Sunday, April 19, 2026
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Programa Energia para Todos: Energia eléctrica chega a 54 postos administrativos

Programa "Energia para Todos" abrange pelo menos 55 postos administrativos

O Presidente da República disse esta quarta-feira, 8 de Novembro, que pelo menos 54 postos administrativos foram electrificados desde 2020 no país, no âmbito da iniciativa presidencial “Energia para Todos”.

Segundo Filipe Nyusi, que falava momentos após a inauguração das redes eléctricas dos postos administrativos de Saua-Saua e Covo, na província de Nampula, norte de Moçambique, “o programa energia para todos, consiste na electrificação dos postos administrativos, iniciado em 2020 a nível nacional, está tendo registos muito satisfatórios e encorajadores”.

O chefe de Estado disse ainda que nos últimos três anos, mais de 1,2 milhões de moçambicanos tiveram acesso à electricidade, aproximando o país da meta do acesso universal à energia.

“O nosso principal objectivo é garantir que atingimos a meta do acesso universal à electricidade para todos os moçambicanos”, afirmou.

Moçambique tem 416 postos administrativos, 318 dos quais estão ligados à Rede Eléctrica Nacional, o que representa uma taxa de cobertura de 76 por cento em todo Moçambique, segundo a Electricidade de Moçambique (EDM).

Em Agosto, o presidente da EDM, Marcelino Gildo, disse que a empresa necessitava de 138,1 milhões de euros para concluir a electrificação de todos os postos administrativos de Moçambique, um passo essencial para o “grande desafio” do acesso universal à energia.

O governo moçambicano estabeleceu como meta que 57 por cento dos agregados familiares tenham acesso à rede eléctrica até ao final do ano – com uma previsão de 495 mil novas ligações – cobertura garantida pela estatal eléctrica, o que contrasta com 34 por cento no final de 2019.

Mozambique and Tanzania are preparing for the sharing of natural gas

Moçambique e Tanzânia partilham gás natural

The Tanzania Petroleum Regulatory Authority and the National Petroleum Institute of Mozambique are on the verge of signing an agreement regarding the sharing of natural gas in the border area.

This action will take place within the framework of unitization, which will reshape the energy landscape in East Africa and have far-reaching implications for both countries.

The proposed unitization agreement was revealed this past Monday (06) during a meeting between Tanzanian media and the officials from the Tanzania Petroleum Regulatory Authority.

Unitization is the process by which an oil or gas reservoir spanning multiple areas is developed jointly by the license holders.

Charles Sangweni, the Director-General of the Tanzania Petroleum Regulatory Authority, stated that the essence of the agreement stems from the unique geographical location of these gas reserves.

Unlike traditional border disputes where demarcation lies within land, in this case, the gas deposits encompass an area that transcends both national borders.

The complex and sensitive issue of resource sharing brought Mozambique and Tanzania to the negotiating table, recognizing the potential for significant overlap in gas reserves.

The gas reserves extend to the south of Tanzania, where Blocks 4/1B and 4/1C overlap with the Mozambique border. On the other hand, Mozambique has discovered 172 trillion cubic feet of gas in the North Belt area, specifically in Blocks 5/A and 5/B.

It is now believed that these reserves may overlap with Tanzania’s territory, leading to further exploration.

Sangweni emphasized the global precedent of unitization agreements in such cases, through which countries collaborate to share resources when reserves overlap.

The head of the Tanzania Petroleum Regulatory Authority stated, “To implement this, we have been in contact with our colleagues through the Ministry of Foreign Affairs and the Ministry of Industry and Energy so that we can now conclude a Memorandum of Understanding that will bring cooperation in various areas, including the celebration of a unitization agreement.

Banco de Desenvolvimento Alemão investe 21 milhões de dólares em energias renováveis no país

Alemanha focada em fomentar centrais solares

O Banco de Desenvolvimento Alemão (KfW) pretende investir até 21 milhões de dólares para apoiar a construção de centrais solares fotovoltaicas e hidroeléctricas em Moçambique. O investimento faz parte do programa Global Electricity Transition Feed-in-Tariff (GET FiT), que visa melhorar a electrificação do País até 2030.

De acordo com o site Energy Capital & Power, esta segunda fase do programa de implantação de centrais solares proporcionará incentivos aos produtores independentes de energia para participarem na expansão das renováveis.

“A energia hidroeléctrica tem um enorme potencial em Moçambique para gerar energia amiga do clima e, se for fornecida de forma fiável, contribuirá para o desenvolvimento económico do País”, afirmou o gestor de Portfólio do Banco, Marco Freitag.

Segundo o responsável, “espera-se que o investimento de 21 milhões de dólares permita a entrada de mais empresas no mercado energético moçambicano.

Além disso, apoiará a ligação de centrais hidroeléctricas à rede nacional, com foco específico nas zonas norte e centro de Moçambique, onde aproximadamente 80% da população vive em pobreza energética”.

“O programa também desenvolverá contratos padronizados e processos de aprovação para investidores privados, agilizando os procedimentos de entrada em Moçambique, reduzindo ao mesmo tempo os custos e permitindo tarifas de electricidade favoráveis”, explicou.

Marco Freitag recordou que a primeira fase do GET FiT contou com a mobilização de 26,3 milhões de dólares, e que estão já a ser executados projectos solares privados.

Solar energy production could quadruple in the country by 2024

País caminha para quadruplicar a enregia solar

Solar energy production in Mozambique is expected to nearly quadruple in 2024, based on the expansion of over a dozen solar parks, although it still represents a relatively small portion of the total, according to documents accompanying the budget proposal for 2024.

According to the document being discussed in parliament, which Lusa had access to today, the installed capacity of solar parks in 2023 was estimated by the Mozambican government to be 71,777 megawatt-hours (MWh), which is projected to grow to 278,519 MWh next year, an increase of 288 percent in the span of a year.

Only the Mocuba solar power plant in the province of Zambézia, located in the center of the country, is expected to increase its production by 5 percent to 73,067 MWh next year, according to government forecasts.

Mozambique aims to produce a total of 18,496,557 MWh of solar energy in 2024. This would represent a 1 percent reduction compared to 2023, primarily in hydroelectric power (14,995,899 MWh, -2%), mainly from the Cahora Bassa Hydroelectric Plant (HCB), with 14,506,036 MWh (-3%), but accounting for 82% of the entire national production structure.

“Comparing the estimated production and sales for 2023, HCB anticipates a reduction in energy production and sales for 2024 due to repair work on the diffuser gates (preparatory activities for the Central Rehabilitation Project – RS2) that will render generators 4 and 5 of the group unavailable,” the document reads.

The Mozambican state-owned electricity producer and distributor, Electricidade de Moçambique (EDM), anticipates a 7 percent growth in production in 2024 compared to projections for 2023, influenced by the substantial increase in production from the Mavuzi and Chicamba hydroelectric plants.

 Absa Bank é o Melhor Banco para o Desenvolvimento Sustentável no país

Absa recebe mais uma distinção pelo brio

O Absa Bank Moçambique foi disntinguido com o “Prémio de Melhor Banco para o Desenvolvimento Sustentável Moçambique 2023”, atribuído pela Global & Finance Magazine, publicação internacional centrada na área financeira, avança um comunicado enviado à nossa redacção.

O documento refere que “a premiação reforça o compromisso do Banco no desenvolvimento económico, social e ambiental do país”.

“As suas acções impactam positivamente as comunidades onde opera, através do seu compromisso com as várias acções de sustentabilidade, destacando-se a protecção ambiental, a inclusão social, o empoderamento dos jovens e a igualdade de género, nas comunidades onde opera”, diz o comunicado.

“Esforçamo-nos por criar um futuro mais brilhante e mais equitativo para todos. Somos pioneiros na educação financeira a crianças com necessidades especiais, apostamos nos nossos jovens através do Programa Ready to Work, que já beneficiou mais de 11 mil jovens. Estamos orgulhosos de ter alcançado o equilíbrio de género, com 50% da nossa força de trabalho composta por mulheres”, disse Tânia Oliveira, directora de Marketing e Relações Corporativas do Banco.

Com o Prémio Melhor Banco, o Absa Bank esclarece que é reconhecido pela sua excepcional dedicação às acções de Sustentabilidade a diversas actividades relacionadas com a Cultura, Educação Financeira e envolvimento comunitário, que o tornam um dos principais candidatos a este prémio.

A Global Finance é uma revista financeira mensal direccionada aos empreendedores e principais gestores. A revista é distribuída em 192 países, com 50.050 assinantes e destinatários globais.

Produção de energia solar poderá quadruplicar em 2024 no país

País caminha para quadruplicar a enregia solar

A produção de energia solar em Moçambique deverá quase quadruplicar em 2024, com base na expansão de mais de uma dezena de parques solares, embora ainda represente uma parte relativamente pequena do total, segundo documentos que acompanham, a proposta de lei orçamental para 2024.

De acordo com o documento em discussão no parlamento, a que a Lusa teve hoje acesso, a capacidade instalada dos parques solares em 2023 foi estimada pelo Governo moçambicano em 71.777 megaWatt-hora (MWh), que no próximo ano deverá crescer para 278.519 MWh, um aumento de 288 por cento no espaço de um ano.

Só a central solar de Mocuba, na província da Zambézia, centro do país, vai aumentar a sua produção em 5 por cento para 73.067 MWh no próximo ano, segundo as previsões do Governo.

Moçambique espera produzir, ao todo, um total de 18.496.557 MWh de energia solar em 2024. Isto representaria uma redução de 1 por cento em relação a 2023, sobretudo hídrica (14.995.899 MWh, -2%), principalmente da Central Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), com 14.506.036 MWh (-3%), mas com um peso de 82% de toda a estrutura produtiva nacional.

“Comparando a produção e vendas estimadas para 2023, a HCB prevê uma redução na produção e vendas de energia para 2024 devido aos trabalhos de reparação do difusor das comportas (actividades preparatórias do Projeto de Reabilitação da Central – RS2) que vão indisponibilizar os geradores 4 e 5 do grupo”, lê-se no documento.

A Electricidade de Moçambique (EDM), empresa pública produtora e distribuidora de energia eléctrica, prevê um crescimento de 7 por cento da produção em 2024, face às projecções para 2023, influenciada pelo aumento substancial da produção das centrais hidroeléctricas de Mavuzi e Chicamba.

Fura Gems names China Stone as partner in the production of Mozambican rubies

Fura Gems empresa líder mundial na extração de pedras preciosas

Fura Gems, the world’s leading gemstone mining company, and China Stone announce a global collaboration. Under this agreement, Fura Gems will grant China Stone access to a selection of top-quality rough rubies.

This partnership will result in improved production planning and forecasting for watchmakers, jewelry manufacturers, and retailers.

Fura Gems’ Montepuez mine in Mozambique has gained international recognition,  particularly for the discovery of the extraordinary Star of FURA ruby, which symbolizes Fura’s commitment to excellence and ethical practices.

Through community engagement, environmental conservation initiatives, and responsible mining practices, Fura Gems has taken significant steps in promoting ethical and sustainable production of these mineral resources.

“This partnership marks a significant milestone in Fura Gems’ mission to establish a robust, transparent, and traceable gemstone supply chain. By providing China Stone exclusive access to these high-quality rubies, Fura Gems is taking a decisive step towards building trust and reliability in the industry,” said Dev Shetty, founder and CEO of Fura Gems. “We are pleased to announce this partnership with China Stone, the first of its kind in the colored gemstone mining industry. This collaboration addresses the long-standing demand for a reliable and ethically sourced supply of colored gemstones in the gem and jewelry sector,” the source added.

As in the diamond industry, ensuring a consistent supply of these colored stones will significantly boost demand from brands, major retailers, and manufacturers, the manager stated.

Fura Gems Inc. is a leading company in the extraction and trading of colored gemstones, headquartered in Dubai, United Arab Emirates (UAE). Founded in 2017, Fura Gems is known for its pioneering and ethical approach in this industry.

Credit Suisse ends ‘tuna bond’ dispute with shipbuilder Privinvest

Credit Suisse encerra disputa de ‘títulos de atum’

Credit Suisse has settled its dispute with Emirati-Lebanese shipbuilder Privinvest over a decade-old “tuna bond” scandal, resolving another legacy legal issue for the bank’s new owner UBS.

The Swiss lender last month settled a lawsuit brought against it by Mozambique just before a three-month trial began, which did not affect Credit Suisse and Privinvest’s competing claims against one another.

Credit Suisse and Privinvest said in a statement late on Monday they “reached a global settlement of all present and future disputes between them concerning disputed state-guaranteed financing transactions in Mozambique”.

The settlement finally extricates Credit Suisse from any involvement in the case, which is due to conclude next month.

Mozambique’s deputy attorney general Angelo Matusse said that “the settlement is beneficial for the Mozambican state as Credit Suisse stays out of the litigation”.

He added that it gives Mozambique space to concentrate on its dispute against Privinvest and defending a linked lawsuit brought by Russia’s state-owned VTB.

The latest settlement further narrows the case at London’s High Court, which centres on deals struck by state-owned companies with Privinvest for loans and bonds from banks, including Credit Suisse, backed by undisclosed state guarantees.

Hundreds of millions of dollars went missing and, when the government debt came to light in 2016, donors such as the International Monetary Fund temporarily halted support, triggering a currency collapse, defaults and financial turmoil.

Mozambique is still suing Privinvest and its owner Iskandar Safa for $3.1 billion, accusing them of paying bribes to officials and Credit Suisse bankers to secure favourable terms for contracts, including one designed to exploit the republic’s tuna-rich coastal waters.

But Privinvest and Safa, which deny any wrongdoing, argue the case is a politically-motivated attack to deflect blame for the failure of economic projects.

Mozambique: Number of foreign hotel guests grew 43% in 2022

Número de hóspedes estrangeiros em hotéis cresceu 43%

The number of foreign tourists staying in Mozambican hotels grew by 43% in 2022, to more than 461,000, still only a third of the numbers recorded before the Covid-19 pandemic, according to data released on Tuesday by the National Statistics Institute (INE).

According to INE’s 2022 statistical yearbook, the total number of foreign guests staying in hotel accommodation grew to 461,438 compared to 322,270 in the previous year and 213,543 in 2020.

In 2019, the last year before the effects of the Covid-19 pandemic took hold, the total number of foreign guests in Mozambican hotels had reached a record of 1,210,765, according to the same INE yearbook.

The city of Maputo continues to be the location most popular among foreign tourists (200,113), followed by the provinces of Inhambane (106,109) and Gaza (53,057).

The same trend can be seen among Mozambican domestic tourists, the number of which grew by 10% in 2022, compared to 619,173 the previous year. This is still far below the 1,324,940 registered by the INE in 2019, before the restrictions imposed by the Covid-19 pandemic came into force.

Internally, Gaza was the province most popular among domestic tourists (135,452), followed by the city of Maputo (127,111), and Nampula (119,210).

Moçambique: Número de hóspedes estrangeiros em hotéis cresceu 43% em 2022

Número de hóspedes estrangeiros em hotéis cresceu 43%

O número de turistas estrangeiros alojados em hotéis moçambicanos cresceu 43% em 2022, para mais de 461 mil, ainda apenas um terço dos números registados antes da pandemia de Covid-19, segundo dados divulgados terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). 

Conforme o anuário estatístico de 2022 do INE, o número total de hóspedes estrangeiros alojados em alojamento hoteleiro cresceu para 461.438 face a 322.270 no ano anterior e 213.543 em 2020. Em 2019, último ano antes de os efeitos da pandemia da Covid-19 se instalarem, o número total de hóspedes estrangeiros nos hotéis moçambicanos atingiu o recorde de 1.210.765, segundo o mesmo anuário do INE.

A cidade de Maputo continua a ser o local mais procurado pelos turistas estrangeiros (200.113), seguida pelas províncias de Inhambane (106.109) e Gaza (53.057). A mesma tendência verifica-se entre os turistas nacionais moçambicanos, cujo número cresceu 10% em 2022, face aos 619.173 do ano anterior.

Este valor continua muito abaixo dos 1.324.940 registados pelo INE em 2019, antes da entrada em vigor das restrições impostas pela pandemia de Covid-19. Internamente, Gaza foi a província mais procurada pelos turistas nacionais (135.452), seguida pela cidade de Maputo (127.111) e Nampula (119.210).