Thursday, September 3, 2026
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Moza Banco e FNDS firmam parceria no âmbito do Projecto SUSTENTA

Com o objectivo de apoiar o agro-negócio, O Moza Banco e o Fundo Nacional do Desenvolvimento Sustentável (FNDS), assinaram um protocolo para a disponibilização de um fundo no valor de cerca de 16,1 milhões de dólares meticais,# ao abrigo do Projecto SUSTENTA.

O protocolo enquadra-se na procura de soluções de financiamento que beneficiem “o sector primário da economia (agricultura) de uma forma consistente e verdadeiramente viável”.

As duas instituições entendem que o valor de financiamento “contempla uma linha de crédito destinada a apoiar o sector do agro-negócio, estando ainda acoplada de uma componente de subvenção não reembolsável e que se traduz numa comparticipação em fundos de apoio ao reforço dos capitais próprios das unidades empresariais”, refere uma nota enviada as redacções.

João Figueiredo, Presidente do Conselho de Administração do Moza Banco, disse, no acto de assinatura do protocolo com a FNDS, que a iniciativa é importante na medida em que com a colaboração do ministério da Agricultura e desenvolvimento Rural será possível determinar-se um equilíbrio saudável entre o envolvimento de capitais próprios e de financiamento bancário aos beneficiários destes financiamentos.

Cláudio Borges, presidente do conselho de administração do FNDS revelou que apenas 1% dos produtores agrícolas em Moçambique têm acesso ao crédito bancário. De modo a ultrapassar esta realidade, “acreditamos ser preciso criar produtos financeiros desenhados à medida dos vários intervenientes numa cadeia de valor agrícola.

Um destes produtos fica disponível ao mercado através desta parceria com o MOZA, havendo espaço, num futuro breve, para outros bancos comerciais participarem”, disse a fonte, salientando que através da parceria será possível dar “uma maior integração e desenvolvimento de cadeias de valor agrárias”.

O FNDS é uma instituição do Estado, subordinada ao Ministério de Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER).

O Empresário Moçambicano Salimo Abdula, vence o Prémio EuroKnowledge

O empresário moçambicano Salimo Abdula, presidente da Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CE-CPLP), venceu o prêmio Euroknowledge 2020. 

Euroknowledge Leadership Award é um dos maiores reconhecimentos anuais a individualidades que se destacam nas suas realizações e que deram uma contribuição significativa e impactante aos setores empresariais e ao desenvolvimento humano, tais como saúde, educação, ambiente de liderança e responsabilidade social corporativa.

A cerimónia de entrega de prémios foi realizada virtualmente a partir de House of Lords, de Londres, e houve ainda espaço para uma mesa-redonda que discutiu liderança e filantropia com homens de negócio de todo o mundo.

Falando momentos depois de receber o prémio de Liderança Empresarial (Business Leader Award), Salimo Abdula disse que era um privilégio ter o seu nome ligado a um prêmio que já distinguiu personalidades como Bill Gates e Aliko Dangote.

“O prémio eleva o nome de Moçambique, a marca CPLP e das diversas entidades a que estamos ligados. Por isso, gostaria de agradecer a todos pela confiança e, especialmente, à comissão da Euroknowledge e à Women Leaddership of Africa, que muito apoiaram para esta nomeação é resultado”, disse Salimo Abdula.

Eventos da Semana: de 02 à 06 de Novembro

Confira os principais eventos que marcam o inicio do mês, de 02 à 06 de Novembro de 2020.

Corrida Virtual

Sobre o evento:

O Absa Virtual Race é um evento de maratona e ciclismo, criado pelo Absa Bank Mozambique, no qual pode participar de qualquer lugar, dentro e fora de Moçambique, de 2 de novembro a 21 de dezembro, permitindo-lhe ganhar prémios.

Data e hora: segunda-feira, 2 de novembro de 2020 às 13h15

Para se registar aceda: www.absavirtualrun.co.mz

Teletrabalho a luz da Proposta de Revisão da lei do Trabalho

Participe e o seu contributo para o aprimoramento do regime jurídico aplicável ao teletrabalho.  

Data e Hora: Quinta-feira, 05 Novembro 2020 as 14:30 

Painelistas:

Antonio Sousa (CTA) 

Baltazar Egídio (MITSS) 

Guerra Mandlate (BCI) 

Link de Registo: Zoom

Ciclo de Webinars

Acompanhe este ciclo de Webinars promovido pelo o Instituto de Estudos Sociais e Econômicos.

Data e hora: terça-feira, 03 de novembro de 2020 às 15h

Painelistas:

Yasfir Ibaimo (IESE) 

Agostinho Machava (CDD) 

Moderador: Celeste Banze (CIP) 

Link de inscrição: Zoom 

Data e hora: quarta-feira, 4 de novembro de 2020, às 16h 

Painelistas:

Félix Matusse (MGCAS) 

Ruth Castel-Branco (Universidade Witwatersrand) 

Moises Siuta (IESE) 

Moderador: Rosimina Ali (IESE) 

Link de inscrição: Zoom 

Data e hora: quinta-feira, 5 de novembro de 2020 às 16h 

Painelistas:

Roque Magaia (CTA) 

Moises Siuta (IESE) 

Michael Sambo (IESE) 

Moderador: Eleasara Antunes (DFID) 

Link de inscrição: Zoom

Analisar o que é relevante permite contar a história certa

As Experts em Monitorização e Análise Alison Williams e Orla Graham vão explorar neste Workshop a Framework para medir e analisar que interessa para as Relações Públicas, assim como explorar frameworks de Planeamento, que é uma componente crítica que qualquer Campanha de Comunicação de Relações Públicas.

A equipa da CARMA vai explicar como é que o seu Programa de Media Intelligence pode entregar Insights úteis e válidos para colocar em prática em todas as áreas da sua organização, com foco no Impacto e não apenas em outputs. Conheça neste Workshop as melhores dicas e melhores práticas internacionais para os Profissionais Séniores de Comunicação e RP, sobre como perceber e otimizar a “Measurement Journey” da sua organização. Saiba que Métricas e Metodologias determinam o Sucesso de uma Campanha de Comunicação e como as comunicar aos seus Stakeholders.

Para se registar: https://lnkd.in/dby38cQ

Participe dos nossos Webinars e mantenha-se sempre informado e actualizado sobre as reflexões e debates que conduzem o Pais ao desenvolvimento.

Vale Moçambique abre vagas de emprego para mulheres

“Lugar da mulher é onde ela quiser”. Tendo em conta esta premissa e a sua política de diversidade e inclusão, a Vale Moçambique lançou um concurso público para a admissão de 170 profissionais para a vaga de Operador de Equipamentos de Instalação.

Esta é uma posição maioritariamente ocupada por homens, mas de forma a aumentar o número de mulheres nas áreas operacionais, a empresa incentiva à participação das mesmas no concurso.

Numa altura em que apenas 10% dos mais de 3,500 colaboradores directos da Vale é que são mulheres, a Vale espera que com essa abertura pelo menos 20% das vagas sejam ocupadas por mulheres e, de forma paulatina o número aumente, reforçando assim, o equilíbrio do género nas suas equipas.

A mineradora mantém a mesma política para os funcionários das empresas subcontratadas. Ao todo, entre postos de trabalho directos e indirectos, a Vale dá emprego a mais de 13 mil pessoas, sendo uma parte composta por mulheres.

Moçambique e Malawi passam a usar o Porto de Nacala para tráfego de mercadorias

A Empresa Nacala logistics, concessionária da infra-estrutura ferroviária do Corredor de Nacala, vai disponibilizar seiscentos vagões e respectivas locomotivas para viabilizar o transporte de cargas de fertilizantes que Malawi pretende importar nos próximos três meses.

O anúncio da disponibilidade destes meios foi feito recentemente, pelo presidente do conselho de administração (PCA) da NACALA LOGISTIC, Welington Soares, no final da visita conjunta ao porto de Nacala -Velha, dos Ministros dos Transportes e Obras Públicas do Malawi, Mohammed Sidik Mia, e dos transportes e comunicações de Moçambique Janfar Abdulai.

O ministro para área dos transportes e comunicações de Moçambique fez saber que são perto de 80 mil toneladas de fertilizantes a serem importadas para Malawi, através do Porto de Nacala e a preocupação deste país, prende-se com a capacidade e segurança dos antigos vagões de comboios em fazer chegar ao destino seus produtos.

O ministro dos transportes e Obras públicas do Malawi, disse ficar impressionado com a abertura de Moçambique para solução das preocupações do seu país.

‘Prime rate’ mantém-se em 15,9% pelo quarto mês consecutivo

A taxa de juro de referência de Moçambique a vigorar no mês de novembro vai manter-se em 15,9%, valor que se aplica pelo quarto mês consecutivo, anunciaram recentemente a Associação Moçambicana de Bancos (ABM) e o Banco Central.

Desde Abril, altura em que chegou a 18,4%, a taxa recuou 250 pontos base até 15,9%, valor fixado a 01 de agosto. Comparativamente ao início do ano, a ‘prime rate’ apresentou uma diminuição de 210 pontos base, igual redução quando comparada com o mesmo período do ano anterior.

A criação da ‘prime rate’ com um valor inicial de 27,75% foi acordada entre o banco central e a Associação Moçambicana de Bancos (AMB) em Junho de 2017 para eliminar a proliferação de taxas de referência no custo do dinheiro.

O objectivo é que todas as operações de crédito sejam baseadas numa taxa única, “acrescida de uma margem (‘spread’), que será adicionada ou subtraída à ‘prime rate’ mediante a análise de risco” de cada contrato, explicam os promotores.

Mais de 2 mil produtores de algodão participam no programa agrário Sustenta

Cerca de dois mil produtores de algodão participam no programa agrário Sustenta, lançado pelo governo este ano.

A informação foi revelada pelo director-geral do grupo João Ferreira dos Santos, Manuel Delgado, no âmbito da visita do Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, a esta empresa.

Para a presente campanha agrária, foram inscritas mais de quarenta e quatro mil produtores de várias culturas que participam em diversos projectos de agro-negócio.
“São produtores das provinciais do Niassa e Nampula, local, onde a empresa opera há vários anos, no sector agrário”, disse Manuel Delgado.

O grupo João Ferreira dos Santos, emprega oitenta trabalhadores, e a partir do próximo ano, a empresa vai contar com uma fábrica de óleo de semente de algodão e soja, num investimento de mais de três milhões de dólares.

Fresh and Green inova na produção de alimentos

Enquanto Moçambique e o resto do mundo debatem o futuro da alimentação saudável e o problema da escassez de água, algumas empresas já se adiantaram com soluções.

Fresh and Green é uma empresa moçambicana sediada a cerca de 20 km da cidade de Maputo, no bairro de Chiango. Versada na produção de hortícolas, seu diferencial é o uso de uma técnica de cultivo denominada hidroponia que consiste em produzir sem solo, num sistema em que as raízes das plantas recebem uma solução nutritiva contendo tudo o que elas precisam para se desenvolverem nas condições ideias.

Embora seja praticada noutros países, a hidroponia afigura-se como novidade em Moçambique e a Fresh and Green o maior e mais feliz exemplo de sua aplicação no país. Em muitos meios esta técnica já é conhecida como a agricultura do futuro devido às suas características favoráveis ao meio ambiente.

Por exemplo, a Fresh and Green usa apenas 20% da água que seria necessária num campo de cultivo normal. Adicionalmente, o uso de substâncias agrotóxicas é praticamente nulo o que torna os produtos desta empresa mais saudáveis do que a média e, com efeito, mais apreciados pelos consumidores.

Tendo como principal mercado hotéis, supermercados e restaurantes da cidade de Maputo, a Fresh and Green oferece uma variedade de produtos, tais como: alface manteiga roxa, alface crispy roxa, coentro, salsa, rúcula cultivada, rúcula rococó entre outros.

ExxonMobil com prejuízo de mais de 2 milhões de dólares

A petrolífera norte americana ExxomMobil, anunciou um prejuízo de 2,370 milhões de dólares até Setembro último contra um lucro de 8,650 milhões de dólares no mesmo período de 2019.

Através do comunicado da empresa, a petrolífera fez saber que já vão três trimestres consecutivos com as contas no vermelho, tendo contudo, registado uma queda de 32% na facturação nos primeiros nove meses deste ano, para 134.962 milhões de dólares.

Só no terceiro trimestre, a ExxonMobil contabilizou um prejuízo de 680 milhões de dólares, que compara com um lucro de 3.170 milhões de dólares no mesmo período do ano anterior.

No terceiro trimestre, a ExxonMobil contabilizou um prejuízo de 680 milhões de dólares, que compara com um lucro de 3.170 milhões de dólares no mesmo período do ano anterior.

As vendas entre Julho e Setembro, por sua vez, caíram 29% para 46.199 milhões de dólares, lê-se no comunicado.

Trata-se de um resultado melhor do que alcançou no trimestre anterior, sendo que a ExxonMobil justifica esse sucesso com “a fase inicial da recuperação”, com a “redução de capital e despesas”, bem como com o seu negócio na Guiana.

Darren Woods, presidente executivo da operadora mantem a confiança na “estratégia de longo prazo” da empresa e nos pilares fundamentais dos negócios “Estamos a tomar medidas necessárias para preservar o valor e proteger o balanço e os dividendos”, referiu o gestor.

Como é que as empresas podem contribuir para o crescimento do mercado de produtos orgânicos

Apesar da comoção geral que se assistiu após a descoberta do gás, a agricultura seguiu inabalável como principal aposta para o desenvolvimento do país. Com efeito, empresas ligadas ao sector puderam continuar empolgadas quanto ao que o futuro lhes reservava.

É notório o esforço de mecanizar e industrializar a agricultura. A recente criação da Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN) demonstra essa pretensão. Mas a agricultura familiar pode não se beneficiar dessas iniciativas gigantes. Ainda assim, é possível que a produção em larga escala abra um espaço único para os pequenos agricultores.

Mutiana Investimento é uma empresa do ramo agrícola que contribui para um maior acesso à insumos e serviços agrícolas de qualidade. A empresa também facilita o acesso à informações para melhorar a tomada de decisões por parte dos pequenos agricultores.

Por um lado, será cada vez mais preciso que pequenas empresas surjam e suportem os pequenos agricultores, já que sua produção em pequena escala permite explorar produtos exclusivos, de nicho e – sobretudo – orgânicos.

Por outro, empresas como a Mozambique Good Trade (empresa responsável pela comercialização de produtos naturais) precisarão abarcar mais produtores no seu leque de distribuição.

É facto, a longo prazo, a industrialização da agricultura excluirá grande parte dos pequenos agricultores. O motivo disso é simples: mecanização implica uso de máquinas que só podem ser operadas por pessoas especializadas. Em parte, isso significa que novos empregos serão criados. Mas também haverá máquinas totalmente autónomas que deixarão muitas pessoas fora do mercado.

Com efeito, a mecanização pode não incluir muitos dos pequenos agricultores em actividade hoje. Se nada for feito, a maioria pode ficar de lado por irrelevância. Ou seja, num futuro breve o sector pode não precisar deles já que terá maquinas e pessoal especializado para o trabalho.

Quando esses pequenos agricultores forem substituídos por cabeças especializadas e máquinas mais velozes, tudo o que lhes restará será trabalhar em seus pequenos campos onde não podem competir com empresas agrícolas de tecnologia de ponta, insumos melhorados, sistemas de irrigação sofisticados e outras coisas.

A boa notícia é que eles não precisam competir. Se unirem esforços podem ganhar no único campo onde nenhuma grande empresa agrícola pode entrar. Falamos do mercado de produtos orgânicos. O carrinho de compras do consumidor médio terá cada vez mais espaço para produtos orgânicos, quer para minimizar a culpa derivada do consumo dos processados, quer por genuína consciência dos benefícios associados ao seu consumo.

Entretanto, as empresas do ramo precisam capacitar os pequenos agricultores de outro modo, a industrialização os tornará obsoletos, em vez de complementares e alternativos como esperamos. Os agricultores rurais simplesmente não podem produzir mais rápido nem em larga escala. Se quiserem sobreviver, precisam ser agressivos no único campo em que podem prosperar.

Por conseguinte, cabe às PME do sector continuar a trabalhar com os pequenos agricultores, apoiando-os e capacitando-os com as ferramentas necessárias para que seus produtos cheguem aos supermercados nacionais e internacionais, onde sempre terão espaço nas prateleiras.