Sunday, April 19, 2026
spot_img
Home Blog Page 291

Moçambique e Itália pretendem duplicar o volume de comércio

Moçambique e Itália têm como meta dobrar o volume de comércio bilateral para mais de 500 milhões de dólares por ano, segundo o presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Agostinho Vuma.

Falando em Milão no Fórum Empresarial Itália-Moçambique, Vuma sublinhou a importância de estabelecer parcerias entre os dois países para explorar o potencial de negócios existente.

Actualmente, um dos principais investimentos italianos em Moçambique é liderado pela empresa de energia ENI, que está a explorar Gás Natural Liquefeito (GNL) através do Projecto Coral Sul de GNL flutuante, na província de Cabo Delgado.

Vuma destacou o ambiente favorável para o investimento directo estrangeiro em Moçambique, resultado das políticas implementadas pelo governo, principalmente com a aprovação do Programa de Aceleração Económica (PAE).

Ele enfatizou a importância da parceria para garantir benefícios mútuos nos investimentos, incluindo garantias de retorno do capital e promoção do conteúdo local.

A missão liderada por Vuma, composta por cerca de 40 empresários, demonstra a vontade dos empresários moçambicanos em estabelecer relações mais estreitas entre os dois países.

FUNAE: energia renovável para uma rede nacional mais forte

O Fundo Nacional Moçambicano de Energia (FUNAE) está a adotar uma abordagem híbrida na construção de infraestruturas elétricas. Esta medida assegurará que a energia produzida seja integrada na rede nacional e simultaneamente beneficie as comunidades próximas dos empreendimentos.

Este ano, a central de Luaice, situada na província do Niassa, será ligada à rede pública, uma vez que já existe um contracto para a sua execução. A mini-hídrica de Rotanda, em Manica, no centro do país, também se encontra em obras com o mesmo propósito. Da mesma forma, a central de Majaua, na província central da Zambézia, que até agora operava no modelo “off-grid”, será conectada à medida que a rede nacional se expandir.

A ligação das centrais de Luaice (com capacidade para gerar 500 kVA), Rotanda (590 kVA) e Majaua (530 kVA) permitirá ao FUNAE injetar 1.6 Megawatts na rede pública, avançando assim para o modelo híbrido que agrega valor às centrais.

Para além disso, estão em curso procjetos para a construção de novas centrais, como Berua e Nintulo na Zambézia, e Micuinha e Ntimbe no Niassa, totalizando 8 Megawatts. Atualmente, a instituição está a promover um concurso público para viabilizar o procjeto em Berua, e para Nintulo, foram realizados estudos de pré-viabilidade. No caso de Micuinha e Ntimbe, os estudos encontram-se numa fase avançada, seguindo-se a mobilização de financiamentos para as infraestruturas.

O FUNAE acredita que o sucesso destes novos procjetos de centrais hídricas irá alterar o paradigma atual do fornecimento de energia à região norte do país, que até agora dependia principalmente da Hidroelétrica de Cahora Bassa, em Tete, no centro de Moçambique.

Cooperação Índia-Moçambique: explorando sectores de energia

O Ilustre Ministro do Petróleo e Gás Natural, Habitação e Assuntos Urbanos da Índia, S.E. Sr. Hardeep S. Puri, encontra-se em visita a Moçambique de 28 a 31 de Outubro de 2023, marcando sua primeira presença no país. Acompanhando o Honroso Ministro Puri, estão altos funcionários do Governo da Índia, assim como o CMD da ONGC Videsh Limited (OVL) e da Oil India Limited (OIL).

Esta visita é de grande importância, uma vez que empresas do setor público indiano, com participação majoritária do Governo da Índia, como a ONGC Videsh Limited (OVL), a Bharat Petroresources Limited (BPRL) e a Oil India Limited (OIL), detêm a maior parte do investimento na Área 1 dos campos de gás Rovuma em Cabo Delgado, totalizando 30%. A operação está a cargo da Total Energies, da França, que possui uma participação de 26,5% no investimento. No entanto, o projeto de exploração das reservas estimadas de 175 trilhões de pés cúbicos de gás e a subsequente conversão em Gás Natural Liquefeito (GNL) está paralisado desde abril de 2021, em decorrência do ataque terrorista hediondo e bárbaro ocorrido em Palma, em março do mesmo ano.

Durante sua estada, o Honroso Ministro do Petróleo e Gás Natural, Habitação e Assuntos Urbanos da Índia, S.E. Sr. Hardeep S. Puri, tem prevista uma reunião com seu homólogo moçambicano, S.E. Sr. Carlos Zacarias, Ilustre Ministro dos Recursos Minerais e Energia do Governo da República de Moçambique, bem como com S.E. Sr. Ernesto Max Tonela, Ilustre Ministro da Economia e Finanças do Governo da República de Moçambique. Além disso, está programada uma visita ao local do projeto em Palma.

Esta breve, porém prioritária, visita proporcionará tanto à Índia quanto a Moçambique a oportunidade de discutir aspectos estratégicos do Projeto de GNL, visando sua retomada em breve.

Standard & Poor’s mantém rating de Moçambique em ‘C’ com perspectiva estável

A agência de notação financeira Standard & Poor’s decidiu manter o rating de Moçambique em ‘C’, com perspectiva estável, considerando que continua a haver riscos de atrasos nos pagamentos da dívida em moeda local.

“O Governo está a implementar medidas para evitar estes atrasos nos pagamentos e os progressos na consolidação orçamental estão em curso, mas os riscos de haver mais atrasos nos pagamentos continuam possíveis, na nossa opinião”, escreve a Standard & Poor’s (S&P).

Em causa está, fundamenta a agência, os custos potencialmente mais elevados decorrentes da reforma dos salários públicos, elevada despesa para lidar com os choques climáticos e riscos de derrapagem orçamental nas vésperas das eleições do próximo ano.

Na nota que dá conta da manutenção do rating em ‘C’ para os pagamentos em moeda externa e CCC+ para os pagamentos em moeda local, os analistas escrevem que continuam “a considerar que a capacidade do Governo para servir a dívida comercial é fraca até às projectadas receitas do gás chegarem”.

A S&P já tinha descido o rating de Moçambique para Default Selectivo em Junho, alegadamente por atrasos nos pagamentos da dívida interna no princípio do ano, em média nove dias depois do prazo, mas melhorou a avaliação logo a seguir, numa acção que serviu apenas para sinalizar que os atrasos no pagamento da dívida têm consequências a nível do rating.

Os analistas, segundo avançou a Lusa, esperam uma expansão do PIB de 4,8% este ano e de 5,5% entre 2024 e 2026, com a dívida pública a melhorar para 74% do PIB este ano e a manter-se acima dos 70% até 2026.

Syrah: fornecedor chinês da Tesla antevê maior procura por grafite

A Syrah Resources, produtora australiana, anunciou na quinta-feira que está antecipando um aumento nas compras de grafite natural por parte de compradores fora da China.

Essa movimentação surge em preparação para a entrada em vigor, em 1 de dezembro, de controles mais rigorosos de exportação sobre o material de bateria por parte da China, líder mundial na produção e exportação de grafite.

A Syrah Resources, com um acordo de fornecimento estabelecido com a Tesla, atualmente extrai grafite em suas operações em Balama, Moçambique, e está em processo de construção de uma fábrica na Louisiana.

De acordo com a Syrah, feedbacks de clientes e análises indicam que os compradores estão buscando acumular grafite como forma de mitigar o risco de interrupções no fornecimento a curto prazo, tanto antes da proibição entrar em vigor quanto antes do inverno chinês, período em que a produção de grafite natural tende a diminuir.

A Syrah prevê que a incerteza quanto ao impacto desses controles no fornecimento chinês continuará até 2024. No entanto, por enquanto, não espera nenhum impacto ‘significativo’ na demanda da China em seu projeto em Moçambique.

Empresa italiana Saipem anuncia progressos face à retoma de vários projectos

O grupo italiano de serviços energéticos Saipem (SPMI.MI), empresa que vai ajudar na implementação do projecto de Gás Natural Liquefeito (GNL), na Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, fez progressos significativos e está perto de concluir os projectos que tinham sido interrompidos, devido à uma crise do capital que afectou a empresa.

Comentando os resultados do terceiro trimestre, o CEO da firma, Alessandro Puliti, disse que o grupo “estava de volta a uma trajectória de crescimento graças a um recorde de encomendas e a uma mudança para projectos com margens mais elevadas”.

“Estamos a ver, agora, os resultados de vários passos dados na direção certa desde o nosso aviso de lucros”, afirmou Puliti.

O grupo reportou no final da quarta-feira um aumento de 26% no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) do terceiro trimestre para 243 milhões de dólares, o maior desde o último trimestre de 2019.

Segundo a Reuters, a Saipem ganhou este mês um contrato de engenharia, aquisição e construção (EPC) de 4.1 bilhões de dálares para um projecto de gás nos Emirados Árabes Unidos (EAU).

“O grupo está perto da capacidade total no negócio offshore e estamos a considerar a possibilidade de alugar navios adicionais”, disse Puliti.

Em janeiro de 2022, a Saipem emitiu um aviso de lucros, alegando o aumento dos custos da cadeia de abastecimento e as fracas margens dos projectos de energia eólica offshore e de construção onshore.

Agora, o grupo está confiante de que concluirá os projectos difíceis até ao final do próximo ano, disse o director financeiro Paolo Calcagnini.

A confiança da empresa é também estimulada pela possível retoma do Projecto de Gás Natural Liquefeito, liderado pela TotalEnergies. O empreendimento terá sido paralisado em Março de 2021, dada a ameaça dos ataques terroristas na região.

Fórum de negócios Itália-Moçambique: ambos países abertos para investimentos

O estabelecimento de parcerias para a exploração do potencial e oportunidades de negócios existentes entre Moçambique e a Itália é fundamental para assegurar os benefícios mútuos dos investimentos. Quem o diz é o Presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Agostinho Vuma.

Vuma falava no fórum de negócios Itália-Moçambique, que decorreu, na Quinta-feira, em Milão, durante o qual referiu que as parcerias empresariais entre os dois países, têm o potencial de promover o conteúdo local.

Aliás, esta questão esteve no topo das conversações entre o Presidente da República, Filipe Nyusi, e a Primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, aquando da sua última visita a Moçambique.

Empresas italianas desejam expandir-se 

De acordo como uma nota da CTA, a delegação empresarial moçambicana observou que as empresas italianas têm um desejo grande de se internacionalizar, “incluindo a disponibilidade do próprio Governo de sustentar este potencial através do Fundo de Internacionalização, do Fundo Climático, entre outros”.

“A nossa maior expectativa é colocar os sectores empresariais dos dois países na liderança de processos de cooperação que atinjam ou suplantem, por ano, cerca de 500 milhões de dólares de negócios bilaterais em exportações e importações, o que representaria o dobro do volume actual de negócios”, referiu Agostinho Vuma.

Moçambique favorável para investimentos

Aos empresários italianos,  Vuma disse que Moçambique dispõe de um ambiente favorável e atractivo, do ponto de vista legal e estrutural, para o investimento directo estrangeiro em Moçambique, o que representa a sua matriz de oportunidades de negócios.

Esse ecossistema empresarial é resultado da adopção de políticas implementadas pelo Governo, como a introdução do Pacote de Medidas de Aceleração Económica (PAE), um conjunto de 20 medidas estruturantes.

O instrumento elenca a Lei de Investimentos, facilidades de obtenção de visto, a Lei do Trabalho e o Código Comercial, “cujo objectivo é colocar o sector privado como principal agente dinami zador da economia e oferecer um ambiente mais estável para os investimentos estrangeiros”.

Projecto Coral Sul impulsiona economia Moçambicana com crescimento de 6,5% no PIB

No último ano, as operações de gás natural pela plataforma flutuante Coral Sul, localizada ao largo da costa da província moçambicana de Cabo Delgado, contribuíram significativamente para o crescimento econômico do país.

O Projecto FLNG Coral Sul, ancorado na Área 4 da bacia do Rovuma, iniciou suas operações em novembro de 2022 e já atingiu a sua capacidade máxima de produção. Desde então, foram realizados mais de 30 carregamentos de Gás Natural Liquefeito (GNL) com destino aos mercados europeu e asiático.

Giorgio Vicini, representante da renomada empresa energética italiana ENI em Moçambique, destacou que esse incremento de 6,5% no Produto Interno Bruto (PIB) é uma contribuição notável para a economia moçambicana.

Desde outubro de 2022 até maio de 2023, a ENI direcionou 34 milhões de dólares para os cofres do Estado moçambicano, demonstrando os benefícios tangíveis resultantes desse empreendimento.

Após o revés causado pelos ataques terroristas em Palma, em 2021, o governo moçambicano e as Agências Internacionais envolvidas na financiamento das operações de GNL em Cabo Delgado reavaliaram os termos de financiamento. Esse movimento foi crucial para retomar os projetos e reafirmar o compromisso com o desenvolvimento da indústria do gás natural.

Acordo de Parceria Económica aumenta o comércio em 5,9% entre UE e SADC

O comércio bilateral entre a União Europeia (UE) e os Estados do Acordo Parceria Económica (APE) da SADC aumentou, significativamente, em cerca de 5,9 por cento. O instrumento contribuiu para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de Moçambique em torno de 0,1 por cento.

A informação consta de um relatório, divulgado esta Quinta-feira, e que aborda resultados preliminares da Aplicação do instrumento que rege o comércio entre os Estados da União Europeia e da Comunidade de Desenvolvimento dos Países da África Austral (SADC), dos quais Moçambique faz parte.

Segundo o documento, o APE reduziu de 5,74% para 0,5% os direitos aduaneiros ponderados entre as duas regiões, baixou de 1,44% para 0,03% os direitos aduaneiros ponderados em função do comércio da UE sobre as importações provenientes dos Estados do APE-SADC.

O relatório refere que o impacto do APE nas exportações e importações varia consideravelmente entre os Estados do APE da SADC.

“Por exemplo, o impacto da Namíbia incide principalmente nas suas exportações para a UE, enquanto o impacto de Moçambique e do Lesoto incide principalmente nas suas importações da UE”, diz o documento.

Impacto no Produto Interno Bruto

O aumento do comércio, avança o relatório, contribuiu para um impacto positivo no PIB real de todas as partes, para a União Europeia, particularmente, saldou-se em torno dos 0,0018 por cento.

“A nível sectorial, a maioria dos sectores do APE-SADC regista um aumento das exportações bilaterais para a UE, embora alguns registem um ligeiro declínio, devido à reafectação das despesas na UE para produtos que beneficiam de reduções pautais. Estes últimos efeitos são, no entanto, reduzidos”, enfatiza o relatório.

O documento afirma que o maior aumento das importações da UE provenientes dos Estados da SADC verifica-se, de longe, no sector dos veículos automóveis e peças (um aumento de quase 1,4 mil milhões de euros).

Ademais, outros sectores que registaram um aumento das exportações para a UE incluem os produtos metálicos (695 milhões de euros), os minerais (324 milhões de euros), os alimentos preparados (210 milhões de euros), o açúcar (209 milhões de euros) e os produtos hortícolas, frutos e nozes (198 milhões de euros).

Fluxo do comércio bilateral

Igualmente, os Estados da SADC registam, como resultado da implementação do instrumento, um aumento das exportações de serviços comerciais para a UE, o que reflecte o aumento do fluxo do comércio bilateral.

Ratificado em Junho de 2016, o Acordo de Parceria Económica teve o início da sua implementação em Outubro do mesmo ano na maioria dos países da SADC, mas em Moçambique só viria a ser colocado em funcionamento em Fevereiro de 2018.

O  APE UE-SADC é um acordo de comércio livre orientado para o desenvolvimento entre a União Europeia e seis Partes da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, nomeadamente o Botswana, Eswatini, Lesoto, Moçambique, Namíbia e África do Sul.

Cláudia Conceição nomeada directora regional do IFC para a África Austral

 O IFC (International Finance Corporation) anunciou ontem a nomeação de Cláudia Conceição como directora regional para a África Austral.

Neste papel, Conceição liderará a estratégia e operações do IFC em 12 países da região, focalizando em projectos para promover o desenvolvimento inclusivo e sustentável do setor privado, estimulando o empreendedorismo e a criação de empregos.

Colaborando com parceiros nos sectores público e privado, Conceição buscará soluções para questões prementes de desenvolvimento em países como Angola, Botswana, Comores, Eswatini, Lesoto, Madagáscar, Maurícia, Moçambique, Namíbia, Seychelles, África do Sul e Zimbabwe.

Seu enfoque será maximizar o impacto do IFC, apoiando os sectores agrícola, de infraestrutura e financeiro, além de impulsionar projetos ambientalmente responsáveis e sensíveis às mudanças climáticas.

Com nacionalidade moçambicana e portuguesa, Cláudia Conceição traz consigo uma vasta experiência do sector privado, sendo sua última posição no Standard Chartered Bank como directora executiva e directora geral para Angola.

Antes disso, atuou em Nairobi, também no Standard Chartered Bank, abrangendo a África Oriental, e gerenciando activos estratégicos na região.

No último ano fiscal, o IFC investiu quase 2 bilhões de dólares na África Austral, reforçando seu compromisso com o crescimento sustentável e a criação de empregos na região.