Friday, June 5, 2026
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Banco de Moçambique destaca importância do Sistema de Liquidação Bruta no sector bancário da SADC

BdM Destaca importância do Sistema de Liquidação Bruta no sector bancário da SADC

A administradora do Banco de Moçambique (BdM), Maria Majimeja, afirmou esta quarta-feira (15), que a implementação do sistema de liquidação bruta em tempo real da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), denominado RTGS, constitui um instrumento crucial na promoção da integração, por permitir a realização de transacções financeiras de forma segura e eficiente, tornando-se, assim, indispensável para impulsionar o desenvolvimento socioeconómico dos países-membros e da região como um todo.

Falando durante as celebrações do 10.º aniversário desta plataforma, em Maputo, a gestora do BdM explicou que a efeméride é o culminar de um trabalho árduo iniciado em 2013, cujos frutos constituem o testemunho indelével de que “unidos podemos alcançar as metas de desenvolvimento preconizadas no Plano Estratégico de Desenvolvimento Regional”.

“Desde a adesão a esta plataforma em 2016, Moçambique conta actualmente com a participação de sete bancos e tem registado níveis crescentes de utilização, sendo exemplo disso a realização de 11 400 transacções em 2022, contra 8300 em 2021, o que representa um crescimento de 37%”, realçou a administradora.

Na mesma ocasião, Maria Majimeja reiterou o compromisso do BdM com a promoção do RTGS e de outras iniciativas de pagamento da região.

Por seu turno, o presidente do subcomité dos Sistemas de Pagamento da SADC, Tim Masela, apontou como grandes desafios para a região a necessidade de promover maior integração das moedas, num contexto em que “mais de 52% das transacções são pagas em dólares norte-americanos”, e ressaltou a necessidade de implementação de reformas, de modo que tornem a SADC mais actuante e relevante na arena global.

German bank invests 45 million euros in sustainable management of natural resources in southern Africa

The German bank has provided funding worth 45 million euros for the management of natural resources in SADC countries. The Director of Food, Agriculture and Natural Resources of the Southern African Development Community (SADC), Domingos Gove, announced the data in his speech at the 10th annual meeting of the Transfrontier Conservation Areas Network (TFCA), held in Maputo.

According to Gove, the funds were earmarked to finance eight conservation areas, through tenders launched in each participating country. The director highlighted the importance of this investment, saying that easy access to funding has played a crucial role in the successful implementation of the planned activities.

The injection of 45 million euros has provided a solid financial basis for the realization of projects aimed at the preservation and sustainable management of natural resources. This funding has not only strengthened the current initiatives underway, but has also raised the expectations of the partners involved, encouraging them to increase their investments in the protection of conservation areas.

Domingos Gove shared the encouraging news that in the next few days, ACTF will receive an additional 33 million euros from the European Union. This new injection of resources represents a significant step towards further boosting regional conservation and sustainable development efforts.

By contributing these substantial funds, the European Union reinforces the global commitment to preserving biodiversity and promoting sustainable practices in the SADC region. The continued investment highlights the importance of international partnerships in finding effective solutions to shared environmental challenges.

As SADC continues to receive significant financial support, these additional resources are expected to catalyze new initiatives, drive innovation and strengthen the region’s conservation capacity. The continued commitment of KfW and the European Union highlights the key role of international finance in promoting environmental sustainability and combating threats to Southern Africa’s precious ecosystems.

Banco Alemão investe 45 milhões de Euros na gestão sustentável de Recursos Naturais na África Austral

Banco Alemão disponibilizou um financiamento avaliado em, 45 milhões de euros  para a gestão dos recursos naturais nos países da SADC . O Director de Alimentação, Agricultura e Recursos Naturais da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), Domingos Gove, anunciou os dados sua intervenção na 10ª reunião anual da Rede das Áreas de Conservação Transfronteiriças (ACTF), realizada em Maputo.

De acordo com Gove, os fundos foram destinados a financiar oito áreas de conservação, por meio de concursos lançados em cada país participante. O director destacou a importância desse investimento, afirmando que a facilidade de acesso ao financiamento tem desempenhado um papel crucial na implementação bem-sucedida das actividades planeadas.

A injecção de 45 milhões de euros proporcionou uma base financeira sólida para a concretização de projectos voltados à preservação e gestão sustentável dos recursos naturais. Este financiamento não só fortaleceu as actuais iniciativas em curso, mas também elevou as expectativas dos parceiros envolvidos, incentivando-os a aumentar seus investimentos na protecção das áreas de conservação.

Domingos Gove compartilhou a notícia animadora de que nos próximos dias, a ACTF receberá um aporte adicional de 33 milhões de euros, provenientes da União Europeia. Essa nova injecção de recursos representa um passo significativo para impulsionar ainda mais os esforços regionais de conservação e desenvolvimento sustentável.

A União Europeia, ao contribuir com esses fundos substanciais, reforça o compromisso global com a preservação da biodiversidade e a promoção de práticas sustentáveis na região da SADC. O investimento contínuo destaca a importância de parcerias internacionais na busca por soluções eficazes para desafios ambientais compartilhados.

À medida que a SADC continua a receber apoio financeiro significativo, espera-se que esses recursos adicionais catalisem novas iniciativas, impulsionem a inovação e fortaleçam a capacidade de conservação da região. O compromisso contínuo do KfW e da União Europeia destaca o papel fundamental do financiamento internacional na promoção da sustentabilidade ambiental e no combate às ameaças aos preciosos ecossistemas da África Austral.

PR Challenges Nigerian Entrepreneurs to Invest in the Mozambican Oil and Gas Sector

PR Challenges Nigerian Entrepreneurs to Invest in Mozambique’s Oil and Gas Sector

The President of the Republic, Filipe Nyusi, on Wednesday, November 15, encouraged Nigerian businesspeople to invest more in Mozambique, especially in the oil and gas sector, drawing on their experience in exploiting these resources.

The wish was expressed in Maputo, during a farewell meeting that the Head of State held with the outgoing High Commissioner of the Federal Republic of Nigeria, Yamah Mohammed Mussa.

Speaking to the press after the audience granted by Nyusi, the Nigerian diplomat said that, “during the talks, issues related to bilateral relations and mutual gains achieved in recent years were addressed”.

Quoted by the newspaper Noticias, Mussa highlighted as one of the major achievements the organization of the Mozambique-Nigeria Investment Forum, which took place in Maputo in October last year, an event that served to broaden economic cooperation between the two countries.

Through the Forum, entrepreneurs from Mozambique and Nigeria signed business partnerships in areas such as tourism, agribusiness, mineral resources and energy.

According to Nigeria’s outgoing high commissioner, the increase in his country’s investment in Mozambique shows the excellence of relations between the two nations.

The diplomat said it was imperative to extend cooperation to other sectors that could serve as catalysts for mutual development.

Nigerian investment in Mozambique between 2016 and 2021 stood at more than 44 million dollars, directed at different areas of economic activity, especially the banking sector.

PR Desafia Empresários Nigerianos a Investirem no Sector de Petróleo e Gás Moçambicano

PR Desafia Empresários Nigerianos a Investirem no Sector de Petróleo e Gás Moçambicano

Presidente da República, Filipe Nyusi, encorajou esta quarta-feira, 15 de Novembro, os empresários nigerianos a investirem mais em Moçambique, sobretudo no sector de petróleo e gás, servindo-se da sua experiência na exploração destes recursos.

O desejo foi manifestado em Maputo, durante um encontro de despedida que o chefe de Estado manteve com o alto-comissário cessante da República Federativa da Nigéria, Yamah Mohammed Mussa.

Falando à Imprensa depois da audiência concedida por Nyusi, o diplomata nigeriano afirmou que, “durante as conversações, foram abordadas questões relacionadas com as relações bilaterais e ganhos mútuos alcançados nos últimos anos”.

Citado pelo jornal notícias, Mussa destacou como uma das grandes realizações a organização do Fórum de Investimento Moçambique-Nigéria, que decorreu em Maputo, em Outubro do ano passado, um evento que serviu para alargar a cooperação económica entre os dois países.

Através do Fórum, empresários de Moçambique e da Nigéria firmaram parcerias de negócio em áreas como o turismo, agro-negócio, recursos minerais e energia.

Segundo o alto-comissário cessante da Nigéria, o aumento do investimento do seu país em Moçambique evidencia a excelência das relações entre ambas as nações.

O diplomata considerou ser imperioso alargar a cooperação para outros sectores que possam servir de elementos catalisadores para um desenvolvimento mútuo.

O investimento nigeriano em Moçambique, entre 2016 e 2021, situou-se acima de 44 milhões de dólares, direccionado a diferentes áreas de actividade económica, com destaque para o sector bancário.

New Products for Issuing Public Debt Under Study by the Government

New Public Debt Issuance Products Under Study by the Government

The Minister of Economy and Finance, Max Tonela, admitted to Parliament on Wednesday (15) that new public debt products could be issued in order to rationalize domestic indebtedness and ensure its sustainability.

At stake, she explained, is the government’s approval, in June 2022, of the Medium-Term Strategy for Public Debt Management for the period from 2022 to 2025, providing for “a set of measures to rationalize domestic indebtedness”.

“In order to make these measures viable, reforms are being considered which aim to create efficient channels for non-bank creditors to participate in the market and broaden the range of market participants, also introducing the segment of institutional investors with a natural preference for long-term assets, such as pension funds and insurance companies,” said the minister, when presenting the final report of the General State Account for 2022 in Parliament.

“Among the key reforms to this end are the rationalization and diversification of the methods of issuing Treasury Bonds, including the introduction of new public debt securities,” he also listed.

Mozambique currently issues Treasury bills, with short maturities, and Treasury bonds, with longer maturities, through stock exchange auctions.

This Wednesday, Max Tonela added that, still in the public debt chapter, the Executive “has improved the assessment of fiscal risks and more prudent debt management, including the State Business Sector”, pointing out that despite the challenges relating to public debt management in the 2022 financial year, the country has seen an improvement in sustainability indicators in relation to GDP, which stood at 78.2% compared to 80% at the end of the previous year.

“We have established a new medium-term public debt management strategy, and we will continue to work to rationalize the levels of domestic debt issuance and guarantee reform measures that promote more competitive terms and conditions,” he concluded.

In October, the Executive placed more than 6.1 billion meticais in a single Treasury Bond issue, through the Mozambique Stock Exchange (BVM), reaching 96% of the limit set for 2023.

The issue, according to BVM data to which Lusa had access, was a direct subscription operation by Specialized Treasury Bond Operators (OEOT) for up to 6.1 billion meticais – which was completely filled – relating to the ninth series of 2023 Treasury Bonds, carried out by securitization and not by auction, as in previous operations.

This is an operation to issue 61.6 million registered bonds, each worth 100 meticais, maturing in six years, with interest payments of 18% per year until October 2025 and a variable rate in the following four years.

Thus, since January, Mozambique has placed 35.1 billion meticais in Treasury Bonds through BVM, with the legal availability to issue a further 1.5 billion meticais by the end of the year.

Novos Produtos Para Emissão de Dívida Pública em Estudo Por Parte do Governo

Novos Produtos Para Emissão de Dívida Pública em Estudo Por Parte do Governo

O ministro da Economia e Finanças, Max Tonela, admitiu esta quarta-feira (15), no Parlamento, a possibilidade de emissão de novos produtos de títulos de dívida pública, para racionalizar o endividamento interno e garantir a sua sustentabilidade.

Em causa, explicou, está a aprovação pelo Governo, em Junho de 2022, da Estratégia de Médio Prazo para Gestão da Dívida Pública para o período de 2022 a 2025, prevendo “um conjunto de medidas de racionalização do endividamento interno”.

“Para viabilizar estas medidas, estão a ser consideradas reformas que visam criar canais eficientes de participação no mercado de credores não bancários e ampliar o leque de participantes do mercado, introduzindo também o segmento dos investidores institucionais com uma preferência natural por activos de longo prazo, como são o caso de Fundos de Pensões e seguradoras”, apontou o ministro, ao apresentar, no Parlamento, o relatório final da Conta Geral do Estado de 2022.

“Entre as reformas-chave para o efeito, destacam-se a racionalização e diversificação dos métodos de emissão de Obrigações de Tesouro, incluindo a introdução de novos produtos mobiliários de dívida pública”, elencou igualmente.

Moçambique emite actualmente bilhetes do Tesouro, com maturidades curtas, e obrigações do Tesouro, de maturidades mais longas, através de leilões em bolsa.

Esta quarta-feira, Max Tonela acrescentou que, ainda no capítulo da dívida pública, o Executivo “tem aprimorado a avaliação dos riscos fiscais e uma gestão mais prudente da dívida, incluindo o Sector Empresarial do Estado”, destacando que apesar dos desafios relativos à gestão da dívida pública no exercício económico de 2022, o País registou uma melhoria dos indicadores de sustentabilidade em relação ao PIB, que se situou em 78,2% contra 80% no fim do ano anterior.

“Estabelecemos uma nova estratégia de gestão da dívida pública de médio prazo, e vamos continuar a trabalhar para racionalizar os níveis de emissão de dívida doméstica e garantir medidas de reforma que promovam termos e condições mais competitivas”, concluiu.

Em Outubro, o Executivo colocou mais de 6,1 mil milhões de meticais numa única emissão de Obrigações do Tesouro, através da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM), atingindo 96% do limite estipulado para 2023.

Em causa, segundo dados da BVM a que a Lusa teve acesso, está uma operação para subscrição directa pelos Operadores Especializados em Obrigações do Tesouro (OEOT) de até 6,1 mil milhões de meticais – que foi totalmente preenchida -, relativa à nona série de Obrigações do Tesouro 2023, concretizada por titularização e não por leilão, como as anteriores operações.

Trata-se de uma operação de emissão de 61,6 milhões de títulos de obrigação nominativos escriturados, cada um no valor de 100 meticais, e com maturidade de seis anos, prevendo o pagamento de juros de 18% ao ano até Outubro de 2025 e uma taxa variável nos quatro anos seguintes.

Assim, desde Janeiro, Moçambique já colocou, através da BVM, 35,1 mil milhões de meticais em Obrigações do Tesouro, tendo disponibilidade legal para emitir mais 1,5 mil milhões de meticais até ao final do ano.

Porto de Maputo projecta prolongar contrato de concessão por mais 25 Anos

Porto de Maputo projecta prolongar contrato de concessão por mais 25 Anos

O governo está actualmente em processo de negociação com a Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC), a concessionária da infraestrutura, visando a extensão do contrato de concessão por um período adicional de 25 anos.

Essa iniciativa faz parte de um plano que requer investimentos avaliados em dois mil milhões de dólares para aumentar a capacidade de manuseio de carga do porto.

Nos próximos meses, a MPDC está prevista para realizar investimentos significativos. O Executivo concedeu ao ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, a autoridade para negociar os termos e condições da adenda ao contrato de concessão.

A notícia foi divulgada pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Filimão Suaze, em 14 de Novembro, após a 39.ª sessão ordinária, que revisou propostas relacionadas às actividades governamentais.

Com 1058 metros de área de atracação, abrangendo os cais 6, 7, 8 e 9, o MPDC tem focado em investir em equipamentos modernos e expandir o recinto portuário.

Após a reabilitação, ampliação e dragagem dos cais a uma profundidade de até 16 metros, o porto está plenamente operacional.

Esse desenvolvimento permitirá ao porto receber e carregar navios de maior calado, expandindo assim sua capacidade de manuseio de carga.

Recentemente, o Porto de Maputo alcançou um recorde ao manusear mais de 27 milhões de toneladas em 2022, representando um aumento significativo de 22,7% em relação ao ano anterior, que registrou 22 milhões de toneladas.

Port of Maputo plans to extend concession contract for another 25 years

Port of Maputo plans to extend concession contract for another 25 years

The government is currently in the process of negotiating with Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC), the infrastructure concessionaire, with a view to extending the concession contract for a further 25 years.

This initiative is part of a plan that requires investments estimated at two billion dollars to increase the port’s cargo handling capacity.

In the coming months, MPDC is set to make significant investments. The Executive has granted the Minister of Transport and Communications, Mateus Magala, the authority to negotiate the terms and conditions of the addendum to the concession contract.

The news was announced by the spokesperson for the Council of Ministers, Filimão Suaze, on November 14, after the 39th ordinary session, which reviewed proposals related to government activities.

With 1058 meters of berthing area, covering berths 6, 7, 8 and 9, the MPDC has focused on investing in modern equipment and expanding the port precinct.

Following the rehabilitation, expansion and dredging of the quays to a depth of up to 16 meters, the port is fully operational.

This development will allow the port to receive and load larger ships, thus expanding its cargo handling capacity.

Recently, the Port of Maputo achieved a record by handling more than 27 million tons in 2022, representing a significant increase of 22.7% over the previous year, which registered 22 million tons.

Cross-border financial transactions increase

Aumentam transacções financeiras transfronteiriças 

Cross-border financial transactions increase

The Bank of Mozambique has seen an increase in the use of the Real-Time Gross Settlement System for cross-border financial transactions within the Southern African Development Community (SADC), from 8,300 registered in 2021, to 11,400 operations, which represents a growth of 37 percent.

According to the director of Banking Operations, Issuing and Payment Systems Supervision, Maria Esperança Majimeja, this system has been crucial in promoting regional integration by carrying out financial transactions safely and efficiently.

She also said that the Bank of Mozambique was committed to promoting the use of this system and all other payment initiatives in the region, such as transactions cleared on an immediate basis.