro estratégico para países que enfrentam desafios energéticos.

Além disso, o projeto da Karpowership em Moçambique está alinhado com os esforços do país para diversificar sua matriz energética, actualmente dependente da hidroeletricidade e do carvão. A central termoelétrica flutuante, movida a gás natural, é vista como uma alternativa viável e competitiva, com potencial para reduzir os custos de produção e melhorar a qualidade de vida das comunidades locais.

Reacçõe e controvérsias

A Electricidade de Moçambique (EDM) emitiu um comunicado esclarecendo que a presença da central flutuante no Porto de Maputo não está relacionada com a produção de energia para exportação à África do Sul, nem com as alegações de poluição que circularam nas redes sociais. A EDM destacou que o objetivo principal da atracagem da central em Maputo é demonstrar a tecnologia e fornecer informações sobre sua gestão e operação.

Mecanismos de Orientação das Obrigações das Concessionárias em relação à Participação Nacional

O Ministério de Recursos Minerais e Energia (MIREME) de Moçambique aprovou recentemente o Diploma Ministerial nº 55/2024, de 5 de Julho, que estabelece os Mecanismos de Orientação das Obrigações das Concessionárias em relação à Participação Nacional, também conhecido como “Conteúdo Local”. Este diploma surge com o objectivo de regulamentar, clarificar e definir as obrigações das concessionárias em várias áreas críticas, incluindo Programas de Emprego, Programas de Formação, Associação com Nacionais e o Direito de Preferência na Contratação de Bens e Serviços.

A aprovação deste diploma representa um passo significativo para garantir que os cidadãos moçambicanos tenham maior acesso a oportunidades de emprego nas indústrias de recursos minerais e energia. Por outro lado, visa promover a capacitação dos trabalhadores e das empresas locais, incentivando a formação e o desenvolvimento de competências que são essenciais para o fortalecimento da economia nacional.

Outro aspecto crucial abordado pelo Diploma Ministerial nº 55/2024 é a obrigatoriedade das concessionárias darem preferência a fornecedores locais na contratação de bens e serviços. Este mecanismo visa assegurar que as empresas moçambicanas tenham uma participação activa e significativa na cadeia de valor da indústria, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do país.

O diploma também introduz medidas de Ajustamento de Conduta e estabelece a necessidade de relatórios periódicos para monitorar o cumprimento das obrigações de Conteúdo Local pelas concessionárias. Estas medidas são essenciais para garantir a transparência e a eficácia na implementação das políticas de participação nacional, alinhando-se com a legislação aplicável ao sector de recursos minerais e energia.

Com esta regulamentação, o MIREME reforça o compromisso do governo em promover a inclusão e o desenvolvimento de capacidades locais, criando um ambiente favorável para que os cidadãos e empresas moçambicanas possam se beneficiar de maneira mais ampla das oportunidades geradas pelas indústrias de recursos naturais no país.

Veja aqui o Diploma Ministerial nº 55/2024: https://www.inp.gov.mz/index.php/pt/content/download/2187/15519/version/1/file/DM+55_2024+mecanismos+de+orientacao+de+obrigacaos+de+concessionarias+OP.pdf

Relatório Trimestral da Balança de Pagamentos – I Trimestre de 2024

Dados preliminares da BoP, referentes ao I trimestre de 2024, indicam que a economia moçambicana reduziu a procura pela poupança externa para financiar as suas necessidades de consumo e investimento, em 16,9 %, tendo o saldo conjunto das contas corrente e de capital, se situado em USD 628,0 milhões. Este resultado deveu-se, por um lado, a contracção do défice da conta corrente (CC), em 20,8%, fixando-se em USD 646,4 milhões e por outro, a diminuição do saldo superavitário da conta capital em 69,7 %.

A redução do défice da CC reflecte essencialmente, a queda registada no saldo negativo da conta de bens em 29,0%, justificada pelo aumento das exportações em 3,1%, perante a diminuição das importações em 2,5%.

A diminuição do défice da CC resultou, igualmente, da contracção do saldo negativo da conta de serviços em 4,4 %, para um total de USD 182,4 milhões, reflectindo o decréscimo na procura da maioria dos serviços pelos residentes, os quais são parcialmente direccionados para atender às necessidades decorrentes do desenvolvimento das empresas classificadas como Grandes Projectos (GP), especialmente aquelas que operam no sector da indústria extractiva, na área de exploração de gás natural. Outrossim, as transferências líquidas correntes registaram um excedente de USD 217,7 milhões, correspondendo a um crescimento anual de 44,7 %, explicado, pelo incremento de recebimentos líquidos por parte do sector privado em cerca de 50 %.

A conta financeira registou um influxo de recursos de USD 926,7 milhões, representando um aumento de 3,6 %, quando comparado com igual período de 2023, como resultado, essencialmente, do incremento da contratação líquida dos passivos financeiros na categoria de Outro Investimento, em 68 %, para USD 279,2 milhões.

Face ao acima exposto, as transações económicas entre Moçambique e o resto do mundo resultaram num saldo global superavitário de USD 174,6 milhões, o que contribuiu para o aumento dos activos de reserva da autoridade monetária em USD 174,6 milhões, tendo o saldo das reservas internacionais brutas se fixado em USD 3 646,1 milhões, montante suficiente para cobrir 3,1 e 4,8 meses de importação de bens e serviços, incluindo e excluindo respectivamente os GP. A posição devedora líquida de Moçambique face ao exterior, medida pela PII, deteriorou-se em 2,1 %, ascendendo a USD 69 109,7 milhões.

Prémio de Jornalismo EDM – 15 de Outubro de 2024

Prémio de Jornalismo

REGULAMENTO DO “PRÉMIO DE JORNALISMO EDM”

Electricidade de Moçambique, E. P. (EDM) convida a todos os Jornalistas moçambicanos, que escrevem e divulgam matérias relativas ao Sector Energético, a submeterem os seus trabalhos ao Concurso “Prémio de Jornalismo EDM”, regido pelos seguintes Termos de Referência:

Termos de Referência

  1. A Comunicação Social desempenha um papel fundamental na disseminação de informação e conhecimento junto do público, sobre os diversos assuntos de interesse nacional e internacional, nos domínios político, social, económico, cultural e outros.
  2. Nesse contexto, em reconhecimento do potencial da Comunicação Social na promoção do desenvolvimento de políticas e estratégias do Sector Energético, o “Prémio de Jornalismo EDM”visa distinguir publicações que promovem a conscientização e mobilização da sociedade moçambicana para uma relação sã e colaborativa com a EDM.
  3. Descrição do Prémio

Artigo 1º
Objecto

Este Regulamento estabelece os termos e condições para a atribuição do “Prémio de Jornalismo EDM”, com periodicidade anual, que distingue os trabalhos jornalísticos de qualidade sobre a TRANSPARÊNCIA E ÉTICA NA IMPLEMENTAÇÃO DE PROJECTOS DE ELECTRIFICAÇÃO NACIONAL, produzidos por Jornalistas moçambicanos e divulgados por Órgãos de Comunicação Social nacionais e/ou acreditados em Moçambique.

Artigo 2º
Objectivo

  1. O objectivo do“Prémio de Jornalismo EDM” é distinguir matérias jornalísticas divulgadas, na generalidade, nos Órgãos de Comunicação Social nacionais, que abordam temas sobre a Transparência e Ética na Implementação de Projectos de Electrificação Nacional.
  2. O“Prémio de Jornalismo EDM” é instituído pela Electricidade de Moçambique, E. P. (EDM).
  3. O Concurso é dividido em quatro (4) Categorias da Comunicação Social, nomeadamente, Televisão, Rádio, Imprensa (inclui digital –Webjornalismo), e Fotojornalismo (inclui trabalhos em vídeo).

Artigo 3º
Elegibilidade

  1. Podem concorrer ao “Prémio de Jornalismo EDM”todos os trabalhos jornalísticos originais, publicados nos Órgãos de Comunicação Social nacionais, no período entre 01 de Janeiro e 15 de Outubro de 2024, que abordam matérias exclusivamente ligadas à Transparência e Ética na Implementação de Projectos de Electrificação Nacional, publicadas na Televisão, na Rádio, no Jornal e nas plataformas digitais.
  2. Estãoexcluídos do Concurso os trabalhos jornalísticos com as seguintes características:
  • Os que, embora publicados pelos Órgãos de Comunicação Social nacionais, constituam transcrições ou reproduções de peças jornalísticas destinadas ou, inicialmente, publicadas na Imprensa Estrangeira, não acreditadas em Moçambique;
  • Os que tenham sido submetidos a outros concursos, com ou sem premiação; e
  • As crónicas, os artigos de opinião e comentários.

Artigo 4º
Temas Elegíveis

“Prémio de Jornalismo EDM” distinguirá matérias que abordem exclusivamente sobre:

  1. Transparência e Ética na Implementação de Projectos de Electrificação Nacional.

Artigo 5º
Categorias dos Prémios

  1. O Prémio contempla as seguintes Categorias:

1º – Grande Prémio de Rádio EDM

2º Classificado

3º Classificado

 

1º – Grande Prémio de Televisão EDM

2º Classificado

3º Classificado

 

1º – Grande Prémio de Imprensa EDM (inclui digital – Webjornalismo).

2º Classificado

3º Classificado

 

Grande Prémio de Imagem

1º Classificado (Fotojornalismo)

1º Classificado (Vídeo-reportagem)

 

  1. Serão atribuídosCertificados e Menção Honrosa aos trabalhos que, embora não tenham sido classificados nos primeiros três (3) lugares, merecem distinção, pela qualidade e objectividade que apresentam.

 

Artigo 6º
Condições de Participação

  1. Poderão concorrer ao “Prémio de Jornalismo EDM”, trabalhos jornalísticos divulgados nos Órgãos de Comunicação Social nacionais, entre 01 de Janeiro e 15 de Outubro de 2024, conforme descrito no artigo 2º deste Regulamento.
  2. O período de submissão dos trabalhos concorrentes ao Prémio decorre de 01 de Maio de 2024 a 30 de Outubro de 2024.
  3. Tratando-se de trabalhos em equipa, os nomes dos co-autores devem constar na Lista de Inscrição, bem como o nome do seu Representante, a quem caberá receber o Prémio.

 

Artigo 7º
Formatos dos Trabalhos

Os trabalhos concorrentes deverão obedecer aos seguintes formatos:

  1. Televisão – Devem-se enviar duas (2) cópias do trabalho a concorrer no flash/pendrive. Caso o mesmo Jornalista concorra com mais de um trabalho, deverá enviá-los num flash/pendrive, em separado. Ou seja, duas (2) cópias para cada inscrição. A duração do(s) trabalho(s) deverá ser indicada na Ficha de Inscrição.

 

  1. Rádio – Devem-se enviar duas (2) cópias do trabalho no flash/pendrive. Caso o mesmo Jornalista concorra com mais de um trabalho, deverá enviá-los num flash/pendrive, em separado. Ou seja, duas (2) cópias para cada inscrição. A duração do(s) trabalho(s) deverá ser indicada na Ficha de Inscrição.

 

  1. Imprensa – Deve-se enviar um (1) exemplar do Jornal ou da Revista em que a matéria foi publicada, e uma cópia desta, bem como uma cópia, em formato PDF, do arquivo gravado em flash/pendrive.

 

3         a)  Webjornalismo – Deve-se enviar um (1) link contendo a matéria devidamente assinada pelo Concorrente.

  1. Imagem (Fotojornalismo e Vídeo-reportagem) – Devem-se enviar duas (2) cópias do trabalho a concorrer no flash/pendrive. Caso o mesmo fotógrafo/cameraman concorra com mais de um trabalho, deverá enviá-los num flash/pendrive, em separado. Ou seja, duas (2) cópias para cada inscrição. A duração do(s) trabalho(s) do vídeo-reportagem deverá ser indicada na Ficha de Inscrição.

NOTA 1: Para os Jornalistas sediados fora da Cidade de Maputo, poderão submeter os trabalhos através do seguinte endereço electrónico: concurso.jornalismo@edm.co.mz.

 

Artigo 8º
Premiação

  1. Aos Vencedores serão atribuídos os seguintes Prémios:

 

1º Classificado – 200.000,00 Meticais

2º Classificado – 150.000,00 Meticais

3º Classificado – 100.000,00 Meticais

 

NOTA 2: À Categoria de Imagem será atribuído o prémio apenas ao 1º classificado, o valor de:

  1. a) 175.000,00 MT – Fotojornalismo;
  2. b) 175,000.00 MT – Vídeo-reportagem.

 

NOTA 3: As fotos e imagens de vídeo submetidos ao concurso na categoria 4 (Imagem) não podem ser as usadas nas categorias “Imprensa” e “Televisão”.

Artigo 9º
Júri

  1. Os trabalhos jornalísticos concorrentes serão apreciados e avaliados pelo Júri, composto por Seis (6) Membros, nomeadamente:
  • Um Profissional da Rádio;
  • Um Profissional de Imprensa/Escrita;
  • Um Profissional de Televisão;
  • Um Profissional de Imagem;
  • Um Linguista e Jornalista da EDM; e
  • Um Representante do Gabinete de Ética e Provedoria do Cliente (GEPC) da EDM.

Os Membros do Júri escolhem, entre si, o respectivo Presidente e o Relator.

Para a qualificação dos trabalhos, os Membros do Júri consideram os seguintes aspectos técnicos:

  • Relevância e impacto social do assunto;
  • Objectividade e Isenção no tratamento do assunto;
  • Qualidade da linguagem;
  • Estrutura e focalização; e
  • Aspectos Técnicos.
  1. O conteúdo deve estar claramente alinhado com os temas elegíveis, elencados no artigo 4º deste Regulamento.

Artigo 10º
Divulgação dos Resultados e Entrega dos Prémios

A divulgação dos resultados do Concurso será feita numa data a anunciar, no mês de Dezembro de 2024, e a entrega dos Prémios será realizada pelo Presidente do Júri e representantes da EDM, na mesma data, em Cerimónia Oficial e Pública.

Artigo 11º
Local e Datas de Submissão das Candidaturas

A participação no Concurso efectua-se mediante a submissão de cópias dos trabalhos jornalísticos concorrentes, nos endereços abaixo, de 01de Maio de 2024 a 30 de Outubro de 2024.

 

Electricidade de Moçambique, E. P.

Gabinete de Comunicação e Relações Institucionais

Av. Agostinho Neto, N.º 70 – 6º Andar, ou

concurso.jornalismo@edm.co.mz .

 

Artigo12º

Dúvidas e Omissões

  1. O esclarecimento de dúvidas e a resolução de situações omissas é da estrita responsabilidade do Gabinete de Comunicação e Relações Institucionais (GCRI) da EDM.
  2. O presente Regulamento pode ser consultado no website da EDM, no seguinte endereço: www.edm.co.mz.